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Revisão narrativa e integrativa R ev is ão b ib lio gr áf ic a Narrativa Refere-se a estudos baseados em relatos escritos ou falados, ou em representações visuais dos indivíduos. Em sua forma mais comum, consiste em reunir histórias sobre determinado assunto com o propósito de conhecer um fenômeno específico. Constitui, portanto, uma modalidade de pesquisa em que a própria história dos indivíduos é o objeto de estudo. Integrativa Quanto mais restringimos o objeto, maiores as possibilidades de observação: Embora sejam muitos os estudos narrativos em que os autores se fundamentam principalmente na “arte de contar boas histórias”, é possível, com base em contribuições dos autores anteriormente citados, definir um conjunto de procedimentos capazes de orientar a condução de pesquisas narrativas: Revisão bibliográfica narrativa a)determinação da adequação da pesquisa narrativa ao problema ou questões de pesquisa; b)seleção dos participantes; c)coleta de dados; d)análise e interpretação dos dados; e)redação do relatório. Revisão bibliográfica narrativa 1- Determinação da adequação da pesquisa narrativa ao problema ou questões de pesquisa A pesquisa narrativa é adequada para descrever histórias detalhadas ou experiências de vida de um único indivíduo ou as vidas de um ou de poucos indivíduos (CRESWELL, 2014). Como seu foco está em histórias individuais, é necessário garantir que, com um número reduzido de histórias, será possível fornecer respostas para o problema proposto. 2- Seleção dos participantes Devem ser escolhidos participantes que tenham histórias ou experiências de vida que possam ser contadas. É pouco provável que essa modalidade de pesquisa possa fornecer bons resultados abrangendo mais do que três ou quatro indivíduos. Principalmente porque é preciso garantir que o pesquisador tenha condições de encontrar “boas narrativas” e passar um tempo considerável com os indivíduos colhendo suas histórias. 3- Coleta dos dados Os dados na pesquisa narrativa podem ser obtidos de muitas maneiras. Czarniawska (2004) indica três formas básicas: registrar incidentes espontâneos de narrativas, obter histórias mediante entrevistas e solicitar histórias valendo-se de meios como a internet. Clandinin e Connelly (2000) indicam um amplo leque de fontes de dados para estudos narrativos: diários, autobiografias, notas de campo elaboradas pelo pesquisador, cartas pessoais, conversas, entrevistas, histórias de famílias, documentos diversos, fotografias e artefatos pessoais-familiares-pessoais. É importante considerar que o pesquisador precisa também coletar informações acerca do contexto da narrativa. É necessário situar a narrativa no contexto familiar ou profissional dos participantes, no da cultura em que se inserem, bem como em seu contexto histórico. 4- Análise e interpretação dos dados É pouco provável que os participantes contem suas histórias observando uma sequência cronológica. Principalmente quando o relato é feito de maneira bastante espontânea. Assim, é necessário que o pesquisador organize as histórias dentro de uma estrutura capaz de lhes conferir sentido. Essa organização pode ser feita mediante a reunião de certo número de histórias, a análise de seus elementos-chave e sua reescrita em uma sequência cronológica, garantindo que tenham começo, meio e fim. 5- Yusen e Ozcan (1997) sugerem a adoção de uma estrutura literária para a análise dos dados nas pesquisas narrativas. Dessa forma, a análise é feita a partir de cinco elementos que estruturam o enredo: personagens, ambiente, problema, ações e resolução. Já Clandinin e Connelly (2000) propõem um modelo tridimensional, no qual a análise considera três elementos: interação, continuidade e situação. Nesse modelo, a análise de interação envolve tanto as experiências pessoais do narrador quanto seu relacionamento com outras pessoas, que podem ter diferentes intenções, propósitos e pontos de vista. Na análise da continuidade, consideram- se as ações passadas e presentes do narrador, bem como ações suscetíveis de ocorrer no futuro. Para analisar a situação, o pesquisador procura locais específicos na paisagem do narrador contador de histórias que dão sentido à história, bem como sua localização física e as atividades que ocorreram nesse lugar e que afetaram suas experiências. 6- Redação do relatório Dentre as múltiplas modalidades de pesquisa, a narrativa é que possibilita maior flexibilidade quanto à redação do relatório. Há relatórios em que se adota uma abordagem clássica, que inclui seções como introdução, revisão da literatura e métodos. Mas também há relatórios em que os autores partem do relato de suas próprias experiências. O que importa, todavia, é que o relato enfatize o caráter narrativo da pesquisa. Pesquisadores que preferem elaborar relatórios mais estruturados podem seguir o modelo proposto por Labov (1972), classicamente adotado em estudos linguísticos, que abrange seis partes: Para WHITEMORE e KNAFL (2005), o “termo integrativa tem origem na integração de opiniões, conceitos ou ideias provenientes das pesquisas utilizadas no método”, ponto esse que “evidencia o potencial para se construir a ciência” (BOTELHO; CUNHA; MACEDO, 2011, p.127). Revisão bibliográfica Integrativa Melnyk, Fineout-Overholt, Stillwell e Williamson (2010a, p.52-53) ressaltam que embora a revisão integrativa se desenvolva através de seis etapas, por ser fundamentada na Prática Baseada em Evidências (GALVÃO; SAWADA; MENDES, 2003; GALVÃO; SAWADA; TREVIZAN, 2004) o pesquisador deve acrescentar mais existência de possíveis barreiras para sua realização e implantação. Uma etapa, a de número zero partindo-se do pressuposto da existência de possíveis barreiras para sua realização e implantação. PRISMA e Joanna Briggs Institute (JBI) Critical Appraisal Skills Programme (CASP) Checklists e guias utilizados na elaboração de revisões narrativas e integrativas, Proposta da revisão, incluindo plataformas internacionais como o PROSPERO para revisões sistemáticas e o Open Science Framework (OSF) Sistema GRADE para graduar a qualidade das evidências científicas Gil, Antonio Carlos, 1946- Como elaborar projetos de pesquisa / Antonio Carlos Gil. 7. ed. – Barueri [SP]: Atlas, 2022. cap 4 GRUPO ĂNIMA EDUCAÇÃO. Manual REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SISTEMÁTICA INTEGRATIVA: a pesquisa baseada em evidências. Belo Horizonte: Grupo Anima Educação, 2014. Disponível em: http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/manual_revisao_bibliografica-sistematica- integrativa.pdf. Acesso em: 19 nov. 2024. Slide 1: Revisão narrativa e integrativa Slide 2 Slide 3: Embora sejam muitos os estudos narrativos em que os autores se fundamentam principalmente na “arte de contar boas histórias”, é possível, com base em contribuições dos autores anteriormente citados, definir um conjunto de procedimentos capazes de Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13: Gil, Antonio Carlos, 1946- Como elaborar projetos de pesquisa / Antonio Carlos Gil. 7. ed. – Barueri [SP]: Atlas, 2022. cap 4