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do próprio jovem em narrar que era interessante andar armado, conhecer traficantes, dar uma volta no baile exibindo armas, “pô eu acho maneiro o cara tá no baile e tá com a arma”, ele diz que isso não o deixava influenciar para fazer o mal ou ingressar na vida criminosa. Isso, acredito que se deu muito ao acompanhamento do Núcleo  de Cultura da Escola que o ajudou a manter o comportamento que era dele mesmo!
Vimos como é importante na vida escolar todas as atividades educacionais em classe e extraclasse. Em um bairro subjulgado onde impera a “lei da droga”, “da bala”, da violência, percebemos que o mínimo de acompanhamento faz a diferença! Ao final o aluno acabou entrando para a o Exército Brasileiro.
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 Itaquaquecetuba – São Paulo.
Essa escola já aduzia uma realidade diferenciada.  Apesar de uma melhora significativa em relação a parte visível dos estudantes e da própria estrutura da escola, muitos problemas permeavam o seio educacional. Há um caso sério de pobreza dentro da comunidade que determina, de certa forma, o desenvolvimento social das crianças. Isso ficou bem claro quando uma aluna disse sobre a impossibilidade de organizar um cinema ou um teatro na escola, já que ninguém poderia pagar ou contribuir com certa quantia.
Os problemas em relação ao interesse pelos estudos e disciplina dos alunos eram bem evidenciados, os professores se valiam do direito de faltarem ao expediente, o que culminava diversas vezes na liberação dos alunos bem mais cedo que o previsto, pois muitas vezes, nem “professores reservas” tinha para dar aula. Uma servidora da escola acaba fazendo um desabafo dizendo que não acreditava mais na educação: “Tá todo mundo cansado de ouvir os problemas da educação, mas ninguém faz nada.”
  Bairro Alto de Pinheiros – São Paulo – Colégio Católico de Santa Cruz.
Aqui a realidade é bem diferente, no entanto vamos encontrar alguns problemas de cunho cultural e familiar. Trata-se de uma escola de classe social alta, onde os estudantes não encontram problemas relacionados a infraestrutura ou recursos diversos. Mas como o sol nasce para todos, existem problemas relacionados a solidão, problemas psicossomáticos, entre outros. A exemplo disso vimos o relato de Ciça que emocionada dizia estar sofrendo muito porque era discriminada por outros alunos que a julgavam estudiosa demais, e dessa forma, não tinha mais namorados.
Diante dessa realidade percebemos uma acentuada diferença entre os alunos de classes sociais bem desiguais; onde o pobre se preocupa como vai se alimentar, como vai retornar para casa, isto é, se vai retornar, tem que se preocupar com o trabalho fora e dentro de casa. Por outro lado, os alunos de classe média alta se lamentam por preocupações ociosas, como por exemplo o que as pessoas dizem a seu respeito, que faculdade escolherá, entre outros.
Ainda assim, existem muitos problemas relacionados à educação nessas instituições, pois muitos alunos estão interessados em outras coisas e não em estudar propriamente dito. Alguns tentam justificar o fraco desempenho por problemas familiares, como o divórcio dos pais ou falta de tempo para o relacionamento entre pais e filhos.
  São Paulo – Escola Levi Carneiro.
Esta, aparentemente uma escola de classe média baixa, talvez, tenha como o seu principal problema a violência impetrada pelo tráfico de entorpecentes. Em um breve relato a professora Suzana, diretora da escola, comenta sobre os mais variados problemas familiares que acabam influindo na vida escolar do aluno. Pais que se misturam na vida do crime, mães espancadas ou traficantes, turbulência ou caos total dentro da estrutura familiar, gerando assim, uma problemática para o corpo docente e para o próprio aluno que enxerga a vida humana como algo banal.
É chocante os relatos dos alunos em meio aos caos existencial do grupo em que estão inseridos. Meninas, adolescentes que engravidam muito precocemente, e precisam para os estudos. Meninos que vão à escola sem perspectiva e acabam sendo influenciados por uma falsa sensação de ganhar dinheiro fácil, consequentemente ingressam na vida do crime. Jovens que matam por qualquer motivo, que não saem perdendo e que não levam desaforo pra casa. É possível ascender socialmente através dessa educação, ou a partir dela?
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Considerações finais.
 1.0 Conclui-se que nos tempos contemporâneos, que os educadores em função de novas tecnologias, começam a ter que assumir uma no função na educação, não podendo ficar limitados apenas na transmissão de conteúdos, mas com um importante papel perante a sociedade, a transformação e a de problematização de assuntos ocorrentes em nossas vidas sociais, o professor passa usar da psicologias para entender contextos sociais das vidas dos alunos, ou para mostrar a eles que somos capazes de transformar o mundo em que vivemos, principalmente sobre politicas, desigualdades e outro pensamentos que podem ser considerados como norteadores de conceitos, em relação com o passado, presente e futuro de nossa raça humana.
 1.1 O maior clichê social do Brasil talvez seja que o país precisa investir em educação. A apreciação do filme e, em particular, cada escola, nos mostra que as diferenças existem. Vamos encontrar falhas na estrutura das escolas de todas as classes, onde muitas vezes, essa escola não está preparada para lidar com as diversas situações que o adolescente traz consigo, há um comodismo fora do normal no processo educativo e uma “maquiação” dos problemas encontrados, onde não se faz muito esforço para resolvê-los de vez, apenas procuram um jeito de maquiar a situação ou apenas passam a ignorar os problemas existentes. Portanto, essa desigualdade social acaba expondo os alunos a uma realidade de pobreza e violência que culminam em uma medíocre educação promovida pelo estado.
De quem é a culpa? Os alunos dizem que é do professor e vice versa. Isso nos dá uma ideia de como está o nosso sistema educacional público. O documentário nos faz refletir sobre os indicadores e estatísticas encobertas por uma falsa melhora dos índices de educação.
Se existe uma verba para o investimento, onde ela está? Se o governo se preocupa com a formação do cidadão de amanhã, por que não dá condições dignas para o aluno, bem como meios salariais melhores aos nossos educadores para que se sintam valorizados e tenham como viver dignamente, no inicio do filme vimos a importância com que Joaquim do Amor Divino Rabelo Caneca, o Frei Caneca, professor de filosofia, geometria e retórica, lutou por condições melhore.
Referências
1. livro base 
2. Filme “Pro dia nascer feliz".