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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE CAXIAS DEPRATAMENTO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA Professora: Jéssica Frota PROJETO PARTE I VITÓRIA DOS SANTOS CONCEIÇÃO JÉSSICA FROTA TAREFA II –PROJETO DE PESQUISA (PARTE II) (Mínimo de 4 a 8 páginas) 1. REVISÃO DE LITERATURA 1.1. Introdução A construção de espaços públicos, como praças, é uma prática comum em muitas cidades, buscando proporcionar locais de convívio e lazer para a população. No caso da construção da praça Beira Rio, é importante analisar não apenas os benefícios sociais e ambientais que ela pode trazer, mas também as possíveis consequências que podem surgir em termos ambientais e socioculturais. Em relação às consequências ambientais, a construção da praça Beira Rio pode implicar em intervenções no ambiente natural e alterações no ecossistema local. Dependendo do local onde a praça será construída, pode haver necessidade de supressão de vegetação, remoção de árvores ou aterramento de áreas úmidas, o que pode resultar em perda de biodiversidade e impactos na fauna e flora local. Além disso, é importante considerar a gestão adequada dos recursos naturais, como a água, garantindo a sustentabilidade do local. Do ponto de vista sociocultural, a construção da praça Beira Rio pode ter impactos nas dinâmicas sociais e culturais da comunidade local. Por um lado, a praça pode se tornar um ponto de encontro, fomentando a interação social, fortalecendo o senso de comunidade e proporcionando espaços para atividades culturais e recreativas. Por outro lado, é necessário avaliar se a construção da praça não está deslocando ou excluindo outros grupos sociais ou afetando negativamente o patrimônio cultural local. Além disso, é importante considerar o planejamento urbano e a infraestrutura adequada para receber a praça Beira Rio. É necessário analisar a acessibilidade, o transporte público, a mobilidade e o impacto no trânsito da região, para garantir que a construção da praça seja integrada harmoniosamente ao ambiente urbano existente. Em suma, a construção da praça pode trazer benefícios sociais e ambientais, proporcionando um espaço público para a comunidade desfrutar. No entanto, é fundamental analisar e mitigar as possíveis consequências ambientais e socioculturais, garantindo uma abordagem sustentável e inclusiva, que respeite o meio ambiente e atenda às necessidades da população local. 1.2. Desenvolvimento As consequências ambientais da construção da praça Beira Rio podem variar dependendo das características do local e das medidas tomadas durante o processo de construção. Uma das principais preocupações ambientais é a possível degradação do ecossistema local. A remoção da vegetação e a supressão de árvores podem resultar na perda de habitat para animais silvestres e redução da biodiversidade. Além disso, o aterramento de áreas úmidas pode levar à perda de serviços ecossistêmicos, como a regulação do ciclo da água e a filtragem de poluentes. A construção da praça Beira Rio pode apresentar uma série de problemáticas relacionadas às consequências ambientais e socioculturais. Abaixo, destacam-se algumas dessas problemáticas: 1. Degradação ambiental: A construção da praça pode resultar na supressão de vegetação, destruição de habitats naturais e alterações no ecossistema local. Isso pode levar à perda de biodiversidade, redução da qualidade do ar e da água, além de impactar negativamente a fauna e a flora locais. 2. Deslocamento social: A valorização imobiliária decorrente da construção da praça pode aumentar os preços dos imóveis na região, tornando-a inacessível para os moradores de baixa renda. Isso pode resultar em deslocamento forçado de comunidades locais, desestruturando laços sociais e culturais estabelecidos. 3. Exclusão social: A construção da praça pode não ser inclusiva o suficiente, deixando de contemplar as necessidades de determinados grupos sociais, como pessoas com deficiência, idosos ou minorias étnicas. Isso pode resultar em exclusão social e dificuldade de acesso aos benefícios e oportunidades proporcionados pela praça. 4. Perda de patrimônio cultural: É fundamental considerar e preservar o patrimônio cultural e histórico da região durante a construção da praça. Caso isso não seja adequadamente abordado, pode ocorrer a descaracterização ou até mesmo a destruição de elementos culturais importantes, afetando a identidade e a memória da comunidade. 5. Impacto no tráfego e infraestrutura: A construção da praça pode gerar um aumento no tráfego local, demandando uma infraestrutura adequada para lidar com esse fluxo. Caso não sejam feitos os devidos estudos e planejamentos de transporte, mobilidade e acessibilidade, a praça pode causar congestionamentos, impactos negativos no trânsito e problemas de estacionamento na região. Essas problemáticas destacam a importância de uma abordagem cuidadosa e integrada na construção da praça Beira Rio, considerando os impactos ambientais, socioculturais e infraestruturas envolvidos. É essencial promover a participação e o diálogo com a comunidade local, além de buscar soluções sustentáveis e inclusivas que minimizem os efeitos negativos e maximizem os benefícios para todos os envolvidos. Para minimizar esses impactos ambientais, é fundamental adotar medidas de mitigação e compensação. Isso pode incluir a replantação de árvores e a criação de áreas verdes adicionais para compensar a vegetação removida. Além disso, a adoção de práticas sustentáveis durante a construção, como o manejo adequado de resíduos e a utilização de materiais ecológicos, pode reduzir os impactos ambientais negativos. No aspecto sociocultural, a construção da praça Beira Rio pode ter consequências positivas e negativas. Por um lado, a praça pode se tornar um ponto de encontro e convivência para a comunidade local, promovendo a interação social e melhorando a qualidade de vida dos moradores. Ela pode servir como um espaço para atividades culturais, esportivas e recreativas, contribuindo para a promoção da saúde e bem-estar da população. No entanto, é importante considerar os efeitos negativos potenciais, como a gentrificação e o deslocamento de comunidades locais de baixa renda. A valorização imobiliária resultante da construção da praça pode aumentar os preços dos imóveis na região, tornando-a inacessível para os moradores de menor poder aquisitivo. É fundamental garantir que a construção da praça seja realizada de forma inclusiva e participativa, levando em consideração as necessidades e os interesses da comunidade local, bem como preservando o patrimônio cultural e histórico da região. Além disso, é necessário planejar adequadamente a infraestrutura e os serviços necessários para atender à demanda gerada pela praça, como o transporte público, a acessibilidade para pessoas com deficiência e a gestão adequada de resíduos. 1.3. Conclusão Em conclusão, a construção da praça Beira Rio apresenta tanto consequências ambientais quanto socioculturais que devem ser cuidadosamente consideradas. No âmbito ambiental, é importante minimizar os impactos negativos, como a perda de biodiversidade e a degradação do ecossistema local, por meio de medidas de mitigação adequadas. Além disso, é essencial adotar práticas sustentáveis durante a construção e manutenção da praça, buscando preservar o meio ambiente e seus recursos naturais. No aspecto sociocultural, a praça Beira Rio pode trazer benefícios, como o fortalecimento dos laços comunitários, a promoção da interação social e o fomento de atividades culturais e recreativas. No entanto, é necessário garantir que a construção seja inclusiva e respeite as características e necessidades da comunidade local, evitando deslocamentos involuntários e a exclusão de grupos sociais vulneráveis. Além disso, é fundamental preservar o patrimônio cultural e histórico da região, incorporando-o de forma adequada ao projeto da praça. Dessa forma, a construção da praça Beira Rio deve ser encarada como uma oportunidade de melhoriada qualidade de vida da população, desde que sejam adotadas medidas adequadas para mitigar os impactos negativos e promover uma abordagem sustentável e inclusiva. A participação ativa da comunidade e o envolvimento de especialistas em planejamento urbano, meio ambiente e patrimônio cultural são fundamentais para garantir que a construção da praça seja realizada de forma equilibrada e benéfica para todos os envolvidos. REFERÊNCIAS Carlos, A. F. A., & Bonduki, N. (2010). Paisagem e Ambiente: Reflexões e Práticas na Cidade. São Paulo, SP: Editora Contexto. Sposito, M. E. B. (2006). Espaços Livres em Cidades Brasileiras. São Paulo, SP: Editora Studio Nobel Rolnik, R. (2001). Espaço Público e Urbanidade. São Paulo, SP: Editora Studio Nobel. FIX, Mariana; FERREIRA, João Sette Whitaker (orgs.). Espaços Públicos e Urbanização: Experiências em Cidades Brasileiras. São Paulo: Editora Perspectiva, 2016. TINOCO, Jorge Eduardo Lucena. Arquitetura de Espaços Públicos: Teoria e Prática. São Paulo: Editora Oficina de Textos, 2015. Entrega parte II - Data: 27/05 image1.jpg image10.jpg