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Aluna: Julya Vitoria Pereira Ferreira 
Matrícula: 172172010 - Jornalismo MR01 
Disciplina: Sociologia 
 
 
 
 
A Sociedade do Espetáculo no mundo alienado:​ O capitalismo e reality shows 
 
 ​Julya Ferreira 
 
 
Introdução 
 
“​O espectáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre 
pessoas, mediatizada por imagens​”​ (DEBORD;GUY,1967,p.14) 
Neste trabalho o conceito de espetáculo visto no livro A sociedade do espetáculo, 
de Guy debord se tornará presente, juntamente, com a relação que este feito traz 
para o mercado midiático e capitalista. Logo, neste meio, a exibição e a 
comunicação em massa com sua ação esmagadora invade a sociedade com a 
unilateralidade e o espetáculo ficando inseparado do estado moderno. 
 
Deste modo, entender que existe um tempo criado pela indústria no qual possibilita 
o consumo através do trabalho alienado, e que é nesse cenário que tanto o 
consumo das imagens quanto o tempo são espetaculares se torna importante, pois 
é nesse ambiente que os instrumentos do espetáculo passam a dominar o presente 
interligando uma comunidade global a outra e assim o capitalismo exerce sua força 
nesse mercado mundial. 
 
 
O espetáculo no mundo do capitalismo alienado. 
 
O ser humano, desde os primórdios de sua existência, se distingue dos demais 
seres-vivos por possuir a capacidade de representação nas relações sociais. 
Homens e mulheres exercem a função de verdadeiros atores como se colocassem 
no rosto a real ​persona, visando constituir a aparência necessária para o papel 
performático assumido. 
 
Para o pensador Guy Debord, autor do livro A Sociedade do Espetáculo, o 
espetáculo tornou-se a principal atividade de produção nas sociedades modernas, 
 
regidas pelo sistema de mercado aprofundado na situação de alienação social 
analisada por Karl Marx. Segundo Debord, os meios de comunicação de massa são 
apenas a manifestação superficial mais esmagadora da sociedade do espetáculo, 
que faz do indivíduo um ser infeliz, anônimo e solitário em meio a massa de 
consumidores. 
 
Os atores desse grande espetáculo são as pessoas da sociedade e os diretores 
desse modelo são os atores de hollywood, reality shows e marcas famosas, sendo 
eles pessoas ícones e os sonhos de consumo por suas roupas, aquisições e estilo 
de vida, esses aspectos são considerados um padrão que deve ser seguido por 
toda sociedade. O público, para assistir esse cenário midiático, é de extrema 
importância, afinal “Só existo se o outro me ver”, e com as filmagens e as redes 
sociais tais como Facebook, Instagram, Twitter e Snapchat, tudo fica registrado 
antes mesmo de ser reconhecido, ou seja, vale mais apenas o registro de momento 
do que seguir uma ética de não fazer algo pelo seu momento de popularidade. 
 
A sociedade acabou tendo algumas mudanças entre o tempo e a história, surgindo 
assim o conceito do ser, ter e parecer. O ser foi implantado na Idade Média quando 
os nobre eram considerados superiores pelo papel que eles exerciam em 
sociedade, com o tempo surgiu a Revolução Industrial e assim o ter, passa a ser 
mais importante com esse modelo econômico comandado pela burguesia (capital) 
exercendo o poder sobre os trabalhadores (proletários). Já na contemporaneidade, 
o parecer torna-se presente na sociedade do espetáculo, seguindo as regras do 
capitalismo, onde as imagens prevalecem impulsionadas pelo marketing e a 
publicidade detentoras de todos os meios de massificação. Nesse contexto, a 
aparência da mercadoria se torna mais importante do que sua utilidade e seu valor 
de uso é baixo, mas a atração(compra) é fundamental sendo assim impulsionada 
pela indústria cultural. A exemplo disso podemos citar o Iphone​, que quando alguém 
vai comprar esse aparelho não cita o nome, celular, mas sim a marca do produto 
como referência. 
 
Guy debord analisa o espetáculo em dois tipos, o concentrado instaurado em 
sociedades mais controladoras, e o difuso, que está presente em regimes mais 
democráticos, onde a produção de mercadorias em larga escala dar a impressão ao 
consumidor de escolha, o que na verdade é uma ilusão. Contudo, existe ainda um 
terceiro tipo de espetáculo, o integrado, onde se diz que a alienação da sociedade 
seria tão grande, que a mídia passaria seu controle passivamente sem ser notada. 
No filme Os Delírios de Consumo de Beck Bloom, essa teoria é imposta de maneira 
clara e objetiva, demonstrando o poder das mídias influenciando as pessoas a 
comprarem mais do que precisa, somente pela necessidade da compra. Nesse 
contexto as pessoas consomem apenas pelo fetiche e já estão completamente 
alienadas pelas massas. 
 
 
Reality Shows 
 
Definido como programa de televisão em que se reúnem pessoas para mostrar de 
forma ensaiada cenas reais, seus diálogos e convivência, o reality show consegue, 
por intermédio do estudo do domínio no olhar de forma generalizada, a criação de 
uma relação de carácter testemunhal e cúmplice com os espectadores, os quais se 
tornam, quase interlocutores na medida em que assistem à revelação confidente de 
si mesmo nos indivíduos que ali operam. 
 
Os elementos comuns que caracterizam o reality show são os personagens e suas 
histórias supostamente tomadas da vida cotidiana. O protagonista, normalmente, 
apresenta-se como um cidadão médio, gente comum que está disposta a atuar 
como uma estrela das telas e deseja a mudança de fazer pública sua vida até então 
privada. O sujeito anônimo da grande massa se converte numa "estrela" dado que 
uma das funções dos meios de comunicação é oferecer ​status​. 
 
Atualmente se explora o conceito de audiência, de “expressões”, tentando entender 
como e porque o público reage ao conteúdo na mídia. 
No caso de redes e canais de televisão, torna-se necessário um novo modelo de 
produtos, onde os consumidores tenham uma maior interação e sintam-se mais 
próximos da realidade. Nesse contexto, os realities shows apresentam um novo 
modelo, onde o conteúdo é mais real e menos encenado, como é o caso do seriado 
Keeping Up With the Kardashians, que é um reality americano que foca nas vidas 
profissionais e pessoais da família mais popular da América. Mesmo recebendo 
diversas críticas inicialmente por enfatizar o conceito “famoso por ser famoso”, e 
descrever esta família como “midiática” e “desesperada”, o programa tem atraído 
altos índices de audiência, tornando-se um dos shows mais bem sucedidos da rede 
americana de televisão e ganhando vários prêmios de público​. 
Em alguns casos de realities, os consumidores ou telespectadores desse 
espetáculo podem, inclusive, decidir o rumo que esses programas irão seguir, como 
o caso dos realities Big Brother, the voice e American Idol. Assim, os programas 
como reality e talk shows ajudam a cultivar a questão do privado aos olhos do 
público,fazendo com que o espetáculo não pare, ou seja, cada vez mais se constrói 
relatos baseados no eu para o olhar do outro . 
 
 
Conclusão 
 
Desse modo, o espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social 
entrepessoas mediatizada por imagens utilizando do tato, visão e sentido para 
alienar as pessoas. Essa alienação é decorrente do capitalismo com o poder de 
 
suas mídias. Através de atitudes práticas a teoria do espetáculo só se torna 
verdadeira ao unificar-se à corrente prática da negação na sociedade. Entretanto, 
essa técnica só é possível por meio do uso inteligente da informação, transformando 
isso em algo produtivo.Assim, a informação pode ser passada pelo mecanismo 
tecnológico da internet, desde que seu uso não seja tendencioso e nem 
monopolizado por interesses comerciais, ideológicos e politicos da sociedade.

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