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PARA RAIOS DE LINHA Os raios trazem uma série de riscos para as pessoas, animais, equipamentos e instalações. Mesmo antes de um raio cair já existe perigo. Antes de cair um raio, as nuvens estão “carregadas de eletricidade” e, se por baixo da nuvem tivermos, por exemplo, uma cerca muito comprida, os fios da cerca também ficarão “carregados com eletricidade”. Se uma pessoa ou animal tocar na cerca irá tomar um choque elétrico, que em alguns casos poderá ser fatal. Os equipamentos elétricos e telefônicos sofrem muito com os raios. Estes equipamentos são projetados para trabalhar com uma “voltagem” especificada. Quando um raio cai perto ou sobre as redes telefônicas, redes elétricas e antenas, ele provoca o aparecimento de “voltagens” elevadas nos equipamentos, muito acima do valor para o qual eles foram projetados e geralmente ocorre sua queima. O raio é um fenômeno de natureza elétrica sendo produzido por nuvens do tipo “cumulunimbus” que tem formato parecido com uma bigorna e chegam a ter 12 Km de altura e vários quilômetros de diâmetro. As tempestades com trovoadas se verificam quando certas condições particulares (temperatura, pressão, umidade do ar, velocidade do vento, etc.), fazem com que determinado tipo de nuvem se torne eletricamente carregada internamente. O mecanismo de auto produção de cargas elétricas vai aumentando de tal modo que dá origem a uma onda elétrica (raio), que partirá da base da nuvem em direção ao solo, buscando locais de menor potencial, definindo assim uma trajetória ramificada e aleatória. Esta primeira onda caracteriza o choque líder que define sua posição de queda entre 20 a 100m do solo. A partir deste estágio, o primeiro choque do raio deixou um canal ionizado entre a nuvem e o solo que dessa forma permitirá a passagem de uma avalanche de cargas com corrente de pico em torno de 20.000 Ampères. Após esse segundo choque violento das cargas elétricas passando pelo ar, provocam o aquecimento deste meio, até 30.000 °C, provocando assim a expansão do ar (Trovão). Neste processo os elétrons retirados das moléculas de ar, retornam, fazendo com que a energia seja devolvida sob a forma de (Relâmpago). As descargas atmosféricas podem ser ascendentes (da terra paras a nuvem) ou descendentes (da nuvem para a terra) ou ainda entre nuvens. O Brasil é um país continental, com enormes dimensões. São cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e as condições meteorológicas mudam muito de uma região para outra. Nós temos a região praticamente equatorial, na Amazônia e parte do Nordeste, temos uma parte tropical e temos uma parte até subtropical, no Sul. Em função disso, as tempestades e os tipos de tempestades e a incidência de raios são diferentes. Nós temos, por exemplo, regiões com incidência de raios pouco acima de zero raio por quilômetro quadrado por ano, ou seja, quase não ocorrem raios ou então o fenômeno acontece a cada dois ou três anos. Por outro lado, temos regiões onde caem 20 raios por quilômetro quadrado por ano. As redes de distribuição estão vulneráveis a ação de descargas elétricas atmosféricas, que podem vir a ocorrer, tanto na rede quanto em sua proximidade, provocando sobretensões no sistema e vindo a causar danos na rede e em equipamentos acoplados a ela. As descargas atmosféricas correspondem a uma das principais causas de interrupções e desligamentos nas redes de energia elétrica no Brasil (SILVA NETO, 2004). As sobretensões também podem ter origem interna, ocasionadas por manobras de chaves seccionadoras e disjuntores, chaveamento de grandes bancos de capacitores ou mesmo a saída de grandes blocos de cargas do sistema de energia. O equipamento utilizado para estabilizar os níveis de tensão a valores compatíveis com o perfeito funcionamento do sistema são os pára-raios, que hoje são amplamente utilizados nas redes de distribuição e transmissão (MAMEDE FILHO, 2005). O pára-raios é, em suma, um resistor não linear que muda sua resistência conforme o nível de tensão aplicado. Ele e construído para não permitir a interrupção da transmissão de energia, mas faz com que a tensão se estabilize no nível desejado, permitindo o escoamento para a terra, das altas correntes induzidas, provenientes das descargas atmosféricas (SILVA NETO, 2004). Definição Geral de Para-raios Para prevenir os danos provocados pelas descargas atmosféricas sobre as redes de transmissão e distribuição, utiliza-se o pára-raios, que é um dispositivo com características não lineares dos elementos constituídos na sua fabricação. O objetivo básico é conduzir correntes provenientes de descargas atmosféricas devido às tensões induzidas nas redes e em seguida interromper as correntes subsequentes, isto é, aquelas que sucedem às correntes de descargas após a sua condução para a terra (MAMEDE FILHO, 2005). Apesar de existirem outros tipos de materiais utilizados na fabricação de para-raios cujas pesquisas vêm avançando no sentido de descobrir novos materiais cada vez mais eficientes, os mais empregados são: o carboneto de silício e o oxido de zinco, cada um com propriedades não lineares de resistência específicas (BUENO et al, 2000). Atualmente o desenvolvimento tecnológico e experiência prática resultaram em três diferentes tipos de pára-raios, os quais se diferenciam basicamente pelo tipo de invólucro utilizado: ■ Pára-raios com invólucros em porcelana ■ Pára-raios com invólucros do tipo polimérico ■ Pára-raios encapsulados com isolamento a SF6. Podem ser especialmente especificados e construídos para atender os seguintes requisitos e aplicações: ■ Excelente comportamento em ambientes altamente poluídos, o que permite sua instalação em regiões litorâneas ou em áreas de forte poluição industrial ■ Alta estabilidade mecânica, o que permite por exemplo, sua utilização em regiões sujeitas a abalos sísmicos ■ Dispositivo de alívio de pressão extremamente seguro para utilização em locais, onde se requer uma proteção especial. Pára-raios para todas aplicações Pára-raios para aplicações especiais também são possíveis, entre as quais podemos mencionar: ■ Para motores e transformadores a seco, extremamente sensíveis a sobretensões ■ Para sistemas de tração AC e DC, os quais necessitam de pára-raios e limitadores resistentes a vibrações ■ Modelos de alta resistência a curto circuitos para proteção de geradores em centrais elétricas ■ Pára-raios blindados para subestações de alta tensão isoladas a SF6 ■ Para tiristores em sistema de transmissão CC em AT ■ Para banco de capacitores em compensadores estáticos ■ Para sistemas de iluminação de aeroportos ■ Para fornos elétricos em indústrias metalúrgicas, siderúrgicas e de vidro ■ Para equipamentos de laboratórios de ensaios. Devem oferecer segurança sob condições climáticas extremas Quando bem especificados e a depender da região a serem instalados, o pára-raios devem suportar temperaturas extremas que podem variar de – 50 °C até 40 °C. Resistência ao vento e ao meio ambiente Pára-raios com invólucro polimérico são particularmente resistentes a poluição e condições ambientais adversas. O invólucro Polimérico consiste de um tubo de material plástico reforçado por fibra de vidro sobre o qual se encontra moldada a borracha de silicone. Esses materiais oferecem uma série de vantagens, como um comportamento de alívio de pressão extremamente confiável e alta resistência mecânica – mesmo após a atuação do sistema de alívio de pressão. A utilização de invólucros poliméricos constituídos de FRP (fibra de vidro) e borracha siliconada traz as seguintes vantagens adicionais: ■ Elevado desempenho/performance em ambientes poluídos ■ Flexibilidade na fase de montagem devido ao peso reduzido do pára-raios A Borracha Siliconada tem sido empregada há mais de 25 anos como material isolante para instalações ao tempo com sucesso, mesmo sob severas condições climáticas e ambientais.Atualmente é o material polimérico mais amplamente utilizado para equipamentos de alta tensão ao tempo. O silicone é altamente hidrofóbico - Moléculas apolares que não apresentam regiões carregadas capazes de induzir atração às moléculas de água (polares) e, portanto, são insolúveis. Existem vários tipos de materiais poliméricos com esta propriedade, porém a maioria deles perde sua propriedade hidrofóbica após um tempo relativamente curto. Somente o silicone é capaz de conservar essa propriedade durante toda sua vida. Isto resulta num elevado tempo de vida útil. TESTE EM LABORATÓRIO Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31