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14/03/2024
1
TESTES ESPECIAIS 
MMSS E MMII
Métodos e Técnicas de Avaliação
Samara Barreto
OMBRO
Métodos e Técnicas de Avaliação
Samara Barreto
Teste de mobilidade do 
ombro
 TESTE DE APLEY
Avaliar a mobilidade da cintura 
escapular
Método: 
Abdução/rotação externa 
Adução/rotação interna
Positivo: Dificuldade de realizar 
alguma dessas posições indica 
limitação de movimento de alguma 
estrutura.
Teste para supraespinhoso
 Teste do supraespinhoso ( Teste 
de Jobe ou “Lata vazia”)
 Avaliar lesão do tendão do 
supraespinhoso/neuropatia do 
nervo supraescapular.
 Método: Posicionar o ombro 
flexionado a 90º, angulado a 30º 
pra frente e rodado medialmente, 
estando os polegares voltados para 
o solo. Resistir ao movimento de 
flexão de ombro.
 Positivo: Dor ou fraqueza muscular
14/03/2024
2
Testes para o músculo 
bíceps braquial
 Teste de Speed
- Avaliar presença de tendidinite do
tendão bicipital
Método: Flexão de 60º de ombro com
o cotovelo estendido e antebraço
supinado. Aplica-se resistência ao
movimento de flexão do ombro.
Positivo: Dor na área do sulco
bicipital indica lesão tendão bicipital
(habitualmente inflamação).
Testes para o músculo bíceps braquial
 Teste de Yergason
 Avaliar presença de tendinite 
bicipital no sulco bicipital.
 Método: Cotovelo a 90º de flexão, 
em pronação. O examinador resiste 
à supinação do antebraço e à 
rotação externa.
 Positivo: Dor durante a contração 
muscular resistida.
Testes para impacto do ombro
 Teste de Neer
 Avaliar suspeita de impacto do ombro
envolvendo a porção longa do tendão
do bíceps/ bursite
 Método: Flexão passiva do ombro do
indivíduo, com o membro em rotação
neutra.
 Positivo: Resposta dolorosa do
indivíduo indica impacto da porção
longa do bíceps na região do
acrômio.
Testes para impacto do ombro
 Teste de Kennedy-Hawkins
 Avaliar uma patologia de impacto
do ombro, envolvendo o tendão
do supraespinhoso.
 Método: Ombro e cotovelo a 90º
de flexão, faz-se rotação interna
forçada do ombro.
 Positivo: Dor (impacto do tendão
do músculo supraespinhoso no
acrômio)
14/03/2024
3
 Teste de Yocum
 Avalia lesão na articulação
acromioclavicular ou ainda
impacto de supraespinhoso.
 Método: Solicita-se que o
paciente coloque a mão sobre o
ombro contrário, e flexione o
braço erguendo o cotovelo.
 Positivo: Dor na
acromioclavicular
Testes para lesão da 
acromioclavicular Testes especiais – complexo do ombro
 Arco doloroso
IMPACTO DE 
ESTRUTURAS
Testes para estabilidade do ombro
 Teste do Fulcro
 Avaliar a instabilidade anterior do ombro
(glenoumeral).
 Método: em DD, ombro a 90º de abdução e
em rotação externa, coloca-se uma mão
atrás da cabeça do úmero e prossegue com
a RE.
 Positivo: Dor, apreensão ou deslocamento
excessivo da cabeça do úmero, indicando
lesão do manguito rotador ou dos
ligamentos (glenoumeral médio e inferior,
coracoumeral, cápsula).
TIPO DE DISCINESE
Proeminência do 
ângulo inferior
Tipo I
Proeminência da 
borda medial
Tipo II
Proeminência da 
borda superior
Tipo III
SimetriaTipo IV
Testes para DISCINESE 
ESCAPULAR
 Método da filmagem e 
classificação de Kibler
 - Solicita três repetições do 
movimento de abdução do ombro 
no plano frontal, de 0º a 90º, sem 
carga.
 - Análise da filmagem e 
classificação
14/03/2024
4
• TIPO I
• TIPO II • TIPO III
COTOVELO E 
PUNHO
Métodos e Técnicas de Avaliação
Samara Barreto
Testes especiais - cotovelo
 Teste para epicondilite lateral
(Cotovelo de Tenista)
TESTE DE COZEN
 Método: O antebraço pronado e
cotovelo em ligeira flexão, o
examinador resiste ao
movimento de extensão de
punho.
 Positivo: Dor intensa súbita na
área do epicôndilo lateral do
úmero
 Teste para epicondilite medial
(Cotovelo de Golfista)
 Método: O cotovelo é posicionado
em ligeira flexão e antebraço
supinado. O examinador resiste à
flexão de punho.
 Positivo: Dor no epicôndilo medial
do úmero
Testes especiais - cotovelo
14/03/2024
5
 Stress em valgo e stress em varo – integridade ligamentar
Testes especiais - cotovelo
• Estabilização do membro a nível do cotovelo e punho
• Cotovelo levemente flexionado (20/30º).
• Aplica-se uma força em valgo/varo.
Positivo: Excesso de movimento articular
Varo – Testa ligamento colateral lateral
Valgo – Testa ligamento colateral medial
Testes para punho e mãos
Teste de Finkelstein
SUSPEITA DE TENOSSINOVITE DE
DE QUERVAIN
Método: Pede-se que feche a mão, englobando o
polegar. O examinador estabiliza o antebraço
enquanto o punho é deslocado para desvio ulnar.
Positivo: Dor lateral sobre o punho.
Testes para síndrome do túnel do carpo
Teste de Phalen
Método: Flexionar o punho na amplitude máxima e aproximar as superfícies
dorsais das mãos. Manter por 1 minuto.
Positivo: Formigamento na superfície palmar do
polegar, indicador, dedo médio e metade lateral
do dedo anular.
Testes para síndrome do túnel do carpo
Teste de Phalen invertido (reverso)
Método: Estender o punho na amplitude máxima e aproximar as 
superfícies palmares das mãos. Manter por 1 minuto.
Positivo: semelhante ao Phalen.
14/03/2024
6
Testes para síndrome do túnel do carpo
Sinal de Tínel
Método: Antebraço do paciente em supinação, e o examinador
golpeia o punho sobre o túnel do carpo.
Positivo: semelhante ao Phalen
TESTES 
ESPECIAIS MMII
T
STE
S
Teste de Thomas
Indicação: Avaliar retração/contraturas de 
flexores do quadril.
Método: Em DD, joelhos e quadris são flexionados
em direção ao tórax. Enquanto um é mantido em
posição de flexão, o outro é liberado e estendido
em direção à maca.
Resultados: A incapacidade da coxa estendida
ficar em contato com a mesa indica retração dos
flexores do quadril (iliopsoas/reto femoral).
QUADRIL T
STE
S Teste de Trendelenburg
Indicação: Avalia fraqueza do músculo glúteo 
médio durante sustentação unilateral do peso.
Método: O examinador visualiza
posteriormente o paciente de pé. Pede-se que o
paciente fique de pé com apoio unipodal.
Resultado: Positivo quando durante a sustentação
unipodal, a pelve cai em direção ao membro sem
apoio, indicando glúteo médio fraco.
QUADRI
L
QUADRIL
14/03/2024
7
T
STE
S
Teste de Patrick (Faber)
Indicação: Informação geral sobre patologia do 
quadril
Método: Em DD, o examinador posiciona o
membro a ser testado em flexão, abdução e
rotação externa (FABER), de forma que o pé fique
apoiado no joelho contralateral. O examinador
comprime lentamente o membro testado em
direção à maca e contrapressão ao ilíaco oposto.
Resultado: Dor no quadril
QUADRIL T
STE
S
Teste de Ober
Indicação: avaliação de contratura de músculos
abdutores (trato iliotibial)
Protocolo: O paciente deverá estar em
decúbito lateral, com o membro a ser testado no
lado de cima.É realizada a flexão do joelho a 90
graus e abdução do quadril; o examinador então
solta o membro.
Positivo: Em presença de contratura em abdução do
quadril, o membro permanecerá abduzido mesmo
após ter sido solto
QUADRIL
T
STE
S
Teste de Ely
Indicação: Avaliação de contratura femoral
Protocolo: Paciente em decúbito ventral com o
joelho em flexão máxima. O terapeuta irá
passivamente conduzir o movimento de flexão
máxima do joelho até tentar encostar o calcanhar
na nádega do paciente.
Resultado: o paciente sentirá desconforto e
alteração na face decorrente do estiramento da
musculatura anterior.
QUADRIL
Joelh
o
▪ Teste de abdução (estresse em valgo)
Indicação: Testar a integridade de estruturas responsáveis pela 
estabilidade medial.
Método: Em DD, com joelho flexionado entre 20° a 30°. Uma mão 
no compartimento lateral e outra na perna do paciente e aplica-se 
uma força em valgo. Pode ser realizado em extensão completa de 
joelho.
Resultado: Abertura ou dor durante o procedimento evidencia
disfunção. Na posição de extensão, indica lesão de LCM, cápsula
póstero-medial, ligamento oblíquo posterior, ligamentos
cruzados, músculo semimembranoso e quadríceps. Em flexão,
indica lesão basicamente do LCM, cápsula, ligamento cruzado
posterior eoblíquo posterior.
JOELHO
14/03/2024
8
Joelh
o
▪ Teste de adução (estresse em varo)
Indicação: Testar integridade das estruturas 
estabilizadoras laterais.
Método: Em DD, o examinador posiciona uma das
mãos na face medial do joelho e a outra na face lateral
da perna. Realizado com joelho em flexão de 20° a 30°.
E pode ser realizado em extensão completa de joelho.
Resultado: Abertura ou dor. Em flexão indica lesão do
LCL, cápsula lateral e póstero-lateral, complexo
arqueado, trato iliotibial e tendão do bíceps femoral.
Em extensão, indica uma lesão mais séria.
JOELHO
Joelh
o
▪ Teste de Gaveta anterior
Indicação: Suspeita de lesão do LCA
Método: Em DD, com os joelhos fletidos, o
examinador segura a tíbia proximal, e tenta puxar a
tíbia anteriormente sobre o fêmur. Deve haver
palpação simultânea da interlinha articular para
perceber a translação anterior da tíbia.
Resultado: Movimento anterior de até 6mm é
normal. Deslocamento anormal indica lesão de LCA,
podendo estar associada a cápsula articular e trato
iliotobial.
JOELHO
Joelh
o
▪ Teste de Gaveta posterior
Indicação: Avaliar lesão do LCP
Método: Em DD, joelho flexionado, o examinador 
empurra a tíbia posteriormente sobre o fêmur.
Resultado: Translação posterior excessiva indica 
lesão de LCP, podendo estar associada a lesão do 
LCA.
JOELHO
Joelh
o
▪ Teste de Apley
Indicação: Avaliar lesão de menisco
Método: em DV, joelho fletido a 90º, o examinador
transmite força compressiva através do calcâneo,
enquanto roda medialmente ou lateralmente o joelho.
Resultado: Dor. Em rotação lateral – menisco lateral.
Em rotação medial – menisco medial. A confirmação
da dor pode ser evidenciada com decoaptação.
JOELHO
14/03/2024
9
Joelh
o
▪ Teste de Pivot Shift
Indicação: Avaliar instabilidade rotatória ântero-
lateral, principalmente o LCA.
Método: Em DD, quadril a 20° de flexão, em ligeira
rotação interna. O examinador flexiona o joelho em
cerca de 5°, colocando uma das mãos na região atrás da
fíbula, sobre o gastrocnêmio. Aplica-se um estresse em
valgo, e a tíbia é mantida em rotação medial. A seguir, o
joelho é colocado em flexão de cerca de 30° a 40°.
Resultado: Se houver redução da tíbia (abalo
posterior) representa instabilidade e possível lesão de
LCA, LCL, cápsula, complexo arqueado e trato iliotibial.
JOELHO
Joelh
o
▪ Teste de apreensão patelar
Indicação: Avaliar subluxação ou luxação patelar.
Método: Em DD, com o joelho em ligeira flexão, o 
examinador vai aplicar uma força dirigida 
lateralmente na patela.
Resultado: Se o paciente tiver a sensação que o joelho 
vai começar a luxar, fizer contração súbita do 
quadríceps ou parecer apreensivo, é positivo.
JOELHO
Joelh
o
▪ Teste de Deslizamento
patelofemoral (Sinal de Clarke)
Indicação: Suspeita de disfunção patelofemoral
Método: Em DD, joelho estendido. O examinador
coloca a mão ao redor da patela, pedindo ao
paciente uma contração isométrica do quadríceps, e
se opõe à tendência da patela se movimentar
superiormente.
Resultado: Dor retropatelar e incapacidade do
indivíduo de manter a contração.
JOELHO
Testes 
especiais para 
tornozelo e 
pé
▪ Teste de estresse em varo
Indicação: Integridade dos ligamentos laterais do 
tornozelo (talofibular anterior e posterior).
Método: Em DD ou sentado com o tornozelo em 
flexão plantar, o examinador estabiliza a
perna e realiza inversão do calcâneo ao 
máximo.
Resultado: Abertura ou oscilação lateral do tálus 
indica instabilidade e possível lesão dos ligamentos.
TORNOZELO
14/03/2024
10
Testes 
especiais para 
tornozelo e 
pé
▪ Teste de estresse em valgo
Indicação: Integridade das estruturas mediais 
do tornozelo (ligamento deltoide).
Método: Em DD ou sentado, o tornozelo em flexão
plantar, o examinador estabiliza a perna e realiza
eversão do calcâneo ao máximo.
Resultado: Abertura ou oscilação medial do tálus
indica instabilidade e possível lesão do ligamento.
PALMER, M. L. & EPLER, M. E. Fundamentos das Técnicas de Avaliação
Musculoesquelética. 2. ed. p. 42-62, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan,
2000
 Referência

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