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Aula prática 1 
 
🧠 Bancada 1 – Espinha bífida mielomeningocele (Caso de Ana) 
a) Relação com alfinete 1 (Cerebelo):- 
Embora a espinha bífida afete diretamente a medula espinal, o cerebelo também pode ser 
afetado indiretamente, principalmente se houver hidrocefalia associada. Alterações 
cerebelares podem comprometer a coordenação motora e funções cognitivas como atenção e 
memória. 
b) Relação com alfinete 2 (Medula espinal): 
A medula espinal é diretamente afetada pela mielomeningocele. O defeito do tubo neural leva 
à exposição dessa estrutura, danificando os nervos motores e autonômicos, o que causa 
fraqueza muscular, ausência de reflexos tendinosos, disfunções no controle intestinal e 
incontinência. 
c) Por que há complicações motoras e cognitivas? 
Por causa da lesão na medula espinal (déficits motores) e, em muitos casos, presença de 
hidrocefalia, que pode afetar o córtex frontal e corpo caloso, prejudicando funções cognitivas 
como atenção, memória e linguagem. 
d) Em qual semana ocorre o fechamento do tubo neural? 
Entre a 3ª e a 4ª semana de gestação. 
e) Onde está localizada a medula espinal? 
Dentro da coluna vertebral, estendendo-se do bulbo raquidiano até a região lombar, 
aproximadamente entre L1 e L2. 
🧠 Bancada 2 – TDAH (Caso de Lucas) 
a) Complete a frase:v- 
• O lobo frontal (alfinete 3) → concentração, tomada de decisão, regulação emocional 
• O lobo temporal (alfinete 4) → processamento auditivo e memória 
• O lobo parietal (alfinete 5) → percepção sensorial e orientação espacial 
• O lobo occipital (alfinete 6) → processamento visual. 
b) Sulcos importantes e delimitação (alfinete 7): 
• Sulco central (Rolando): separa o lobo frontal do parietal 
• Sulco lateral (Silviano): separa o lobo temporal dos lobos frontal e parietal 
• Sulco parieto-occipital: separa parietal e occipital 
Esses sulcos ajudam a delimitar as áreas corticais com funções distintas. 
c) Por que há dificuldades na regulação emocional no TDAH? 
O córtex pré-frontal (alfinete 3) está relacionado à inibição de impulsos e regulação emocional. 
Sua disfunção pode causar reações exageradas e dificuldade em controlar emoções como raiva 
e frustração. 
d) Quais áreas estão envolvidas na tomada de decisão? 
Dentro do lobo frontal: 
• Córtex dorsolateral pré-frontal: raciocínio lógico, planejamento 
• Córtex orbitofrontal: avaliação de recompensas/punições 
• Córtex ventromedial: integração de emoções e aspectos sociais 
 
 
🧠 Bancada 3 – TEA (Caso de João) 
a) Como o alfinete 8 (Corpo caloso) impacta a comunicação e interação social? 
A hipoconectividade do corpo caloso prejudica a comunicação entre os hemisférios (falha na 
comunicação entre diferentes regiões cerebrais), afetando a integração de pistas sociais 
(expressões faciais, tom de voz), o que dificulta a socialização. 
b) Alfinetes 9 e 10 – Regulação emocional: 
• Amígdala cerebral (alfinete 9): envolvida no medo e ansiedade, pode estar aumentada 
(hiper-reatividade emocional) em crianças com TEA, levando a reações emocionais 
intensas. 
• Lobo frontal (alfinete 10): participa do controle inibitório e da regulação emocional 
(dificuldade em regular crises, lidar com mudanças de rotina). – Victor adicionou que o 
córtex cerebral também interfere nessa questão da regulação emocional. 
c) Alfinetes 11 e 12 – Áreas da linguagem: 
• Lobo parietal - Giro supramarginal (alfinete 11): integração de informações auditivas e 
motoras para fala. 
• Lobo Parietal - Giro angular (alfinete 12): leitura, interpretação de significados e 
associação entre palavras e conceitos. 
🧠 Bancada 4 – Anencefalia (Caso de Ana) – alguns pontos levantados – não tem questões 
a) Como ocorre a Anencefalia? 
É uma malformação que ocorre entre o 23º e o 26º dia de gestação, por falha no fechamento 
da porção rostral do tubo neural. Isso leva à ausência do prosencéfalo (cérebro anterior), que 
impede a formação adequada do córtex cerebral e de outras estruturas encefálicas superiores. 
b) Como a má-formação da região do Prosencéfalo afeta funções cognitivas e 
comportamentais? 
O prosencéfalo origina o córtex cerebral, responsável por funções como percepção, memória, 
linguagem, raciocínio e aprendizado. A ausência dessa região torna essas funções inviáveis 
(ausência de funções cognitivas). 
c) Por que bebês com anencefalia geralmente não sobrevivem por muito tempo? 
Porque, além de não terem córtex cerebral, o tronco encefálico (que regula respiração e 
temperatura) está malformado ou reduzido. Isso causa instabilidade das funções vitais e 
dificuldade para manter a homeostase. 
d) Como o tronco encefálico afeta o indivíduo? 
Região do tronco encefálico. Mesmo que rudimentarmente funcional, não consegue sustentar 
as funções vitais por muito tempo, como a respiração e o controle de temperatura, por isso o 
bebê não sobrevive. 
 
🧠 Bancada 5 – Hidrocefalia congênita (Caso de Pedro) 
a) Alfinete A: Nome da região e relação com o caso. 
Região: Hipocampo. 
Função: formação da memória de longo prazo. 
No caso de Pedro, a compressão por hidrocefalia pode prejudicar a consolidação da memória 
e dificultar o reconhecimento de rostos e vozes. 
b) Alfinete B: Coordenação motora fina. 
Região: Cerebelo. 
Pedro apresenta rigidez e dificuldade para pegar objetos, indicando disfunção cerebelar que 
afeta precisão e controle dos movimentos finos. 
c) Alfinete C: Tronco encefálico, especificamente o Bulbo. 
Conecta o cérebro à medula e é responsável por funções vitais e reflexos primitivos. Alterações 
nessa região explicam parte da descoordenação motora. 
3 partes do tronco encefálico: 
• mesencéfalo – motor sensorial 
• bulbo – respiração; ritmo cardíaco 
• ponte – motor e comunicar o cérebro 
d) Alfinete D: Corpo caloso. 
Faz a comunicação entre os hemisférios cerebrais. Sua disfunção pode interferir no 
desenvolvimento da linguagem, por exemplo, na ausência de balbucios variados. 
e) Qual a relação com a estrutura do alfinete A (Hipocampo)? 
Pedro não reconhece padrões, não associa sons a rostos, e isso está diretamente ligado a 
falhas na memória episódica, controlada pelo hipocampo. 
f) Relação anatômica entre cerebelo e tronco encefálico: 
O cerebelo recebe e envia informações ao tronco encefálico, principalmente à ponte e ao 
bulbo, para ajustar o tônus e a coordenação motora. 
g) Em qual semana o cerebelo se forma? E quais eventos do tubo neural são marcantes? 
• Formação: começa na 5ª-6ª semana da gestação. 
• Eventos marcantes: fechamento do tubo neural (3ª-4ª semana), diferenciação do 
prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. 
 
🧠 Bancada 6 – Esquizofrenia paranoide (Caso de Lucas) 
a) Alfinete E – Lobo frontal e planejamento: 
Essa região está associada ao planejamento, organização e pensamento lógico. Lucas tem 
dificuldades nessas funções por conta de alterações no lobo frontal, como redução de 
conectividade e volume. 
b) Alfinete F – Lobo temporal e alucinações auditivas: 
A região temporal (mais especificamente o hipocampo e giro para-hipocampal) é responsável 
por processamento auditivo. A hiperatividade aqui leva a alucinações auditivas, como ouvir 
vozes inexistentes. 
c) Alfinete G – Cerebelo e movimentos desajeitados: 
O cerebelo, além de coordenar movimentos, também participa da expressividade facial e 
regulação emocional. A hipoatividade explica os movimentos desajeitados e a pouca 
expressão facial. 
🧠 Bancada 7 – Epilepsia Rolândica (Caso de Mariana) 
a) Por que Mariana parece "desligada" durante as crises? 
Mesmo consciente, há uma desconexão temporária nos circuitos de memória e percepção — 
especialmente ligados ao hipocampo. Durante a crise, há falha no processamento sensorial e 
na memória episódica, o que explica a confusão e a sensação de desligamento. 
b) Alfinete H – Estrutura relacionada ao caso: 
Aponta para o giro pré-central do lobo frontal, também chamado de córtex motor primário. 
Essa área comanda os movimentosvoluntários, como os da face e boca, diretamente 
relacionados aos tiques motores de Mariana. 
c) Alfinete I – Estrutura relacionada ao caso: 
Aponta para o giro pós-central, no lobo parietal, que é o córtex somatossensorial primário. 
Essa área processa os estímulos táteis e a percepção corporal, impactando leitura, escrita e 
coordenação motora fina. 
 
 
 
 
🧠 Bancada 8 – Hipoplasia Pontocerebelar (Caso de Isadora) 
a) Alfinete J – Estrutura envolvida na hipotonia e atraso motor: 
Aponta para a ponte (parte do tronco encefálico). Ela transmite sinais entre o córtex e o 
cerebelo. Sua hipoplasia compromete o tônus muscular, o equilíbrio e reflexos motores como 
o de preensão plantar. 
b) Alfinete K – Região relacionada à fala e coordenação motora: 
É o cerebelo. A hipoplasia nessa estrutura compromete a coordenação de movimentos finos e 
a articulação da fala, justificando os tremores finos e o balbucio limitado. 
c) Alfinete L – Região relacionada ao controle ocular (nistagmo): 
Aponta para o mesencéfalo, onde ficam os colículos superiores e núcleos dos nervos 
oculomotores, responsáveis por regular os movimentos dos olhos e foco visual. 
 
🧠 Bancada 9 – Doença de Kennedy (Caso de Rafael) 
a) Alfinete M – Fraqueza nas mãos: 
Aponta para a medula espinal, mais especificamente os motoneurônios do corno anterior, 
responsáveis pela inervação dos músculos. A degeneração desses neurônios leva à fraqueza 
muscular, atrofia e fasciculações. 
b) Alfinete N – Controle da respiração: 
Aponta para o bulbo raquidiano, parte inferior do tronco encefálico que regula funções 
autonômicas como respiração e batimentos cardíacos. Rafael tem dificuldade respiratória por 
degeneração nessa região. 
c) Alfinete O – Controle da deglutição: 
Aponta para o nervo vago - nasce no tronco encefálico. Lesões nessa área causam dificuldade 
na deglutição. 
 
🧠 Bancada 10 – Síndrome de Tourette (Caso de Tiago) 
a) Quais estruturas devem estar alfinetadas? 
• P - Gânglios da base (incluindo corpo estriado e globo pálido): regulam os movimentos 
automáticos e voluntários, sendo implicados nos tiques motores e vocais. 
• Q - Córtex pré-frontal: envolvido no controle inibitório dos tiques. 
• R - Tálamo: atua como "ponte" para os circuitos corticoestriatais. 
Essas regiões formam circuitos que, quando disfuncionais, levam à liberação involuntária de 
tiques. Durante atividades que exigem foco, esses circuitos podem ser compensados, 
reduzindo os sintomas — como ocorre com Tiago.

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