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FEUDALISMO EUROPEU 
 
 Prof. Rodolfo 
 
1. CONTEXTO: 
\u2022 Queda do Império Romano do Ocidente. 
\u2022 Invasões bárbaras. 
\u2022 Fusão: Bárbaros + Roma. 
\u2022 Heranças bárbaras: 
\u2013 Fragmentação política; 
\u2013 Ausência da noção de Estado. 
\u2013 Agricultura de subsistência; 
\u2013 Relação de Comitatus: Suserania e 
Vassalagem. 
\u2022 Heranças romanas: 
\u2013 Língua: latim (fusão com os dialetos bárbaros). 
\u2013 Religião: catolicismo. 
\u2013 Colonato: relação de servidão feudal. 
2. FRANCOS (aula 12): 
479: Conquista da Gália pelos Francos. 
\u2022 Líder bárbaro: Meroveu. 
496: Conversão dos Francos ao catolicismo. 
\u2022 Clóvis I: neto de Meroveu. 
\u2022 Aliança dos francos com a Igreja católica. 
\u2022 Objetivo de Clóvis: conseguir o apoio da Igreja na 
conquista dos povos católicos da região da Gália. 
\u2022 Objetivo da Igreja: recuperar o apoio do poder 
político de um rei e aumentar suas posses de 
terras na região. 
\u2022 Consequência: início da Dinastia Merovíngia (1ª 
dinastia dos Francos.) = formação do Reino dos 
Francos. 
2.1. Dinastia Merovíngia (496-751): 
Características: 
\u2022 Fragmentação Política. 
\u2013 Relação de Comitatus. 
\u2013 Divisão do reino: Condados 
(províncias/condes). 
\u2022 Economia agrícola de subsistência. 
\u2022 Major Domus: representantes dos nobres no 
palácio real (mordomus). 
\u2013 Aumentavam a fragmentação Política. 
\u2013 Comandavam as terras reais. 
\u2022 Reis Indolentes: nome dado aos reis merovíngios 
devido à sua incapacidade de governar. 
\u2022 Séc. VII: fortalecimento do poder político dos 
Major Domus. 
\u2013 679: Pepino de Heristal = Major Domus = 
cargo vitalício e hereditário. 
\u2022 732: Carlos Martel: conteve a invasão árabe na 
Batalha de Poitiers. 
\u2013 Fortalecimento: aliança Igreja + Francos. 
\u2013 Fortalecimento poder militar e 
centralizador dos Major Domus. 
\u2022 751: Pepino, o Breve: deposição do último rei 
merovíngio (Childerico III). 
\u2013 Apoio: nobreza e Igreja. 
\u2013 Fim da dinastia Merovíngia. 
2.2. Dinastia Carolíngia (751-841): 
Características: 
\u2022 Aliança: Nobreza + Rei. 
\u2013 Apoio militar em troca de terras. 
\u2013 Benefício: terras eclesiásticas dadas aos 
nobres. 
\u2013 Igreja: receberia 10% de tudo produzido 
nessas terras (dízimo). 
\u2022 756: Intervenção militar dos Francos na Itália. 
\u2013 Vitória sobre os Lombardos (proteção de 
terras da Igreja). 
\u2013 Formação do Patrimônio de São Pedro 
(Estados Pontifícios: posses da Igreja na 
Itália de 756 até 1870). 
\u2013 Apoio incondicional da Igreja para as 
futuras expansões territoriais dos 
Francos. 
\u2022 768-814: Carlos Magno. 
\u2013 Expansão Territorial. 
\u2013 800: Coroação de Carlos Magno como 
Imperador. 
\u2022 Retomada do Novo Império 
Romano do Ocidente. 
\u2022 Carlos Magno: passa a ter poder 
sobre todos os católicos. 
\u2022 Papa Leão III: fortalece a 
participação da Igreja no poder 
político. 
\u2022 Império Carolíngio: 800-841: organização política: 
\u2013 Condados = Bispados. 
\u2013 Marcas = proteção da fronteira 
(Marquês). 
\u2013 Ducados = líderes militares regionais 
(Duques). 
\u2013 Missi Dominici: emissários reais = fiscais 
do rei sobre os condes e marqueses. 
\u2013 Capitulares: leis centrais de Carlos 
Magno. 
\u2022 Renascimento Carolíngio: retomada da cultura 
clássica (Greco-romana). 
\u2013 Domínio da Igreja sobre a produção 
cultural. 
\u2022 814-841: Governo de Luís, o Piedoso. 
\u2013 Forte domínio da Igreja. 
\u2013 Nobreza+Igreja = redução do poder do 
Imperador. 
\u2013 Aumento da fragmentação política. 
\u2013 Novas invasões bárbaras: 
\u2022 Vikings = Normandia. 
\u2022 Sarracenos (piratas árabes). 
\u2022 Magiares = Norte da Itália e 
Alemanha. 
2.3. FRAGMENTAÇÃO 
\u2022 843: Tratado de Verdun: 
\u2013 Disputa entre os herdeiros de Luís, o 
Piedoso. 
\u2013 Herdeiros: Carlos, o Calvo; Luís, o 
Germânico; Lotário. 
\u2013 Aliança dos herdeiros com nobres = maior 
fragmentação + conflitos internos. 
\u2013 Igreja = intervenção na questão = Tratado 
de Verdun. 
\u2022 Divisão do Império em três reinos: 
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FEUDALISMO EUROPEU 
 
 Prof. Rodolfo 
 
\u2013 Carlos, o Calvo = França Ocidental. 
\u2013 Luís, o Germânico = França Oriental 
(Alemanha). 
\u2013 Lotário = França Central (morre em 870 = 
divisão da região entre seus irmãos). 
\u2013 Terras da Igreja = não foram divididas. 
\u2013 A igreja passa a ser a maior proprietária 
de terras da Europa. 
\u2022 Consequências: 
\u2013 Fragmentação do poder político. 
\u2013 Fortalecimento do Clero e da Nobreza 
\u2013 877: Feudos = hereditários. 
\u2013 911: Vikings conquistam a Normandia. 
\u2013 987: Início da Dinastia Capetíngia na 
França. 
3. SACRO IMPÉRIO ROMANO GERMÂNICO: 
\u2022 Igreja: visava manter o poder centralizado na 
região. 
\u2013 Motivo: temia perder suas terras para a 
nobreza e para as invasões magiares. 
\u2013 Estratégia: a Igreja justificava a 
centralização do poder político através do 
conceito de universalidade da fé católica. 
\u2022 919: Os condados da Francônia, Saxônia, Suábia e 
Baviera cedem à Igreja. 
\u2013 Eleição de Henrique da Saxônia como 
Arquiduque. 
\u2013 Nomeação de bispos como condes. 
\u2013 Fusão: poder real + poder clerical. 
\u2022 936: OTO I: acelera a centralização política. 
\u2013 Conquista a Itália. 
\u2013 Nomeia-se herdeiro de Carlos Magno. 
\u2013 962: a Igreja coroa Oto I como imperador 
do Sacro Império Romano Germânico. 
3.1. IMPERADOR X PAPA 
\u2022 QUERELA DAS INVESTIDURAS 
\u2013 Clero submisso ao imperador. 
\u2013 Investidura: conceder o título de bispo. 
\u2013 Imperador: concedia a investidura. 
\u2022 PAPA: Gregório VII (1073-1085) 
\u2013 Ordem de Cluny. 
\u2013 Independência do clero frente ao 
imperador. 
\u2013 Condena as investiduras imperiais 
\u2013 Revogação das investiduras imperiais. 
\u2022 Henrique IV X Gregório VII. 
\u2013 Nobreza: apoio ao papa. 
\u2013 MOTIVO: enfraquecer o poder imperial. 
\u2022 Henrique V: 
\u2013 Assina a Concordata de Worms (1122). 
\u2013 Trégua com a Igreja. 
\u2022 CONSEQUÊNCIA: 
\u2013 Fragmentação política do SIRG. 
4. ALTA IDADE MÉDIA: Séc. V-X (aulas 13-14): 
\u2022 Apogeu do Feudalismo. 
\u2022 Período de consolidação das principais 
características do Feudalismo. 
4.1. Características: 
\u2022 Política Fragmentada. 
\u2013 Causa: relação de Suserania e 
Vassalagem. 
\u2013 \u201cO vassalo do meu vassalo não é meu 
vassalo\u201d. 
\u2013 Relações horizontais (entre \u201ciguais\u201d). 
\u2022 Economia: 
\u2013 Agricultura de subsistência. 
\u2013 Ausência de relações comerciais. 
\u2013 Economia \u201camonetária\u201d: uso restrito de 
moedas. 
\u2013 Unidade produtiva: feudo 
(autossuficiente) 
\u2013 Origem: vilas romanas (terras de 
generais) = Vilões e Ministeriais (homens 
livres). 
\u2022 Sociedade: 
\u2013 Estamental (sem mobilidade social). 
\u2013 Três divisões básicas: 
\u2013 Clero: função intelectual (oratore). 
\u2013 Nobreza: função militar (belatore). 
\u2013 Servos: função produtiva (laboratore). 
\u2013 Relação de servidão: pagamento de 
impostos e obrigações pelos servos e 
subalternos em troca do uso da terra e da 
proteção militar (relação horizontal). 
\u2022 Principais impostos: 
\u2013 Corveia = trabalho nas terras do senhor. 
\u2013 Talha = \u201caluguel\u201d da terra (parte da 
produção do manso servil). 
\u2013 Banalidades = utilização das facilidades 
do feudo (moinho, fornos, ferramentas). 
\u2013 Mão morta = impostos sobre os servos 
mortos. 
\u2013 Tostão de Pedro = dízimo da Igreja. 
\u2013 Consequência: o servo, devendo cada vez 
mais impostos, ficava \u201cpreso\u201d à terra, já 
que só poderia sair do feudo mediante o 
pagamento de todos os impostos devidos. 
4.2. Igreja Católica: 
\u2022 Maior proprietária de terras. 
\u2022 Único poder de caráter centralizado na Europa 
Medieval (poder teocêntrico do Papa). 
\u2022 Monopólio cultural: 
\u2013 Controle ideológico = justificativa religiosa 
para a Sociedade. 
\u2013 Teocentrismo + Dogmatismo + Fé. 
\u2013 Escolástica: submissão da filosofia clássica 
(greco-romana) aos dogmas da Religião 
Católica = monopólio na tradução e 
interpretação das obras. 
\u2022 Nobreza: via na Igreja uma forma de controle 
sobre os camponeses. 
\u2022 Clero secular (não isolado do mundo)