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E-BOOK-funcoes-neuropsicologicas (1)

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FUNÇÕES
NEUROPSICOLÓGICAS
E MODELOS DE TRABALHOS CLÍNICOS
Fabiana Gaston
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SUMÁRIO
Introdução ........................................................................................................................... pg. 03
Capítulo 1 ........................................................................................................................... pg. 04
Capítulo 2 ............................................................................................................................. pg. 10
Capítulo 3 ............................................................................................................................. pg. 15
Capítulo 4 ............................................................................................................................. pg. 17
Considerações Finais ................................................................................................. pg. 24
Recomendação de Cursos ..................................................................................... pg. 25
Referências ......................................................................................................................... pg. 32
Autor ......................................................................................................................................... pg. 33
2
INTRODUÇÃO
Com o objetivo de retratação da aplicação das neurociências ao entendimento do 
comportamento humano, este material possui o intuito de servir como revisão à alunos 
e formados como uma ferramenta introdutoria, tanto para quem deseja iniciar, ou já 
está no começo de sua jornada.
Para isto, foi considerado três as bases de estudo, tais como conhecer histórico; Dominar 
o referencial teórico; Ter conhecimentos para aplicação científica dos referenciais em 
neurociências e comportamento durante o trabalho clínico.
Deve-se também ressaltar a importância da ampliação dos estudos e da linha de 
troca, tanto entre estudantes, professores e profissionais com ampla experiência.
3
HISTÓRICO DAS
NEUROCIÊNCIAS
CAPÍTULO 1:
“O caminho do conhecimento
é o caminho para a construção de um mundo melhor.”
- Autor Desconhecido
4
A forma atual de como vemos o encéfalo é uma junção entre conhecimentos da 
anatomia, embriologia, fisiologia, farmacologia e psicologia.
 
No século XIX, com técnicas para visualização do neurônio, através do uso 
do sal de prata e possibilidade de observação via microscópio, o italiano 
Camillo Golgi e o espanhol Ramon y Cajal apresentam uma leitura que inicia a 
chamada “doutrina neuronal”, tendo os neurônios como blocos fundamentais 
na constituição do sistema nervoso (SN).
Os trabalhos de Luigi Galvani (século XVIII) verificou a condução elétrica de 
músculos e células, assim como os trabalhos dos fisiologistas alemães (Johannes 
Muller; Emil du Bois-Reymond; e Hermann von Helmholtz) do século XIX, que 
conseguiram medir a velocidade de condução elétrica de um neurônio e as 
propriedades que mostram que a atividade elétrica de uma célula afeta de 
forma previsível a atividade da adjacente.
Cap. 1: HISTÓRICO DAS NEUROCIÊNCIAS
5
SÉCULO XIX SÉCULO XVIII SÉCULO XX
SÉCULO XVII SÉCULO XIX
Cap. 1: HISTÓRICO DAS NEUROCIÊNCIAS
Farmacologia 
do século XIX 
(França, Alemanha e 
Inglaterra): Os fármacos 
atuam nos receptores da 
superficie da membrana 
celular. As células podem 
se comunicar por 
meios químicos. 
Empiristas 
acreditam que o 
encéfalo é uma “tabula 
rasa” e que a experiência 
o preenche. Idealistas 
(Immanuel Kant) defendem 
que a percepção do 
mundo é oriunda de 
características do 
encéfalo.
René 
Descartes 
apresenta uma 
visão dualista da 
mente separada do 
corpo; Século XVII 
Baruch Spinoza com 
a visão unif icada 
de mente e 
corpo.
Charles Darwin 
revoluciona 
a leitura do 
comportamento 
e apresenta uma 
leitura (tida como 
moderna).
Temos 
contribuições da 
psicologia psicanalítica 
de Freud (modelo 
mais filosófico) e do 
behaviorismo de 
Skinner (modelo 
experimental).
6
No século XX 
Brodmann distiguiu 
52 áreas anatômicas e 
funcionais distintas no 
córtex humano.
Cap. 1: HISTÓRICO DAS NEUROCIÊNCIAS
1848 - Caso Phineas 
Gage. Durante trabalho para 
construção de uma estrada 
de ferro, uma barra de 1 metro 
atravessou o crânio de Gage. 
Sobrevivendo e se recuperando 
do acidente, Gage apresentou 
compromentimentos do 
comportamento ligados as 
funções executivas.
O paciente 
Leborgne (“Paciente 
Tam”), teve um acidente 
vascular encefálico e não podia 
falar, mas sem alterações da 
motricidade da fala, foi estudado 
por Broca. Estudo post-mortem 
mostraram alterações na região 
do córtex frontal (atual área de 
Broca). Broca avaliou outros 
oito pacientes com 
quadro semelhante.
Em 1861 o 
neuroanatomista 
francês Pierre Paul Broca, 
influenciado por Gal, busca 
na visão localizacionista áreas 
específicas do comportamento 
(mas diferentemente de 
Gal, a localização está 
no encéfalo e não no 
crânio).
Em 1876, 
Karl Wernicke verifica 
pacientes com lesões no 
lobo temporal esquerdo, 
com quadro de afasia (fala 
porém não entende). Ele 
amplia a teoria de Broca e cria 
um modelo de linguagem 
integrando linguagem 
expressão e recepção.
Através de 
conduções de cirurgias 
encefálicas para tratar 
epilepsias, com pacientes 
acordados somente com 
anestesia local, Wilder 
Pienfield, em meados de 1950, 
colaborou para a visão do 
mapa encefálico ligado a 
funções especificas. 
7
Historicamente a compreensão do comportamento 
teve passagens por diversos equívocos. Como exemplos 
temos:
Em 1800, Franz Joseph Gall, anatomista, que tinha uma visão unificada de mente 
corpo, entendendo que o encéfalo é o orgão da mente e o comportamento emana de 
lá, desenvolveu teorias que geraram a frenologia. A Frenologia era uma disciplina que 
pensava existir correlação entre formato do crânio e constituição da personalidade.
Pierre Flourens (1820) construiu uma visão holística do encéfalo, ao criar 
experimentos que “demonstravam” que não havia regiões específicas para 
determinadas funções. Concluiu que qualquer região poderia assumir funções 
ligadas a qualquer área do comportamento.
(1 
(2
Cap. 1: HISTÓRICO DAS NEUROCIÊNCIAS
8
A posteriori, estudos de lesões no encéfalo foi a base para a compreensão da 
estrutura como temos hoje.
Atualmente, com avanço da tecnologia, exames de neuroimagens auxiliaram 
no avanço da ciencia: Tomografia por emissão de positrons (PET), ressonância 
magnética funcional (fMRI) e outros.
HISTÓRICO DAS
NEUROCIÊNCIAS
9
FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS
E PRINCIPAIS CORRELATOS ESTRUTURAIS
CAPÍTULO 2:
“Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado, nele se 
encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade” 
- Charles Chaplin
1 0
O comportamento humano pode ser entendido sob diversos 
paradigmas. Neste capítulo iremos apresentar as principais funções 
neuropsicológicas e seus respectivos correlatos estruturais.
Cap. 2: FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS E PRINCIPAIS CORRELATOS ESTRUTURAIS
1 1
Principais Estruturas
LOBO FRONTAL
LOBO FRONTAL
HIPOCAMPO
SISTEMA RETICULAR; LOBO FRONTAL E CIRCUITO DE RECOMPENSA
LOBO FRONTAL(ÁREA DE BROCA, EXPRESSIVA);
LOBO TEMPORAL (ÁREA DE WERNICKE, RECEPTIVA)
CÓRTEX SENSORIAL
(LOBO PARIENTAL)
CÓRTEX MOTOR (LOBO FRONTAL);
GÂNLIOS DA BASE E CEREBELO
LOBO OCCIPTAL
CONTROLE COGNITIVO DO COMPORTAMENTO (PRÉ-FRONTAL DOSOLATERAL);
CONTROLE EMOCIONAL DO COMPORTAMENTO
(PRÉ-FRONTAL ORBITAL VENTROMEDIAL)
SISTEMA LÍMBICO
Cap. 2: FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS E PRINCIPAIS CORRELATOS ESTRUTURAIS
1 2
Funções
COGNIÇÃO
MEMÓRIA OPERACIONAL
MEMÓRIA DE LONGO PRAZO
ATENÇÃO
LINGUAGEM
FUNÇÃO SOMATOSSENSORIAL
MOTRICIDADE
VISÃO
FUNÇÕES EXECUTIVAS
EMOÇÕES E VOLIÇÃO
Cap. 2: FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS E PRINCIPAIS CORRELATOS ESTRUTURAIS
1 3
Comportamento
 Fluida:Comparar dois ou mais objetos (duas ou mais situações) a partir de um critério (semelhança, 
diferença, sequência). Cristalizada: Relacionada ao saber cumulativo (ler, escrever...)
Responsável por reter informações necessárias para realização de uma tarefa.
Explícita (Codificar, armazenar, consolidar e evocar informações relativo a fatos isolados ou histórias). 
Implícita (Registro de procedimentos)
Concetrar, sustentar, selecionar e alternar a atenção na realização de multiplas tarefas, ou 
tarefas isoladas.
Capacidade de compreender (ou decodificar) informações externas e fazer-se compreendido 
(codificar) a subjetividade e intenção.
Percepção tátil
Capacidade de movimento e força. São observados amplitude dos movimentos, equilíbrio, 
deslocamento e desempenhos simples e em dupla tarefas (praxias)
Capacidade de visualizar imagens e processá-las.
Capacidade de planejamento, controle inibitório, flexibilidade mental, modulação da atenção 
voluntária e memória operacional durante resolução de tarefas problemas.
Responsável por expressão de emoções primárias (alegria, tristeza, medo, raiva e nojo) e secundárias 
(ciúmes, inveja, amor...). Capacidade de direcionar a ação pela vontade (volição).
Cap. 2: FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS E PRINCIPAIS CORRELATOS ESTRUTURAIS
1 4
METODOLOGIA CIENTÍFICA
E NEUROCIÊNCIAS
CAPÍTULO 3:
“Faz-se ciência com os fatos, assim como se faz uma casa 
com pedras, mas uma acumulação de fatos não é ciência, 
assim como um monte de pedras não é uma casa” 
– Henri Poincaré.
1 5
A aplicação da metodologia científica para o trabalho clínico 
é de extrema importância. Nesta ação, o profissional deve 
estar atento na investigação do histórico do atendido; no 
olhar para técnicas para observação do comportamento 
para formulação de hipóteses; na escolha dos instrumentos 
e bateriais de teste de hipóteses (avaliações) que indicarão 
um parecer diagnóstico; da formulação de intervenções 
mensuráveis (passiveis de marcação da precisão, ou seja, dos 
pontos, velocidade de processamento e execução, que está 
relacionado ao tempo que a pessoa leva para fazer a tarefa; 
e por fim, do reteste para verificar evoluções na função.
Cap. 3: METODOLOGIA CIENTÍFICA E NEUROCIÊNCIAS
1 6
DICAS SOBRE
NEUROPSICOLOGIA
CAPÍTULO 4:
1 7
Anamnese: Realize sempre de forma estruturada nos conhecimento do DSM5 (APA) e 
CID-10 volume um. Atenção as categorias O (gestação) ; P (Nascimento e primeiros dias de 
vida); G (Aspectos neurologicos); Q (Aspectos genéticos); F (Aspectos do comportamento e 
desenvolvimento psicologico); Z (Aspectos referentes ao ambiente) Utilize os referenciais da 
Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF/ OMS) para complementação.
1)
Cap. 4: DICAS SOBRE NEUROPSICOLOGIA
1 8
Observação do comportamento: Realize a observação tendo em mente o exercício de 
descrever o comportamento relacionando o mesmo com as funções neuropsicológicas 
gerenciadoras da ação. Preste atenção nas modulações da função e sua expressividade.
2)
Cap. 4: DICAS SOBRE NEUROPSICOLOGIA
1 9
Avaliação: Utilize somente protocólos e testes padronizados. Para saber mais, acesse o site 
do Conselho Federal de Psicologia (testes para psicólogos e não psicólogos).
3)
Cap. 4: DICAS SOBRE NEUROPSICOLOGIA
20
Parecer: Construa seu parecer baseado no CID-10 e DSM5. Siga os critérios de 
inclusão e exclusão. 
4)
Cap. 4: DICAS SOBRE NEUROPSICOLOGIA
2 1
Intervenção: Procure realizar ações passeis de apresentação de dados com estatísticas de 
descritivas (tabelas e gráficos) e estatística inferencial (testes estatisticos com softwares 
como SPSS, Programa R e EXCEL).
5)
Cap. 4: DICAS SOBRE NEUROPSICOLOGIA
22
Parecer e reteste: Ao observar evoluções nas intervenções, procure retestar as funções para 
observar evoluções. O reteste depende muito dos dados da intervenção, mas podem ser 
realizados em 6 meses. 
6)
Cap. 4: DICAS SOBRE NEUROPSICOLOGIA
23
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
A evolução das tecnologias, pesquisas e 
conhecimentos em neurociências tem 
possibilitado uma ferramenta excelente de 
trabalho comportamental baseado em evidencias 
e mensuração de resultados. Acompanhe 
periodicos da área, leia livros de autores e editoras 
consagradas, troque informações com seus 
professores e ex-professores, monte grupo de 
estudos, faça novos cursos e se recicle sempre.
24
RECOMENDAÇÃO
DE CURSOS
Gostou do conteúdo? Podemos recomendar alguns cursos que 
proporcionam ao profissional o conhecimento sobre o funcionamento 
do cérebro e a sua relação com o comportamento:
O objetivo do curso de Neuropsicologia Clínica é possibilitar ao psicólogo a construção 
de conhecimentos relacionados a aplicação das neurociências no entendimento do 
comportamento humano, visando uma leitura científ ica e pautada em evidencias para 
construção de algoritmos conf iáveis na habilitação, reabilitação e otimização funcional. O 
curso visa também formar neuropsicólogos que trabalhem como especialistas para atendimento 
dos distúrbios do desenvolvimento e transtornos mentais. Por f im, objetiva que seus formandos 
sejam ativistas na utilização de técnicas e referenciais consagrados na literatura da área, mas também 
protagonistas na construção de algoritmos revolucionários para promoção da qualidade de vida, no 
desenvolvimento típico e atípico da população atendida.
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O Prof. Me. 
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do desenvolvimento 
e neurociências e 
comportamento, 
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turma
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equipe docente: 
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acadêmicos da área
Recomendação de Cursos
27
NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA
As diciplinas do curso de pós-graduação Censupeg apresentam eixos temáticos 
que contemplam a especif icidade de cada campo de atuação:
Módulo 1: 
Introdução à Neuropsicologia e Técnicas de Exploração em 
Neurociências
Módulo 2: 
Neuropsicologia I: Cognição e Funções executivas
Recomendação de Cursos
28
Módulo I
- Introdução à Neuropsicologia e Técnicas de 
Exploração em Neurociências 
- Psicofarmacologia e Neuropsicologia 
- Neuropsicologia jurídica
- Epidemiologia: Uso da Psicométrica, 
Estatística Descritiva e Inferencial
- Saúde mental, Deficiências, Transtornos e 
Genética em Neuropsicologia
- Neuropsicologia da Infância, do Adulto e do 
Envelhecimento
- Laboratório de Projetos e Estudos de Campo 
em Neuropsicologia(**)
- Neurofisiologia e Neuroanatomia funcional(*)
Módulo II:
- Neuropsicologia I: Cognição e Funções 
executivas 
- Neuropsicologia II: Emoções e comportamento 
social
- Neuropsicologia III: Comportamento motor 
- Neuropsicologia IV: Linguagem
- Neuropsicologia Clínica: Instrumentos e 
algoritmos
- Avaliação e Intervenção em Neuropsicologia 
Clínica
- Estágio I, II, III e IV(**)
NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA
Recomendação de Cursos
29
Módulo III
- Metodologias Ativas de Aprendizagem em Didática do Ensino Superior 
(***)
- Metodologia da Pesquisa (***)
- Trabalho de Conclusão de Curso – TCC (***) 
NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA
(*) Esta disciplina ocorre em atividade de campo e socializada no decorrer do curso.
(**) Carga horária do curso destinada para produção do Relatório de Estágioe atividades de campo.
(***) Estas disciplinas acontecem no AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem possibilitando a autonomia do 
processo de produção científica do acadêmico de forma assíncrona.
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NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA
Recomendação de Cursos
3 1
Referências
Cattell, R.B.&Horn, J.L. (1967). Age differences in fluid and crystallized 
intelligence. ActaPsychologica.
Kandel, E. R., Hudspeth, A. J., Jessel, T. M., Schwartz, J., &Siegelbaum, S. A. 
(2014). Princípios de neurociências. (C. Dalmaz, & J. A. Quillfeldt, trads.). 
Porto Alegre, RS: AMGH (5 ed.).
Lezak, M.D., Howieson, D.B., Loring, D.W., Hannay, H.J., Fischer, J.S. (2004). 
Neuropsychological Assessment. Nuw York: Oxford. (4 ed.).
Conceitos extraídos do capitulo 01 do livro “PRINCÍPIOS DE 
NEUROCIÊNCIAS” (Kandel, E.R.; Schwartz, J.H.; Jessel, T.M.; Siegelbaum, 
S.A.; Hudspeth, A.J.) 5ª Edição de 2014.
32
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