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Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Unidade 1
Design Thinking: Métodos e Ferramentas
Aula 1
Pensamento criativo e o conceito de Design Thinking
Pensamento criativo e o conceito de Design Thinking
Este conteúdo é um vídeo!
Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante! Desejamos boas-vindas a você!
Antes de iniciarmos seu aprendizado sobre Design Thinking e Inovação dos Modelos de
Negócios, é importante que você saiba que esta disciplina proporciona uma visão abrangente
dos métodos e ferramentas essenciais para abordar desa�os empresariais de maneira criativa e
centrada no usuário.
Aqui, você conhecerá o conceito de Design Thinking e suas possíveis aplicações, além das
etapas e da prática do Design Thinking, compreendendo também como de�nir e materializar a
ideia de pensamento criativo no contexto prático. Você será capaz, portanto, de identi�car as
necessidades dos clientes, modelar soluções e aprimorar iterativamente a criação de produtos e
serviços competitivos.Logo, estudar o conceito de Design Thinking, suas etapas e práticas, além
de explorar a de�nição e tangibilização da ideia de pensamento criativo é essencial para
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
desenvolver soluções inovadoras centradas no ser humano. Isso permite abordar problemas
complexos de maneiras criativas e e�cazes, fomentando a inovação, a colaboração e a
capacidade de resposta rápida às necessidades em constante mudança dos usuários e dos
mercados.
É possível que você esteja se perguntando sobre como fazer a aplicação prática dessas
habilidades em uma empresa. A resposta pode ser mais simples do que você imagina! No
decorrer da aula, você será desa�ado a se colocar como o consultor responsável por direcionar
uma startup focada em desenvolver apps para facilitar a vida de pessoas idosas, chamada “Sinto
o Bem”. Assim, ao �nal, você compreenderá como pode aplicar o Design Thinking e quais os
benefícios dessa abordagem para as organizações, para os novos modelos de negócios e,
inclusive, para a sociedade!
Portanto, dedique-se ao aprendizado, destaque suas habilidades adquiridas e saiba que elas não
apenas moldarão sua visão pro�ssional, mas também estimularão sua criatividade e coragem
para explorar novas oportunidades.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Antes de conhecermos o que é o Design Thinking, é necessário compreendermos que, na
atualidade, vivemos em um mercado muito competitivo e altamente conectado, no qual os
limites do mundo tornam-se mínimos e a comunicação e virtualização das formas de consumo
são constantes e intensas. É nesse mercado competitivo e ativo que o Design Thinking se
encontra, trazendo diferenciação para as empresas por meio da inovação e da criatividade e
agregando valor para os consumidores.
Mas, a�nal, o que é Design Thinking? 
O design thinking é uma abordagem à inovação centrada no ser humano que visa formular ideias
criativas e modelos de negócios e�cazes, concentrando-se nas necessidades das pessoas. A
ideia básica por trás do Design Thinking é aplicar as abordagens e métodos ao desenvolvimento
de inovações (é o sentido de design — criação) mantendo, ao mesmo tempo, uma análise
sistemática e baseada em fatos da adequação e da viabilidade econômica delas — assim como
o que um pesquisador faz (a contraparte thinking — criticismo). (MULLER-ROTERBERG, 2021, p.
18) 
O Design Thinking é uma abordagem centrada no ser humano para inovação e solução de
problemas que combina empatia pelo contexto dos usuários, criatividade na geração de ideias e
racionalidade na prototipagem e teste de soluções. Este processo visa descobrir necessidades
não atendidas e desenvolver soluções práticas que respondam a essas necessidades de maneira
e�caz e viável.
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
É importante saber que o Design Thinking é um processo iterativo, pois pode repetir uma
sequência de operações diversas vezes, ajustando e re�nando a abordagem com base no
feedback obtido a cada ciclo, visando melhorar o resultado �nal.
A jornada do designer começa quando ele percebe os desejos e as necessidades do cliente,
identi�cando uma falta que ele pode suprir para os consumidores, pensando na perspectiva do
usuário. Quando o designer entende como pode suprir essas necessidades, ele passa a ter
inúmeras ideias de como poderá criar um produto ou serviço que atenda à demanda identi�cada.
Esse processo envolverá muitíssima criatividade.
Logo, o modelo do Duplo Diamante, de Muller-Roterberg (2021), estrutura um processo para o
Design Thinking, que é descrito em quatro fases principais dentro de dois diamantes. Cada
diamante representa uma fase de expansão (divergência) e consolidação (convergência) de
ideias. As fases do processo são:
Descobrir
A primeira fase do primeiro
diamante, focada em abrir o leque
de pesquisa e entendimento,
buscando compreender o usuário,
o problema e o contexto. Na
prática deve-se trabalhar na
criação de um mapa de empatia
do público-alvo e, também, realizar
pesquisas de mercado.
De�nir
A segunda fase, que fecha o
primeiro diamante, onde as
informações coletadas na fase de
descoberta são analisadas e
sintetizadas para de�nir
claramente o problema a ser
resolvido e para qual público-alvo.
Na prática, os dados devem ser
muito bem analisados e as partes
interessadas devem de�nir
claramente o problema a ser
solucionado, colocando o cliente
no centro. Além disso deve-se
conhecer o cliente, de forma
empática e de�nir a persona
adequada.
Desenvolver A primeira fase do segundo
diamante, uma fase de ideação
onde soluções são geradas,
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
exploradas e iteradas, baseando-
se no problema de�nido
anteriormente. Na prática
acontecem os momentos de
ideação, no quais o foco é gerar
ideias inovadoras e criativas para
sanar o s problemas do cliente.
métodos como o brainstorming
são aplicados neste momento. E,
os protótipos são desenvolvidos e
experimentados pelo público-alvo.
Entregar
A última fase, que conclui o
segundo diamante, foca em
prototipagem rápida e testes das
soluções desenvolvidas,
�nalizando com a implementação
da solução escolhida. Na prática
os protótipos são testados e os
feedbacks dos usuários que
testaram são analisados e, caso
necessário, corrigidos e
adaptados para serem inseridos
nomercado em maior escala.
Quadro 1 | Fases do processo do modelo Duplo Diamante.
Este modelo do Duplo Diamante destaca a importância de alternar entre o pensamento
divergente e convergente ao longo do processo de Design Thinking, proporcionando um
framework claro para inovação e resolução de problemas. Logo, é importante de�nir que o
pensamento divergente é caracterizado pela geração de muitas ideias diferentes em resposta a
um problema, estimulando a criatividade e a exploração de várias possibilidades sem limitações.
Por outro lado, o pensamento convergente foca na avaliação e seleção das melhores ideias
geradas, direcionando para soluções mais viáveis e aplicáveis, re�nando o foco para atender ao
objetivo de�nido.
Sendo assim, o pro�ssional começa a desenvolver protótipos, que são testes para veri�car se
aquele produto ou serviço está no caminho certo. Nesse momento, os feedbacks dos clientes
são mais do que bem-vindos, pois trarão o olhar do cliente, sua perspectiva e opiniões perante o
protótipo, possibilitando ajustes, alinhamentos e, claro, a melhoria contínua daquilo que se está
testando.
Para além das técnicas particulares do design, esse enfoque em sanar uma necessidade é
enriquecido por uma mentalidade que, com um propósito determinado, analisa a
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃOquer melhorar a situação e inovar, mas não sabe
como começar a resolver a situação. Para a sorte de Samira, você sabe o que fazer e, assim,
sugeriu o uso de um mapa de empatia. Logo, para abordar essa situação, é importante
considerar as perspectivas dos principais envolvidos no e-commerce: 
Mapa de Empatia
O que eles veem:
Os clientes veem atrasos
nas entregas de seus
pedidos.
Os colaboradores da
empresa veem um processo
de logística desorganizado.
Samira, a proprietária, vê
uma queda nas vendas e
clientes insatisfeitos.
O que eles ouvem:
Os clientes ouvem desculpas
e explicações sobre os
atrasos nas entregas.
Os colaboradores ouvem
reclamações de clientes e
pressão para melhorar o
processo de entrega.
 Samira ouve feedback
negativo de clientes e
colaboradores.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
O que eles falam e fazem:
Os clientes podem reclamar
nas redes sociais ou no
suporte ao cliente.
Os colaboradores podem
discutir a necessidade de
melhorias na logística.
Samira pode tentar encontrar
soluções para resolver os
atrasos e recuperar a
satisfação dos clientes.
O que eles pensam ou sentem:
Os clientes podem estar
frustrados com os atrasos e
considerando comprar de
concorrentes.
Os colaboradores podem
sentir estresse devido à
pressão e às preocupações
com a e�ciência.
Samira pode estar
preocupada com o impacto
negativo nas vendas e a
reputação da empresa.
Dores (frustrações):
Os clientes estão frustrados
com os atrasos, o que afeta
sua experiência de compra.
Os colaboradores enfrentam
o estresse de lidar com a
logística problemática.
Samira está preocupada
com a queda nas vendas e a
satisfação do cliente.
Ganhos sociais e emocionais
(desejos):
Os clientes desejam
entregas pontuais e uma
experiência de compra sem
complicações.
Os colaboradores desejam
um processo de logística
e�ciente, para reduzir o
estresse.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Samira deseja melhorar a
reputação da empresa,
aumentar as vendas e a
satisfação dos clientes.
Quadro 2 | Mapa de empatia e-commerce Madona.
Ao usar o mapa de empatia, a equipe pode se colocar no lugar dos clientes, dos colaboradores e
da proprietária, compreendendo melhor suas necessidades, dores e desejos. Isso é essencial
para identi�car soluções centradas no usuário e inovar no processo de entrega, pois agora
sabem em qual caminho seguir, podendo realizar um brainstorming e dar sequência à resolução
da situação.
Saiba mais
Assista ao �lme The Intern (Um Senhor Estagiário, em português), de 2015, que conta a história
de Ben Whittaker (Robert De Niro), um viúvo aposentado de 70 anos que, em busca de algo para
preencher o vazio em sua vida, decide se tornar estagiário sênior em uma empresa de comércio
eletrônico da moda, liderada por Jules Ostin (Anne Hathaway). Apesar da disparidade geracional
e do ceticismo por parte dos colegas mais jovens, Ben torna-se uma �gura valiosa, oferecendo
sua experiência, habilidades e perspectiva única para a empresa. O �lme aborda a interação entre
gerações no local de trabalho, mas também toca em temas de inovação e colaboração,
explorando como diferentes perspectivas podem contribuir para a criação de produtos e serviços
melhores.
Realize a leitura do Capítulo 3 – Geração de ideias – do livro de Ambrose e Harris, Design
thinking, e conheça casos reais de ideias fomentadas com base na metodologia do Design
Thinking. Acesse-o na Biblioteca Virtual. 
Para compreender o Design Thinking e suas experiências na prática, leia o case escrito por
Brandão et al., intitulado Experiência de compra online: explorações a partir do Design Thinking,
publicado pela revista Ergodesign & HCI.
Referências
AMBROSE, G.; HARRIS, P. Design thinking. Porto Alegre: Bookman, 2011. 
BRANDÃO, M. S. et al. Experiência de compra online: explorações a partir do Design
Thinking. Ergodesign & HCI, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 20-46, jun. 2020. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.22570/ergodesignhci.v8i1.1437. Acesso em: 18 out. 2023. 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788577808267/pageid/49
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788577808267/pageid/49
http://dx.doi.org/10.22570/ergodesignhci.v8i1.1437
http://dx.doi.org/10.22570/ergodesignhci.v8i1.1437
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
LIEDTKA, J.; OGILVI, T. A magia do Design Thinking: um kit de ferramentas para o crescimento
rápido da sua empresa. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019. 
MULLER-ROTERBERG, C. Design Thinking para leigos: os primeiros passos para o sucesso. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2021.
Aula 5
Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
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conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
Para desenvolver a competência desta unidade, relacionada a utilizar os métodos e as
ferramentas do Design Thinking para a elaboração de projetos de inovação nos negócios, você
conheceu os conceitos fundamentais dessa abordagem. A seguir, vamos retomar pontos
importantes do Design Thinking:
Conceito de Design Thinking e possíveis aplicações: sua jornada de aprendizagem
começou com os fundamentos do Design Thinking, que pode ser de�nido como uma
metodologia que se concentra em resolver problemas e impulsionar a inovação, com foco
nas pessoas, enfatizando a empatia, a colaboração e a experimentação. Essa abordagem
prioriza as necessidades dos usuários �nais, sendo esse um elemento central do processo
de design, visando a criar soluções e�cazes, signi�cativas e que causem impacto. Logo,
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
você compreendeu o conceito de Design Thinking e suas aplicações variadas em diferentes
contextos empresariais.
Etapas e a prática do Design Thinking: nesse ponto das aulas, você conheceu as etapas e
práticas essenciais do Design Thinking, compreendendo como aplicá-las em cenários reais
e aprendendo sobre a lógica do Duplo diamante.
De�nição e materialização da ideia de pensamento criativo: o pensamento criativo é uma
peça-chave no Design Thinking. Nesta unidade, você aprendeu a dar forma e expressão a
ideias inovadoras, entendendo como elas se encaixam nessa abordagem.
De�nição de problemas e idealização de soluções: esse é o cerne do processo, no qual
você entendeu como identi�car problemas e desenvolver soluções inovadoras. Nesse
ponto, temos o brainstorming para auxiliar nossa jornada de ideação.
Do insight à entrega de valor: vimos como identi�car oportunidades a partir do exercício da
empatia. A empatia é a ferramenta-chave para identi�car oportunidades e criar soluções
valiosas com o uso do mapa de empatia.
Prototipagem e teste como ciclo de aprendizado e iteração de soluções: você aprendeu a
criar protótipos e realizar testes para aprimorar suas soluções continuamente.
De�nição de cronogramação, escopo, estratégia e ritos de acompanhamento: a partir
desses conhecimentos, você viu como garantir que seus projetos sejam gerenciados de
maneira e�caz, seguindo um caminho claro ao utilizar ferramentas modernas a acessíveis.
De�nição de papéis – designer thinker (líder), equipe e stakeholders: esta unidade abordou
os papéis e a dinâmica da equipe na implementação de soluções.
Frameworks ágeis e método Lean Startup: você aprendeu a explorar estruturas ágeis e o
Lean Startup para otimizar seus processos.
Estudo de caso e de�nição da persona: entendemos como usar estudos de caso e
personas para aprofundar a compreensão do público-alvo.
Mapa de empatia e imersão como ferramentas de de�nição de problemas: vimos de que
modo ferramentas como o mapa de empatia e a imersão ajudarão a de�nir os problemas
de forma mais precisa.
Workshops ágeis,brainstormings e pesquisas para popular backlog: entendemos a
importância das sessões de brainstorming e de usar pesquisas para enriquecer o backlog.
Lembre-se de que o Design Thinking é uma abordagem prática, e essas disciplinas interligadas
vão prepará-lo para criar soluções arrojadas, que impulsionarão a inovação nos negócios. A
aplicação desses conhecimentos levará a projetos de sucesso.
O foco de nossa unidade foi, portanto, que você conhecesse o conceito, as metodologias e as
ferramentas de Design Thinking e metodologias de projetos, compreendendo suas aplicações
dentro das organizações.
Continue aprendendo e aplicando seus conhecimentos, assim você estará pronto para enfrentar
desa�os do mundo real e contribuir para a inovação nos negócios de forma signi�cativa!
Desejamos o melhor em sua jornada de aprendizado!
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
É Hora de Praticar!
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Estudo de caso: Eat+ – Inovação no mercado de catering
Você já ouviu falar sobre catering? Catering é um serviço que envolve o fornecimento de comida
e bebida para eventos, reuniões, festas e ocasiões especiais. Empresas de catering oferecem
uma variedade de opções, desde refeições completas até aperitivos e bebidas que são
preparadas e servidas no local do evento ou entregues prontas para consumo.
O objetivo do catering é proporcionar uma experiência gastronômica de alta qualidade, que
atenda às necessidades dos clientes em termos de sabor, apresentação e serviço, sem que eles
precisem se preocupar com o preparo ou a logística de alimentos e bebidas durante o evento. É
comumente usado em casamentos, festas de aniversário, conferências, reuniões de negócios e
outros tipos de celebrações e encontros sociais ou corporativos.
A Eat+ é uma empresa de catering que há anos atua no setor de eventos, fornecendo serviços de
alimentação para festas, casamentos e eventos corporativos. Recentemente, a empresa
enfrentou desa�os decorrentes da concorrência crescente no mercado, com novas organizações
oferecendo alta qualidade a preços competitivos. Para enfrentar esse problema e buscar
oportunidades de inovação, a Eat+ decidiu adotar a abordagem do Design Thinking em seu
processo.
Portanto, a equipe da Eat+ iniciou o processo familiarizando-se com os princípios do Design
Thinking e sua aplicação em negócios, mas tudo ainda é muito novo e confuso para o time da
empresa. Sendo assim, você foi designado a auxiliar o Jonas, responsável pela equipe de
inovação, atuando como consultor de Design Thinking!
Vamos ao trabalho?
Quais os pontos do Design Thinking que mais chamaram sua atenção em relação à
diferenciação das ferramentas usuais?
Você aplicaria o conceito de Design Thinking e suas ferramentas na prática?
O quão relevante é o pensamento criativo para as empresas de hoje buscarem
diferenciação dentro do mercado a que atendem? 
A Eat+, guiada por sua consultoria, compreendeu que a abordagem do Design Thinking poderia
ajudá-los a repensar suas práticas e identi�car oportunidades de diferenciação em um mercado
competitivo. Vejamos, a seguir, como se deu esse processo:
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Etapas e a prática do Design Thinking: as etapas do Design Thinking foram
cuidadosamente seguidas: de�nição do problema, geração de ideias, prototipagem, teste e
iteração contínua.
De�nição e materialização da ideia de pensamento criativo: a equipe da Eat+ promoveu
uma cultura de inovação, fomentando o pensamento criativo e incentivando todos os
funcionários a contribuir com ideias e soluções inovadoras, por meio de brainstormings.
De�nição de problemas e idealização de soluções: o problema principal da alta
concorrência foi identi�cado. As soluções envolveram não apenas a criação de novos
cardápios, mas também a melhoria da experiência do cliente (Experiência do Usuário –
UX).
Do insight à entrega de valor, pensando em como identi�car oportunidades a partir do
exercício da empatia: a equipe praticou a empatia, conversando com clientes, entendendo
suas necessidades e desejos e utilizando esses insights para criar soluções mais alinhadas
com as expectativas do público.
Prototipagem e teste como ciclo de aprendizado e iteração de soluções: foram criados
protótipos de novos serviços e cardápios; além disso, testes frequentes foram realizados
para ajustar e aprimorar as soluções.
De�nição de cronogramação, escopo, estratégia e ritos de acompanhamento: um plano
detalhado foi estabelecido, incluindo datas de implementação, escopo das mudanças e
estratégias de comunicação. Ritos de acompanhamento avaliaram regularmente o
progresso. No caso da empresa, decidiram utilizar a ferramenta Trello para montar um
cronograma compartilhado com todos os envolvidos no projeto. Também usaram a
ferramenta XMind para mapear e esquematizar o escopo, e montaram no MindMeister o
alinhamento da estratégia. Por �m, o Microsoft Teams foi o escolhido para reuniões de
acompanhamento.
De�nição de papéis – designer thinker (líder), equipe e stakeholders: a função de designer
thinker foi atribuída ao líder de inovação da equipe, Jonas, encarregado de coordenar o
processo. A equipe trabalhou em colaboração com partes interessadas internas e externas.
Frameworks ágeis e o método Lean Startup: elementos de métodos ágeis e do Lean
Startup foram adotados para otimizar a implementação das soluções.
De�nição da persona: a Eat+ buscou, com muita imersão e iteração, observar e analisar
seus clientes para entender melhor os per�s de cada um e, assim, de�nir personas
detalhadas para orientar as inovações.
Mapa de empatia e imersão como ferramentas de de�nição de problemas: o mapa de
empatia e sessões de imersão ajudaram a identi�car as preocupações e os desejos dos
clientes, ajudando na de�nição de problemas especí�cos.
Workshops ágeis, brainstormings, pesquisas para popular backlog e resolução do problema
de concorrentes com alta qualidade e bom preço: a Eat+ realizou workshops e
brainstormings para gerar ideias inovadoras e pesquisou práticas e�cazes para enfrentar
concorrentes com alta qualidade a preços competitivos.
Como resultado desse processo, a Eat+ conseguiu reformular sua oferta de catering, oferecendo
menus mais diversi�cados, melhorando a experiência do cliente e mantendo preços
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
competitivos. Essas mudanças não apenas ajudaram a reter os clientes existentes, mas também
atraíram um novo público, consolidando a Eat+ como líder no setor de catering.
Este estudo de caso demonstra como o Design Thinking pode ser aplicado com sucesso para
superar desa�os e criar oportunidades de inovação em um mercado competitivo.
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
AMBROSE, G.; HARRIS, P. Design thinking. Porto Alegre: Bookman, 2011. 
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
BRANDÃO, M. S. et al. Experiência de compra online: explorações a partir do Design
Thinking. Ergodesign & HCI, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 20-46, jun. 2020. ISSN 2317-8876. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.22570/ergodesignhci.v8i1.1437. Acesso em: 18 out. 2023. 
BROWN, T. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o �m das velhas ideias. Rio
de Janeiro: Alta Books, 2020. 
FAUSTO, I. R. S.; SILVA, M. G.; LETA, F. R.; BRAZ, R. M. M. Avaliação de desempenho do aplicativo
Brinka para crianças com neurodiversidade: uma proposta de desenvolvimento com Design
Thinking e Lean Startup. Meta: Avaliação, Rio de Janeiro, v. 15, n. 47, p. 333-350, abr./jun. 2023.
Disponível em: https://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/view/4233.
Acesso em: 18 out. 2023. 
HAUBERT, B.; SCHREIBER, D.; PINHEIRO, C. M. P. Combinando o Design Thinking e a criatividade
no processo de inovação aberta. Revista Gestão e Planejamento,Salvador, v. 20, p. 73-89,
jan./dez. 2019. Disponível em: https://revistas.unifacs.br/index.php/rgb/article/view/4823.
Acesso em: 17 out. 2023. 
LIEDTKA, J.; OGILVI, T. A magia do Design Thinking: um kit de ferramentas para o crescimento
rápido da sua empresa. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019. 
MELLO, C. M.; ALMEIDA NETO, J. R. M.; PETRILLO, R. P. Para compreender o Design Thinking. 1.
ed. Rio de Janeiro: Processo, 2021. E-book. Disponível em:
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/194484/pdf/0?
code=MXo9MWF8RJqQeM8LJi0D2cx4k1k0I/BC0ec0I/G35Y0O5wc2Qc9NSTUIodGaIQ4nJsQlvRB
Ide/YB0iKCJEz8w==. Acesso em: 18 out. 2023. 
MULLER-ROTERBERG, C. Design Thinking para leigos: os primeiros passos para o sucesso. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2021. 
RUIZ, C. R. Criação de um modelo Canvas para planejamento acadêmico aliado a ferramentas de
Design Thinking. Revista on-line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 23, n. 2, p. 321-
327, maio/ago. 2019. Disponível em: https://doi.org/10.22633/rpge.v23i2.11762. Acesso em: 16
out. 2023.
,
Unidade 2
Criatividade como Processo de Aprendizado e de Gerenciamento
Aula 1
Criatividade: como gerenciar pessoas em prol da inovação
Criatividade: como gerenciar pessoas em prol da inovação
http://dx.doi.org/10.22570/ergodesignhci.v8i1.1437
https://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/view/4233
https://revistas.unifacs.br/index.php/rgb/article/view/4823
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/194484/pdf/0?code=MXo9MWF8RJqQeM8LJi0D2cx4k1k0I/BC0ec0I/G35Y0O5wc2Qc9NSTUIodGaIQ4nJsQlvRBIde/YB0iKCJEz8w==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/194484/pdf/0?code=MXo9MWF8RJqQeM8LJi0D2cx4k1k0I/BC0ec0I/G35Y0O5wc2Qc9NSTUIodGaIQ4nJsQlvRBIde/YB0iKCJEz8w==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/194484/pdf/0?code=MXo9MWF8RJqQeM8LJi0D2cx4k1k0I/BC0ec0I/G35Y0O5wc2Qc9NSTUIodGaIQ4nJsQlvRBIde/YB0iKCJEz8w==
https://doi.org/10.22633/rpge.v23i2.11762
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Ponto de Partida
Caro estudante, boas-vindas!
Damos início a esta unidade, na qual exploraremos conceitos fundamentais e exemplos
inspiradores que demonstrarão o papel crucial da criatividade na inovação e no sucesso das
organizações.
Estudar os conceitos de inovação e criatividade é essencial para entender como gerar valor por
meio da geração de ideias novas e úteis. Ao compreender essas habilidades, os pro�ssionais
podem desenvolver projetos de inovação que envolvam a rede de pesquisadores em grandes
indústrias, renovando continuamente o repertório do time interno e mantendo a competitividade
no mercado em constante evolução.
Iniciaremos nossa exploração focando na aplicação da soft skill criatividade e na geração de
valor por meio da inovação, de�nindo de maneira clara e detalhada os conceitos de inovação e
criatividade, a �m de proporcionar uma base sólida para a compreensão dos tópicos
subsequentes.
A partir disso, tomaremos conhecimento da interessante área dos projetos de inovação, que
mobilizam redes de pesquisadores em grandes indústrias. Analisaremos exemplos inspiradores
de como esses projetos podem levar vitalidade e novas perspectivas ao repertório do time
interno, resultando em soluções revolucionárias.
Nesse contexto, a �m de se colocar em uma situação pro�ssional prática, você será a pessoa
responsável por auxiliar a “IMP”, uma startup que trabalha com impressão 3D. Seu papel será
liderar a equipe, ajudando-a a contornar a seguinte situação: a IMP está encontrando di�culdades
no mercado, uma vez que percebe que todos os seus produtos possuem similares junto à
concorrência, fazendo com que a empresa, mesmo com um conceito inovador, seja “mais do
mesmo”. Pense acerca dos conceitos de inovação e criatividade, analise projetos de inovação
que envolvam a colaboração do time interno da startup e considere de que modo poderiam
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
renovar as ideias e trazer novos conceitos. Pondere, inclusive, sobre a possibilidade de
estabelecer parcerias de pesquisa com grandes empresas, pois tudo pode ser uma oportunidade
para auxiliar a IMP. Tenha em mente que o objetivo central é contornar essa situação na IMP e
gerar valor aos clientes.
Ao longo desta aula, convidamos você a re�etir sobre o potencial da criatividade como uma
habilidade essencial, que pode transformar não apenas a IMP e outras empresas, mas também
nossas vidas.
Buscaremos instrumentalizá-lo a aplicar esses conceitos no mundo real, criando um ambiente
que valorize a criatividade e promova a inovação.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Para começarmos, apresentaremos uma excelente conceitualização da criatividade. Fascioni
(2021, p. 35) nos traz que:
A inovação e a criatividade estão sempre relacionadas porque é preciso gerar ideias para que
seja possível inovar. Sugiro aqui uma alternativa à de�nição do dicionário: Criatividade é a
capacidade de recombinar informações de maneira original. Há variações em que a de�nição
indica que a criatividade resolve problemas. Do meu ponto de vista, a ideia pode ser nova e não
resolver problema algum, como uma obra de arte, por exemplo. Pode ser apenas uma expressão,
uma brincadeira, um exercício; ainda assim é fruto do pensamento criativo. 
Criatividade é, portanto, a capacidade de gerar ideias, conceitos ou soluções originais,
inovadoras e úteis. Envolve as habilidades de pensar de forma não convencional, de fazer
conexões inesperadas e de desenvolver novas abordagens para resolver problemas, criar
produtos ou produzir obras artísticas.
A criatividade é uma qualidade mental que pode se manifestar em diversas áreas da vida, desde
as artes e ciências até os negócios e o cotidiano.
Ela não se limita à habilidade de ter ideias originais, mas envolve a capacidade de transformar
essas ideias em ações concretas e e�cazes. A criatividade desempenha um papel fundamental
na inovação e no progresso da sociedade, impulsionando o desenvolvimento de novas
tecnologias, produtos e serviços, e estimulando o pensamento crítico e a resolução de
problemas. O pensamento criativo pode ser cultivado e desenvolvido por meio de práticas e
técnicas especí�cas, sendo uma habilidade valiosa em uma variedade de campos e contextos.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
A criatividade pode ser trabalhada e fortalecida, isso porque ela é uma soft skill. Soft skill é uma
habilidade interpessoal e social que não é necessariamente técnica ou especí�ca para uma
pro�ssão, incluindo habilidades de comunicação, empatia, criatividade e resolução de con�itos.
Tais habilidades são essenciais para o sucesso no local de trabalho e nas interações pessoais,
logo, nossa criatividade pode ser aperfeiçoada.
Para que isso aconteça, é necessário desenvolvê-la e aplicá-la como uma soft skill. Veja no
Quadro 1 como fazer isso: 
BENEFÍCIOS DA CRIATIVIDADE COMO APLICAR
Geração de ideias
A criatividade é o processo de gerar
ideias originais e inovadoras. É possível
utilizar ferramentas para fomentá-la,
como o brainstorming. Sem criatividade,
não haveria novas ideias para impulsionar
a inovação.
 
Resolução de problemas
A criatividade desempenha um papel
fundamental na resolução de problemas
complexos. Quando as pessoas aplicam
o pensamento criativo para encontrar
soluções não convencionais, podem
chegar a inovações.
 
Desenvolvimento de produtos
A inovação frequentemente envolve o
desenvolvimento de novos produtos ou a
melhoria de produtos existentes. Esses
avanços são resultados de abordagens
criativas para o design e a funcionalidade.
 
Processos de negócios
Acriatividade também pode ser aplicada
para melhorar os processos de negócios.
A inovação nos processos pode levar a
maior e�ciência e produtividade.
 
Vantagem competitiva
A inovação é uma fonte de vantagem
competitiva em muitos setores. As
empresas que podem criar produtos,
serviços ou processos inovadores
frequentemente superam a concorrência.
 
Adaptação a mudanças 
 
Em um mundo em constante mudança, a
inovação é essencial para se adaptar a
novos desa�os e oportunidades. A
criatividade desempenha um papel
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
fundamental na geração de novas
abordagens para enfrentar mudanças no
ambiente de negócios.
Quadro 1 | Como desenvolver e aplicar a soft skill da criatividade.
Siga em Frente...
Você consegue compreender por que a criatividade é sempre mencionada ao lado da ideia de
inovação? Oro�no (2021, p. 41) a�rma que “criatividade e inovação devem estar alinhadas com o
propósito de entregar valor para quem utilizará o produto ou o serviço”. Além disso, a verdade é
que não existe inovação sem criatividade.
A criatividade e a inovação estão intimamente relacionadas, porque a criatividade é
frequentemente o motor por trás da inovação. Assim sendo, criatividade e inovação caminham
juntas. Segundo Fascioni (2021, p. 1):
A inovação que surge da conexão entre ideias díspares, do pensamento criativo (há máquinas
treinando para isso também, mas ainda temos algum tempo de vantagem, vamos discutir mais
tarde), da combinação inusitada de conhecimento, das perguntas desconfortáveis, das dúvidas
existenciais, da empatia, do fazer arte. Nada disso as máquinas mais so�sticadas estão aptas a
fazer. 
A criatividade é o ponto de partida para a inovação, é o processo de geração de ideias e
abordagens originais, enquanto a inovação é a implementação bem-sucedida dessas ideias para
criar valor. Ambas são essenciais para o progresso e o sucesso em uma variedade de campos,
incluindo negócios, tecnologia, ciência e arte. Nesse sentido, quanto mais criatividade e inovação
tivermos, melhor!
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Figura 1 | Benefícios da criatividade somada à inovação.
Uma boa prática que vem sendo aplicada por muitas empresas são os projetos de inovação que
envolvem colaboração com pesquisadores em grandes indústrias, o que pode revigorar o
repertório do time interno de diversas maneiras. Ao trazer novas perspectivas e conhecimentos
especializados, os pesquisadores podem inspirar abordagens inovadoras e ideias criativas.
Essa colaboração pode acontecer de várias maneiras, uma delas é por meio de projetos
conjuntos de pesquisa, nos quais pesquisadores acadêmicos e pro�ssionais da indústria
trabalham juntos para resolver problemas especí�cos ou desenvolver novas tecnologias. Além
disso, programas de estágio, intercâmbio de conhecimentos e participação em eventos e
conferências também facilitam a troca de ideias e a colaboração entre acadêmicos e
pro�ssionais da indústria. Essa interação direta permite que ambas as partes se bene�ciem do
conhecimento e experiência um do outro, resultando em inovações signi�cativas e avanços
cientí�cos.
A Apple, por exemplo, se uniu à Faculdade de Saúde de Harvard e a outras instituições para
elaborar o Estudo de saúde da mulher da Apple, que serviu de base para uma das
funcionalidades estudadas para estar no Apple Watch.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Figura 2 | Aplle Watch. Fonte: Shutterstock.
Outro exemplo é a parceria entre a Toyota e o Massachusetts Institute of Technology (MIT),
conhecida como Toyota Research Institute, tem impulsionado a inovação no setor automotivo,
desenvolvendo tecnologias avançadas de inteligência arti�cial, robótica e mobilidade autônoma,
que in�uenciam diretamente a estratégia de inovação da Toyota e renovam constantemente seu
repertório tecnológico.
Conexões entre empresas e pessoas são importantes para a inovação, uma vez que a
criatividade fomenta a inovação e é produzida, justamente, por pessoas. Abrantes e Sanmartin
(2017, p. 26) a�rmam que:
No novo mercado, os líderes e executivos devem entender de gente e atuar como facilitadores de
seus talentos, crescimentos e atuações, buscando tirar o melhor de cada membro de sua equipe.
Respeito, diálogo, �exibilidade são palavras que penetraram devagar no contexto da gestão nas
últimas décadas. 
Além disso, a colaboração pode resultar em parcerias valiosas, que ampliam o acesso a
recursos, tecnologias e insights de mercado. Isso pode revitalizar o ambiente interno,
promovendo uma cultura de inovação e aprendizado contínuo. 
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Desse modo, entendemos que é essencial para as organizações reconhecerem o valor dessa
colaboração estratégica e estarem abertas a novas in�uências e oportunidades de crescimento.
Vamos Exercitar?
Como vimos, a empresa IMP enfrenta desa�os na competição de mercado devido à similaridade
de seus produtos com os concorrentes, o que resulta na percepção de que é uma alternativa
comum, igual às demais, apesar de sua abordagem inovadora. Você, como líder da equipe,
auxiliará a startup a contornar essa situação.
Sabemos que uma startup está intrinsecamente relacionada à inovação e criatividade, sendo que
esses atributos são precisamente aqueles que destacarão uma empresa no mercado. Uma
empresa de impressão 3D, como a IMP, pode gerar valor ao oferecer produtos personalizáveis e
exclusivos aos clientes. Nesse sentido, você e sua equipe pesquisaram e observaram um
aumento na demanda do ramo da saúde, chegando à conclusão de que um bom caminho seria
imprimir próteses humanas de qualidade para entrar no mercado de saúde.
Mas será que os conhecimentos do time da empresa acerca do corpo humano são su�cientes
para realizar esse trabalho? Conforme vimos nesta aula acerca da análise de projetos de
inovação, é possível que a startup realize parcerias de pesquisa com pesquisadores da área da
saúde nas universidades, trazendo viabilidade ao projeto.
Logo, a IMP pode inovar desenvolvendo designs criativos e funcionalidades exclusivas, como
peças customizadas para atender às necessidades individuais dos clientes. Dessa forma, a
empresa conseguirá se destacar no mercado, assumindo o ramo da saúde, de modo a atender às
demandas dos clientes e contribuir para um ambiente mais sustentável.
Saiba mais
Para aprender mais e conhecer histórias inspiradoras de pessoas persistentes que dominaram
soft skills e compreenderam que a criatividade e a inovação vêm do comprometimento, leia o
livro Liderança para inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural, de
Oro�no (2021). Recomendamos as páginas 20 a 25, que constituem o primeiro capítulo,
chamado Teimosia, persistência ou perseverança, valorize suas falhas.  Você encontra o livro na
Biblioteca Virtual. 
Um �lme que aborda a criatividade nos negócios é Joy: O Nome do Sucesso. Dirigido por David
O. Russell e estrelado por Jennifer Lawrence, o �lme narra a história real de Joy Mangano, uma
inventora e empreendedora de sucesso. Joy enfrentou desa�os ao criar seu próprio negócio,
especialmente ao desenvolver e comercializar produtos inovadores para o lar. O �lme ilustra a
jornada de Joy à medida que ela utiliza sua criatividade e determinação para superar obstáculos
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555205534/epubcfi/6/22[%3Bvnd.vst.idref%3DCG_MIOLO_LiderancaInovacao_cap01-1]!/4[CG_MIOLO_LiderancaInovacao_cap01-1]
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555205534/epubcfi/6/22[%3Bvnd.vst.idref%3DCG_MIOLO_LiderancaInovacao_cap01-1]!/4[CG_MIOLO_LiderancaInovacao_cap01-1]
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
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e se tornar uma empreendedora de sucesso. Ele oferece uma visão inspiradora sobre a
importância da criatividade, inovação, persistência e empreendedorismo no mundo dos
negócios.
Assista ao vídeo de Murilo Gun, uma referência em inovação e criatividade, com apalestra Murilo
Gun - Criatividade A Base da Inovação e entenda mais sobre a criatividade na atualidade.
Referências
ABRANTES, A. Intuição e criatividade na tomada de decisões. São Paulo: Trevisan Editora, 2017.
Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595450158/pageid/0. Acesso em:
22 out. 2023. 
FASCIONI, L. Atitude Pró-Inovação: prepare seu cérebro para a Revolução 4.0. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555200485/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:1. Acesso em: 22 out. 2023. 
OROFINO, M. A. Liderança para inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação
cultural. Rio de Janeiro: Alta Books, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555205534/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/4/2%4051:1. Acesso em: 22 out. 2023.
Aula 2
Geração de conhecimento e cocriação dentro das organizações
Geração de conhecimento e cocriação dentro das organizações
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Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Partida
Caro estudante, boas-vindas!
Nesta aula, abordaremos a criatividade como processo de aprendizado e gerenciamento,
entendendo a importância da geração de conhecimento e da cocriação dentro das organizações.
Iniciaremos nossas discussões re�etindo acerca da ascensão das startups no cenário
empresarial moderno. Estudar gestão do conhecimento, repositórios de informações e inovação
é crucial para startups, pois essas estratégias permitem que equipes enxutas maximizem seus
recursos e se destaquem no mercado competitivo, atraindo investidores e conquistando market
share. Além disso, reconhecer o valor do capital intelectual é fundamental para a perenidade dos
negócios, pois o conhecimento e as habilidades dos colaboradores são ativos essenciais que
impulsionam a inovação e a diferenciação no mercado, contribuindo para o sucesso a longo
prazo da empresa.
Ao longo desta aula, abordaremos em detalhes tópicos cruciais e entenderemos como as
startups ganham market share e conquistam investidores operando com equipes enxutas.
Também discutiremos a importância da gestão do conhecimento, da criação de repositórios de
informações e do estímulo à inovação para impulsionar o crescimento de negócios inovadores.
Para compreendermos melhor nosso conteúdo, você deve imaginar que faz parte da equipe da
StartNova, uma startup inovadora no ramo de �lmagens com drones. Ela busca ganhar market
share e conquistar investidores, mas a empresa, por estar começando e por ser uma startup, não
sabe exatamente como fazer isso. Você, já conhecendo a importância da inovação e criatividade
no mercado atual, vai auxiliá-la nessa jornada.
Exploraremos, ainda, o valor crítico do capital intelectual na sustentabilidade das empresas a
longo prazo, sobretudo no ambiente altamente dinâmico de hoje.
Prepare-se para uma jornada enriquecedora de aprendizado e insights que o ajudarão a
compreender melhor questões vitais no mundo dos negócios moderno.
Bons estudos! 
Vamos Começar!
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Para começar, veremos uma de�nição de startup. Nas palavras de Tajra e Ribeiro (2020, p. 46),
temos que:
Startup é uma empresa criada para resolver um problema para o qual a solução ainda não foi
totalmente encontrada e cujo sucesso não é garantido. Essas empresas, ainda em fase de
desenvolvimento e pesquisa de mercados, normalmente de base tecnológica, têm espírito
empreendedor e constantemente buscam por um modelo de negócio inovador, trabalhando em
condições de alta incerteza. 
Uma startup é uma empresa jovem e inovadora, que geralmente se destina a trazer soluções
criativas e disruptivas para o mercado. Esse tipo de empresa frequentemente opera em setores
de tecnologia e busca crescimento rápido, muitas vezes começando com recursos limitados.
Startups são conhecidas por sua agilidade, mentalidade empreendedora e disposição para
enfrentar desa�os em busca de inovação e sucesso.
Vilenky amplia nossos conhecimentos sobre o conceito de startups, trazendo a seguinte
de�nição: 
(...) é uma empresa que usa a tecnologia como um dos pilares de sua empresa para padronizar e
escalar a entrega e usa a inovação como outro pilar pensando sempre soluções criativas e
permitindo que as decisões tomadas rapidamente possam ser corrigidas com agilidade, caso
não alcancem o resultado esperado. (VILENKY, 2021, p. 7)
Você sabia que grandes empresas de hoje já foram uma pequena startup? Como exemplos,
podemos citar a Net�ix, o Airbnb, o IFood, o 99, o Nubank, dentre muitas outras.
Startups têm aumentado suas participações no mercado (o que chamamos de market share) e
vêm conquistando investidores com equipes enxutas, devido a uma combinação de fatores que
atraem os investidores na atualidade:
Inovação ágil: as startups têm a capacidade de se adaptar rapidamente a mudanças no
mercado e adotar abordagens ágeis, voltadas ao lean (posicionamento mais enxuto de
gestão), para o desenvolvimento de produtos. Isso lhes permite lançar produtos e serviços
inovadores de maneira e�ciente. Inclusive, na atualidade, temos o Lean Startup, o qual
demonstra uma gestão enxuta, clara e coesa da empresa.
Foco na necessidade do cliente: as startups geralmente começam com um foco agudo nas
necessidades dos clientes. Isso lhes permite desenvolver soluções que atendam a
problemas especí�cos e, assim, conquistar um público �el.
Tecnologia e automação: a automação e a tecnologia desempenham um papel
fundamental nas operações das startups. Isso permite que equipes menores alcancem
uma e�ciência signi�cativa em comparação com empresas tradicionais.
Modelos de negócios inovadores: startups frequentemente adotam modelos de negócios
inovadores, que permitem a escalabilidade rápida e a monetização e�caz de seus produtos
ou serviços.
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Acesso a recursos globais: com a globalização e o acesso a ferramentas on-line, as
startups podem alcançar mercados internacionais e colaborar com pro�ssionais
especializados de todo o mundo, sem a necessidade de uma grande equipe local.
Investidores interessados: há um número cada vez maior de investidores interessados em
startups, devido ao seu potencial de crescimento e inovação. Isso resulta em mais
�nanciamento disponível para startups promissoras.
Cultura empreendedora: startups geralmente cultivam uma cultura de empreendedorismo
que incentiva a criatividade, a resolução de problemas e o pensamento inovador, mesmo
com equipes pequenas. Vilenky (2021, p. 8) a�rma que:
Um pro�ssional de Startup não é apegado ao nome de cargos e tamanho de salário, exatamente
porque o que o motivou a trabalhar neste modelo de empresa foi o propósito de entregar uma
solução que auxilie milhares de pessoas.
Esses fatores combinados permitem que startups alcancem resultados notáveis com equipes
enxutas, atraindo investidores em busca de oportunidades de crescimento acelerado.
Contudo, para que isso aconteça, é importanteentender que a startup deve estar imersa em uma
cultura inovadora e empreendedora, que tenha uma atmosfera voltada para criatividade e
diferenciação dentro do mercado atual, que é altamente competitivo.
Tajra e Ribeiro (2020, p. 3) a�rmam que:
(...) as empresas devem continuamente buscar produtos e serviços inovadores para atender a
um mercado cada vez mais exigente. Para se inserir nessa onda, as empresas precisam ser
criativas e ágeis e, para tanto, necessitam de estruturas enxutas e pessoas altamente
capacitadas, criativas e inventivas. Pessoas cujas ideias inovadoras sejam uma necessidade
imprescindível para a existência continuada e o sucesso das empresas atuais e futuras.
Logo, a gestão do conhecimento nas empresas torna-se um ponto-chave, pois é necessário o
fomento de produção mental, criativa e inovadora dentro das organizações, principalmente das
startups.
Siga em Frente...
Na prática, a gestão do conhecimento envolve identi�car, organizar e compartilhar conhecimento
dentro da organização, utilizando sistemas como bases de dados internas e redes sociais
corporativas. A chave é facilitar o acesso ao conhecimento acumulado pelos funcionários,
incentivando a partilha de informações e experiências através de workshops e reuniões regulares
de compartilhamento de conhecimento.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Para fomentar a gestão do conhecimento você pode implementar um sistema para capturar,
organizar e compartilhar o conhecimento dentro da sua organização. Isso pode incluir a criação
de bancos de dados de conhecimento, a utilização de softwares de gestão de conhecimento e a
promoção de sessões regulares de compartilhamento de conhecimento entre os funcionários,
incentivando a cultura de aprendizado contínuo.
Um repositório de informações é uma plataforma centralizada onde dados, documentos, e
recursos são armazenados e organizados de forma sistemática para fácil acesso e recuperação.
Esta ferramenta é crucial para empresas que desejam gerir e�cazmente o seu conhecimento
institucional, facilitando a partilha de informações entre departamentos e equipes. Um exemplo
clássico é o uso de sistemas de gestão de conteúdo (CMS) como o SharePoint, que permite às
organizações criar, armazenar e compartilhar documentos e procedimentos operacionais padrão.
Outro exemplo é o Google Drive, usado por empresas para armazenar arquivos em nuvem,
permitindo acesso remoto e colaboração em tempo real, essencial para equipes distribuídas
geogra�camente.
Para criar um repositório e�caz, selecione uma plataforma de gestão de documentos, como o
Microsoft SharePoint ou Google Drive, e organize os documentos de maneira lógica e acessível.
Estabeleça políticas claras de documentação e categorização, e treine sua equipe no uso e
manutenção do sistema, assegurando que as informações importantes sejam facilmente
encontráveis e utilizáveis.
Por sua vez, fomentar a inovação envolve criar um ambiente que incentive a experimentação, a
criatividade e o desenvolvimento de novas ideias. Isso inclui a implementação de políticas de
gestão abertas que encorajam a tomada de riscos calculados e o aprendizado contínuo. Uma
forma de fomentar a inovação é através de programas de incubação e aceleração que apoiam
startups na fase inicial, oferecendo mentorias, recursos e capital. Por exemplo, o programa
Google for Startups acelera o crescimento de novas empresas ao fornecer acesso a
especialistas do Google, tecnologia e espaços de trabalho. Além disso, muitas empresas
realizam hackathons, eventos onde funcionários e às vezes o público são desa�ados a
desenvolver novas soluções ou produtos em um período limitado, promovendo a inovação
colaborativa e rápida.
Para trazer a inovação para dentro da empresa é necessário estabelecer um ambiente que
encoraje a inovação, oferecendo tempo, recursos e liberdade para experimentação. Implemente
programas de inovação, como dias de inovação onde os funcionários podem trabalhar em
projetos próprios, e promova sessões de brainstorming e workshops de criatividade. Reconheça
e recompense as contribuições inovadoras para manter a equipe motivada e engajada.
Nesse aspecto, devemos ter em mente que são as pessoas que produzem criatividade e
inovação, ou seja, elas que detêm o capital intelectual, o qual, por sua vez, refere-se ao conjunto
de ativos intangíveis de uma organização, incluindo conhecimentos, habilidades, experiência,
inovação, relacionamentos, cultura corporativa e propriedade intelectual.
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O capital intelectual contribui para a capacidade de se adaptar às mudanças, identi�car
oportunidades, tomar decisões informadas e manter uma vantagem competitiva. O valor do
capital intelectual está relacionado à capacidade de uma empresa inovar, crescer e se destacar
em um ambiente empresarial dinâmico.
O capital intelectual é fundamental para a sustentabilidade a longo prazo das empresas, atuando
como um motor de inovação, competitividade e adaptação em um ambiente de negócios em
constante evolução. Ele engloba o conhecimento, a experiência e a propriedade intelectual que
uma empresa acumula, permitindo-lhe criar produtos, serviços e processos inovadores que
atendem às necessidades emergentes do mercado.
A capacidade de uma empresa em gerir efetivamente seu capital intelectual pode resultar em
melhorias signi�cativas na produtividade, e�ciência e, por �m, na vantagem competitiva. Um
exemplo nacional é a Embraer, que se destaca no setor aeroespacial globalmente graças ao seu
forte investimento em pesquisa e desenvolvimento, bem como na formação e retenção de
talentos altamente quali�cados, garantindo sua perenidade e crescimento sustentável ao longo
dos anos, mesmo frente a desa�os econômicos e tecnológicos signi�cativos.
Portanto, investir na gestão e desenvolvimento do capital intelectual é essencial para a
longevidade e o sucesso de uma organização.
Vamos Exercitar?
A StartNova é uma startup que atua no ramo de gravações e �lmagens via drones. O desa�o que
ela tem passado baseia-se em ser uma empresa nova, uma startup, que quer aumentar seu
market share (participação no mercado) e conquistar investidores, mas não sabe exatamente
como fazer isso. Você é a �gura que vai ajudar a empresa nessa jornada.
Ao estudar o conteúdo da aula, você percebeu que, nesse cenário, inovação e criatividade são
cruciais, de modo que a empresa precisa se organizar internamente. Sendo assim, você sugeriu
uma equipe enxuta, focada em desenvolver soluções criativas para desa�os do mercado
moderno.
Você explicou que a StartNova deve, ao aplicar os conceitos de criatividade e gestão do
conhecimento, fomentar um ambiente de cultura inovador, valorizando o capital intelectual da
empresa.
É importante que a empresa fomente a “cocriação” - que é um processo colaborativo onde
empresas e consumidores trabalham juntos para desenvolver novos produtos ou serviços,
unindo conhecimentos e experiências para gerar valor mútuo - e a gestão do conhecimento,
compartilhando as ideias geradas com outros grupos e escolhendo, em conjunto, as melhores
ideias para desenvolverem. É possível utilizar uma plataforma de gestão do conhecimento, como
um documento compartilhado, para reunir informações e insights relacionados à ideia escolhida.
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Deve-se também focar na apresentação de soluções, logo, os colaboradores devem se
concentrar em levar soluções inovadoras para a StartNova, destacando a criatividade, a
cocriação e a gestão do conhecimento como diretrizes principais.
Por �m, é importante realizar re�exões sobre o capital intelectual da equipe e compreender como
ele contribui para as soluções propostas, percebendo como esses ativos intangíveis são
fundamentais para a perenidade dos negócios.
Dessa forma, a StartNova pode “alçar voos mais altos” com seus drones.
Saiba mais
Para compreender melhor sobre como criar uma startup enxuta, leia o livro de Maurya (2018),
chamadoComece sua startup enxuta. Recomendamos especialmente o Capítulo 1, intitulado O
Roteiro. Disponível em nossa biblioteca. 
Um �lme que aborda a geração de conhecimento nas empresas é O Jogo da Imitação (The
Imitation Game), dirigido por Morten Tyldum. Embora o �lme se concentre na história de Alan
Turing e sua contribuição para a quebra do código Enigma durante a Segunda Guerra Mundial, ele
também destaca a importância da inovação, da gestão do conhecimento e do trabalho em
equipe (de forma “cocriativa”) para alcançar objetivos complexos. A narrativa ilustra como o
conhecimento e a criatividade podem ser fundamentais para resolver desa�os empresariais e
tecnológicos. 
Compreenda melhor a importância do capital intelectual a partir de Suits, uma série centrada em
um escritório de advocacia de alto nível. Suits explora como o conhecimento jurídico é um ativo
valioso e como as equipes jurídicas podem inovar para vencer casos desa�adores.
Referências
MAURYA, A. Comece sua startup enxuta. São Paulo: Saraiva Educação, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788547228484/pageid/0. Acesso em:
22 out. 2023. 
TAJRA, S. F.; RIBEIRO, J. R. Inovação na Prática: Design Thinking e ferramentas aplicadas a
Startups. Rio de Janeiro: Alta Books, 2020. Disponível:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555201574/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:1. Acesso em: 22 out. 2023. 
VILENKY, R. Startup: transforme problemas em oportunidades de negócio. São Paulo: Saraiva
Educação, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788547228484/pageid/31
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788547228484/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555201574/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
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Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958262/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover.xhtml]!/4/2[cover]/2%4050:76. Acesso em: 22 out. 2023.
Aula 3
Gestão da mudança e fomento da cultura orientada a teste
Gestão da mudança e fomento da cultura orientada a teste
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Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Estamos começando um novo conteúdo, que trata da gestão da mudança e do fomento da
cultura orientada a testes dentro das organizações.
Nesta jornada, você compreenderá como as organizações podem efetivamente aderir à
mudança, superar a resistência e promover uma cultura de testes, focando em criatividade,
inovação, diferenciação no mercado e, claro, vantagem competitiva.
Exploraremos conceitos, veremos o estudo de caso de uma empresa SaaS (Software as a
Service) e aprenderemos sobre a gestão da mudança, desde o engajamento até a
implementação, com destaque para o papel da comunicação nesse caminho.
Ainda, para reforçar o aprendizado desses conteúdos, trabalharemos com um desa�o: você deve
imaginar que trabalha em um grande restaurante em sua cidade, o Pepe, especializado em
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
comida italiana. O Pepe cresceu e possui duas �liais em outras cidades não tão próximas,
contudo, o desenvolvimento do negócio não está saindo como planejado. Você percebeu muita
resistência das lideranças em ofertar apoio e suporte às �liais do grupo, o que está diminuindo a
qualidade dos dois novos restaurantes e colocando o nome do Pepe em descrédito. Ao falar com
os líderes, eles disseram que não têm tempo para se deslocar até os outros restaurantes
constantemente, a �m de orientar os respectivos gerentes. Nesse contexto, re�ita: como a
gestão do conhecimento e o foco em uma nova cultura, baseada no teste e na experimentação,
pode ajudar o Pepe a superar essa situação?
Desejamos a você uma ótima jornada de aprendizado nesta aula. Bons estudos!
Vamos Começar!
Vamos começar buscando entender melhor alguns pontos importantes de nosso conteúdo.
Assim, abordaremos os agentes de mudança e exploraremos estratégias para superar a
resistência a transformações. Analisaremos também um estudo de caso de uma empresa SaaS
(Software as a Service) e entenderemos os conceitos e comandos da gestão da mudança,
contemplando desde o engajamento até a fase de implementação.
Neste momento inicial, é necessário compreender que os agentes de mudança desempenham
um papel fundamental na transformação das organizações. Eles são indivíduos ou grupos
responsáveis por liderar e facilitar processos de mudança em um ambiente de trabalho.
Para efetivamente lidar com a resistência à mudança, tais agentes precisam adotar uma
abordagem estratégica. Nesse contexto, você saberia de�nir exatamente o que é a resistência à
mudança? Coutinho (2021, p. 7) nos traz que:
Resistência à mudança é raramente algo irracional. As pessoas resistem aos esforços de
mudança porque acreditam que há sentido naquilo que estão fazendo. Elas não resistem àquela
na qual têm real interesse. Entretanto, todos nós sabemos que não é fácil realizar mudanças.
Quebrar ou mudar hábitos é uma tarefa das mais difíceis. Por isso, várias dietas não funcionam,
pois não envolvem mudanças permanentes, não são criados novos hábitos. São os hábitos que
condicionam os comportamentos, que, por sua vez, afetam o desempenho e reforçam as
crenças arraigadas da cultura organizacional. 
Logo, para romper com a resistência, precisamos de uma estratégia e�caz, a qual envolve, em
primeiro lugar, a comunicação clara dos objetivos da mudança. Os agentes devem explicar por
que a mudança é necessária e como ela bene�ciará a organização. Além disso, é fundamental
envolver os funcionários no processo de mudança, promovendo a colaboração e a participação
ativa. Isso pode ser feito por meio de grupos de trabalho, sessões de brainstorming e feedback
aberto.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Outra estratégia é oferecer apoio e recursos necessários aos colaboradores durante a transição.
Treinamento, orientação e assistência prática podem ajudar a mitigar a resistência. Também é
importante reconhecer e recompensar o progresso e os esforços daqueles que estão dispostos a
abraçar a mudança.
Além disso, os agentes de mudança devem ser �exíveis e adaptáveis, ajustando as estratégias à
medida que a mudança evolui e que as necessidades da organização mudam. Coutinho (2021, p.
15, grifos do autor) vê tais agentes como “líderes que facilitam o processo e auxiliam para que
todos possam sair do status quo e trilhar o caminho correto”. Em última análise, o sucesso dos
agentes de mudança depende de sua capacidade de construir uma cultura de apoio à inovação e
de demonstrar os benefícios da mudança de maneira tangível.
Mas como é possível implementar essas mudanças? Tidd e Bessant (2015, p. 381) nos trazem o
passo a passo para que a estratégia de mudança e superação da resistência possa acontecer
dentro da empresa, conforme Figura 1:
Figura 1 | Um modelo do processo de inovação. Fonte: Tidd e Bessant (2015, p. 56).
Para Tidd e Bessant, ao considerarmos o período que abrange desde o engajamento até a
implementação, é necessário adotar uma estratégia voltada para a mudança e a inovação,superando a resistência. Logo, as empresas deveriam: buscar oportunidades que focam na
inovação; selecionar o que fazer e o verdadeiro propósito por trás disso; implementar de forma
organizada, detalhando os passos; e, por �m, capturar valor e exprimir quais são as vantagens
dessa prática quando aplicada em uma empresa.
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Siga em Frente...
Um grande exemplo de gestão de conhecimento e fomento na cultura inovadora baseada em
estratégia organizada e focada em vencer a resistência é a empresa Zoom, de SaaS. Uma
empresa SaaS, de Software como um Serviço, é um modelo de negócios que fornece software e
serviços por meio da internet. Ou seja, em vez de adquirir e instalar softwares em seus
dispositivos, os clientes acessam aplicativos diretamente pela internet. Isso oferece vantagens,
como atualizações automáticas, acessibilidade de qualquer lugar e menor custo inicial.
Empresas SaaS oferecem variados serviços, como aplicativos de produtividade, gerenciamento
de relacionamento com o cliente (CRM – Customer Relationship Management), colaboração e
análise de dados. Esse modelo de negócios tem ganhado destaque devido à sua �exibilidade e
escalabilidade.
A Zoom Video Communications foi criada em 2011 por Eric Yuan. A empresa surgiu devido à
necessidade de se ter uma plataforma de videoconferência e�caz e fácil de usar. Em 2020, a
empresa ganhou destaque devido à crescente demanda por comunicações remotas durante a
pandemia da covid-19.
No entanto, o rápido crescimento trouxe desa�os na gestão do conhecimento. Exemplo disso é a
busca por pro�ssionais altamente capacitados para garantir o sigilo dos dados dos usuários
durante as videochamadas.
Durante a pandemia, a Zoom também teve de lidar com uma resistência à adoção da tecnologia
por parte das pessoas que não estavam acostumadas a reuniões digitais, como professores e
alunos, que precisaram se adaptar a essa nova realidade. Com o tempo, a facilidade da interface
da plataforma Zoom cativou o gosto do público, popularizando ainda mais a empresa.
A Zoom superou esses obstáculos destacando a importância da gestão do conhecimento e da
mudança em um ambiente empresarial em constante evolução.
Para gerirmos o conhecimento, gerando uma cultura inovadora, é necessário persistir e testar, ou
seja, experimentar. Esse fator de experimentação, segundo Scherer e Carlomagno (2016, p. 81)
mostra-se como “(...) um processo estruturado, sistemático de tentativa-e-erro, é o meio pelo
qual o gestor pode melhorar sua abordagem com a inovação antes de levá-la ao mercado em
de�nitivo”.
Uma ótima ferramenta para gerir a mudança e criar uma cultura inovadora é o Learning Plan
(plano de aprendizado), que, de acordo com Scherer e Carlomagno (2016, p. 84), pode ser visto
como “(...) um conjunto organizado de ações de ganho de previsibilidade, priorizadas conforme o
impacto potencial na inovação para cada uma das principais dimensões de seu novo modelo de
negócio”.
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Um Learning Plan é um documento ou uma estrutura que descreve um conjunto organizado de
metas, objetivos, recursos e atividades destinadas a orientar o aprendizado de um indivíduo ou
de um grupo. Esse plano é frequentemente utilizado em contextos educacionais e pro�ssionais
para ajudar as pessoas a alcançarem seus objetivos de aprendizado de maneira e�caz e
estruturada.
Ele pode incluir informações como os tópicos a serem estudados, os recursos a serem
utilizados, as datas de conclusão, avaliações de progresso e métodos de acompanhamento. Um
Learning Plan é uma ferramenta útil para estabelecer direção e foco no desenvolvimento pessoal
e pro�ssional.
E agora, na gestão da mudança temos dois mundos! O mundo VUCA e o mundo BANI! Os
conceitos de mundo VUCA e mundo BANI servem como frameworks para entender e navegar
pela complexidade, incerteza e desa�os inerentes ao mundo moderno. Eles ajudam líderes e
organizações a desenvolver estratégias adaptativas, promover a resiliência e inovação, e tomar
decisões mais informadas em ambientes que estão em constante mudança e são
frequentemente imprevisíveis. Vamos conhecer cada um deles:
VUCA BANI
Acrônimo que descreve a natureza
de constantes mudanças:
Volatilidade (Volatility), Incerteza
(Uncertainty), Complexidade
(Complexity) e Ambiguidade
(Ambiguity). Re�ete um mundo em
rápida transformação, onde líderes
e organizações devem ser ágeis e
adaptáveis para navegar
e�cazmente.
Representa Frágil (Brittle), Ansioso
(Anxious), Não-linear (Non-linear)
e Incompreensível
(Incomprehensible), oferecendo
uma perspectiva sobre desa�os
modernos que são difíceis de
prever e resolver devido à sua
natureza imprevisível e complexa,
exigindo novas abordagens para
liderança e gestão.
Quadro 1 | Mundos VUCA e Bani.
Na prática com o mundo VUCA: para lidar com a Volatilidade, uma empresa pode criar um fundo
de reserva �nanceira para absorver choques inesperados. Incerteza pode ser abordada através
de uma abordagem de cenários, onde a empresa desenvolve planos baseados em possíveis
futuros. Para a Complexidade, implementar sistemas de gestão de conhecimento que facilitam a
tomada de decisão informada. Por �m, diante da Ambiguidade, programas de treinamento e
desenvolvimento de liderança que enfatizem o pensamento crítico e a solução de problemas
podem ser úteis. 
Na prática com o mundo BANI: para combater a Fragilidade (Brittleness), uma organização pode
diversi�car suas cadeias de suprimentos, reduzindo a dependência de um único fornecedor. Em
resposta à Ansiedade, criar uma cultura organizacional que promova o bem-estar e a resiliência
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mental dos funcionários é essencial. Para lidar com a Não-linearidade, adotar uma abordagem
ágil de gerenciamento de projetos que permita rápida adaptação e pivotação é útil. E, para
enfrentar o Incompreensível, investir em análise de dados e inteligência arti�cial para ajudar a
decifrar tendências complexas e informar a tomada de decisão.
Por �m, temos a cultura de testes é uma abordagem organizacional que prioriza a validação
contínua de ideias, produtos e serviços através de testes sistemáticos para garantir qualidade,
e�ciência e atendimento às necessidades do usuário. Caracteriza-se por um ambiente onde a
experimentação é incentivada, os erros são vistos como oportunidades de aprendizado, e há um
compromisso coletivo com a melhoria contínua.
Para implementar uma cultura de testes, comece integrando práticas de teste em todas as fases
do desenvolvimento de produtos ou serviços, desde o início. Promova treinamentos para
desenvolver as habilidades de teste da equipe e utilize ferramentas e métodos de teste
adequados. Incentive a comunicação aberta sobre os resultados dos testes, favorecendo um
ambiente de transparência e aprendizado colaborativo.
Encerramos esta aula com uma visão abrangente de como as empresas trabalham com seus
agentes de mudança e das estratégias de superação de resistência. Analisamos o caso de uma
empresa SaaS e, agora, estamos prontos para liderar a gestão da mudança, indo do engajamento
à implementação.
Ao explorar agentes de mudança e estratégias para superar resistências, juntamente com um
estudo de caso em uma empresa SaaS, �ca evidente que a gestão e�caz da mudança, do
engajamento à implementação, requer líderes que sejam catalisadores proativos, comunicação
transparente e inclusiva, e uma abordagem adaptativa. Esses elementos são cruciais para
navegar com sucesso pelas complexidades da transformação organizacional, garantindo a
adoção e o comprometimento de todas as partes interessadas em prol de objetivos comuns.
Prepare-se para aplicar essas estratégias em sua jornada empresarial!
Vamos Exercitar?
Você, como colaborador do restaurante Pepe – conhecido por sua culinária italiana –, tem como
desa�o superar a resistência das lideranças em fornecer apoio às �liais do grupo. Essa questão
tornou-se um problema que está afetandonegativamente a qualidade dos novos restaurantes e
prejudicando a reputação da marca Pepe.
Ao conversar com os líderes, eles alegaram falta de tempo para visitar regularmente as outras
�liais e se comunicar com os gerentes locais, logo, você se perguntou: como podemos ganhar
tempo e, mesmo assim, manter uma comunicação de suporte?
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Para superar essa situação, você notou a importância da gestão do conhecimento e da
promoção de uma nova cultura organizacional focada em testes e experimentação. Isso
envolveria a criação de um sistema de compartilhamento de conhecimento e�caz, em que as
experiências bem-sucedidas e melhores práticas sejam documentadas para que todas as �liais
possam acessá-las. Além disso, você sugeriu utilizar a plataforma de videoconferências Zoom, a
qual permitiria o contato e a comunicação, evitando longas viagens na estrada e mantendo o
contato com as �liais.
Adicionalmente, você propôs incentivar a cultura de testes e experimentação, o que pode permitir
que as �liais encontrem soluções criativas para os desa�os, adaptando as estratégias à sua
realidade; seria muito positivo se essa abordagem fosse compartilhada com todos. Nesse
sentido, você propôs a criação de um canal aberto de sugestões entre matriz e �liais, para que
todos pudessem dar ideias de melhoria para a empresa, dessa forma, o conhecimento e a
inovação podem �uir.
Essas atitudes auxiliarão o Pepe a melhorar a qualidade e a reputação de todas as �liais, mesmo
sem a presença constante das lideranças.
Saiba mais
Entenda com mais profundidade a gestão da mudança na atualidade lendo o livro Gestão
dialógica de mudança organizacional, de Coutinho. Recomendamos especialmente o primeiro
capítulo, intitulado Um olhar sobre mudança organizacional. A obra está disponível na Biblioteca
Virtual. 
Um seriado que o inspirará a re�etir sobre nossos conteúdos é Mad Men. A série aborda a
mudança cultural organizacional. Embora o foco da série seja a indústria de publicidade na
década de 1960, ela oferece insights sobre as mudanças culturais e organizacionais que
ocorreram durante esse período. Você pode observar como as empresas e os personagens da
série se adaptam a novas abordagens de negócios, novos valores e mudanças na sociedade, o
que é relevante para compreender a dinâmica da mudança no mercado e o impacto na evolução
da cultura de inovação nas organizações.
Assista ao �lme Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento. Erin Brockovich (Julia Roberts) é um
exemplo de como a gestão de mudanças pode ser abordada nas empresas. O �lme narra a
história de Erin, uma assistente legal que desempenha um papel crucial em um caso contra a
Paci�c Gas and Electric Company (PG&E), nos Estados Unidos. O �lme mostra como Erin
enfrentou resistência e desa�os ao lidar com uma grande corporação, enquanto lutava por
justiça ambiental. Além disso, aborda como indivíduos podem impulsionar mudanças
signi�cativas nas empresas e na sociedade, destacando a importância da responsabilidade
corporativa e da gestão de mudanças para enfrentar desa�os e alcançar resultados positivos.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958200/epubcfi/6/14[%3Bvnd.vst.idref%3Dmiolo3.xhtml]!/4/2[_idContainer016]/4[sigil_toc_id_1]/1:18[mud%2Can%C3%A7
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958200/epubcfi/6/14[%3Bvnd.vst.idref%3Dmiolo3.xhtml]!/4/2[_idContainer016]/4[sigil_toc_id_1]/1:18[mud%2Can%C3%A7
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Referências
COUTINHO, H. Gestão dialógica de mudança organizacional. São Paulo: Expressa, 2021.
Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958200/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover.xhtml]!/4/2[cover]/2%4050:76. Acesso em: 23 out. 2023. 
SCHERER, F. O.; CARLOMAGNO, M. S. Gestão da inovação na prática: como aplicar conceitos e
ferramentas para alavancar a inovação. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2016. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dbody001]!/4/2/4%4051:2. Acesso em: 23 out. 2023. 
TIDD, J.; BESSANT, J. Gestão da inovação. Porto Alegre: Bookman, 2015. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582603079/pageid/0. Acesso em:
22 out. 2023.
Aula 4
Gestão da inovação
Gestão da inovação
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Ponto de Partida
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958200/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover.xhtml%5d!/4/2%5bcover%5d/2%4050:76
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dbody001%5d!/4/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dbody001%5d!/4/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582603079/pageid/0
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
A inovação é um fator determinante no sucesso das organizações em um mundo em constante
evolução. Ela envolve a criação de um ambiente propício à renovação, além do desenvolvimento
de estratégias e da implementação de processos e�cazes para estimular a criatividade, a
pesquisa e o desenvolvimento.
Nesta aula, você descobrirá como identi�car oportunidades de inovação, planejar e executar
estratégias de gerenciamento da inovação, bem como estimular e acompanhar projetos
inovadores. Nosso objetivo é capacitá-lo a se tornar um agente de transformação em inovação,
apto a liderar a inovação em sua organização, promovendo a criatividade, aprimorando a
e�ciência e aumentando a competitividade.
Para trazer uma perspectiva prática aos nossos estudos, re�etiremos sobre o caso da empresa
GameTech. A GameTech é uma empresa de médio porte especializada no desenvolvimento de
jogos eletrônicos, com uma longa história de excelência em desenvolvimento, engenharia e
produção. Ao longo das décadas, a empresa construiu uma sólida reputação no mercado, com
produtos reconhecidos por sua qualidade, atratividade e desempenho. Contudo, por estar em um
ramo competitivo, a empresa precisa continuar inovando, pois cada minuto é importante nesse
segmento. Atualmente, a GameTech enfrenta um problema sério: a alta administração se
acomodou depois que a empresa teve sucesso e alta lucratividade com os últimos jogos; os
gerentes sabem que isso é perigoso e que devem continuar inovando e gerindo os processos
inovativos, que são a alma do negócio. Você, como consultor de inovação contratado, poderá
ajudá-los nesse desa�o.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Para darmos início ao nosso conteúdo e pensarmos acerca da gestão da inovação, é necessário
conhecer as fontes de informação aplicáveis a esse campo, abrangendo não apenas os
conceitos fundamentais, a história e as estratégias de gerenciamento, mas também os
processos de estímulo e acompanhamento de projetos inovativos, a �m de compreender a
gestão da inovação aplicada ao contexto prático.
Inicialmente, é importante salientar que as fontes de informação aplicáveis à gestão da inovação
são recursos ou canais de onde as organizações obtêm dados e conhecimento relacionados à
inovação. Essas fontes desempenham um papel crucial no processo de tomada de decisões e no
desenvolvimento de estratégias de inovação. Algumas fontes de informação comuns na gestão
da inovação estão descritas no quadro a seguir.
Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) Departamentos de P&D naspróprias
organizações são uma fonte
fundamental de informações
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
relacionadas à inovação. Eles
conduzem pesquisas e experimentos
para desenvolver novos produtos,
serviços ou processos.
Universidades e instituições de
pesquisa
Colaborações com instituições
acadêmicas e de pesquisa podem
fornecer acesso a conhecimentos
avançados e pesquisas inovadoras.
Clientes e usuários �nais
O feedback e as necessidades dos
clientes são uma valiosa fonte de
insights para a inovação. Compreender
as demandas do mercado é
fundamental.
Concorrentes e benchmarking
Monitorar a concorrência e realizar
benchmarking ajuda as organizações a
identi�car tendências do setor e
melhores práticas.
Consultores e especialistas
Consultorias e especialistas em
inovação podem oferecer orientações
estratégicas e insights sobre as
melhores abordagens para a inovação.
Publicações e mídia especializada
Revistas, blogs, podcasts e outras
formas de mídia especializada podem
fornecer informações sobre novas
tecnologias, tendências e estudos de
caso de inovação.
Redes pro�ssionais e eventos setoriais
Participar de redes pro�ssionais,
conferências e eventos do setor
oferece oportunidades para a troca de
conhecimento e a colaboração com
outros pro�ssionais e organizações.
Governo e regulamentações
Informações sobre regulamentações e
incentivos governamentais para a
inovação podem ser relevantes,
especialmente em setores altamente
regulamentados.
Parceiros e fornecedores Parcerias estratégicas e
relacionamentos com fornecedores
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
podem trazer insights e recursos para
apoiar iniciativas de inovação.
Plataformas de crowdsourcing
Algumas empresas recorrem a
plataformas de crowdsourcing (que é a
prática de obter informações, ideias, ou
serviços ao solicitar contribuições de
um grande grupo de pessoas,
especialmente da comunidade online)
para coletar ideias e soluções
inovadoras de uma ampla comunidade
de colaboradores.
Quadro 1 | Fontes de informação da gestão da inovação.
A gestão da inovação envolve coleta, análise e aplicação e�caz das informações provenientes
dessas fontes para impulsionar o desenvolvimento e a implementação bem-sucedidos de
projetos inovadores. As organizações que sabem aproveitar essas fontes de informação têm
uma vantagem competitiva na busca por soluções inovadoras e na adaptação a um ambiente de
negócios em constante evolução.
Mas você saberia de�nir o que é a gestão da inovação? Ela baseia-se em uma abordagem
estratégica que visa a promover a criação, o desenvolvimento e a implementação de novas
ideias, processos, produtos ou serviços em uma organização. Esse tipo de gestão desempenha
um papel crucial na capacidade de uma empresa de se manter competitiva e adaptada às
mudanças em seu ambiente de negócios.
A gestão da inovação possui alguns elementos principais, como: cultura de inovação; estratégia
de inovação; processos de inovação; gestão do conhecimento; colaboração e redes externas;
medição de resultados; liderança e comprometimento; e, por �m, iteração e melhoria contínua.
Para o sucesso da gestão da inovação, é fundamental uma cultura organizacional que valorize a
criatividade, o aprendizado contínuo e a experimentação. Assim sendo, esse tipo de gestão
encoraja os colaboradores a contribuir com ideias e a abraçar a mudança.
Siga em Frente...
A estratégia de inovação na organização deve estabelecer metas e diretrizes claras, alinhadas
aos objetivos de negócios. Isso envolve a de�nição de prioridades e a alocação de recursos.
Scherer e Carlomagno (2016, p. 38) a�rmam que:
Muitas empresas possuem planejamento estratégico, mas não possuem estratégia. A estratégia
da organização é muito mais que um simples plano. É um processo continuado de decisões, um
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�o condutor das ações, uma clara de�nição da direção a seguir. Para otimizar a contribuição da
inovação nos resultados da empresa, é necessário alinhar estratégia de negócios com estratégia
de inovação. A de�nição de como a empresa pretende usar a inovação como instrumento
estratégico é o início de tudo, porém não su�ciente. 
Os processos de inovação devem ser bem de�nidos para a geração, a seleção e o
desenvolvimento de ideias inovadoras. Tornar esse aspecto claro é essencial, incorporando
métodos e�cazes para avaliar o potencial de mercado e a viabilidade de novos conceitos.
A gestão do conhecimento é crucial, pois a organização deve ter sistemas para coletar,
armazenar e compartilhar informações relevantes para a inovação, o que pode incluir o acesso a
pesquisas de mercado, feedbacks de clientes e melhores práticas.
Uma empresa que foque na colaboração e em redes externas será fortalecida, uma vez que a
colaboração com parceiros, clientes, universidades e outras partes interessadas é valiosa,
podendo fornecer conhecimentos externos, recursos e perspectivas.
A medição de resultados, por sua vez, é crucial para veri�car o impacto da inovação nos
resultados da organização. Esse aspecto envolve a de�nição de indicadores-chave de
desempenho (KPIs), que avaliam o sucesso dos projetos de inovação.
A gestão de riscos demonstra que a inovação, muitas vezes, envolve incerteza e riscos. A gestão
da inovação, portanto, inclui a capacidade de avaliar e mitigar riscos, ao mesmo tempo em que
incentiva a experimentação.
Liderança e comprometimento demonstram credibilidade, logo, a alta administração deve liderar
pelo exemplo, demonstrando seu compromisso com a inovação e apoiando as iniciativas
inovadoras. Scherer e Carlomagno (2016, p. 38) reiteram que: “a alta gestão tem o papel de
de�nição da estratégia de inovação, criando um direcionamento único na busca por novas
oportunidades”.
Por �m, a iteração e a busca por melhoria contínua são processos constantes. A organização
deve aprender com os sucessos e fracassos, adaptando-se às mudanças no mercado e
aprimorando sua abordagem à inovação.
A gestão da inovação ganhou destaque nas últimas décadas, devido ao rápido avanço
tecnológico e às mudanças nos mercados globais. Empresas perceberam que a inovação se
tornou uma necessidade para se manterem competitivas. Grandes marcos no histórico da
gestão da inovação incluem a difusão de práticas de gerenciamento de Pesquisa e
Desenvolvimento (P&D), o surgimento do modelo de inovação aberta e o reconhecimento da
importância da cultura de inovação nas organizações.
A gestão da inovação não se limita a grandes empresas; ela é aplicável a organizações de todos
os tamanhos e setores. É um elemento essencial para a sobrevivência e o crescimento no
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ambiente de negócios dinâmico de hoje, impulsionando a criação de valor e a diferenciação no
mercado.
Proença et al. (2015) demonstram que a inovação provém de um processo, iniciado sobretudo na
década de 1970, quando as indústrias começaram a perceber o quanto inovar fazia a diferença
para as marcas se posicionarem bem no mercado.
Tidd e Bessant (2015, p. 55) trazem um conceito interessante para inovação, apontando suas
estratégias e formas de gerenciamento: 
A inovação é uma atividade genérica, associada à sobrevivência e ao crescimento e, nesse nível
de abstração, podemos observar um processo subjacente comum a todas as empresas.
Fundamentalmente, tal processo envolve:
Busca – analisar o cenário (interno e externo) à procura de – e processar sinais relevantes
sobre – ameaças e oportunidades para mudança.
Seleção – decidir (levando em consideração uma visão estratégica de como uma empresa
pode se desenvolver melhor) quais desses sinais responder.
Implementação – traduzir o potencial da ideia inicial em algo novo e lançar em um mercado
interno ou externo. Conseguir isso não é tarefa simples, pois requer atenção para adquirir
as fontes de conhecimento que possibilitem a inovação, executar o projeto sob condições
de imprevisibilidade – o que exige grande capacidadeDOS MODELOS DE NEGÓCIOS
sustentabilidade e a viabilidade econômica do produto ao longo do processo de
desenvolvimento. Como investigador, cabe a você de�nir objetivos que possam ser validados em
cada etapa, elaborar conjecturas e con�rmar a validade dessas hipóteses por meio de análise e
acompanhamento. (MULLER-ROTERBERG, 2021).
Tim Brown, uma grande referência em Design Thinking, relata três pontos de partida para a
metodologia, sendo eles: inspiração, ideação e implementação. O autor coloca que: 
Há pontos de partida e pontos de referência úteis ao longo do caminho, mas o continuum da
inovação pode ser visto mais como um sistema de espaços que se sobrepõem do que como
uma sequência de passos ordenados. Podemos pensar neles como a inspiração, o problema ou
a oportunidade que motiva a busca por soluções; a ideação, o processo de gerar, desenvolver e
testar ideias; e a implementação, o caminho que vai do estúdio de design ao mercado. Os
projetos podem percorrer esses espaços mais de uma vez à medida que a equipe lapida suas
ideias e explora novos direcionamentos. (BROWN, 2020, p. 22)
Siga em Frente...
Um exemplo prático é relatado por Tim Brown; ele, como CEO da IDEO, traz uma experiência
muito valorosa que teve ao aplicar a abordagem de Design Thinking em um contexto prático.
Aconteceu com a empresa americana Shimano, que produz peças para bicicletas, tanto para
mountain bikes quanto para bikes de alta performance. No ano de 2004, o mercado estava
estagnado, e a empresa estava mais do que disposta a inovar e investir em criatividade para se
posicionar à frente de seus concorrentes no segmento.
Começaram ouvindo ideias de pessoas de setores variados e foram a campo, percebendo que
90% dos adultos nos EUA não andavam de bicicleta, mas essas mesmas pessoas cultivavam
esse hábito durante a infância. Muitas delas, inclusive, relatavam memórias saudosas e
agradáveis de suas infâncias, enquanto andavam de bicicleta.
Tim percebeu, então, que algo estava afastando as pessoas do prazer de andar de bicicleta, o
que o levou a se questionar por que essas pessoas abandonaram essa prática e perderam esse
costume, se era tão prazeroso para elas.
Tim percebeu que o alto pro�ssionalismo das bikes de alta performance ou o perigo e a ousadia
das mountain bikes afastava o público que queria apenas ter o prazer de passear em sua
bicicleta, sem preocupação ou sem estar em uma competição. Assim, criou uma linha “coasting”,
de bicicletas para passeio, com um estilo único, pensado por um designer. A linha foi inspirada
em modelos anteriores, os mesmos que os adultos entrevistados tiveram na infância, mas com
muito mais tecnologia e conforto, evidentemente.
Essa estratégia da Shimano impactou fortemente o mercado, de modo que três grandes
fabricantes também passaram a adotar a ideia de “coasting”, bikes para passeio, consumindo de
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
forma consistente os componentes Shimano. Além disso, os designers, inspirados pelo Design
Thinking, criaram slogans que favoreciam a ideia de prazer associado ao passeio de bicicleta,
rompendo com o estereótipo de que os pontos de vendas de bicicletas eram apenas para os
pro�ssionais ou a�cionados pelo ciclismo. A mensagem clara era de que passear de bike era
para todos.
No ano posterior, mais sete empresas investiram também e passaram a produzir suas linhas
“coasting”. A Shimano e a IDEO, em conjunto, trouxeram o Design Thinking para a realidade, ou
seja, inspiraram, idearam e implementaram a metodologia.
Nesse contexto, é necessário compreender que nada disso é possível sem o pensamento
criativo, sendo esse tipo de pensamento o catalisador do Design Thinking nas empresas.
Uma empresa precisa ser criativa e inovadora para manter sua relevância e competitividade em
um cenário empresarial dinâmico. A criatividade permite a geração de ideias atuais e soluções
únicas, promovendo diferenciação e atração de clientes. A inovação, por sua vez, capacita a
empresa a adaptar-se às mudanças do mercado, antecipando necessidades dos consumidores e
superando desa�os.
Além disso, empresas inovadoras têm maior probabilidade de desenvolver produtos e serviços
mais e�cientes, sustentáveis e alinhados às expectativas do público. A busca contínua pela
inovação também impulsiona a e�ciência operacional, reduz custos e contribui para a construção
de uma imagem de marca moderna e progressista.
Em suma, a criatividade e a inovação são pilares essenciais para garantir o crescimento, a
resiliência e o sucesso a longo prazo de uma empresa, e é apenas dessa forma que o Design
Thinking pode emergir, pois deve estar amparado em uma cultura de inovação.
Um ambiente que estimula a inovação promove um cenário propício para a geração constante de
ideias criativas e soluções originais. Essa mentalidade estimula a colaboração e a diversidade de
pensamento, encorajando os colaboradores a compartilharem suas perspectivas inovadoras.
Uma empresa que fomenta a cultura da inovação incentiva a experimentação e a aceitação de
riscos calculados, contribuindo para o desenvolvimento de novos produtos, processos ou
serviços.
Dessa forma, é possível compreender que a cultura de inovação também fomenta a adaptação
ágil às mudanças do mercado, conferindo à empresa uma vantagem competitiva e a capacidade
de se destacar em setores dinâmicos e em constante evolução utilizando-se do Design Thinking!
Vamos Exercitar?
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Como vimos, Tim Brown defendia que o Design Thinking possui três fases: inspiração, ideação e
implementação. Foi nesses aspectos que você se fundamentou para pensar no aplicativo “Sinto
o Bem”.
Considere que você lidera o projeto de desenvolvimento do app “Sinto o Bem”. Primeiramente,
você focou em se inspirar e buscou, de forma empática, informações sobre as reais
necessidades e desejos dos futuros usuários, as pessoas com mais de 60 anos. O ponto-chave
identi�cado por você foi destacar a importância de compreender as demandas reais dos clientes
e a capacidade da “Sinto o Bem” de adaptação a um mercado em constante evolução.
Na sequência, você passou a compilar ideias e a estimular a equipe a trazer opiniões e
perspectivas para melhorar o app. Para tal, você se atentou aos tópicos que promovem o
pensamento crítico, a colaboração e a empatia, habilidades fundamentais para enfrentar as
complexidades do mundo dos negócios e ofertar valor em forma de inovação e criatividade aos
clientes.
Por �m, você focou em implementar as melhores ideias para que o aplicativo “Sinto o Bem”
obtenha sucesso e gere valor para os usuários, assim, você poderá ter a certeza de que o Design
Thinking traz inovação e diferenciação competitiva para os modelos de negócios na atualidade.
Saiba mais
Para conhecer mais sobre a inovação dentro dos novos modelos de negócios e a aplicação do
Design Thinking nesses contextos, assista ao �lme A Rede Social (2010), dirigido por David
Fincher e estrelado por Jesse Eisenberg. O �lme narra a criação tumultuada do Facebook por
Mark Zuckerberg e expõe a sua relação tumultuada com o então amigo, o brasileiro Eduardo
Saverin. O �lme explora as disputas legais e as complexidades nas relações interpessoais,
destacando o impacto social e tecnológico dessa plataforma global. Eisenberg entrega uma
interpretação marcante do ambicioso e controverso fundador da rede social.
Entenda mais sobre as aplicações práticas do Design Thinking a partir da ferramenta de
modelagem de negócios Canvas, lendo o artigo: Criação de um modelo Canvas para
planejamento acadêmico aliado a ferramentas de Design Thinking, de Cristiane Regina Ruiz,
publicado na RPGE - Revista on-line de Política e Gestão Educacional.
Para �xar os conceitos de Design Thinking, faça a leitura do primeiro capítulo do livro de Liedtka
e Ogilvie, intitulado A magia do design thinking: um kit de ferramentas para o crescimento rápido
da sua empresa (2019). O Capítulo 1, chamado O porquê e o como do design thinking, trará um
panoramade resolução de problemas – e
lançar a inovação em mercados internos ou externos relevantes.
Captura de valor por meio da inovação – feita tanto em termos de adoção sustentável e
difusão quanto em relação ao aprendizado com a progressão ao longo ciclo, de maneira
que a empresa possa construir sua base de conhecimento e melhorar as formas como o
processo é gerido.
Portanto, podemos concluir que a gestão da inovação provém do ato de gerir todo esse processo
inovador.
Estratégias de gerenciamento da inovação envolvem a de�nição de metas e prioridades de
inovação, o estabelecimento de processos para geração e avaliação de ideias, a alocação de
recursos, a colaboração interna e externa, a medição de resultados e a criação de um ambiente
que fomente a criatividade.
É importante destacar que a gestão da inovação é crucial para manter a relevância e o sucesso
de qualquer organização, independentemente de seu tamanho ou setor.
A ferramenta Cadeia de Valor da Inovação, desenvolvida por Kandybin e Kihn, é um modelo
conceitual que ajuda as organizações a compreender e otimizar os processos de inovação em
toda a sua extensão (SCHERER; CARLOMAGNO, 2016).
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Essa ferramenta é uma extensão do conceito de cadeia de valor de Michael Porter, adaptado
para o contexto da inovação. Ela identi�ca e descreve as diferentes etapas que uma empresa
percorre ao buscar inovação e criar valor, logo, ela nos auxilia nos processos de fomento e
acompanhamento de projetos inovativos.
A Cadeia de Valor da Inovação normalmente abrange as seguintes etapas:
Geração de ideias: o processo começa com a geração de ideias, que podem surgir de
fontes internas e externas à organização.
Avaliação de ideias: após a geração de ideias, elas são avaliadas para determinar seu
potencial e adequação aos objetivos da empresa.
Desenvolvimento de conceito: as ideias selecionadas são desenvolvidas em conceitos
mais sólidos, que incluem detalhes sobre como a inovação será realizada.
Desenvolvimento de produto/serviço: nessa fase, os conceitos aprovados são
transformados em produtos, serviços ou processos reais.
Teste e validação: os novos produtos ou processos são testados e validados para garantir
que atendam às expectativas e aos padrões de qualidade.
Implementação no mercado: após o teste bem-sucedido, a inovação é lançada no mercado
e disponibilizada aos clientes.
Feedback e melhoria contínua: a última etapa envolve a coleta de feedback dos clientes e o
uso dessas informações para aprimorar o produto ou o processo de inovação. 
O modelo da Cadeia de Valor da Inovação é útil para destacar áreas que podem ser aprimoradas
e para garantir que a inovação seja um processo sistemático e alinhado aos objetivos da
empresa, ajudando a organização a criar e entregar valor de forma mais e�caz.
Estudante, lembre-se de que a inovação é o motor do progresso, e seu conhecimento nessa área
é um ativo valioso. Continue sua jornada com entusiasmo, determinação, inovação e criatividade.
Desejamos bons estudos e que suas ideias inovadoras transformem o mundo.
Vamos Exercitar?
Como vimos, a companhia GameTech é uma empresa de porte intermediário especializada no
desenvolvimento de jogos eletrônicos, tendo uma longa trajetória de excelência.
Sabemos que é fundamental a empresa prosseguir com o processo de inovação, especialmente
nesse setor de atuação, no entanto, enfrentamos um desa�o signi�cativo: a alta gestão tornou-se
complacente quando a empresa alcançou sucesso e altos níveis de rentabilidade com os
lançamentos mais recentes. Os gerentes, cientes de que isso representa um risco, pedem ajuda a
você, como consultor de inovação, para resolver a questão.
Embora tradicionalmente tenha sido conhecida por seus produtos de alta qualidade, a alta
administração da GameTech mostrou resistência à inovação. Eles manifestaram uma relutância
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em adotar novas tecnologias e processos, acreditando que as práticas tradicionais já estavam
funcionando bem. Esse cenário criou um ambiente em que os colaboradores eram
desencorajados a sugerir novas ideias e inovações, uma vez que a liderança não estava
comprometida com a mudança – e isso é inaceitável em uma empresa do ramo de jogos.
Para superar esse problema, você reuniu a alta administração e demonstrou os benefícios de
continuarem inovando. Nesse sentido, a GameTech decidiu adotar uma abordagem de liderança
pelo exemplo e um compromisso claro com a inovação.
A alta administração reconheceu a importância de abraçar a inovação para se manter
competitiva no mercado em constante evolução. Ao focar no engajamento dessa liderança,
observou-se uma transformação em seu papel, demonstrando compromisso com a inovação e
participando ativamente de sessões de brainstorming, workshops e projetos de inovação. Assim,
a GameTech passou a reconhecer e valorizar a criatividade e o pensamento inovador de seus
funcionários.
Essas ações resultaram em um ambiente mais propício à inovação na empresa. A liderança pelo
exemplo e o comprometimento ativo da alta administração criaram um novo padrão cultural de
abertura à mudança e à inovação. Como resultado, a empresa começou a desenvolver produtos
e soluções inovadoras que a mantiveram competitiva e, ao mesmo tempo, fortaleceram o papel
dos líderes. 
Saiba mais
Recomendamos a leitura da obra de Tidd e Bessant (2015), intitulada Gestão da inovação,
sobretudo o nono capítulo, A criação de novos produtos e serviços, a �m de compreender o
processo de inovação prática, dentro das empresas. A obra está disponível na Biblioteca Virtual. 
Assista ao �lme Piratas da Informática (Pirates of Silicon Valley). Lançado em 1999 e dirigido por
Martyn Burke, esse �lme é uma representação dramática dos primeiros dias da revolução
tecnológica que moldou o mundo da computação pessoal. A obra retrata a competição entre
Steve Jobs, cofundador da Apple, e Bill Gates, cofundador da Microsoft, e como esses visionários
inovadores moldaram a indústria de tecnologia, de modo que suas ideias e rivalidade ajudaram a
impulsionar a revolução da informática. É uma história fascinante sobre empreendedorismo,
criatividade, e como a inovação tecnológica pode impactar profundamente o mundo.
Uma série interessante é Mr. Robot, que aborda temas de inovação, tecnologia e cibersegurança
em uma narrativa complexa e envolvente. Embora a série tenha como foco principal a trama de
suspense e a psicologia de seus personagens, ela mergulha profundamente no mundo da
tecnologia e da inovação, destacando tanto o potencial transformador quanto os perigos
associados ao avanço tecnológico. Ela não se limita exclusivamente a projetos inovadores ou
startups, mas incorpora a inovação tecnológica como um elemento fundamental em sua trama.
A série, criada por Sam Esmail, foi transmitida de 2015 a 2019.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582603079/pageid/396
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Referências
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Porto Alegre: Bookman, 2015. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582603437/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcapa.xhtml]!/4/2/2%4033:1. Acesso em: 23 out. 2023. 
SCHERER, F. O.; CARLOMAGNO, M. S. Gestão da inovação na prática: como aplicar conceitos e
ferramentas para alavancar a inovação. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2016. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dbody001]!/4/2/4%4051:2. Acesso em: 23 out. 2023. 
TIDD, J.; BESSANT, J. Gestão da inovação. Porto Alegre: Bookman, 2015. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582603079/pageid/0.Acesso em:
22 out. 2023.
Aula 5
Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
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Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo.Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
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Para desenvolver a competência desta Unidade, relacionada à criatividade como meio para a
descoberta e aplicabilidade no contexto empresarial e social, você conheceu os conceitos
fundamentais de criatividade, inovação, gestão do conhecimento, gestão da mudança e gestão
da inovação.
Nesta jornada de estudos, entendemos sobre a aplicação da soft skill da criatividade na geração
de valor a partir da inovação e estivemos imersos em um vasto território de conhecimentos.
Nesse percurso, de�nimos o conceito de inovação e exploramos as nuances da criatividade.
Além disso, por meio de projetos de inovação que mobilizam a rede de pesquisadores em
grandes indústrias, vimos como se pode enriquecer o repertório do time interno.
Também observamos como as startups, com equipes enxutas, conquistam market share e
atraem investidores ávidos por seu potencial inovador. Nossa exploração nos levou ao campo da
gestão do conhecimento, em que os repositórios de informações desempenham um papel
fundamental na promoção da inovação. Nesse contexto, o capital intelectual revela seu valor
inestimável na garantia da perenidade dos negócios.
Acerca da mudança e inovação, analisamos agentes de mudança e desenvolvemos estratégias
para contornar a resistência a transformações, que pode surgir em alguns contextos.
Um estudo de caso de uma empresa SaaS ilustrou-nos vividamente como a inovação é aplicada
na prática.
A gestão da mudança, do engajamento à implementação, desvelou seus desa�os e recompensas
ao longo do caminho. Exploramos diversas fontes de informação aplicáveis à gestão da
inovação, cada uma trazendo perspectivas valiosas. Além disso, nos aprofundamos na
compreensão da gestão da inovação, incluindo sua história e estratégias de gerenciamento.
Por �m, desvendamos os intrincados processos de fomento e acompanhamento de projetos
inovativos, encerrando nossa exploração desse campo fascinante.
Esse terreno que você está explorando é repleto de possibilidades e desa�os emocionantes.
Continue sua busca por conhecimento e aprimoramento.
É Hora de Praticar!
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A Imaginovation é uma empresa de tecnologia fundada por Emily Silva, uma empreendedora
apaixonada por inovação e criatividade. A empresa dedica-se ao desenvolvimento de aplicativos
móveis e softwares personalizados para clientes em diversos setores, desde saúde até
entretenimento. A Imaginovation é conhecida por sua abordagem inovadora e compromisso com
a criatividade em todas as etapas de seus projetos.
Recentemente, a empresa enfrentou uma situação crítica no mercado. A concorrência estava
aumentando, à medida que novas startups com equipes enxutas conseguiam conquistar uma
parcela considerável do mercado, atraindo investidores e clientes de maneira e�caz.
Adicionalmente, a organização percebeu que sua equipe interna estava �cando presa a uma
abordagem convencional de desenvolvimento de software, sem as inovações necessárias para
manter sua posição de destaque.
Diante disso, quais saídas Emily deve buscar para se manter no mercado de forma inovadora e
criativa?
No contexto dos tópicos estudados, podemos re�etir sobre pontos importantes, como:
De que modo a criatividade e a inovação se conectam?
Por que a criatividade e a inovação são tão importantes para as empresas na atualidade?
Construir uma cultura de inovação dentro de uma organização é realmente relevante?
Para superar esses desa�os, Emily decidiu investir na aplicação da soft skill da criatividade, a �m
de gerar valor a partir da inovação em todos os aspectos da empresa. Ela incentivou os
colaboradores a pensarem “fora da caixa”, promovendo sessões regulares de ideação, utilizando
o brainstorming e dando espaço para que ideias inovadoras fossem desenvolvidas. A equipe foi
encorajada a buscar inspiração em diferentes setores e a explorar soluções não convencionais.
Além disso, a empresa criou uma parceria estratégica com uma rede de pesquisadores de
universidades locais e grandes indústrias. Eles desenvolveram projetos de inovação conjuntos,
que não apenas trouxeram novas perspectivas para a equipe interna da Imaginovation, mas
estimularam a colaboração e a troca de conhecimento.
A empresa também reformulou sua abordagem de gestão do conhecimento, criando um
repositório de informações de fácil acesso para todos os colaboradores. Isso permitiu que ideias,
soluções e informações fossem compartilhadas de maneira e�caz, fomentando a inovação e a
colaboração.
A Imaginovation reconheceu, ainda, o valor do capital intelectual de seus colaboradores para a
perenidade do negócio, por isso passou a incentivar o aprendizado contínuo, investindo em
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treinamentos e programas de desenvolvimento pro�ssional.
Emily assumiu o papel de agente de mudança, liderando a transformação da cultura da empresa
em direção a uma mentalidade mais inovadora. Ela promoveu a comunicação aberta e a
participação dos funcionários na tomada de decisões.
O resultado dessa abordagem foi um aumento signi�cativo na capacidade da empresa de inovar,
tornando-se mais competitiva e atraindo novos investidores. A Imaginovation não apenas
manteve sua posição no mercado, mas também expandiu sua presença, explorando novas
oportunidades de negócios e lançando produtos inovadores!
Com esse caso, percebemos como a aplicação da criatividade e da inovação, aliada à gestão do
conhecimento e ao reconhecimento do capital intelectual, pode impulsionar o sucesso de uma
empresa, mesmo em um mercado altamente competitivo.
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
ABRANTES, A. Intuição e criatividade na tomada de decisões. São Paulo: Trevisan Editora, 2017.
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Disciplina
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Books, 2021. Disponível em:
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MAURYA, A. Comece sua startup enxuta. São Paulo: Saraiva Educação, 2018. Disponível em:
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OROFINO, M. A. Liderança para inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação
cultural. Rio de Janeiro: Alta Books, 2021. Disponível em:
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Porto Alegre: Bookman, 2015. Disponível em:
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SCHERER, F. O.; CARLOMAGNO, M. S. Gestão da inovação na prática: como aplicar conceitos e
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TAJRA, S. F.; RIBEIRO, J. R. Inovação na Prática: Design Thinking e ferramentas aplicadas a
Startups. Rio de Janeiro: Alta Books, 2020. Disponível em:
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TIDD, J.; BESSANT, J. Gestão da inovação. Porto Alegre: Bookman, 2015. Disponível em:
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VILENKY, R. Startup: transforme problemas em oportunidades de negócio. São Paulo: Saraiva
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Unidade 3
Inovação Baseada em Gestão de Oportunidades
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958200/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover.xhtml%5d!/4/2%5bcover%5d/2%4050:76
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555200485/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555200485/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788547228484/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555205534/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/4/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555205534/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/4/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582603437/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa.xhtml%5d!/4/2/2%4033:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582603437/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa.xhtml%5d!/4/2/2%4033:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dbody001%5d!/4/2/4%4051:2
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Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Aula 1
Contexto do mercado e os desdobramentos da gestão para atender a nova realidade
Contexto do mercado e os desdobramentos da gestão para atender à nova
realidade
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Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Partida
Caro estudante, estamos iniciando mais uma jornada de estudos. Nesta unidade, trataremos de
um tema essencial no mundo dos negócios modernos. Exploraremos o cenário de comunicação
no contexto empresarial, em que duas abordagens inovadoras se destacam: omnichannel e
modelo O2O. Além disso, vamos entender as evidências estatísticas e os estudos que
demonstram a importância crescente das metodologias ágeis na gestão empresarial.
O termo omnichannel refere-se a uma estratégia de comunicação que visa a oferecer uma
experiência perfeita ao cliente em todos os pontos de contato, independentemente do canal
utilizado (on-line, lojas físicas ou dispositivos móveis). O modelo O2O, por sua vez, concentra-se
na integração perfeita entre o mundo on-line e off-line, criando sinergias que impulsionam os
negócios.
Nesse cenário dinâmico, as metodologias ágeis emergem como uma resposta à crescente
pressão do ambiente competitivo. Elas se destacam por sua capacidade de adaptação,
�exibilidade e ênfase na entrega contínua de valor. Nesse contexto, abordaremos como as
metodologias ágeis têm se tornado fundamentais na gestão empresarial, permitindo que as
organizações respondam de maneira e�caz às mudanças no mercado e às expectativas dos
consumidores.
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Para aplicar os conceitos estudados a uma situação prática, trabalharemos com o caso da
FictiTech Solutions, uma empresa que opera no setor de consultoria de TI e desenvolvimento de
software. Fundada há dez anos, essa organização inicialmente adotou uma abordagem
tradicional de gestão de projetos e desenvolvimento de software, seguindo o modelo em
cascata. No entanto, ao longo do tempo, enfrentou desa�os consideráveis no mercado altamente
competitivo, dentre os quais se destacam: atrasos no desenvolvimento de projetos; mudanças de
requisitos constantes; e comunicação ine�caz entre equipes. Para abordar esses desa�os, você,
que é consultor na área estratégica, sugeriu que a empresa adotasse metodologias ágeis na
gestão empresarial. Contudo, você sabe dizer como as metodologias ágeis poderiam ajudar a
empresa a superar os desa�os descritos? Vamos juntos trabalhar nesse caso.
Desejamos a você bons estudos ao explorar tópicos empolgantes e fundamentais para o
sucesso nos negócios modernos.
Vamos Começar!
Nesta aula, abordaremos conceitos que fomentam a inovação e a gestão de oportunidades.
Veremos o contexto comunicacional, abordando o omnichannel e o modelo O2O; abordaremos,
ainda, as metodologias ágeis no contexto da gestão empresarial, compreendendo-as como
resposta ao ambiente competitivo.
Começaremos conceitualizando o omnichannel, que signi�ca múltiplos canais ou multicanal. De
acordo com Haddad, Marangoni e Kuazaqui (2019, p. 91):
O termo omnichannel surgiu na indústria do varejo para tratar da nova mistura do online com o
o�ine. Os radicais que formam o termo vêm do latim. Omni signi�ca todo/inteiro e channel tem
a tradução de “canais”. Channel também é bastante usado em marketing para indicar os canais
de distribuição. Assim, podemos entender que omnichannel seria traduzido como “todo canal”,
ou seja, todos os canais que podem servir como venda, distribuição/entrega e comunicação com
o consumidor. 
O conceito de omnichannel ou multicanal refere-se a uma estratégia de comércio e assistência
ao cliente que visa a proporcionar uma experiência de compra contínua e harmonizada,
independentemente da plataforma ou via escolhida pelo cliente para se relacionar com uma
empresa. Isso implica que os consumidores podem explorar, adquirir e comunicar-se com uma
empresa por meio de uma variedade de canais, tais como lojas físicas, sites da internet,
aplicações móveis, redes sociais, chamadas telefônicas, chat ao vivo, entre outros; a experiência
deve estar perfeitamente conectada em todosesses pontos de contato.
A premissa principal do omnichannel é a eliminação das barreiras entre os canais de vendas e
comunicação de uma organização, permitindo que os clientes naveguem e comprem de forma
�uida, independentemente do local ou do modo como iniciaram a interação com a marca. Além
disso, os dados dos clientes e suas preferências são compartilhados entre os canais, o que
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
contribui para fornecer um atendimento personalizado, respondendo às necessidades individuais
dos consumidores de forma mais e�caz.
A implementação bem-sucedida do omnichannel envolve a integração de sistemas, a coleta e a
utilização e�caz dos dados dos clientes, a normalização de procedimentos e a construção de
uma experiência uniforme em todos os canais. Os benefícios do multicanal incluem a �delização
de clientes, a melhoria da satisfação do consumidor, o aumento das vendas e o aperfeiçoamento
da e�ciência operacional.
Alguns exemplos de práticas multicanal abrangem:
Possibilitar que os consumidores efetuem compras pela internet e retirem na loja física.
Oferecer assistência ao cliente por meio de múltiplos canais, como bate-papo, telefone e
redes sociais, com um histórico de interações compartilhado entre eles.
Disponibilizar informações sobre a disponibilidade de produtos e preços uniformes em
todos os canais.
Facilitar a transição dos clientes entre dispositivos, como iniciar uma aquisição em um
aplicativo móvel e concluir em um computador.
A meta do omnichannel é criar uma experiência de compra conveniente, e�ciente e satisfatória
para os consumidores, não importa como optem por interagir com a organização. Essa
estratégia tem se tornado cada vez mais crucial em um mundo onde os consumidores têm
múltiplas opções e esperam um alto nível de conveniência e personalização.
Siga em Frente...
O O2O, por sua vez, é uma sigla que signi�ca Online to O�ine, em português On-line para Off-line.
Trata-se de uma estratégia de negócios que envolve a integração das operações on-line e off-line
de uma empresa para criar uma experiência de cliente uni�cada.
A ideia principal por trás do O2O é usar a presença on-line, como um site de comércio eletrônico,
aplicativo móvel ou plataforma de mídia social, para atrair clientes e direcioná-los para
experiências off-line, como lojas físicas, eventos ou serviços presenciais. Isso é comumente
visto em empresas de varejo, restaurantes, serviços de entrega, entre outros setores.
As estratégias O2O acontecem, por exemplo, por meio de:
Compra on-line retirada na loja: os clientes fazem pedidos on-line e depois retiram os
produtos em uma loja física.
Promoções on-line para lojas físicas: as empresas oferecem descontos ou ofertas
especiais on-line que os clientes podem resgatar em uma loja física.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Reservas on-line para serviços off-line: os clientes agendam serviços, como cabeleireiro,
aulas de �tness ou serviços de reparo, por meio de plataformas on-line.
Marketing de mídia social para eventos locais: empresas usam mídias sociais para
promover eventos, como lançamentos de produtos ou festas, para atrair clientes para locais
físicos.
O objetivo do O2O é criar uma experiência perfeita e integrada para os clientes, aproveitando o
poder da internet para atrair e envolver os consumidores, e, em seguida, direcioná-los para as
interações off-line, em que eles podem experimentar produtos ou serviços de forma física. Essa
estratégia também ajuda as empresas a rastrearem o comportamento dos clientes, coletando
dados valiosos e medindo o impacto de suas estratégias on-line em suas operações off-line.
Em relação às metodologias ágeis, cada vez mais percebe-se o seu avanço e a sua relevância no
contexto da gestão empresarial, sendo amplamente reconhecidas e apoiadas por evidências
estatísticas e estudos.
Existem alguns pontos-chave que evidenciam e destacam a importância das metodologias ágeis,
como os explicitados no Quadro 1.
Melhoria da produtividade e da qualidade
Diversos estudos relatam que as
metodologias ágeis, como o Scrum e o
Kanban, frequentemente resultam em
aumento da produtividade e qualidade.
Maior satisfação do cliente
As metodologias ágeis concentram-se na
entrega contínua de valor aos clientes,
permitindo que eles forneçam feedback
constante. Isso leva a um maior
envolvimento dos clientes e, portanto, a
uma maior satisfação.
Flexibilidade e adaptabilidade
Metodologias ágeis são projetadas para
se adaptar às mudanças e incertezas.
Isso é particularmente  importante em
ambientes de negócios em rápida
evolução.
Redução de custos e desperdício
Ao pôr em foco a entrega contínua de
valor e minimizar atividades que não
contribuem positivamente, as
metodologias ágeis podem ajudar a
reduzir custos e desperdícios.
Aumento da inovação As metodologias ágeis promovem a
inovação, incentivando a experimentação
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
e a colaboração.
Aumento da inovação
As metodologias ágeis promovem a
inovação, incentivando a experimentação
e a colaboração.
Competitividade de mercado
A capacidade de responder rapidamente
às mudanças do mercado é crucial para a
competitividade das empresas.
Metodologias ágeis ajudam as empresas
a se adaptarem mais rapidamente.
Quadro 1 | Pontos-chave da importância das metodologias ágeis.
É importante notar que a relevância das metodologias ágeis pode variar de acordo com o setor, o
tamanho da empresa e outros fatores. No entanto, as evidências estatísticas e os estudos
indicam que, em geral, as metodologias ágeis desempenham um papel signi�cativo na melhoria
da gestão empresarial e na capacidade das empresas de se adaptarem às demandas em
constante evolução do mercado.
Um grande exemplo de empresa que utiliza metodologias ágeis em seu processo de
desenvolvimento de software é a Amazon Web Services (AWS). Entre as metodologias utilizadas
estão o Scrum e o Kanban; tais metodologias são empregadas com o intuito de acelerar a
entrega de novos recursos e serviços. Há uma ênfase em ciclos curtos de desenvolvimento,
feedback contínuo e colaboração entre equipes para impulsionar a inovação e a �exibilidade.
Além disso, a AWS adota práticas de DevOps, o que permite uma integração mais suave entre
desenvolvimento e operações, acelerando a implantação de aplicativos. Essas abordagens ágeis
ajudam a AWS a manter um ritmo constante de inovação e a atender às crescentes demandas de
seus clientes (BEZOS, 2021).
Metodologias ágeis são frequentemente adotadas como resposta ao ambiente competitivo de
negócios, devido à sua capacidade de proporcionar agilidade, inovação e resposta rápida às
demandas do mercado. A seguir, abordaremos as razões pelas quais as metodologias ágeis são
valiosas no ambiente competitivo, juntamente com exemplos de aplicabilidade:
Resposta rápida às mudanças: em mercados altamente competitivos, as condições e as
demandas dos clientes podem mudar rapidamente. Metodologias ágeis, como o Scrum,
permitem que as equipes se adaptem de maneira ágil, ajustando prioridades e entregando
rapidamente recursos que atendam às novas necessidades. Para Camargo e Ribas (2019,
p. 141), o Scrum é um “(...) framework por meio do qual pessoas podem tratar e resolver
problemas complexos e adaptativos, enquanto produtiva e criativamente entregam
produtos com o mais alto valor possível”. Por exemplo, uma empresa de tecnologia que
oferece um serviço de streaming de vídeo pode adotar o Scrum para desenvolver recursos
com base nos feedbacks dos usuários em tempo real, permitindo aprimoramentos
contínuos que atendam às preferências em constante mudança.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Entrega contínua de valor ao cliente: metodologias ágeis priorizam a entrega de valor ao
cliente em cada iteração. Isso ajuda as empresas a manter os clientes satisfeitos e retê-los
em um mercado competitivo. Como exemplo, tomemos uma startup de comércio
eletrônico que utilizao Kanban para gerenciar seu �uxo de trabalho, priorizando
constantemente as atividades que geram mais valor para seus clientes e mantendo um
ciclo de entrega rápido. Camargo e Ribas (2019, p. 191) conceituam Kanban como um “(...)
método para de�nir, gerenciar e melhorar serviços que entregam trabalho do conhecimento
(...) Kanban pode ser utilizado mesmo se a equipe tiver adotado outro framework, como o
scrum”.
Colaboração e engajamento da equipe: a colaboração e o envolvimento da equipe são
fundamentais para o sucesso no ambiente competitivo. Metodologias ágeis incentivam a
comunicação constante, a colaboração e a tomada de decisões compartilhadas. Um
exemplo seria uma empresa de desenvolvimento de software que utiliza reuniões diárias de
stand-up para manter a equipe alinhada, identi�car obstáculos e garantir a colaboração
contínua.
Foco na qualidade e melhoria contínua: a busca pela excelência e melhoria contínua são
cruciais em um ambiente competitivo. As metodologias ágeis promovem a qualidade ao
enfatizar a automação de testes, revisões constantes e a busca contínua por melhorias.
Um exemplo é uma fabricante de produtos eletrônicos que incorpora práticas ágeis em seu
processo de produção, o que resulta na redução de defeitos e na entrega de produtos mais
con�áveis.
Adaptação a riscos e incertezas: em mercados competitivos, riscos e incertezas são
inevitáveis. As metodologias ágeis permitem que as equipes testem ideias rapidamente,
aprendendo com os resultados e ajustando suas abordagens conforme necessário. Na
prática, pense em uma empresa de consultoria que adota o Lean Startup, uma abordagem
ágil para inovação, a �m de testar novos modelos de negócios e produtos com o mínimo de
investimento antes de assumir compromissos substanciais.
Sendo assim, as metodologias ágeis permitem que as empresas enfrentem a concorrência de
maneira e�caz, pois capacitam as equipes a serem ágeis, inovadoras e capazes de se adaptar às
mudanças do mercado. Elas ajudam as empresas a manterem um foco contínuo no cliente,
melhorando a qualidade e promovendo a colaboração, aspectos essenciais em um ambiente
competitivo. Portanto, é fundamental para as organizações reconhecerem o valor dessa
colaboração estratégica e estarem abertas a novas in�uências e oportunidades de crescimento!
Vamos Exercitar?
O principal motivo que levou a FictiTech Solutions a adotar metodologias ágeis em sua gestão
empresarial foi a necessidade de lidar com os desa�os especí�cos que enfrentava no mercado
altamente competitivo de consultoria de TI e desenvolvimento de software.
A empresa tinha problemas com atrasos no desenvolvimento de projetos, pois como
utilizava o modelo em cascata, frequentemente ocorriam atrasos na entrega de projetos,
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
causando insatisfação dos clientes e prejudicando a reputação da empresa.
As mudanças de requisitos constantes eram outro problema, pois o ambiente de negócios
em constante mudança exigia uma resposta rápida a mudanças nos requisitos dos
clientes, algo que o modelo em cascata não podia oferecer de modo e�caz.
A comunicação ine�caz entre equipes de desenvolvimento, gerenciamento de projetos e
clientes era uma outra questão, que levava a mal-entendidos e retrabalho.
Após sua sugestão acerca da adoção de metodologias ágeis, como o Scrum, que oferecem
vantagens signi�cativas, a empresa resolveu a situação da seguinte forma:
Entrega incremental e frequente: as metodologias ágeis enfatizam a entrega contínua de
funcionalidades, o que ajudou a FictiTech Solutions a reduzir atrasos no desenvolvimento
de projetos, aumentando a satisfação dos clientes e melhorando sua reputação no
mercado.
Adaptação às mudanças: as metodologias ágeis permitem uma resposta rápida a
mudanças nos requisitos dos clientes, possibilitando à empresa atender às demandas em
constante mudança do mercado.
Comunicação e�caz: metodologias ágeis promovem a colaboração e a comunicação e�caz
entre equipes, o que resolve o problema de mal-entendidos e retrabalho, tornando os
projetos mais e�cientes.
Portanto, as metodologias ágeis foram uma solução e�caz para os desa�os especí�cos
enfrentados pela FictiTech Solutions, tornando a empresa mais ágil, adaptável e e�ciente em sua
gestão empresarial.
Saiba mais
Quer conhecer mais sobre as ferramentas ágeis e sua in�uência na gestão empresarial?
Recomendamos o livro Da estratégia ágil aos resultados, sobretudo o segundo capítulo,
chamado A estratégia ágil: uma abordagem adaptativa aos mercados dinâmicos. O capítulo está
disponível na Biblioteca Virtual. 
Assista ao documentário Agile: A História de Uma Revolução, que explora a evolução das
metodologias ágeis e sua in�uência no mundo do desenvolvimento de software. Ele apresenta
entrevistas com especialistas em agilidade, líderes da indústria e empresas que adotaram
práticas ágeis. O documentário aborda a história e os princípios por trás das metodologias ágeis,
como Scrum e Kanban, destacando de que modo essas abordagens têm revolucionado a forma
como as equipes de desenvolvimento trabalham.
O documentário The Corporation (2003) analisa a natureza das corporações e como elas estão
mudando e inovando em resposta às pressões sociais, econômicas e ambientais. Ele oferece
uma visão crítica e informativa sobre as mudanças na gestão empresarial e as implicações da
inovação nas corporações.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Referências
BEZOS, J. Inventar & Vagar: Princípios e Filoso�as da Amazon e Blue Origin. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555204735/pages/recent. Acesso
em: 28 out. 2023. 
CAMARGO, R.; RIBAS, T. Gestão ágil de projetos. São Paulo: Saraiva Educação, 2019. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788553131891/pageid/0. Acesso
em: 28 out. 2023. 
COUTINHO, H. Da estratégia ágil aos resultados. São Paulo: Saraiva Educação, 2019. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788571440463/pageid/0. Acesso
em: 26 out. 2023. 
HADDAD, H.; MARANGONI, M. M.; KUAZAQUI, E. (org.). Gestão de marketing 4.0. São Paulo: Atlas,
2019. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597022889/epubc�/6/10[%3Bvnd.v
st.idref%3Dhtml4]!/4/40/2. Acesso em: 29 out. 2023. 
Aula 2
Mindset de crescimento e a importância da diversidade
Mindset de crescimento e a importância da diversidade
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
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Ponto de Partida
Boas-vindas, caro estudante!
Nesta aula, construiremos uma jornada de aprendizado bastante importante, explorando
conceitos fundamentais que moldam nossa compreensão do mundo dos negócios, da inovação
e do design. À medida que nos aprofundamos nesse percurso, esperamos que você tenha uma
experiência de aprendizado cada vez mais rica e produtiva.
Abordaremos, aqui, três conceitos essenciais: diversidade de pensamentos, Growth Mindset e o
propósito no Design Thinking.
Acerca da diversidade de pensamentos, vamos explorarcomo pensamentos divergentes, que são
geradores de ideias criativas, se entrelaçam com pensamentos convergentes, que são
necessários para a escolha das melhores ideias. A diversidade de pensamentos é a base para a
inovação e a solução de problemas complexos.
Além disso, veremos como o Growth Mindset (Mentalidade de Crescimento) é uma ferramenta
poderosa para o desenvolvimento pessoal e pro�ssional, permitindo-nos abraçar desa�os,
aprender com erros e crescer constantemente, aspectos essenciais para a construção de
carreiras de sucesso.
Por �m, investigaremos por que o propósito, tanto em uma dimensão individual quanto em uma
dimensão coletiva, desempenha um papel crucial no processo de Design Thinking. Desse modo,
entenderemos como nossas motivações e objetivos impactam nossas decisões e a forma como
abordamos problemas complexos.
Para contextualizar sua aprendizagem, trabalharemos com um desa�o, o qual tratará da empresa
�ctícia Food Innova, especializada no desenvolvimento de tecnologias de alimentos inovadoras.
Ela se dedica a criar soluções que visam a melhorar a qualidade e a segurança dos alimentos,
bem como tornar a produção de alimentos mais sustentável.
Considere, então, que a Food Innova está se preparando para lançar uma nova linha de produtos
de alimentos saudáveis, usando ingredientes alternativos, à base de plantas. Entretanto, a equipe
de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da empresa enfrenta uma questão crítica: alguns
membros da equipe acreditam que a linha de produtos deve se concentrar em imitar o sabor e a
textura dos alimentos tradicionais, a �m de atrair um público mais amplo, enquanto outros
defendem a ideia de que a empresa deve abraçar totalmente os aspectos únicos e saudáveis dos
ingredientes alternativos, atendendo a um mercado mais consciente sobre a saúde.
Como membro da equipe de P&D da Food Innova, você é encarregado de resolver essa questão.
Assim, re�ita: de que modo você aconselharia a empresa a abordar o lançamento de sua nova
linha de produtos à base de plantas? Considere os prós e contras das duas abordagens e
apresente uma recomendação a partir de sua análise.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Este é apenas o começo de nossa exploração desses conceitos. Estamos prestes a re�etir mais
detidamente sobre cada um deles, a �m de compreender como moldam as empresas, as
carreiras e a sociedade em geral.
Vamos iniciar esta jornada juntos. Bons estudos!
Vamos Começar!
O tema da diversidade de pensamentos, especialmente quando se trata da geração de ideias e
da convergência de critérios de escolha, desempenha um papel fundamental em ambientes
empresariais e na resolução de problemas complexos. A esse respeito, Grinberg (2023, p. 15)
a�rma que “Desaprender está para reaprender do mesmo jeito que desinventar está para
reinventar: você não reaprende e não reinventa sem antes abrir espaço para algo novo. Sem
antes tirar algo da frente”. Esse exercício de se abrir ao novo e de focar na diversidade de
pensamentos e ideias é a essência da criatividade e da tomada de decisões informadas. A
seguir, vamos explorar cada um desses aspectos, entendendo os conceitos de pensamentos
divergentes e convergentes.
Os pensamentos divergentes (geração de ideias) são o núcleo da geração de ideias. Eles
envolvem a capacidade de pensar de maneira não convencional, explorando diferentes
perspectivas e considerando uma variedade de soluções. A diversidade de pensamentos nesse
estágio é crucial, pois permite que uma ampla gama de ideias seja considerada. Os pontos-chave
são a inovação, a criatividade e um brainstorming e�caz.
Os pensamentos convergentes (critérios de escolha), por seu turno, vêm depois da fase de
geração de ideias. As ideias são analisadas e re�nadas para apoiar a tomada de decisões
informadas. A diversidade de pensamentos nesse estágio envolve considerar diferentes critérios
de escolha e perspectivas para determinar a melhor solução. Os pontos-chave são: a tomada de
decisão robusta; a redução de vieses e o consenso informado.
Para clari�car tais pensamentos, veja o quadro a seguir: 
PENSAMENTOS DIVERGENTES PENSAMENTOS CONVERGENTES
Inovação: a diversidade de
pensamentos é um catalisador para a
inovação. Quando pessoas com
diferentes origens, experiências e
perspectivas se reúnem, novas ideias
são geradas. Essa diversidade permite
a criação de soluções únicas e
criativas. 
Tomada de decisões robusta:
pensamentos convergentes bem-
sucedidos consideram uma variedade
de critérios de escolha. Isso garante
que as decisões sejam baseadas em
dados sólidos e em uma compreensão
abrangente das implicações. 
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Criatividade: pensamentos divergentes
são fundamentais para a criatividade.
Ao estimular a imaginação e a
originalidade, a diversidade de
pensamentos é essencial para o
desenvolvimento de produtos
inovadores, estratégias de marketing e
resolução de problemas complexos. 
Redução de vieses: a diversidade de
pensamentos na fase de pensamentos
convergentes ajuda a mitigar vieses
inconscientes. Diferentes perspectivas
ajudam a evitar decisões baseadas
exclusivamente na visão de uma única
pessoa ou grupo.
Brainstorming e�caz: em sessões de
brainstorming, a diversidade de
pensamentos é uma vantagem. Ela
permite que diferentes perspectivas
sejam apresentadas, o que leva a
ideias mais ricas e variadas.
Consenso informado: ao considerar
várias perspectivas na tomada de
decisões, é mais provável que se
alcance um consenso informado. Isso
aumenta a aceitação e o
comprometimento com as decisões,
uma vez que um espectro mais amplo
de vozes foi ouvido.
Quadro 1 | Pensamentos divergentes e convergentes.
A diversidade de pensamentos, tanto na geração de ideias quanto na convergência de critérios
de escolha, é uma força motriz para a inovação, a criatividade e a tomada de decisões
informadas. As empresas que valorizam e promovem essa diversidade têm uma vantagem
competitiva signi�cativa, uma vez que são mais capazes de enfrentar desa�os complexos e de
se adaptar a um mundo em constante mudança.
Siga em Frente...
O Growth Mindset é um conceito psicológico que descreve a crença fundamental de que as
habilidades e capacidades podem ser desenvolvidas e aprimoradas ao longo do tempo por meio
do esforço, da aprendizagem e da persistência. Em contraste, a mentalidade �xa sugere que as
habilidades são inatas e imutáveis.
 Wellman e Lind (2021, p. 165) apontam que um estudo da pesquisadora Carol Dweck identi�cou
que:
“(...) algumas crianças e adultos teriam uma mentalidade mais maleável, denominada mindset de
crescimento (ou uma teoria incremental da inteligência). Estes compreendem que, qualquer que
seja sua inteligência inicial, ela sempre pode ser alterada: pode se expandir, e você pode, sim,
�car mais esperto — inclusive, essa é a meta na solução dos problemas. Desa�os, contratempos
e um esforço dedicado são partes importantes do aprendizado, pois eles o ajudam a a�ar sua
inteligência. 
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
A importância do Growth Mindset na construção da carreira é imensa e pode ser estimulada
desde cedo. Conheça os sete benefícios de adotarmos uma mentalidade de crescimento:
1. Resiliência: ter um Growth Mindset ajuda as pessoas a enfrentarem desa�os e fracassos
de forma mais resiliente. Em vez de ver o fracasso como um sinal de falta de habilidade,
aqueles com uma mentalidade de crescimento veem o fracasso como uma oportunidade
de aprendizado e melhoria.
2. Aprendizado contínuo: a mentalidade de crescimento incentiva a busca constante por
conhecimento e desenvolvimento de habilidades. As pessoas com esse mindset estão
dispostas a se desa�arem, a saírem de suas zonas de conforto e a aprenderem coisas
novas, o que é essencial em um ambiente de trabalho em constante evolução.
3.   Inovação e criatividade: a mentalidade de crescimento está associada a uma maior
propensão à inovação e à criatividade. Acreditar que você pode desenvolver novas
habilidadese abordagens estimula a geração de ideias originais.
4. Adaptabilidade: em um mundo de negócios em constante mudança, a capacidade de se
adaptar é essencial. A mentalidade de crescimento permite que as pessoas se ajustem às
mudanças com mais facilidade, pois estão abertas a novas maneiras de fazer as coisas.
5. Desenvolvimento de habilidades-chave: ter uma mentalidade de crescimento pode levar a
um desenvolvimento mais robusto de habilidades-chave, como resolução de problemas,
comunicação, trabalho em equipe e liderança.
�. Avanço na carreira: as pessoas com uma mentalidade de crescimento tendem a avançar
em suas carreiras mais rapidamente. Elas abraçam desa�os, buscam oportunidades de
aprendizado e estão dispostas a assumir responsabilidades adicionais.
7. Autocon�ança: o Growth Mindset está associado a uma autocon�ança saudável, uma vez
que as pessoas acreditam que, com esforço e dedicação, podem superar obstáculos e
alcançar seus objetivos.
Portanto, para construir uma carreira de sucesso, é fundamental adotar uma mentalidade de
crescimento, além de dominar suas competências socioemocionais. Tajra (2022, p. 45) a�rma
que “As competências socioemocionais podem ser entendidas como ‘aptidões pessoais’,
permitindo moldar relacionamentos, mobilizar e inspirar os outros, convencer e in�uenciar, deixar
os outros à vontade”. Isso não apenas nos leva a superar desa�os e a crescer pro�ssionalmente,
mas também nos ajuda a aproveitar as oportunidades de aprendizado ao longo do caminho. A
crença de que você pode se desenvolver e melhorar é um dos pilares para uma carreira de
sucesso e realização pessoal.
O propósito é uma peça fundamental no processo de Design Thinking, desempenhando um papel
crítico tanto no nível individual quanto no coletivo.
Na dimensão individual, ter um propósito pessoal em um projeto ou na carreira é uma fonte de
inspiração que fornece direção e motivação. Isso ajuda a manter o foco em objetivos pessoais,
dando um signi�cado mais profundo ao trabalho.
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Na dimensão coletiva, um propósito compartilhado uni�ca equipes e organizações em torno de
uma missão comum. Isso proporciona direção e motivação coletiva para alcançar objetivos
especí�cos. Além disso, o propósito coletivo frequentemente se baseia nas necessidades do
público-alvo, estimulando uma compreensão mais profunda dos problemas e desa�os a serem
resolvidos.
Sabemos que, no Design Thinking, a empatia e a compreensão são fundamentais, e o propósito
desempenha um papel vital nesse aspecto, pois inspira a inovação e a criatividade, já que as
pessoas se esforçam para criar soluções alinhadas com seus objetivos e missões. Também
mantém o foco no usuário �nal, garantindo que as soluções sejam centradas em suas
necessidades.
Em última análise, o propósito é um guia para a tomada de decisões, alinhando ações com
valores e objetivos, o que faz dele uma peça central no processo de Design Thinking.
Vamos Exercitar?
Conforme vimos, certos colaboradores da equipe da Food Innova acreditam que a linha de
produtos deve priorizar a reprodução do sabor e da consistência dos alimentos convencionais,
com o intuito de cativar um público mais abrangente. Enquanto isso, outros sustentam a
concepção de que a companhia deveria abraçar por completo as características distintas e
bené�cas dos ingredientes alternativos, visando uma clientela mais preocupada com a saúde.
Como integrante da equipe de P&D da Food Innova, você recebeu a responsabilidade de abordar
essa questão vital. Sendo assim, qual seria o seu posicionamento em relação à estratégia de
lançamento da nova linha de produtos à base de plantas?
Para resolver o caso, é importante levar em consideração as vantagens e desvantagens das duas
abordagens, para que então, com base em sua análise, você forneça uma recomendação. As
duas perspectivas têm méritos: a abordagem de imitar o sabor e a textura dos alimentos
tradicionais pode atrair um público mais amplo, incluindo aqueles que podem ser céticos em
relação a alimentos à base de plantas; por outro lado, ressaltar os aspectos únicos e saudáveis
dos ingredientes alternativos pode atrair um público mais consciente sobre questões de saúde e
ambientalmente mais responsável.
A recomendação da melhor alternativa dependerá das metas e valores da Food Innova. Se a
empresa deseja atingir um mercado mais amplo e introduzir alimentos à base de plantas para
pessoas que estão acostumadas com alimentos tradicionais, a primeira abordagem pode ser a
mais adequada. No entanto, se a empresa tem uma forte missão de promover alimentos mais
saudáveis e sustentáveis, a segunda abordagem pode ser a mais apropriada.
A chave é que a empresa deve comunicar claramente aos consumidores a estratégia escolhida,
destacando os benefícios dos produtos de acordo com essa abordagem, seja o sabor tradicional
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ou os aspectos saudáveis e sustentáveis. Lembre-se de que é a diversidade de pensamentos que
promove a mentalidade de crescimento de uma empresa!
Saiba mais
Para conhecer mais exemplos sobre a importância de pensar diferente e agregar inovação ao
Design Thinking, leia o livro de Grinberg, chamado Desinvente: como o que já está feito pode (e
precisa) ser desfeito, sobretudo o segundo capítulo, intitulado Desinvente. O capítulo está
disponível no livro na Biblioteca Virtual. 
Assista à série O Gambito da Rainha, a qual apresenta uma narrativa interessante e cativante
sobre a busca pela excelência, o desenvolvimento de habilidades e o aprimoramento pessoal. A
personagem principal, Beth Harmon, enfrenta desa�os em sua jornada para se tornar uma grande
enxadrista, demonstrando elementos do Growth Mindset.
O �lme intitulado À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness), estrelado por Will Smith,
narra uma história inspiradora de superação e sucesso na carreira. Ele retrata a jornada de um
homem que enfrenta inúmeras di�culdades e desa�os enquanto busca uma carreira melhor para
si e seu �lho. O �lme enfatiza a importância da persistência, do aprendizado constante e da
mentalidade de crescimento.
Referências
GRINBERG, C. Desinvente: como o que já está feito pode (e precisa) ser desfeito. Porto Alegre:
Bookman, 2023. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582606209/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcapa.xhtml]!/4/2/2/4%4051:2. Acesso em: 28 out. 2023. 
TAJRA, S. F. Projeto de vida para uma carreira empreendedora. São Paulo: Érica, 2022. Disponível
em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582606209/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcapa.xhtml]!/4/2/2/4%4051:2. Acesso em: 28 out. 2023. 
WELLMAN, H. M.; LIND, K. Decifrando Mentes: como a infância pode nos ensinar a entender. Rio
de Janeiro: Alta Books, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555204094/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/4/2%4051:1. Acesso em: 28 out. 2023.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582606209/epubcfi/6/20[%3Bvnd.vst.idref%3Dcap_002.xhtml]!/4[Grinberg_Completo-5]/2/4/2%4073:8
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582606209/epubcfi/6/20[%3Bvnd.vst.idref%3Dcap_002.xhtml]!/4[Grinberg_Completo-5]/2/4/2%4073:8
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582606209/epubcfi/6/20[%3Bvnd.vst.idref%3Dcap_002.xhtml]!/4[Grinberg_Completo-5]/2/4/2%4073:8
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582606209/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa.xhtml%5d!/4/2/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582606209/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa.xhtml%5d!/4/2/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582606209/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa.xhtml%5d!/4/2/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555204094/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/4/2%4051:1https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555204094/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/4/2%4051:1
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Aula 3
Liderança positiva para fomentar equipes de alta performance
Liderança positiva para fomentar equipes de alta performance
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Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la?
Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, caro estudante!
Estamos prestes a iniciar mais uma jornada rica e inspiradora. Nesta aula, vamos explorar temas
essenciais para o seu sucesso, não apenas pro�ssional, mas pessoal.
Procuraremos desvendar os mistérios da relação entre felicidade e produtividade,
compreendendo o conceito de �ow e como ele pode impulsionar o desenvolvimento da carreira.
Nesse contexto, a primeira pergunta que devemos fazer é: qual é a real conexão entre felicidade
e produtividade? Poderá ser surpreendente descobrir que essa ligação não é sutil, mas constitui
um elo poderoso, que pode transformar a forma como entendemos tarefas diárias, metas de
carreira e até mesmo qualidade de vida.
Entenderemos que o �ow é um estado de espírito que muitos buscam, mas poucos realmente
compreendem, e descobriremos como esse estado de imersão total pode otimizar o
desempenho e a satisfação pro�ssional.
Além disso, abordaremos os fundamentos da liderança positiva. Entender como ser um líder que
inspira, motiva e guia os outros de forma construtiva é fundamental para alcançar o sucesso e
promover ambientes de trabalho saudáveis.
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Sendo assim, o objetivo principal desta aula é capacitá-lo a alcançar seus objetivos, tornando-se
um pro�ssional de destaque, que encontre felicidade ao longo da jornada.
Para trazer uma dimensão prática à sua aprendizagem, temos um desa�o. Considere que a
Cosméticos Elysia é uma empresa do setor de beleza e cosméticos. Ela é reconhecida por sua
ampla gama de produtos, que incluem maquiagem, produtos para cuidados com a pele e
fragrâncias exclusivas. A empresa tem uma equipe de aproximadamente 150 funcionários,
incluindo representantes de vendas, equipes de pesquisa e desenvolvimento e pessoal de
marketing.
No entanto, a Cosméticos Elysia está enfrentando um declínio na produtividade e um aumento
nas queixas dos colaboradores sobre falta de satisfação e motivação. Os resultados �nanceiros
estão mostrando uma diminuição nas vendas e um aumento na rotatividade de colaboradores.
Diante desse cenário, a diretoria da empresa está preocupada e acredita que a felicidade dos
colaboradores, o conceito de �ow aplicado ao desenvolvimento de carreira e os fundamentos da
liderança positiva podem ser elementos-chave para superar esse desa�o. Sua função será,
portanto, auxiliá-los a reverter esse processo.
Prepare-se para uma aula repleta de conhecimento, re�exão e inspiração. Vamos juntos
compreender o segredo da felicidade produtiva e seguir em direção a um futuro exitoso.
Vamos começar?
Vamos Começar!
A relação entre felicidade e produtividade é um campo de estudo e interesse crescente no mundo
dos negócios e da psicologia organizacional. Ela se baseia na ideia de que colaboradores felizes
tendem a ser mais produtivos no ambiente de trabalho. Veja, no Quadro 1, os fatores-chave que
destacam essa conexão: 
FATORES DE FELICIDADE REFLEXO NA PRODUTIVIDADE
Maior engajamento
Colaboradores felizes estão mais
engajados em suas tarefas e
demonstram maior entusiasmo no
trabalho. Isso signi�ca que eles estão
dispostos a dedicar mais tempo e
esforço às suas responsabilidades, o
que se traduz em uma produtividade
aprimorada.
Resistência ao estresse A felicidade no trabalho está
relacionada a níveis reduzidos de
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estresse. Colaboradores menos
estressados tendem a lidar melhor
com desa�os e pressões, mantendo
um nível constante de produtividade,
mesmo em situações adversas.
Criatividade e inovação
A satisfação no trabalho estimula a
criatividade e a inovação. Pessoas
felizes se sentem mais à vontade para
compartilhar ideias, colaborar e buscar
soluções criativas, o que pode
impulsionar o desenvolvimento de
produtos, processos e serviços
inovadores.
Melhor saúde e bem-estar
Colaboradores felizes geralmente têm
melhor saúde física e mental. Isso se
traduz em menos faltas por motivos de
saúde, maior disposição para o
trabalho e maior longevidade na
carreira.
Relações interpessoais positivas
A felicidade no trabalho também está
ligada a relacionamentos mais
positivos entre os colaboradores. Isso
cria um ambiente de trabalho mais
harmonioso, em que a comunicação
�ui de maneira mais e�caz, o que é
essencial para a produtividade de
equipes.
Foco e concentração
Pessoas felizes tendem a experimentar
o estado de �ow com mais frequência,
em que estão completamente imersas
e focadas em suas tarefas. Isso
melhora a e�ciência e a qualidade do
trabalho realizado.
Retenção de talentos
Empresas que promovem a felicidade
dos colaboradores têm maior
probabilidade de reter talentos.
Colaboradores satisfeitos são menos
propensos a buscar oportunidades em
outras empresas, o que economiza
tempo e recursos no recrutamento e
treinamento de novos colaboradores.
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Quadro 1 | Conexão entre fatores de felicidade e re�exo na produtividade.
Chiavenato (2022, p. 40) a�rma que:
A viabilidade de uma organização, do ponto de vista humano, depende de sua capacidade de
captar e aplicar adequadamente as competências de seus talentos no alcance de resultados
expressivos. Para tanto, é preciso mantê-los satisfeitos e engajados em suas atividades. Atrair,
conquistar, desenvolver, aplicar e engajar talentos é um enorme desa�o para as organizações.
Isso exige um complicado e balanceado ecossistema envolvendo a comunidade colaborativa de
talentos (...). Não se trata apenas de manter ou reter talentos, mas de engajá-los. E quando a
socialização organizacional e o trabalho (papel) designado às pessoas são aspectos bem-
sucedidos, surge o engajamento dos talentos, quando o ecossistema da comunidade
colaborativa de talentos também funciona a contento.
Logo, a relação entre felicidade e produtividade é uma via de mão dupla, em que colaboradores
felizes tendem a ser mais produtivos, enquanto ambientes de trabalho produtivos também
podem contribuir para a felicidade dos colaboradores, estimulando os talentos. Portanto, investir
no bem-estar e na satisfação dos colaboradores não é apenas uma abordagem moral, mas
também uma estratégia inteligente para o sucesso a longo prazo de qualquer organização.
Siga em Frente...
O conceito de �ow ou �uxo aplicado ao desenvolvimento de carreira é uma abordagem que se
baseia na ideia de que as pessoas alcançam seu melhor desempenho quando estão imersas em
atividades desa�adoras, signi�cativas e envolventes. O termo �ow foi introduzido pelo psicólogo
Mihaly Csikszentmihalyi e descreve um estado mental em que uma pessoa está totalmente
absorvida por uma tarefa, perdendo a noção do tempo e do espaço. Machado e Matsumoto
(2020, p. 237) a�rmam que o �ow “(...) é caracterizado pela completa absorção e engajamento
afetivo daquilo que se faz no momento presente”. Quando esse estado é aplicado ao contexto de
desenvolvimento de carreira, várias implicações positivas surgem, como as descritas no Quadro
2, a seguir:
Realização pessoal e pro�ssional
O �ow é frequentemente associado a
um senso profundo de realização. No
contexto de carreira, isso signi�ca que
quando os indivíduos se envolvem em
tarefas desa�adoras e grati�cantes,
eles se sentem mais realizados em
relação ao seu trabalho.
Desenvolvimento de habilidadesO �ow muitas vezes ocorre quando as
habilidades de uma pessoa estão bem
equilibradas com os desa�os da tarefa.
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Ao aplicar o �ow ao desenvolvimento
de carreira, os indivíduos são
incentivados a buscar oportunidades
que lhes permitam desenvolver e
aprimorar suas habilidades, ao mesmo
tempo em que enfrentam desa�os
estimulantes.
Foco e produtividade
Quando as pessoas estão em �ow, elas
são altamente focadas e produtivas.
Isso é particularmente valioso na
carreira, pois permite que os indivíduos
realizem seu trabalho de forma
e�ciente e entreguem resultados de
alta qualidade.
Satisfação pro�ssional
As atividades que induzem o estado de
�ow tendem a ser aquelas que as
pessoas consideram intrinsecamente
satisfatórias. Portanto, aplicar o �ow à
carreira signi�ca procurar
oportunidades que estejam alinhadas a
interesses e valores pessoais,
aumentando a satisfação pro�ssional.
Crescimento e desa�o constantes
O �ow é mais provável de ocorrer
quando as tarefas são desa�adoras,
mas não esmagadoras. Portanto, o
desenvolvimento de carreira com base
no �ow envolve buscar desa�os que
estimulem o crescimento pessoal e
pro�ssional, mantendo um equilíbrio
saudável.
Autoestima e autocon�ança
Alcançar estados de �ow regularmente
no trabalho contribui para um aumento
da autoestima e da autocon�ança. Isso
pode ser especialmente bené�co ao
buscar promoções, novas
oportunidades e progresso na carreira.
Sensação de propósito As atividades que induzem o �ow
frequentemente estão alinhadas a um
senso de propósito. Isso signi�ca que,
ao aplicar o �ow ao desenvolvimento
de carreira, as pessoas têm uma maior
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probabilidade de sentir que estão
contribuindo de maneira signi�cativa
para seus objetivos e para a
organização em que trabalham.
 Quadro 2 | Flow aplicado ao contexto de desenvolvimento de carreira e suas implicações
positivas.
Aplicar o conceito de �ow ao desenvolvimento de carreira envolve a busca por desa�os que
proporcionem satisfação, realização e foco. Isso não apenas aprimora o desempenho individual,
mas também contribui para a construção de carreiras grati�cantes e bem-sucedidas.
Os fundamentos da liderança positiva constituem uma abordagem que se concentra no
desenvolvimento de líderes que inspiram, motivam e cultivam um ambiente de trabalho saudável
e produtivo. Essa forma de liderança vai além da gestão tradicional e visa a promover o bem-
estar dos colaboradores, a resiliência e a realização de metas organizacionais.
Fosslien e Duffy (2020, p. 231) a�rmam que “Você pode levar emoções para o trabalho sem
causar caos, mas o momento, o contexto e a maneira de expressar contam”. Assim, um dos
principais princípios é a construção de relacionamentos baseados na con�ança, empatia e
respeito mútuo, em que os líderes demonstrem autenticidade e escutem ativamente as
preocupações e ideias de suas equipes.
Além disso, a liderança positiva enfatiza o reconhecimento e o reforço positivo, destacando as
conquistas dos colaboradores e incentivando um clima de trabalho positivo, de modo a contribuir
para a motivação e o engajamento das equipes, resultando em melhor desempenho e retenção
de talentos.
A capacidade de comunicar uma visão inspiradora e de estabelecer metas claras é outra
característica fundamental, permitindo que as equipes compreendam o propósito de seu trabalho
e se sintam conectadas a uma missão maior.
Por �m, a liderança positiva procura criar um ambiente de trabalho que valorize o bem-estar dos
colaboradores, promova a resiliência e maximize o potencial de todos. Ela se baseia em
princípios de con�ança, empatia, reconhecimento e comunicação e�caz, impulsionando não
apenas o sucesso da equipe, mas também o crescimento e a realização pessoal de cada
indivíduo.
Logo, a liderança positiva complementa as metodologias ágeis ao promover um ambiente de
trabalho aberto e colaborativo, onde o feedback contínuo é valorizado como ferramenta de
crescimento e melhoria. Essa abordagem fortalece a con�ança e o engajamento da equipe,
incentivando a adaptabilidade e a inovação, pilares essenciais das práticas ágeis.
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Vamos Exercitar?
Conforme tratamos, a Cosméticos Elysia está enfrentando um declínio na produtividade e um
aumento nas queixas dos colaboradores sobre falta de satisfação e motivação. Os resultados
�nanceiros estão mostrando uma diminuição nas vendas e um aumento na rotatividade de
colaboradores. A diretoria da empresa está preocupada com essa situação e acredita que a
insatisfação dos colaboradores está impactando a produtividade. Você acredita que o conceito
de �ow aplicado ao desenvolvimento de carreira e os fundamentos da liderança positiva podem
ser a chave para superar esse desa�o?
O primeiro passo é realizar uma pesquisa interna, como uma pesquisa de clima organizacional,
para avaliar o nível de satisfação dos colaboradores. Isso ajudará a identi�car as áreas em que a
empresa está falhando em promover um ambiente de trabalho feliz e satisfatório.
Com base nos resultados da pesquisa, a empresa deve implementar medidas para melhorar a
satisfação dos colaboradores, como programas de bem-estar, �exibilidade no local de trabalho e
reconhecimento dos esforços dos trabalhadores.
Sabendo que o �ow é um estado de completa imersão e foco em uma tarefa, a empresa pode
promovê-lo incentivando os funcionários a de�nirem metas de carreira desa�adoras, mas
alcançáveis, que os envolvam emocionalmente e mentalmente.
Uma boa alternativa também é oferecer treinamento e oportunidades de desenvolvimento de
habilidades que desa�em os funcionários de forma positiva e os coloquem em situações de �ow
ao lidar com seus projetos e responsabilidades. Além disso, a empresa deve capacitar seus
líderes para adotar uma abordagem de liderança positiva, formando líderes que inspirem,
motivem e apoiem suas equipes de forma construtiva.
Adicionalmente, podem oferecer treinamento em liderança e coaching para os gerentes, para que
desenvolvam suas habilidades de liderança positiva, como a empatia, a comunicação e�caz e o
reconhecimento dos esforços dos colaboradores.
Após a implementação dessas estratégias, a Cosméticos Elysia pode esperar ver uma melhoria
na satisfação dos colaboradores, assim como um aumento na produtividade e um ambiente de
trabalho mais positivo.
Todas essas ações devem trazer de volta à empresa o crescimento e a prosperidade, garantindo
que a organização continue a ser líder no mercado de cosméticos.
Saiba mais
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Entenda mais sobre liderança e seus desa�os com o livro Sem Neura: o segredo para lidar com
as emoções no trabalho, de Fosslien e Duffy. No Capítulo 8, intitulado Liderança, você terá
acesso ao conteúdo de forma clara e muito divertida! O capítulo está disponível no livro na
Biblioteca Virtual. 
A série Billions (Bilhões) explora o mundo das altas �nanças e do empreendedorismo. A trama
envolve personagens que buscam constantemente o �ow em seus negócios, impulsionados por
desa�os e metas ambiciosas. O conceito de liderança positiva e suas implicações no ambiente
de trabalho também são temas abordados ao longo da série, à medida que os personagens
interagem em cenários corporativos competitivos. 
No �lme What Women Want (Do que as Mulheres Gostam), estrelado por Mel Gibson e Helen
Hunt, o personagem principal, Nick Marshall, um executivo de publicidade, adquire a capacidade
de ouvir os pensamentos das mulheres. Ao longo da história, ele experimenta uma
transformação pessoal e pro�ssional, à medida que aprende a compreender as necessidades e
desejos de suas colegas de trabalho e clientes, promovendo um ambiente de trabalho mais
positivo e produtivo. A trama aborda a importância de entender os outros, desenvolver
relacionamentos interpessoais e reconhecer a conexão entre a felicidade e a e�cácia
pro�ssional.
Referências
CHIAVENATO,I. Desempenho humano nas empresas: como desenhar o trabalho e conduzir o
desempenho. 8. ed. Barueri, SP: Atlas, 2022. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559771219/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:2. Acesso em: 1 nov. 2023.
FOSSLIEN, L.; DUFFY, M. W. Sem Neura: o segredo para lidar com as emoções no trabalho. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2020. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555200768/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:1. Acesso em: 1 nov. 2023.
MACHADO, L.; MATSUMOTO, L. S. Psicologia positiva e psiquiatria positiva: a ciência da
felicidade na prática clínica. 1. ed. Barueri, SP: Manole, 2020. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555760194/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover.xhtml]!/4/2/2/4%4051:0. Acesso em: 2 nov. 2023.
Aula 4
Customer centricity e métricas-chave para acompanhamento da evolução da entrega de valor
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555200768/epubcfi/6/70[%3Bvnd.vst.idref%3DePub_No_Hard_Feelings_cap08]!/4[ePub_No_Hard_Feelings_cap08]/2[_idContainer240]
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555760194/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover.xhtml%5d!/4/2/2/4%4051:0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555760194/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover.xhtml%5d!/4/2/2/4%4051:0
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Customer centricity e métricas-chave para acompanhamento da evolução da
entrega de valor
Este conteúdo é um vídeo!
Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, caro estudante!
Agora, iniciaremos uma jornada empolgante pelo mundo da tecnologia e dos negócios. Nesta
aula, analisaremos um estudo de caso de uma empresa de tecnologia, explorando como
identi�car as alavancas de negócios que a impulsionaram ao sucesso, mapeando a jornada do
cliente e criando uma árvore de métricas para avaliar seu desempenho.
Desse modo, vamos buscar compreender os segredos por trás do sucesso de uma empresa do
setor de tecnologia, aprendendo como aplicar essas lições a nossas próprias experiências
pro�ssionais. Você verá como a compreensão profunda dos clientes, a identi�cação das
alavancas estratégicas e a medição de resultados são cruciais no cenário tecnológico
competitivo.
Prepare-se para uma aula repleta de insights valiosos, discussões instigantes e aprendizado
prático. Ao �nal desta jornada, você estará mais preparado para enfrentar os desa�os e as
oportunidades do mundo da tecnologia e dos negócios.
Para trazer uma dimensão prática ao seu aprendizado, trabalharemos com o caso da ModaStyle,
uma empresa do ramo de moda que atua no segmento de roupas e acessórios de alta qualidade
e design exclusivo. Ela tem uma presença consolidada no mercado, com lojas físicas em várias
cidades e uma loja on-line. A empresa é conhecida por sua coleção exclusiva e pela experiência
de compra de alta qualidade. No entanto, ultimamente, tem enfrentado um desa�o: a diminuição
nas vendas on-line e a insatisfação de alguns clientes com o processo de compra.
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
A ModaStyle está lidando com uma queda nas vendas on-line, observando o aumento nas
reclamações de clientes sobre a experiência de compra em seu site. Os clientes relatam
di�culdades na navegação, lentidão do site e problemas no processo de pagamento. A empresa
está preocupada com a perda de receita e com a possibilidade de essa situação prejudicar sua
reputação de qualidade. Diante disso, a diretoria reconhece a necessidade de identi�car as
alavancas de negócio que podem revitalizar as vendas on-line e melhorar a experiência do
cliente. Nesse contexto, você, como expert em alavancagem, deverá ajudá-los.
Lembre-se: o conhecimento é a chave para o sucesso. Você é capaz de grandes realizações, e
esta aula é apenas um passo em sua jornada bem-sucedida.
Vamos começar?
Vamos Começar!
Customer centricity, é uma abordagem estratégica que coloca o cliente no centro de todas as
decisões de negócios e processos, visando criar experiências positivas e construir
relacionamentos duradouros para impulsionar a satisfação e a �delidade do cliente.
Empresas focadas no cliente priorizam entender profundamente as necessidades, desejos e
comportamentos dos seus consumidores, utilizando essas informações para guiar o
desenvolvimento de produtos, serviços e estratégias de marketing. Isso envolve a coleta e
análise de dados do cliente em cada ponto de contato, garantindo que as soluções oferecidas
não apenas atendam, mas superem as expectativas dos consumidores. A prática promove uma
cultura empresarial que incentiva a inovação contínua e a melhoria de produtos e serviços com
base no feedback direto do cliente.
Um exemplo clássico de alavancagem é o estudo de caso da Net�ix, gigante do streaming que se
estruturou de forma estratégica e conseguiu crescer ainda mais. Com foco em agradar os
clientes, a empresa é conhecida por sua estratégia centrada no consumidor, adotando
abordagens inovadoras. Veja, a seguir, quais foram os aspectos principais que culminaram na
alavancagem da Net�ix:
Conteúdo personalizado: a empresa investiu fortemente em algoritmos de recomendação
que analisam o histórico de visualização e as preferências do usuário. Isso permite que a
plataforma forneça recomendações altamente personalizadas, aumentando a satisfação
do cliente.
Produção de conteúdo original: a Net�ix percebeu que criar conteúdo exclusivo poderia ser
uma alavanca importante para agradar os clientes. Eles começaram a produzir séries e
�lmes originais de alta qualidade, como La Casa de Papel, House of Cards e Stranger
Things, que atraíram uma base de fãs leais.
Acesso multiplataforma: a empresa garantiu que seu serviço estivesse disponível em uma
variedade de dispositivos, incluindo smartphones, tablets, smart TVs e consoles de jogos.
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Assim, os clientes podem assistir aos conteúdos em qualquer lugar, a qualquer momento.
Modelo de assinatura simples: a Net�ix oferece um modelo de assinatura mensal que
elimina anúncios e permite aos clientes assistir a quantos programas e �lmes desejarem,
sem interrupções. Esse modelo simples e transparente agradou o público, pois não há
surpresas desagradáveis em suas faturas.
Investimento em qualidade de transmissão: a empresa investiu em tecnologia para
melhorar a qualidade de transmissão e reduzir problemas de buffering, garantindo uma
experiência de visualização suave e agradável.
Coleta e uso de dados: a Net�ix coleta dados de streaming em tempo real para otimizar a
entrega de conteúdo, garantindo que os clientes obtenham a melhor qualidade possível.
Desse modo, podemos a�rmar que a Net�ix ouve seuteórico e prático que enriquecerá ainda mais seus conhecimentos sobre o tema.
Acesse-o na Biblioteca Virtual.
https://doi.org/10.22633/rpge.v23i2.11762
https://doi.org/10.22633/rpge.v23i2.11762
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550814162/pageid/15
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550814162/pageid/15
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Referências
BROWN, T. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o �m das velhas ideias. Rio
de Janeiro: Alta Books, 2020. 
LIEDTKA, J.; OGILVI, T. A magia do design thinking: um kit de ferramentas para o crescimento
rápido da sua empresa. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019. 
MULLER-ROTERBERG, C. Design Thinking para leigos: os primeiros passos para o sucesso. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2021. 
RUIZ, C. R. Criação de um modelo Canvas para planejamento acadêmico aliado a ferramentas de
Design Thinking. Revista on-line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 23, n. 2, p. 321-
327, maio/ago. 2019. Disponível em: https://doi.org/10.22633/rpge.v23i2.11762. Acesso em: 16
out. 2023.
Aula 2
Etapas do processo de Design Thinking
Etapas do processo de Design Thinking
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para assistir mesmo sem conexão à internet.
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Partida
Nesta aula, trabalharemos alguns pontos fundamentais de nosso conteúdo, como a de�nição de
problemas e a idealização de soluções. Além disso, destacaremos a importância do insight na
https://doi.org/10.22633/rpge.v23i2.11762
Disciplina
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entrega de valor, compreendendo como identi�car oportunidades a partir do exercício da
empatia. Por �m, abordaremos a prototipagem e o teste como um ciclo de aprendizado e
iteração de soluções.
Logo, estudar a de�nição de problemas e idealização de soluções, pensar desde o insight à
entrega de valor e analisar a prototipagem e teste como ciclo de aprendizado e iteração é crucial
para adquirir habilidades que permitem identi�car necessidades não óbvias dos usuários, criar
soluções inovadoras que verdadeiramente agregam valor, e iterar com base no feedback real,
garantindo um processo contínuo de melhoria e aprendizado. Esses conhecimentos são
essenciais para quem busca liderar em ambientes dinâmicos e centrados no usuário.
Ao longo desta aula, vamos lidar com mais um desa�o, no qual precisaremos buscar sanar um
problema que foi identi�cado. Você deverá imaginar-se trabalhando no escritório de uma loja
virtual de roupas femininas especializada em tamanhos maiores, a “Maravilhosa.com”. Nesse
contexto, você identi�cou um problema: as meninas não estão se identi�cando com a marca.
Desse modo, você chamou os demais colegas de outros setores para pensarem o porquê de isso
estar acontecendo, mas todas as ideias levantadas não trouxeram o insight necessário para
sanar a situação. Nesse contexto, surge o questionamento: depois de idealizar algumas
soluções, como saber qual será o melhor insight para entregar valor ao usuário? Em outras
palavras, como saber qual a necessidade de alguém para poder, então, oferecer um produto ou
serviço que vá diretamente ao encontro dos seus clientes? O que mais podemos fazer para a
Maravilhosa.com se conectar com suas clientes e se posicionar com a ajuda do Design
Thinking?
Vamos juntos descobrir as respostas para essas perguntas!
Bons estudos!
Vamos Começar!
Para entender e aplicar o Design Thinking, devemos partir de um problema, já que a de�nição de
problemas e a idealização de soluções são fases fundamentais do processo criativo centrado no
usuário.
Vamos iniciar discutindo a área do problema. A de�nição de problema envolve uma
compreensão aprofundada do contexto e das necessidades dos usuários. Isso é frequentemente
alcançado por meio de pesquisas, observações e o exercício da empatia. O objetivo é identi�car
os desa�os e as oportunidades que precisam ser abordados, levando a uma análise sob
diferentes perspectivas, o que nos permite entender melhor o público-alvo que vivencia o
problema, como a Figura 1, a seguir, demonstra:
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
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Figura 1 | O processo do Design Thinking. Fonte: Muller-Roterberg (2021, p. 26).
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O esquema trazido por Muller-Roterberg (2021) tem sua base no formato de "Duplo Diamante",
que é um modelo de processo que organiza as etapas do Design Thinking em quatro fases
interconectadas, representadas por dois diamantes. Cada diamante simboliza uma série de
atividades:
Exploração inicial (Diamante 1): nessa fase, a ênfase está em entender profundamente o
problema e as necessidades dos usuários. Envolve coletar informações, conduzir
pesquisas, desenvolver empatia e obter insights valiosos.
De�nição do problema (Diamante 1): após a exploração, o processo se estreita na segunda
etapa, em que o objetivo é delinear o problema de maneira precisa, com base nos insights
adquiridos. Nessa fase, as equipes identi�cam desa�os especí�cos e oportunidades para
inovação.
Geração de soluções criativas (Diamante 2): após de�nir o problema, o processo se
expande novamente para a terceira fase. Aqui, as equipes trabalham na criação de uma
ampla variedade de soluções criativas para os desa�os identi�cados, utilizando técnicas
como brainstorming, prototipagem e experimentação.
Implementação e entrega (Diamante 2): o processo se fecha na quarta etapa, em que a
equipe se concentra em colocar em prática e entregar as soluções identi�cadas. Isso
envolve testes com usuários, re�namento e a introdução das soluções no mercado.
O Duplo Diamante sublinha a importância de não apenas gerar ideias, mas também de de�nir o
problema de forma precisa e alinhar as soluções às necessidades reais dos usuários. É um
modelo versátil, que pode ser aplicado a uma variedade de desa�os de design, desde produtos e
serviços até estratégias de negócios.
Retomando a Figura 1, após uma clara de�nição do Duplo Diamante, vamos aprofundar seus
componentes.
COMPREENSÃO
Esta fase de foca na análise e na compreensão do problema no Design Thinking, aqui equipes
coletam e analisam informações para entender profundamente o contexto e os desa�os
enfrentados pelos usuários. Essa etapa assegura a identi�cação precisa do problema, orientando
o desenvolvimento de soluções mais efetivas.
Por exemplo, uma startup focada em soluções de aprendizado online pode realizar pesquisas e
análises de comportamento para descobrir que estudantes precisam de métodos mais
interativos e personalizados de aprendizagem, indicando uma direção clara para o
desenvolvimento de novas funcionalidades no seu produto.
OBSERVAÇÃO
Nesta fase pro�ssionais imergem no ambiente e nas experiências dos usuários para observar
comportamentos, interações e detalhes muitas vezes não verbalizados. Essa imersão na jornada
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
do cliente permite capturar nuances essenciais sobre como as pessoas realmente usam
produtos ou serviços, além de suas necessidades não atendidas.
A imersão é a fase crucial e deve acontecer logo no início do processo, onde os designers se
envolvem profundamente no contexto e experiências dos usuários para entender seus
comportamentos, necessidades e desa�os. Isso é feito através de pesquisas, entrevistas e
observação direta, permitindo uma compreensão holística e empática do problema a ser
solucionado.
Por exemplo, uma biblioteca pública buscando melhorar a experiência de seus visitantes pode
observar como diferentes grupos de usuários interagem com o espaço físico e digital,público continuamente, buscando analisar
dados e adaptar suas estratégias para agradar os clientes. Essa abordagem a transformou em
uma das empresas de streaming mais bem-sucedidas do mundo, demonstrando como a
alavancagem de negócios com foco no cliente pode ser uma estratégia vencedora.
A identi�cação de alavancas de negócio é um processo fundamental para o sucesso de uma
empresa e refere-se à identi�cação e à análise de fatores ou estratégias que podem ser usados
para impulsionar o crescimento, a e�ciência e a lucratividade de uma organização. Essas
alavancas podem ser internas ou externas e são críticas para o desenvolvimento e a
sustentabilidade do negócio.
Para Silva et al. (2019, p. 19), “quando se avalia uma empresa, um dos fatores mais importantes
a ser considerado é o valor do negócio no qual será investido”, logo, a empresa deve mostrar seu
potencial para também receber investimentos que possibilitem seu crescimento.
Existem alguns pontos que fomentam a alavancagem de um negócio, veja no quadro a seguir:
Análise de dados e pesquisa
de mercado
Para identi�car alavancas de
negócio e�cazes, as
empresas precisam realizar
análises de dados e
pesquisas de mercado. Isso
envolve a coleta e o exame
de informações relevantes,
como o comportamento do
cliente, tendências do setor,
concorrência e fatores
econômicos.
Inovação e desenvolvimento
de produtos
A introdução de novos
produtos ou a melhoria dos
produtos existentes pode ser
uma alavanca de negócios
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
poderosa. As empresas que
inovam continuamente têm a
capacidade de atrair e reter
clientes, ganhar vantagem
competitiva e expandir sua
base de clientes.
Estratégias de marketing e
publicidade
O marketing e�caz pode ser
uma alavanca signi�cativa
para atrair novos clientes e
aumentar o reconhecimento
da marca. Estratégias de
publicidade criativas e
direcionadas podem
impulsionar o crescimento e
a receita.
E�ciência operacional
A otimização dos processos
internos, a redução de
custos e o aumento da
e�ciência operacional
podem ser alavancas
valiosas. Empresas que
conseguem produzir mais
com menos recursos têm
uma vantagem competitiva.
Parcerias estratégicas
A colaboração com outras
empresas ou organizações
pode ser uma alavanca de
negócios e�caz para
expandir mercados,
compartilhar recursos e
acessar novas tecnologias.
Atendimento ao cliente e
�delização
Fornecer um excelente
atendimento ao cliente e
programas de �delização
pode ser uma alavanca
importante para aumentar a
satisfação do consumidor,
incentivar a repetição de
negócios e gerar referências.
Expansão geográ�ca Entrar em novos mercados
geográ�cos ou expandir a
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
presença existente pode ser
uma alavanca de negócios
para empresas que desejam
aumentar seu alcance e
diversi�car suas fontes de
receita.
Quadro 1 | Pontos que fomentam a alavancagem de um negócio.
Siga em Frente...
A identi�cação de alavancas de negócio requer uma abordagem estratégica, além de uma
análise cuidadosa e da capacidade de se adaptar e evoluir à medida que as circunstâncias do
mercado mudam. As empresas que são bem-sucedidas em identi�car e aproveitar as alavancas
adequadas podem alcançar crescimento sustentável e prosperidade a longo prazo.
Para crescer com a alavancagem, é necessário conhecer o cliente. Para tal, temos o
mapeamento da jornada do cliente e a árvore de métricas. Ambos são ferramentas fundamentais
para compreender e melhorar a experiência do cliente, além de otimizar a estratégia de negócios
de uma empresa.
Segundo Mota (2021, p. 9), 
A jornada do cliente nada mais é do que o processo que compreende a história de um cliente ou
de um consumidor com uma empresa desde seu primeiro contato até a pós-venda e o
relacionamento após o consumo pela primeira vez. Ela diz respeito à experiência completa de um
cliente com uma empresa ou com uma marca. 
O mapeamento da jornada do cliente é uma técnica que envolve a criação de um diagrama ou
representação visual das etapas que um cliente percorre desde o primeiro contato com uma
empresa até a conclusão de uma ação desejada, como uma compra. Essa jornada é
frequentemente dividida em vários estágios, que podem incluir conscientização, consideração,
compra e �delização.
Podemos mapear a jornada do cliente a partir dos passos explicitados na Figura 1.
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Figura 1 | Mapeando a jornada do cliente.
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A árvore de métricas (chamada também de árvore de indicadores), por sua vez, é uma estrutura
que vincula métricas de desempenho de uma empresa a objetivos estratégicos.
Você sabe o que seria uma métrica? De acordo com Farris et al. (2012, p. 15),
Uma métrica é um sistema de mensuração que quanti�ca uma tendência, uma dinâmica ou uma
característica. Em virtualmente todas as disciplinas, os praticantes usam métricas para explicar
fenômenos, diagnosticar causas, compartilhar descobertas e projetar os resultados de eventos
futuros. No mundo da ciência, dos negócios e do governo, as métricas estimulam o rigor e a
objetividade. Elas tornam possível comparar observações entre regiões e períodos de tempo,
além de facilitar a compreensão e a colaboração. 
Sendo assim, a árvore de métricas é uma estrutura que ajuda a empresa a entender como o
desempenho em áreas especí�cas afeta o sucesso geral.
Por exemplo, para uma empresa de varejo online buscando aumentar suas vendas, no topo da
árvore de métricas estaria o objetivo estratégico "Aumentar as Vendas". Esse objetivo se rami�ca
em métricas como demonstra a imagem a seguir:
Figura 2 | Árvore de métricas.
Cada métrica é associada a um indicador-chave de desempenho, que chamamos de KPI (Key
Performance Indicator), e, eventualmente, a um objetivo estratégico.
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Inicialmente, concentramos nossa atenção na de�nição de objetivos estratégicos, pois a
empresa começa esse processo estabelecendo metas de alto nível, como aumento de receita,
satisfação do cliente, e�ciência operacional etc.
Em seguida, procedemos à identi�cação de métricas relevantes. Para cada objetivo estratégico,
são identi�cadas métricas especí�cas, que ajudarão a medir o progresso em direção a esse
objetivo.
Chegamos, então, à associação de KPIs, de modo que cada métrica é vinculada a um KPI,
indicador que quanti�ca o desempenho em relação a essa métrica.
Desse modo, devemos manter o monitoramento e a ação, fazendo o acompanhamento contínuo
desses KPIs e tomando medidas com base nos resultados, para melhorar o desempenho.
Então, é possível oferecer feedbacks que levem a aprendizados, já que a árvore de métricas
permite um ciclo de feedback contínuo, ajudando a empresa a aprender e se adaptar às
mudanças no ambiente de negócios.
Portanto, a combinação do mapeamento da jornada do cliente e da árvore de métricas permite
que as empresas compreendam como as ações em cada estágio da jornada do cliente se
traduzem em resultados mensuráveis. Essa estratégia, por sua vez, auxilia na tomada de
decisões mais informadas, assim como na melhoria da experiência do cliente e no alcance dos
objetivos estratégicos da empresa.
Vamos Exercitar?
Tal qual apresentado anteriormente, sabemos que a ModaStyle enfrenta uma situação
desa�adora, com uma redução nas vendas realizadas por meio de sua plataforma on-line e um
aumento no número de reclamações dos clientes em relação à sua experiência de compra no
site. Os consumidores apontam di�culdades na navegação, problemas de lentidão no
carregamento das páginas e obstáculos no processo de pagamento.
Essa situação está gerando preocupações signi�cativas dentro da empresa, especialmente no
que diz respeito à queda de receita e ao risco de prejudicar sua reputação consolidada no que se
refere à qualidade de seus produtos. Portanto, a alta direção reconhece a urgência de identi�car
as estratégias que podemimpulsionar o negócio e aprimorar a satisfação dos clientes.
Nesse caso, a primeira etapa é realizar uma análise aprofundada do negócio. A empresa deve
avaliar suas operações, custos e recursos para identi�car áreas de melhoria. Isso pode incluir a
otimização do processo de produção, a aquisição de matéria-prima, bem como melhorias na
área logística e no gerenciamento de estoque.
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
A organização deve se concentrar em compreender a jornada do cliente, desde a pesquisa de
produtos até a compra e o pós-venda. Isso envolve coletar feedbacks e identi�car pontos
problemáticos, como a navegação no site, o processo de pagamento e o atendimento ao cliente.
A criação de uma árvore de métricas é fundamental para monitorar o desempenho da empresa,
incluindo métricas como taxa de conversão no site, tempo médio gasto no processo de compra,
taxa de abandono do carrinho e feedback dos clientes. Com essas métricas em mãos, a empresa
pode avaliar seu progresso e tomar decisões informadas.
Para solucionar o problema, a ModaStyle pode investir em melhorias no site, tornando-o mais
rápido e fácil de navegar. Além disso, pode implementar um sistema de atendimento ao cliente
mais e�caz, para resolver problemas prontamente. A empresa deve, ainda, acompanhar
regularmente as métricas, a �m de garantir que as melhorias estejam produzindo resultados
positivos, como o aumento das vendas on-line e a satisfação dos clientes.
Dessa forma, a empresa poderá revitalizar sua presença on-line e manter sua reputação de
qualidade no mercado de moda. A identi�cação de alavancas de negócio, o mapeamento da
jornada do cliente e o uso de métricas são ferramentas essenciais para alcançar esse objetivo.
Saiba mais
No livro Mapeamento da Jornada do Cliente (CJM), de Mota (2021), leia o Capítulo 1, chamado A
jornada do cliente como uma ferramenta estratégica, a �m de compreender mais acerca da
jornada do cliente na atualidade, com o mundo digital. O capítulo está disponível no livro na
Biblioteca Virtual. 
A House of Lies (2012 a 2016) é uma série que se concentra em uma equipe de consultoria de
gestão que lida com grandes empresas. Ela explora a identi�cação de alavancas de negócio, o
mapeamento da jornada do cliente e o uso de métricas para otimizar as operações de negócios.
Sabor da Magia (The Founder), de 2016, é um �lme que retrata a biogra�a de Ray Kroc, o homem
por trás do império McDonald's. Ele aborda a identi�cação de alavancas de negócio, como o
sistema de franquias e a padronização de processos, que levaram à expansão global da rede de
fast-food.
Referências
FARRIS, P. W. et al. Métricas de marketing: o guia de�nitivo para medir o desempenho do
marketing. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788540701410/pageid/0. Acesso em: 2
nov. 2023. 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786589965725/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788540701410/pageid/0
Disciplina
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
MOTA, F. M. M. Mapeamento da Jornada do Cliente (CJM). São Paulo: Platos Soluções
Educacionais S.A., 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786589965725/pageid/0. Acesso em: 2
nov. 2023. 
SILVA, R. S. et al. Avaliação de empresas. Porto Alegre: SAGAH, 2019. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786581492519/pageid/0. Acesso em: 2
nov. 2023. Acesso em: 2 nov. 2023. 
Aula 5
Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
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Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
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conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
Para desenvolver a competência desta unidade, relacionada à compreensão e aplicação da
ideação, da interpretação, da experimentação e da evolução no processo de tomada de decisão e
gestão, você primeiramente conheceu conceitos fundamentais. Tais conceitos incluem o
entendimento do contexto do mercado e os desdobramentos da gestão para atender à nova
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realidade; a adoção de um mindset de crescimento e a valorização da diversidade; a
implementação de uma liderança positiva para fomentar equipes de alta performance, e a
incorporação do customer centricity e de métricas-chave para acompanhamento da evolução da
entrega de valor.
Desse modo, você desenvolveu uma compreensão aprofundada do contexto do mercado e de
como a gestão pode se adaptar para atender à nova realidade, já que, nesse cenário em
constante evolução, a �exibilidade e a capacidade de adaptação se tornam essenciais.
O mindset de crescimento emergiu como um tópico crítico em nossas aulas. Assim, você
observou a importância de cultivar uma mentalidade que abrace desa�os como oportunidades
de aprendizado e crescimento. Além disso, vimos que, ao promover a diversidade em nossas
equipes, abrimos portas para diferentes perspectivas e soluções inovadoras.
Nossa exploração sobre liderança positiva nos mostrou como fomentar equipes de alta
performance. Entendemos que uma liderança que valoriza o bem-estar e o desenvolvimento de
seus membros é fundamental para atingir objetivos ambiciosos.
Por �m, discutimos a customer centricity e a importância das métricas-chave para medir o valor
entregue. Estamos conscientes de que os clientes estão no centro de nossas operações, e as
métricas nos fornecem insights para ajustar nossa estratégia e garantir que atendemos às suas
necessidades em constante mudança.
Portanto, a competência desenvolvida nesta unidade, que envolve ideação, interpretação,
experimentação e evolução no processo de tomada de decisão e gestão, é um alicerce sólido
para enfrentar desa�os futuros.
Agora, você está preparado para aplicar esses conceitos em sua jornada, agindo de forma
adaptativa, à medida que lida com um ambiente de negócios em constante mutação.
Sinta-se pronto para liderar com visão, promover a diversidade e entregar valor excepcional aos
clientes.
É Hora de Praticar!
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
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Uma empresa especializada na fabricação e venda de equipamentos e roupas esportivas.
Fundada há duas décadas, a empresa sempre teve uma presença signi�cativa no mercado
esportivo. No entanto, nos últimos anos, o contexto do mercado tem passado por mudanças
signi�cativas, incluindo a ascensão das compras on-line, a concorrência global e a crescente
demanda por produtos sustentáveis.
A equipe de gerenciamento da empresa reconheceu a necessidade de se adaptar a essas
mudanças de mercado para continuar sendo líder na indústria esportiva, logo, decidiu entender
melhor o assunto e montar estratégias. Considere, então, que você será a liderança em todo esse
processo.
Em relação aos tópicos estudados, re�ita:
Como você pode aplicar os princípios de liderança positiva para motivar e capacitar sua
equipe no ambiente de trabalho ou em situações de sua vida pessoal?
  Qual é a próxima ação concreta que você pode tomar para tornar a customer centricity
uma parte fundamental de sua abordagem de negócios ou interações com clientes?
 Em quais áreas da sua vida ou da sua carreira você identi�cou a necessidade de cultivar
um mindset de crescimento e como planejafazer isso?
A empresa decidiu realizar uma reunião para discutir e implementar as seguintes estratégias,
relacionadas aos temas teóricos abordados nesta unidade:
Contexto do mercado e os desdobramentos da gestão para atender à nova realidade: a
empresa contratou uma consultoria especializada em pesquisa de mercado para analisar
as tendências atuais e futuras do mercado esportivo. Com base nas descobertas,
identi�caram-se oportunidades de diversi�cação de produtos e investimentos em
tecnologia para melhorar a experiência do cliente.
Mindset de crescimento e a importância da diversidade: a equipe de gestão reconheceu a
necessidade de cultivar um mindset de crescimento em toda a organização. Sendo assim,
implementou programas de treinamento e desenvolvimento para promover uma cultura de
aprendizado contínuo. Além disso, promoveu a diversidade na empresa, incentivando a
contratação de funcionários de diferentes origens e perspectivas para impulsionar a
inovação.
Liderança positiva para fomentar equipes de alta performance: o CEO da empresa
promoveu uma liderança positiva, focando na inspiração e na capacitação da equipe. Ele
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realizou sessões de coaching com gerentes para melhorar suas habilidades de liderança e
incentivou uma comunicação aberta e construtiva em toda a organização. Isso resultou em
uma equipe mais motivada e comprometida.
Customer centricity e métricas-chave para acompanhamento da evolução da entrega de
valor: a empresa adotou uma abordagem centrada no cliente, implementando um sistema
de feedbacks e métricas-chave para medir fatores como a satisfação do consumidor, o
tempo de entrega e a qualidade do serviço. Tais métricas foram usadas para ajustar seus
processos e garantir que estavam entregando o máximo valor possível aos clientes. A
empresa buscou entender as tendências de mercado por meio de uma consultoria
especializada em pesquisa de mercado e utilizou as descobertas para tomar decisões
estratégicas, como a diversi�cação de produtos e o investimento em tecnologia para
atender às necessidades emergentes dos clientes.
A empresa, então, promoveu um mindset de crescimento a partir de programas de treinamento e
desenvolvimento e incentivou a diversidade na empresa para promover a inovação.
O CEO liderou o processo de implementação de uma liderança positiva, proporcionando sessões
de coaching e promovendo uma comunicação aberta e construtiva, resultando em uma equipe
mais motivada e comprometida.
A empresa adotou uma abordagem centrada no cliente, implementando um sistema de feedback
e métricas-chave para medir a satisfação do consumidor e a qualidade do serviço, permitindo
ajustar os processos para atender melhor às necessidades dos clientes e aumentar a entrega de
valor.
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
BEZOS, J. Inventar & Vagar: Princípios e Filoso�as da Amazon e Blue Origin. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2021. Disponível em:
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555204735/pages/recent. Acesso
em: 28 out. 2023. 
CAMARGO, R.; RIBAS, T. Gestão ágil de projetos. São Paulo: Saraiva Educação, 2019. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788553131891/pageid/0. Acesso
em: 28 out. 2023. 
CHIAVENATO, I. Desempenho humano nas empresas: como desenhar o trabalho e conduzir o
desempenho. 8. ed. Barueri, SP: Atlas, 2022. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559771219/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559771219/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:2
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788571440463/pageid/0
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597022889/epubcfi/6/10%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dhtml4%5d!/4/40/2
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786589965725/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786581492519/pageid/0
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Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
WELLMAN, H. M. Decifrando Mentes: como a infância pode nos ensinara entender. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555204094/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/4/2%4051:1. Acesso em: 28 out. 2023.
,
Unidade 4
Design Thinking para a Inovação dos Negócios
Aula 1
Relação entre gestão focada no cliente e o design thinking
Relação entre gestão focada no cliente e o Design Thinking
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conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la?
Bons estudos!
Ponto de Partida
Caro estudante, vamos começar esta jornada de aprendizado com uma análise interessante de
cases de sucesso no cenário brasileiro de startups. Assim, conheceremos histórias de
empreendedores que transformaram suas ideias em negócios prósperos, enfrentando desa�os e
superando obstáculos.
Também exploraremos o Design Thinking aplicado à gestão orientada ao cliente. Nesse contexto,
vamos entender como essa abordagem criativa pode ajudar as organizações a se destacarem,
colocando o cliente no centro de suas estratégias.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555204094/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/4/2%4051:1
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Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Por �m, discutiremos a importância da gestão orientada ao cliente e da cultura do teste nas
organizações. Veremos como a constante busca por feedback e a disposição para ajustar
estratégias com base em dados reais podem levar as empresas ao sucesso a longo prazo.
Nesse contexto, traremos uma dimensão prática para a sua aprendizagem a partir de um desa�o
acerca de uma startup de tecnologia fundada há três anos por um grupo de empreendedores
apaixonados por inovação.
A empresa se concentra na criação de aplicativos móveis personalizados para pequenas e
médias empresas. Ela tem uma abordagem centrada no cliente e está determinada a fornecer
soluções tecnológicas de alta qualidade, que atendam às necessidades especí�cas do seu
público.
A organização cresceu rapidamente nos últimos meses, conquistando um grande número de
clientes. No entanto, a empresa enfrenta um desa�o signi�cativo relacionado à gestão de
projetos: os projetos se tornaram mais complexos, e o tempo de desenvolvimento aumentou, o
que está causando a insatisfação de alguns clientes. A startup está comprometida em manter
seu foco no cliente e fornecer soluções que atendam às expectativas, então, como você poderia
ajudá-la, aplicando o Design Thinking?
O caminho do empreendedorismo e da inovação pode ser desa�ador, mas lembre-se de que cada
desa�o é uma oportunidade de aprendizado e crescimento. Com dedicação e determinação,
você pode alcançar seus objetivos e fazer a diferença no mundo das startups e da gestão
orientada ao cliente.
Vamos Começar!
O Design Thinking aplicado à gestão orientada ao cliente é uma abordagem poderosa, que
coloca o cliente no centro de todas as estratégias e decisões de uma organização. Essa
metodologia busca compreender profundamente as necessidades, os desejos e as dores dos
clientes, permitindo que as empresas criem soluções inovadoras e impactantes.
A essência do Design Thinking é a empatia. Isso signi�ca que as organizações não apenas
devem entender, mas se conectar emocionalmente com seus clientes. Ao mergulhar nas
experiências e perspectivas dos consumidores, as empresas podem identi�car oportunidades de
melhoria e inovação. Isso envolve a coleta de insights por meio de pesquisas, entrevistas e
observações, bem como a análise dos dados coletados para identi�car padrões e tendências.
Uma vez que as necessidades dos clientes são compreendidas, o Design Thinking encoraja a
geração de ideias criativas e a prototipagem rápida de soluções. As equipes são incentivadas a
pensar de maneira inovadora e a considerar diferentes abordagens para resolver problemas. Uma
empresa deve valorizar o teste, sendo assim, Cavalcanti e Filatro (2016, p. 146) a�rmam que é
necessário:
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Aprender com os erros (...) o desenvolvimento e a visualização de múltiplas ideias por meio de
protótipos de baixa resolução permitem que os design thinkers reformulem e aprendam com
seus erros, além de compreenderem que errar é necessário no processo de inovação. 
Os protótipos permitem que as ideias sejam testadas de maneira prática e iterativa, o que é
fundamental para a melhoria contínua.
Além disso, o Design Thinking promove a colaboração entre diferentes departamentos e
stakeholders, garantindo que todas as partes estejam alinhadas à missão de atender às
necessidades dos clientes. Isso resulta em uma cultura organizacional centrada no cliente, em
que a inovação e a experimentação são valorizadas.
Uma startup que adota essa abordagem de forma exemplar e vem crescendo cada vez mais é a
brasileira Gympass, uma plataforma que oferece acesso �exível a academias e centros de �tness
em todo o mundo. O Gympass tem parcerias com diversas academias no Brasil e em outros
países, tornando o exercício físico mais acessível e �exível para os usuários.
A gestão orientada ao cliente, que é uma parte intrínseca do Design Thinking, não se limita ao
desenvolvimento de produtos ou serviços, mas se estende a todos os aspectos do negócio,
incluindo marketing, vendas, atendimento ao cliente e operações. O objetivo é criar uma
experiência holística para o cliente, em que todas as interações com a empresa sejam
consistentes e satisfatórias.
Portanto, o Design Thinking aplicado à gestão orientada ao cliente é uma abordagem que
promove a inovação, a empatia e a resolução de problemas centrada no cliente.
Outro grande exemplo brasileiro de startup que aplica esses conceitos na prática é a Nubank.
Fundada em 2013, é uma das �ntechs mais conhecidas do Brasil. A empresa oferece serviços
�nanceiros digitais, como cartões de crédito, sem anuidade, além de contas bancárias sem
taxas. Eles conquistaram milhões de clientes e se tornaram um dos unicórnios brasileiros
(startups avaliadas em mais de um bilhão de dólares).
Siga em Frente...
o adotar essa metodologia, as empresas podem se destacar em um mercado competitivo,
satisfazendo as expectativas dos clientes e construindo relacionamentos duradouros. Nesse
contexto, Anunciação (2021, p. 51) a�rma que:
Preparar e desenvolver pessoas, ter processos e tecnologia são fundamentais para criar
experiências de sucesso. Sempre acreditei que os processos devem garantir a regularidade da
entrega e as pessoas precisam ser capazes de criticar e constantemente melhorar ou mudar
tudo, quando os processos não mais atenderem aos novos tempos e relacionamentos.
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Essa abordagem não apenas gera resultados positivos para os clientes, mas também bene�cia
as organizações, promovendo o crescimento e o sucesso a longo prazo.
Quando focamos no cliente, faz-se necessário compreender dois pontos cruciais: a importância
da gestão orientada ao cliente e da cultura do teste nas organizações. Ambas são fundamentais
para o sucesso e a evolução das empresas nos dias de hoje.
Os dois conceitos têm um impacto signi�cativo na satisfação do cliente, na inovação e na
capacidade de se adaptar a um ambiente de negócios em constante mudança. Compreenda
cada um deles e seus componentes no quadro a seguir:
GESTÃO ORIENTADA AO CLIENTE
(coloca o cliente no centro de todas as
decisões e estratégias da empresa)
CULTURA DO TESTE
(envolve uma abordagem de
experimentação constante)
Compreensão das necessidades do
cliente: as organizações que adotam essa
abordagem buscam compreender
profundamente as necessidades,os
desejos e as expectativas dos clientes.
Isso é feito por meio de pesquisa de
mercado, análise de dados, feedback
direto dos clientes e uma mentalidade
empática.
Teste de hipóteses: as empresas
formulam hipóteses sobre o que
funcionará melhor para atender às
necessidades do cliente, seja em termos
de produtos, processos ou estratégias de
mercado. Elas não presumem que têm
todas as respostas e estão dispostas a
testar suas suposições.
Desenvolvimento de soluções
personalizadas: com base no
entendimento das necessidades dos
clientes, as empresas podem desenvolver
produtos, serviços e experiências que
atendam a essas necessidades de
maneira e�caz. A personalização é
fundamental para o sucesso, pois os
clientes desejam soluções que se
adaptem às suas circunstâncias
individuais.
Iteração e aprendizagem: os testes
frequentes permitem que as
organizações identi�quem o que está
funcionando e o que não está. Isso
incentiva a iteração constante e a
aprendizagem a partir dos resultados dos
testes.
Foco na satisfação e retenção de clientes:
a gestão orientada ao cliente visa não
apenas a atrair novos consumidores, mas
também a manter os clientes existentes
satisfeitos e leais. Clientes satisfeitos
tendem a permanecer �éis à marca e a
fazer recomendações, o que pode
impulsionar o crescimento.
Redução do risco: a cultura do teste ajuda
a reduzir o risco associado a decisões
empresariais importantes. Ao testar e
validar ideias antes de fazer grandes
investimentos, as organizações
minimizam a possibilidade de falhas
signi�cativas.
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Ciclo de feedback contínuo: a
comunicação e a coleta contínuas de
feedbacks dos clientes permitem que as
empresas se adaptem rapidamente às
mudanças nas preferências e
necessidades do cliente. Isso contribui
para a melhoria contínua e para a
inovação.
Promoção da inovação: a
experimentação constante é um motor
para a inovação. As empresas podem
descobrir novas soluções, oportunidades
de mercado e e�ciências operacionais
por meio de testes.
Quadro 1 | Componentes da gestão orientada ao cliente e da cultura do teste.
A combinação entre uma gestão orientada ao cliente e uma cultura do teste permite que as
organizações se adaptem com agilidade às mudanças no mercado, antecipem as necessidades
dos clientes e entreguem soluções que são mais propensas a terem sucesso.
Um exemplo nacional desse formato de trabalho é o iFood, que muitos de nós conhecemos e
utilizamos. Ele é um aplicativo de entrega de comida que revolucionou esse setor no Brasil. O
iFood se expandiu rapidamente e se tornou um dos líderes no mercado de entrega de alimentos
no país, sempre inovando, evoluindo e testando novas possibilidades (como seus vouchers e
clube de ofertas). Isso não apenas resulta em clientes mais satisfeitos, mas contribui para que
as empresas sejam mais competitivas e resilientes.
Vamos Exercitar?
Para superar o desa�o da InnovateX, a empresa decide aplicar o Design Thinking à gestão
orientada ao cliente. Você sugeriu o seguinte passo a passo para abordar a situação:
1. Empatia e compreensão do cliente: a primeira etapa do processo foi realizar pesquisas
extensas para entender melhor as necessidades e expectativas dos clientes insatisfeitos. A
empresa realizou entrevistas, pesquisas de satisfação e analisou feedbacks anteriores.
Isso permitiu à equipe identi�car os principais pontos problemáticos e preocupações dos
clientes.
2. De�nição do problema: com base nas informações coletadas, a equipe de�niu claramente o
problema central, relacionado ao tempo de desenvolvimento prolongado e à insatisfação
do cliente devido a atrasos nos projetos.
3. Ideação e soluções criativas: a equipe realizou sessões de brainstorming para gerar ideias
criativas, a �m de resolver o problema. O time considerou várias abordagens, desde a
otimização de processos internos até a criação de ferramentas de gerenciamento de
projetos mais e�cazes. Essa fase resultou em uma série de soluções inovadoras.
4. Prototipagem e testes: a equipe selecionou a solução mais promissora: um novo processo
de gerenciamento de projetos que incorporava etapas adicionais de revisão e validação do
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
progresso. Os funcionários criaram um protótipo do novo processo e o testaram em
projetos-piloto, coletando feedbacks dos clientes em tempo real.
5. Implementação: com base no feedback positivo dos clientes nos projetos-piloto, a
InnovateX implementou o novo processo de gerenciamento de projetos em toda a empresa.
�. Avaliação contínua: a empresa continuou a coletar feedbacks e medir o desempenho para
garantir que as mudanças estavam resolvendo o problema de forma e�caz.
Portanto, a abordagem do Design Thinking permitiu que a InnovateX abordasse o desa�o de
forma holística, colocando o cliente no centro do processo de resolução de problemas. Isso
resultou em uma melhoria signi�cativa da satisfação do cliente e na e�ciência dos projetos,
fortalecendo a cultura de gestão orientada ao cliente da empresa. 
Saiba mais
Compreenda, com exemplos práticos, as formas disruptivas de trabalho (com base no Design
Thinking) aplicadas nas organizações lendo o Capítulo 6 (Aceitando novas formas de trabalhar)
do livro de Dennis e Simon (2022), intitulado Dominando a disrupção digital: como as empresas
vencem com Design Thinking, Agile e Lean Startup. A obra está disponível no livro na Biblioteca
Virtual.
Assista ao �lme Chef, de 2014. Ainda que o �lme não trate especi�camente sobre startups, ele
destaca a história de um chef que sai de um restaurante tradicional e decide abrir um food truck,
abraçando a tecnologia e as mídias sociais para expandir seus negócios.
O seriado Silicon Valley (2014 a 2019) é uma comédia que acompanha um grupo de
empreendedores de tecnologia enquanto eles tentam construir uma startup de sucesso. A série
destaca os desa�os e as situações engraçadas que surgem no mundo das startups, incluindo a
importância da adaptação constante e da orientação ao cliente.
Referências
NUNCIAÇÃO, H. Atendimento ao Cliente: Pro�ssionais que Revolucionaram o Campo da
Experiência do Cliente. Rio de Janeiro: Alta Books, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555202533/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/4/2%4051:1. Acesso em: 8 nov. 2023. 
CAVALCANTI, C. C.; FILATRO, A. Design Thinking na educação presencial, a distância e
corporativa. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788547215804/pageid/0. Acesso em: 8
nov. 2023. 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582605837/epubcfi/6/32[%3Bvnd.vst.idref%3Dcap_006.xhtml]!/4[Dennis_Completo-10]/2/2/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582605837/epubcfi/6/32[%3Bvnd.vst.idref%3Dcap_006.xhtml]!/4[Dennis_Completo-10]/2/2/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582605837/epubcfi/6/32[%3Bvnd.vst.idref%3Dcap_006.xhtml]!/4[Dennis_Completo-10]/2/2/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555202533/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/4/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555202533/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/4/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788547215804/pageid/0
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
DENNIS, P.; SIMON, L. Dominando a disrupção digital: como as empresas vencem com Design
Thinking, Agile e Lean Startup. Porto Alegre: Bookman, 2022. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582605837/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcapa.xhtml]!/4/2/2/4%4051:2. Acesso em: 8 nov. 2023.
Aula 2
Exponencialidade e novos modelos de negócio
Exponencialidade e novos modelos de negócio
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Bons estudos!
Ponto de Partida
Trataremos acerca da exponencialidade nos negócios, explorando a aplicação da Inteligência
Arti�cial (IA) para alcançar resultados verdadeiramente extraordinários. Este momento marca
uma empolgante convergência entre a tecnologia e os negócios, destacando a inovação e a
agilidade como elementos-chave para o sucesso.
Assim, ao longo desta jornada, vamos compreender o mecanismo por trás do crescimento
exponencial, analisando como as empresas estão utilizando a IA de maneira estratégica para
impulsionar seu desempenho a níveis antes considerados inatingíveis. Veremos, ainda, como o
poder dos algoritmos inteligentes pode não apenas transformar a e�ciência operacional, mas
também abrir portas para novos modelos de negócio e oportunidades revolucionárias.
Além disso, vamos explorar o panorama dos novos modelos de negócio que estão moldando o
cenário empresarial contemporâneo. A adaptação tornou-se a palavra de ordem, e compreender
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582605837/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa.xhtml%5d!/4/2/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582605837/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa.xhtml%5d!/4/2/2/4%4051:2
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
as tendências emergentes é crucial para ser bem-sucedido diante dos desa�os e das
oportunidades que o futuro reserva.
O desfaio prático desta aula tratará de uma empresa do ramo de cosméticos veganos bem
inovadora, comprometida em oferecer produtos de beleza de alta qualidade, totalmente veganos
e livres de crueldade animal.
Fundada com a visão de promover uma beleza sustentável, a empresa tem experimentado um
crescimento signi�cativo devido à crescente conscientização sobre o meio ambiente e ao
consequente aumento da demanda por produtos éticos.
Apesar do sucesso atual, a empresa enfrenta o desa�o de se destacar em um mercado cada vez
mais competitivo e dinâmico. A empresa está buscando, portanto, novos modelos de negócio,
que não apenas reforcem seus valores éticos, mas a diferenciem de outras marcas. Além disso,
a empresa está interessada em explorar maneiras de se envolver mais profundamente com seus
clientes e construir uma comunidade em torno de sua marca.
Lembre-se: cada desa�o guarda uma oportunidade de desenvolvimento. Ao explorarmos esses
conceitos, expandiremos nosso entendimento sobre a exponencialidade nos negócios e a
aplicação de IA, além disso, cultivaremos a mentalidade necessária para prosperar em um
mundo em constante evolução.
Vamos Começar!
A exponencialidade nos negócios é um fenômeno marcante, que afeta tanto empresas
convencionais quanto startups, embora possa manifestar-se de maneiras distintas em cada
contexto. Esse conceito refere-se ao crescimento acelerado e não linear que algumas empresas
experimentam, muitas vezes impulsionadas por inovações tecnológicas, mudanças de
paradigma ou estratégias disruptivas.
Para empresas convencionais, a busca pela exponencialidade muitas vezes implica em adaptar
modelos de negócios tradicionais para incorporar elementos inovadores, focando até mesmo em
novos modelos de negócios. Isso pode envolver a implementação de tecnologias avançadas,
como IA, automação e análise de dados, para otimizar processos internos, melhorar a e�ciência
operacional e oferecer produtos ou serviços mais personalizados.
Além disso, as empresas convencionais estão cada vez mais atentas à colaboração com
startups e empresas mais ágeis, o que permite que elas absorvam novas ideias, métodos de
trabalho e tecnologias emergentes, acelerando seu próprio processo de inovação e adaptando-se
ao ritmo veloz do mercado.
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
As startups, por sua vez, estão frequentemente ligadas à exponencialidade de maneira
intrínseca. Elas têm a �exibilidade e a agilidade para adotar abordagens disruptivas, explorar
novos mercados e alavancar tecnologias de ponta. Startups bem-sucedidas podem experimentar
um crescimento exponencial em um curto período, desa�ando os modelos de negócios
estabelecidos.
A busca por exponencialidade para startups comumente está relacionada a fatores como
capacidade de escala rápida, captura de mercado e disruptividade. Modelos de negócios
inovadores, como os baseados em plataformas, assinaturas e economia compartilhada, têm sido
catalisadores signi�cativos para o crescimento exponencial de muitas startups.
Ambos os tipos de empresas (convencionais e startups) enfrentam desa�os similares quando se
trata de exponencialidade, como a gestão rápida do crescimento, a adaptação a mudanças
rápidas no mercado e a garantia de sustentabilidade a longo prazo. No entanto, ao mesmo
tempo, a exponencialidade oferece oportunidades signi�cativas para inovação, expansão e
criação de valor.
Em última análise, a compreensão e a aplicação da exponencialidade nos negócios são cruciais,
independentemente do tamanho ou do per�l da empresa. A capacidade de se adaptar a um
ambiente empresarial em constante evolução e aproveitar as oportunidades de crescimento
exponencial é essencial para garantir a relevância e a competitividade a longo prazo.
Siga em Frente...
A aplicação de IA para a obtenção de resultados exponenciais tem se destacado como uma
estratégia-chave para empresas em diversos setores. De acordo com Santos (2021, p. 23):
A Inteligência Arti�cial (IA) pode ser vista como sendo a parte da Ciência da Computação
preocupada em projetar sistemas de computador inteligentes, que exibam as características que
associamos ao comportamento humano inteligente. Observamos sua importância quando
consideramos que grande parte da Pesquisa Operacional está preocupada com as atividades de
planejamento ou com as ações necessárias para resolver problemas.
Assim, a IA oferece uma ampla gama de capacidades que impulsionam a e�ciência, a inovação e
a tomada de decisões, contribuindo diretamente para o crescimento exponencial. Temos alguns
aspectos importantes dessa aplicação no Quadro 1.
Análise de dados avançada A IA é capaz de processar grandes
volumes de dados em tempo real,
identi�cando padrões, correlações e
insights que seriam difíceis ou
impossíveis de serem percebidos por
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
métodos tradicionais. Isso permite uma
compreensão mais profunda do
comportamento do cliente, das
tendências de mercado e das
oportunidades de otimização.
Personalização de experiência do cliente
 
A personalização impulsionada pela IA é
uma ferramenta poderosa para empresas
em busca de crescimento exponencial.
Algoritmos de aprendizado de máquina
analisam o comportamento do cliente e
suas preferências, permitindo a entrega
de experiências personalizadas e
produtos/serviços sob medida.
Automatização de processos 
A automação impulsionada pela IA
permite a otimização de processos,
reduzindo custos operacionais e
aumentando a e�ciência. Tarefas
rotineiras podem ser automatizadas,
liberando recursos humanos para
focarem em atividades mais estratégicas
e criativas.
Decisões estratégicas com base em
dados
A IA capacita as empresas a tomarem
decisões mais informadas e estratégicas.
 Sistemas de IA podem analisar dados em
tempo real, antecipar tendências e sugerir
ações, permitindo que as empresas
reajam de maneira mais rápida e precisa
às mudanças no ambiente de negócios.
Inovação de produtos e serviços
A IA desempenha um papel crucial na
inovação, capacitando as empresas a
desenvolverem novos produtos e serviços
de forma mais rápida e e�ciente. Ela pode
gerar insights valiosos para o processo
criativo, além de acelerar o ciclo de
desenvolvimento e melhorar a qualidade
das soluções apresentadas ao mercado.
Otimização da cadeia de valor Desde a produção até a entrega, a IA
pode otimizar cada etapada cadeia de
valor. Isso inclui previsão de demanda,
gerenciamento de estoque, logística e até
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
mesmo a personalização da experiência
pós-venda
Segurança e detecção de anomalias
Sistemas de IA são e�cazes na detecção
de padrões suspeitos ou anomalias em
grande escala, contribuindo para a
segurança cibernética e a integridade dos
dados.
Aprendizado contínuo
A capacidade de aprendizado contínuo
dos sistemas de IA signi�ca que eles se
adaptam e melhoram com o tempo,
tornando-se cada vez mais e�cazes na
entrega de resultados excepcionais.
Quadro 1 | Aspectos da aplicação da IA.
A aplicação de IA não apenas otimiza processos existentes, mas capacita as empresas a
explorarem novos territórios de inovação, acelerando o crescimento e proporcionando resultados
exponenciais em diversas áreas de atuação.
O surgimento de novos modelos de negócio é uma resposta dinâmica às mudanças nas
condições do mercado, aos avanços tecnológicos e às evoluções nas expectativas dos
consumidores, aspectos que são trazidos principalmente pelas startups.
Acerca das startups, Vilenky (2021, p. 13) a�rma que:
Se olharmos com atenção veremos que todas estas empresas entregam serviços que fazem
parte do nosso cotidiano, mas em um país com tantos regionalismos e tantas necessidades de
solução, somos um solo fértil para criação de empresas com soluções inovadoras, então avalie
se este não é um bom momento para você também construir sua história junto ao
empreendedorismo brasileiro.
Esse fenômeno não apenas rede�ne a forma como as empresas convencionais e as startups
operam, mas também cria oportunidades inovadoras e desa�a modelos tradicionais.
Existem oito fatores de relevância relacionados ao surgimento de novos modelos de negócio:
1. Digitalização e plataformas: a digitalização desempenhou um papel fundamental na
criação de novos modelos de negócio. Plataformas digitais, como Uber, Airbnb e Amazon,
transformaram a maneira como consumidores acessam serviços e produtos, introduzindo
modelos baseados em compartilhamento e economia sob demanda.
2. Assinaturas e serviços recorrentes: modelos de negócio baseados em assinaturas têm
ganhado popularidade em diversos setores. Empresas oferecem serviços contínuos
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
mediante uma taxa mensal, proporcionando aos consumidores conveniência e
previsibilidade �nanceira. Isso é evidente em áreas como streaming de conteúdo, software
e até mesmo em setores tradicionais, como o automotivo.
3. Economia circular: empresas estão, cada vez mais, adotando modelos de negócio
baseados na economia circular, cujo foco está na redução, reutilização e reciclagem de
recursos. Isso envolve a criação de produtos duráveis, a implementação de programas de
reciclagem e a minimização do desperdício.
4. Personalização e experiência do cliente: novos modelos de negócio muitas vezes se
concentram na personalização da experiência do cliente, o que pode incluir produtos feitos
sob medida, recomendações personalizadas, ou até mesmo a cocriação de produtos pelos
consumidores. A experiência do cliente torna-se um elemento-chave na diferenciação
competitiva.
5. Inteligência arti�cial e automatização: a integração de IA em modelos de negócio está
dando origem a serviços mais e�cientes e personalizados. Chatbots, assistentes virtuais e
automação de processos são elementos comuns em modelos que buscam otimizar a
interação com os clientes e a e�ciência operacional.
�. Blockchain e contratos inteligentes: o uso de tecnologias como blockchain tem permitido a
criação de modelos de negócio mais transparentes e seguros. Contratos inteligentes,
baseados em blockchain, automatizam e executam acordos sem a necessidade de
intermediários, reduzindo custos e aumentando a con�ança nas transações.
7. Colaboração e ecossistemas empresariais: empresas estão se movendo para além das
fronteiras tradicionais e colaborando em ecossistemas, compartilhando recursos,
competências e clientes. Esse cenário leva à criação de modelos de negócio mais �exíveis
e adaptáveis, capazes de inovar de maneira mais rápida.
�. Sustentabilidade e responsabilidade social: novos modelos de negócio estão emergindo
com um foco signi�cativo na sustentabilidade e responsabilidade social. Empresas
buscam não apenas lucro, mas também impacto positivo no meio ambiente e na
sociedade, atraindo consumidores conscientes e fortalecendo suas marcas.
O surgimento contínuo de novos modelos de negócio re�ete a necessidade das empresas de se
adaptarem às mudanças no ambiente de negócios e nas preferências dos consumidores.
A capacidade de inovar e experimentar novas abordagens tornou-se crucial para a sobrevivência
e o sucesso em um mundo empresarial em constante evolução.
Vamos Exercitar?
Como vimos, apesar de desfrutar do êxito atual, a empresa de cosmésticos depara-se com a
necessidade de sobressair em um cenário de mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. A
organização busca inovar seus modelos de negócio para fortalecer seus princípios éticos e para
estabelecer uma diferenciação clara em relação às demais marcas concorrentes.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Adicionalmente, a empresa expressa o desejo de explorar estratégias que promovam um
engajamento mais profundo com sua clientela, visando a construir uma comunidade sólida em
torno de sua marca.
A empresa decidiu adotar uma abordagem inovadora, incorporando tecnologia e personalização
em sua estratégia de negócios. Para isso, lançou um aplicativo móvel que oferece uma
experiência personalizada de compras para os clientes. O aplicativo utiliza algoritmos de IA para
recomendar produtos com base nas preferências individuais de cada usuário, levando em
consideração fatores como tipo de pele, preocupações especí�cas e preferências de estilo de
vida.
Além disso, a emprsa introduziu um programa de �delidade digital, que recompensa os clientes
por suas escolhas sustentáveis e os incentiva a se envolverem ativamente com a marca. Por
meio do aplicativo, os clientes acessam um conteúdo exclusivo, têm tutoriais de beleza
personalizados e podem participar de iniciativas ambientais.
A estratégia da empresa aborda de forma e�caz os desa�os apresentados. Ao adotar a IA para
personalizar a experiência do cliente, a empresa, além de se destacar no mercado, cria uma
ligação mais profunda com seus consumidores. Adicionalmente, o aplicativo, a um só tempo,
facilita a escolha de produtos e fortalece a lealdade do cliente ao proporcionar uma experiência
única.
O programa de �delidade digital, por seu turno, recompensa os consumidores por aderirem aos
valores éticos da empresa, transformando a compra de cosméticos em uma experiência
envolvente e sustentável. Além disso, a participação em iniciativas ambientais demonstra o
compromisso contínuo da empresa com a responsabilidade social e ambiental, construindo uma
comunidade em torno de sua marca.
Essa abordagem responde ao desa�o atual da empresa e posiciona a empresa como uma líder
inovadora no setor de cosméticos veganos, pronta para enfrentar os desa�os futuros e continuar
a crescer de maneira sustentável. 
Saiba mais
Aprenda mais acerca dos novos modelos de negócios alinhados à IA e sobre a mudança no
mercado de trabalho trazida por ela com a leitura de Desmisti�cando a inteligência arti�cial, de
Kaufman. Recomendamos o capítulo IA e o mercado de trabalho para re�etir sobre o tema. O
texto está disponível no livro na Biblioteca Virtual.
Um �lme que aborda de maneira interessante a aplicação de IA para a obtenção de resultados
exponenciais é Ex Machina (2014). O �lme traz a inteligência arti�cial em um contexto mais
amplo, oferecendo uma exploração fascinante sobre seu potencial e implicações éticas. 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559281596/epubcfi/6/30[%3Bvnd.vst.idref%3DSection0014.xhtml]!/4[MIOLO_Desmistificando_IA_1905_converted]/2[_idContainer045]/2/2%4051:2
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
O seriado/reality show Shark Tank oferece uma visão prática do mundo dos negócios. Nele,
empreendedores apresentam suas ideias para investidores experientes, buscando �nanciamento
para suas startups e novos modelos de negócio.
Referências
KAUFMAN, D. Desmisti�cando a inteligência arti�cial. Belo Horizonte: Autêntica, 2022. Disponível
em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559281596/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:2. Acesso em: 11 out. 2023.
SANTOS, M. H. Introdução à Inteligência Arti�cial. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional
S.A., 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559031245/pageid/3. Acesso em:
10 out. 2023.
VILENKY, R. Startup: transforme problemas em oportunidades de negócio. 1. ed. São Paulo:
Saraiva Educação, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958262/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover.xhtml]!/4/2[cover]/2%4050:76. Acesso em: 10 out. 2023.
Aula 3
Inovação aberta e venture capital
Inovação aberta e venture capital
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Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559281596/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:2
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958262/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover.xhtml%5d!/4/2%5bcover%5d/2%4050:76
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Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
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Ponto de Partida
Caro estudante, desejamos as boas-vindas a mais uma interessante aula, em que você
conhecerá um notável case de sucesso no segmento educacional, além disso, explorará o
ecossistema de inovação, compreenderá a importância dos investimentos em desenvolvimento
tecnológico e re�etirá acerca da responsividade, necessária para sustentar o crescimento dos
negócios.
Para começarmos esta jornada educativa, destacaremos um caso inspirador no mundo da
educação, o aplicativo chamado ClassApp, que, ao adotar tecnologias inovadoras, revolucionou a
forma como os alunos aprendem, tornando-se uma referência no setor. Essa história revela como
a visão empreendedora e a disposição para abraçar a mudança podem impulsionar o sucesso
educacional.
Em seguida, exploraremos o fascinante ecossistema de inovação, que sustenta o progresso.
Empresas visionárias e investidores comprometidos desempenham um papel fundamental na
promoção da tecnologia educacional. Ao compreender a importância de investimentos em
desenvolvimento tecnológico, podemos catalisar mudanças signi�cativas. Esses investimentos
não apenas aprimoram a qualidade da educação, mas promovem a sustentabilidade a longo
prazo das instituições. Sendo assim, empresas educacionais bem-sucedidas entendem a
necessidade de se adaptar às mudanças no ambiente de negócios e às demandas dos alunos.
Nesse contexto, a responsividade é essencial para sustentar e impulsionar o crescimento dos
negócios, seja incorporando novas tecnologias, ajustando estratégias pedagógicas ou
respondendo rapidamente às tendências do mercado.
A �m de possibilitar a aplicação prática dos conceitos estudados, temos um desa�o para
solucionar: a Mamãe Conectada é um aplicativo inovador, desenvolvido para atender às
necessidades especí�cas das mães inexperientes. Lançado há três anos, o aplicativo oferece
uma plataforma abrangente, que fornece informações personalizadas, dicas úteis, recursos
educacionais e uma comunidade ativa de mães, conectando-as em uma rede de apoio virtual.
Além disso, a Mamãe Conectada introduziu funcionalidades exclusivas, como rastreamento do
desenvolvimento do bebê, lembretes personalizados e um mercado virtual, com produtos
recomendados por especialistas.
A empresa, atualmente, enfrenta o desa�o de se manter à frente no ecossistema de inovação,
mantendo a relevância para um público dinâmico de mães principiantes. Os investimentos em
desenvolvimento tecnológico tornam-se cruciais para garantir que o aplicativo permaneça
atualizado, atraente e funcional, proporcionando uma experiência excepcional aos usuários.
Nesse contexto, como você pode ajudar a organização?
Avance com con�ança e determinação, pois o conhecimento e a adaptação são os alicerces do
sucesso duradouro. Boa jornada educacional!
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Vamos Começar!
No segmento do ensino, as EdTechs, ou tecnologias educacionais, são empresas ou iniciativas
que utilizam a tecnologia para melhorar e transformar a educação. Essas organizações buscam
soluções inovadoras para melhorar o ensino, tornando-o mais acessível, e�caz e envolvente. As
EdTechs podem abranger uma ampla gama de serviços, desde plataformas de aprendizado on-
line até aplicativos interativos, realidade virtual, inteligência arti�cial e muito mais.
O objetivo central das EdTechs é aproveitar a tecnologia para superar desa�os educacionais
tradicionais, proporcionando novas formas de aprendizado, personalização da educação,
acessibilidade global e acompanhamento mais e�ciente do progresso do aluno. Essas empresas
desempenham um papel crucial na preparação dos alunos para um mundo cada vez mais digital
e globalizado.
Um grande exemplo brasileiro de EdTech, trazido por Vilenky (2021, p. 24), é o ClassApp: 
O aplicativo aproxima os pais e responsáveis da vida acadêmica de seus �lhos. É possível ter
acesso à agenda da criança, enviar bilhetes e recomendações para os professores, autorizar
passeios e atividades e ser lembrado de reuniões. Já as escolas, podem acessar um histórico
detalhado de todo relacionamento com a família, �ltrar o envio de mensagens apenas para
turmas especí�cas e enviar relatórios de rotina. O serviço possui versões para diferentes
modalidades que vão do berçário até o ensino médio e inclui cursos de idiomas. Atualmente a
empresa atende cerca de 500 instituições de ensino, espalhadas por 21 estados brasileiros.
Internacionalmente, está presente em escolas japonesas e já foi testada na Noruega, Emirados
Árabes, Dinamarca e Canadá. Em 2018, a empresa faturou quatro milhões de reais e foi
selecionada em 2019 na 100 Startups to Watch17, a lista de empresas brasileiras com maior
potencial de inovação. 
As empresas estão focadas em construir um ecossistema de inovação, ou seja, construir um
ambiente em que as organizações, empresas, instituições de pesquisa, startups e outros atores
interajam para promover a inovação. Esse ecossistema é caracterizado por uma rede complexa
de relações e in�uências, em que diferentes partes colaboram, competem e contribuem para o
desenvolvimento e a implementação de novas ideias, tecnologias e práticas.
São componentes essenciais do ecossistema de inovação:
Empresas e startups: desenvolvem novas tecnologias e produtos.
Instituições de pesquisa e universidades: contribuem com pesquisa avançada e
conhecimento técnico.
Investidores: fornecem �nanciamento para projetos inovadores.
Governo: estabelece políticas e regulamentações que podem incentivar ou desencorajar a
inovação.
Comunidade empresarial: fomenta networking, colaboração e compartilhamento de
conhecimento.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Incubadoras e aceleradoras: apoiam o crescimento de startups e projetos inovadores.
Pro�ssionais e especialistas: contribuem com conhecimentoe experiência em setores
especí�cos. 
Siga em Frente...
O sucesso de um ecossistema de inovação depende da colaboração e�caz entre os elementos
listados, criando um ambiente propício ao desenvolvimento tecnológico e à geração contínua de
ideias inovadoras. Nesse sentido, segundo Tajra e Ribeiro (2020, p. 110): 
Ambientes de trabalho monótonos, sem dinamicidade e com equipes homogêneas no paradigma
tradicional signi�cavam que estavam adequados e que a gestão possuía controle sobre as
operações. Entretanto, ambientes organizacionais com essas características são uma verdadeira
armadilha, pois condicionam as pessoas a uma posição de estabilidade e acomodação, não
favorecendo a geração de ideias. Esses ambientes não são adequados para empresas baseadas
em inovação e, consequentemente, também não são adequados para a inovação. 
Os investimentos em desenvolvimento tecnológico são alocados para pesquisa, criação e
implementação de novas tecnologias. Esses investimentos podem ser realizados por empresas,
governos, instituições de pesquisa e investidores privados. Eles são essenciais para impulsionar
a inovação e a competitividade em diversos setores. Nesse contexto, alguns aspectos-chave
incluem:
Pesquisa e Desenvolvimento (P&D): �nanciamento para investigação e criação de novas
tecnologias.
Infraestrutura tecnológica: investimentos na infraestrutura necessária para suportar
inovações, como laboratórios, equipamentos e plataformas tecnológicas.
Apoio a startups: investimentos em empresas emergentes que desenvolvem tecnologias
promissoras.
Educação em tecnologia: investimentos em programas educacionais para desenvolver
habilidades tecnológicas e inovação.
Incentivos �scais e subsídios: mecanismos que incentivam empresas a investir em
pesquisa e desenvolvimento.
Os investimentos em desenvolvimento tecnológico são cruciais para impulsionar a inovação,
melhorar a competitividade global e promover o avanço econômico. Eles também contribuem
para a criação de empregos e o aprimoramento da qualidade de vida por meio de soluções
tecnológicas inovadoras.
Neste aspecto, temos que ressaltar a importância do termo Venture Capital, traduzido para o
português como "Capital de Risco", o qual refere-se ao �nanciamento fornecido por investidores
a startups e pequenas empresas com potencial de crescimento elevado, mas que também
possuem um alto nível de risco. Esse tipo de investimento é crucial para empresas que estão em
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estágios iniciais e não têm acesso a empréstimos bancários ou outras formas de �nanciamento
tradicionais.
Para buscar capital de risco, as empresas devem preparar um plano de negócios sólido,
demonstrar um potencial de mercado signi�cativo e estar prontas para oferecer uma
participação acionária. A chave é apresentar uma proposta atraente para os fundos de venture
capital, que buscam não apenas retorno �nanceiro, mas também oportunidades de contribuir
com sua experiência e rede de contatos.
Logo, a interação e�ciente no ecossistema de inovação, juntamente com investimentos
estratégicos em desenvolvimento tecnológico, cria um ambiente propício ao progresso, à criação
de novos produtos e serviços e ao crescimento econômico sustentável.
Para que isso possa perdurar a longo prazo, temos a responsividade, um elemento crucial para
garantir o crescimento sustentável dos negócios nos dias de hoje. Trata-se da habilidade da
empresa de se adaptar rapidamente às mudanças no ambiente de negócios, às exigências dos
clientes e às inovações tecnológicas. Ser responsivo signi�ca ser ágil, �exível e capaz de ajustar
estratégias e operações conforme necessário.
Em diversos aspectos, a responsividade desempenha um papel fundamental no sucesso
empresarial. A capacidade de se adaptar às mudanças de mercado é essencial, permitindo que a
empresa identi�que oportunidades e minimize riscos. No atendimento ao cliente, a resposta
pronta a perguntas e a e�caz resolução de problemas são fundamentais para construir
relacionamentos sólidos e fomentar a lealdade do cliente.
Além disso, a responsividade é vital na incorporação de inovações tecnológicas, proporcionando
vantagem competitiva. A agilidade operacional, que inclui a revisão de processos internos e a
adaptação a condições de mercado em constante mudança, é essencial. A gestão proativa de
riscos, a análise contínua do ambiente operacional e a implementação de estratégias para
redução de vulnerabilidades são práticas necessárias.
A cultura organizacional desempenha um papel crucial, incentivando a colaboração, a inovação e
a disposição para a mudança. Uma empresa responsiva valoriza a �exibilidade e a capacidade de
ajustar abordagens conforme necessário.
Portanto, a responsividade é uma qualidade-chave para sustentar o crescimento empresarial em
um ambiente dinâmico, exigindo uma mentalidade proativa, investimentos em tecnologia e uma
cultura que promova a �exibilidade e a inovação. Empresas capazes de se adaptar rapidamente e
abraçar a mudança estão mais bem posicionadas para prosperar a longo prazo.
Vamos Exercitar?
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Conforme mencionamos anteriormente, o aplicativo inovador Mamãe Conectada foi lançado há
três anos, projetado para atender às necessidades especí�cas das mães inexperientes. Esse
aplicativo oferece uma plataforma abrangente, que disponibiliza informações personalizadas,
dicas úteis, recursos educacionais e uma comunidade ativa de mães, proporcionando uma
conexão valiosa em uma rede de apoio virtual.
Além disso, a Mamãe Conectada apresenta funcionalidades exclusivas, incluindo o rastreamento
do desenvolvimento do bebê, lembretes personalizados e um mercado virtual, com produtos
recomendados por especialistas.
A empresa, atualmente, enfrenta o desa�o de se manter à frente no ecossistema de inovação,
mantendo a relevância para um público dinâmico de mães principiantes. Para isso, uma
alternativa seria focar em pesquisa e adaptação, para entender as mudanças nas necessidades
das mães e as tendências do mercado. Isso envolve coleta de feedbacks dos usuários, análise
de dados de uso do aplicativo e pesquisa de mercado. A Mamãe Conectada também pode se
comprometer a ajustar seu conteúdo e funcionalidades com base nessas descobertas para
permanecer alinhada às expectativas das mães modernas.
É possível investir signi�cativamente em atualizações tecnológicas regulares para garantir que o
aplicativo seja compatível com as últimas versões de sistemas operacionais e dispositivos
móveis. Além disso, é interessante introduzir recursos inovadores, como integração com
dispositivos inteligentes para monitoramento da saúde do bebê e inteligência arti�cial para
fornecer dicas personalizadas com base nos padrões de comportamento do usuário.
Outra possibilidade é buscar parcerias estratégicas com empresas de tecnologia e especialistas
em saúde materna e infantil. Essas parcerias visam a agregar conhecimento especializado à
plataforma, permitindo que a empresa permaneça na vanguarda das últimas descobertas e
práticas recomendadas na área de cuidados maternos e infantis.
Logo, evidenciamos como a Mamãe Conectada encara o desa�o do ecossistema de inovação e
dos investimentos em desenvolvimento tecnológico, assegurando, assim, seu êxito constante no
nicho das mães de primeira viagem.
Saiba mais
Para compreender mais sobre responsividade, leia o sexto capítulo (Segurança na Casa
Conectada) do livro de Moraes e Hayashi (2021), Segurança em IoT: entendendo os riscos e
ameaças em IoT. O texto está disponível no livro na Biblioteca Virtual.
O seriado Westworld, de �cção cientí�ca, aborda temas como inteligência arti�cial, automação e
implicações éticas e tecnológicas do avanço da inovação, demonstrando o contexto dos
ecossistemas de inovação e dos investimentos em desenvolvimento tecnológico.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550816548/epubcfi/6/34[%3Bvnd.vst.idref%3DEPUB_Seguranca_IoT_Cap06]!/4[EPUB_Seguranca_IoT_Cap06]/2[_idContainer098]/2[_idParaDest-47]/3:8[ulo%2C%206https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550816548/epubcfi/6/34[%3Bvnd.vst.idref%3DEPUB_Seguranca_IoT_Cap06]!/4[EPUB_Seguranca_IoT_Cap06]/2[_idContainer098]/2[_idParaDest-47]/3:8[ulo%2C%206
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Assista ao icônico �lme de Meryl Streep e Anne Hathaway, The Devil Wears Prada (O Diabo Veste
Prada), o qual, embora centrado no mundo da moda, destaca a necessidade de adaptação e
�exibilidade em um ambiente de negócios altamente competitivo.
Referências
MORAES. A.; HAYASHI, V. T. Segurança em IoT: entendendo os riscos e ameaças em IoT. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550816548/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:1. Acesso em: 13 nov. 2023. 
TAJRA, S. F.; RIBEIRO, J. R. Inovação na Prática: Design Thinking e ferramentas aplicadas a
Startups. Rio de Janeiro: Alta Books, 2020. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555201574/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:1. Acesso em: 13 nov. 2023. 
VILENKY, R. Startup: transforme problemas em oportunidades de negócio. 1. ed. São Paulo:
Saraiva Educação, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958262/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover.xhtml]!/4/2[cover]/2%4050:76. Acesso em: 10 out. 2023.
Aula 4
Tópicos especiais sobre inovação
Tópicos especiais sobre inovação
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Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550816548/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550816548/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555201574/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555201574/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958262/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover.xhtml%5d!/4/2%5bcover%5d/2%4050:76
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958262/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover.xhtml%5d!/4/2%5bcover%5d/2%4050:76
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Ponto de Partida
Olá, estudante! Desejamos as boas-vindas a mais uma aula dedicada à expansão do seu
conhecimento e ao seu desenvolvimento pro�ssional.
Exploraremos temas fundamentais, que moldam o cenário contemporâneo, visando não apenas
à compreensão, mas à aplicação prática desses conceitos em sua jornada acadêmica, assim
como em sua carreira futura.
Iniciaremos nossa aula explorando a cadeia de valor da inovação. Compreender os elementos
que compõem esse processo é essencial para aqueles que buscam não apenas seguir as
tendências, mas também liderar e in�uenciar positivamente o desenvolvimento de suas áreas de
atuação.
Além disso, faremos um estudo aprofundado sobre o mercado de trabalho brasileiro, analisando
as nuances que caracterizam as diferentes gerações presentes nesse contexto. Entender as
dinâmicas e expectativas de cada geração é crucial para uma gestão e�caz e para a construção
de ambientes de trabalho inclusivos.
Nosso percurso também abrangerá a gestão de talentos, explorando a construção da ladder de
carreira e as estratégias de performance. Aprenderemos, ainda, a aplicar técnicas de follow-up
orientado a resultados, garantindo um progresso contínuo e alinhado às metas estabelecidas.
Convidamos você a abraçar um desa�o intelectual e prático conosco, relacionado à uma
empresa do segmento têxtil, uma renomada empresa no setor de venda de tecidos, reconhecida
por sua qualidade, inovação e compromisso com clientes em todo o mundo. Com uma história
sólida e uma equipe dedicada, a empresa busca continuamente elevar os padrões da indústria
têxtil, tendo o objetivo de fortalecer ainda mais sua posição no mercado e impulsionar o
crescimento sustentável.
A empresa está ciente de que o elemento-chave para alcançar esse objetivo é a gestão e�caz de
talentos, a construção de uma ladder de carreira robusta e uma abordagem de performance com
follow-up orientado a resultados. Sendo assim, considere que você foi convidado a desenvolver
um plano estratégico abrangente para a empresa, focando na gestão de talentos, ladder de
carreira e performance dos colaboradores.
Convidamos você a se destacar, indo além dos seus limites, a �m de alcançar novos patamares
em sua trajetória educacional e pro�ssional.
Vamos juntos iniciar esta jornada de aprendizado e crescimento.
Vamos Começar!
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Para começarmos, falaremos acerca da cadeia de valor da inovação, um conceito fundamental
no contexto empresarial moderno, que diz respeito ao processo pelo qual as organizações criam
e entregam valor por meio da inovação.
Essa abordagem vai desde a geração de ideias até a implementação bem-sucedida de produtos,
serviços ou processos inovadores.
A cadeia de valor da inovação geralmente é dividida em diversas etapas interconectadas, as
quais estão descritas na Figura 1, a seguir.
Figura 1 | Etapas interconectadas da cadeia de valor da inovação.
A e�cácia da cadeia de valor da inovação está intrinsecamente ligada à capacidade da
organização de fomentar uma cultura que estimule a criatividade, promova a colaboração e
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aceite riscos calculados.
Compreender e gerenciar cada etapa dessa cadeia é vital para as empresas que buscam se
manter competitivas em mercados dinâmicos e em constante evolução.
Siga em Frente...
O estudo sobre o mercado de trabalho brasileiro e as diferentes gerações é essencial para
compreender as características e os desa�os únicos que cada grupo traz ao ambiente
pro�ssional. No Brasil, a diversidade geracional nas organizações destaca a importância dessa
análise.
A sociedade abriga várias gerações, como Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração
Z, cada uma com valores e expectativas distintas. Compreender essas diferenças é fundamental
para uma gestão e�caz, pois enquanto os mais experientes podem valorizar estabilidade, os
mais jovens buscam �exibilidade e propósito no trabalho.
Figura 2 | Mapa das gerações.
Cada geração enfrenta desa�os especí�cos, como a adaptação tecnológica para os mais jovens
e a necessidade de manter a relevância para os mais experientes. A gestão e�caz de equipes
multigeracionais requer estratégias adaptadas, promovendo liderança inclusiva e ambientes
colaborativos.
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À medida que os Baby Boomers se aposentam, surge o desa�o da transferência de
conhecimento para as gerações mais jovens. Para Teixeira e Piechota (2019, p. 283):
As tarefas de planejar, criar estratégias e executá-las já não procedem de cima para baixo, de
forma hierárquica, deliberada e previsível. Em vez disso, funcionários de todos os níveis precisam
planejar e executar contínua e iterativamente para acompanhar as mudanças que estão
acontecendo ao seu redor.
Programas de mentoria e estratégias de gestão do conhecimento são vitais para garantir a
continuidade e a evolução das práticas pro�ssionais. Logo, ambos fornecem uma base sólida
para políticas de recursos humanos que promovem a diversidade geracional, crie ambientes
inclusivos e impulsionem a inovação a partir da sinergia entre diferentes perspectivas.
Compreender e adaptar-se às necessidades de cada geração é crucial para o sucesso
organizacional em um cenário dinâmico.
Paranotando
di�culdades no uso do catálogo online ou na localização física de recursos, levando a mudanças
direcionadas para tornar a biblioteca mais acessível e acolhedora.
PERSPECTIVA
Após identi�carmos o problema devemos focar em idealizarmos soluções, mas para quem?
Antes de partir para a ideação, deve-se compreender o grupo-alvo. Então, vamos conhecer
melhor o nosso cliente a partir do exercício da empatia. A esse respeito, Tim Brown a�rma que: 
A empatia nos leva a pensar nas pessoas como pessoas, e não como ratos de laboratório ou
desvios-padrão. Se formos “tomar emprestada” a vida dos outros para inspirar novas ideias,
precisamos começar reconhecendo que seus comportamentos aparentemente inexplicáveis
representam diferentes estratégias para lidar com o mundo confuso, complexo e contraditório no
qual as pessoas vivem. (BROWN, 2020, p. 54) 
A identi�cação de oportunidades por meio do exercício da empatia no Design Thinking envolve
compreender profundamente as necessidades, os desejos e as experiências dos consumidores.
Esse processo começa por se colocar no lugar do cliente para compreender seus pontos de
vista, suas emoções e seus desa�os ao interagir com produtos especí�cos.
Por exemplo: quando temos um público-alvo vegano, sabemos que não vamos expô-lo a
propagandas com alimentos de origem animal, pois podemos constrangê-lo de alguma forma, e
não é esse o objetivo.
A empatia no Design Thinking é essencial para entender profundamente os usuários e suas
necessidades. Ao exercer empatia, os designers são capazes de capturar insights valiosos sobre
os desa�os e desejos dos usuários. O mapa de empatia, uma ferramenta visual que registra o
que os usuários dizem, pensam, fazem e sentem, permite identi�car oportunidades ocultas para
inovação. Esse entendimento profundo direciona a criação de soluções que não só resolvem
problemas reais, mas também entregam valor signi�cativo, melhorando a experiência do usuário
e atendendo às suas expectativas de maneira mais e�caz e empática.
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Logo, aqui, podemos criar uma persona!  A criação de persona é uma ferramenta fundamental no
design centrado no usuário, servindo como representação detalhada do público-alvo, baseada
em pesquisas de atitudes, comportamentos e questões especí�cas dentro de um cenário
relevante. Essas personas ajudam a equipe de design a visualizar e compreender as
necessidades, desejos e limitações de seus usuários �nais, orientando o desenvolvimento de
produtos ou serviços que atendam de forma mais e�caz e personalizada ao seu público.
Para criar uma persona, comece coletando dados detalhados sobre seu público-alvo através de
pesquisas, entrevistas e análises de mercado, identi�cando padrões de comportamento,
necessidades e objetivos. Em seguida, sintetize essas informações em per�s �ctícios,
detalhando características demográ�cas, psicográ�cas e comportamentais, além de cenários de
uso. Por �m, dê um nome a cada persona, tornando-a uma representação vívida e realista de um
segmento especí�co de seu público.
Por exemplo, uma empresa de tecnologia que desenvolve apps de produtividade pode criar uma
persona chamada "Lucas, o Pro�ssional de Marketing", que tem 30 anos, trabalha com marketing
digital, busca e�ciência em sua rotina de trabalho e valoriza ferramentas que integrem facilmente
com outras plataformas que já utiliza. A criação dessa persona ajuda a empresa a focar nas
características e necessidades especí�cas de Lucas ao desenvolver novas funcionalidades,
garantindo que o produto �nal seja mais alinhado com as expectativas de seu segmento de
mercado.
Na sequência, com empatia, colocando-nos no lugar do cliente e de�nindo uma persona,
caminhamos para a solução do problema, através da ideação!
Siga em Frente...
IDEAÇÃO
Após a de�nição do problema e do público-alvo é aqui que a ideação de soluções desempenha
um papel crucial. Nessa fase, equipes multidisciplinares são estimuladas a gerar uma variedade
de ideias, sem restrições; a ênfase está na criatividade, buscando explorar uma ampla gama de
possibilidades. Nesse momento, é possível utilizar ferramentas como o brainstorming.
Posteriormente, as ideias são re�nadas, combinadas e avaliadas para que sejam selecionadas as
soluções mais promissoras.
A abordagem �exível do Design Thinking incentiva a experimentação e a colaboração, resultando
em soluções inovadoras e mais alinhadas às necessidades reais dos usuários. Mas o que é,
exatamente, um processo iterativo?
Um processo iterativo no Design Thinking refere-se à prática de repetir e aprimorar
continuamente as etapas do ciclo de design, com base no aprendizado obtido durante o
processo. Essa abordagem é mais �exível e permite ajustar e re�nar soluções a partir das
experiências e feedbacks obtidos ao longo do desenvolvimento.
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Na etapa de ideação utiliza-se muito o Brainstorming, que é uma técnica de geração de ideias em
grupo, na qual os participantes são encorajados a propor livremente qualquer ideia, por mais
inovadora ou fora do padrão que seja, sem julgamentos imediatos. O objetivo é estimular o
pensamento criativo, maximizar a diversidade de ideias e soluções para um problema, sendo
posteriormente analisadas e re�nadas. 
Como realizar uma sessão de brainstorming e�caz?
Figura 2 | Brainstorming.
Um exemplo de Brainstorming aplicado: uma equipe de pro�ssionais de saúde em um hospital
organiza uma sessão de brainstorming para melhorar a experiência do paciente em suas
instalações. Eles focam em ideias para reduzir o tempo de espera para consultas. Cada
participante, de médicos a recepcionistas, contribui com sugestões, desde o uso de um
aplicativo de agendamento mais e�ciente até a implementação de quiosques de
autoatendimento para check-in. As ideias são analisadas e combinadas para formar um plano
integrado que utiliza tecnologia e processos otimizados para melhorar o �uxo de pacientes e a
satisfação geral.
Desta forma, identi�camos muitos pensamentos divergentes que agora podem convergir e fazer
sentido para o cliente, então, passamos para a ação e montamos a prototipação.
PROTOTIPAÇÃO
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
A prototipação no Design Thinking é o processo de criar modelos simples e tangíveis de uma
ideia ou conceito para testar e validar sua viabilidade. Os protótipos, mesmo rudimentares,
permitem uma avaliação prática das soluções propostas, proporcionando feedback valioso e
orientando ajustes antes da implementação �nal.
Para fazer um protótipo no contexto do Design Thinking, inicie identi�cando as características
essenciais da solução que deseja testar. Use materiais de baixo custo, como papel, cartolina, ou
softwares de modelagem simples, para criar um modelo que represente sua ideia de forma
tangível, permitindo interação. O foco deve estar na funcionalidade crítica, não na estética. Após
a construção, teste o protótipo com usuários reais, observe suas interações e colete feedbacks
para iterar e aprimorar a solução.
Um exemplo seria uma startup de jardinagem urbana poderia criar um protótipo de um jardim
vertical modular usando materiais recicláveis para testar o interesse de pessoas em cultivar seus
próprios alimentos em espaços pequenos. 
TESTE
Por �m, chegamos à etapa de teste como um ciclo essencial de aprendizado e iteração de
soluções no Design Thinking. Após criar protótipos das soluções propostas, é preciso submetê-
los a testes com os usuários �nais. Por exemplo, uma startup de aplicativos educacionais
poderia prototipar um novo jogo de aprendizado de idiomas para crianças, testando-o em
escolas para observar a interação dos alunos e coletar feedback de professores e pais. Com
base nesses insights, ajustariam o app para torná-lo mais engajador e educativo.
Ou, você pode imaginar uma equipe de design que esteja desenvolvendo uma nova interface de
usuário para um aplicativo. Após a fase de prototipagem e testes, eles podem obtertal, é necessário que haja um plano de carreira nas empresas. A gestão de talentos, a
construção da ladder de carreira e a abordagem de performance com follow-up orientado a
resultados são elementos poderosos para o sucesso e crescimento sustentável de qualquer
organização.
A gestão de talentos envolve a identi�cação, o desenvolvimento e a retenção de pro�ssionais
quali�cados. Isso vai além de simplesmente preencher posições, com foco em alinhar os
talentos individuais aos objetivos organizacionais. Trata-se de uma abordagem que inclui
estratégias de recrutamento, avaliação de competências, desenvolvimento de habilidades e
planos de sucessão.
A ladder de carreira, por sua vez, representa a estrutura que delineia as diferentes etapas ou
níveis na trajetória pro�ssional dentro da organização. Essa abordagem oferece clareza aos
colaboradores sobre as expectativas e oportunidades de crescimento. Para Gold (2019, p. 8) os
colaboradores devem aderir a um comportamento que esteja mais alinhado ao mercado atual: 
O conceito tradicional, fundamentado no processo formação – emprego – carreira –
remuneração, foi preterido. Entrou em cena a noção de competência, em uma nova lógica que
desfoca a perspectiva dos empregos para fazer emergir um novo modo de organização da força
de trabalho, no qual se destaca o predomínio das competências e da multifuncionalidade.
Com uma ladder de carreira bem de�nida, os colaboradores têm uma visão mais transparente
das competências e experiências necessárias para avançar em suas carreiras.
Por sua vez, o follow-up orientado a resultados na gestão de desempenho é um processo
contínuo, que vai além das avaliações periódicas. Ele envolve uma abordagem proativa, para
acompanhar e orientar os colaboradores, alinhando suas atividades e metas aos objetivos
organizacionais. Esse modelo de gestão de desempenho incentiva a responsabilidade individual,
fornecendo feedback constante e identi�cando oportunidades de melhoria.
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Ao integrar efetivamente a gestão de talentos, a ladder de carreira e o follow-up orientado a
resultados, as organizações podem criar ambientes que promovam o desenvolvimento contínuo,
a motivação dos funcionários e, consequentemente, a excelência organizacional.
Por �m, essas práticas não apenas impulsionam o crescimento individual, mas contribuem para
o sucesso global da empresa, resultando em equipes mais capacitadas, engajadas e alinhadas a
objetivos estratégicos.
Vamos Exercitar?
Você viu que a empresa têxtil busca reforçar sua posição no mercado e impulsionar o
crescimento sustentável. A empresa reconhece que a gestão e�caz de talentos, a construção de
uma ladder de carreira sólida e uma abordagem de performance com follow-up orientado a
resultados são fundamentais para alcançar esse objetivo. Para auxiliar a empresa nesse sentido,
sua proposta deve abordar os seguintes pontos:
Gestão de talentos:
Identi�que métodos e�cazes para atrair, desenvolver e reter talentos na indústria têxtil.
Proponha estratégias de recrutamento que estejam alinhadas à cultura e aos valores da
empresa.
Ladder de carreira:
Crie uma ladder de carreira clara e transparente, indicando os diferentes níveis e
competências necessárias para progredir.
Desenvolva programas de capacitação e treinamento para preparar os colaboradores para
avançar na ladder de carreira.
Performance com follow-up orientado a resultados:
Proponha um sistema de gestão de desempenho que inclua avaliações regulares, feedback
construtivo e metas claras.
Desenvolva uma abordagem proativa de follow-up para garantir que os colaboradores
estejam constantemente alinhados aos objetivos da empresa. 
Dessa forma, montamos um plano que, além de abordar os desa�os atuais da empresa, oferece
soluções realistas e práticas para impulsionar a gestão de talentos, a construção de carreiras e o
desempenho dos colaboradores na empresa. 
Saiba mais
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Para saber mais sobre a gestão da inovação na prática, conheça mais alguns exemplos de
estudos de caso na obra de Scherer e Carlomagno (2016), Gestão da inovação na prática: como
aplicar conceitos e ferramentas para alavancar a inovação. No capítulo Cases, conheça o desa�o
da Apple. Acesse o livro em nossa biblioteca. 
Para compreender melhor as diferentes gerações no mercado de trabalho, assista ao seriado
Younger (2015 a 2021), no qual a protagonista, interpretada por Sutton Foster, �nge ser mais
jovem para conseguir um emprego em uma editora de livros. A série toca em questões
relacionadas à idade e ao choque de gerações no ambiente corporativo. 
O �lme Jerry Maguire - A Grande Virada, de 1996, aborda a gestão de carreiras por meio da
história de Jerry Maguire, um agente esportivo que, após uma crise de consciência, busca uma
abordagem mais ética e orientada para relacionamentos em sua carreira. A narrativa destaca a
importância de alinhar escolhas pro�ssionais a valores pessoais para alcançar uma carreira mais
grati�cante e autêntica.
Referências
GOLD, M. Gestão de carreira: como ser o protagonista de sua própria história. São Paulo: Saraiva
Educação, 2019. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788571440340/pageid/0. Acesso em:
13 out. 2023. 
SCHERER, F. O.; CARLOMAGNO, M. S. Gestão da inovação na prática: como aplicar conceitos e
ferramentas para alavancar a inovação. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2016. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dbody001]!/4/2/4%4051:2. Acesso em: 13 out. 2023. 
TEIXEIRA, T. S.; PIECHOTA, G. Desvendando a Cadeia de Valor do Cliente: como o decoupling
gera disrupção do consumidor. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550814346/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover]!/4/2/2%4038:95. Acesso em: 13 out. 2023.
Aula 5
Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubcfi/6/42[%3Bvnd.vst.idref%3Dbody021]!/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubcfi/6/42[%3Bvnd.vst.idref%3Dbody021]!/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubcfi/6/42[%3Bvnd.vst.idref%3Dbody021]!/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788571440340/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dbody001%5d!/4/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dbody001%5d!/4/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550814346/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4038:95
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550814346/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4038:95
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para assistir mesmo sem conexão à internet.
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la?
Bons estudos!
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
É com grande satisfação que encerramos esta unidade, que foi marcada por uma profunda
exploração teórica de temas fundamentais para a inovação nos negócios. Ao longo das aulas,
compreendemos as complexidades da gestão focada no cliente, do Design Thinking, da
exponencialidade, dos novos modelos de negócio e da inovação aberta e venture capital, todos
esses tópicos especiais, que estão moldando o panorama da inovação empresarial.
Durante esse percurso, nosso objetivo principal foi equipá-lo com métodos e ferramentas do
Design Thinking para catalisar a inovação nos negócios. Hoje, ao re�etir sobretudo o que
discutimos, podemos a�rmar que alcançamos esse objetivo de forma notável.
Ao explorar a relação entre a gestão focada no cliente e o Design Thinking, proporcionamos
insights valiosos sobre como a empatia e a compreensão profunda das necessidades do cliente
podem orientar não apenas o desenvolvimento de produtos, mas a criação de experiências
signi�cativas. Você foi desa�ado a aplicar o Design Thinking a partir de uma lente estratégica,
integrando a empatia à tomada de decisões para solucionar problemas complexos de maneira
inovadora.
Na abordagem da exponencialidade e dos novos modelos de negócio, examinamos como a
compreensão teórica desses conceitos é crucial para antecipar e responder às mudanças
rápidas no ambiente empresarial. Você explorou como a exponencialidade impulsiona a
inovação, abrindo caminho para modelos de negócio revolucionários, que desa�am as
convenções tradicionais.
Ao tratarmos sobre inovação aberta e venture capital, destacamos a importância de se abrir para
colaborações externas e de atrair investimentos estratégicos para impulsionar ideias inovadoras.
Nos debates teóricos sobre esses temas, buscamos capacitá-lo a entender como a sinergia entre
empresas, startups e investidores pode acelerar o processo inovador.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Por �m, nos tópicos especiais sobre inovação, exploramos as últimas tendências e desa�os no
cenário da inovação empresarial, possibilitando que você se aprofundasse em temas
emergentes, com estímulo ao raciocínio crítico, e preparando-o para tomar decisões informadas
em um ambiente de negócios dinâmico.
Ao longo dessa jornada, você precisou demonstrar comprometimento em assimilar
conhecimentos teóricos complexos e aplicá-los de maneira prática. Sendo assim, podemos
a�rmar que a competência da disciplina, que visa ao uso dos métodos e das ferramentas do
Design Thinking para a inovação, bem como a tomada de decisões fundamentada no raciocínio
crítico, foi claramente atendida. 
É Hora de Praticar!
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para assistir mesmo sem conexão à internet.
A VivaFit Solutions é uma empresa líder no segmento �tness, especializada na produção de
suplementos nutricionais, com destaque para sua linha premium de whey protein e outros
produtos voltados para entusiastas da academia.
Fundada em 2010 por pro�ssionais apaixonados por �tness e nutrição, a VivaFit rapidamente
tornou-se uma referência no setor devido à qualidade de seus produtos e à busca constante por
inovação.
Em meio a um cenário de mudanças rápidas e tecnológicas, a VivaFit Solutions deparou-se com
o desa�o de explorar exponencialidade e novos modelos de negócio para impulsionar seu
crescimento.
A empresa, reconhecendo a importância de se adaptar às tendências emergentes, propõe aos
seus colaboradores o desa�o de desenvolver um modelo de negócio inovador, que incorpore
tecnologias exponenciais e atenda às crescentes demandas do mercado �tness.
 
A respeito dos conteúdos estudados, re�ita:
Como a integração da gestão focada no cliente com os princípios do Design Thinking pode
transformar a abordagem tradicional das organizações, promovendo não apenas a criação
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
de produtos e serviços inovadores, mas também a concepção de experiências mais
alinhadas às necessidades dos clientes?
De que maneira a compreensão teórica da exponencialidade in�uencia a capacidade das
empresas de se adaptarem e inovarem em um ambiente de negócios cada vez mais
dinâmico?
Como novos modelos de negócio podem capitalizar essas tendências exponenciais para se
destacarem no mercado?
A equipe da VivaFit Solutions propõe o VivaFit Connect, uma plataforma de �tness inteligente,
que utiliza tecnologias exponenciais para transformar a experiência dos usuários. A proposta
envolve:
Integração de Inteligência Arti�cial (IA): desenvolver algoritmos de IA que analisam os
dados de treino dos usuários, oferecendo insights personalizados para otimizar seus
regimes de exercícios e dietas, promovendo resultados mais e�cazes, pois a aplicação da
IA permite uma personalização e�ciente dos treinos, atraindo usuários que buscam
resultados personalizados e promovendo a �delização à plataforma.
Realidade Virtual (RV) para treinos imersivos: incorporar a realidade virtual para
proporcionar aos usuários experiências de treino imersivas, seja em casa ou na academia,
criando um diferencial competitivo e atraindo um novo público, uma vez que a incorporação
da RV cria um diferencial competitivo, conquistando um público moderno e conectado,
além de agregar valor à experiência de treino.
Modelo de assinatura premium: implementar um modelo de assinatura premium para
acesso exclusivo à plataforma, oferecendo benefícios como treinos personalizados, planos
alimentares e acesso prioritário a novas funcionalidades. A implementação de um modelo
de assinatura oferece, ainda, uma fonte estável de receita, permitindo à VivaFit Solutions
investir na constante melhoria e expansão da plataforma.
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
ANUNCIAÇÃO, H. Atendimento ao Cliente: Pro�ssionais que Revolucionaram o Campo da
Experiência do Cliente. Rio de Janeiro: Alta Books, 2021. Disponível em:
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
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DENNIS, P.; SIMON, L. Dominando a disrupção digital: como as empresas vencem com Design
Thinking, Agile e Lean Startup. Porto Alegre: Bookman, 2022. Disponível em:
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GOLD, M. Gestão de carreira: como ser o protagonista de sua própria história. São Paulo: Saraiva
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TEIXEIRA, T. S.; PIECHOTA, G. Desvendando a Cadeia de Valor do Cliente: como o decoupling
gera disrupção do consumidor. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550814346/epubc�/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4038:95. Acesso em: 13 out. 2023. 
VILENKY, R. Startup: transforme problemas em oportunidades de negócio. 1. ed. São Paulo:
Saraiva Educação, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958262/epubc�/6/2[%3Bvnd.vs
t.idref%3Dcover.xhtml]!/4/2[cover]/2%4050:76. Acesso em: 10 out. 2023.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555202533/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/4/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555202533/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/4/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788547215804/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582605837/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa.xhtml%5d!/4/2/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582605837/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa.xhtml%5d!/4/2/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788571440340/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559281596/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559281596/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550816548/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550816548/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559031245/pageid/3
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dbody001%5d!/4/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007121/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dbody001%5d!/4/2/4%4051:2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555201574/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555201574/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550814346/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4038:95
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550814346/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4038:95
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958262/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover.xhtml%5d!/4/2%5bcover%5d/2%4050:76
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786587958262/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover.xhtml%5d!/4/2%5bcover%5d/2%4050:76feedbacks
dos usuários reais. Nesse contexto, se descobrirem que algumas interações não são intuitivas,
podem revisitar a fase de de�nição do problema, ajustar as soluções propostas na fase de
ideação e, em seguida, redesenhar a interface. Esse processo iterativo continua até que uma
solução �nal satisfatória seja alcançada.
Logo, percebe-se que durante esse processo, observam-se as reações e feedbacks, gerando
aprendizado sobre o que funciona ou não. A partir desses insights, o ciclo se reinicia, levando a
ajustes e re�namentos contínuos, de modo a garantir que as soluções evoluam de forma
adaptativa e e�caz. 
Desse modo, percebemos que, no Design Thinking, a jornada que vai da de�nição de problemas
até a entrega de valor é uma trajetória dinâmica e iterativa. A habilidade de identi�car
oportunidades nasce do exercício contínuo da empatia, buscando entender profundamente as
necessidades dos usuários. A idealização de soluções, gerada a partir de insights empáticos, é
apenas o ponto de partida. Então, temos a prototipagem, materializando conceitos para testes
práticos, e esse ciclo de aprendizado e iteração é vital. Ao testar protótipos, observamos reações
e coletamos feedbacks, impulsionando re�namentos.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Essa abordagem holística, ancorada na empatia, idealização, prototipagem e teste, culmina na
entrega de soluções verdadeiramente centradas no usuário, enriquecendo a sua experiência e
gerando impacto genuíno.
Vamos Exercitar?
Agora, vamos retomar a situação observada na loja Maravilhosa.com! Para conectar a
Maravilhosa.com com suas clientes e melhorar o posicionamento da marca, é crucial utilizar o
Design Thinking para mergulhar na empatia, compreendendo profundamente as necessidades e
desejos do público-alvo. Isso pode envolver a realização de pesquisas diretas com as clientes,
como entrevistas e questionários, para coletar insights autênticos. Com base nesses dados, a
equipe pode iterar sobre as soluções propostas, prototipar e testar alternativas que
verdadeiramente ressoem e agreguem valor para as usuárias.
Você, já conhecendo o Design Thinking, re�etiu e percebeu que a melhor forma de agregar valor
aos clientes, garantindo que o valor gerado é algo bem-visto e desejado pelos usuários, é
identi�car oportunidades a partir do exercício da empatia. Logo, é necessário ir à campo,
conversar com os possíveis clientes (personas) e buscar compreender o que as pessoas dizem,
colocando-se no lugar delas e observando-as no mercado.
Imagine, então, que você foi a campo de forma empática, e o retorno que teve foi de que as
roupas da Maravilhosa.com eram apresentadas apenas com fotos das peças em si, em fundo
branco, sem serem exibidas em modelos curvilíneas. Isso resultou em uma falta de identi�cação
por parte das clientes, já que não conseguiam criar um vínculo, por não se verem representadas.
Logo, a marca estava tendo di�culdades de se conectar com seu público, pois ele não se
identi�cava com ela.
Para sanar esse problema, você pode sugerir que um protótipo seja feito, um teste, colocando
fotos de modelos curvilíneas utilizando as peças no site e na divulgação da marca. Essas ações
fomentariam o ciclo de aprendizado e iteração de soluções, que podem nos auxiliar nesta
jornada e permitir que você lance um produto ou serviço diferenciado, garantindo sucesso para a
Maravilhosa.com!
Saiba mais
Aprenda mais assistindo ao �lme Jobs (2013), que é uma sugestão interessante para explorar o
conceito de Design Thinking. O �lme retrata a vida de Steve Jobs, cofundador da Apple, e sua
abordagem inovadora no design de produtos. A escolha se justi�ca, pois Jobs incorporou
princípios de Design Thinking ao criar produtos icônicos, como o iPhone e o Macintosh. Essa
obra oferece insights sobre como a visão centrada no usuário, a criatividade e a iteração
constante são fundamentais para o sucesso inovador, aspectos essenciais do Design Thinking.
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Compreenda mais acerca das aplicações do Design Thinking no âmbito da inovação e da
criatividade lendo o artigo chamado: Combinando o Design Thinking e a criatividade no processo
de inovação aberta, escrito por Bruna Haubert, Dusan Schreiber e Cristiano Max Pereira Pinheiro
para a revista acadêmica Gestão e Planejamento, no ano de 2019.
Para entender os passos da aplicação acurada do Design Thinking e o porquê de sua
popularidade, realize a leitura do Capítulo 1, intitulado Tudo, Tudo, Tudo É Seu, É Só Querer. O
capítulo pertence à obra de Muller-Roterberg, chamada Design Thinking para leigos: os primeiros
passos para o sucesso, a qual você encontra na Biblioteca Virtual.
Referências
BROWN, T. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o �m das velhas ideias. Rio
de Janeiro: Alta Books, 2020. 
HAUBERT, B.; SCHREIBER, D.; PINHEIRO, C. M. P. Combinando o design thinking e a criatividade
no processo de inovação aberta. Revista Gestão e Planejamento, Salvador, v. 20, p. 73-89,
jan./dez. 2019. Disponível em: https://revistas.unifacs.br/index.php/rgb/article/view/4823.
Acesso em :17 out. 2023. 
MULLER-ROTERBERG, C. Design Thinking para leigos: os primeiros passos para o sucesso. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2021.
Aula 3
Métodos para aplicar o Design Thinking
Métodos para aplicar o Design Thinking
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Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
https://revistas.unifacs.br/index.php/rgb/article/view/4823
https://revistas.unifacs.br/index.php/rgb/article/view/4823
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555204445/epubcfi/6/22[%3Bvnd.vst.idref%3DEpub_DesignThinkingFD_Cap01-1]!/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555204445/epubcfi/6/22[%3Bvnd.vst.idref%3DEpub_DesignThinkingFD_Cap01-1]!/4
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https://revistas.unifacs.br/index.php/rgb/article/view/4823
Disciplina
DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Bons estudos!
Ponto de Partida
Que bom tê-lo conosco nesta jornada de aprendizado e aplicação prática de métodos
revolucionários. Nosso objetivo principal nesta aula é capacitá-lo a utilizar as ferramentas e os
métodos do Design Thinking para a elaboração de projetos inovadores nos negócios,
desenvolvendo uma visão ampla e prática do conceito.
Sendo assim, o foco é claro: queremos que você não apenas entenda o conceito, as
metodologias e as ferramentas do Design Thinking, mas também se aproprie de conhecimentos
granulares essenciais para a aplicação prática dessa abordagem. Nesse contexto, exploraremos
desde a de�nição de cronograma, escopo, estratégia e ritos de acompanhamento até a
atribuição de papéis cruciais, como o do designer thinker (líder), da equipe e dos stakeholders.
Além disso, vamos compreender o funcionamento dos frameworks ágeis e do método Lean
Startup, agregando abordagens ágeis e inovadoras à nossa experiência. Esses conceitos ajudam
a organizar o trabalho, promover a colaboração e�ciente entre a equipe e stakeholders, e aplicar
metodologias que aceleram o desenvolvimento e a entrega de soluções valiosas para o usuário
�nal.
Nesta aula, para começarmos a colocar a teoria em prática, seu primeiro desa�o será uma
simulação de Design Thinking. Imagine que você faz parte de uma equipe designada para criar
uma solução inovadora para melhorar a experiência do cliente em um ambiente de varejo,
especi�camente em uma loja de tênis de uma grande marca, a “Mike”. Como você se
posicionaria nessa situação?
Prepare-se para uma jornada desa�adora e recompensadora. Juntos, vamos explorar, aprender e
aplicar os princípiosfundamentais do Design Thinking para impulsionar a inovação nos
negócios.
Boas-vindas e bons estudos!
Vamos Começar!
Para que um projeto de Design Thinking se concretize, é necessária a ação, a �m de torná-lo real.
Dessa forma, iniciamos esta jornada de�nindo os conceitos de cronogramação, escopo,
estratégia e ritos de acompanhamento.
A de�nição de cronogramação, no Design Thinking, refere-se à organização temporal das
atividades do projeto. É utilizada para estabelecer prazos realistas para cada fase do processo.
Ferramentas modernas, como o Trello e o Notion, são valiosas para criar quadros de projeto
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
visualmente intuitivos, em que é possível distribuir tarefas ao longo do tempo. Por exemplo, ao
criar um projeto de design de produto, você pode ter listas no Trello ou cronogramas no Notion,
representando etapas, como pesquisa, ideação, prototipagem e testes, com cartões especí�cos
para cada atividade dentro dessas fases. Como no exemplo da Figura 1.
Figura 1 | Planejamento de demandas. Fonte: elaborada pela autora com Padlet.
Na sequência, passamos para a de�nição de escopo, o qual delimita o alcance do projeto,
identi�cando quais problemas serão abordados e quais não serão. Ferramentas como mapas de
empatia e personas são úteis para entender as necessidades dos usuários e, assim, de�nir um
escopo mais preciso. Por exemplo, ao criar um projeto para melhorar a experiência do usuário
em um aplicativo, você pode delimitar o escopo para aprimorar a navegação e a usabilidade.
Vejamos, agora, a de�nição de estratégia. Primeiramente, é importante saber que a estratégia no
Design Thinking envolve a formulação de planos para atingir os objetivos do projeto. Ferramentas
podem ser usadas para criar listas estratégicas, detalhando as ações necessárias para alcançar
metas especí�cas. Por exemplo, ao desenvolver uma estratégia para o lançamento de um novo
serviço on-line, você pode usar o MindMeister na construção de mapas mentais das atividades
necessárias, como marketing, treinamento de equipe e testes de usabilidade.
Outra ferramenta estratégica é a Asana, uma plataforma de gestão de projetos e tarefas que
promove uma organização e�ciente e comunicação clara dentro das equipes. No Design
Thinking, a Asana pode ser usada para detalhar todas as atividades necessárias para a
implementação de uma estratégia, desde a pesquisa de usuário inicial até o lançamento �nal do
produto. Permite a criação de cronogramas, atribuição de tarefas especí�cas aos membros da
equipe e monitoramento do progresso em tempo real, assegurando que todos estejam alinhados
e focados nos objetivos estratégicos.
Finalmente, temos os ritos de acompanhamento, que são reuniões regulares para avaliar o
progresso do projeto. A ferramenta Jira pode ser empregada para criar sprints (ciclos) de
reuniões, com informações detalhando as discussões e os pontos a serem abordados. Por
exemplo, ao realizar uma reunião de acompanhamento para um projeto de design de produto,
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
você pode usar o Jira para organizar, de forma Lean, as questões a serem discutidas, os
feedbacks recebidos e os próximos passos a serem tomados.
É importante saber que o conceito de Lean foca na maximização do valor para o cliente
enquanto minimiza o desperdício, ou seja, busca criar mais valor usando menos recursos. No
ambiente digital e no Design Thinking, o Lean enfatiza o desenvolvimento rápido e e�ciente de
produtos ou serviços, focando na entrega contínua de valor para os usuários �nais por meio de
prototipagem rápida, feedback constante e iterativo. Essa abordagem ajuda a reduzir riscos e
custos, ao mesmo tempo em que acelera a inovação e a adaptação ao mercado.
Logo, o importante é garantir que as ferramentas utilizadas facilitem a colaboração, a
comunicação e a transparência ao longo do processo de Design Thinking.
Para que você conheça a organização e a implementação de projetos para Design Thinking,
sabendo como fazer e em quais momentos agir de determinada maneira, veja a tabela seguir:
CRONOGRAMA ESCOPO ESTRATÉGIA
RITOS DE
ACOMPANHAMENT
O
 
Como fazer:
estabeleça um
cronograma claro,
com marcos
temporais para cada
fase do Design
Thinking. Considere
a �exibilidade para a
iteração, mas
mantenha prazos
realistas.
 
Como fazer: de�na
claramente o escopo
do projeto,
delimitando as
fronteiras do
problema a ser
abordado. Utilize
técnicas como a
"Jornada do Cliente"
para identi�car
pontos de foco
especí�cos.
 
Como fazer:
desenvolva uma
estratégia
abrangente,
considerando os
objetivos do projeto,
as necessidades dos
usuários e as
restrições.
Identi�que a
abordagem para
idealização,
prototipagem e teste.
Como fazer:
estabeleça ritos
regulares de
acompanhamento
para avaliar o
progresso, resolver
desa�os e tomar
decisões
informadas.
Reuniões de equipe,
apresentações de
protótipos e sessões
de feedback são
exemplos.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Exemplo: planeje
uma semana para
pesquisa e empatia,
duas semanas para
ideação e
prototipagem, e uma
semana para testes e
iteração.
Exemplo: em um
projeto de design de
aplicativo, o escopo
pode ser limitado à
experiência de
integração do
usuário, excluindo
funcionalidades
secundárias.
Exemplo: se o
objetivo é criar um
novo produto
alimentício, a
estratégia pode
envolver workshops
colaborativos para a
geração de ideias e
testes rápidos de
protótipos.
Exemplo: realize uma
revisão semanal para
compartilhar
aprendizados, ajustar
estratégias e
preparar a equipe
para as próximas
etapas.
Tabela 1 | Organização de projetos para Design Thinking.
As ferramentas atuais e validadas que você poderá utilizar em cada uma das etapas estão
descritas a seguir, na Tabela 2:
Ferramentas para
cronogramação
Ferramentas para
de�nição de escopo
Ferramentas para
de�nição de
estratégia
Ferramentas para
ritos de
acompanhamento
Microsoft Project:
uma ferramenta mais
robusta para
cronogramação,
adequada para
projetos complexos,
com diversos
marcos e
dependências. Oferta
versão paga e
gratuita (mas não é
permanentemente
grátis, apenas por
um período).
Miro: uma
plataforma de
colaboração on-line
que permite criar
mapas mentais,
mapas de empatia e
outros artefatos
visuais para de�nir o
escopo. Oferta
versão gratuita e
paga.
SWOT Analysis: a
análise SWOT
(Forças, Fraquezas,
Oportunidades e
Ameaças) é uma
abordagem clássica
para de�nir
estratégias. Pode ser
realizada em papel,
quadros brancos ou
usando softwares.
Oferta versão
gratuita (você pode
criar no Canva
gratuitamente) e
paga (softwares
especí�cos para
montar a ferramenta
online).
Jira: especialmente
útil para equipes que
seguem a
metodologia ágil.
Oferece recursos
avançados para
planejamento e
acompanhamento de
sprints (ciclos).
Oferta versão
gratuita e paga.
Asana: oferece
funcionalidades para
planejamento de
projetos, atribuição
Lucidchart: ótima
para a criação de
diagramas e
�uxogramas,
Balanced Scorecard
(BSC): ferramenta
que ajuda a traduzir a
estratégia em ações
Slack: uma
plataforma que
facilita a
comunicação
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
de tarefas e
acompanhamento de
prazos. Oferta versão
gratuita e paga.
 
facilitando a
visualização e a
de�nição do escopo.
Oferta versão
gratuita e paga.
tangíveis, utilizando
indicadores de
desempenho. Oferta
versão gratuita (você
pode criar no Canva
gratuitamente) e
paga (softwares
especí�cos para
montar a ferramenta
online).
contínua entre a
equipe, tornando os
ritos de
acompanhamento
mais �uidos. Oferta
versão gratuita e
paga.
Trello: uma
plataforma de gestão
de projetos que
utiliza quadros, listas
e cartões para
organizar tarefas ao
longo do tempo.
Oferta versão
gratuita e paga.
 
XMind: ferramenta
de mapeamento
mental que ajuda a
organizar
informações e
estruturar o escopo
do projeto. Oferta
versão gratuita e
paga.
MindMeister:
plataforma para
criação de mapas
mentais que auxiliam
na visualização e no
planejamento
estratégico.Oferta
versão gratuita e
paga.
Zoom ou Microsoft
Teams: para realizar
reuniões de
acompanhamento
remotas. Oferta
versão gratuita e
paga.
Tabela 2 | Ferramentas digitais para projetos em Design Thinking.
Siga em Frente...
Nesse contexto, é preciso haver uma pessoa para conduzir a equipe e colocar todos esses
pontos em prática. Desse modo, falaremos agora sobre a necessidade de de�nição de papéis,
determinando o designer thinker (líder), a equipe e os stakeholders.
O designer thinker, muitas vezes referido como líder do projeto, desempenha um papel crucial no
processo de Design Thinking. Brown (2020, p. 24) a�rma que “Um designer competente
solucionará todas essas três restrições, mas um design thinker os colocará em equilíbrio
harmonioso”. Esse indivíduo é responsável, portanto, por orquestrar e facilitar as atividades do
projeto, garantindo que a abordagem centrada no usuário seja mantida. O designer thinker deve
ser hábil em inspirar a criatividade da equipe, além disso, deve liderar sessões de brainstorming,
conduzir pesquisas de usuários e tomar decisões informadas. Adicionalmente, esse líder tem a
tarefa de sintetizar as ideias geradas, guiar o processo de prototipagem e garantir que as
soluções propostas atendam aos objetivos e às necessidades dos usuários.
Já a equipe, no contexto de Design Thinking, é composta por membros multidisciplinares, cada
um trazendo habilidades únicas para o projeto. Muller-Roterberg (2021) nomeia essa equipe de
“comitê diretor”, o qual se responsabilizará por:
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Concentrar-se em garantir que os funcionários do projeto compartilhem informações com
os departamentos relevantes.
Assumir funções consultivas.
  Ser responsável por liberar os recursos necessários (pessoal, material, maquinário,
capital). (MULLER-ROTERBERG, 2021, p. 69) 
A equipe deve ser multifacetada, pois é essa diversidade que permite uma abordagem holística
na resolução de problemas. Membros da equipe podem incluir designers grá�cos,
desenvolvedores, pesquisadores de mercado, especialistas em usabilidade, entre outros. A
colaboração e�caz, a comunicação aberta e a valorização de perspectivas diversas são
fundamentais para o sucesso da equipe no Design Thinking.
Por �m, os stakeholders são as partes interessadas no projeto, que podem incluir clientes,
usuários �nais, patrocinadores, investidores ou outros que tenham um interesse direto ou
indireto nos resultados. No Design Thinking, envolver os stakeholders desde o início é crucial. A
coleta de feedback constante e a realização de entrevistas e workshops colaborativos com os
stakeholders ajudam a garantir que as soluções propostas estejam alinhadas às expectativas e
necessidades do público-alvo. O envolvimento dos stakeholders é uma prática contínua para
garantir uma implementação bem-sucedida e a aceitação das soluções propostas.
Esses papéis são interdependentes e colaborativos no processo de Design Thinking, promovendo
a inovação e a resolução e�caz de problemas. O sucesso do projeto muitas vezes depende da
sinergia entre o designer thinker, a equipe e os stakeholders.
Todo esse processo acontece por meio de frameworks ágeis, que são abordagens
metodológicas para o desenvolvimento de software e gerenciamento de projetos, baseando-se
em princípios ágeis. Os princípios ágeis, como o Lean, são abordagens de gestão e
desenvolvimento de projetos que priorizam a �exibilidade, colaboração, feedback contínuo e
entrega de valor ao cliente de forma iterativa e incremental. Por exemplo, a entrega iterativa,
colaboração multidisciplinar e foco no cliente para adaptar-se rapidamente às mudanças e
fornecer valor contínuo.
O termo "ágil" refere-se à capacidade de responder rapidamente às mudanças, promovendo a
�exibilidade e a colaboração. Esses frameworks visam a melhorar a e�ciência e a e�cácia no
desenvolvimento de produtos, ao mesmo tempo que proporcionam maior satisfação ao cliente.
Eles destacam a importância de ciclos de desenvolvimento curtos, entregas incrementais e
adaptação contínua com base no feedback. Exemplos de frameworks ágeis incluem Scrum,
Kanban e Extreme Programming (XP). Eles são amplamente utilizados em ambientes de
desenvolvimento de software, mas os princípios ágeis também foram aplicados em outras áreas,
além da tecnologia.
Em concomitância, temos também o método Lean Startup, baseado em uma abordagem para o
desenvolvimento de empresas e produtos proposta por Eric Ries. Esse método tem relação com
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
os princípios do Lean Manufacturing e busca aplicar esses conceitos ao ambiente de startups e
inovação. O método Lean Startup enfatiza a aprendizagem validada, a iteração rápida e a
construção de Produtos Mínimos Viáveis (MVP).
A aprendizagem validada refere-se à prática de coletar dados e feedbacks do mercado para
validar ou refutar as hipóteses sobre um produto ou estratégia de negócios. A iteração rápida
baseia-se no ciclo de desenvolvimento que prioriza entregas frequentes e incrementais de
funcionalidades, permitindo feedback contínuo e ajustes ágeis para atender às necessidades do
cliente de forma mais e�caz, reduzindo assim o tempo de entrega do produto ou serviço. Por �m,
o uso do MVP permite lançar um produto com o mínimo de funcionalidades necessárias para
obter feedbacks valiosos dos usuários. O objetivo é evitar o desperdício de recursos em produtos
que não atendem às necessidades reais do mercado.
Tanto os frameworks ágeis quanto o método Lean Startup compartilham a �loso�a de se adaptar
rapidamente às mudanças e aprender continuamente com a experiência. Eles são
frequentemente implementados em conjunto para otimizar o processo de desenvolvimento e
inovação em diferentes contextos empresariais. Dessa forma, o Design Thinking pode acontecer.
Vamos Exercitar?
Pensando nas etapas do Design Thinking que você já domina e nos conteúdos trazidos em nossa
aula, vejamos o que você pode fazer para ajudar a loja Mike a melhorar a experiência do cliente
em suas lojas.
Em primeiro lugar, você pode chamar todos os envolvidos para estarem unidos no processo e,
partindo da ideação, poderá realizar sessões de brainstorming com sua equipe para gerar uma
variedade de soluções criativas. Encoraje-os a pensarem fora da caixa, apresentando ideias que
possam ir desde a melhoria no leiaute da loja até a implementação de tecnologias inovadoras
para envolver os clientes.
Na sequência, vamos à prototipagem, etapa que transforma as ideias em protótipos tangíveis.
Nesse momento, podemos ter a criação de maquetes físicas da loja, simulações de novos
processos de atendimento ao cliente ou até mesmo a prototipagem de novas tecnologias, como
aplicativos interativos, com base em metodologias Lean.
Então, passamos para a fase de teste e iteração. Nesse momento, podem-se colocar os
protótipos em ação, possibilitando que os clientes experimentem as soluções propostas. Além
de obter feedbacks valiosos para a Mike, você deve estar disposto a iterar com base nas
respostas recebidas, re�nando continuamente as soluções.
Dessa forma, chega-se à implementação: uma vez validada a solução com feedback positivo,
você implementará na Mike as mudanças de forma gradual, monitorando continuamente as
respostas dos clientes e fazendo ajustes conforme necessário.
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DESIGN THINKING E INOVAÇÃO
DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Por �m, caminhamos para os ritos de acompanhamento. É importante estabelecer ritos regulares
para avaliar o desempenho da nova experiência do cliente, como acompanhamento de
cronograma, orçamento, escopo e estratégia. Realize reuniões de acompanhamento com a
equipe e stakeholders para garantir que as melhorias estejam alinhadas aos objetivos
estabelecidos e utilize ferramentas Lean que possam auxiliá-lo no avanço desse projeto.
Ao seguir esse processo baseado na metodologia do Design Thinking, você estará orientado pela
empatia, criatividade e iteração, proporcionando uma solução inovadora, que realmente atendaàs necessidades dos clientes da Mike
Saiba mais
 Um �lme que aborda muitos dos conceitos tratados nesta aula, especialmente a de�nição de
cronogramação, escopo, estratégia, ritos de acompanhamento, papéis e método Lean Startup, é
Moneyball (2011). Diante de um orçamento limitado, Beane, gerente geral do time de beisebol
Oakland Athletics, adota uma abordagem inovadora, usando análise estatística avançada para
recrutar jogadores. Ele rede�ne o escopo tradicional do recrutamento esportivo, desa�ando as
convenções e implementando uma estratégia revolucionária. O �lme demonstra a importância de
ter, em uma equipe, papéis de�nidos, estratégia clara, ritos de acompanhamento e aplicação de
métodos inovadores, todos esses conceitos essenciais em ambientes ágeis e métodos Lean
Startup.
Saiba como o Design Thinking, somado às iniciativas de Lean Startup, tem trazido melhorias para
vários setores, inclusive o de saúde. Leia o artigo intitulado AAvaliação de desempenho do
aplicativo Brinka para crianças com neurodiversidade: uma proposta de desenvolvimento com
Design Thinking e Lean Startup, publicado pela revista Meta, em 2023, cujos autores são Ilma
Rodrigues de Souza Fausto, Maicon Gonzaga da Silva, Fabiana Rodrigues Leta e Ruth Maria
Mariani Braz.
Realize a leitura do Capítulo 2 do livro Para compreender o Design Thinking (2021), de Mello,
Almeida Neto e Petrillo. O capítulo, intitulado Qual a missão do Design Thinking (DT)?. Ela trará
muitos insights para que você possa compreender ainda mais essa metodologia. Acesse-o na
Biblioteca Virtual.
Referências
BROWN, T. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o �m das velhas ideias. Rio
de Janeiro: Alta Books, 2020. 
FAUSTO, I. R. S.; SILVA, M. G.; LETA, F. R.; BRAZ, R. M. M. Avaliação de desempenho do aplicativo
Brinka para crianças com neurodiversidade: uma proposta de desenvolvimento com Design
https://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/view/4233
https://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/view/4233
https://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/view/4233
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/194484/pdf/0?code=MXo9MWF8RJqQeM8LJi0D2cx4k1k0I/BC0ec0I/G35Y0O5wc2Qc9NSTUIodGaIQ4nJsQlvRBIde/YB0iKCJEz8w==
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DOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Thinking e Lean Startup. Meta: Avaliação, Rio de Janeiro, v. 15, n. 47, p. 333-350, abr./jun. 2023.
Disponível em: https://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/view/4233.
Acesso em: 18 out. 2023. 
MELLO, C. M.; ALMEIDA NETO, J. R. M.; PETRILLO, R. P. Para compreender o Design Thinking. 1.
ed. Rio de Janeiro: Processo, 2021. E-book. Disponível em:
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/194484/pdf/0?
code=MXo9MWF8RJqQeM8LJi0D2cx4k1k0I/BC0ec0I/G35Y0O5wc2Qc9NSTUIodGaIQ4nJsQlvRB
Ide/YB0iKCJEz8w==. Acesso em: 18 out. 2023. 
MULLER-ROTERBERG, C. Design Thinking para leigos: os primeiros passos para o sucesso. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2021.
Aula 4
Ferramentas do Design Thinking
Ferramentas do Design Thinking
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Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender
conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante! Desejamos boas-vindas a você!
Que bom podermos iniciar esta jornada de descoberta e aprendizado, ao longo da qual
exploraremos métodos e ferramentas do Design Thinking para impulsionar a inovação nos
cenários empresariais. Ao �nal do nosso estudo, esperamos que você não apenas domine o
https://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/view/4233
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/194484/pdf/0?code=MXo9MWF8RJqQeM8LJi0D2cx4k1k0I/BC0ec0I/G35Y0O5wc2Qc9NSTUIodGaIQ4nJsQlvRBIde/YB0iKCJEz8w==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/194484/pdf/0?code=MXo9MWF8RJqQeM8LJi0D2cx4k1k0I/BC0ec0I/G35Y0O5wc2Qc9NSTUIodGaIQ4nJsQlvRBIde/YB0iKCJEz8w==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/194484/pdf/0?code=MXo9MWF8RJqQeM8LJi0D2cx4k1k0I/BC0ec0I/G35Y0O5wc2Qc9NSTUIodGaIQ4nJsQlvRBIde/YB0iKCJEz8w==
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conceito, as metodologias e as ferramentas do Design Thinking, mas que também saiba integrar
essa abordagem inovadora aos seus projetos cotidianos.
Nesta aula, exploraremos conceitos e situações práticas para você entender como criar personas
detalhadas, representando usuários reais. Aprofundaremos nosso conhecimento acerca das
necessidades, comportamentos e desa�os especí�cos de cada persona, além disso,
descobriremos o poder do mapa de empatia como uma ferramenta visual para compreender as
experiências dos usuários. A imersão no contexto do cliente será enfatizada para uma de�nição
precisa de problemas e identi�cação de oportunidades.
Adicionalmente, trataremos dos workshops ágeis, que fomentam a colaboração e�caz, das
sessões de brainstorming, para gerar ideias inovadoras, e das pesquisas, que darão vida ao
nosso backlog de projetos, assegurando que as soluções propostas estejam alinhadas às reais
necessidades do mercado.
Para pensarmos em uma aplicação prática dos conceitos trabalhados nesta aula, suponhamos
que você, já com os conhecimentos do papel de designer thinker, liderará um projeto em seu
trabalho, a empresa "Madona", um grande e-commerce especializado em calçados femininos. A
empresa teve poucas vendas nos últimos meses, e o problema identi�cado foi o atraso nas
entregas dos calçados. A proprietária, Samira, quer melhorar essa situação e inovar, mas não
sabe por onde começar. Nesse contexto, você terá a oportunidade de contribuir com ideias
inovadoras em um brainstorming poderoso, para que assim a Madona se destaque perante as
concorrentes e volte a ganhar mercado.
Prepare-se para uma jornada emocionante de colaboração, inovação e aprendizado prático.
Vamos explorar, criar e crescer juntos.
Bons estudos!
Vamos Começar!
A imersão no Design Thinking refere-se ao profundo envolvimento e compreensão do contexto,
do ambiente e das experiências dos usuários para melhor informar o processo de design. Com
base nesse pensamento, daremos início ao nosso conteúdo.
Vamos começar compreendendo a ideia de “persona”, pois não é possível promovermos
melhorias se não soubermos para quem elas serão direcionadas. A esse respeito, veja a
colocação de Muller-Roterberg (2021, p. 144):
O método da persona representa, de forma �ctícia, o papel de um usuário ou usuário, que, por
sua vez, retrata os membros de um grupo real. Aplique-o para desenvolver ideias ou modelos de
negócios, bem como para con�gurar as atividades de marketing. A técnica da persona o auxilia a
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se distanciar das suas concepções e, ao mesmo tempo, a criar proximidade com o usuário. Em
outras palavras, ela o faz focar o usuário. Estruture os próximos passos pensando nessa pessoa
e, de acordo com sua persona, escolha as necessidades particulares nas quais deseja se
concentrar. (...) Todos precisam saber como a persona é, para que consigam se colocar na
situação da pessoa. O usuário não é visto como um objeto anônimo em uma massa inde�nida,
mas ganha características reais e, portanto, vida.
Para entendermos melhor, vamos analisar um estudo de caso �ctício, no qual abordaremos a
situação da "Michelangelo", uma grande rede de pizzaria dos sócios Rafael e Donatello. Nesse
caso, considere que a persona que a empresa deseja contemplar é formada por pessoas que não
ingerem glúten nem lactose. Você, como designer thinker, coordenará o processo para
impulsionar a inovação na rede de pizzarias, mas, por onde começar?
1. Entendimento da situação
Ferramenta utilizada: mapa de empatia.
Começamos mapeando as necessidadese os desejos dos donos, Rafael e Donatello. Isso
inclui entender seus desa�os, expectativas e aspirações em relação à inovação na pizzaria.
Nesse momento, entramos em um processo de cocriação (que é a colaboração de diversas
partes interessadas para gerar ideias e soluções criativas por meio de processos iterativos
e centrados no usuário).
2. De�nição do problema
Ferramenta utilizada: workshop ágil.
Nesta etapa, realizamos um workshop ágil. Muller Roterberg (2021, p. 36) a�rma que o foco
do workshop é “(...) desenvolver um entendimento compartilhado da tarefa, caracterizar os
usuários com mais precisão, compilar os resultados de observações e pesquisas, e
encontrar ideias ou criar protótipos”. Logo, a ferramenta envolverá toda a equipe e os
proprietários para de�nir claramente os problemas que a Michelangelo enfrenta em termos
de inovação. Nesse caso, busca-se atender a mais um público, o qual possui uma persona
que não ingere glúten ou lactose. Esse processo colaborativo ajuda a identi�car desa�os
especí�cos. Por exemplo: o problema está em não ofertarem produtos sem glúten ou
lactose em seu cardápio.
3. Geração de ideias
Ferramenta utilizada: brainstorming.
Antes, é importante compreender o que é o brainstorming. Trata-se de uma técnica de geração
de ideias no Design Thinking, incentivando a criatividade e a colaboração. Durante uma sessão
de brainstorming, os participantes são encorajados a expressar livremente suas ideias, sem
julgamentos. O objetivo é gerar uma grande quantidade de ideias diversas, promovendo a
inovação e a identi�cação de soluções criativas para os desa�os do projeto. As ideias podem ser
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re�nadas posteriormente, por meio de técnicas de seleção e avaliação. Para Liedtka e Ogilvi
(2021, p. 103),
Esta é uma fase empolgante no processo de design thinking. Você faz o brainstorming em
equipes e grupos de forma a ter condições de utilizar o poder de pontos de vista e opiniões
heterogêneos e acessar a inteligência coletiva do grupo. 
Nessa fase, conduzimos uma sessão de brainstorming poderosa para gerar uma variedade de
ideias inovadoras acerca do problema já identi�cado (não possuírem no cardápio produtos sem
glúten e lactose). Encorajamos a livre expressão de pensamentos, sem julgamentos, para
estimular a criatividade e selecionar as melhores ideias, por exemplo: uma pizza vegana com
farinha de arroz, cogumelos e queijo de castanhas ou até mesmo uma pizza de coco com canela,
feita com farinha de amêndoas, e, no lugar do queijo, muito doce de banana de colher (deve-se
deixar a criatividade �uir).
4. Seleção de ideias
Ferramenta utilizada: análise de empatia.
Utilizamos a análise de empatia para avaliar as ideias geradas à luz das necessidades e
expectativas dos donos da pizzaria e da persona. Selecionamos aquelas que têm o maior
potencial de atender aos objetivos e que são viáveis para a empresa.
5. Prototipagem rápida
Ferramenta utilizada: prototipagem rápida.
Criamos protótipos rápidos das ideias escolhidas para visualizar como elas podem ser
implementadas na prática. Esses protótipos (pizzas sem adição de glúten ou lactose)
ajudam a transmitir a essência das soluções propostas.
6. Testes e iteração
Ferramenta utilizada: testes de usabilidade.
Testamos os protótipos com clientes reais para obter feedbacks valiosos. Com base
nesses feedbacks, iteramos as soluções para aprimorá-las. Na Michelangelo, os sócios
podem deixar pequenas provas dos novos sabores para os clientes experimentarem e
darem feedback.
7. Implementação
Ferramenta utilizada: framework ágil.
Na Michelangelo, adotamos o Scrum, um framework ágil, para implementar soluções
selecionadas de forma iterativa e adaptativa. Por exemplo, ao desenvolver um novo
software de gestão de projetos, dividimos o projeto em sprints curtas, permitindo que a
equipe entregue funcionalidades especí�cas a cada duas semanas e ajuste o produto com
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base no feedback contínuo dos usuários, garantindo uma integração �uida com os
processos operacionais existentes da empresa.
Figura 1 |  Reunião de Brainstorming. Fonte: Shutterstock.
Siga em Frente...
Ao seguir essas etapas, você, como designer thinker, liderará um processo de inovação que
envolve toda a equipe, proporcionando à pizzaria Michelangelo a oportunidade de elevar sua
proposta de valor e se destacar no mercado de pizzarias.
Você deve ter observado que, logo na primeira etapa do processo para resolver o caso da
pizzaria Michelangelo, mencionamos uma ferramenta denominada mapa de empatia. Você sabe
o que é esse mapa? Muller-Rottemberg de�ne-o da seguinte maneira:
O mapa de empatia viabiliza que você se coloque no lugar, de forma holística, da pessoa ou do
grupo que enfrenta determinada situação. Imagine uma pessoa especí�ca em seu ambiente.
Pode ser uma atividade cotidiana (compras, uso de determinado dispositivo eletrônico,
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atividades domésticas, uso de internet, viagens, lazer ou atividades culturais), que se deve
observar sob diferentes perspectivas. (MULLER-ROTERBERG, 2021, p. 146) 
O mapa de empatia é, portanto, uma ferramenta projetada para ajudar as equipes a entenderem
profundamente os usuários envolvidos em um projeto. Ele é usado para criar uma representação
visual e detalhada das experiências, necessidades, motivações e emoções dos usuários.
O mapa de empatia no Design Thinking é uma ferramenta visual que ajuda a compreender
profundamente os usuários. Ele inclui os seguintes elementos: 
Mapa de empatia
O que eles veem: Representação do ambiente do
usuário.
O que eles ouvem: Sons no ambiente do usuário.
O que eles falam e fazem: Comportamentos e palavras do
usuário.
O que eles pensam ou sentem: Como se sentem e pensam em
relação a algo.
Dores (frustrações): Preocupações emocionais ou
psicológicas do usuário.
Ganhos sociais e emocionais
(desejos):
Benefícios sociais e emocionais
procurados pelo usuário.
Quadro 1 | Mapa de empatia. Fonte: adaptado de Muller-Roterberg (2021, p. 146-148). 
Nesse contexto, temos de saber o que deve ser feito de forma organizada; para tal, é necessário
“popular o backlog". Mas... o que é backlog? Um backlog é uma lista de itens que precisam ser
abordados, tratados ou resolvidos. No contexto ágil, como no Scrum, o backlog geralmente se
refere a uma lista de requisitos, funcionalidades, tarefas ou atividades pendentes que ainda não
foram concluídas. Ele serve como uma fonte centralizada de trabalho a ser realizado durante o
ciclo de desenvolvimento do projeto.
Logo, “popular o backlog” refere-se a enriquecer a lista de itens a serem abordados, conhecida
como backlog, por meio de pesquisas. Signi�car que é necessário preencher o backlog de um
projeto com itens de trabalho relevantes, priorizados e detalhados, de modo que a equipe tenha
uma lista clara de tarefas a serem realizadas. Isso é fundamental para o planejamento e
execução de projetos ágeis, como no Scrum, onde o backlog do produto é constantemente
atualizado com novas demandas, correções e melhorias.
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Ao analisar o estudo de caso para criar personas, exploramos o fascinante território do mapa de
empatia e imersão, ferramentas vitais para a compreensão profunda dos problemas. Em seguida,
os dinâmicos workshops ágeis, as sessões de brainstorming e as pesquisas deram vida ao
backlog, desencadeando um ciclo de inovação. Como estudante, mergulhe nessas práticas, pois
elas são a chave para enfrentar desa�os e moldar soluções impactantes.
Vamos Exercitar?
Como vimos anteriormente, com os seus conhecimentos acerca do papel de designer thinker,
você se colocará na posição de liderar um projeto na empresa "Madona", um grande e-commerce
especializado em calçados femininos.
A empresa teve poucas vendas nos últimos meses, e o problema identi�cado foi o atraso nas
entregas dos calçados. A proprietária, Samira,

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