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-PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 PROPRIEDADE DA PETROBRAS 40 páginas e Índice de Revisões PÚBLICA Movimentação de Carga Inspeção, Manutenção e Operação de Guindastes “Offshore” Procedimento Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior. Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do texto desta Norma. A unidade do Sistema Petrobras usuária desta Norma é a responsável pela adoção e aplicação das suas seções, subseções e enumerações. CONTEC Comissão de Normalização Técnica Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual resolução de não segui-la (“não-conformidade” com esta Norma) deve ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pela unidade do Sistema Petrobras usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter impositivo. SC-42 Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pela unidade do Sistema Petrobras usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter não-impositivo. É indicada pela expressão: [Prática Recomendada]. Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a CONTEC - Subcomissão Autora. Movimentação de Carga As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC - Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma. “A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS, de uso interno no Sistema Petrobras, e qualquer reprodução para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente, através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade industrial.” Apresentação As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho (GT), formados por especialistas do Sistema Petrobras, comentadas e votadas pelas unidades do Sistema Petrobras e aprovadas pelas Subcomissões Autoras (SC). A Norma Técnica PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela SC e deve ser reanalisada a cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a Norma Técnica PETROBRAS N-1. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 2 Sumário 1 Escopo .................................................................................................................................................. 6 2 Referências Normativas ....................................................................................................................... 6 3 Termos e Definições ............................................................................................................................. 7 4 Condições Gerais ................................................................................................................................. 9 5 Inspeção ............................................................................................................................................. 11 5.1 Avaliação de Registros de Manutenção ............................................................................... 11 5.1.1 Estrutura ........................................................................................................................ 11 5.1.1.1 Lança .................................................................................................................... 11 5.1.1.2 Pedestal ................................................................................................................ 11 5.1.1.3 Caixas de Engrenagens, Redutores e Guinchos ................................................. 11 5.1.1.4 Cavalete ................................................................................................................ 11 5.1.2 Acionador Principal (Motor Diesel ou Motor Elétrico) ................................................... 11 5.1.3 Acionamento Hidráulico ................................................................................................ 12 5.1.3.1 Circuito Hidráulico ................................................................................................. 12 5.1.3.2 Acumuladores ....................................................................................................... 12 5.1.3.5 Embreagens Tipo Catraca (“Sprag”) .................................................................... 12 5.1.3.6 Freios .................................................................................................................... 12 5.1.4 Acionamento Mecânico ................................................................................................. 12 5.1.4.1 Conversor de Torque ............................................................................................ 12 5.1.4.2 Caixas de Corrente ............................................................................................... 12 5.1.4.3 Embreagens Tipo Catraca (“Sprag”) .................................................................... 12 5.1.4.4 Eixos e Mancais .................................................................................................... 12 5.1.4.5 Freios .................................................................................................................... 12 5.1.5 Içamento ....................................................................................................................... 13 5.1.5.1 Cabos de Aço e Acessórios de Carga .................................................................. 13 5.2 Avaliação Física do Equipamento ......................................................................................... 13 5.2.1 Estrutura ........................................................................................................................ 13 5.2.1.1 Pintura ................................................................................................................... 13 5.2.1.2 Lança .................................................................................................................... 13 5.2.1.3 Cabine ................................................................................................................... 14 5.2.1.4 Pedestal Adaptador .............................................................................................. 14 5.2.1.5 Mancal de Giro King Post ..................................................................................... 14 5.2.1.6 Mesa de Giro......................................................................................................... 14 5.2.1.7 Chassi ................................................................................................................... 14 5.2.1.8 Cavalete ................................................................................................................ 15 5.2.2 Acionador Principal ....................................................................................................... 15 5.2.2.1 Motor Diesel com Guindaste em Operação .......................................................... 15 5.2.2.2 Motor Elétrico com Guindaste em Operação ........................................................ 15 -PÚBLICA- N-1930 REV.níveis de óleo lubrificante e de água de refrigeração; b) contaminação do óleo; c) fixação do motor; d) estado e fixação das mangueiras; e) existência e estado dos filtros. 6.2.2 Motor Elétrico com o Guindaste Desligado Verificar os seguintes itens: a) através da medição, o isolamento entre e fases e carcaças; b) fixação correta; c) funcionamento da resistência de aquecimento. NOTA Na ausência de acionadores principais, o descrito em 6.2.2 se aplica também para guindastes com acionadores elétricos individuais de guinchos e giro. 6.2.3 Motor Elétrico com o Guindaste em Operação Medir os seguintes itens: a) a tensão entre as fases do motor; b) a corrente por fase. NOTA Na ausência de acionadores principais, o descrito em 6.2.3 se aplica também para guindastes com acionadores elétricos individuais de guinchos e giro. 6.3 Transmissão Hidráulica Verificar a necessidade de limpeza ou de substituição de filtros. 6.3.1 Caixas de Engrenagens, Redutores e Guinchos com o Guindaste Desligado 6.3.1.1 Deve ser empregada a técnica da ferrografia analítica para o monitoramento e detecção de desgastes anormais que possam se desenvolver nos elementos das caixas de engrenagens, redutores e guinchos. Essa técnica permite identificar o mecanismo causador do particulado, assim possibilitando separar condições naturais de desgaste daquelas que podem conduzir o equipamento a uma falha. 6.3.1.2 A coleta e análise para a ferrografia analítica deve ser de pelo menos uma amostra de óleo a cada 2 anos. A coleta e análise para a ferrografia quantitativa deve ocorrer no intervalo máximo de 6 meses. [Prática Recomendada] 6.3.1.3 Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar os seguintes itens: a) Deve-se realizar a análise do histórico dos exames ferrográficos para ratificar a necessidade de desmontagem. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 28 NOTA A presença de particulado oriundo de fadiga ou a verificação de aumento de concentração de partículas relacionadas ao desgaste severo devem orientar a necessidade de abertura do guincho, redutor ou caixa de engrenagem. b) Os parafusos de fixação das caixas de engrenagens e guinchos conforme descritos na seção 9. 6.3.2 Bombas e Motores Hidráulicos com o Guindaste Desligado Verificação e ajuste, se necessário, da calibração das válvulas de alívio do sistema. 6.3.3 Bombas e Motores Hidráulicos com o Guindaste em Operação Verificar a eficiência operacional dos motores hidráulicos através da medição da vazão de dreno. 6.3.4 Freios com o Guindaste Desligado 6.3.4.1 A disponibilidade e avaliação do histórico de manutenção do sistema de freio, conforme procedimento estabelecido pelo fabricante do sistema ou órgão de engenharia de manutenção devem subsidiar a decisão quanto a desmontagem para inspeção dos componentes. 6.3.4.2 Verificar a regulagem, quando aplicável. 6.3.5 Mecanismo de Giro com o Guindaste Desligado 6.3.5.1 Verificar o nível de óleo lubrificante. 6.3.5.2 Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, após desmontagem do conjunto, avaliar utilizando END a integridade dos componentes. 6.3.6 Eixos de Transmissão com o Guindaste Desligado Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar desgaste, trincas, corrosão ou empenos aparentes utilizando END. 6.3.7 Acumuladores e Vasos de Pressão Verificar e adequar, caso necessário, os acumuladores aos requisitos da NR-13. 6.4 Transmissão Mecânica 6.4.1 Conversor de Torque com o Guindaste Desligado 6.4.1.1 Verificar a existência de filtros e aplicação correta. 6.4.1.2 Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar após desmontagem, o estado de ajuste e conservação da embreagem. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 29 6.4.2 Conversor de Torque com o Guindaste em Operação Eliminar o ar do sistema hidráulico. 6.4.3 Caixas de Corrente com o Guindaste Desligado 6.4.3.1 Verificar os seguintes itens: a) o nível de óleo lubrificante; b) a contaminação do óleo lubrificante; c) a existência de folgas nas correntes. 6.4.3.2 Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar, após desmontagem da caixa, a folga e integridade dos componentes e dentes da coroa. 6.4.4 Embreagens e Freios com o Guindaste Desligado 6.4.4.1 Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar o histórico de manutenção do sistema de freio e embreagem, conforme procedimento estabelecido pelo fabricante do sistema ou órgão de engenharia de manutenção para subsidiar a decisão quanto a desmontagem para inspeção dos componentes. 6.4.4.2 Verificar a regulagem. 6.4.5 Mecanismos de Descida Motorizada com o Guindaste Desligado 6.4.5.1 Verificar a folga das correntes. 6.4.5.2 Para manutenção de 5 000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar, após a desmontagem, a integridade dos parafusos de fixação da coroa bipartida da descida motorizada. 6.4.6 Mecanismos de Giro com o Guindaste Desligado Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, após desmontagem do conjunto, avaliar através de END a integridade dos componentes. 6.4.7 Eixos de Transmissão com o Guindaste Desligado Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, após a desmontagem verificar desgaste, corrosão ou empenos aparentes e avaliar a existência de descontinuidades utilizando END. 6.5 Segurança 6.5.1 Luminárias e Holofotes Verificar se existem luminárias danificadas, incluindo balizamento aéreo. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 30 6.5.2 Alarmes Sonoros e Visuais Verificar se os alarmes sonoros (nível de óleo hidráulico, temperatura do fluido hidráulico, sensores de detecção de fogo e gás, temperatura da água do sistema de arrefecimento e temperatura do óleo lubrificante do motor diesel, nível de óleo diesel, pressão do óleo hidráulico, dentre outros) e visuais estão em condições de operação, quando aplicável. 6.5.3 Monitoramento de Carga Avaliar o funcionamento do sistema de monitoramento de carga, em intervalo máximo de 24 meses, utilizando uma célula de carga que deve estar calibrada seguindo os critérios da norma NBR 8197. 6.6 Içamento 6.6.1 Tambores dos Guinchos Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar os seguintes itens: a) visualmente, após a remoção do cabo e limpeza da superfície dos tambores, a integridade dos tambores; b) a integridade utilizando END realizada por amostragem de 20% dos parafusos de fixação do tambor à caixa redutora ou parafusos de fixação do tambor aos mancais do chassi; 6.6.2 Sela Flutuante Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, avaliar a integridade das chapas constituintes da sela flutuante e, se viável, dos pinos sem desmontagem. NOTA O resultado da avaliação de integridade em conjunto com medições de folga entre eixo e mancal devem subsidiar a necessidade de desmontagem. 6.6.3 Moitão e Bola Peso Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar após a desmontagem, a integridade dos componentes do moitão e da bola peso utilizando END. 6.7 Itens Diversos 6.7.1 Verificar os seguintes itens: a) o funcionamento e o estado de conservação da iluminação da cabine e da sala de máquinas; b) o estado de conservação dos painéis elétricos, dos terminais elétricos e do quadro de alimentação elétrica; c) o funcionamento do compressor auxiliar de ar de serviço; d) o funcionamento do “swivel” de ar (rotor seal) de alimentação de ar externo; e) o funcionamento, isolação e desgaste dos anéis de contato do “swivel” elétrico. 7 Operação 7.1 Orientações Gerais -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 202231 7.1.1 O guindaste deve ser submetido a vistoria pré e pós jornada diária de trabalho conforme NR-37. Itens adicionais a NR-37 podem complementar a lista de verificação em função das particularidades de cada equipamento. 7.1.2 Toda operação de movimentação do guindaste deve ser executada levando em consideração, no mínimo, os seguintes pontos: a) sequência da operação; b) peso, dimensões, centro de gravidade e demais características da carga; c) trajetória e acompanhamento visual da carga; d) características dos equipamentos e acessórios de movimentação de carga; e) método de amarração da carga; f) requisitos de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) como: condições meteorológicas, isolamento e sinalização de área, uso de cabo guia; g) manutenção da carga o mais próximo possível do convés; h) a configuração do guindaste para atendimento a uma determinada operação deve estar compatível com as recomendações do fabricante; i) a limitação de capacidade de carga, caso aplicável. 7.1.3 Para viabilizar a utilização de um guindaste com tabela de carga reduzida devem ser atendidas simultaneamente as seguintes condições: a) disponibilizar aos responsáveis pela operação do equipamento o memorial descritivo da análise efetuada, informando os parâmetros e critérios utilizados para definição das novas capacidades, elaborado por profissional habilitado; b) instalar a nova tabela de carga na cabine do guindaste, informando a data, autor e o documento associado à implementação; c) incluir o memorial descritivo no registro de manutenção associado à parte do guindaste sobre a qual foi desenvolvida a análise de comprometimento da tabela de carga original. NOTA Sempre que identificada a implementação de tabela de carga reduzida durante a realização da inspeção, deve ser efetuado o registro no relatório. 7.1.4 As operações devem ser executadas de acordo com as orientações de segurança descritas nas normas: N-2869, NR-11, NR-12, NR-35, NR-37, mas não limitadas a estas. 7.1.5 Em caso de realização de içamento crítico conforme definido no item 3.9, um plano de movimentação de cargas (plano de “rigging”) deve ser elaborado e as orientações de segurança formalizadas e incluídas nesse plano. 7.2 Plano de Movimentação de Cargas 7.2.1 O plano de movimentação de carga (plano de “rigging”) deve ser elaborado por um profissional legalmente habilitado com experiência comprovada ou treinamento específico reconhecidamente adequado para a área. 7.2.2 O plano de movimentação de carga (plano de “rigging”) deve conter desenhos, planta e elevação, com as seguintes informações, quando aplicáveis: a) coordenadas e elevação do guindaste, construções e eventuais obstáculos (torres, vasos, equipamentos, módulos de alojamento etc.); b) alcance horizontal e vertical do guindaste previsto para utilização; c) interferências ao giro do guindaste na operação; -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 32 d) lista indicando quantidades, especificações e capacidades de todos os materiais, equipamentos adicionais, dispositivos e acessórios de movimentação a serem utilizados na operação; e) indicação dos pontos e da forma de amarração da carga; f) indicação do trajeto a ser percorrido pela carga, dispositivos e acessórios de movimentação de carga com vista(s) indicando a(s) seguinte(s) folga(s) mínima(s): — lança x carga; — lança(s) x obstáculo(s); — cabo de carga x obstáculos; — acessórios de movimentação x lança; — acessórios de movimentação x obstáculos; g) posições da carga em cada fase de operação; h) peso da carga; i) peso de movimentação total (acessórios externos mais carga); j) tabela indicando para cada fase de movimentação e para cada equipamento envolvido (se aplicável), os seguintes dados: — modelo e capacidade nominal do equipamento; — tipo e composição da lança; — tipo e composição do “jib”; — tabela de carga contendo raios de trabalho e correspondentes capacidades com elevação correspondente do gancho; — fatores de segurança utilizados nos cálculos de dimensionamento dos acessórios de movimentação. 7.2.3 As memórias de cálculo devem ser estabelecidas e incluídas no plano de movimentação de cargas (plano de “rigging”), conforme a seguir: a) memória de cálculo utilizada para definição e aplicação de acessórios para movimentação; b) memória de cálculo do peso de movimentação e do centro de gravidade da carga; c) memória de cálculo da verificação estrutural da carga a ser içada em relação ao ponto e a forma de amarração. 7.3 Segurança na Operação 7.3.1 As diretrizes mínimas de segurança em movimentação de carga, a fim de garantir a manutenção da integridade física dos executantes, das instalações, dos equipamentos e das cargas movimentadas, devem ser observadas nos padrões SMS das unidades da Petrobras e conforme a norma N-2869. 7.3.2 Não é permitida a movimentação simultânea de carga através dos sistemas principal e auxiliar de guindastes. 7.3.3 Durante a execução dos serviços devem ser utilizados sinais, a menos que seja utilizado sistema de comunicação sonora (rádio ou equivalente) em faixa de frequência exclusiva, sempre que possível. NOTA Recomenda-se utilizar sinais padronizados pela ASME B30.5 (ver Figura A.2) [Prática Recomendada]. 7.3.4 Somente o operador do guindaste deve permanecer na cabine quando o guindaste estiver em operação. A presença de outra pessoa somente é permitida em casos de treinamento ou teste operacional. NOTA A cabine deve permanecer isenta de equipamentos e materiais sem fixação que podem se deslocar durante a movimentação do guindaste colocando em risco a operação. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 33 7.3.5 Uma vez içada a carga, o ciclo deve ser completado, não deixando a carga suspensa. 7.3.6 Havendo necessidade de deixar a cabine de comando, o operador do guindaste deve certificar- se que: a carga não está suspensa; as travas de segurança estão acionadas; os controles estão na posição neutra; os freios estão aplicados e o guindaste está desligado. 7.3.7 Ao término do trabalho em condições normais, a lança deve estar apoiada no berço. 7.3.8 Os guindastes devem permanecer paralisados, atendendo aos itens 7.3.6 e 7.3.7, enquanto o helicóptero estiver operando com a instalação marítima. 7.3.9 As condições meteorológicas e oceanográficas são restritivas às operações, devendo ser observado os requisitos estabelecidos pelo fabricante, assim como os descritos na NR-37. 7.3.10 O cabo de extensão deve ter comprimento mínimo de 3m e utilizar gancho de segurança com trava. 7.3.11 Deve ser evitada a movimentação de cargas sobre os contêineres de alojamento e plantas de processo. Caso seja necessário, devem ser analisadas as condições do trabalho de forma a garantir a segurança. 8 Teste de Carga Deve ser executado após cada manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, e nos casos previstos em 4.11a a 4.11c. Deve ser elaborado um procedimento para execução do teste de carga. O procedimento de teste de carga deve ser específico para cada modelo de guindaste considerando as características construtivas e funcionais, respeitando a tabela de carga vigente para operação do guindaste. O procedimento de teste de carga deve prever os itens necessários a verificação pós teste, caso aplicável. NOTA Preferencialmente a carga de teste não deve ser movimentada por cima das cabeças de poços, vasos de pressão e alojamentos. 8.1 Antes do Teste de Carga 8.1.1 Deve ser efetuada uma inspeção T2 para verificar se o guindaste está em condição normal de operação e identificar possíveis pendências impeditivas à realização do teste de carga. 8.1.2 Deve ser dado conhecimento ao responsável a bordo pela instalação marítima da realização do teste de carga, sendo definidos junto com o responsável a bordo os participantese as atribuições e responsabilidades durante a realização do teste de carga. 8.1.3 Recomenda-se realizar o teste com sobrecarga conforme a tabela a seguir [Prática Recomendada]: -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 34 Capacidade nominal no raio de teste (kg) Sobrecarga no raio de teste ≤ 20.000 25% > 20.000 e ≤ 50.000 5.000kg > 50.000 10% 8.1.5 Os acessórios auxiliares componentes do teste devem ser considerados parte integrante da carga de teste, computando-se o seu peso. Estes devem estar com os registros de inspeção válidos. 8.2 Durante o Teste de Carga 8.2.1 A indicação no sistema de monitoramento de carga do guindaste deve ser comparada com o valor da célula de carga calibrada utilizada como referência. NOTA Recomenda-se utilizar bolsas d’água para composição das cargas a serem utilizadas no teste de carga. [Prática Recomendada] 8.2.2 Inicialmente testar o guindaste, sem carga, fazendo as seguintes operações: a) elevar e abaixar o moitão, a bola peso e a lança dentro dos limites das posições; b) girar o guindaste para os dois lados, com o ângulo máximo permitido; c) nas operações descritas em a) e b) acima, atentar para: ruídos, vibração excessiva e movimentos irregulares. 8.2.3 No teste dos sistemas principal e auxiliar de içamento após posicionar a lança no ângulo definido com a carga nominal indicada na tabela, elevar o gancho (moitão ou bola peso), frear e mantê-lo por 30 segundos. 8.2.4 Verificar a atuação dos sistemas de alarme e desarme automático por sobrecarga, quando aplicável, abaixando a lança lentamente com carga suspensa até a ocorrência de sobrecarga conforme a configuração do sistema. 9 Inspeção dos Parafusos Estruturais 9.1 Identificar, individualmente, os parafusos e a posição de montagem. 9.2 Testar aleatoriamente, quanto ao torque ou tensionamento, 20% dos parafusos. NOTA 1 Para o caso do rolamento de giro, considerar o percentual separadamente para fixação da pista interna e externa, verificando se os valores se encontram dentro dos limites especificados pelo fabricante do sistema ou pelo órgão de engenharia de manutenção. NOTA 2 Diante da identificação de desvios, estender a avaliação para 100% dos parafusos. 9.3 Inspecionar por END, 10% dos parafusos. NOTA 1 Para o caso do rolamento de giro, considerar o percentual separadamente para fixação da pista interna e externa, podendo ser utilizados os parafusos avaliados em 9.2. NOTA 2 Diante da identificação de desvios, avaliar a natureza das ocorrências e a necessidade de se estender a amostragem; NOTA 3 Métodos de inspeção sem a remoção de parafusos podem ser empregados e seus resultados devem subsidiar a necessidade de desmontagem para inspeção visual. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 35 9.4 A inspeção por END pode ser dispensada para o caso de parafusos não sujeitos a esforços de tração cíclica relevante, como nos exemplos: fixação de base de redutores de giro, fixação de conjunto redutor ao guincho e fixação do tambor ao guincho. 10 Resultados Os resultados obtidos nas manutenções, inspeções e nos testes realizados devem ser registrados em relatório apropriado e mantidos disponíveis para consulta e tratamento. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 36 Anexo A - Figuras Figura A.1 - Guindaste Sobre Pedestal -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 37 IÇAR - Com o antebraço na vertical, dedo indicador apontado para cima, movimente a mão em pequenos círculos horizontais. ARRIAR - Com o braço estendido para baixo, indicador apontado para baixo, movimente a mão em pequenos círculos horizontais. USE O CABO DE CARGA - Bata com o punho na cabeça e então use os sinais convencionais. USAR CABO DE CARGA - AUXILIAR - Bata no cotovelo com uma das mãos e então use os sinais convencionais. SUSPENDER LANÇA - Braço estendido, dedos fechados, polegar apontado para cima. ARRIAR LANÇA - Braço estendido, dedos fechados, polegar apontado para baixo. MOVIMENTO LENTO - Use uma das mãos para indicar qualquer sinal de movimento e coloque a outra mão parada na frente (exemplo: içar lentamente). SUSPENDER LANÇA E ARRIAR CARGA - Com o braço estendido e o polegar apontado para cima, flexione os dedos para dentro e para fora, enquanto for desejado o movimento da carga. ARRIAR LANÇA E SUSPENDER CARGA - Com o braço estendido e o polegar apontado para baixo, flexione os dedos para dentro e para fora, enquanto for desejado o movimento da carga. Figura A.2 - Sinais Manuais para Controle de Operações com Equipamento de Movimentação de Carga -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 38 GIRO - Braço estendido apontado com o dedo na direção do giro da lança. PARE - Braço estendido, palma para baixo, mover o braço para frente e para trás horizontalmente. PARADA DE EMERGÊNCIA - Ambos braços estendidos, palmas para baixo, mover as mãos para frente e para trás horizontalmente. DESLOCAMENTO - Braços estendidos para frente, mãos abertas e levemente levantadas, faça um movimento de empurrar na direção do deslocamento. TRAVE TUDO - Segure as mãos em frente ao corpo. DESLOCAMENTO (COM AMBAS AS ESTEIRAS) - Usando os punhos (mãos cerradas) em frente ao corpo, faça movimentos circulares com as duas mão passando uma por cima da outra, indicando a direção de deslocamento, para frente ou para trás (somente para guindastes terrestres). DESLOCAMENTO (UMA ESTEIRA) - Trave a esteira indicada pela sinalização do punho (mão fechada) erguido. O deslocamento da esteira oposta deve ser indicado por movimentos circulares verticais pelo outro punho em frente ao corpo (somente para guindastes terrestres). ESTENSÃO DA LANÇA (LANÇA TELESCÓPICA) - Punhos em frente ao corpo com os polegares apontando para fora cintura. RETRAÇÃO DA LANÇA (LANÇA TELESCÓPICA) - Punhos em frente ao corpo com os polegares apontando para dentro da cintura. Figura A.2 - Sinais Manuais para Controle de Operações com Equipamento de Movimentação de Carga (Continuação) -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 39 DESLOCAMENTO (UMA ESTEIRA) - Trave a esteira indicada pela sinalização do punho (mão fechada) erguido. O deslocamento da esteira oposta deve ser indicado por movimentos circulares verticais pelo outro punho em frente ao corpo (somente para guindastes terrestres). EXTENSÃO DA LANÇA (LANÇA TELESCÓPICA) - Punhos em frente ao corpo com os polegares apontando para fora cintura. RETRAÇÃO DA LANÇA (LANÇA TELESCÓPICA) - Punhos em frente ao corpo com os polegares apontando para dentro da cintura. ESTENDER LANÇA (LANÇA TELESCÓPICA) - Sinal com uma mão. Polegar estendido junto ao peito. RETRAIR LANÇA (LANÇA TELESCÓPICA) - Sinal com uma mão. Mão apoiada sobre o peito com o polegar para cima. Figura A.2 - Sinais Manuais para Controle de Operações com Equipamento de Movimentação de Carga (Continuação) -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 40 Anexo B - Critérios de descarte para cabos 8xk26 e 34xk7 Os cabos de aço de construção 8xk26 e 34xk7 que tenham sido reprovados por terem alcançado o critério de quantidade de arames rompidos conforme estabelecidos na norma ABNT NBR ISO 4309, podem ser mantidos em operação mediante avaliação do profissional legalmente habilitado do guindaste e desde que atendam aos seguintes critérios: Os arames rompidos precisam estar localizados em trechos do cabo de aço que operam em múltiplas camadas no tambor. Para esse trecho de cabo que opera em múltiplas camadas no tambor, o critério da norma ABNT NBR ISO 4309 para descarte do cabo 8xk26 (RCN 9) é de 18 arames e para o cabo 34xk7 (RCN 23-2) é de 5 arames rompidosem um comprimento de 6d (6 vezes o diâmetro do cabo). O cabo 8xk26 pode ser mantido em operação até o limite de 27 arames rompidos, o que representa um acréscimo de 50% no critério de descarte, conforme tabela B.1. Nessa condição de operação (18 ≤ número de arames rompidos em 6d ≤ 27) o guindaste deve ter a capacidade de carga limitada de forma que o esforço máximo atuante no cabo de aço seja reduzido em 30%. O cabo 34xk7 pode ser mantido em operação até o limite de 8 arames rompidos, o que representa um acréscimo de 60% no critério de descarte, conforme Tabela B.1. Nessa condição de operação (5 ≤ número de arames rompidos em 6d ≤ 8) o guindaste deve ter a capacidade de carga limitada de forma que o esforço máximo atuante no cabo de aço seja reduzido em 20%. Tabela B.1 - Quantidade de arames rompidos em trechos que operam em tambor multicamada no comprimento 6d Construção NBR ISO 4309 (Qtde. máxima de arames) PETROBRAS N-1930 Qtde. máxima de arames Redução de carga (%) 8xk26 (RCN 9) 18 27 30 34xk7 (RCN 23-2) 5 8 20 NOTA Esses critérios foram estabelecidos com base em estudos de resistência mecânica residual de cabos de aço contendo defeitos, realizados pela PETROBRAS. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 IR 1/1 ÍNDICE DE REVISÕES REV. A, B e C Não existe índice de revisões. REV. D Partes Atingidas Descrição da Alteração Todas Revisadas REV. E Partes Atingidas Descrição da Alteração Todas Revisadas REV. F Partes Atingidas Descrição da Alteração Todas RevisadasF 01 / 2022 3 5.2.3 Sistema de Transmissão Hidráulica ............................................................................. 15 5.2.3.1 Caixas de Engrenagens, Redutores e Guinchos com o Guindaste Desligado .... 15 5.2.3.2 Caixas de Engrenagens, Redutores e Guinchos com o Guindaste em Operação .............................................................................................................. 15 5.2.3.3 Bombas e Motores Hidráulicos com o Guindaste Desligado ............................... 16 5.2.3.4 Bombas e Motores Hidráulicos com o Guindaste em Operação .......................... 16 5.2.3.5 Mangueiras/Tubulações com o Guindaste Desligado .......................................... 16 5.2.3.6 Mangueiras/Tubulações com o Guindaste em Operação .................................... 16 5.2.3.7 Acumuladores com o Guindaste Desligado .......................................................... 16 5.2.3.8 Acumuladores com o Guindaste em Operação .................................................... 16 5.2.3.9 Embreagens Tipo Catraca (“Sprag”) com Guindaste em Operação .................... 16 5.2.3.10 Freios com o Guindaste Desligado ..................................................................... 16 5.2.3.11 Freios com o Guindaste em Operação ............................................................... 17 5.2.3.12 Mecanismo de Giro com o Guindaste Desligado ............................................... 17 5.2.3.13 Travas dos Guinchos com o Guindaste Desligado............................................. 17 5.2.3.14 Travas dos Guinchos com o Guindaste em Operação ....................................... 17 5.2.3.15 Instrumentos da Unidade Hidráulica ................................................................... 17 5.2.4 Sistema de Transmissão Mecânica .............................................................................. 18 5.2.4.1 Conversor de Torque com o Guindaste Desligado .............................................. 18 5.2.4.2 Conversor de Torque com o Guindaste em Operação ......................................... 18 5.2.4.3 Caixas de Corrente ............................................................................................... 18 5.2.4.4 Engrenagens com o Guindaste Desligado ........................................................... 18 5.2.4.5 Engrenagens com o Guindaste em Operação ..................................................... 18 5.2.4.6 Embreagens com o Guindaste Desligado ............................................................ 18 5.2.4.7 Embreagens com o Guindaste em Operação ...................................................... 19 5.2.4.8 Embreagens Tipo Catraca (“Sprag”) .................................................................... 19 5.2.4.9 Freios com o Guindaste Desligado ....................................................................... 19 5.2.4.10 Freios com o Guindaste em Operação ............................................................... 19 5.2.4.11 Mecanismos de Descida Motorizada com o Guindaste Desligado .................... 19 5.2.4.12 Mecanismos de Descida Motorizada com o Guindaste em Operação............... 19 5.2.4.13 Mecanismos de Giro com o Guindaste Desligado.............................................. 19 5.2.4.14 Mecanismos de Giro com o Guindaste em Operação ........................................ 20 5.2.4.15 Travas dos Tambores e do Mecanismo de Giro com o Guindaste Desligado ... 20 5.2.4.16 Travas dos Tambores e do Mecanismo de Giro com o Guindaste em Operação ........................................................................................................... 20 5.2.5 Comando e Controle ..................................................................................................... 20 5.2.5.1 Mecanismos de Comando (Giro, Lança e Carga) ................................................ 20 5.2.5.2 Painel de Comando e Controle ............................................................................. 20 5.2.5.3 Indicador Mecânico de Ângulo da Lança .............................................................. 20 5.2.5.4 Interface Homem Máquina .................................................................................... 21 5.2.6 Sistema de Segurança .................................................................................................. 21 -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 4 5.2.6.1 Mecanismo de Desarme Automático da Lança .................................................... 21 5.2.6.2 Batente da Lança .................................................................................................. 21 5.2.6.3 Desarme de Subida da Carga (Principal e Auxiliar) ............................................. 21 5.2.6.4 Desarme de Descida da Carga (Principal e Auxiliar) ........................................... 21 5.2.6.5 Dispositivo Manual de Liberação da Carga em Emergência ................................ 22 5.2.6.6 Dispositivo de Abaixamento de Carga em Emergência ....................................... 22 5.2.6.7 Acionamento de Emergência ................................................................................ 22 5.2.6.8 Monitoramento de Carga ...................................................................................... 22 5.2.6.9 Luminárias e Holofotes ......................................................................................... 22 5.2.6.10 Câmera de TV ..................................................................................................... 23 5.2.7 Içamento ....................................................................................................................... 23 5.2.7.1 Tambores dos Guinchos ....................................................................................... 23 5.2.7.2 Cabos de Aço e Acessórios de Carga .................................................................. 23 5.2.7.3 Roldanas ............................................................................................................... 23 5.2.7.4 Moitão e Bola Peso ............................................................................................... 24 5.2.7.5 Itens Diversos ....................................................................................................... 24 6 Manutenção ........................................................................................................................................ 24 6.1 Estrutura ................................................................................................................................ 25 6.1.1 Preservação .................................................................................................................. 25 6.1.2 Lança ............................................................................................................................ 25 6.1.3 Cabine ........................................................................................................................... 25 6.1.4 Pedestal ........................................................................................................................ 25 6.1.5 Mesa de Giro ................................................................................................................. 26 6.1.6 Rolamento de Giro ........................................................................................................ 26 6.1.7 Mancal de Giro “King Post” ........................................................................................... 26 6.1.8 Chassi ........................................................................................................................... 26 6.1.9 Cavalete ........................................................................................................................ 26 6.2 Acionador Principal ...............................................................................................................27 6.2.1 Motor Diesel com o Guindaste Desligado..................................................................... 27 6.2.2 Motor Elétrico com o Guindaste Desligado .................................................................. 27 6.2.3 Motor Elétrico com o Guindaste em Operação ............................................................. 27 6.3 Transmissão Hidráulica ......................................................................................................... 27 6.3.1 Caixas de Engrenagens, Redutores e Guinchos com o Guindaste Desligado ............ 27 6.3.2 Bombas e Motores Hidráulicos com o Guindaste Desligado ....................................... 28 6.3.3 Bombas e Motores Hidráulicos com o Guindaste em Operação .................................. 28 6.3.4 Freios com o Guindaste Desligado ............................................................................... 28 6.3.5 Mecanismo de Giro com o Guindaste Desligado ......................................................... 28 6.3.6 Eixos de Transmissão com o Guindaste Desligado ..................................................... 28 6.3.7 Acumuladores e Vasos de Pressão .............................................................................. 28 6.4 Transmissão Mecânica ......................................................................................................... 28 -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 5 6.4.1 Conversor de Torque com o Guindaste Desligado ....................................................... 28 6.4.2 Conversor de Torque com o Guindaste em Operação ................................................. 29 6.4.3 Caixas de Corrente com o Guindaste Desligado .......................................................... 29 6.4.4 Embreagens e Freios com o Guindaste Desligado ...................................................... 29 6.4.5 Mecanismos de Descida Motorizada com o Guindaste Desligado .............................. 29 6.4.6 Mecanismos de Giro com o Guindaste Desligado ........................................................ 29 6.4.7 Eixos de Transmissão com o Guindaste Desligado ..................................................... 29 6.5 Segurança ............................................................................................................................. 29 6.5.1 Luminárias e Holofotes ................................................................................................. 29 6.5.2 Alarmes Sonoros e Visuais ........................................................................................... 30 6.5.3 Monitoramento de Carga .............................................................................................. 30 6.6 Içamento ................................................................................................................................ 30 6.6.1 Tambores dos Guinchos ............................................................................................... 30 6.6.2 Sela Flutuante ............................................................................................................. 30 6.6.3 Moitão e Bola Peso ....................................................................................................... 30 6.7 Itens Diversos ........................................................................................................................ 30 7 Operação ............................................................................................................................................ 30 7.1 Orientações Gerais ............................................................................................................... 30 7.2 Plano de Movimentação de Cargas ...................................................................................... 31 7.3 Segurança na Operação ....................................................................................................... 32 8 Teste de Carga ................................................................................................................................... 33 8.1 Antes do Teste de Carga ...................................................................................................... 33 8.2 Durante o Teste de Carga ..................................................................................................... 34 9 Inspeção dos Parafusos Estruturais ................................................................................................... 34 10 Resultados ........................................................................................................................................ 35 Anexo A - Figuras .................................................................................................................................. 36 Anexo B - Critérios de descarte para cabos 8xk26 e 34xk7 ................................................................. 40 Figuras Figura A.1 - Guindaste Sobre Pedestal ................................................................................................. 36 Figura A.2 - Sinais Manuais para Controle de Operações com Equipamento de Movimentação de Carga ............................................................................................................................................................... 37 Tabelas Tabela 1 - Frequência de Inspeção de Guindaste “Offshore” por Categoria de Utilização .................. 10 Tabela B.1 - Quantidade de arames rompidos em trechos que operam em tambor multicamada no comprimento 6d ................................................................................................................ 40 -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 6 1 Escopo 1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para inspeção, manutenção e operação de guindaste offshore. 1.2 Esta Norma se aplica a guindastes instalados a bordo de plataformas fixas, semi-submersíveis, auto-elevatórias e a bordo de embarcações até a união de ligação do pedestal adaptador ao pedestal (vide Figura A.1). NOTA Para uma referência dos componentes citados nesta Norma, consultar o API SPEC 2C e EN 13.852-1. 1.3 Esta Norma não fixa a obrigatoriedade da existência dos componentes e dispositivos e não deve ser utilizada como plano de manutenção preventiva. 1.4 Esta Norma não inclui as verificações rotineiras, a serem cumpridas pelo operador, demais profissionais da equipe de movimentação de carga e/ou mecânico responsáveis, em cumprimento a determinações legais e recomendações do fabricante do equipamento. 1.5 Esta Norma se aplica a procedimentos iniciados a partir da data de sua edição. 1.6 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas. 2 Referências Normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes dos referidos documentos. Norma Regulamentadora no 11 (NR-11) - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais; Norma Regulamentadora no 12 (NR-12) - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos; Norma Regulamentadora no 13 (NR-13) - Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos de Armazenamento; Norma Regulamentadora no 35 (NR-35) - Trabalho em Altura; Norma Regulamentadora no 37 (NR-37) - Segurança e Saúde em Plataformas de Petróleo; PETROBRAS N-13 - Requisitos Técnicos para Serviços de Pintura; PETROBRAS N-1374 - Revestimentos Anticorrosivos para Unidades Marítimas de Exploração e de Produção; PETROBRAS N-2170 - Inspeção em Serviço de Acessórios de Carga; PETROBRAS N-2869 - Segurança em Movimentação de Carga. ABNT NBR ISO 4309 - Equipamentos de Movimentação de Carga - Cabos de Aço - Cuidados, Manutenção, Instalação,Inspeção e Descarte; https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-11.pdf https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-12.pdf https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-13.pdf https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-35.pdf https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-37.pdf http://nortec.engenharia.petrobras.com.br/nortec/frame.asp?cod=N-0013 http://nortec.engenharia.petrobras.com.br/nortec/frame.asp?cod=N-1374 http://nortec.engenharia.petrobras.com.br/nortec/frame.asp?cod=N-2170 http://nortec.engenharia.petrobras.com.br/nortec/frame.asp?cod=N-2869 https://www.abntcolecao.com.br/normavw.aspx?Q=RWV1ZVZET0FvWVpIK0V0WjhWLzVrR09YY3lVc0x5MHlVQ0pPcjZ3aldEQT0= -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 7 ABNT NBR 8197 - Materiais metálicos – Calibração de instrumentos de medição de força de uso geral; ABNT NBR 11900-4 - Terminal para cabo de aço Parte 4: Grampos leve e pesado ABNT NBR 13541-1 - Linga de Cabo de Aço - Parte 1: Requisitos e Métodos de Ensaio; ABNT NBR 13541-2 - Linga de Cabo de Aço - Parte 2: Utilização e Inspeção; ABNT NBR 15637-1 - Cintas Têxteis para Elevação de Cargas - Parte 1: Cintas Planas Manufaturadas, com Fitas Tecidas com Fios Sintéticos de Alta Tenacidade Formados por Multifilamentos; ABNT NBR 15637-2 - Cintas Têxteis para Elevação de Cargas - Parte 2: Cintas Tubulares Manufaturadas, com Fitas Tecidas com Fios Sintéticos de Alta tenacidade Formados por Multifilamentos; API RP 2D - Operation and Maintenance of Offshore Cranes; API RP 9B - Application, Care, and Use of Wire Rope for Oil Field Service; API SPEC 2C - Offshore Pedestal-mounted Cranes; ASME B30.5 - Mobile and Locomotive Cranes; EN 13852-1 - Cranes - Offshore cranes - Part 1: General purpose offshore cranes. 3 Termos e Definições Para os efeitos deste documento aplicam-se os termos e definições das PETROBRAS N-2869, NR-11, NR-12, NR-37 e NR-35 e os seguintes. 3.1 ângulo crítico ângulo mínimo, em relação a horizontal, de operação da lança do guindaste definido em função da carga admissível conforme a tabela de carga vigente 3.2 carga instável carga de geometria complexa com centro de gravidade não coincidente com o centro geométrico ou carga com centro de gravidade variável 3.3 Dispositivo de abaixamento de carga em emergência o dispositivo de abaixamento de carga em emergência também é conhecido como “Emergency Lowering” (EL). Utilizado para abaixar uma carga suspensa por falta de energia ou condição similar 3.4 Dispositivo de acionamento do guindaste em emergência o sistema de acionamento de emergência, também conhecido como “Emergency Power Pack” (EPP), pode ser constituída por motor, bomba hidráulica, tubulações, válvulas direcionais, dentre outros. Utilizado em caso de falha do guindaste para posicionamento do mesmo em condição segura https://www.abntcolecao.com.br/normavw.aspx?Q=emxYUE1LRGF5K2FjNExaNW1YQjh3bURUMDZBc0pKc2tiNzYxeVJtWEpDcz0= https://www.abntcolecao.com.br/normavw.aspx?Q=TTNXRUd1dEVNcCs0UkhHVzZMaXdEVWtkNDQvamFKQTUrV3Z1aEY2dW51RT0= https://www.abntcolecao.com.br/normavw.aspx?Q=ZzlwaEc5WkZoZEFpdWxvTnFjRWtEY3RONWJLL3ZNS3Q1ZDNnbDgwa1pIVT0= https://www.abntcolecao.com.br/normavw.aspx?Q=L3hCR1o2TmFWYXhjNFlCa0s3RTRscnVhQVpIb0p5L2dqLzFXNXhUdUN4Zz0= https://www.abntcolecao.com.br/normavw.aspx?Q=SWpRTExpTktFUDRUZFIxVDYzTWd1OEZQZTE4TVVzbVdtZUtLRkUxUldFYz0= https://www.abntcolecao.com.br/normavw.aspx?Q=NjM1SWNyOTlETjdKbUQvYjZSbm1WQmJOSmdxUXd6dStjajEyQWV5YzREND0= https://ewb.ihs.com/#/document/SUZXQGAAAAAAAAAA?qid=637781014657335728&sr=re-1-100&kbid=4%7C20027&docid=944497458 https://ewb.ihs.com/#/document/EOQNOGAAAAAAAAAA?qid=637781015099129910&sr=re-1-100&kbid=4%7C20027&docid=944304256 https://ewb.ihs.com/#/document/UANRSGAAAAAAAAAA?qid=637781021391819176&sr=re-1-100&kbid=4%7C20027&docid=945028602 https://ewb.ihs.com/#/document/NEEVVGAAAAAAAAAA?qid=637781021816561652&sr=re-1-100&kbid=4%7C20027&docid=945482097 -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 8 3.5 Dispositivo automático de liberação da carga em emergência o dispositivo de liberação automática de carga em emergência também é conhecido como “Automatic Overload Protection System” (AOPS). Atuado em caso de aprisionamento acidental do gancho com uma embarcação, nesta situação o freio do guincho é liberado automaticamente 3.6 Dispositivo manual de liberação da carga em emergência o dispositivo manual de liberação de carga em emergência também é conhecido como “Manual Overload Protection System” (MOPS). Utilizado em caso de aprisionamento acidental do gancho com uma embarcação, ou situação similar de sobrecarga, nesta situação o freio do guincho é liberado manualmente pelo operado 3.7 embreagem tipo catraca “sprag” nome particular atribuído a uma “embreagem corrediça tipo freio de “recuo” ou “roda-livre” NOTA A embreagem “sprag” é um acoplamento unidirecional constituído por um elemento propulsor e um elemento propelido que permite o movimento de rotação relativo entre as árvores ou eixos em uma direção e trava firmemente na direção oposta 3.8 função homem morto dispositivo tais como botão, gatilho, dentre outros, que habilita as funções principais da manete ou “joystick” e que caso não atuado impede o acionamento inadvertido e continuidade das funções do guindaste 3.9 içamento crítico toda operação de movimentação de carga e condição de operação, que se enquadre em pelo menos uma das situações abaixo, deve ser vista como içamento crítico: a) movimentação simultânea de uma carga por dois ou mais equipamentos; b) movimentação de pessoas não coberta por procedimentos e/ou padrões existentes na unidade; c) movimentação de carga acima de 70 % da carga de trabalho segura (SWL) do guindaste conforme tabela de carga vigente, na condição da operação, aplicada nas seguintes situações: — carga instável; — cargas perigosas (combustíveis, produtos químicos explosivos ou agressivos a saúde e meio ambiente); — cargas de formato irregular ou carga que não disponha de olhais e, portanto demandem a confecção de acessórios adicionais específicos; d) movimentação de cargas acima de 90 % da capacidade nominal da tabela de carga vigente do sistema de elevação de carga em uso. NOTA 1 Fatores adicionais também devem ser considerados pela unidade como contribuintes para configuração de um içamento crítico, tais como: visão bloqueada da carga em alguma parte do trajeto, movimentação em espaço restrito, condições limites de vento e/ou altura de onda, balanço da instalação offshore ou proximidade de equipamentos/ tubulações pressurizadas e/ou contendo inflamáveis, movimentação em área classificada, valor financeiro e seu respectivo impacto em perda de produção. NOTA 2 Condições diferentes das relacionadas podem ser enquadradas como içamento crítico se determinada por uma análise preliminar de risco. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 9 3.10 plano de movimentação de carga (plano de “rigging”) documento que descreve o planejamento da operação de movimentação de carga constituído de desenho(s), características dos equipamentos e acessórios e condições ambientais 3.11 profissional de movimentação de carga de operações “offshore” engenheiro ou técnico responsável pela elaboração do plano de movimentação de cargas, com experiência comprovadaou treinamento específico reconhecidamente adequado para a área 3.12 sela fixa do cavalete conjunto de roldanas instaladas no topo do cavalete 3.13 sela flutuante ou cadernal conjunto de roldanas que une o cabo da lança aos pendentes/tirantes 3.14 tensão constante ou compensador de ondas dispositivo destinado a comandar automaticamente o recolhimento ou a liberação do cabo de aço de um tambor de carga, de forma a manter a tensão próxima a um valor predeterminado 3.15 trava (“dog”) dispositivo utilizado normalmente em conjunto com uma catraca localizada no flange lateral de um tambor de cabo, que o impede de girar no sentido de desenrolar 4 Condições Gerais 4.1 Os registros de manutenção preventiva do guindaste a serem verificados na inspeção estão descritos na Subseção 5.1. 4.2 As tarefas de inspeção periódica a serem realizadas no campo estão descritas na Subseção 5.2. 4.3 As tarefas descritas na Seção 6, quando aplicáveis, em função das características construtivas de cada guindaste, devem constar nos planos de manutenção preventiva, mas não devem ser interpretadas como conteúdo mínimo para a elaboração dos planos de manutenção preventiva. 4.4 Os requisitos de operação que abordam orientações gerais, plano de movimentação de cargas e segurança na movimentação estão descritos na Seção 7. 4.5 Os requisitos para teste de carga estão descritos na Seção 8. 4.6 As avaliações indicadas nesta Norma, independentemente do nível especificado conforme Tabela 1, são visuais e não estão previstas desmontagens de componentes. NOTA Diante de indicações que coloquem em dúvida a integridade de partes constituintes do sistema em avaliação, não sendo viável a verificação integral da parte possivelmente afetada por inadequabilidade de acesso, deve ser efetuado o apontamento de necessidade de desmontagens para conclusão adequada da tarefa. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 10 4.7 As tarefas de inspeção estão relacionadas nesta Norma por sistemas e seus componentes, e ordenadas pelos níveis de inspeção definidos segundo a Tabela 1. Tabela 1 - Frequência de Inspeção de Guindaste “Offshore” por Categoria de Utilização TIPO DE INSPEÇÃO CATEGORIA DE UTILIZAÇÃO EVENTUAL 0 até 25 h/mês MODERADA 25 85h/mês Tipo 1 (T1) - 6 MESES 4 MESES Tipo 2 (T2) 12 MESES 12 MESES 12 MESES NOTA: T1 (Intermediária) é uma inspeção de escopo intermediário para avaliação da integridade e aplicada a guindastes que possuem categoria de utilização Moderada e Pesada. T2 (Anual) é a inspeção anual que abrange todo o escopo definido nessa norma e deve ser aplicada em todos os guindastes anualmente. 4.8 As tarefas da inspeção T1 devem ser cumpridas também na inspeção T2. 4.9 Devem ser elaboradas as rotinas de inspeção e procedimentos de verificação de operacionalidade de dispositivos ou recursos, específicos para cada modelo de guindaste com base nos requisitos de normas, no histórico operacional do equipamento e recomendações do fabricante. 4.10 Os registros de inspeções e manutenções devem ser mantidos atualizados pelos respectivos órgãos executantes. 4.11 A inspeção T2 deve ser realizada também nas seguintes situações: a) após revisão geral ou modificação de características originais que possam influenciar a segurança operacional do equipamento; b) após a instalação do guindaste na unidade; c) quando houver transferência de responsabilidade pelo equipamento; d) anteriormente a realização de um teste de carga. 4.12 Todos os cabos de aço e acessórios de movimentação de carga devem possuir certificado de fabricação. 4.13 As cintas de içamento, utilizadas nos serviços de movimentação de carga devem atender aos requisitos das ABNT NBR 15637-1 e ABNT NBR 15637-2. 4.14 As lingas de cabo de aço, utilizadas nos serviços de movimentação de carga devem atender aos requisitos da ABNT NBR 13541-1 e ABNT NBR 13541-2. 4.15 Quando do uso de grampos para fixação em cabos de aço, o torque das porcas e a quantidade de grampos (“clips”) a serem utilizados, devem atender aos requisitos da ABNT NBR 11900-4. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 11 4.16 Dispositivos adicionais de fixação contra quedas (cabos de aço ou correntes) devem ser instalados em todos os acessórios fixados nas estruturas do guindaste, tais como: holofotes, luminárias, buzinas, câmeras, anemômetros, dentre outros. 5 Inspeção 5.1 Avaliação de Registros de Manutenção Os registros das tarefas de manutenção, associadas aos itens descritos nesse item, devem possuir indicação de atendimento e/ou descritivos das intervenções efetuadas. A constatação de não conformidades nos registros demanda avaliação quando do cumprimento da inspeção periódica. Para inspeção T1, verificar os registros no check-list de inspeção pré e pós operação do guindaste quanto a existência de não conformidades e possíveis restrições de funcionamento. 5.1.1 Estrutura 5.1.1.1 Lança Para inspeção T2, verificar o seguinte item: a) a existência e adequação dos registros de torqueamento / tensionamento periódicos. 5.1.1.2 Pedestal Para inspeção T2, verificar os seguintes itens: a) o registro de torqueamento/tensionamento periódico dos parafusos de fixação do rolamento ou mesa de giro; b) o registro de torqueamento/tensionamento periódico dos parafusos de fixação do pedestal adaptador. 5.1.1.3 Caixas de Engrenagens, Redutores e Guinchos 5.1.1.3.1 Para inspeção T1, verificar os registros de exame ferrográfico do óleo lubrificante. NOTA Os resultados dos registros de exame ferrográfico podem indicar a necessidade da desmontagem do conjunto para avaliação. 5.1.1.3.2 Para inspeção T2, verificar a disponibilidade dos registros de torqueamento periódico dos parafusos. 5.1.1.4 Cavalete Para inspeção T2, verificar o registro de torqueamento periódico dos parafusos. 5.1.2 Acionador Principal (Motor Diesel ou Motor Elétrico) Para inspeção T2, verificar os registros de análise de vibração, quando aplicável. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 12 NOTA Na ausência de acionadores principais, o descrito em 5.1.2 se aplica também para guindastes com acionadores elétricos individuais de guinchos e giro. 5.1.3 Acionamento Hidráulico 5.1.3.1 Circuito Hidráulico Para inspeção T1, verificar o histórico dos registros de exame ferrográfico do óleo do circuito hidráulico. 5.1.3.2 Acumuladores 5.1.3.2.1 Para inspeção T2, verificar o atendimento aos requisitos da NR-13, quando aplicável. 5.1.3.2.2 Para inspeção T2, verificar a evidência da calibração do manômetro, quando instalado o manômetro. 5.1.3.5 Embreagens Tipo Catraca (“Sprag”) Para inspeção T2, verificar o atendimento da recomendação de manutenção do fabricante. 5.1.3.6 Freios Para inspeção T2 verificar a existência do histórico de registros do cumprimento das recomendações indicadas pelo fabricante do sistema ou pelo órgão de engenharia de manutenção. 5.1.4 Acionamento Mecânico 5.1.4.1 Conversor de Torque Para inspeção T1, verificar os registros de exame ferrográfico de óleos lubrificante e de transmissão. 5.1.4.2 Caixas de Corrente Para inspeção T1, verificar o histórico dos registros de exame ferrográfico do óleo lubrificante. 5.1.4.3 Embreagens Tipo Catraca (“Sprag”) Para inspeção T2, verificar o atendimento da recomendação de manutenção do fabricante. 5.1.4.4 Eixos e Mancais Para avaliação T2, verificar a existência e histórico: a) dos registros de aplicação de torque nos parafusos de fixação de mancais e eixos. b) de execução da verificação de integridade de eixos e acoplamentos estriados. 5.1.4.5 Freios Para inspeção T2 verificar a existência do histórico de registrosdo cumprimento das recomendações indicadas pelo fabricante do sistema ou pelo órgão de engenharia de manutenção. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 13 5.1.5 Içamento 5.1.5.1 Cabos de Aço e Acessórios de Carga Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a disponibilidade dos certificados de fabricação dos cabos de aço e acessórios de carga; b) os registros de verificação da integridade e lubrificação dos cabos de aço. 5.2 Avaliação Física do Equipamento O cumprimento das tarefas relacionadas a seguir visa garantir a disponibilidade funcional com integridade e segurança dos equipamentos. 5.2.1 Estrutura 5.2.1.1 Pintura Para inspeção T1, verificar a integridade da pintura em todos os componentes do guindaste. NOTA Atentar para evidências de escamações na película, que podem indicar deformações estruturais. 5.2.1.2 Lança 5.2.1.2.1 Para inspeção T1 verificar a integridade e o estado da fixação de dispositivos de proteção contra choques e/ou atritos na estrutura da lança, dormentes, holofotes, luminárias, eletrocalhas, guias de lanças telescópicas e outros componentes acoplados a lança. NOTA O dispositivo adicional de fixação contra quedas como cabos, correntes, dentre outros deve ser instalado de forma a evitar a queda em caso de falha de sua fixação/suportação primária. 5.2.1.2.2 Para inspeção T1 verificar os seguintes itens: a) a existência de danos nas cordas e contraventamentos, principalmente aqueles oriundos dos mecanismos de corrosão e deformação por choques mecânicos. b) a existência de empeno e/ou desalinhamento da lança, conforme orientação do fabricante ou dados disponíveis; c) a existência de defeitos nas soldas dos membros estruturais; d) a existência e estado dos pinos, contrapinos e olhais; e) o estado dos pinos e contrapinos dos soquetes dos tirantes da lança; f) a existência, estado e funcionamento de dispositivo para impedir o atrito dos cabos de aço com a lança; g) a existência e estado dos parafusos e porcas de união entre as seções de lança; h) a ocorrência de alterações no estado da pintura que possa indicar afrouxamento dos parafusos, quando aplicável; i) a fixação e o estado do guarda-corpo e da passarela de manutenção da lança; j) a existência de vazamentos através das hastes dos cilindros de acionamento da lança, quando aplicável; 5.2.1.2.3 Para inspeção T2, verificar a existência de folga na fixação do pé da lança, ancoragem dos pendentes e união de seções conforme procedimento do fabricante ou definido pelo órgão de engenharia de manutenção. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 14 5.2.1.3 Cabine 5.2.1.3.1 Para inspeção T1 verificar a existência de tabela ou curva de carga, única e exclusivamente para o comprimento de lança e número de linhas (pernadas) de cabo de carga em operação, afixada em local visível. A tabela ou curva de carga deve conter os limites de carga para as condições de estáticas (onboard) e dinâmicas (offboard). 5.2.1.3.2 Também na inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a fixação da poltrona e seu estado de conservação; b) o estado das grades de proteção das janelas; c) o estado da chaparia quanto a amassamentos, corrosão e fixação; d) o funcionamento e estado de conservação das portas, janelas e seus acessórios; e) o estado do guarda-corpo, piso e estrutura de suportação do passadiço e da cabine. 5.2.1.4 Pedestal Adaptador 5.2.1.4.1 Para inspeção T1 verificar os seguintes itens: a) o estado dos guarda-corpos piso e estrutura de suportação do passadiço; b) a fixação do rolamento ou mesa de giro ao pedestal e chassi, avaliando a presença e estado de todos os parafusos e porcas; c) as soldas do pedestal; d) verificar a integridade das escadas de acesso ao pedestal e a cabine. 5.2.1.4.2 Para inspeção T2, verificar os seguintes itens: a) o desgaste da pista de deslizamento das sapatas dos guindastes tipo “King Post”; b) por meio de medição, a folga do rolamento de giro conforme procedimento específico elaborado de acordo com os requisitos do fabricante ou órgão de engenharia da Petrobras. 5.2.1.5 Mancal de Giro King Post Para inspeção T1 verificar a integridade do mancal superior e das sapatas de deslizamento. 5.2.1.6 Mesa de Giro 5.2.1.6.1 Para inspeção T1 verificar a integridade dos suportes de roletes, roletes e pista de deslizamento. 5.2.1.6.2 Para avaliação T2, efetuar medição de desgaste dos roletes e medição da folga entre a mesa e roletes, quando aplicável. 5.2.1.7 Chassi Para inspeção T2, verificar a existência dos seguintes itens: a) empenos, trincas nos cordões de solda e corrosão; b) trincas e/ou deformações dos suportes dos roletes, quando aplicável. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 15 5.2.1.8 Cavalete Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) estado geral, observando a integridade de todos os contraventamentos, colunas dianteiras e traseiras (A-frame), suas articulações e pinos; b) o estado das escadas, guarda corpos, estrutura de suportação e pisos do passadiço; c) a integridade da ancoragem do cabo da lança; d) a integridade da fixação primária de luminárias e holofotes instalados no cavalete, assim como do dispositivo adicional conforme nota. NOTA O dispositivo adicional de fixação contra quedas como cabos, correntes, dentre outros deve ser instalado de forma a evitar a queda em caso de falha de sua fixação/suportação primária. 5.2.2 Acionador Principal 5.2.2.1 Motor Diesel com Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a existência de ruídos anormais; b) a existência de vibração excessiva; c) a indicação da temperatura da água; d) a indicação da pressão do sistema de partida do motor; e) a existência de vazamentos; f) a indicação de rotação; g) a indicação da pressão do sistema de combustível; h) a indicação do horímetro; i) a indicação da pressão do óleo lubrificante; j) o funcionamento do botão de parada de emergência do motor. 5.2.2.2 Motor Elétrico com Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar a vibração, ruído excessivo e/ou aquecimento. NOTA Na ausência de acionadores principais, o descrito em 5.2.2.2 se aplica também para guindastes com acionadores elétricos individuais de guinchos e giro. 5.2.3 Sistema de Transmissão Hidráulica 5.2.3.1 Caixas de Engrenagens, Redutores e Guinchos com o Guindaste Desligado Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a integridade das caixas de engrenagens, redutores e guinchos; b) o nível de óleo lubrificante; c) a presença e estado dos parafusos; d) a existência de vazamentos. 5.2.3.2 Caixas de Engrenagens, Redutores e Guinchos com o Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar a ocorrência dos seguintes itens: a) ruídos anormais; b) aquecimento excessivo; c) vazamentos; d) vibrações excessivas. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 16 5.2.3.3 Bombas e Motores Hidráulicos com o Guindaste Desligado Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) o estado da fixação na caixa de engrenagem, acoplamento, chassi e guinchos; b) indícios de vazamentos em válvulas e conexões; c) integridade da carcaça das bombas e motores hidráulicos. 5.2.3.4 Bombas e Motores Hidráulicos com o Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar a ocorrência dos seguintes itens: a) vazamentos; b) aquecimento excessivo; c) vibrações excessivas; d) ruídos anormais. 5.2.3.5 Mangueiras/Tubulações com o Guindaste Desligado Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a existência de danos e vazamentos; b) estado das conexões; c) estado e fixação das mangueiras e tubulações. 5.2.3.6 Mangueiras/Tubulações com o Guindaste em Operação Para inspeção T1 verificar a presença de vazamentos. 5.2.3.7Acumuladores com o Guindaste Desligado 5.2.3.7.1 Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a indicação da pressão no manômetro do acumulador ou realizar o teste funcional dos acumuladores quando não instalado o manômetro; b) a integridade do manômetro, quando instalado; c) a integridade do corpo do acumulador. 5.2.3.7.2 Para inspeção T2, realizar o teste funcional dos drenos dos acumuladores. 5.2.3.8 Acumuladores com o Guindaste em Operação Para inspeção T2, realizar o teste funcional do acumulador. 5.2.3.9 Embreagens Tipo Catraca (“Sprag”) com Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar se a embreagem atua de forma satisfatória no momento correto. 5.2.3.10 Freios com o Guindaste Desligado 5.2.3.10.1 Para inspeção T1 verificar nos freios de cinta e lona ou de sapata os seguintes itens: -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 17 a) a presença de graxa ou óleo nas superfícies de atrito; b) a existência de danos ou desgastes nas superfícies de atrito; c) a fixação das lonas; d) a existência de corrosão e folgas dos pinos, contrapinos e articulações; e) o estado da mola de retorno; f) a integridade de todos os elementos do freio; g) as fixações e a existência de vazamentos nos elementos acionadores. 5.2.3.10.2 Para inspeção T1 verificar nos freios multidiscos os seguintes itens: a) a existência de vazamentos nos elementos acionadores; b) o correto nível e condição do óleo, quando aplicável; c) a integridade da carcaça e fixações. 5.2.3.11 Freios com o Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar se o freio atua de forma satisfatória no momento correto. Para inspeção T2, executar o teste de motor contra freio. 5.2.3.12 Mecanismo de Giro com o Guindaste Desligado 5.2.3.12.1 Para inspeção T1 verificar os seguintes itens: a) o nível de óleo lubrificante; b) a presença e estado dos parafusos; c) a existência de vazamentos. d) a integridade e lubrificação da coroa e pinhão; 5.2.3.12.2 Para inspeção T2 medir: a) a folga radial no acoplamento coroa/pinhão (backlash); b) a folga axial do eixo do pinhão. 5.2.3.13 Travas dos Guinchos com o Guindaste Desligado Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a existência de desgaste, trincas ou corrosão; b) o correto posicionamento e integridade da trava. 5.2.3.14 Travas dos Guinchos com o Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar se as travas dos guinchos atuam corretamente. 5.2.3.15 Instrumentos da Unidade Hidráulica Na inspeção T1 verificar o funcionamento dos instrumentos presentes na unidade hidráulica tais como: indicador/transmissor de nível de óleo, indicador/transmissor de temperatura de óleo, indicador/transmissor de pressão e indicador/transmissor filtro obstruído. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 18 5.2.4 Sistema de Transmissão Mecânica 5.2.4.1 Conversor de Torque com o Guindaste Desligado Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a existência de vazamentos; b) o nível de óleo da transmissão; c) a fixação correta; d) a contaminação do óleo do mancal por óleo hidráulico. 5.2.4.2 Conversor de Torque com o Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar a existência dos seguintes itens: a) ruídos anormais; b) vazamentos. 5.2.4.3 Caixas de Corrente Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: 5.2.4.3.1 Guindaste desligado: a) condição de lubrificação e desgaste da corrente; b) medir a folga da corrente. 5.2.4.3.2 Guindaste ligado: a) ruídos anormais; b) vazamentos. 5.2.4.4 Engrenagens com o Guindaste Desligado Para inspeção T1, verificar os seguintes itens das engrenagens acessíveis sem desmontagem: a) o estado da lubrificação; b) a existência de desgaste. 5.2.4.5 Engrenagens com o Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar a existência de ruídos anormais. 5.2.4.6 Embreagens com o Guindaste Desligado Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a presença de graxa ou óleo nas superfícies de atrito; b) a existência de danos ou desgaste das superfícies de atrito; c) a corrosão e desgaste dos pinos, contrapinos e articulações; d) a existência de vazamento nos elementos acionadores; e) o estado da mola de retorno; f) a fixação das lonas; g) a integridade de todos os elementos da embreagem. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 19 5.2.4.7 Embreagens com o Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar se as embreagens atuam de forma satisfatória no momento correto. 5.2.4.8 Embreagens Tipo Catraca (“Sprag”) 5.2.4.8.1 Para inspeção T1, com o guindaste desligado, verificar o nível de óleo, quando aplicável. 5.2.4.8.2 Para inspeção T1, com o guindaste ligado, verificar se a embreagem atua de forma satisfatória no momento correto. 5.2.4.9 Freios com o Guindaste Desligado Para inspeção T1 verificar nos freios de cinta e lona ou de sapata os seguintes itens: a) a presença de graxa ou óleo nas superfícies de atrito; b) a existência de danos ou desgastes nas superfícies de atrito; c) a fixação das lonas; d) a existência de corrosão e folgas dos pinos, contrapinos e articulações; e) o estado da mola de retorno; f) a integridade de todos os elementos do freio; g) a existência de vazamentos nos elementos acionadores. 5.2.4.10 Freios com o Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar se o freio atua de forma satisfatória no momento correto. 5.2.4.11 Mecanismos de Descida Motorizada com o Guindaste Desligado Para inspeção T1 verificar, os seguintes itens: a) a lubrificação de pinhões e correntes; b) o desgaste da corrente e engrenagens; c) a integridade da fixação por chaveta dos pinhões. 5.2.4.12 Mecanismos de Descida Motorizada com o Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar o correto funcionamento e existência de ruídos anormais. 5.2.4.13 Mecanismos de Giro com o Guindaste Desligado 5.2.4.13.1 Para inspeção T1 verificar os seguintes itens: a) o nível de óleo lubrificante; b) a presença e estado dos parafusos; c) a existência de vazamentos; d) a integridade dos elementos do sistema de giro. 5.2.4.13.2 Para inspeção T2 verificar os seguintes itens: a) a integridade (desgaste) e lubrificação da coroa e pinhão; -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 20 b) a folga radial no acoplamento coroa/pinhão (backlash); c) a folga axial do eixo do pinhão. d) a integridade dos eixos e mancais. e) o estado da fixação à base (integridade dos parafusos e soldas), quando aplicável; 5.2.4.14 Mecanismos de Giro com o Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar a existência dos seguintes itens: a) vazamentos; b) vibrações excessivas; c) ruídos anormais. 5.2.4.15 Travas dos Tambores e do Mecanismo de Giro com o Guindaste Desligado Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) visualmente, a existência de desgaste, trincas ou corrosão; b) o correto posicionamento e integridade da trava. 5.2.4.16 Travas dos Tambores e do Mecanismo de Giro com o Guindaste em Operação Para inspeção T1, verificar se as travas dos tambores e do mecanismo de giro atuam corretamente. 5.2.5 Comando e Controle 5.2.5.1 Mecanismos de Comando (Giro, Lança e Carga) 5.2.5.1.1 Para inspeção T1, verificar os seguintes itens, quando aplicável: a) a atuação da câmara de pressão da embreagem e do freio; b) com o motor em operação e a embreagem principal solta, a resposta adequada a cada comando atuado; c) a existência e/ou correto funcionamento do sistema de despressurização do console de comando; d) o correto funcionamento do dispositivo de detecção de cabo frouxo nos tambores; e) o correto funcionamento do dispositivo de acionamento do giro livre; f) o correto funcionamento da função homem morto dos manetes ou “joysticks”.g) existência de danos, vazamentos, estado das conexões das mangueiras e tubulações; 5.2.5.1.2 Para inspeção T2, verificar o correto funcionamento do dispositivo de tensão constante ou compensador de ondas; 5.2.5.2 Painel de Comando e Controle Para inspeção T1, verificar se todos os instrumentos e botoeiras estão instaladas, operando corretamente e em bom estado de conservação. 5.2.5.3 Indicador Mecânico de Ângulo da Lança Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 21 a) o estado de conservação; b) com a lança posicionada no ângulo de 0°, se o ângulo marcado no indicador é o correto; c) a liberdade de movimento e a correta indicação em todo percurso, ao elevar a lança até o ângulo máximo. 5.2.5.4 Interface Homem Máquina Para a inspeção T1 verificar o correto funcionamento da interface homem máquina (IHM). 5.2.6 Sistema de Segurança 5.2.6.1 Mecanismo de Desarme Automático da Lança 5.2.6.1.1 Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) as condições de operação do desarme automático da lança acionando manualmente, quando aplicável; b) o ângulo de desarme superior e inferior conforme especificado pelo fabricante, elevando e abaixando a lança lentamente; c) se há interrupção do movimento na posição adequada em conformidade com o número mínimo de voltas de cabo remanescentes conforme descrito em 5.2.7.1.1. d) a existência de corrosão ou danos aparentes. 5.2.6.2 Batente da Lança Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a existência de corrosão, danos e correta fixação; b) a superfície de deslizamento dos batentes telescópicos, quanto a desgaste e ao estado de lubrificação, quando aplicável; c) a pressão do acumulador associado a batentes telescópicos, quando aplicável. 5.2.6.3 Desarme de Subida da Carga (Principal e Auxiliar) 5.2.6.3.1 Para inspeção T1, verificar se há interrupção do movimento na posição adequada, quando se elevam os ganchos de carga e o estado de conservação dos componentes do sistema de desligamento. NOTA Atentar para a regulagem adequada do ponto de desarme dos guinchos de carga em configurações em que os guinchos estão instalados fora da lança, para evitar o contato ou choque indesejável entre moitão/bola peso e a ponta da lança quando em operação de abaixamento de lança. 5.2.6.4 Desarme de Descida da Carga (Principal e Auxiliar) 5.2.6.4.1 Para inspeção T1, verificar: a) se há interrupção do movimento na posição adequada em conformidade com o número mínimo de voltas de cabo remanescentes conforme descrito em 5.2.7.1.1. b) o estado de conservação físico dos componentes do sistema de desligamento. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 22 5.2.6.5 Dispositivo Manual de Liberação da Carga em Emergência Para inspeção T2, verificar os seguintes itens: a) o funcionamento do dispositivo manual de liberação da carga em emergência; b) a disponibilidade das instruções de operação afixadas próximas ao acionamento do dispositivo. NOTA 1 O acionamento do dispositivo manual de liberação de carga deve ser interrompido após a constatação da movimentação do tambor. NOTA 2 Atentar para as orientações fornecidas pelo manual do fabricante. 5.2.6.6 Dispositivo de Abaixamento de Carga em Emergência Para inspeção T2, verificar os seguintes itens: a) a integridade dos componentes e o funcionamento do dispositivo de abaixamento de carga em emergência; b) a disponibilidade das instruções de operação afixadas próximas ao acionamento do dispositivo. 5.2.6.7 Acionamento de Emergência Para inspeção T2, verificar as condições de funcionamento do sistema de acionamento de emergência, quando aplicável. NOTA 1 Os requisitos descritos nesta Norma para os componentes principais tais como motor, bomba hidráulica, tubulações, válvulas direcionadoras, dentre outros, devem ser aplicados também em todos os componentes do sistema de acionamento de emergência. 5.2.6.8 Monitoramento de Carga Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a compatibilidade entre as indicações do sistema de monitoramento de carga e uma célula de carga padrão externa ou uma carga de peso conhecido; b) a compatibilidade das indicações de ângulo/raio do sistema de monitoramento; c) os registros de ocorrência de alarmes; d) a operacionalidade das funções disponíveis do sistema de monitoramento de carga (carga içada/permitida e raio/ângulo); e) a operacionalidade do intertravamento entre o sistema de monitoramento de carga e as funções do guindaste e a ocorrência de alarmes, quando aplicável (NOTA 1). NOTA 1 A verificação pode ser realizada através do abaixamento de lança com carga suspensa ou através da utilização de indução de sinal do Controlador Lógico Programável (CLP). NOTA 2 Deve ser estabelecida a referência normativa ou padronizada para definição do erro máximo de leitura da célula de carga. 5.2.6.9 Luminárias e Holofotes Para inspeção T1, verificar o funcionamento e a integridade de luminárias e holofotes e de seus respectivos dispositivos de fixação primária e cabo de segurança. NOTA O dispositivo adicional de fixação contra quedas como cabos, correntes, dentre outros deve ser instalado de forma a evitar a queda em caso de falha de sua fixação/suportação primária. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 23 5.2.6.10 Câmera de TV Para inspeção T1, quando aplicável, verificar o funcionamento das câmeras de TV e a integridade dos dispositivos de fixação primária e cabo de segurança. NOTA O dispositivo adicional de fixação contra quedas como cabos, correntes, dentre outros deve ser instalado de forma a evitar a queda em caso de falha de sua fixação/suportação primária. 5.2.7 Içamento 5.2.7.1 Tambores dos Guinchos 5.2.7.1.1 Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a ocorrência de enrolamento desordenado do cabo; b) a distância entre a geratriz superior do cabo da última camada e a parte superior do flange do tambor que deve ser, no mínimo, equivalente a 2,5 vezes o diâmetro do cabo; c) se há, no mínimo, cinco voltas de cabo no tambor em qualquer condição de operação; d) a presença e o estado dos parafusos de fixação dos tambores de cabo à caixa redutora ou aos mancais do chassi. 5.2.7.1.2 Para inspeção T2, verificar o desgaste das ranhuras do tambor, quando aplicável. 5.2.7.2 Cabos de Aço e Acessórios de Carga 5.2.7.2.1 Para inspeção T1, realizar a inspeção visual de todos os cabos e acessórios conforme a PETROBRAS N-2170 e ABNT NBR ISO 4309. NOTA 1 Recomenda-se que a inspeção eletromagnética dos cabos de carga e lança seja realizada com prazo máximo de acordo com o acabamento do cabo de aço, como segue: Tipo de acabamento Frequência Polido 18 meses Galvanizado 36 meses Galvanizado e com revestimento interno em polímero 60 meses NOTA 2 Recomenda-se que a inspeção eletromagnética, quando aplicável, dos pendentes seja realizada, no máximo, a cada 6 anos. [Prática Recomendada] 5.2.7.2.2 Os cabos com construção 8xk26 e 34xk7 que tenham sido reprovados pelo critério de arames rompidos podem ser mantidos em operação se atendido aos requisitos estabelecidos no Anexo B. 5.2.7.3 Roldanas 5.2.7.3.1 Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) a livre movimentação. b) a existência, adequação e estado do dispositivo de segurança para evitar a saída do cabo; c) a integridade dos mancais e eixos; d) a integridade do corpo da sela fixa, quando aplicável; -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 24 5.2.7.3.2 Para inspeção T2, verificar os seguintes itens: a) a integridade do corpo da sela flutuante, quando aplicável; b) se o sulco (canal) das roldanas apresenta marcas do cabo que possa comprometer a operação do equipamento; c) as superfícies laterais quantoao desgaste, rebarbas ou trincas observando se o desgaste é localizado em apenas uma lateral, indicando desalinhamento da roldana; d) o posicionamento adequado das roldanas, observando quanto a indicativos de folgas no assentamento no eixo. Efetuar medições de folgas, se assim observado. e) a adequação do raio do sulco (canal) ao cabo de aço utilizando calibres, conforme descrito na API RP 9B. 5.2.7.4 Moitão e Bola Peso Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) o livre giro e a condição de lubrificação dos destorcedores (“swivel”); b) o funcionamento da lingueta-trava dos ganchos; c) a existência de defeitos, tais como: abertura excessiva, empenos para fora do plano vertical, desgaste e corrosão. A abertura limite permitida, a torção e o desgaste, deve seguir conforme a PETROBRAS N-2170; d) se a bola peso e o moitão possuem marcação de forma indelével, a carga máxima de trabalho permitida do acessório e se está compatível com a carga máxima nominal do equipamento; e) verificar a integridade da terminação do cabo de aço de carga; f) verificar sem desmontagem indícios de folga axial entre o eixo do gancho (bola peso e moitão) e sua porca de travamento; g) verificar sem desmontagem a integridade da chaveta (trava) da porca do gancho do moitão. h) verificar sem desmontagem se há indícios de escorregamento do gancho em relação a sua fixação na estrutura da bola peso ou moitão. Esse evento pode ocorrer caso haja movimento relativo (desenroscar) entre o eixo do gancho e sua porca. NOTA Não é permitida a soldagem dos olhais, para fixação da lingueta-trava no gancho, sem um procedimento de soldagem qualificado. 5.2.7.5 Itens Diversos Para inspeção T1, verificar os seguintes itens: a) o funcionamento e estado de conservação da buzina e a presença do dispositivo adicional contra queda, conforme nota; b) externamente a integridade dos tanques de óleo diesel, óleo hidráulico, água e ar comprimido quanto a vazamentos e corrosão; c) o funcionamento dos purgadores dos reservatórios de ar comprimido, quando aplicável; d) verificar e adequar, caso necessário, os vasos de ar comprimido aos requisitos da NR-13. NOTA O dispositivo adicional de fixação contra quedas como cabos, correntes, dentre outros deve ser instalado de forma a evitar a queda em caso de falha de sua fixação/suportação primária. 6 Manutenção Os guindastes “offshore” devem possuir planos de manutenção cujas tarefas e frequências de execução devem ser definidas levando-se em consideração as recomendações do fabricante do equipamento, estudos de confiabilidade, boas práticas (NOTA 1), padronização existentes, normas aplicáveis, severidade operacional, legislações, dentre outros. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 25 As tarefas indicadas como de frequências de 5000 horas ou 10 anos, o que vier antes, podem ter escopos e frequências modificadas, desde que haja justificativas técnicas formalizadas e validadas pela gerência responsável pela avaliação. Na necessidade de substituição de componentes tais como: parafusos, porcas, cabos de aço, elementos estruturais (contraventamentos, cordas, etc), freios, acoplamentos, eixos de transmissão, mangueiras, tubulações, válvulas, motores e bombas; estes devem ter certificados de fabricação, serem compatíveis com os requisitos de projeto do equipamento e equivalentes aos originais. Nas tarefas de torqueamento ou tensionamento de parafusos estruturais devem ser gerados relatórios contendo o procedimento, os devidos registros de execução e os certificados das ferramentas utilizadas. NOTA Consideram-se boas práticas as lições aprendidas por meio de comunicações, notas, alertas técnicos e de segurança. 6.1 Estrutura 6.1.1 Preservação Os parafusos, porcas, arruelas, pinos, contrapinos e outros devem ser mantidos preservados. 6.1.2 Lança Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar os seguintes itens: a) as soldas estruturais consideradas críticas utilizando Ensaio Não Destrutivo (END); b) a existência de defeitos no olhal de ancoragem do cabo de carga principal, utilizando END; c) após a desmontagem, a ocorrência de desgaste e deformação nos pinos e olhais do pé da lança, de ancoragem dos pendentes e de união das seções; d) a necessidade de desmontagem das roldanas em função da avaliação de medições de folgas efetuadas no conjunto. NOTA 1 A avaliação de integridade dos pinos sem desmontagem pode ser efetuada utilizando procedimento qualificado de inspeção por END, ou alternativamente conforme a Nota 2; NOTA 2 A disponibilidade e avaliação do histórico das medições de folgas entre os componentes devem subsidiar a decisão quanto a necessidade das desmontagens indicadas. Valores admissíveis de folga devem ser estabelecidos conforme recomendações do fabricante, normas e padrões ou órgão de engenharia da Petrobras; NOTA 3 Se houver união entre seções de lança por meio de parafusos, seguir conforme descrito na Seção 9. 6.1.3 Cabine Verificar os seguintes itens: a) o estado e funcionamento do ar condicionado da cabine do operador; b) o funcionamento da luz de emergência; c) o funcionamento do limpador de para-brisa e ventilador; d) o funcionamento da iluminação interna e externa. 6.1.4 Pedestal -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 26 6.1.4.1 Realizar o torqueamento / tensionamento periódico dos parafusos de fixação do pedestal adaptador ao pedestal, quando aplicável. 6.1.4.2 Realizar o torqueamento / tensionamento periódico dos parafusos de fixação do rolamento ou mesa de giro ao pedestal e chassi. 6.1.4.3 Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar quanto à integridade física e torque/tensionamento, os parafusos de fixação do rolamento ou mesa de giro e pedestal adaptador, conforme descrito na Seção 9. 6.1.4.4 Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos o que vier antes, realizar END nas soldas do pedestal adaptador. 6.1.5 Mesa de Giro Verificar os seguintes itens: a) a existência de desgaste e/ou deformação da pista e dos roletes; b) a folga entre roletes e pista de giro; c) se a mesa de giro está adequadamente lubrificada e isenta de partículas sólidas. 6.1.6 Rolamento de Giro Verificar a existência de limalha na graxa de lubrificação interna e corrosão no anel externo. 6.1.7 Mancal de Giro “King Post” Medir o nível de desgaste e integridade do mancal superior e das sapatas de deslizamento. 6.1.8 Chassi Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar os seguintes itens: a) a existência de trincas nos olhais para fixação da lança, utilizando END; b) o estado da região de fixação traseira do cavalete, utilizando END. 6.1.9 Cavalete Para manutenção de 5.000 horas ou 10 anos, o que vier antes, verificar os seguintes itens: a) a análise dos esforços atuantes em conjunto com a avaliação de integridade dos elementos estruturais (contraventamentos, hastes, olhais e pinos) devem subsidiar a decisão quanto a necessidade da desmontagem do conjunto para inspeção; b) o estado dos olhais, corpo da sela fixa e pinos utilizando END, quando aplicável; c) o estado dos olhais de ancoragem do cabo da lança, por END, quando aplicável; d) a necessidade de desmontagem do conjunto eixo - roldanas em função da avaliação de medições de folgas efetuadas no conjunto. NOTA Valores admissíveis de folga devem ser estabelecidos conforme recomendações do fabricante, normas e padrões ou órgão de engenharia da PETROBRAS. De forma alternativa a avaliação de integridade dos pinos pode ser efetuada sem desmontagem utilizando procedimento qualificado de inspeção por END. -PÚBLICA- N-1930 REV. F 01 / 2022 27 6.2 Acionador Principal 6.2.1 Motor Diesel com o Guindaste Desligado Verificar os seguintes itens: a)