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Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por
direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:33:10
111 
 
 
a) praticar fraude a fim de obter a sua entrada ou permanência no Brasil; 
b) havendo entrado no território nacional com infração à lei, dele não se retirar no prazo que lhe for 
determinado para fazê-lo, não sendo aconselhável a deportação; 
c) entregar-se à vadiagem ou à mendicância; ou 
d) desrespeitar proibição especialmente prevista em lei para estrangeiro. 
O Decreto de expulsão é de competência do Presidente da República (conveniência e oportunidade). 
Pelo decreto 3.447/2000 esta competência foi delegada ao Ministro da Justiça. 
Não poderá ser aplicada a expulsão se implicar em extradição inadmitida - art. 75. 
 
II - Deportação 
Aplicar-se-á este instituto aos casos de entrada ou estada irregular de estrangeiro, se este não se retirar 
voluntariamente do território nacional no prazo fixado (03 ou 08 dias) 
Não se procederá à deportação se implicar em extradição inadmitida pela lei brasileira. 
O deportado só poderá reingressar no território nacional se ressarcir o Tesouro Nacional, com correção 
monetária, das despesas com a sua deportação e efetuar, se for o caso, o pagamento da multa devida à 
época, também corrigida. 
 
III - Extradição 
Instrumento de cooperação jurídica internacional penal no qual um país entrega a outro, mediante 
solicitação, pessoa contra qual exista procedimento penal. De modo geral os Estados não aceitam 
extradição de seus nacionais. A extradição depende de tratado ou acordo de reciprocidade. 
A extradição pode ser passiva (país que recebe a solicitação) ou ativa (requerente), instrutória ou para 
cumprimento de pena. A extradição será requerida por via diplomática ou, quando previsto em tratado, 
diretamente ao Ministério da Justiça, devendo o pedido ser instruído com a cópia autêntica ou a certidão 
da sentença condenatória ou decisão penal proferida por juiz ou autoridade competente. 
 
Requisitos: 
a) especialidade - tão somente pelo delito considerado. 
b) identidade ou dupla incriminação - ser considerado crime em ambas as jurisdições - art. 77, II. 
 
Após exame da presença dos pressupostos formais de admissibilidade exigidos nesta Lei ou em tratado, 
o pedido será encaminhado pelo Ministério da Justiça ao Supremo Tribunal Federal. 
 
No caso de penas consideradas inconstitucionais pelo Estado brasileiro deverá haver o compromisso do 
Estado solicitante não aplicar pena tão severa. Lei 6.,815/1980 (Estatuto do estrangeiro): 
Art. 77. Não se concederá a extradição quando: 
I - se tratar de brasileiro, salvo se a aquisição dessa nacionalidade verificar-se após o fato que motivar o pedido; 
II - o fato que motivar o pedido não for considerado crime no Brasil ou no Estado requerente 
III - o Brasil for competente, segundo suas leis, para julgar o crime imputado ao extraditando; 
IV - a lei brasileira impuser ao crime a pena de prisão igual ou inferior a 1 (um) ano; 
V - o extraditando estiver a responder a processo ou já houver sido condenado ou absolvido no Brasil pelo mesmo fato em que 
se fundar o pedido; 
VI - estiver extinta a punibilidade pela prescrição segundo a lei brasileira ou a do Estado requerente; 
VII - o fato constituir crime político; e 
VIII - o extraditando houver de responder, no Estado requerente, perante Tribunal ou Juízo de exceção. 
Caiu Assim6: 
23. Ex-dirigente de federação sul-americana de futebol, após deixar o cargo que exercia em seu país de 
origem, sabedor de que existe uma investigação em curso na Colômbia, opta por fixar residência no 
Brasil, pelo fato de ser estrangeiro casado com brasileira, com a qual tem dois filhos pequenos. Anos 
depois, já tendo se naturalizado brasileiro, o governo da Colômbia pede a sua extradição em razão de 
sentença que o condenou por crime praticado quando ocupava cargo na federação sul-americana de 
futebol. Essa extradição 
A) não poderá ser concedida, porque o Brasil não extradita seus nacionais. 
B) não poderá ser concedida, porque o extraditando tem filhos menores sob sua dependência 
econômica. 
C) poderá ser concedida, porque o extraditando não é brasileiro nato. 
D) poderá ser concedida se o país de origem do extraditando tiver tratado de extradição com a França. 
Comentário: Como o crime foi cometido antes do pedido de naturalização pode ser extraditado (Art. 77, I 
do Estatuto). 
 
6 XIX Exame de Ordem Unificado, questão 23 
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1.06 Direito ao Comércio Internacional e Lex Mercatoria 
A pluralidade de participantes, a multiplicidade de jurisdições e os contratos internacionais são elementos 
que compõem o comércio internacional. 
As diferenças existentes entre os sistemas legais de cada país trouxeram aos comerciantes 
internacionais a necessidade de encontrar um conjunto de regras mercantis universal, baseado nas 
necessidades da época. Estas regras foram se estabelecendo a partir dos usos e costumes comerciais e 
era aplicada por cortes especiais, criadas para a solução de litígios havidos entre comerciantes. 
A partir da metade do século XIX é que surge uma nova perspectiva para o comércio internacional, a 
qual tomou corpo durante o século seguinte, fazendo com que renomados juristas reconhecessem certa 
autonomia às regras do comércio internacional, e sua necessidade evolutiva em descompasso com os 
ordenamentos estatais7 . 
Os contratos-tipo emanados de entidades ligadas as corporações tornaram-se fundamental fonte do 
direito do comércio internacional, porquanto as cláusulas aí inseridas, mais do que permear a vontade 
das partes, se constituem em regras gerais com força de direito, e adotadas sem restrições e sem 
“eficácia receptiva”. 
Acrescente-se ainda que, em seus contextos, os documentos elaborados pelas associações profissionais 
assimilam normas editadas por inúmeras organizações particulares, como a Câmara de Comércio 
Internacional e outras, incluindo-as em seu repertório técnico de modo a dar, ainda, maior extensão e 
abrangência às disposições que regem o setor comercial concernente8. 
A busca pela segurança jurídica é, antes de mais nada, o principal objetivo dos membros do comércio 
internacional, e foi em busca disso que setores da economia do mercado internacional têm criado regras 
próprias, que por sua atualidade e fluidez vão se estendendo à outras operações e que, agregadas aos 
costumes, às normas de direito público internacional e às decisões arbitrais, formam a chamada lex 
mercatoria. 
Como exemplo destes esforços temos o UNIDROIT, uma organização não governamental independente, 
fundada em 1926 como auxiliar da Liga das Nações, e depois restabelecido em 1940, com base 
no UNDROIT Statute, que tem por objetivo principal o estudo das necessidades e métodos para 
modernizar e harmonizar legislações comerciais entre Estados e grupos de Estados. 
A principal publicação desse Instituto são os "Princípios UNIDROIT", que consistem em 185 artigos 
dirigidos, distribuídos em capítulos que versam sobre a formação, validade, interpretação, conteúdo, 
adimplemento, compensação, cessão de créditos, transferência de obrigações, e prescrição. 
Muitas Convenções internacionais buscam o mesmo fim: harmonizar procedimentos, regras e contratos 
para a melhor interação entre os interconectados mercados modernos. 
 
CONTRATOS INTERNACIONAIS 
As regras aplicáveis em nosso país são as supracitadas: LINDB e NCPC. 
De todas as formas os contratos internacionais são efetivados entre empresas de países diversos. 
Envolvem mais de uma jurisdição e lei aplicável. 
Pode-se perceber algumas características nestes contratos comerciaisinternacionais: 
a) Mais de uma jurisdição e lei envolvidas; 
b) Lex Voluntatis: Com base na autonomia privada, as partes escolhem a Lei aplicável ao Contrato. 
c) Utilização de Contratos padrão (OCDE, CCI, Tratado de Roma, etc.) 
d) Incoterms 
 
Contrato de Compra e Venda Internacional 
Entende-se por contrato de compra - venda internacional o documento legal que modela o mútuo acordo 
entre duas partes que tenham os seus estabelecimentos em Estados soberanos diferentes. Os modelos 
mais utilizados são o da OCDE e CCI. 
 
Contrato de Fornecimento Internacional 
O contrato de compra - venda internacional e o de fornecimento são muito similares, só que enquanto no 
primeiro se trata de uma operação pontual, no segundo (contrato de fornecimento internacional) trata-se 
de uma relação estável e duradoura, pelo que o vendedor se obriga a fornecer, com continuidade, uma 
determinada mercadoria 
 
Contrato de Agência Internacional 
 
7 Batista. Neimar. 
8 Strenger, Irineu, pág. 63. 
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A contratação de um agente é algo comum para as PME quando se enfrentam a países de diferentes 
zonas geográficas e de cultura distinta. O contrato de agência rege a relação de uma pessoa natural ou 
jurídica (agente), onde esta tem a obrigação, de maneira continua a troco de uma remuneração, de 
realizar operações comerciais, a sua promoção e a sua conclusão por conta e em nome alheio, como 
intermediário independente. 
 
Contrato de Representação Comercial Internacional 
Muito similar ao contrato de agência, o contrato de representação é no qual uma pessoa natural ou 
jurídica (representante), se obriga frente a outra, de maneira continuada, a realizar operações 
comerciais, promovê-las e concluí-las por conta e em nome alheio. O representante atua, neste caso, 
como intermediário dependente, já que está vinculado ao empresário por conta de quem atua. 
 
Contrato de Comissão ou de Intermediação Comercial Internacional 
É um contrato pelo que uma pessoa (representante) se obriga a prestar um serviço a outra 
(representado,) atuando em nome próprio ou no do representado. A remuneração produz-se mediante o 
pagamento de uma comissão. A principal diferença com o contrato de agência é que este tipo de 
contrato é aplicável a uma operação pontual. 
 
Contrato de Distribuição Internacional 
Em muitas ocasiões as PME que se deslocam ao exterior precisam da colaboração de outras empresas 
para se poderem estabelecer de forma efetiva, sem risco e sem um alto custo. Uma das formas mais 
habituais é a utilização de distribuidores locais que conheçam o mercado em primeira mão. 
 
Contrato de Franquia Internacional 
É um contrato de cooperação entre empresas independentes através do qual um dos empresários, o 
franchisador, cede a outro, o franchisado, em troca de uma contraprestação económica, o direito a 
desenvolver um negócio já experimentado. Este pode ser a comercialização e/ou fabricação de produtos 
ou a prestação de serviços, numa zona determinada. 
 
Contrato Internacional de Prestação de Serviços e Contrato Internacional de Outsourcing 
O contacto de prestação de serviços é um acordo de vontades pelo que uma empresa (cliente) 
encarrega a outra (outsourcer), a prestação de serviços especializados de forma autônoma. A 
característica que outorga a nomenclatura “internacional” é o fato de que as partes estejam situadas em 
Estados soberanos diferentes. 
 
Caiu assim:9 
Em 2013, uma empresa de consultoria brasileira assina, na cidade de Londres, Reino Unido, contrato de 
prestação de serviços com uma empresa local. As contratantes elegem o foro da comarca do Rio de 
Janeiro para dirimir eventuais dúvidas, com a exclusão de qualquer outro. Dois anos depois, as partes se 
desentendem quanto aos critérios técnicos previstos no contrato e não conseguem chegar a uma 
solução amigável. A empresa de consultoria brasileira decide, então, ajuizar uma ação no Tribunal de 
Justiça do Estado do Rio de Janeiro para rescindir o contrato. 
Com relação ao caso narrado acima, assinale a afirmativa correta. 
 a) O juiz brasileiro poderá conhecer e julgar a lide, mas deverá basear sua decisão na legislação 
brasileira, pois um juiz brasileiro não pode ser obrigado a aplicar leis estrangeiras. 
 b) O Poder Judiciário brasileiro não é competente para conhecer e julgar a lide, pois o foro para dirimir 
questões em matéria contratual é necessariamente o do local em que o contrato foi assinado. 
 c) O juiz brasileiro poderá conhecer e julgar a lide, mas deverá basear sua decisão na legislação do 
Reino Unido, pois os contratos se regem pela lei do local de sua assinatura. 
 d) O juiz brasileiro poderá conhecer e julgar a lide, mas deverá se basear na legislação brasileira, pois, 
a litígios envolvendo brasileiros e estrangeiros, aplica-se a lex fori. 
 
Comentário: Art. 22, III, NCPC. Art. 9º, LINDB 
 
Caiu Assim: 10 
 
9 Exame de Ordem Unificado - - Primeira Fase XX 
10 Exame de Ordem Unificado - XVII - Primeira Fase 
 
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A sociedade empresária brasileira do ramo de comunicação, Personalidades, celebrou contrato 
internacional de prestação de serviços de informática, no Brasil, com a sociedade empresária uruguaia 
Sacramento. O contrato foi celebrado em Caracas, capital venezuelana, tendo sido estabelecido pelas 
partes, como foro de eleição, Montevidéu. 
 
Diante da situação exposta, à luz das regras do Direito Internacional Privado veiculadas na Lei de 
Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e no Código de Processo Civil, assinale a afirmativa 
correta. 
 a) No tocante à regência das obrigações previstas no contrato, aplica-se a legislação uruguaia, já que 
Montevidéu foi eleito o foro competente para se dirimir eventual controvérsia. 
 b) Para qualificar e reger as obrigações do presente contrato, aplicar-se-á a lei venezuelana. 
 c) Como a execução da obrigação avençada entre as partes se dará no Brasil, aplica-se, 
obrigatoriamente, no tocante ao cumprimento do contrato, a legislação brasileira. 
 d) A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro veda expressamente o foro de eleição, razão 
pela qual é nula ipse jure a cláusula estabelecida pelas partes nesse sentido. 
Comentário: Art. 9º LINDB 
 
1.07 Direito Civil Internacional 
As regras aplicáveis às relações privadas são, via de regra, as internas dos Estados. As convenções e 
tratados buscam determinar e padronizar a lei aplicável. 
A LINDB e o Código Civil são as referências ao tema em nosso Estado. 
 
PERSONALIDADE 
A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, 
o nome, a capacidade e os direitos de família - art. 7º LINDB 
 
DOMICÍLIO 
Domicílio possui característica legal e residência de fato. 
Código Civil 
Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. 
Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar- -á domicílio seu se
qualquer delas. 
Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida. 
Parágrafo único. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que 
lhe corresponderem. 
Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é: 
... omissis 
IV - das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações, ou onde elegeremdomicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. 
§ 1 Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para o
os atos nele praticados. 
 
Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos filhos não 
emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda. 
Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar de sua residência ou naquele 
em que se encontre. 
 
OBRIGAÇÕES 
Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem - art. 9º LINDB. 
Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será esta 
observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato. A 
obrigação resultante do contrato reputa-se constituida no lugar em que residir o proponent e.
 
DOS BENS 
Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país em que 
estiverem situados - Art. 8 LINDB. o 
 
Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis situados no Brasil. 
 
Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que ele trouxer 
ou se destinarem a transporte para outros lugares. 
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O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa 
apenhada. 
 
CASAMENTO 
Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes 
e às formalidades da celebração. O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades 
diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes - LINDB. 
Nulidades: tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do 
primeiro domicílio conjugal. 
O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será reconhecido 
no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, salvo se houver sido antecedida de separação 
judicial por igual prazo.e sentenças estrangeiras de divórcio de brasileiros, a fim de que passem a 
produzir todos os efeitos legais. 
 
REGIME DE BENS 
O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, 
se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal. 
O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu 
cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a adoção 
do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta adoção ao 
competente registro. 
 
HERANÇA 
A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto ou o 
desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens - Art. 10 LINDB. 
A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em benefício 
do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável 
a lei pessoal do de cujus. 
A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder. 
 
CONVENÇÃO SOBRE OS ASPECTOS CIVIS DO SEQUESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS 
A Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças, concluída na cidade de 
Haia, em 25 de outubro de 1980, foi internalizada pelo Decreto nº 3.413/2000. 
Objetivo: proteger a criança, no plano internacional, dos efeitos prejudiciais resultantes de mudança de 
domicílio ou de retenção ilícitas e estabelecer procedimentos que garantam o retorno imediato da criança 
ao Estado de sua residência habitual, bem como assegurar a proteção do direito de visita; 
A Convenção aplica-se a qualquer criança que tenha residência habitual num Estado Contratante, 
imediatamente antes da violação do direito de guarda ou de visita e cessa quando a criança atingir a 
idade de dezesseis anos. 
 
Caiu Assim:11 
Para a aplicação da Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças, Lígia 
recorre à autoridade central brasileira, quando Arnaldo, seu marido, que tem dupla-nacionalidade, viaja 
para os Estados Unidos com a filha de 17 anos do casal e não retorna na data prometida. Arnaldo alega 
que entrará com pedido de divórcio e passará a viver com a filha menor no exterior. 
Com base no caso apresentado, a autoridade central brasileira 
a) deverá acionar diretamente a autoridade central estadunidense para que tome as medidas 
necessárias para o retorno da filha ao Brasil. 
b) deverá ingressar na Justiça Federal brasileira, em nome de Lígia, para que a Justiça Federal mande 
acionar a autoridade central estadunidense para que tome as medidas necessárias para o retorno da 
filha ao Brasil. 
c) não deverá apreciar o pleito de Lígia, eis que a filha é maior de 16 anos. 
d) não deverá apreciar o pleito de Lígia, eis que o pai também possui direito de guarda sobre a filha, já 
que o divórcio ainda não foi realizado. 
 
Comentário: A convenção veda a aplicação à maiores de dezesseis anos. 
 
11 Exame de Ordem Unificado - XIX - Primeira Fase 
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CONVENÇÃO RELATIVA À PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS E À COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE 
ADOÇÃO INTERNACIONAL 
O Decreto nº 3.087/1999 internalizou a Convenção Relativa à Proteção das Crianças e à Cooperação em 
Matéria de Adoção Internacional, concluída na Haia, em 29 de maio de 1993. 
A Convenção tem por objetivo: 
a) estabelecer garantias para que as adoções internacionais sejam feitas segundo o interesse superior 
da criança e com respeito aos direitos fundamentais que lhe reconhece o direito internacional; 
b) instaurar um sistema de cooperação entre os Estados Contratantes que assegure o respeito às 
mencionadas garantias e, em conseqüência, previna o seqüestro, a venda ou o tráfico de crianças; 
c) assegurar o reconhecimento nos Estados Contratantes das adoções realizadas segundo a Convenção 
Cada Estado parte designará uma Autoridade Central encarregada de dar cumprimento às obrigações 
impostas na Convenção. As Autoridades Centrais deverão cooperar entre si e promover a colaboração 
entre as autoridades competentes de seus respectivos Estados a fim de assegurar a proteção das 
crianças e alcançar os demais objetivos da Convenção. 
Além das regras previstas na convenção o Brasil exige o cumprimento efetivo do ECA (Lei 8.069/90), em 
especial as contidas nos arts. 51 e seguintes. 
 
2 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 
O direito internacional público é a disciplina que estuda a sociedade internacional sob o aspecto jurídico. 
A sociedade internacional é formada pelos sujeitos de direito internacional, em regra os Estados e as 
Organizações Internacionais Intergovernamentais, podendo envolver eventualmente pessoas privadas 
(por exemplo, pedido individual ante a Corte internacional em razão de direitos humanos12). 
 
2.01 Sujeitos de Direito Internacional Público 
Os sujeitos de Direito Internacional possuem relação direita e imediata com a norma internacional, 
preterindo de intermediários para a solução dos conflitos e realização de Tratados Internacionais. Por 
isso têm-se nos Estados e nas Organizações Internacionais Intergovernamentais os seus sujeitos 
por natureza. 
Além destes temos: 
As Nações sem território (ex. Curdos); 
A Santa Sé; 
Empresas Internacionais; 
Grupos armados (por vedação) 
 
2.01.a Os Estados 
Primeiro em mais importanteelemento da sociedade internacional, o Estado é uma instituição criada com 
o objetivo de administrar e conduzir os rumos de um povo em um determinado território, instituindo um 
governo que será seu representante. 
Os Estados possuem personalidade jurídica internacional originária. 
Elementos do Estado 
Território 
Povo 
Governo (governo soberano) 
Território 
Limite da jurisdição. Espaço físico do Estado. 
Domínios: terrestre (solo e subsolo), fluvial (rios), lacustre (lagos), aéreo e marítimo. 
A soberania estende-se ao mar territorial (12 milhas marítimas) 
A lei 8.617/93 dispõe sobre o mar territorial, a zona contígua, a zona econômica exclusiva e a plataforma 
continental brasileiros. 
Povo 
Os nacionais de um Estado. 
Governo soberano 
Terceiro elemento constituinte é entendido – por Foucault (apud RUSS,p.125, 1991) como o “conjunto de 
técnicas e procedimentos destinados a dirigir a conduta dos homens”. 
O governo deve ser soberano e exercer a soberania que deriva necessariamente do contrato social, da 
Constituição do Estado. 
O Brasil compromete-se a respeitar os demais Estados e seus nacionais segundo as condições do Art. 4º 
CF. 
 
12 Mazzuoli. Pág. 451. 
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Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: 
I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos humanos; 
III - autodeterminação dos povos; 
IV - -intervenção; não
V - igualdade entre os Estados; 
VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
X - concessão de asilo político. 
 
NACIONALIDADE 
O Brasil adota os critérios do JUS SOLIS e do JUZ SANGUINIS para definir a nacionalidade. 
No art. 12 CF temos as combinações possíveis para se determinar a nacionalidade brasileira. 
Assim, são brasileiros: 
 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não 
estejam a serviço de seu país - critério jus solis + função 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a 
serviço da República Federativa do Brasil - critério jus sanguinis + função 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em 
repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em 
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira - critérios jus sanguinis + 
registro ou sanguinis + residência + opção. 
 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de 
língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de 
quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. 
Quase-nacionalidade: aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em 
favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta 
Constituição. 
 
Caiu Assim13: 
Questão 23. Carlos, brasileiro naturalizado, tendo renunciado à sua anterior nacionalidade, casou-se com 
Tatiana, de nacionalidade alemã. Em razão do trabalho na iniciativa privada, Carlos foi transferido para o 
Chile, indo residir lá com sua mulher. Em 15/07/2011, em território chileno, nasceu a primeira filha do 
casal, Cláudia, que foi registrada na Repartição Consular do Brasil. A teor das regras contidas na 
Constituição Brasileira de 1988, assinale qual a situação de Cláudia quanto à sua nacionalidade. 
A)Cláudia não pode ser considerada brasileira nata, em virtude de a nacionalidade brasileira de seu pai 
ter sido adquirida de modo derivado e pelo fato de sua mãe ser estrangeira. 
B)Cláudia é brasileira nata, pelo simples fato de o seu pai, brasileiro, ter se mudado por motivo de 
trabalho. 
C)Cláudia somente será brasileira nata se vier a residir no Brasil e fizer a opção pela nacionalidade 
brasileira após atingir a maioridade. 
D)Cláudia é brasileira nata, não constituindo óbice o fato de o seu pai ser brasileiro naturalizado e sua 
mãe, estrangeira. 
 
Comentário: Conforme prevê a CRFB em seu art. 12, I, c, primeira parte, “os nascidos no estrangeiro de 
pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente” são 
brasileiros natos. 
 
2.01.b. Imunidade à jurisdição estatal: imunidade do Estado estrangeiro, diplomacia e serviço 
consular. 
Os Estados, através das imunidades, abrem mão de sua soberania em favor de determinadas pessoas, 
por razões de cortesia e reciprocidade. 
 
13 TIPO 01 BRANCA XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO – –
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O estabelecimento de relações diplomáticas entre Estados e o envio de Missões diplomáticas 
permanentes efetua-se por consentimento mútuo. O Decreto nº 56.435/1965 promulgou a Convenção de 
Viena sobre Relações Diplomáticas. 
A Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas reconhece, em seu preâmbulo, que “a finalidade de 
tais privilégios e imunidades não é beneficiar indivíduos, mas, sim, garantir o eficaz desempenho das 
funções das Missões Diplomáticas em seu caráter de representantes dos Estados”. 
Os locais da Missão são invioláveis. Os Agentes do Estado acreditado não poderão neles penetrar sem o 
consentimento do Chefe da Missão. O Estado acreditado tem a obrigação especial de adotar todas as 
medidas apropriadas para proteger os locais da Missão contra qualquer intrusão ou dano e evitar 
perturbações à tranquilidade da Missão ou ofensas à sua dignidade 
A pessoa do agente diplomático é inviolável. Não poderá ser objeto de nenhuma forma de detenção ou 
prisão. O Estado o tratará com o devido respeito e adotará todas as medidas adequadas para impedir 
qualquer ofensa à sua pessoa, liberdade ou dignidade. 
 
A residência particular do agente diplomático goza da mesma inviolabilidade e proteção que os locais da 
missão 
 
As funções de uma Missão diplomática consistem, entre outras, em: 
a) representar o Estado acreditante perante o Estado acreditado; 
b) proteger no Estado acreditado os interêsses do Estado acreditante e de seus nacionais, dentro dos 
limites permitidos pelo direito internacional; 
c) negociar com o Govêrno do Estado acreditado; 
d) inteirar-se por todos os meios lícitos das condições existentes e da evolução dos acontecimentos no 
Estado acreditado e informar a êsse respeito o Govêrno do Estado acreditante; 
e) promover relações amistosas e desenvolver as relações econômicas, culturais e científicas entre o 
Estado acreditante e o Estado acreditado. 
A codificação das prerrogativas diplomáticas pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas 
conferiu-lhes uniformidade, mas retirou da imunidade o sentido amplo e absoluto, na medida em que 
estabelece os casos em que ela não pode ser invocada (artigo 31), bem como as obrigações a que estão 
sujeitos seus titulares (artigo 41). 
 
2.01.c Sujeitos de Direito Internacional: Organizações Internacionais 
As Organizações Internacionais Intergovernamentais possuem personalidade jurídica internacional 
derivada. São associações voluntárias de pessoas jurídicas de direito público internacional criadas por 
tratado com finalidade lícita e propósitos internacionais.A estrutura é formada em geral por conselhos e secretarias com funções deliberativas e administrativas, 
respectivamente. São classificadas como de integração (Mercosul) ou de cooperação (ONU). 
Fases da integração - direito comunitário 
1. Zona de livre comércio 
2. União aduaneira 
3. Mercado comum 
4. União econômica 
 
2.02.a Mercosul 
Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai assinaram, em 26 de março de 1991, o Tratado de Assunção, com 
vistas a criar o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL). 
O objetivo primordial do Tratado de Assunção é a integração dos Estados Partes por meio da livre 
circulação de bens, serviços e fatores produtivos, do estabelecimento de uma Tarifa Externa Comum 
(TEC), da adoção de uma política comercial comum, da coordenação de políticas macroeconômicas e 
setoriais, e da harmonização de legislações nas áreas pertinentes. 
A configuração atual do MERCOSUL encontra seu marco institucional no Protocolo de Ouro Preto, 
assinado em dezembro de 1994. O Protocolo reconhece a personalidade jurídica de direito internacional 
do bloco, atribuindo-lhe, assim, competência para negociar, em nome próprio, acordos com terceiros 
países, grupos de países e organismos internacionais. 
O MERCOSUL caracteriza-se, ademais, pelo regionalismo aberto, ou seja, tem por objetivo não só o 
aumento do comércio intrazona, mas também o estímulo ao intercâmbio com outros parceiros 
comerciais. 
 
Composição do Bloco 
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Estados Partes: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai (desde 26 de março de 1991) e Venezuela (desde 
12 de agosto de 2012). 
Estado Parte em Processo de Adesão: Bolívia (desde 7 de dezembro de 2012). 
Estados Associados: Chile (desde 1996), Peru (desde 2003), Colômbia, Equador (desde 2004), Guiana 
e Suriname (ambos desde 2013). 
 
Princípios 
O MERCOSUL visa à formação de mercado comum entre seus Estados Partes. De acordo com o art. 1º 
do Tratado de Assunção, a criação de um mercado comum implica: 
 livre circulação de bens, serviços e fatores de produção entre os países do bloco; 
 estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial conjunta em 
relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados e a coordenação de posições em foros 
econômico-comerciais regionais e internacionais; 
 coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes; 
 compromisso dos Estados Parte em harmonizar a legislação nas áreas pertinentes, a fim de 
fortalecer o processo de integração. 
 
2.02.b Organização das Nações Unidas 
A ONU foi fundada em 24 de outubro de 1945. Seus idiomas oficiais: inglês, francês, espanhol, árabe, 
chinês e russo. Sua sede fica em Nova Iorque. 
A ONU possui seis órgãos principais: a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança, o Conselho 
Econômico e Social, o Conselho de Tutela, a Corte Internacional de Justiça e o Secretariado. 
Os propósitos das Nações Unidas são: 
Manter a paz e a segurança internacionais; 
Desenvolver relações amistosas entre as nações; 
Realizar a cooperação internacional para resolver os problemas mundiais de caráter econômico, social, 
cultural e humanitário, promovendo o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais; 
Ser um centro destinado a harmonizar a ação dos povos para a consecução desses objetivos comuns. 
As Nações Unidas agem de acordo com os seguintes princípios: 
A Organização se baseia no principio da igualdade soberana de todos seus membros; 
Todos os membros se obrigam a cumprir de boa fé os compromissos da Carta; 
Todos deverão resolver suas controvérsias internacionais por meios pacíficos, de modo que não sejam 
ameaçadas a paz, a segurança e a justiça internacionais; 
Todos deverão abster-se em suas relações internacionais de recorrer à ameaça ou ao emprego da força 
contra outros Estados; 
Todos deverão dar assistência às Nações Unidas em qualquer medida que a Organização tomar em 
conformidade com os preceitos da Carta, abstendo-se de prestar auxílio a qualquer Estado contra o qual 
as Nações Unidas agirem de modo preventivo ou coercitivo; 
Cabe às Nações Unidas fazer com que os Estados que não são membros da Organização ajam de 
acordo com esses princípios em tudo quanto for necessário à manutenção da paz e da segurança 
internacionais; 
Nenhum preceito da Carta autoriza as Nações Unidas a intervir em assuntos que são essencialmente da 
alçada nacional de cada país. 
O Brasil participa dos processos de tomada de decisão e do trabalho das Nações Unidas principalmente 
por meio de quatro representações permanentes nas cidades de Nova York (Estados Unidos), —
Genebra (Suíça), Roma (Itália) e Paris (França). 
 
2.03 Litígios internacionais e meios de solução 
Litígio internacional é todo desacordo sobre certo ponto de direito ou de fato, toda contradição ou 
oposição de teses jurídicas ou de interesses entre dois Estados. 
A responsabilidade dos Estados surge como o integrante de um conjunto de elementos estruturantes das 
relações jurídicas entre os Estados. Tem como pressupostos o ato ilícito, o dolo e o risco14 e como 
finalidade a restituição integral, uma indenização ou ainda a imposição de sanções internacionais. 
Não havendo uma autoridade suprema, acima das soberanias, os Estados se valem dos Mecanismos de 
solução de controvérsias, que podem ser: 
Diplomáticos 
Políticos 
 
14 Malheiros, pág. 121. 
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Jurisdicionais 
Coercitivos 
Em sede de Mercosul, o Protocolo de Olivos para a Solução de Controvérsias no Mercosul, concluído em 
Olivos, Argentina, em 18 de fevereiro de 2002, tem seu Âmbito de Aplicação sobre as controvérsias que 
surjam entre os Estados Partes sobre a interpretação dos tratados do Mercosul. 
Também abrange as controvérsias a serem submetidas ao sistema de solução de controvérsias da 
Organização Mundial do Comércio ou de outros esquemas preferenciais de comércio de que sejam parte 
individualmente os Estados Partes do Mercosul. 
O Protocolo de Olivos, em seu artigo 4º estabelece que os Estados-Partes, numa controvérsia, 
procurarão resolvê-la, antes de tudo, mediante negociações diretas. Estas não poderão, salvo acordo 
entre as partes, exceder o prazo de quinze (15) dias a partir da data em que uma delas comunicou à 
outra a decisão de iniciar a controvérsia. 
Inspirado no modelo da OMC, o TPR foi instalado dia 13 de agosto de 2004, em Assunção, Paraguai. Ele 
será responsável por maior homogeneidade nas decisões proferidas no sistema do Mercosul, delegando 
maior estabilidade e confiabilidade 
 
GABARITOS 
Prova Questão Página Gabarito 
Enade 2006 30 03 A 
XX Exame de Ordem Unificado - 06 A 
XIX Exame de Ordem Unificado 23 09 C 
Exame de Ordem Unificado - - Primeira Fase XX - 12 C 
Exame de Ordem Unificado - XVII - Primeira Fase 24 12 B 
Exame de Ordem Unificado - XIX - Primeira Fase - 15 C 
XVII Exame de ordem unificado tipo 01 branca – – 23 18 D 
 
BIBLIOGRAFIA 
Del Olmo, Florisbal de Souza. Curso de Direito Internacional Privado. 10ª Ed. Rio de Janeiro: Forense, 
2014. 
Mazzuoli, Valerio de Oliveira. Curso de Direito Internacional Público. 10ª Ed. São Paulo: RT, 2016. 
Malheiro, Emerson. Manual de Direito Internacional Público. 3ª Ed. São Paulo: Atlas, 2014. 
Strenger, Irineu. Direito do comércio internacional e Lex Mercatoria. São Paulo: Ltr, 1996, 
Batista. Neimar. Lex Mercatoria - Novas tendências e análise da viabilidade de um sistema de autônomo 
de normas internacionais, in: http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php 
Matias, João Luis Nogueira. “Lex Mercatoria” eContratos Comerciais internacionais. Disponível em 
http://www.egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/anexos/22174-22175-1-PB.pdf 
http://www.mercosul.gov.br/saiba-mais-sobre-o-mercosul 
http://www.onu.org.br/ 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/d19841.htm 
http://www.stj.jus.br/sites/STJ/Advogado/pt_BR/Sob-medida/Advogado 
http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte/laissez-passer

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