Logo Passei Direto
Buscar

Pós-Graduação_Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental_Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1
Planos, Programas 
e Gerenciamento 
Ambiental
2
3
Sumário
Planos e Programas de Emergência Ambiental 
 Planos e Programas Ambientais 
 Programa de Gestão Ambiental 
 Programa de Supervisão Ambiental 
 Programas de Controle da Qualidade Ambiental 
 Programa Compensatório 
 Programas de Desenvolvimento Social 
 Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) 
Gestão de Resíduos Sólidos 
 Fundamentos da Gestão dos Resíduos Sólidos 
 Caracterização dos Resíduos Sólidos 
 Tratamento e Condução Final dos Resíduos 
Gestão dos Recursos Hídricos 
 Estrutura da Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil 
 Planos de Recursos Hídricos 
Controles Ambientais 
 Abordagem Geral dos Controles Ambientais 
 Requisitos de Controle Ambiental 
 Controle Operacional 
 Monitoramento e Medição 
Referências 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
5
7
8
9
9
10
10
11
13
14
15
18
21
25
26
28
29
29
32
33
36
4
Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se forma necessárias;
Se for preciso acessar um 
ou mais sites para fazer 
download, assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
Quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o 
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas e links para 
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre algo a ser refletido ou 
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento de 
uma competência for concluído 
e questões forem explicadas. 
5
@faculdadelibano_
1
Planos e Programas 
de Emergência
Ambiental
6
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Capitulo 1
Planos e Programas de 
Emergência Ambiental
O Plano de Emergência Ambiental consiste em um identificador de situações emergenciais 
de cenários, que podem causar incidentes perigosos ou prejudiciais, e a proposição de 
medidas para atenuar o incidente.
Nos dias atuais, muitos são os problemas ambientais advindos do uso desacerbado dos 
recursos, muitos deles provocados pelas atividades humanas. Além disso, tais questões 
afetam diretamente a qualidade e sobrevivência da fauna, flora, solo, águas, ar, etc.
Nesse contexto, surgem os planos de emergência ambiental que apresentam inúmeras 
vantagens para manutenção e preservação do ambiente, dentre elas:
• Prevenção de danos ambientais, materiais e pessoais;
• Manutenção de procedimentos formais que atenuem cenários perigosos ou 
prejudiciais à organização;
• Conscientização dos colaboradores sobre os danos que suas atividades podem 
causar.
Objetivos
Ao término deste capítulo, você será capaz de verificar os conceitos de 
planos e programas ambientais e suas principais diretrizes. Além disso, 
serão abordados alguns exemplos de programas utilizados e aplicados 
pelalegislação vigente frente aos impactos e degradação causados por 
um empreendimento.
E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. 
Avante!
7
Planos, Programas e 
Gerenciamento Ambiental
Planos e Programas de 
Emergência Ambiental
Capitulo 1
Além disso, esses instrumentos têm como premissa dar suporte a todos os 
empreendimentos que necessitam estar preparados para emergências ambientais e 
redução de danos. 
Assim, as recomendações em relação aos programas, sob uma ótica empresarial, se 
justificam por:
• Fixar procedimentos formais a serem adotados em situações emergenciais;
• Fornecer aos colaboradores conhecimento dos danos ambientais que suas atividades 
possam desencadear;
• Prevenir danos de cunho ambiental, material, etc.
Planos e Programas Ambientais
Considerando a complexidade das problemáticas ambientais, os planos e programas 
ambientais surgem com o propósito de explanar metodologias eficientes para com 
medidas:
• Compensatórias;
• Preventivas;
• Corretivas;
• Potencializadoras.
FIGURA 1
Prevenção de danos ambientais
FONTE
Freepik
8
Planos, Programas e 
Gerenciamento Ambiental
Planos e Programas de 
Emergência Ambiental
Capitulo 1
Ademais, cabe ressaltar que, em virtude das diferentes realidades dos empreendimentos 
e operações que as empresas desenvolvem, é fundamental que sejam formulados 
planos específicos que se adequem aos cenários de cada empresa.
Programa de Gestão Ambiental
Este programa visa estabelecer fatores eficientes que colaborem com a implantação 
das atividades planejadas de prevenção, monitoramento, controle e prevenção dos 
impactos ambientais inerentes às atividades.
Assim, o (PGA) busca sistematizar os objetivos e metas ambientais, estabelecendo 
atribuições e indicadores para o atendimento. 
Ademais, formaliza as ações que a organização deve inserir e desenvolver junto ao seu 
planejamento.
Diante do exposto, para o atendimento do planejamento, é fundamental seguir 
determinado cronograma com as seguintes iniciativas:
• Capacitação técnica dos colaboradores;
• Cuidar os riscos à saúde e segurança do colaborador;
• Implantação das atividades;
• Avaliação de Aspectos e Impactos Ambientais da atividade;
• Definir objetivos e metas nos setores envolvidos;
• Medidas compensatórias;
• Sequenciamento de revisões.
Nota
Cabe a este instrumento manter o padrão de qualidade ambiental em 
equilíbrio com as questões legais.
9
Planos, Programas e 
Gerenciamento Ambiental
Planos e Programas de 
Emergência Ambiental
Capitulo 1
Programa de Supervisão Ambiental
Nestas situações, definem-se regras e limites legalmente, apontando-se as metodologias 
de tratamento e procedimento de atenuação de geração, segregação e descarte de 
resíduos e efluentes.
Em suma, o programa tem como principal objetivo a garantia de que os grupos de 
atividades apontadas se apliquem conforme a legislação vigente, agregando inclusive 
questões de garantias dos prazos e condições estabelecidos aos organismos de 
fiscalização e controle ambientais. 
Além disso, define o processo de gestão a ser adotado para a execução de ações 
destinadas a evitar ou a mitigar as consequências dos impactos.
Programas de Controle da Qualidade Ambiental
Nestes programas, são apontadas as rotinas para monitorar a manutenção da qualidade 
ambiental nas áreas referentes aos empreendimentos.
Exemplo: Programa de monitoramento da qualidade do solo.
FIGURA 2
Resíduos sólidos
FONTE
Freepik
10
Planos, Programas e 
Gerenciamento Ambiental
Planos e Programas de 
Emergência Ambiental
Capitulo 1
Programas de Desenvolvimento Social
Nos programas com enfoque de desenvolvimento social, abordamse as diretrizes que 
visam orientar as respostas às necessidades individuais e coletivas.
Nesses programas, são promovidas a disseminação de conhecimento, conscientização 
e a prática de ações voltadas à preservação ambiental, objetivando servir de suporte a 
todas as intervenções para a promoção do desenvolvimento social.
Além disso, prezam pelo estabelecimento de canais para a explanação de opiniões e 
esclarecimentos em relação ao empreendimento.
Programa Compensatório
A compensação ambiental é uma ferramenta criada para que as organizações consigam 
contrabalançar os impactos de seus empreendimentos diante dos ecossistemas.
Exemplo: Determinações do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) 
aplicados aos empreendedores na implantação e manutenção de unidades de 
conservação.
FIGURA 3
Desenvolvimento social
FONTE
Freepik
11
Planos, Programas e 
Gerenciamento Ambiental
Planos e Programas de 
Emergência Ambiental
Capitulo 1
Atualmente, muitas são as medidas compensatórias voltadas para unidades de 
conservação, no entanto, podem serbem mais abrangentes, como ações voltadas à 
educação ambiental, criação de uma praça, entre outras.
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD)
O PRAD objetiva o planejamento das atividades que têm em vista o retorno da área 
degradada a uma forma de utilização, conforme um plano pré-determinado para a 
utilização do uso do solo.
Cabe ressaltar que o plano é solicitado pelos órgãos ambientais responsáveis, no 
processo de licenciamento de atividades degradadoras ou alteradoras do ambiente, 
após o empreendimento ser punido administrativamente em virtude da degradação 
ambiental.
Desse modo, destaca-se que muitos são os planos e programas aplicados atualmente 
visando possibilitar a qualidade ambiental. 
Alguns apresentam retorno de maneira mais imediata, e outros, a longo prazo.
FIGURA 4
Área degradada
FONTE
Freepik
12
Planos, Programas e 
Gerenciamento Ambiental
Planos e Programas de 
Emergência Ambiental
Capitulo 1
Resumindo
Neste capítulo explanou-se alguns dos planos e programas mais utilizados 
para manutenção da qualidade ambiental frente aos empreendimentos 
que possam causar impactos ou degradação ambiental.
13
@faculdadelibano_
2
Gestão de Resíduos 
Sólidos
14
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Capitulo 2
Gestão de Resíduos Sólidos
Fundamentos da Gestão dos Resíduos Sólidos
Nos últimos anos, as questões relacionadas à gestão dos resíduos sólidos têm sido 
bastante discutidas por diversos atores da sociedade e em todas as partes do mundo, 
fato explicado pela complexidade social moderna frente à utilização dos recursos 
naturais.
Em vista disso, os resíduos sólidos compõem no mundo moderno uma das grandes 
questões ambientais, pois o aumento contínuo de consumo, em virtude do aumento 
populacional e criação de novas demandas, avança no sentido de escassez dos recursos 
naturais.
Agregado a esse crescente consumo está a produção de resíduos sólidos, cuja gestão 
é fundamental para a saúde e qualidade de vida humana. 
Assim, no Brasil, destaca-se a Lei Federal 12.305/2010, que aborda exclusivamente a 
gestão dos resíduos sólidos.
Tal lei foi estabelecida como ferramenta norteadora dos seguintes critérios:
• Desenvolvimento sustentável;
Objetivos
Nesta segunda unidade, você terá uma abordagem geral sobre a 
gestão dos resíduos sólidos frente ao crescente aumento da produção 
e a capacidade do planeta em gerenciar os resíduos produzidos por 
este cenário. Em seguida, verá os principais tratamentos e destinações
utilizados atualmente para os resíduos. 
Preparado? Vamos começar!
15
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Gestão de Resíduos Sólidos Capitulo 2
• Ótica sistêmica;
• Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
• Prevenção e a precaução;
• Colaboração entre os diferentes níveis do poder público;
• Direito social quanto à informação e ao controle social;
• Razoabilidade e a proporcionalidade;
• Entre outros.
Nesse contexto, os resíduos são produtos inevitáveis resultantes dos processos de 
quem a sociedade depende. Assim, é extremamente necessário o desenvolvimento 
de mecanismos que transformem poluentes em produtos menos agressivos aos 
ecossistemas.
Dentre eles, racionar a utilização das matérias primas, separação correta e adequada, 
são alternativas para atenuar o impacto danoso ao meio ambiente, equilibrando os 
elementos sociais, econômicos e ambientais.
Caracterização dos Resíduos Sólidos
Conforme a NBR 10004:2004, os resíduos sólidos no Brasil são classificados é a norma 
que classifica os resíduos no Brasil. 
FIGURA 5
Desenvolvimento sustentável sob os critérios da lei
FONTE
Freepik
16
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Gestão de Resíduos Sólidos Capitulo 2
Ainda, considera os resíduos quanto aos seus riscos potenciais ao ambiente e à saúde 
pública, apontando que necessitam ser manuseados e rigidamente controlados. Essa 
separação é realizada quanto à origem e quanto à periculosidade.
Sob o ponto de vista da origem podem ser divididos em:
• Domiciliares;
• Limpeza urbana;
• Resíduos sólidos urbanos;
• Estabelecimentos comerciais
• Prestadores de serviços;
• Serviços públicos de saneamento básico;
• Industriais;
• Serviços de saúde;
• Construção civil;
• Agrossilvopastoris;
• Serviços de transportes;
• Mineração.
Já em relação à periculosidade, seguindo a Legislação vigente, juntamente à NBR 
10004:2004, são representados como perigosos e não perigosos (ABNT, 2004).
Resíduos classe I (Perigosos): resíduos que apresentam periculosidade ou 
toxicidade, corrosividade, inflamabilidade, reatividade ou patogenicidade. Podem 
inclusive, representar risco para a saúde pública, resultando em mortalidade ou 
incidência de doenças. Quando dispostos de maneira errônea, podem causar 
impactos adversos ao ambiente, quando conduzidos ou dispostos de forma 
inadequada;
17
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Gestão de Resíduos Sólidos Capitulo 2
• Resíduos classe II (Não perigosos): constituem resíduos não perigosos e que não 
estão em nenhuma das premissas dos classificados como classe I. Tal classificação 
ainda pode serdividida em:
• Resíduos classe II A (Não inertes): podem ter propriedades como biodegradabilidade, 
combustibilidade ou solubilidade em água;
Exemplo: Materiais orgânicos da indústria alimentícia.
• Resíduos classe II B (Inertes): Esse segundo grupo engloba os resíduos, quando 
amostrados de uma maneira significativa e postos em contato dinâmico e estático com 
água destilada, em temperatura ambiente não apresentam elementos constituintes 
solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, 
excetuando-se aspecto, cor, turbidez,dureza e sabor.
FIGURA 6
Produtos com resíduos perigosos
FONTE
Freepik
FIGURA 7
Produtos de classe II B (inertes)
FONTE
Freepik
18
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Gestão de Resíduos Sólidos Capitulo 2
Diante da classificação, os gestores responsáveis realizam a quantificação dos resíduos, 
por meio de taxas que consideram o número de indivíduos ou empreendimentos 
comerciais ou industriais.
Para isso, é fundamental projetar a população, conciliando as técnicas de previsão dos 
dados de populações ao longo do tempo à modelos matemáticos.
Tratamento e Condução Final dos Resíduos
O tratamento e condução dos resíduos são extremamente importantes frente ao modelo 
atual de produção. Atualmente, um dos principais problemas encontrados diz respeito 
aos lixões, que se apresentam como uma grande e grave ameaça aos ecossistemas.
Aponta-se que esses resíduos causam degradação ao ambiente, visto que a lixiviação 
desses materiais infiltram no lençol freático e em mananciais. 
Deste modo, as partes interessadas buscam soluções tecnológicas, dentre elas:
• Aterros sanitários: nos dias de hoje, é um tratamento bastante utilizado. Os resíduos 
são dispostos e intercalados por camadas da terra;
FIGURA 8
Aterro sanitário
FONTE
Freepik
19
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Gestão de Resíduos Sólidos Capitulo 2
• Compostagem: coloca-se disposição de matéria orgânica em área controlada para 
que ocorra a inertização dos resíduos.
• Incineração: ocorre pela combustão dos resíduos, reduzindo-os a cinzas a serem 
dispostas em aterro apropriado em muito menor volume. Tal processo é bastante 
utilizado na destinação final de resíduos perigosos, especialmente resíduos 
hospitalares e contaminantes químicos;
Nota
Desse modo, o processo no aterro ocorre por decomposição da matéria 
orgânica de maneira anaeróbio, produzindo gás natural, como por 
exemplo, metano.
Nota
O material gerado tem grande capacidade de fertilização de áreas 
agrícolas. Ademais, cabe destacar que a correta condução desse tipo 
de solução depende de uma boa ‘utilização da matéria orgânica e boa 
triagem.
FIGURA 9’
Queima do lixo em um barril
FONTE
Freepik
20
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Gestão de Resíduos Sólidos Capitulo 2
• Biodigestores: pode ser feito com um reator anaeróbio produzindogás natural, para 
posterior utilização na geração de calor e energia;
• Sistemas de transbordo: consiste em um modelo mais econômico em que é adotado 
um sistema de transporte de maior escala entre o local que gera o resíduo e o local 
que de tratamento.
Dessa maneira, destaca-se que independentemente do sistema de tratamento e 
destinação final do resíduo utilizado, ele deve ser eficiente e conduzir de maneira correta 
a gestão dos resíduos sólidos.
Nota
Nesses procedimentos existe a alternativa de recuperação energética 
por meio de uma caldeira e a geração em uma termoelétrica. No entanto, 
apresentam altos custos inerentes à implantação e manutenção.
Resumindo
Nesta unidade, foi apresentada a gestão dos resíduos sólidos e sua 
importância para a qualidade ambiental. Além disso, foi realizada 
a abordagem referente aos tipos de tratamento e condução final do 
resíduo mais utilizado, cada qual com suas características e finalidades.
21
@faculdadelibano_
3
Gestão dos Recursos 
Hídricos
22
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Capitulo 3
Gestão dos Recursos 
Hídricos
A gestão deste recurso consiste em um processo sistemáticovisando ao desenvolvimento 
sustentável, alocando e mantendo a sua utilização sob as metas e objetivos ambientais, 
sociais e econômicos.
Teoricamente falando, a água é um elemento fundamental para a vida e é um dos 
elementos do empasse entre o modelo de produção atual e a escassez dos recursos.
Além disso, a água consiste em um bem de valor econômico, representando um 
importante insumo produtivo. Ainda cabe destacar que é função do estado ser ator 
responsável por manter a qualidade e a correta utilização desse recurso natural.
No entanto, em virtude da grande degradação e poluição do ambiente, o grande desafio 
é garantir a sociedade acesso à água potável e saneamento básico. Diante dessas 
questões, deve-se buscar uma gestão que garanta os investimentos necessários para 
a preservação da água para a atual e futuras gerações.
Assim, define-se gestão de recursos hídricos como agregado de medidas visando 
controlar e regular a utilização desses recursos vitais.
Objetivos
Neste capítulo serão abordadas questões frente à indispensabilidade 
de uma correta gestão deste recurso. Ademais, o foco da abordagem 
será em relação à legislação brasileira vigente, compartilhando as 
competências de cada órgão e instituição frente ao gerenciamento. 
Para ‘finalizar, serão apontados os planos utilizados.
Vamos começar!
23
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Gestão dos Recursos Hídricos Capitulo 3
Para isso, as atividades de gestão são realizadas conforme a legislação vigente e de 
maneira a preservar a qualidade e a quantidade das águas.
No Brasil, conforme o estabelecimento da Constituição Federal de 1988 em seu artigo 
225, descreve que:
• “Todos possuem direito e ao Poder Público e à coletividade incumbe a defesa do 
meio ambiente, sendo que a água, ou os recursos hídricos integram o meio ambiente 
como elemento vital”;
• “O domínio dos recursos hídricos pela União e pelos Estados não tem a conotação de 
propriedade inscritível no registro imobiliário, mas decorre a responsabilidade pela 
preservação do bem, guarda e gerenciamento, objetivando a sua perenidade e uso 
múltiplo, bem como do poder de editar as regras aplicáveis”.
Ressalta-se que o Brasil se apresenta como um dos países com maior abundância em 
recursos hídricos, possuindo domínio de três grandes bacias hidrográficas e boa parcela 
do aquífero guarani. 
No entanto, apresenta irregularidade quanto à distribuição de água potável entre as 
populações. Dentre as atividades que mais demandam desse
recurso, destacam-se:
• Irrigação;
FIGURA 9
Recursos hídricos
FONTE
Freepik
24
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Gestão dos Recursos Hídricos Capitulo 3
• Usos domésticos;
• Usos urbanos;
• Uso industrial.
Em virtude desses muitos usos, crescimento demográfico e a crescente urbanização, 
torna-se muito difícil para o órgão responsável fazer a gestão da disponibilidade hídrica.
Com base nesses preceitos é importante conhecer a estrutura do código da água 
promulgado em 10 de julho de 1934 na forma do Decreto nº 10.643. Tal decreto serviu de 
base para várias legislações, considerando a cobrança do uso dos recursos hídricos 
públicos e o princípio poluidorpagador. Nesse sentido, o ator responsável pelos danos 
ou perdas às águas responde criminalmente, conforme legislações vigentes.
Tecnologicamente a gestão deve englobar todas as variáveis conectadas aos recursos 
hídricos, dentre elas:
• Controle e a conservação dos recursos hídricos;
FIGURA 11
Pivô de irrigação a campo
FONTE
Freepik
Importante
Um dos mais importantes pontos desse decreto diz respeito a garantir a 
preservação e a qualidade das águas do Brasil.
25
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Gestão dos Recursos Hídricos Capitulo 3
• Vazão ou quantidade de águas disponíveis;
• Desníveis e velocidade de escoamento;
• Oxigênio disponível;
• Demanda bioquímica de oxigênio;
• Teor em coliformes;
• Toxidez;
• Eutrofização potencial;
• Estratificação térmica;
• Entre outros.
Estrutura da Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil
Juntamente à aplicação eficiente e correta de toda a legislação, estão os atores 
responsáveis por tais aplicação. Assim, atualmente, no Brasil, a estrutura de gestão 
ocorre da seguinte maneira:
FIGURA 12
Esboço simplificado da estrutura de gestão dos 
recursos hídricos no Brasil
FONTE
Adaptado pelo autor, 2019.
26
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Gestão dos Recursos Hídricos Capitulo 3
Conforme abordado na figura o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), 
configura-se como a instância de nível mais acima. Esse conselho tem por intuito 
analisar propostas, deliberar projetos, atenuar,conflitos e administrar a promoção dos 
recursos hídricos em todos os âmbitos federais.
Juntamente, existe a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) e o órgão 
do Ministério do Meio Ambiente (MMA) no qual é feita a gestão dos recursos de acordo 
com a estrutura regimental definida. Em seguida, tem a Agência Nacional das Águas 
(ANA), seguindo os comitês e agências de bacia, do mesmo modo, de cunho estadual, 
na qual existe o Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH), órgão deliberativo, 
secretarias e entidades Estaduais, com a responsabilidade de gestão das bacias e 
recursos dos estados.
Planos de Recursos Hídricos
Conforme determinações do comitê de bacia hidrográfica, tendoa responsabilidade de 
aprovar e executar o plano de recursos hídricos, assim como expor alternativas para o 
cumprimento de metas.
Deste modo, de acordo com a Lei 9.433, fica estabelecido que os Planos de Recursos 
Hídricos são de longo prazo, compostos por horizontes de planejamento adequado com 
o tempo de implantação de seus programas e projetos que devem apresentar:
• Análise da atual situação dos recursos em questão;
• Identificação dos conflitos potenciais;
• Metas de racionalização de uso;
• Diagnósticos de medidas de crescimento demográfico;
Nota
O comitê é composto por representantes do governo, municípios, 
usuários da água e sociedade civil.
27
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Gestão dos Recursos Hídricos Capitulo 3
• Evolução de atividades produtivas e de alterações na padronização de uso do solo;
• Equilíbrio entre demandas dos recursos hídricos, em quantidade e qualidade;
• Aumento da quantidade e melhoria da qualidade dos recursos hídricos disponíveis;
• Prioridades para outorga de direitos de uso de recursos hídricos;
• Critérios para a cobrança pelo uso dos recursos hídricos;
• Propostas de locais sujeitos à restrição de uso;
• Alternativas de programas a serem desenvolvidos;
• Projetos a serem aplicados para atender às metas.
Diante dessa abordagem, aborda-se que a definição dos planos de recursos hídricos 
é extremamente importante para a qualidade e quantidade disponível desse recurso 
natural. Pois é a partir desses planos quepodem ser apontadas as tomadas de decisões 
frente a quaisquer problemas relacionados à má qualidade ou extinção.
FIGURA 13
Recursos hídricos disponíveis
FONTE
Freepik
Resumindo
Neste capítulo, foram abordadas algumas questões básicas em relação 
à gestão dos recursos hídricos e sua importância em relação à vida no 
planeta. Em seguida, foi explanada uma estrutura básica em relação 
às competências degestão para esse recurso, com a abordagem final 
referente aos planos de gestão.
28
@faculdadelibano_
4
Controles Ambientais
29
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Capitulo 4
Controles Ambientais
Abordagem Geral dos Controles Ambientais
Diante da atual situação dos cenários ambientais frente ao elevado consumo e a 
disponibilidade de recurso, muitas devem ser as medidas mitigadoras e preventivas 
quanto à degradação e poluição ambiental.
Desse modo, sob uma ótica empresarial, muitas são as exigências em relação às 
responsabilidades ambientais, em virtude da dimensão que uma má gestão pode 
causar. Em muitos casos, os empreendedores e gestores têm buscado o estabelecer 
o gerenciamento de suas atividades com objetivos e metas bem definidos, dentre eles:
• Controle da poluição;
• Atenuação das taxas de efluentes;
• Controle e atenuação dos impactos ambientais;
• Aperfeiçoamento do uso de recursos naturais.
Diante desses apontamentos, o principal objetivo do controle operacional diz respeito 
à identificação das ações e atividades adotadas por uma empresa, para atenuar os 
efeitos dos seus impactos ambientais representativos. 
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender sobre os 
controles ambientais e sua importância frente ao equilíbrio entre os 
empreendimentos e a qualidade ambiental. Ainda serão abordados os 
dois tipos de controle, conforme a norma vigente, que são divididos em 
dois grandes grupos: controle operacional e monitoramento e medição.
E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então, vamos lá. 
Avante
30
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Controles Ambientais Capitulo 4
Além disso, busca identificar as situações que vão contra o cumprimento dos objetivos 
ambientais da organização e a legislação vigente.
Conforme definida a política ambiental, o controle operacional colabora para que sejam 
avaliadas as operações poluidoras para que então, a gestão possa buscar alternativas 
para garantir o desempenho frente ao compromisso ambiental. Desse modo, esse 
posicionamento deve ser expandido para novos projetos e ampliados nos outros já 
existentes.
Juntamente às diretrizes de controle ambiental, a norma ISO14001:2015 aborda que a 
empresa tem que estabelecer meios e procedimentos para:
FIGURA 14
Gestor realizando controle ambiental
FONTE
Freepik
Nota
Na prática, o controle operacional na organização deve ser encaminhado 
abordando noções em relação a atividades que agreguem controle 
ambiental, dentre elas: resíduos, efluentes líquidos, emissões atmosféricas, 
consumo de energia e água.
31
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Controles Ambientais Capitulo 4
• Identificar potenciais acidentes;
• Situações de emergência;
• Prevenir e mitigar os impactos ambientais.
No Brasil, as certificações aparecem como um poderoso instrumento por parte das 
empresas para se diferenciar e se adaptar às normativas ambientais.
Conforme as concordâncias com as normativas de controle ambiental, os gestores 
devem atenuar os impactos e o risco de ocorrência de desvios, incidentes e acidentes 
ambientais.
O controle está, de maneira direta, relacionado às atividades sob o gerenciamento da 
empresa e compreendem ações que vão desde instruções de trabalho e procedimentos 
que estabelecem as medidas a serem tomadas para reduzir os distintos impactos de 
suas operações.
FIGURA 15
Adaptação as normativas de controle 
ambiental
FONTE
Freepik
Importante
Aplicar o controle operacional nas empresas é ter o domínio sobre os 
aspectos ambientais.
32
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Controles Ambientais Capitulo 4
Requisitos de Controle Ambiental
O controle ambiental ocorre conforme a norma IS014001, em que a empresa deve identificar 
aquelas atividades inerentes aos aspectos ambientais representativos conforme a 
política, objetivos e metas. Ademais, é preciso atentar-se para o planejamento de ações 
de manutenção visando assegurar que sejam executadas sob condições específicas.
Desse modo, de acordo com a norma, o controle ambiental se divide em dois modos:
Controle Operacional
Agrega procedimentos para manter as atividades da organização conforme os 
aspectos ambientais significativos, para que eles não excedam situações especificadas 
ou padrões de desempenho.
Exemplo: Procedimento para operação de estação de tratamento de efluentes.
Juntamente ao controle das empresas, necessita-se rever constantemente os tipos de 
materiais, insumos, e serviços identificados. Cabe destacar que, em algumas situações, 
deve-se atentar para questões como: toxicidade, reuso, reciclagem e embalagem do 
insumo.
FIGURA 16
Situações em que os insumos ou ma teriais 
podem causar perigo
FONTE
Freepik
33
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Controles Ambientais Capitulo 4
Além dessas questões, em relação aos serviços também se deve ter total atenção, pois 
podem incluir resíduos, transportabilidade de cargas perigosas, entre outros.
Ainda sob os preceitos da norma, ela aponta que empresas de prestação de serviços, 
seja por compra e venda de insumos, devem ter responsabilidades ambientais em 
conjunto, pois estão comercialmente vinculadas.
Monitoramento e Medição
Dessa maneira, a norma ISO 14001 aponta que a organização deve estabelecer e manter 
documentados os procedimentos inerentes às atividades de monitoramento e medir, 
com uma certa periodicidade, os atributos das operações que apresentem impacto 
sobre o meio ambiente.
Exemplo: Carga orgânica de efluente.
Importante
Cabe à organização gerenciar o estabelecimento de ações sistematizadas 
para qualificar e avaliar prestadores de serviços, agregando as questões 
ambientais.
Definição
Monitoramento e medição configuram-se como as atividades que 
avaliam se a empresa está em concordância com os critérios de sua 
política ambiental, objetivos, metas, entre outros.
34
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Controles Ambientais Capitulo 4
Outro ponto abordado pela norma é que a organização estabeleça indicadores de 
desempenho frente aos seus objetivos e metas e ao histórico de desempenho ambiental.
Juntamente a essas premissas de indicadores, ressalta-se que, hoje em dia, esses 
procedimentos estão totalmente computadorizados, facilitando para que as empresas 
consigam avaliar, com maior praticidade, os fatores impostos pela legislação. 
Além disso, muitos modelos permitem que sejam realizadas simulações de cenários, 
visando o melhor atendimento dos objetivos frente ao controle ambiental.
Diante do exposto, destaca-se que esses procedimentos de monitoramento e medição só 
ocorrem de maneira eficiente se os instrumentos estiverem aferidos e bem organizados.
Algumas empresas atualmente utilizam laboratórios eventualmente contratados, 
institutos externos, para garantir a qualidade das análises, visando potencializar a 
confiabilidade do monitoramento de suas atividades.
FIGURA 17
Monitoramento e medição
FONTE
Freepik
35
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental Controles Ambientais Capitulo 4
Resumindo
Neste último capítulo, foram abordados os controles ambientais 
necessários para quaisquer que sejam as atividades e empreendimentos 
que utilizem o meio ambiente para produzir suas atividades. Além disso, 
foram abordados os dois métodos de controle ambiental, de acordo 
com a norma vigente em que são divididos em controles operacionais e 
monitoramento e medição.
36
Planos, Programas e Gerenciamento Ambiental
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT) – NBR 1004: Resíduos Sólidos: 
Classificação. Riode Janeiro: 2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT) – NBR ISSO 14001: Sistemas de gestão 
ambiental: especificação e diretrizes para uso . Rio de Janeiro: 1996.
BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: 
Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
Constituicao/Constituicao.htm. Acesso em: 28 set. 2020.
BRASIL. Lei Federal n. 9.433, de 08 de janeiro de 1997. Institui a Política e Sistema Nacional 
de Gerenciamento de Recursos Hídricos. QA – Qualidade da água.
BRASIL. Resolução Conama n° 357, de 17 de março de 2005. Brasília, DF. FLORES, R. K.; 
MISOCZKY, M. C. Dos antagonismos na apropriação capitalista da água à sua concepção 
como bem comum. Organizações & Sociedade, v. 22, p. 237-250, 2015.
MÉSZÁROS, I. Para além do capital: rumo a uma teoria da transição. São Paulo: Boitempo, 
2002.
37
	Planos e Programas de Emergência
	Ambiental
	Planos e Programas Ambientais
	Programa de Gestão Ambiental
	Programa de Supervisão Ambiental
	Programas de Controle da Qualidade Ambiental
	Programa Compensatório
	Programas de Desenvolvimento Social
	Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD)
	Gestão de Resíduos Sólidos
	Fundamentos da Gestão dos Resíduos Sólidos
	Caracterização dos Resíduos Sólidos
	Tratamento e Condução Final dos Resíduos
	Gestão dos Recursos Hídricos
	Estrutura da Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil
	Planos de Recursos Hídricos
	Controles Ambientais
	Abordagem Geral dos Controles Ambientais
	Requisitos de Controle Ambiental
	Controle Operacional
	Monitoramento e Medição
	Referências

Mais conteúdos dessa disciplina