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Direito Constitucional I Direitos e Garantias Fundamentais
O Artigo 6º define os direitos sociais como direitos fundamentais e inclui: Educação, Saúde, Alimentação, Trabalho, Moradia, Lazer, Segurança, Previdência social, Proteção à maternidade e à infância, Assistência aos desamparados.
Os Artigos 7º ao 11 detalham os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, visando garantir condições justas de trabalho, proteção contra a exploração e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias, definem o direito a um salário mínimo e a organização sindical, negociação coletiva e o direito de greve.
Direitos sociais – art. 6º ao 11 da CF/88 
O Artigo 12º quem são os cidadãos brasileiros, distinguindo entre brasileiros natos e naturalizados. Os critérios para ser considerado brasileiro nato incluem:
Nascidos no Brasil, mesmo que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país.
Filhos de pais brasileiros, nascidos no estrangeiro, se qualquer um dos pais estiver a serviço do Brasil.
Filhos de pais brasileiros, nascidos no estrangeiro, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir no Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.
Nacionalidade e símbolos nacionais – art. 12 e 13 da CF/1988 
O Artigo 13º estabelece os símbolos nacionais:
A bandeira nacional
O hino nacional
As armas nacionais
O selo nacional
O artigo também menciona que a língua portuguesa é o idioma oficial do Brasil, indicando a importância da língua como elemento de coesão nacional e identidade cultural. Além disso, especifica que os símbolos nacionais representam a soberania nacional e devem ser respeitados por todos.
Nacionalidade e símbolos nacionais – art. 12 e 13 da CF/1988 
Este artigo trata da soberania popular, que é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos. Principais pontos:
Define os mecanismos de participação direta do povo no governo, como o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular.
Estabelece as condições para elegibilidade, como a nacionalidade brasileira, o pleno exercício dos direitos políticos, o alistamento eleitoral, o domicílio eleitoral na circunscrição, a filiação partidária, e a idade mínima para candidatar-se a cargos eletivos.
Detalha questões relativas à inelegibilidade, aos casos de perda e suspensão dos direitos políticos.
Artigo 14 - Soberania Popular e Direitos Políticos
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
II - incapacidade civil absoluta;
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII;
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.
Artigo 15 - Perda ou Suspensão dos Direitos Políticos
Estabelece que qualquer lei que altere o processo eleitoral só entrará em vigor um ano após a sua promulgação, garantindo estabilidade e previsibilidade ao processo eleitoral.
Artigo 16 - Anualidade das Leis Eleitorais
Define os princípios e regras para a organização e funcionamento dos partidos políticos, incluindo:
A liberdade de criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana.
Exigência de caráter nacional para os partidos políticos.
Proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes.
Acesso ao fundo partidário e ao horário gratuito de rádio e televisão, distribuídos de acordo com a representatividade de cada partido.
Artigo 17 - Partidos Políticos
Limites, restrições e hipóteses de suspensão dos direitos fundamentais: análise do Sistema Constitucional de Crises, incluindo Estado de Defesa e Estado de Sítio. Proteção dos direitos fundamentais no direito internacional e interno: discussão sobre como os direitos fundamentais são protegidos globalmente e no Brasil, destacando instrumentos como o Habeas Corpus, o Habeas Data, o Mandado de Segurança, o Mandado de Injunção e a Ação Popular.
Semana 4 - Limites e Proteção dos Direitos Fundamentais 
Estado de defesa
Artigo 136 estabelece que o Presidente da República pode decretar o estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.
Duração e Condições: A duração do estado de defesa é de até 30 dias, prorrogável por mais 30 dias se persistirem os motivos da sua decretação. A sua aplicação exige medidas temporárias de restrição a alguns direitos, como reunião, sigilo de correspondência e sigilo de comunicação telegráfica e telefônica, sempre respeitando a Constituição. A decretação e as áreas abrangidas devem ser especificadas, assim como as medidas adotadas.
Procedimentos: O Congresso Nacional deve ser consultado e, se este estiver em recesso, será convocado extraordinariamente. Dentro de 24 horas, a decretação deve ser submetida ao Congresso Nacional, que decidirá por maioria absoluta.
estado de sítio
Artigos 137 a 139 tratam do estado de sítio, que pode ser decretado em casos ainda mais graves, como guerra, agressão estrangeira, grave ameaça à ordem constitucional democrática ou calamidades públicas de maiores proporções.
Duração e Condições: A duração é definida no ato de sua decretação e, em caso de guerra ou agressão estrangeira, não possui prazo determinado, ajustando-se conforme a necessidade para a defesa do Estado. As medidas a serem adotadas podem incluir, além das previstas para o estado de defesa, a obrigação de permanência em localidade determinada, detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns, entre outras restrições mais severas aos direitos individuais.
Procedimentos: A decretação do estado de sítio exige a aprovação do Congresso Nacional ou sua comissão permanente, se o Congresso não estiver em sessão. O pedido ao Congresso deve detalhar as razões da medida, suas condições de execução e o prazo de duração.
PROTEÇÃO GLOBAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
Mesmo sob estado de defesa ou estado de sítio, a Constituição garante a manutenção de direitos fundamentais que não podem ser suspensos, como os direitos à vida, à liberdade de pensamento, à não retroatividade da lei penal, entre outros. Além disso, qualquer abuso cometido durante esses períodos excepcionais está sujeito à apuração e punição posterior.
HABEAS CORPUS
O habeas corpus é um instrumento jurídico fundamental para a proteção da liberdade individual contra abuso de poder. Segundo a Constituição Federal do Brasil de 1988, está previsto principalmente no artigo 5º, inciso LXVIII, que afirma:
Art. 5º, LXVIII: "Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.”
O habeas corpus pode ser solicitado por qualquer pessoa, não necessariamente um advogado, em favor de si mesma ou de outrem que esteja sofrendo ou correndo risco de sofrer restrição indevida à sua liberdade de locomoção. Ele pode ser usado em casos de prisões ou detenções consideradas ilegais, abusivas ou com falta de justa causa, garantindo um controle jurídico imediato sobre a legalidade da privação de liberdade.
TIPOS DE HABEAS CORPUS
Habeas Corpus Preventivo (ou “salvo-conduto”): É impetrado quando há ameaça iminente de constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do indivíduo, ainda que ele não esteja efetivamente preso. Caso seja concedido, a autoridade judicial emite um salvo-conduto para impedir que a prisão ocorra, desde que as razões sejam juridicamente reconhecidas.
Habeas Corpus Repressivo(ou “liberatório”): É utilizado quando a pessoa já está presa ou sofrendo constrangimento ilegal à sua liberdade de locomoção. Se acolhido, o juiz ou tribunal determina a imediata libertação do paciente (a pessoa em cujo favor se impetra o HC) ou a cessação do ato que viola sua liberdade.
Habeas Corpus de Ofício: Previsto no art. 654, §2º, do Código de Processo Penal. Pode ser concedido espontaneamente pelo juiz ou tribunal sempre que, no curso de um processo ou julgamento, verificarem alguma ilegalidade flagrante na prisão ou no constrangimento à liberdade, ainda que não tenha sido pedido pelas partes.
HABEAS DATA
O habeas data está previsto no artigo 5º, incisos LXXII e LXXIII:
Art. 5º, LXXII: "Conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo."
O habeas data é essencial em um contexto de proteção da privacidade e dos direitos à informação e à correção de dados, permitindo que os cidadãos tenham controle sobre as informações pessoais que são coletadas e mantidas por entidades públicas.
MANDADO DE SEGURANÇA
O mandado de segurança é um instrumento constitucional destinado a proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. Está previsto na Constituição Federal do Brasil de 1988, nos seguintes artigos:
Artigo 5º, LXIX: "Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público."
Artigo 5º, LXX: "O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados."
MANDADO DE INJUNÇÃO
Artigo 5º, LXXI: "Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.”
O mandado de injunção, previsto no artigo 5º, inciso LXXI, da Constituição Federal, é um instrumento que busca suprir a falta de norma regulamentadora que inviabiliza o exercício de direitos e liberdades constitucionais, bem como de prerrogativas ligadas à nacionalidade, soberania e cidadania. Ele pressiona o Poder Legislativo a elaborar a lei necessária ou autoriza o Poder Judiciário a criar uma solução provisória, garantindo, assim, a efetividade dos direitos fundamentais e o pleno exercício dos preceitos constitucionais.
Exemplos: Direito de Greve dos Servidores Públicos, Aposentadoria Especial para Servidores Públicos em Atividades Insalubres
A AÇÃO POPULAR
A Ação Popular pode ser usada para contestar diversos tipos de atos, incluindo contratos administrativos considerados prejudiciais à sociedade, ações governamentais que causem danos ao meio ambiente, obras públicas que ameacem o patrimônio histórico, entre outros. O objetivo é assegurar a transparência, a legalidade e a eficiência na administração pública, permitindo que o cidadão atue diretamente na proteção dos interesses da coletividade.
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