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Anderson Matheus de Oliveira Amaral Santana 
 Medicina -UFAL 
HISTOLOGIA DO SISTEMA URINÁRIO 
RINS – ESTRUTURA E LOCALIZAÇÃO 
 
• Órgãos altamente vascularizados, recebendo 
25% do débito cardíaco. Estão localizados no 
espaço retroperitoneal 
• Localização: entre a 12ª vértebra torácica e a 3ª 
vértebra lombar. o rim direito ligeiramente mais 
inferior do que o esquerdo, por conta do fígado. 
• Possuem uma borda convexa, lateralmente, e 
uma borda côncava, medialmente, na qual se 
situa o hilo. os rins podem ser divididos em 
córtex e medula. 
• Raios medulares formados por ductos e túbulos 
coletores que chegam à papila renal. 
• Área cribiforme: contato entre a papila e a pelve 
renal. 
• Um lobo renal é formado por uma pirâmide + 
tecido cortical ao redor. 
• Um lóbulo renal é constituído por um raio 
medular + tecido cortical ao seu redor, 
delimitado pelas artérias interlobulares. 
• 
 
REVESTIDO POR TRÊS CAMADAS: 
• − Cápsula renal (fáscia renal): membrana 
fibrosa - condensação de tecido conjuntivo 
denso irregular (de sustentação, a base de 
fibras de colágeno − intimamente colada à 
superfície do rim, a qual mantem seu formato, 
protegendo−o. Essa cápsula também está 
envolta dos glomérulos renais e túbulos 
contorcidos 
• Cápsula adiposa: localizada no meio, 
encontra−se um tecido adiposo, a gordura 
perirrenal. Esta cápsula é separada em duas 
camadas: gordura perirrenal (conectada com o 
seio renal e o hilo) e gordura pararrenal (envolve 
a gordura perirrenal e a fáscia). Esta cápsula 
confere proteção contra choques. 
 
• Cápsula fibrosa (cápsula verdadeira): na 
posição mais interna, os rins possuem uma 
cápsula de tecido conjuntivo frouxo com 
muitos miofibroblastos, que tornam a cápsula 
capaz de se adaptar às constantes mudanças de 
pressão dentro do rim. 
• A glândula suprarrenal (adrenal) fica no polo 
superior do rim, separada dele pela gordura 
perirrenal. Tanto o rim quanto a glândula 
suprarrenal estão recobertos por uma camada 
de fáscia renal 
 
• Mais externamente – tecido conjuntivo denso não modelado. 
• Mais internamente – tecido conjuntivo frouxo + miofibroblastos (com 
capacidade de contratilidade). 
CÓRTEX 
 é a camada externa do tecido renal (parênquima renal). 
Tem a coloração mais forte do que a medula porque 
recebe mais de 90% da vascularização renal, e contém 
muitos glomérulos renais e núcleos. Tem uma zona 
cortical, de aparência granulosa, porque contém, 
principalmente, as partes ovoides e contorcidas dos 
néfrons, isto é, os corpúsculos renais e os túbulos 
contorcidos proximais e distais; rico em glomérulos. E, 
apresenta pouco tecido conjuntivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anderson Matheus de Oliveira Amaral Santana 
 Medicina -UFAL 
Raios medulares: região onde há partes retilíneas/ 
longitudinais dos túbulos. 
 
HILO RENAL 
é uma fenda localizada na região côncava do rim. É onde vasos 
sanguíneos de grande calibre entram. 
O sangue chega no rim, nessa região, pela artéria renal, que vai 
se ramificando em vasos mais delgados (finos), até que a 
parede desses vasos seja tão fininha que haverá a passagem de 
moléculas, por um epitélio fenestrado. 
− A artéria renal se ramifica nos ramos segmentares, na 
altura do hilo, e estas vão se ramificar em artérias 
interlobares, que vão permear as colunas renais 
(seguindo o formato das bordas das pirâmides em direção 
das colunas), em seguida, estas por sua vez se ramificam 
em artérias arqueadas, na região corticomedular. 
Depois, pequenas artérias intralobulares são formadas, 
que por fim serão ramificadas em arteríolas aferentes, 
que originarão capilares glomerulares (formando o 
glomérulo). Após passarem pelos glomérulos, as vão 
convergir, sendo chamados de veias interlobares, e, em 
seguida, se unem de novo formando a veias interlobares, 
num caminho inverso as artérias, formando, por fim, a 
veia renal. 
 
 
MEDULA RENAL 
Região mais interna do rim, composta pelas pirâmides 
renais. 
• A base das pirâmides está voltada para o córtex, 
enquanto o ápice, denominado papila renal, 
direciona-se ao hilo. 
• Os ductos coletores da urina desembocam nas 
papilas renais. 
• Cada papila se projeta em um cálice menor. 
• Os cálices menores se unem, geralmente em 
grupos de 2 a 4, formando os cálices maiores, 
que conduzem a urina para estruturas 
posteriores do sistema excretor. 
Uma pirâmide renal e o tecido cortical adjacente 
constituem um lobo renal. O rim é multilobar porque 
possui mais de um lobo. 
 
Córtex mais escuro e medula parte mais clara da imagem 
 
 
 
 
 
 
 
NÉFRON 
unidades funcionais do rim, sendo eles os responsáveis 
pela filtração do sangue e formação da urina. É 
constituído por corpúsculo renal (ou de Malpighi), 
túbulo contorcido proximal, alça de Henle (ou túbulo 
 
Anderson Matheus de Oliveira Amaral Santana 
 Medicina -UFAL 
intermediário), túbulo contorcido distal e um tubo 
coletor. O lóbulo renal é a parte do órgão em que os 
 
CORPÚSCULO RENAL 
O corpúsculo renal é constituído por um aglomerado de 
capilares, denominado de glomérulo. O glomérulo é 
envolvido por uma cápsula, chamada de cápsula de 
Bowman. 
GLOMÉRULO RENAL (OU DE MALPIGHI) 
 Unidade funcional dos rins, responsável pela filtração do 
sangue. Consiste em um emaranhado de capilares 
envoltos pela cápsula de Bowman, uma estrutura 
revestida por epitélio pavimentoso simples. 
Ao penetrar na cápsula de Bowman, a arteríola aferente 
se ramifica em diversas alças capilares, formando o 
glomérulo. Esses capilares posteriormente convergem, 
originando a arteríola eferente, que sai da cápsula pelo 
polo vascular e segue em direção à veia renal. 
O glomérulo é sustentado por um tecido conjuntivo rico 
em fibras de colágeno, que mantém sua estrutura e 
delimita o espaço interno da cápsula de Bowman. 
Quando o sangue passa pelos capilares glomerulares, a 
água e outras substâncias saem do sangue, atravessam 
as células endoteliais fenestradas (dos capilares) e caem 
no espaço de Bowman, de onde seguem para os túbulos 
renais. Esses capilares são tão estreitos que as 
hemácias passam uma de cada vez pelo vaso. O líquido 
inicial produzido pelo glomérulo recebe o nome de 
filtrado glomerular (também chamado de urina 
primária), e o processo pelo qual ele se forma chama-se 
filtração glomerular. Nos túbulos renais, o filtrado 
glomerular é processado e transformado em urina. 
CÁPSULA DE BOWMAN 
 
 
é composto por dois folhetos: um interno/visceral e 
outro externo/parietal. O folheto parietal é formado por 
um tecido pavimentoso simples de origem 
mesodérmica, associado a uma lâmina/membrana 
basal mais externa. Já o folheto visceral é constituído 
por células especializadas chamadas podócitos. Entre 
esses dois folhetos, encontra-se o espaço capsular, que 
recebe o líquido filtrado. O corpúsculo renal possui dois 
polos principais: o polo vascular, por onde penetram a 
arteríola aferente e saem a arteríola eferente, e o polo 
urinário, que marca o início do túbulo contorcido 
proximal. 
 
 
 
 
 
 
 
TÚBULO NÉFRICO 
apresenta três regiões distintas: túbulo contorcido 
proximal, alça néfrica e túbulo contorcido distal. 
Possuem a função de absorver parte do líquido que é filtrado 
pelos glomérulos e, de acordo com as necessidades do 
organismo, este túbulo pode secretar substâncias. Após o 
sangue ser filtrado pelos glomérulos, o líquido resultante 
(urina primaria) passa para a cápsula de Bowman, que 
envolve esse emaranhado de capilares, e em seguida, o 
líquido passa para o túbulo contorcido proximal. Deste, 
passa pela alça de Henle, que logo após penetra no túbulo 
contorcido distal, que termina em um tubo coletor. Este 
 
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tubo acumula a urina proveniente de diversos néfrons, 
lançando−a na pelve renal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÚBULO CONTORCIDO PROXIMAL 
Localizado no polo urinário. Tem sua parede composta por 
um epitélio cúbico simples, que passa a ser cubico-cilíndrico ao longo do túbulo, com células apresentando 
uma grande quantidade de microvilosidades (que são 
chamadas de Borda em escova na superfície apical. Essas 
microvilosidades aumentam a superfície de contato das 
células epiteliais. 
o lúmen é estreito, se comparado com o lúmen do túbulo 
contorcido distal; isso é devido ao acúmulo de moléculas 
como glicose, onde há maior quantidade de trocas. 
É a primeira parte do sistema tubular. Consiste em partes 
contorcidas e retas. O túbulo contorcido proximal está 
localizado dentro do córtex renal e é contínuo com o 
espaço capsular. 
TÚBULO RETO PROXIMAL (OU RAMO 
DESCENDENTE ESPESSO): 
Estende−se do final do córtex até à medula. É composto 
por epitélio cúbico simples, rico em mitocôndrias, para 
realizar o transporte ativo de substâncias, e 
microvilosidades (borda em escova). Mais da metade da 
água e das moléculas previamente filtradas são devolvidas 
ao sangue (reabsorvidas) pelos túbulos proximais. 
ALÇA DE HENLE 
A Alça de Henle é a curva em U do néfron que atravessa 
a medula renal. Possui dois ramos: descendente e 
ascendente finos, ambos com epitélio pavimentoso 
simples. O ramo descendente é permeável à água e 
pouco aos solutos, enquanto o ascendente é 
permeável aos solutos e pouco à água. Trabalha em 
conjunto com os vasos retos para regular os níveis de 
sais e água no filtrado. Distingue-se dos capilares pela 
ausência de hemácias em seu interior. Além disso 
possui poucas organelas e quase nenhuma 
microvilosidade 
 TÚBULO CONTORCIDO DISTAL: 
projeta−se em direção ao córtex. Composto por epitélio 
cúbico simples, semelhante em morfologia ao túbulo 
proximal. Quase não há microvilosidades. Ocorrem aqui 
reabsorção e secreção, embora em menor grau do que 
no túbulo proximal. Histologicamente, tem um 
citoplasma mais claro devido à baixa troca e 
concentração de nutrientes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APARELHO JUSTAGLOMERULAR 
Este é formado por 3 tipos de células: mácula densa, 
células justaglomerulares e células mesangiais 
extraglomerulares. 
A mácula densa está localizada na parede do túbulo 
distal, no ponto onde o túbulo entra em contato com o 
glomérulo. Aqui, o epitélio cúbico regular do túbulo 
distal aglomera-se e adquire uma forma cilíndrica, e os 
núcleos das células estão próximos uns aos outros. 
As células justaglomerulares são células musculares 
lisas modificadas encontradas em torno da arteríola 
aferente e, às vezes, em torno da eferente. 
O terceiro tipo de célula são as células mesangiais 
extraglomerulares. Estas células estão localizadas no 
espaço triangular entre as arteríolas aferente e eferente, 
e são delimitadas pela mácula densa, e tem um grande 
poder contrátil, o que vai caracterizar seu núcleo de 
formato irregular, e, vai ditar o ritmo de filtração do 
sangue (quanto mais contrações, maior será o fluxo 
sanguíneo, maior será a pressão, e assim a filtração será 
mais lenta). Além disso, essas células apresentam função 
fagocítica, capaz de eliminar nutrientes estranhos. 
 
Anderson Matheus de Oliveira Amaral Santana 
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Obs - As células mesangiais são células especializadas 
localizadas no glomérulo renal, entre os capilares 
glomerulares e em torno do mesângio, uma matriz 
extracelular de suporte. 
O aparelho justaglomerular tem duas funções principais: 
regular o fluxo sanguíneo glomerular e a taxa de 
filtração, e regular a pressão sanguínea sistêmica. 
O fluxo sanguíneo glomerular é regulado por um 
mecanismo de feedback, em que a mácula densa 
responde aos altos níveis de cloreto de sódio no filtrado, 
e aos baixos níveis desse sal na corrente sanguínea, 
libertando substâncias químicas vasoconstritoras. 
Estes produtos químicos causam a vasoconstrição da 
arteríola aferente, diminuindo assim a pressão glomerular 
e, por sua vez, a taxa de filtração. Este sistema mantém 
uma pressão quase constante dentro dos néfrons. A 
pressão arterial sistêmica é regulada pelo sistema renina− 
angiotensina−aldosterona. Uma baixa pressão sanguínea 
sistêmica, faz com que as células granulares 
justaglomerulares secretem uma enzima chamada 
renina. A renina, por sua vez, ativa o sistema renina− 
angiotensina−aldosterona, elevando a pressão arterial 
sistêmica através das ações da angiotensina e da 
aldosterona. As células da mácula densa são, então, 
responsáveis por monitorar as concentrações de Na+ e Cl- 
do filtrado (pré- urina), e regular a quantidade de água na 
urina e tecidos (uma vez que água vai onde o sódio vai). 
E, além disso, responsáveis pelo mecanismo de 
sinalização parácrina, informa as células 
justaglomerulares. 
DUCTO COLETOR: 
é um segmento do túbulo renal. Podem ser encontrados 
tanto na região cortical quanto na medular. Seu epitélio é 
predominantemente cúbico, mas varia a cilíndrico 
simples. Os ductos coletores de menor diâmetro são 
constituídos por epitélio cúbico e à medida que se fundem 
e caminham para a papila, seu epitélio transforma−se em 
cilíndrico. Os ductos coletores percorrem então a medula 
renal, convergindo para o ápice de cada pirâmide renal; 
onde vários ductos se fundem para formar um único 
grande ducto papilar (de Bellini), que se abre para o 
cálice menor através da área crivosa (papila). 
O ducto coletor é uma estrutura tubular microscópica que 
faz parte do sistema de ductos coletores dos túbulos 
renais. Depois de sair do túbulo distal, a pré- urina vai 
para os ductos coletores (na região medular) e vão para 
a região do hilo até chegar aos ureteres. 
DUCTO COLETOR MEDULAR EXTERNO E DUCTO 
COLETOR MEDULAR INTERNO: 
 
Ducto coletor cortical: é o seguimento inicial do 
ducto, localizado no córtex renal; epitélio cúbico 
simples. 
Ducto coletor medular externo: localizado no início da 
medula renal; epitélio cilíndrico (colunar) simples. 
Ducto coletor medular interno: segmento do ducto 
coletor localizado na porção mais interna da medula 
renal; epitélio cilíndrico (colunar) simples. A medida que 
esse ducto percorre a medula direção a papila, ele vai 
sofrendo fusão de outros ductos, formando ductos em 
menor número e maior diâmetro. Essa porção final do 
ducto coletor medular interno, também é chamada de 
ducto de Bellini, e abre−se na ponta da papila renal, 
formado a área crivosa. 
São distinguíveis dois tipos adicionais de células nesses ductos 
coletores. As células principais, que são pálidas quando 
coradas, e desempenham um papel no transporte de íons. s 
possuem pregas basais verdadeiras, que aumentam a 
superfície de contato entre as células, e apresentam 
pequenas microvilosidades curtas. São importantes devido à 
grande quantidade de mitocôndrias e à presença de canais 
de água (aquaporinas), regulados pelo hormônio 
antidiurético (ADH). Além disso, possuem receptores 
citoplasmáticos para mineralocorticoides, sendo o principal 
alvo de ação da aldosterona. E, as células intercaladas, com 
uma coloração mais escura, espalhadas entre as células 
principais e são responsáveis pelo equilíbrio ácido−base; 
reabsorvem íons K+ e secretam íons H+ (papel chave no 
equilíbrio ácido básico 
Os ductos coletores são a última oportunidade para 
reabsorção de água e eletrólitos do filtrado, 
concentrando ainda mais a urina, particularmente sob a 
influência do hormônio antidiurético (ADH). 
Funções dos ductos coletores: cerca de 2 a 3% do Na+ 
filtrados são reabsorvidos nos ductos coletores. A 
reabsorção de água só é possível se houver ADH 
(hormônio antidiurético = menos água na urina), o qual 
permite a liberação de pouca urina, fazendo com que a 
água retorne aos tecidos que necessitam dela. São 
responsáveis pela concentração urinária através da ação 
do hormônio antidiurético; pela secreção de hidrogênio, 
contribuindo para a acidificação urinária e manutenção 
do equilíbrio ácido-básico. 
APARELHO DE FILTRAÇÃO RENAL : 
é formado por três camadas, que, em conjunto, 
funcionam como um filtro 
seletivo, permitindo que apenas moléculas abaixo de um 
certo tamanho, e de certa carga, passem a partirdo sangue 
e entrem no sistema tubular renal. Por exemplo, as células 
do sangue, as plaquetas, algumas proteínas e alguns 
ânions são impedidos de deixar os capilares glomerulares, 
enquanto que a água e os solutos passam. O restante do 
sangue não filtrado é levado para fora do glomérulo pela 
arteríola eferente e volta para o sistema venoso. 
CAMADAS: 
Endotélio dos capilares glomerulares: aqueles que estão 
em contato com o glomérulo, formado por endotélio 
fenestrado, que funcionam como poros. 
Membrana basal glomerular (MBG): é mais complexa do 
que as outras membranas basais epiteliais. Consiste em 
 
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três camadas: lâmina rara interna, lâmina densa e 
lâmina rara externa. Esta é a principal barreira na filtração 
glomerular impedindo que macromoléculas do sangue 
passem para o espaço de Bowman. além disso, as 
glicoproteínas aniônicas que se formam repelem a maioria 
das proteínas de carga negativa constituindo uma barreira 
eletroquímica. 
Podócitos: (na camada visceral da capsula renal). É 
chamada de célula glomerular. São células do epitélio 
visceral dos rins. Recobrem a paredes externas dos 
capilares glomerulares, localizando-se nas superfícies 
dos capilares, e formam um importante componente de 
barreira/fendas de filtração glomerular, formando 
fendas estreitas, contribuindo para a seletividade de 
tamanho das moléculas filtradas e mantendo uma 
superfície de filtração massiva. A principal função dos 
podócitos é restringir a passagem de proteínas do 
sangue para a urina. Possuem um núcleo grande e 
ovoide, com cromatina solta. 
 
URETER 
Epitélio estratificado de transição (o qual varia de 
tamanho de acordo com a pressão interna, minimizando 
riscos de ruptura; e reveste o lúmen do ureter), tecido 
conjuntivo frouxo vascularizado (pouca matriz), tecido 
muscular liso (involuntário, que contrai para eliminar a 
urina. Há possibilidade de cálculo renal nessa região, o que 
impede a saída da urina, mas não impede a contração 
involuntária, por isso dói muito).Altamente vascularizado 
o suprimento arterial dos ureteres vem direta e 
indiretamente da aorta abdominal. Não existem gânglios 
nos ureteres; entretanto, ele recebe inervação simpática 
e parassimpática. 
Os ureteres perfuram a parede da bexiga urinária de uma 
direção lateral para medial e posterior para anterior. 
Assim, sua entrada é oblíqua e forma o orifício do ureter 
na bexiga urinária, na junção ureterovesical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BEXIGA 
Os cálices, a pelve renal, os ureteres e a bexiga têm a 
mesma estrutura básica: 
• Túnica mucosa - epitélio de transição (urotélio) lâmina 
própria de TC frouxo/denso (depende da região/corte) 
muito vascularizado. 
• Túnica muscular : É formada por camada longitudinal 
interna lisa, camada circular externa lisa. No terço 
inferior dos ureteres e na bexiga, a túnica muscular é 
formada por Camada longitudinal interna lisa, Camada 
circular média lisa, Camada longitudinal externa lisa 
• Túnica adventícia - Externamente, as vias urinárias são 
revestidas pela túnica adventícia (TC frouxo), fora da 
rega está a parte superior da bexiga cujo revestimento é 
seroso através do peritônio 
A parede no sentido da bexiga vai se tornando mais 
espessa e bastante pregueada, a mucosa é formada 
por um epitélio de transição (Urotélio) e por uma 
lâmina própria de tecido conjuntivo propriamente dito, 
que varia de frouxo ao denso, e túnica muscular lisa 
(externamente à mucosa).Na parte superior, a bexiga é 
envolvida pela camada serosa do peritônio parietal. 
 
 
 
 
Anderson Matheus de Oliveira Amaral Santana 
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URETRA 
A uretra masculina é mais longa (cerca de 18-20 cm) e 
divide-se em três porções, cada uma com 
características histológicas distintas. Uretra prostática 
epitélio transicional (urotelial), semelhante ao da 
bexiga. Uretra membranosa: Epitélio 
pseudoestratificado cilíndrico e presença do músculo 
estriado do esfíncter uretral externo. Uretra esponjosa 
(peniana) epitélio pseudoestratificado cilíndrico, 
exceto na fossa navicular, onde se torna epitélio 
estratificado pavimentoso 
Uretra Feminina 
A uretra feminina é mais curta (cerca de 3-5 cm) e 
apresenta: Epitélio transicional na porção proximal, 
próximo à bexiga. Epitélio pseudoestratificado 
cilíndrico na parte intermediária. Epitélio estratificado 
pavimentoso queratinizado mais 
predominantemente 
 
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