Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

TÓPICOS DA MEDICINA
André Anjos da Silva | Carolina Ferraz | Gabriella Melo Fontes Silva Dias | Katia Regina Marchetti 
Lucas Lonardoni Crozatti | Natália Ivanovna Bernasovskaya Garção
Clínica Médica
Imunologia
2
SUMÁRIO
capítulo 1. IMUNODEFICIÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . 3
1. Imunodeficiências primárias . . . . . . . . . . . . . . 3
1.1. Sinais de alerta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.2. Características clínicas comuns aos EII . . . . . . . 4
1.3. Triagem neonatal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.4. Imunodeficiência combinada . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.5. Imunodeficiência combinada com 
características associadas ou sindrômicas . . . . 5
1.6. Imunodeficiência predominante 
de anticorpos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.7. Defeitos congênitos de número e/ou função 
 dos fagócitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.8. Deficiências de complemento . . . . . . . . . . . . . . . 7
2. Imunodeficiências secundárias . . . . . . . . . . . 7
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
capítulo 2. IMUNOTERAPIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2. Mecanismos de base . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3. Contraindicações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
3
Capítulo 
1IMUNODEFICIÊNCIAS
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
 u Imunodeficiência Primária e Erros Inatos da Imunidade: mudança de nomenclatura.
 u Sinais de alarme da BRAGID.
 u Características das principais Imunodeficiências Primárias.
 u Principais causas de Imunodeficiência Secundária.
1. IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS
 u As Imunodeficiências Primárias (IDPs) são doenças 
hereditárias caracterizadas classicamente por um 
aumento da suscetibilidade a infecções devido a 
defeitos genéticos que afetam o desenvolvimento e/
ou a função do sistema imunológico. Hoje, sabe-se 
que além dessa predisposição, os portadores dessas 
doenças apresentam autoimunidade, doenças autoin-
flamatórias, alergia e até neoplasias. Por isso, para 
melhor caracterizar essa ampla gama de fenótipos, 
o termo Erros Inatos de Imunidade (EII) foi proposto, 
em 2017, para denominar as IDPs.
 u Acreditava-se que eram doenças raras com gravidade 
clínica de início precoce na vida, mas atualmente dois 
aspectos ficaram mais evidentes: são patologias não 
tão raras quanto se acreditava inicialmente e a sua 
frequência é praticamente a mesma entre crianças, 
adolescentes, adultos e lactentes.
 u Desde a descrição da primeira imunodeficiência, em 
1952, já foram identificados 430 erros inatos da imu-
nidade, com diversos defeitos genéticos reportados. 
O Comitê de Classificação das Imunodeficiências Pri-
márias da União Internacional das Sociedades de Imu-
nologia Clínica (IUIS) divide os EII da seguinte forma:
 W Imunodeficiências combinadas;
 W Imunodeficiências combinadas com características 
associadas ou sindrômicas;
 W Imunodeficiências predominantes de anticorpos;
 W Doenças de desregulação imunológica;
 W Defeitos congênitos de número e/ou função dos 
fagócitos;
 W Defeitos na imunidade intrínseca e inata;
 W Doenças autoinflamatórias;
 W Deficiências de complemento;
 W Insuficiência da medula óssea;
 W Fenocópias de erros inatos de imunidade.
1 .1 . SINAIS DE ALERTA
 u Para caracterizar os EII, é importante avaliar a história 
do paciente com enfoque nas seguintes informações: 
o número de infecções, a localização e a gravidade, 
pela necessidade ou não de uso de antibióticos e/ou 
hospitalização. Deve-se ver também o histórico de 
imunizações e investigar se houve reações adversas, 
assim como o histórico familiar de consanguinidade, 
imunodeficiências ou mortes prematuras de causas 
desconhecidas. A Fundação Jeffrey Modell Mondell e 
a Cruz Vermelha Americana desenvolveram um folheto 
para divulgação dos 10 sinais de alerta sugestivos de 
IDP e o Grupo Brasileiro de Imunodeficiências (BRAGID) 
os adaptou para a sociedade brasileira (Tabelas 1 e 2).
Tabela 1. Dez sinais de alerta para imunodeficiências primárias 
em crianças adaptados a nossa sociedade (BRAGID).
1. Duas ou mais pneumonias no último ano
2. Quatro ou mais otites no último ano
3. Estomatites de repetição ou monilíase por mais de 
2 meses
4. Abscessos de repetição ou ectima
5. Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, 
osteoartrite, septicemia)
6. Infecções intestinais de repetição ou diarreia crônica
importância/prevalência
Imunodeficiências Imunologia
4
7. Asma grave, doença do colágeno ou doença au-
toimune
8. Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobac-
téria
9. Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada 
à imunodeficiência
10. História familiar de imunodeficiência
Fonte: BRAGID.1
Tabela 2. Dez sinais de alerta para imunodeficiências 
primárias no adulto adaptados a nossa sociedade (BRAGID).
1. Duas ou mais novas otites no período de 1 ano
2. Duas ou mais novas sinusites no período de 1 ano, 
na ausência de alergia
3. Uma pneumonia por ano por mais de 1 ano
4. Diarreia crônica com perda ponderal
5. Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, 
verrugas, condiloma)
6. Uso de antibiótico de repetição para tratar infecção
7. Abscessos profundos na pele ou em órgãos internos
8. Monilíase persistente ou infecção fúngica na pele 
ou em qualquer lugar
9. Infecção por micobactéria tuberculosis ou atípica
10. História familiar de imunodeficiência
Fonte: BRAGID.1
1 .2 . CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 
COMUNS AOS EII
 u Ao avaliar um paciente com suspeita de EII, é funda-
mental tentar identificar qual componente do sistema 
imunológico está comprometido. Conhecer o tipo de 
patógeno e de infecção nos ajuda nesse raciocínio 
clínico, conforme mostrado nas tabelas 3 e 4.
Tabela 3. Tipos de patógenos associados às categorias maiores dos EII.
Deficiência/patógeno Anticorpos Combinada Fagócitos Complemento
Vírus Enteroviroses Todos Não Não
Bactérias
• S. pneumoniae;
• H. influenzae; Moraxella;
• S. aureus;
• P. aeruginosa;
• N. meningitidis, Myco-
plasma.
• S. pneumoniae;
• H. influenzae;
• S. aureus;
• P. aeruginosa;
• N. meningitidis;
• L. monocytogenes;
• S. typhi;
• flora entérica.
• S. aureus;
• flora entérica;
• P. aeruginosa;
• S. typhi.
• Neisseria meningitidis 
em especial;
• S. pneumoniae;
• H. influenzae, Moraxella, 
S. aureus, P. aeruginosa.
Micobactérias Não Não tuberculosa, 
inclusive BCG
Não tuberculosa, 
inclusive BCG Não
Fungos Não
• Candida sp.;
• Criptococcus;
• H. capsulatum;
• Aspergillus sp.
• Candida sp.;
• Aspergillus sp.
Não
Protozoários Giardia
• P. jirovecii;
• Toxoplasma gondii;
• Crytosporidium.
Não Não
Fonte: Adaptada de Kokron et al.2
Tabela 4. Tipos de infecções associados às categorias maiores dos EII.
Deficiência Características das infecções
Anticorpos Infecções bacterianas de vias aéreas superiores e inferiores, gastroenterites.
Celular Infecções virais, fúngicas e por patógenos intracelulares, além de infecções bacterianas (devido a defeitos 
na estimulação de linfócitos B pelos linfócitos T) de qualquer sistema.
Fagócitos Queda tardia do coto umbilical, furunculose e abscessos profundos, além de gengivites e periodontites.
Complemento Meningites meningocócicas de repetição.
Fonte: Autor.
Imunodeficiências Cap . 1
5
1 .3 . TRIAGEM NEONATAL
 u A detecção precoce dos EII é de extrema importân-
cia, dada a gravidade de algumas doenças. As formas 
mais graves das imunodeficiências primárias, imuno-
deficiência combinada grave (IDCG), estão associadas 
a consequências fatais nos primeiros 2 anos de vida. 
Por isso, são consideradas emergênciasAlér-
geno-Específica, você consegue acertar.
Alternativa A: INCORRETA. Ambos os tipos de Imunotera-
pia Alérgeno-Específica (subcutânea e sublingual) para 
rinite têm eficácia semelhante e podem ser utilizados.
Alternativa B: INCORRETA. Se a paciente engravidar DU-
RANTE o tratamento que vinha sendo bem tolerado, 
sem reações ou intercorrências, você pode mantê-lo 
(contraindicação RELATIVA).
Alternativa C: INCORRETA. Há trabalhos mostrando eficá-
cia da Imunoterapia para dermatite atópica, com eficácia 
igual à da rinite.
Imunoterapia Imunologia
22
Alternativa D: INCORRETA. A imunoterapia não substitui o 
tratamento-padrão das doenças. Ela é uma associação, 
em especial nos pacientes com casos graves, que preci-
sam da manutenção do tratamento-padrão para controle.
Alternativa E: CORRETA. Frase correta. Esses são alguns 
benefícios de realizar a Imunoterapia Alérgeno-Especí-
fica ainda na infância.
 ✔ resposta: ⮪
Questão 8 dificuldade: 
 Y Dica do professor: sabendo o princípio da Imunoterapia 
Alérgeno-Especifica e suas contraindicações, dificilmente 
você errará uma questão. A IAE visa melhorar a clínica 
do paciente; não nos baseamos em testes alérgicos (de 
qualquer natureza) para isso.
Alternativa A: CORRETA. Esse é o principal motivo de fa-
zer a IAE.
Alternativa B: CORRETA. Outro benefício de iniciar a IAE 
na infância em pacientes apenas com rinite: evitar o de-
senvolvimento da asma.
Alternativa C: CORRETA. Com a diminuição da resposta 
aos alérgenos, a pessoa precisa de menos medicamen-
tos para controle.
Alternativa D: INCORRETA. Não acontece; não nos basea-
mos nisso para avaliar eficácia do tratamento com a IAE.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 9 dificuldade: 
 Y Dica do professor: A Imunoterapia Alérgeno-Específica 
só é indicada em doenças com mecanismo de hipersen-
sibilidade do tipo I, ou seja, IgE específica.
Alternativa A: CORRETA. Doença alérgica IgE mediada 
comprovada.
Alternativa B: CORRETA. Reação grave a veneno de hime-
nópteros com sensibilização comprovada (IgE específico).
Alternativa C: CORRETA. Há trabalhos demonstrando efi-
cácia da dermatite atópica quando a criança é sensibili-
zada para os aeroalérgenos.
Alternativa D: INCORRETA. Há trabalhos mostrando eficá-
cia de Imunoterapia para alergia alimentar, mas apenas 
para os casos IgE mediados.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 10 dificuldade:  
 Y Dica do professor: lembre-se de que os níveis de IgE 
específica não se reduzem de maneira precoce.
Alternativa A: INCORRETA. Há um aumento precoce e de-
pois há uma diminuição lenta e gradativa, mas que não 
chega a níveis indetectáveis.
Alternativa B: INCORRETA. Vide letra A.
Alternativa C: CORRETA. Esse é o conhecimento mais 
atualizado sobre o mecanismo da Imunoterapia Alérge-
no-Específica.
Alternativa D: INCORRETA. Há aumento tanto de IgA espe-
cífica quanto de IgG4 específica.
 ✔ resposta: ⮨pediátricas. 
A maioria das formas de IDCG pode ser detectada 
medindo-se os níveis de círculos de excisão de re-
combinação de células T (TREC) no sangue, usando a 
reação em cadeia da polimerase em tempo real (PCR), 
enquanto os círculos de excisão de recombinação de 
exclusão kappa (KREC) são usados para triagem de 
agamaglobulinemia. TREC e KREC fazem parte do teste 
do pezinho ampliado, que recentemente foi incluído 
no Sistema Único de Saúde do Brasil.
 u TREC é um subproduto da recombinação do gene 
do receptor da célula T, e KREC é um subproduto da 
recombinação do receptor da célula B. Os baixos ní-
veis dessas moléculas nas células T e B no sangue 
periférico mostraram estar associados à linfopenia 
de células T e/ou B.
 u É importante frisar que TREC e KREC são exames de 
triagem e que há a possibilidade de falsos positivos, 
em especial em prematuros ou em recém-nascidos 
portadores de infecção grave. Na vigência de exa-
mes alterados, deve-se solicitar imunofenotipagem 
de linfócitos com pesquisa de CD3, CD4, CD8, CD19 
e CD56/16 para confirmação de defeito imunológico.
 DICA  TREC: Avalia indiretamente linfócito T naive (№ 
TREC = № linfócito T naive na periferia) → IDCG.
 DICA  KREC: Avalia indiretamente linfócito B nai-
ve (№ KREC = № linfócito B naive na periferia) → 
AGAMAGLOBULINEMIA.
1 .4 . IMUNODEFICIÊNCIA COMBINADA
 u As imunodeficiências combinadas caracterizam-se 
por alterações da imunidade celular que podem levar 
a defeitos da imunidade humoral pela interação de 
linfócitos B e T, determinando deficiências graves ou 
não. Há várias deficiências descritas, as quais repre-
sentam entre 6 a 20% das imunodeficiências primárias.
1 .4 .1 . Imunodeficiência combinada grave (IDCG)
 u Em geral, as crianças nascem normais, porém apre-
sentam curto período assintomáticas. Essa doença é 
considerada uma emergência pediátrica, pois se não 
tratada pode ser fatal.
 W História clínica: diarreia crônica, infecções graves e 
recorrentes (vírus, bactérias, fungos, protozoários 
e microorganismos oportunistas) além de reações 
a vacinas de vírus vivos (BCG).
 W Exame físico: baixo ganho de peso, alteração de pele.
 W Exames laboratoriais: linfopenia (sempre), redução 
de linfócitos CD3, CD4 e CD8, imunoglobulinas nor-
mais ou baixas, defeitos nas respostas vacinais, 
TREC alterado.
 W Exame de imagem: ausência de timo visto na ra-
diografia de tórax.
 W Tratamento de escolha: transplante de células-tron-
co hematopoiéticas (TCTH) até os 3,5 meses de 
vida (antes da primeira infecção grave).
1 .5 . IMUNODEFICIÊNCIA COMBINADA 
COM CARACTERÍSTICAS 
ASSOCIADAS OU SINDRÔMICAS
 u Esse grupo compreende diversas doenças genéticas 
que apresentam, além das imunodeficiências, outras 
características clínicas. As principais doenças estão 
descritas na tabela 5.
Tabela 5. Imunodeficiências combinadas com características associadas ou sindrômicas.
Imunodeficiência Herança/defeito Alteração imunológica Quadro clínico Diagnóstico
Síndrome de 
Wiskott-Aldrich
• Herança ligada ao X
• Mutação no gene WASP
• Redução de linfócitos T 
com linfócitos B normais
• Aumento de IgA e IgE e 
redução de IgM
• Trombocitopenia com vo-
lume plaquetário reduzido, 
eczema, linfoma e infec-
ções bacterianas e virais
• Hemograma
• Dosagem de Imuno-
globulinas
• Estudo genético
Ataxia 
telangiectasia
• Herança autossômica 
recessiva
• Mutação no gene ATM
• Redução de linfócitos T
• Redução de IgA, IgE e au-
mento de IgM
• Ataxia cerebelar progres-
siva, telangiectasias, infec-
ções pulmonares, predis-
posição a processos ma-
lignos, radiossensibilidade
• Dosagem de Imuno-
globulinas
• Estudo genético
• Dosagem de α-feto-
proteína
Imunodeficiências Imunologia
6
Imunodeficiência Herança/defeito Alteração imunológica Quadro clínico Diagnóstico
Síndrome de 
DiGeorge
• Herança autossômica 
dominante ou mutações 
novas
• Deleção do 22q11.2
• Linfócitos T normais ou 
reduzido, linfócito B nor-
mais
• Hipoparatireoidismo, mal-
formações conotruncais, 
anormalidades faciais
• Hemograma
• FISH para deleção 
do 22q11.2
Síndrome de 
hiper-IgE
• Herança autossômica 
dominante, mutações 
no STAT3
• Herança autossômica 
recessiva, mutações em 
DOCK8, PGM3, SPINK5, 
TYK2 ou desconhecido
• IgE ≥ 2.000 UI, eosino-
filia, alterações na fun-
ção Th17
• Redução na produção de 
anticorpos específicos
• Alterações faciais, ecze-
ma, osteoporose, fratu-
ras, alterações na denti-
ção primária, infecções 
por S. aureus, Aspergillus 
e Candida sp.
• Dosagem de IgE sé-
rica total, exames 
radiológicos
• Estudo genético
STAT3: signal transducer and activator of transcription 3; DOCK8: dedicator of cytokinesis 8; PGM3: phosphoacetylglycosamine mutase 3; SPINK5: serine 
protease inihibitor Kazal-type 5; TYK2: tirosinaquinase 2.
Fonte: Adaptada de Kokron et al.2
1 .6 . IMUNODEFICIÊNCIA PREDOMINANTE 
DE ANTICORPOS
 u É o grupo mais prevalente dos EII, correspondendo de 
50 a 65% dos casos. Resulta da produção inadequada 
de anticorpos em número e/ou função.
1 .6 .1 . Agamaglobulinemia ligada ao X
 u É decorrente da mutação no gene da BTK (Bruton ti-
rosina quinase) – responsável pela diferenciação do 
pró-linfócito B em pré-linfócito B. Tem herança ligada 
ao X (85%) ou autossômica recessiva.
 W História clínica: além de infecções respiratórias e 
do trato gastrointestinal, glomerulonefrite, neopla-
sias, autoimunidade e artrite.
 W Exame laboratorial: ausência da fração gama na 
eletroforese de proteínas, linfócitos B (CD19) bai-
xo (u Os defeitos de células fagocíticas representam cer-
ca de 10 a 15% das imunodeficiências primárias e 
comprometem a capacidade fagocitária (monócitos, 
macrófagos e granulócitos, como os neutrófilos) de 
destruição dos patógenos, gerando suscetibilidade 
a infecções por bactérias e fungos, variando desde 
quadros cutâneos de repetição a infecções graves e 
até mesmo fatais.
1 .7 .1 . Doença granulomatosa crônica (DGC)
 u É a forma clássica de disfunção fagocitária. Engloba 
um grupo heterogêneo de doenças cujo defeito está 
em um dos componentes do complexo fagocitário 
NADPH-oxidase (“PHOX”), que resulta na deficiência 
de produção de superóxidos impedindo a morte dos 
micro-organismos fagocitados. 70% dos casos é por 
herança ligada ao X.
 W História clínica: infecções bacterianas e fúngicas 
de repetição, sendo uma característica comum a 
presença de abscessos profundos de pele e órgãos, 
piodermites e osteomielite. Infecções por bacté-
rias catalase-positivas (Staphylococcus aureus e 
Burkholderia cepacia), Aspergillus sp, Serratia sp, 
Klebsiella sp, Pseudomonas sp, Nocardia e Candida.
 W Diagnóstico: teste de oxidação da di-hidrorrodami-
na (DHR) ou nitroblue tetrazolium ( NBT). Estudo 
genético.
 W Tratamento: transplante de células-tronco hema-
topoiéticas (TCTH) e antibioticoterapia profilática.
1 .8 . DEFICIÊNCIAS DE COMPLEMENTO
 u A incidência desse EII é baixa, entre 3 e 5%. Já foram 
identificadas deficiências em praticamente todos os 
componentes solúveis do sistema complemento. Os 
defeitos dos componentes iniciais da via clássica (C1q, 
C2 e C4) determinam patologias inflamatórias autoimu-
nes que lembram o lúpus eritematoso sistêmico e di-
ficilmente estão associados a quadros de infecções 
de repetição (com exceção da deficiência de C2). Já 
os pacientes que apresentam deficiências de algum 
componente do complexo de ataque à membrana (C5, 
C6, C7 e C8), apresentam suscetibilidade aumentada 
a infecções recorrentes e invasivas por Neisseria.
1 .8 .1 . Angioedema hereditário (AEH)
 u É uma imunodeficiência genética decorrente de de-
feitos quantitativos ou qualitativos do inibidor do C1 
(embora haja um subtipo que o complemento está 
normal), gerando produção exagerada de bradicinina. 
 u Angioedema é um edema localizado, não inflamató-
rio, assimétrico, desfigurante e autolimitado da derme 
profunda, dos tecidos subcutâneos ou da submuco-
sa, decorrente da vasodilatação e aumento da per-
meabilidade vascular. O termo AEH é aplicado para o 
angioedema recorrente causado por excesso de bra-
dicinina cuja forma de herança é autossômica domi-
nante. Apesar de não existir infecções de repetição e 
de o principal sintoma ser o angioedema, não é uma 
doença alérgica, mas sim uma imunodeficiência por 
deficiência de complemento.
 u O AEH é uma doença rara, potencialmente fatal, e ain-
da subdiagnosticada, cujas crises podem acometer 
tanto a derme e o subcutâneo, quanto órgãos internos 
– predominantemente o trato gastrintestinal e as vias 
aéreas superiores –, sendo o desfecho mais temido o 
angioedema laríngeo. Estima-se que 25% a 40% das 
crises de AEH evoluem para óbito por asfixia, quando 
não tratadas.
 u A presença de história familiar de angioedemas au-
menta a suspeita da patologia.
 W História clínica: angioedemas recorrentes, com du-
ração maior que 72 horas, sem urticária associada, 
que não melhoram com anti-histamínicos, corticoide 
ou adrenalina, que podem ser desencadeados por 
traumas, ingesta de álcool, menstruação, infecção 
ou outros gatilhos. Paciente pode ter dor abdominal 
associada pelo edema de alças intestinais.
 W Exame de triagem: C4.
 W Tratamento: concentrado do inibidor de C1 ou an-
tagonista competitivo e seletivo do receptor B2 da 
bradicinina (icatibanto).
2. IMUNODEFICIÊNCIAS SECUNDÁRIAS
 u As imunodeficiências secundárias são mais comuns do 
que as primárias, e podem ter diversas causas, como 
medicamentosas, infecções crônicas, doenças meta-
bólicas e síndromes genéticas, sendo a desnutrição a 
causa mais comum. A clínica é variada e o prognósti-
co depende da gravidade da alteração. Há maior risco 
Imunodeficiências Imunologia
8
quando os defeitos são combinados com outros fatores, 
como idade avançada e desnutrição ou infecção crô-
nica. Quando possível, deve-se tratar a causa de base, 
com melhora da imunodeficiência. Quando isso não é 
possível, pode-se lançar mão de outros tratamentos, 
como profilaxia com antimicrobianos e reposição de 
imunoglobulina, a depender do defeito da imunidade.
Tabela 6. Causas de Imunodeficiência Secundária.
Terapia imunossupressora
Quimioterapia
Ablação da medula óssea antes do transplante
Tratamento ou profilaxia da doença do enxerto contra 
o hospedeiro após o transplante de medula óssea
Tratamento de rejeição após transplante de órgão sólido
Medicamentos
Anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina, hidantoína)
Anti-inflamatórios não esteroidais
Anti-hipertensivos (captopril)
Antiparasitários (cloroquina e levamisole)
Corticoides
Droga antirreumática modificadora da doença (DMARD) 
– sulfassalazina, penicilamina e sais de ouro
Hormônios (tiroxina)
Imunossupressores (ciclosporina)
Imunobiológico (rituximab)
Infecção microbiana
Infecção viral (HIV, AIDS, sarampo, vírus do 
grupo herpes – HSV 1 ou 2, EBV, CMV, VZV)
Infecção bacteriana (superantígenos)
Infecção micobacteriana
Infestação parasitária
Malignidade
Doença de Hodgkin
Leucemia linfocítica crônica
Mieloma múltiplo
Tumores sólidos
Distúrbios da homeostase bioquímica
Diabetes mellitus
Insuficiência renal / diálise
Insuficiência hepática / cirrose
Desnutrição
Doença autoimune
Lúpus eritematoso sistêmico
Artrite reumatoide
Trauma
Queimaduras
Exposição ambiental
Radiação
Químicos tóxicos
Outros
Gravidez
Estresse
Asplenia/hiposplenismo
Transfusão de sangue alogênico
Envelhecimento
Fonte: Adaptada de Pasternack.3
REFERÊNCIAS
1. BRAGID. Sinais de alerta da Bragid. [Internet]. c2020. [acesso 
em 1 jul. 2021]. Disponível em: http://www.bragid.org.br/.
2. Kokron C e Barros MT. Erros Inatos da Imunidade. In: Kalil J 
(coord.), Motta AA, Agondi RC (eds.). Alergia e Imunologia: 
aplicação clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2021.
3. Pasternack MS. Approach to the adult with recurrent infec-
tions. [Internet]. 2019. [acesso em 1 jul. 2021]. Disponível em: 
https://www.uptodate.com/contents/approach-to-the-adul-
t-with-recurrent-infections.
4. Bonilla FA et al. Practice parameter for the diagnosis and 
management of primary immunodeficiency. J Allergy Clin 
Immunol. 2015 Nov;136(5):1186-205.e1-78.
5. Tangye SG et al. Human Inborn Errors of Immunity: 2019 
Update on the Classification from the International Union of 
Immunological Societies Expert Committee. J Clin Immunol. 
2020 Jan;40(1):24-64.
6. Kalil J (coord.), Motta AA, Agondi RC (eds.). Alergia e Imuno-
logia: aplicação clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2021.
7. Bonilla FA, Bernstein IL, Khan DA et al. Practice parameter for 
the diagnosis and management of primary immunodeficiency. 
Ann Allergy Asthma Immunol 2005;94:S1e63.
8. McCusker C, Warrington R. Primary immunodeficiency. Allergy 
Asthma Clin Immunol 2011;7:S11.
Imunodeficiências Cap . 1
9
QUESTÕES COMENTADAS
Questão 1
(HOSPITAL DO CÂNCER DE GOIÁS – GO – 2021) As imunodeficiências 
primárias ou erros inatos da imunidade podem apresentar 
um desfecho desfavorável em caso de diagnóstico tardio. 
Por isso, deve-se manter um alto índice de suspeita para 
o diagnóstico, tratamento e profilaxia precoces antes que 
danos irreversíveis possam ocorrer. A imunodeficiência 
congênita MAIS comum em crianças é a:
	⮦ Deficiência de complemento
	⮧ Deficiência de IgA sérica
	⮨ Síndrome de Chediak-Higashi
	⮩ Doença granulomatosa crônica da infância
Questão 2
(HOSPITAL MILITAR DE ÁREA DE SÃO PAULO – SP – 2021) Mulher, 
30 anos, refere infecções recorrentes de vias aéreas 
superiores há 4 anos. Relata ter coriza nasal frequente, 
espessa e amarelada, e com frequência lhe é prescrito 
antibioticoterapia.Há um ano vem apresentando perda 
de peso e diarreia crônica. Ao exame, peso 50 kg, IMC 
18, com linfoadenopatia cervical indolor. Você solicitou 
sorologia para HIV e seu resultado é negativo. Qual a hi-
pótese diagnóstica MAIS provável para essa paciente?
	⮦ Deficiência do fator C4.
	⮧ Imunodeficiência comum variável. 
	⮨ Lúpus eritematoso sistêmico. 
	⮩ Granulomatose de Wegener. 
	⮪ Neutropenia cíclica.
Questão 3
(SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO - SP - 2024) Durante 
a consulta de puericultura de um lactente de 35 dias a 
mãe se queixa que o coto umbilical do paciente ainda 
não caiu. O bebê foi um recém-nascido a termo, com 
peso adequado para a idade gestacional e nasceu de 
parto normal, sem intercorrências. Assim, é correto afir-
mar que o(a)
	⮦ Conduta correta é tranquilizar a mãe, pois o atraso 
da queda do coto umbilical não está relacionado a 
nenhuma patologia.
	⮧ Atraso na queda do coto umbilical (acima de 30 dias) 
é importante sinal de alerta para deficiência que en-
volve a imunidade celular (células T).
	⮨ Atraso na queda do coto umbilical (acima de 30 dias) é 
importante sinal de alerta para deficiência que envolve 
os componentes terminais do sistema complemento.
	⮩ Atraso na queda do coto umbilical (acima de 30 dias) 
é importante sinal de alerta para deficiências que 
envolvem as células fagocitárias (especialmente po-
limorfonucleares).
	⮪ O atraso na queda do coto umbilical (acima de 30 
dias) é importante sinal de alerta para deficiências 
que envolvem a imunidade humoral (células B).
Questão 4
(CENTRO UNIVERSITÁRIO DO ESPÍRITO SANTO – ES – 2021) Lacten-
te, 14 meses, apresenta desde os cinco meses otites 
de repetição (5 episódios), sendo quatro episódios com 
supuração. O pediatra encaminha para o imunologista 
por suspeita de imunodeficiência primária do tipo celu-
lar. Esse encaminhamento se justifica?
	⮦ Não, já que a hipogamaglobulinemia fisiológica é co-
mum até dois anos. 
	⮧ Sim, mas a suspeita é de imunodeficiência primária 
humoral. 
	⮨ Sim, mas a suspeita é de imunodeficiência primária 
do sistema complemento.
	⮩ Não, pois não veremos imunodeficiência primária 
após os seis meses de vida.
	⮪ Não, pois não ocorreu nenhum episódio de infecção 
associado a internação hospitalar.
Questão 5
(HOSPITAL UNIVERSITÁRIO BETTINA FERRO DE SOUZA/JOÃO BARROS 
BARRETO – PA – 2021) Um imunologista avalia um lactente 
de 6 meses devido a quadro de infecções bacterianas 
de repetição, queda de coto umbilical no 21º dia de vida 
e ausência de imagem tímica no Rx de tórax. A provável 
hipótese diagnóstica em questão é:
	⮦ Imunodeficiência celular 
	⮧ Síndrome de Di George
Imunodeficiências Imunologia
10
	⮨ Imunodeficiência humoral 
	⮩ Angioedema hereditário 
	⮪ Imunodeficiência comum variável
Questão 6
(HOSPITAL RIO DOCE DE LINHARES – ES – 2020) A respeito das 
imunodeficiências primárias, é CORRETO afirmar que:
	⮦ A deficiência de IgA é a imunodeficiência mais co-
mum e deve ser tratada com infusão endovenosa de 
imunoglobulina (IVIG). 
	⮧ A maioria dos casos de infecção recorrente na in-
fância têm relação com deficiências imunológicas 
identificáveis.
	⮨ A história de uma infecção bacteriana grave, como 
sepse e meningite, deve levar à suspeição clínica de 
imunodeficiência primária. 
	⮩ O teste do pezinho oferecido pelo Sistema Único de 
Saúde realiza triagem para imunodeficiência combi-
nada grave. 
Questão 7
(HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE TERESÓPOLIS CONSTANTINO OTTAVIA-
NO – RJ – 2020) Abscessos recorrentes podem ocorrer na:
	⮦ Doença granulomatosa crônica 
	⮧ Síndrome de Wiskott-Aldrich 
	⮨ Ataxia telangiectasia 
	⮩ Deficiência de lgA 
	⮪ Defeito dos neutrófilos
Questão 8
(ASSOCIAÇÃO MÉDICA DO PARANÁ – PR – 2020) Lactente de 3 
meses, do sexo masculino, apresentou há 10 dias uma 
nodulação em região anterior de tórax, tendo sido inter-
nado e medicado com antibióticos e drenagem cirúrgica, 
com grande saída de secreção purulenta do local. Cultu-
ra do material foi positiva para Staphylococcus aureus, 
sensível à oxacilina. Com 3 dias de evolução, em uso de 
oxacilina, desenvolveu novo abscesso em região anal e 
vários linfonodos cervicais e axilares. Foi drenado este 
abscesso, com novo crescimento de Staphylococcus 
aureus sensível à oxacilina. No sétimo dia desenvolveu 
quadro respiratório, com presença de consolidação de 
aspecto pneumônico em ambos os pulmões. Tinha an-
tecedente de atraso na queda do coto umbilical, negava 
consanguinidade. O exame que confirmaria o diagnós-
tico MAIS provável é:
	⮦ Dosagem de imunoglobulina A (IgA)
	⮧ Complemento hemolítico total (CH50)
	⮨ Teste cutâneo de hipersensibilidade tardia (PPD) 
	⮩ Teste de redução do nitroblue tetrazolium (NBT)
	⮪ Dosagem de subclasses de imunoglobulina G (IgG)
Questão 9
(FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA UNICAMP – SP – 2020) Quanto 
ao uso da imunoglobulina humana endovenosa nas imu-
nodeficiências primárias, assinale a alternativa CORRETA: 
	⮦ Deve ser utilizada profilaticamente em todos os ca-
sos de hipogamaglobulinemia transitória da infância, 
independentemente dos níveis séricos de imunoglo-
bulinas e do quadro clínico. 
	⮧ Deve ser utilizada nas imunodeficiências primárias 
com defeito de IgA, como a deficiência transitória de 
IgA e a deficiência seletiva de IgA.
	⮨ Deve ser utilizada nas imunodeficiências com defei-
tos de neutrófilos, pois pacientes com estes defeitos 
apresentam infecções do trato respiratório como ma-
nifestação predominante. 
	⮩ Deve ser utilizada como fator de reposição nas imu-
nodeficiências primárias com defeitos de IgG, pois 
este é seu componente principal. 
Questão 10
(H.U. BETTINA FERRO DE SOUZA/JOÃO BARROS BARRETO – PA – 2020) 
J.P.A, sexo masculino, 3 anos e 5 meses, evolui com in-
fecções de repetição: otites, amigdalites e 5 episódios 
de pneumonia. Apresentou hemograma normal e níveis 
de imunoglobulinas e subclasses de IgG sem alterações. 
Não apresentou resposta adequada após imunização 
com vacina antipneumocócica, apesar de responder 
normalmente às outras vacinas. A suspeita clínica MAIS 
provável para o caso citado é 
	⮦ síndrome de Wiskott-Aldrich. 
	⮧ síndrome de Hiper IgM. 
	⮨ deficiência de IgA.
	⮩ deficiência de anticorpos antipolissacarídeos. 
	⮪ imunodeficiência comum variável.
Imunodeficiências Cap . 1
11
GABARITO E COMENTÁRIOS
Questão 1 dificuldade: 
 Y Dica do professor: As Imunodeficiências Primárias (IDPs) 
são doenças hereditárias caracterizadas classicamen-
te pelo aumento da suscetibilidade a infecções devido 
a defeitos genéticos que afetam o desenvolvimento 
e/ou a função do sistema imunológico. Hoje, sabe-se 
que, além dessa predisposição, os portadores dessas 
doenças apresentam autoimunidade, doenças autoin-
flamatórias, alergias e neoplasias. Um dos principais 
sinais de IDP é a ocorrência, na infância, de infecções 
de repetição, especialmente otite, sinusite e pneumonia. 
O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames 
de sangue e testes genéticos específicos. Nessa pers-
pectiva, a imunodeficiência mais comum em crianças e 
adultos é a deficiência de IgA sérica, na qual a maioria 
dos pacientes são assintomáticos. Porém, quando sin-
tomáticos, apresentam infecções sino-pulmonares e/ou 
gastrointestinais, principalmente por Giardia.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 2 dificuldade:  
 Y Dica do professor: Estamos diante de uma paciente de 
30 anos que apresenta recorrentemente infecções do 
trato respiratório, um dos sinais de alerta para imunode-
ficiência primária. Vamos analisar todas as alternativas.
Alternativa A: INCORRETA. Os defeitos dos componentes 
iniciais da via clássica do complemento (C1q, C2 e C4) 
determinam patologias autoimunes e dificilmente estão 
associados a quadros de infecções de repetição.
Alternativa B: CORRETA. Imunodeficiência comum variável 
(CVID) é a imunodeficiência primária SINTOMÁTICA mais 
comum associada à deficiência de anticorpos. Pacientes 
com essa enfermidade apresentam quadros recorrentes 
de infecção do trato respiratório, diarreia crônica, tumo-
res edoenças autoimunes. Vemos que apresenta-se de 
maneira similar ao caso da paciente com o comprome-
timento de vias aéreas. 
Alternativa C: INCORRETA. O lúpus (LES) pode afetar arti-
culações, pele, rins, células sanguíneas, cérebro, cora-
ção e pulmões. Os sintomas variam, mas podem incluir 
fadiga, dores nas articulações, manchas na pele e febre. 
Podem se agravar (crise) por alguns períodos e, poste-
riormente, melhorar. O quadro não é compatível com o 
apresentado pela paciente. 
Alternativa D: INCORRETA. A granulomatose de Wegener é 
uma condição que provoca a inflamação dos vasos san-
guíneos. A granulomatose com poliangeíte pode afetar 
ouvidos, nariz, garganta, pulmões e rins. O fluxo sanguí-
neo para os órgãos e tecidos pode ficar reduzido, cau-
sando danos. Os sintomas podem incluir dor nos seios 
da face, tosse, febre, dores articulares, sangue na urina 
e perda de audição; sintomas esses que não se parecem 
com os do caso. 
Alternativa E: INCORRETA. Neutropenia cíclica é uma doen-
ça hematológica rara, caracterizada por períodos de di-
minuição na contagem de neutrófilos, associada com 
presença de lesões aftosas recorrentes. A presença das 
lesões aftosas é considerada um importante fator nessa 
entidade. Não observamos, então, a característica mais 
marcante da doença na nossa paciente. 
 ✔ resposta: ⮧
Questão 3 dificuldade: 
 Y Dica do professor: Questão bem do dia a dia do médico 
que atende recém-nascidos. Questões desse tipo ava-
liam a qualidade do internato dos candidatos. Estamos 
diante de um lactente de 35 dias de vida que ainda não 
apresentou queda do coto umbilical. Você com certeza 
sabe que isso não é normal e esperado. O coto umbilical 
geralmente inicia sua mumificação nos primeiros 3 dias 
de vida e a queda ocorre normalmente entre 7 e 14 dias. 
O atraso de queda do coto umbilical além de 30 dias de 
vida deve levantar a suspeita de imunodeficiência pri-
mária, principalmente as deficiências que envolvem as 
células fagocitárias (especialmente polimorfonucleares), 
sendo a mais associada a deficiência de adesão leuco-
citária tipo I. Talvez você não soubesse que esse era o 
tipo de imunodeficiência mais associado, mas note que 
isso faz todo sentido, já que para ocorrer a queda do coto 
umbilical com certeza deve haver ação de células fago-
citárias. Vamos aproveitar para lembrar “os 10 sinais de 
alerta de imunodeficiência primária na criança”: 1. Duas 
ou mais Pneumonias no último ano. 2. Quatro ou mais 
novas Otites no último ano. 3. Estomatites de repetição 
ou Monilíase por mais de dois meses. 4. Abcessos de re-
petição ou ectima. 5. Um episódio de infecção sistêmica 
grave (meningite, osteoartrite, septicemia) 6. Infecções 
intestinais de repetição / diarreia crônica / giardíase. 7. 
Asma grave, doença do colágeno ou doença auto-imune. 
Imunodeficiências Imunologia
12
8. Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por Micobactéria. 
9. Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada a 
Imunodeficiência. 10. História familiar de imunodeficiên-
cia. Vamos agora analisar cada alternativa.
Alternativa A: INCORRETA. A tranquilidade pode ser uma 
abordagem inicial para casos em que o coto umbilical 
parece saudável sem sinais de infecção ou outras anor-
malidades, mas o atraso por si só (especialmente acima 
de 30 dias) pode necessitar de avaliação adicional para 
excluir causas patológicas.
Alternativa A: INCORRETA. Embora deficiências imunitá-
rias possam manifestar-se com atrasos na queda do 
coto umbilical, a deficiência específica das células T 
não é comumente associada com esse atraso. A avalia-
ção imunológica pode ser considerada em casos com 
atrasos significativos e outras manifestações clínicas. 
Alternativa C: INCORRETA. As deficiências dos compo-
nentes terminais do sistema complemento estão mais 
frequentemente associadas a infecções recorrentes por 
Neisseria, não estando tipicamente relacionadas com 
atrasos na queda do coto umbilical. 
Alternativa D: CORRETA. O atraso na queda do coto um-
bilical (especialmente acima de 30 dias) pode ser um 
sinal de alerta para a Doença Granulomatosa Crônica 
(DGC), uma deficiência que afeta as células fagocitárias, 
particularmente os polimorfonucleares. Pacientes com 
DGC podem apresentar dificuldades na eliminação de 
bactérias e fungos, levando a atrasos na cicatrização e 
na queda do coto umbilical. 
Alternativa E: INCORRETA. Deficiências na imunidade hu-
moral, como aquelas que afetam as células B, geral-
mente não se manifestam como atraso na queda do 
coto umbilical. Essas deficiências são mais associadas 
a infecções recorrentes, especialmente por organismos 
encapsulados.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 4 dificuldade: 
 Y Dica do professor: São sinais de alarme para a investi-
gação de imunodeficiências primárias na criança: 
1. Duas ou mais pneumonias no último ano 
2. Quatro ou mais otites no último ano 
3. Estomatites de repetição ou 
monilíase por mais de 2 meses 
4. Abscessos de repetição ou ectima 
5. Um episódio de infecção sistêmica grave 
(meningite, osteoartrite, septicemia) 
6. Infecções intestinais de repetição ou diarreia crônica 
7. Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune 
8. Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria 
9. Fenótipo clínico sugestivo de síndrome 
associada à imunodeficiência 
10. História familiar de imunodeficiência 
Assim, temos que o lactente da questão deve ser inves-
tigado e encaminhado ao imunologista. Entretanto, não 
devemos suspeitar de uma imunodeficiência do tipo 
celular, caracterizada por defeitos nas células T, que 
representa cerca de 5-10% das imunodeficiências pri-
márias caracterizada por infecções virais, fúngicas e por 
patógenos intracelulares, mas sim devemos suspeitar de 
uma ID humoral caracterizada por defeitos nas células B, 
que representa cerca de 50-60% de todas as deficiências 
primárias e que predispõe o paciente a infecções bac-
terianas. A deficiência de complemento mencionada na 
alternativa C é rara (de imuno-
deficiência comum variável tende a ser tardio na vida 
adulta, variando de 20 a 40 anos de idade. 
 ✔ resposta: ⮨
Questão 6 dificuldade:  
 Y Dica do professor: As IDP é um conjunto de doenças 
causado por alterações genéticas que afetam de diver-
sas maneiras o sistema imunológico. Analisando cada 
uma das alternativas:
Alternativa A: INCORRETA. A deficiência de IgA é a imuno-
deficiência mais comum, sendo que a maioria dos pa-
cientes é assintomática e apenas 1/3 requer tratamento 
médico. Os pacientes assintomáticos não requerem tra-
tamentos específicos, e a primeira linha de tratamento 
envolve profilaxia com antibióticos, sendo a infusão de 
anticorpos reservada para poucos pacientes.
Alternativa B: INCORRETA. A maioria das crianças com 
infecções de repetição não possui nenhuma imunode-
ficiência explicável. As infecções de repetição servem 
como sinal de alerta para que o diagnóstico de imuno-
deficiência seja investigado.
Alternativa C: CORRETA. Essa é a alternativa mais adequada 
para a questão. Episódios de sepse, meningite bacteria-
na ou outras infecções bacterianas graves servem como 
alerta para a possibilidade de imunodeficiência primária. 
No entanto, é importante ressaltar que a maioria desses 
pacientes não tem imunodeficiências identificáveis.
Alternativa D: INCORRETA. O teste do pezinho comum não 
realizava triagem para imunodeficiência combinada grave. 
Porém, desde meados de 2021, pela Lei nº 14.154, todos 
os recém-nascidos do Brasil terão direito, de forma gra-
tuita na rede pública, ao teste do pezinho ampliado, que 
é capaz de investigar mais de 50 doenças raras. Essa 
ampliação ocorrerá de forma escalonada e caberá ao Mi-
nistério da Saúde estabelecer os prazos para implemen-
tação de cada etapa do processo. As imunodeficiências 
primárias entrarão na quarta etapa, ainda não vigente.
 ✔ resposta: ⮨
Questão 7 dificuldade:   
 Y Dica do professor: Abscessos são coleções de mate-
rial purulento que, muito embora decorram de infecções 
bacterianas, podem se desenvolver na ausência de infec-
ções por manifestações de outras patologias cutâneas. 
Analisando cada uma das alternativas:
Alternativa A: CORRETA. A doença granulomatosa crônica 
(DGC) é uma IDP decorrente de um defeito de fagócitos. 
É uma doença hereditária caracterizada por uma incapa-
cidade de as células fagocitárias produzirem peróxido de 
hidrogênio e outros oxidantes necessários para eliminar 
certos microrganismos. Como resultado desse defeito 
das células fagocitárias na eliminação de microrganis-
mos, os indivíduos com DGC estão mais susceptíveis a 
infecções causadas por certas bactérias e fungos e, in-
clusive, à formação recorrente de abscessos. Estes po-
dem ocorrer em diversas partes do corpo, como fígado, 
pele, sistema nervoso e pulmões.
Alternativa B: INCORRETA. A síndrome de Wiskott-Aldrich 
(SWA) é definida como doença hereditária ligada ao X 
associada à imunodeficiência combinada, trombocito-
penia, plaquetas de volume reduzido, eczema e um ris-
co maior de desenvolvimento de doenças autoimunes 
e neoplasias malignas. 
Alternativa C: INCORRETA. A ataxia-telangiectasia (A-T) é a 
associação de imunodeficiência grave combinada (afe-
tando principalmente a resposta imune humoral) com 
ataxia cerebelar progressiva. É caracterizada por sinais 
neurológicos, telangiectasias, aumento da suscetibilidade 
a infecções e maior risco de cancro. Não há formação 
recorrente de abscessos.
Alternativa D: INCORRETA. A deficiência seletiva de IgA 
é a imunodeficiência primária mais comum, com uma 
prevalência de 1/600 em caucasianos. Embora a maioria 
dos indivíduos afetados sejam assintomáticos, pacien-
tes sintomáticos podem apresentar infecções recorren-
tes, doenças alérgicas, autoimunes e neoplasias. Nesse 
caso, é possível haver formação de abscessos, sendo 
um diagnóstico diferencial das doenças autoimunes 
imunossupressoras.
Alternativa E: INCORRETA. A secreção purulenta só ocorre 
em pessoas com sistema imunológico normal. Doentes 
graves, imunossuprimidos, e pessoas com baixa con-
tagem de neutrófilos não conseguem atacar bactérias 
invasoras, não produzem pus e, muitas vezes, não con-
seguem sequer criar um processo inflamatório.
 ✔ resposta: ⮦
Imunodeficiências Imunologia
14
Questão 8 dificuldade:   
 Y Dica do professor: Imunodeficiências primárias (IDP) são 
defeitos de um ou mais componentes do sistema imunoló-
gico, sendo a maioria de caráter congênito e hereditário. Sua 
prevalência geral é de 1 caso para cada 2.000 nascimentos, 
com predominância no sexo masculino e em populações 
com alta frequência de consanguinidade. Existem vários 
tipos de imunodeficiências, e a que essa paciente apresenta 
muito provavelmente é imunodeficiência de fagócitos. De-
ficiências envolvendo células fagocitárias (especialmente 
polimorfonucleares) predispõem a infecções recorrentes en-
volvendo barreiras mecânicas de proteção, como infecções 
cutâneas, abscessos, infecções respiratórias, neurológicas 
e do sistema retículo-endotelial, geralmente causadas por 
estafilococos, bactérias gram-negativas (especialmente 
E. coli ou Serratia marcencens) e fungos (especialmente 
Aspergillus sp e Candida sp). Dificuldade de cicatrização 
e retardo da queda do coto umbilical (acima de 30 dias) 
são importantes sinais de alerta em neonatos. Portanto, 
uma imunodeficiência do sistema fagocitário seria nossa 
principal suspeita para esta paciente. Nessas condições o 
exame realizado é teste de oxidação da dihidrorodamina 
(DHR) ou nitroblue tetrazolium (NBT), que tem como objeti-
vo medir a função de fagocitose dos neutrófilos, que estará 
diminuída nesse caso.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 9 dificuldade:   
 Y Dica do professor: As imunodeficiências primárias (IDP) 
compõem um grupo bastante heterogêneo, atualmente 
composto por mais de 420 doenças causadas por muta-
ções genéticas, que ocasionam alterações no desenvol-
vimento e na função do sistema imunológico, além de se 
caracterizarem por infecções recorrentes, graves e/ou por 
agentes incomuns ou de baixa patogenicidade, manifes-
tações autoimunes ou inflamatórias, e maior predisposi-
ção a neoplasias. Analisando cada uma das alternativas:
Alternativa A: INCORRETA. A hipogamaglobulinemia tran-
sitória da infância é frequente e deve ser pensada na 
presença de imunodeficiência humoral em lactentes. 
É caracterizada por acentuada e prolongada hipoga-
maglobulinemia que ocorre fisiologicamente entre 3-6 
meses de vida, associada à queda das imunoglobulinas 
maternas, podendo refletir em infecções recorrentes. É 
mais frequente no sexo masculino, em prematuros até 
6 meses, podendo ser encontrada até os 2 anos. A nor-
malização dos níveis de IgG pode ocorrer entre 18-36 
meses, sendo diagnóstico realizado apenas retrospec-
tivamente e não há indicação de reposição de imunoglo-
bulinas nesses casos.
Alternativa B: INCORRETA. Não há indicação de repor imu-
noglobulinas na deficiência de IgA, exceto em casos se-
lecionados, cujos pacientes apresentem associação com 
deficiência específica de anticorpos aos polissacarídeos. 
Alternativa C: INCORRETA. Nas imunodeficiências com defei-
tos de neutrófilos, indica-se o tratamento com imunomo-
duladores: são citocinas de grande aplicabilidade clínica 
em algumas imunodeficiências, como IFN-γ na doença 
granulomatosa crônica e o fator estimulante de colônias 
de granulócitos em pacientes com neutropenia congênita.
Alternativa D: CORRETA. O tratamento com imunoglobu-
lina é, atualmente, o principal recurso terapêutico em 
praticamente 75% das IDP, naquelas em que há com-
prometimento na produção de anticorpos, promovendo 
a reposição de imunoglobulinas da classe IgG. Os obje-
tivos são manter as concentrações estáveis e adequa-
das dessa imunoglobulinas no soro e um bom controle 
clínico dos pacientes. 
 ✔ resposta: ⮩
Questão 10 dificuldade:   
 Y Dica do professor: A questão não deixa claro que é so-
bre IDP, porém o enunciado indica, na primeira frase, um 
dos sinais de alerta: infecções de repetiçãocom otites, 
amigdalites e 5 episódios de pneumonia. Então, vamos 
às alternativas:
Alternativa A: INCORRETA. Na síndrome de Wiskott-Aldrich, 
além das infecções de repetição, é marcante a presença 
de eczemas e sangramentos de repetição. 
Alternativa B: INCORRETA. Hiper IgM é caracterizada por 
níveis séricos normais ou elevados de IgM e diminuição 
ou ausência das quantidades de outras Igs séricas, resul-
tando em suscetibilidade a infecções bacterianas. A pa-
ciente da questão tem níveis de imunoglobulinas normais. 
Alternativa C: INCORRETA. Na deficiência de IgA, o indivíduo 
tem IgA reduzido, que também não é o caso da paciente. 
Alternativa D: CORRETA. A deficiência de anticorpo espe-
cífico, ou deficiência de anticorpo antipolissacarídeos, 
é uma IDP na qual o paciente apresenta clínica de infec-
ções de repetição, tem níveis normais de imunoglobuli-
nas, incluindo as subclasses de IgG e, por um defeito de 
anticorpo antipolissacarídeos, não tem boa resposta à 
vacina de Pneumo-23, que é uma vacina polissacarídica, 
mas tem boa resposta às demais, que não são vacinas 
produzidas apenas a partir de polissacarídeos capsulares. 
Alternativa E: INCORRETA. Na imunodeficiência comum 
variável (ICV), o paciente tem níveis reduzidos de IgG e 
IgA/IgM, que também não é o caso da paciente.
 ✔ resposta: ⮩
15
Capítulo 
2IMUNOTERAPIA
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
 u O que é a imunoterapia.
 u Quais são as doenças indicadas.
 u Mecanismos de base.
 u Contraindicações à imunoterapia.
1. INTRODUÇÃO
 u Dentre os tratamentos existentes na Alergia, a Imunote-
rapia alérgeno-específica (ITA) é um dos mais procura-
dos e estudados. Ela é o único tratamento modificador 
da doença disponível para várias doenças alérgicas 
comuns, induzindo uma tolerância artificial duradoura 
ao alérgeno. Ela não faz com que o paciente deixe de 
ser alérgico, apenas há um aumento do limiar para o 
desencadeamento de sintomas, gerando assim uma 
melhor qualidade de vida. Por ser um modificador da 
imunidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) 
lançou um documento sobre a ITA classificando-a 
como uma vacina.
 u A ITA consiste na administração de quantidades gra-
dualmente crescentes de um extrato alergênico pa-
dronizado a um paciente comprovadamente alérgico 
(Imunoglobulina – IgE – específica ao alérgeno), até 
atingir-se uma dose efetiva capaz de promover a re-
dução dos sintomas associados à exposição subse-
quente ao alérgeno causal.
 u A ITA é eficaz naquelas situações em que é compro-
vado o mecanismo IgE dependente das doenças in-
dicadas. A duração do tratamento é individualizada 
observando a resposta de cada paciente para inter-
romper ou prosseguir a ITA. É aconselhado manter o 
tratamento de 3 a 5 anos.
 u Atualmente há dois tipos de ITA disponível: a imunote-
rapia subcutânea (ITSC) e a imunoterapia sublingual 
(ITSL). A escolha deve ser compartilhada entre o mé-
dico e paciente. A ITSC gera uma maior aderência, 
tem um custo menor, mas tem maior risco de reações 
anafiláticas. Por sua vez a ITSL depende da aderência 
do paciente, tem um custo maior, mas é mais segura, 
pois as reações são raras.
 u A ITA é indicada para:
 W Rinite alérgica;
 W Asma alérgica;
 W Conjuntivite alérgica;
 W Dermatite atópica;
 W Anafilaxia a venenos de insetos Hymenoptera;
 W Alergia IgE mediada a alimentos (ainda em estudos).
 u Em que situações:
 W Pacientes com quadros persistentes sem controle 
dos sintomas com controle ambiental e tratamen-
to adequados;
 W Pacientes que não querem manter tratamento far-
macológico por muito tempo;
 W Pacientes que apresentem efeitos colaterais inde-
sejáveis com medicamentos.
 u A ITA tem sido usada para o tratamento curativo dessas 
doenças, mas existem evidências de que pode haver 
uma eficácia preventiva. A sensibilização a alérge-
nos começa geralmente muito cedo na infância e os 
sintomas geralmente se iniciam na primeira década 
de vida. Se iniciado na infância, a ITA pode fazer com 
que um paciente com rinite alérgica não desenvolva 
asma e que pacientes monossensibilizados a ácaros 
previnam o desenvolvimento de novas sensibilizações.
importância/prevalência
Imunoterapia Imunologia
16
2. MECANISMOS DE BASE
 u Os mecanismos da ITA são complexos e podem di-
ferir dependendo do alérgeno envolvido ou da via de 
administração utilizada. Em geral, os trabalhos mos-
tram que há:
 W Diminuição da atividade e desgranulação de mas-
tócitos e basófilos, levando a menos sintomas alér-
gicos após exposição ao alérgeno.
 W Alterações nos isotipos de anticorpos específicos 
do alérgeno. Há um aumento precoce nos níveis de 
IgE específica do alérgeno, que diminui posterior-
mente de forma lenta. Há um aumento precoce e 
contínuo dos níveis de IgG4 específico do alérgeno 
enquanto a ITA continuar.
 W Os níveis de IgA alérgeno-específicos no soro e nas 
secreções aumentam.
 W Inicialmente há um desvio da resposta TH2 a favor 
de TH1. Assim, a produção de IL4, IL5, IL13 que são 
responsáveis pela resposta alérgica dão lugar para 
o IFN-γ e IL12. Ao longo do tratamento observa-se 
a produção das células T reguladoras (T reg) es-
pecíficas e com isso a proliferação das células T 
suprimidas às respostas das citocinas TH1 e TH2 
contra o alérgeno.
 W Geração de células T e B regulatórias específicas 
do alérgeno (Tregs e Bregs) e a supressão de sub-
conjuntos de células T efetoras específicas do alér-
geno e células linfoides inatas.
 W Há indução de células B reguladoras positivas para 
IgG4 (Bregs) que produzem altos níveis de interleu-
cina-10 (IL-10) e suprimem a proliferação de células 
T específicas para o antígeno.
 W A IL-10 é a principal citocina produzida pelas cé-
lulas T reguladoras (Tregs) durante as interações 
com células B que suprimem a produção de IgE 
específica, e a IL-10 também induz a produção de 
IgG4 específica.
 W Células Treg específicas do alérgeno são geradas 
produzindo IL-10 e fator de crescimento transfor-
mador-beta (TGF-beta), antígeno 4 associado a lin-
fócitos T citotóxicos (CTLA-4) e proteína de morte 
celular do programa 1 (PD1).
3. CONTRAINDICAÇÕES
 u Esse procedimento envolve riscos de exacerbação 
da doença de base e até anafilaxia. Por isso, alguns 
cuidados devem ser considerados, como a realiza-
ção do mesmo em ambiente equipado e por médico 
especialista com treinamento para reconhecer e tra-
tar qualquer reação. Há algumas contraindicações à 
sua realização, que podem ser relativas ou absolutas.
 u Contraindicações Relativas:
 W Idade de 2-5 anos;
 W Manter a ITA durante a gravidez (pode manter se o 
tratamento vinha sendo bem tolerado, sem reações 
ou intercorrências);
 W Asma parcialmente controlada;
 W Doença autoimune em remissão;
 W HIV assintomático com CD4 > 200;
 W Uso de betabloqueador;
 W Doenças cardiovasculares;
 W Doenças psiquiátricas;
 W Infecções crônicas;
 W Uso de imunossupressor.
 u Contraindicações absolutas:
 W IdadeSublingual immunotherapy: World Allergy 
Organization position paper 2013 update. World Allergy 
Organization Journal, 2014. [Internet]. 2014. [acesso em 1 
jul. 2021]. Disponível em: https://waojournal.biomedcentral.
com/articles/10.1186/1939-4551-7-6.
5. Pitsios C et al. Clinical contraindications to allergen immu-
notherapy: an EAACI position paper Allergy. 2015;70(8): 
897–909. [Internet]. 2015. [acesso em 1 jul. 2021]. Disponível 
em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25913519/.
6. Halken S, Larenas-Linnemann D, Roberts G, Calderón MA, 
Angier E et al. EAACI guidelines on allergen immunotherapy: 
Prevention of allergy. Pediatr Allergy Immunol. 2017;28(8):728-
745.
7. Sturm GJ, Varga EM, Roberts G, Mosbech H, Bilò MB et al. 
EAACI guidelines on allergen immunotherapy: Hymenoptera 
venom allergy. Allergy. 2017,1-21.
8. Agache I, Lau S, Cezmi A. Akdis, Smolinska S, Bonini M et 
al. EAACI Guidelines on Allergen Immunotherapy: House 
dustmite‐driven allergic asthma. Allergy. 2019;74:855–873.
Imunoterapia Imunologia
18
QUESTÕES COMENTADAS
Questão 1
(ENARE/EBSERH – 2021) Sobre as rinites, é correto afirmar que:
	⮦ A forma intermitente se caracteriza por sintomas pre-
sentes em menos de 1 dia por semana.
	⮧ A forma persistente se caracteriza por sintomas diá-
rios, sem prejuízo das atividades diárias.
	⮨ A doença não faz alteração do sono e, quando isso 
ocorre, deve-se buscar diagnósticos diferenciais.
	⮩ O diagnóstico é feito na concordância entre história tí-
pica de sintomas e exames complementares que com-
provem a participação da IgA no processo.
	⮪ O tratamento de escolha para a forma intermitente 
moderada/grave e todas as formas persistentes é 
com corticosteroides intranasais, sendo que nas ri-
nites alérgicas há a possibilidade de Imunoterapia.
Questão 2
(HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FAMEMA - 2021) Um paciente de 12 
anos de idade tem quadro crônico de espirros em salva, 
prurido nasal intenso, coriza clara e abundante e obs-
trução nasal. Os sintomas apresentam-se diariamente e 
pioram em ambientes onde se utiliza ar-condicionado. A 
mãe dele tem o mesmo padrão de sintomas. A suspeita 
clínica é de rinite alérgica. Considerando-se o caso clí-
nico anterior, é correto afirmar que:
	⮦ A rinite alérgica afeta exclusivamente a mucosa nasal, 
por isso o seu diagnóstico deve ser afastado se hou-
ver sintomas associados, como prurido no conduto 
auditivo externo, no palato e na faringe.
	⮧ O diagnóstico de rinite alérgica é confirmado após a 
dosagem sérica da IgE específica e total, exame de 
alta especificidade e alta sensibilidade.
	⮨ A tomografia de seios da face mostra-se sensível e 
específica para confirmação diagnóstica da rinite 
alérgica, sendo, hoje, parte do protocolo de investi-
gação do alergista.
	⮩ Os questionários de qualidade de vida em saúde são 
instrumentos que permitem uma melhor avaliação 
sobre o quanto a rinite alérgica interfere no dia a dia 
do paciente.
Questão 3
(SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS – BAHIA – 2021) Criança, 4 anos 
de idade, procedente do interior da Bahia, é encaminhada 
à Unidade Básica de Saúde, UBS, por apresentar tosse 
recorrente e broncoespasmo, cuja hipótese diagnóstica 
é rinite alérgica com ASMA e discinesia ciliar primária. 
Com base nessas informações, no tratamento da rinite 
alérgica deve-se fazer controle ambiental, tratamento 
medicamentoso e, em alguns casos selecionados, a 
imunoterapia. No tratamento medicamentoso, o fárma-
co que deve ser prescrito é:
	⮦ Desloratadina.
	⮧ Amoxicilina.
	⮨ Tetraciclina.
	⮩ Prometazina.
Questão 4
(UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ – PA – 2021) Quanto a asma 
brônquica em pediatria, é correto afirmar que:
I. A Força-tarefa da American Thoracic Society e da 
European Respiratory Society definiu asma grave 
como a asma que requer tratamento com altas 
doses de corticosteroide inalado (CI), associado a 
um segundo medicamento de controle (e/ ou cor-
ticosteroide sistêmico), para impedir que se torne 
“descontrolada” ou permaneça “descontrolada” ape-
sar do tratamento.
II. A maioria das crianças com asma atinge o controle 
dos sintomas com doses baixas a médias de CI; no 
entanto, há um grupo pequeno, mas significativo, de 
crianças com asma grave que necessita de doses 
maiores de CI com um medicamento controlador 
adicional para manter o controle dos sintomas ou 
permanecem descontroladas, apesar dessa terapia. 
Dentre os recursos terapêuticos para a asma há a 
Imunoterapia específica com alérgenos que consiste 
na administração de doses progressivamente maiores 
de alérgenos específicos em pacientes sensibilizados, 
não exacerbados, buscando a indução do estado de 
tolerância.
III. Asma grave é considerada um subtipo de asma de difícil 
tratamento. Significa a asma que não está controlada, 
Imunoterapia Cap. 2
19
apesar da adesão à terapia otimizada máxima e trata-
mento de fatores contribuintes, ou que piora quando 
o tratamento com altas doses é reduzido.
IV. As crianças com asma grave apresentam maior risco 
de resultados adversos, incluindo efeitos colaterais 
relacionados a medicamentos, exacerbações com 
risco de vida e qualidade de vida prejudicada.
V. O controle da asma é avaliado por história clínica 
detalhada incluindo a frequência dos sintomas, altera-
ções no sono, limitação das atividades e utilização de 
medicação de resgate nas últimas quatro semanas. 
A adesão ao tratamento, bem como técnica inalatória 
e existência de comorbidades, devem ser verificados 
periodicamente.
VI. Os consensos internacionais para tratamento da 
asma enfatizam a importância de se avaliar o con-
trole da asma, tanto quanto a sua gravidade, a fim 
de direcionar as definições terapêuticas. O controle 
da asma não leva em consideração a frequência 
dos sintomas, alterações no sono e /ou limitação 
das atividades, sendo a utilização de medicação de 
resgate nas últimas quatro semanas o único fator 
avaliado para avaliar gravidade em pediatria.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
	⮦ I, III e IV.
	⮧ II, IV e VI.
	⮨ I, III, IV, V e VI.
	⮩ I, II, III, IV e V.
	⮪ II, III, IV e V.
Questão 5
(H.U. BETTINA FERRO DE SOUZA/JOÃO BARROS BARRETO – PA – 2020) 
Menor, 6 anos, é atendido em setor ambulatorial com 
queixa de lesões pruriginosas, recidivantes localizadas 
em regiões flexurais de joelhos e cotovelos com erite-
ma e liquenificação. Portador de rinite alérgica e asma 
parcialmente controlada. Assinale a afirmativa que não 
corresponde ao diagnóstico clínico do paciente.
	⮦ Os fungos do gênero Malassezia são fatores desen-
cadeantes de piora das lesões.
	⮧ Dermatophagoides pteronyssinus é o principal repre-
sentante dos aeroalérgenos envolvidos na expressão 
desta doença.
	⮨ Os testes de leitura cutânea imediata estão proscritos 
devido ao risco de reação anafilática.
	⮩ Os inibidores da calcineurina atuam como imuno-
moduladores tópicos e são usados para controle da 
inflamação.
	⮪ A fototerapia tem sido empregada em casos com 
baixa resposta à terapêutica habitual.
Questão 6
(EBSERH – 2016) Sobre a imunoterapia, analise as sentenças 
abaixo e assinale a alternativa correta:
I. As vacinas para alergia provocam diminuição dos 
sintomas de rinite e asma, com melhora perceptível 
na qualidade de vida da pessoa alérgica.
II. A imunoterapia pode ser indicada para pessoas com 
quadros de alergia por contato.
III. A Organização Mundial da Saúde (OMS), em relatório 
elaborado por especialistas internacionais, endossou 
o emprego das vacinas com alérgeno em pacientes 
que apresentam reações graves (anafiláticas) a inse-
tos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas).
	⮦ I, II e III são corretas.
	⮧ Apenas I e III são corretas.
	⮨ I, II e III são incorretas.
	⮩ Apenas I é correta.
	⮪ Apenas II e III são corretas.
Questão 7
(EBSERH, 2015) Em relação à Imunoterapia Alérgeno-Espe-
cífica, assinale a alternativa correta:
	⮦ A eficácia da imunoterapia sublingual é bem inferior 
à Imunoterapia subcutânea, não devendo substituir 
esta última.
	⮧ A imunoterapia é contraindicada em pacientescom 
asma grave não controlada, em pacientes em uso de 
betabloqueadores e em gestantes. Caso a paciente 
engravide durante o tratamento, o tratamento deve 
ser interrompido até resolução da gravidez.
	⮨ Atualmente já há eficácia comprovada para realiza-
ção de Imunoterapia em pacientes com dermatite 
atópica, porém com eficácia inferior à apresentada 
nos pacientes com rinite.
	⮩ Em pacientes com asma e rinite, a Imunoterapia Alér-
geno-Específica substitui o tratamento com corticos-
teroides nasais e inalatórios.
	⮪ A imunoterapia tem efeito preventivo no desenvolvi-
mento de novas sensibilizações alérgicas, além de 
prevenir a progressão da rinite alérgica para asma; 
em pacientes com rinoconjuntivite alérgica, pode 
prevenir o desenvolvimento de asma.
Imunoterapia Imunologia
20
Questão 8
(2017) São benefícios da Imunoterapia Alérgeno-Especí-
fica, exceto:
	⮦ Reduzir a resposta alérgica aos alérgenos desenca-
deantes.
	⮧ Evitar o desenvolvimento de uma doença persistente.
	⮨ Diminuir a resposta inflamatória e, consequentemente, 
a necessidade de doses altas de remédios.
	⮩ Negativar os testes alérgicos (IgE específico in vitro 
ou in vivo).
Questão 9
(2019) A Imunoterapia com aeroalérgenos deve ser con-
siderada, exceto:
	⮦ Paciente com rinite/conjuntivite ou asma com exposi-
ção natural a alérgenos e que demonstra anticorpos 
IgE específicos a este(s) alérgeno(s).
	⮧ Anafilaxia com venenos de himenópteros com anti-
corpos IgE específicos a este(s) alérgeno(s).
	⮨ Paciente com dermatite atópica com sensibilidade a 
determinados aeroalérgenos pode se beneficiar com 
a Imunoterapia.
	⮩ Alergia alimentar não IgE mediada cujo principal ali-
mento é o leite.
Questão 10
(2020) Quais mecanismos imunológicos ocorrem na Imu-
noterapia para aeroalérgenos?
	⮦ Diminuição dos níveis de IgE específica do alérgeno 
para níveis indetectáveis.
	⮧ Diminuição de IgG4 específica/diminuição de IgE es-
pecífica precoce.
	⮨ Ao longo do tratamento, observa-se a produção das 
células T reguladoras específicas e, com isso, a pro-
liferação das células T suprimidas às respostas das 
citocinas TH1 e TH2 contra o alérgeno.
	⮩ Diminuição no soro e nas secreções dos níveis de IgA 
alérgeno-específicos.
GABARITO E COMENTÁRIOS
Questão 1 dificuldade: 
 Y Dica do professor: A rinite alérgica é uma inflamação 
da mucosa nasal, induzida pela exposição a alérgenos 
que desencadeiam uma resposta inflamatória mediada 
por imunoglobulina E. Pode cursar com sintomas crôni-
cos ou recorrentes, sendo caracterizada pela presença 
de congestão nasal, coriza, espirros e prurido nasal. Se-
gundo a Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma (ARIA), 
é classificada em intermitente ou persistente, leve ou 
moderada/grave, conforme a frequência e intensidade 
dos sintomas, e seu impacto sobre a qualidade de vida 
do paciente.
Alternativa A: INCORRETA. Na forma intermitente, os sin-
tomas duram menos que 4 dias por semana ou menos 
que 4 semanas.
Alternativa B: INCORRETA. Na forma persistente, os sinto-
mas duram 4 ou mais dias por semana e por 4 ou mais 
semanas. Quando moderada/grave há prejuízo das ati-
vidades diárias.
Alternativa C: INCORRETA. Dentre os sintomas da rinite 
alérgica, pode haver distúrbios sistêmicos e interferência 
do sono, podendo cursar com apneia do sono.
Alternativa D: INCORRETA. O diagnóstico da rinite alérgica 
é essencialmente clínico. Baseia-se na anamnese com 
história típica de sintomas e exame físico da cavidade 
nasal. Exames complementares, como teste alérgico 
de leitura imediata ou IgE específica, ajudam no diag-
nóstico diferencial.
 ✔ resposta: ⮪
Questão 2 dificuldade:  
 Y Dica do professor: A questão traz um quadro clínico tí-
pico de rinite alérgica, ao apresentar um adolescente que 
apresenta os quatro sintomas cardinais da rinite: espirros 
em salvas, prurido nasal, coriza hialina e obstrução nasal, 
desencadeados principalmente por mudança brusca de 
temperatura (uso de ar-condicionado). Para reforçar essa 
hipótese, temos a história da mãe que também apresenta 
sintomas semelhantes (história familiar positiva). Sobre 
a rinite alérgica, vamos analisar as alternativas abaixo:
Alternativa A: INCORRETA. Frequentemente, a rinite pode 
estar acompanhada da conjuntivite alérgica, que se ca-
racteriza por hiperemia conjuntival, lacrimejamento, pru-
rido ocular, fotofobia e dor local. Também pode ocorrer 
Imunoterapia Cap. 2
21
prurido no conduto auditivo externo, no palato e na fa-
ringe, o que reflete a sensibilização de toda a via aérea.
Alternativa B: INCORRETA. Exames complementares para 
identificação da sensibilização alérgica, como dosagem 
de eosinófilos periféricos e dosagem de IgE sérica espe-
cífica, podem ser realizados, sendo seu principal benefí-
cio a identificação dos alérgenos implicados para guiar 
posteriormente as intervenções terapêuticas, como con-
trole ambiental e imunoterapia. Entretanto, esse exame 
não é obrigatório para o diagnóstico de rinite alérgica, 
que é clínico.
Alternativa C: INCORRETA. A tomografia não deve ser utili-
zada de rotina na avaliação do paciente com rinite, sendo 
um exame de exceção para avaliação de diagnósticos 
diferenciais e comorbidades.
Alternativa D: CORRETA. A gravidade da rinite pode ser de-
finida de acordo com a intensidade dos sintomas em leve 
ou moderada/grave (quando ocorre comprometimento 
da qualidade de vida com interferência no sono, limitação 
das atividades diárias, de lazer e/ou esporte, prejuízo no 
desempenho escolar ou laboral quando adulto). Essa ava-
liação tem implicação na decisão terapêutica do quadro.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 3 dificuldade: 
 Y Dica do professor: Questão fácil e conceitual. Trata-
mento de rinite alérgica é feita com controle ambiental, 
tratamento medicamentoso (anti-histamínicos e corticos-
teroide nasal) e Imunoterapia. Dentre os anti-histamíni-
cos, a preferência é pelos anti-histamínicos de segunda 
geração, que é o caso da desloratadina, pois gera menos 
efeitos colaterais que os de primeira geração (prometa-
zina) como sono, taquicardia, aumento de apetite etc. 
 ✔ resposta: ⮦
Questão 4 dificuldade:  
 Y Dica do Professor: Questões conceituais sobre asma.
Assertivas I, II, III, IV e V: CORRETAS.
Assertivas VI: INCORRETA. A avaliação de controle da asma 
pode ser feita através de questionários onde leva-se em 
consideração a frequência dos sintomas, alterações no 
sono e /ou limitação das atividades e utilização de me-
dicação de resgate nas últimas quatro semanas.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 5 dificuldade: 
 Y Dica do professor: Paciente com quadro de atopia co-
nhecida (rinite alérgica e asma) e lesões de pele, devemos 
prontamente pensar em dermatite atópica.
Alternativa A e B: CORRETAS. A dermatite atópica é imu-
nomediada e pode ser causada por patógenos como os 
descritos nas alternativas.
Alternativa C: INCORRETA. Há alta indicação de testes de 
sensibilidade cutânea para identificação dos alérgenos 
ao qual o paciente é predisposto.
Alternativa D e E: CORRETAS. O tratamento é feito com 
controle ambiental, uso de fármacos tópicos e por vezes 
orais, fototerapia e até Imunoterapia alérgeno específica 
para os casos resistentes. 
 ✔ resposta: ⮨
Questão 6 dificuldade: 
 Y Dica do professor: Analisar cada item e ir por eliminação:
Assertiva I: CORRETA. Frase corretíssima, sendo as princi-
pais indicações da imunoterapia na alergia: rinite e asma.
Assertiva II: INCORRETA. Imunoterapia é indicada para 
doenças com mecanismo IgE mediado, e a alergia de 
contato não se dá por esse mecanismo.
Assertiva III: CORRETA. Nela constam algumas indicações 
da Imunoterapia.
Alternativa A: INCORRETA. Vide justificativa acima.
Alternativa B: CORRETA. Vide justificativa acima.
Alternativa C: INCORRETA. Vide justificativa acima.
Alternativa D: INCORRETA. Vide justificativa acima.
Alternativa E: INCORRETA. Vide justificativa acima.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 7 dificuldade:   
 Y Dica do professor: Questão com muitos conceitos es-
pecíficos. Sabendo as indicações da Imunoterapia

Mais conteúdos dessa disciplina