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Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 1 A p o s ti la d e T e o ri a M u s ic a l Comissão de Louvor Sub-Região de Mato Grosso S I M P L I F I C A D A Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 2 Apostila de Teoria Musical (Simplificada) © Comissão de Louvor da Sub-Região de Mato Grosso Em Março de 2014: Prefácio e Capa: Marcus Nunes Quintão de Castro Conteúdo: Marcus Nunes Quintão de Castro 1ª Edição – 2013 2ª Edição – 2014 Nota Todos os conceitos e teorias utilizados neste livro foram retirados de outras obras de cunho didático. Este material é distribuído gratuitamente para uso exclusivo da Igreja Cristã Maranata na Sub-Região de Mato Grosso © Copyright by Sub-Região de Mato Grosso – Igreja Cristã Maranata Direitos Reservados Proibida reprodução total ou parcial É TERMINANTEMENTE VEDADA A DISTRIBUIÇÃO OU COMERCIALIZAÇÃO FORA DOS RECINTOS DA IGREJA CRISTÃ MARANATA! ESTE NÃO É UM MATERIAL OFICIAL DO PRESBITÉRIO ESPÍRITO SANTENSE! Sugestão? Envie-as para o e-mail: comlouvormt@gmail.com Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 3 SUMÁRIO PREFÁCIO ............................................................................................................... 5 MÚSICA E SOM ...................................................................................................... 6 NOTAÇÃO MUSICAL ............................................................................................... 8 Figura da Nota ............................................................................................................................................... 9 Pentagrama ou Pauta .................................................................................................................................. 10 Linhas e Espaços Suplementares ................................................................................................................. 11 Claves ........................................................................................................................................................... 11 Correspondência Uníssona das Claves ........................................................................................................ 12 Sistema de Onze Linhas ............................................................................................................................... 13 Acidentes/Sinais de Alteração ..................................................................................................................... 14 Tom e Semitom ........................................................................................................................................... 15 Semitom Cromático ................................................................................................................................. 16 Semiton Diatônico ................................................................................................................................... 16 Intervalos ..................................................................................................................................................... 17 Melódico .................................................................................................................................................. 17 Harmônico ............................................................................................................................................... 17 Classificação Numérica dos Intervalos ........................................................................................................ 18 DURAÇÃO – VALORES .......................................................................................... 19 Quadro demonstrativo da divisão de Valores ......................................................................................... 21 Quadro mais “Moderno” ......................................................................................................................... 21 Ponto de Aumento ...................................................................................................................................... 22 Ligadura - Legato ......................................................................................................................................... 23 Ligadura de Valor ..................................................................................................................................... 23 Ligadura de Portamento .......................................................................................................................... 23 Ligadura de Fraseado............................................................................................................................... 23 Fermata ....................................................................................................................................................... 24 Ponto de Diminuição ................................................................................................................................... 24 Staccato Simples ...................................................................................................................................... 24 Staccato Brando ....................................................................................................................................... 25 Staccato Martellato ................................................................................................................................. 25 COMPASSOS ........................................................................................................ 26 Barras de Compasso .................................................................................................................................... 26 Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 4 Fórmula de Compasso ................................................................................................................................. 27 Unidade de Compasso ............................................................................................................................. 27 Unidade de Tempo .................................................................................................................................. 28 Compassos Simples ..................................................................................................................................... 29 Compassos Binários ................................................................................................................................. 29 Compassos Ternários ............................................................................................................................... 29 Compassos Quaternários ......................................................................................................................... 30 Compassos Compostos ................................................................................................................................30 MÉTRICA E RITMO ................................................................................................ 32 Contratempo ............................................................................................................................................... 33 Marca de metrônomo ................................................................................................................................. 34 Ritmo ........................................................................................................................................................... 34 Ritmo Tético ............................................................................................................................................ 34 Ritmo Anacrúsico ou Protético ................................................................................................................ 35 Ritmo Acéfalo ou Decapitado .................................................................................................................. 35 Síncopa ou Síncope ...................................................................................................................................... 36 Síncope Regular ....................................................................................................................................... 36 Síncope Irregular ..................................................................................................................................... 36 Quiálteras .................................................................................................................................................... 37 Andamento .................................................................................................................................................. 38 Dinâmica ...................................................................................................................................................... 39 ESCALAS ............................................................................................................... 40 Escala Geral ................................................................................................................................................. 40 Identificação das Vozes na Escala Geral .................................................................................................. 42 BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................... 43 ANOTAÇÕES ......................................................................................................... 44 Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 5 PREFÁCIO A PARTITURA é um tipo de escrita que permite ao músico registrar melodias, harmonias e ritmos com bastante precisão, além disso, permite também registrar questões de interpretação como dinâmica, andamento e suas variações, intensão interpretativa e questões técnicas como digitações, ligados e ornamentos em geral. Ou seja, é o tipo de escrita mais completo que temos para a música. Por isso, é a escrita mais usada para a publicação de peças do repertório erudito, que normalmente são caracterizadas por muita riqueza de detalhes. Com o objetivo de facilitar a aprendizagem nos grupos de louvor e instrumentistas da Sub-Região de Mato Grosso, o Senhor tem preparado o presente trabalho que consiste em noções básicas de Teoria Musical e Divisão Musical. Veremos, em cada assunto, as principais informações que precisamos para saber interpretar uma partitura. Esse é um assunto muito importante pra você, que busca se aprofundar em seus estudos musicais e compreender a principal forma de representar e interpretar a música através da escrita. Este trabalho permite o aprendizado progressivo, pois é constituído de módulos sequenciais cuja totalização permitirá ao estudante adquirir um conhecimento sólido para aplicação do mesmo em seu instrumento e/ou voz. Mas NÃO SE ASSUSTE, pois, ao mesmo tempo em que a partitura é uma escrita muito completa, ela é bem lógica e ESTÁ AO ALCANCE DE TODOS que desejam compartilhar seu trabalho com outros músicos, compor, fazer arranjos e ter acesso ao repertório popular, erudito e/ou clássico. Cada módulo trata de uma parte específica deste assunto, e é importante seguir a sequência correta para assimilar de verdade este conhecimento e inseri-lo pouco a pouco na sua vida musical. Vamos começar conhecendo um pouco a história da partitura e as primeiras regras de funcionamento que temos de entender. Ao nosso Deus, digno de todo Louvor Perfeito, através dos nossos instrumentos e de nossos lábios, sejam dados honra, glória e louvor eternamente! Amém! Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 6 MÚSICA E SOM Música é a arte de manifestar os diversos afetos da nossa alma mediante o som. Seus elementos mais importantes são: MELODIA - é a combinação de sons sucessivos, ou seja, um após o outro (concepção horizontal da música); HARMONIA - é a combinação de sons simultâneos, ou seja, tocados de uma só vez (concepção vertical da música); RITMO - é a combinação dos valores no discurso musical, regulados pela maior ou menor duração; é a ordem e proporção em que estão dispostos os sons que constituem a melodia e a harmonia; NOTAÇÃO MUSICAL é a escrita da música. Som é a sensação produzida no ouvido pelas vibrações de corpos. Uma vibração põe em movimento o ar na forma de ondas sonoras que se propagam em todas as direções simultaneamente. Estas atingem a membrana do tímpano fazendo-as vibrar. Transformadas em impulsos nervosos, as vibrações são transmitidas ao cérebro que as identifica como tipos diferentes de sons. Consequentemente, o som só é decodificado através do cérebro. A VIBRAÇÃO REGULAR produz sons de altura definida, chamados de sons musicais ou notas musicais. Por exemplo, o som do piano, do violão, etc. A VIBRAÇÃO IRREGULAR produz sons de altura indefinida, chamados de barulhos. Por exemplo o som de um avião, de um automóvel, de uma explosão, etc. O SOM MUSICAL é resultado de vibrações sonoras regulares, é uniforme e pode ser grafado. O som não musical, ou som indeterminado, é o ruído, resulta de vibrações sonoras irregulares, não podemos grafá-lo. Na prática musical o som assume quatro propriedades/características: ALTURA - é a propriedade que possibilita ao som ser mais grave ou mais agudo. DURAÇÃO - é o tempo em que se prolonga o som. INTENSIDADE - é o volume do som; é o que lhe permite ser mais forte ou mais fraco. TIMBRE - é a qualidade do som ou atributo especial de cada som, pelo qual distinguimos a sua origem, que pode ser a voz humana ou sons de instrumentos. Todo e qualquer som musical tem, simultaneamente, as quatro propriedades BOHUMIL MED Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 7 A mais importante característica do som é a altura. BOHUMIL MED Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 8 NOTAÇÃO MUSICAL NOTAÇÃO MUSICAL são os sinais que representam a escrita musical, tais como: pauta, claves, notas, cifra, tablatura,etc. Até o século XI a altura era a única característica grafada/escrita. No século XII inicia-se a definição da duração. O timbre começa a ser indicado a partir do século XVI e a intensidade a partir do século XVII. A música foi cultivada durante muito tempo por transmissão oral, de geração em geração. As origens da notação musical ocidental encontram-se nos símbolos taquigráficos gregos – notação fonética. Do século V ao século VII foi aperfeiçoado um sistema de NEUMAS, uma espécie de mnemônica, que não definia a altura exata, apenas dava uma ideia aproximada da melodia. Por volta do século IX surge a pauta. A principio consistia em uma única linha horizontal colorida (vermelha – representava a nota Fá), à qual foi posteriormente acrescentada outra linha colorida (amarela – representava a nota Dó). Guido d’Arezzo (992- 1050) sugeriu o emprego de três e quatro linhas (o canto gregoriano utiliza até hoje o tetragrama). O PENTAGRAMA, sistema de cinco linhas paralelas, conhecido desde o século XI, foi adotado no século XII. As notas para a escrita musical são 07 (sete): DÓ - RÉ - MI - FÁ - SOL - LÁ - SI. Essas notas ouvidas sucessivamente formam uma série de sons a qual se dá o nome de ESCALA. A Roda pode girar nos dois sentidos. No sentido horário, temos a escala subindo do GRAVE para o AGUDO e no sentido anti-horário a escala desce do AGUDO para o GRAVE. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 9 Antes de receberem os nomes atuais (DÓ-RÉ-MI-FÁ-S0L-LÁ-SI) os sons musicais eram chamados pelas sete primeiras letras do alfabeto. Abaixo seguem os nomes das notas em diferentes línguas. Inglês C D E F G A B Português DÓ RÉ MI FÁ SOL LA SI Alemão C D E F G A H Francês Ut Ré Mi Fá Sol Lá Si Além desse conhecimento abstrato da escala musical, é preciso saber identificar a posição de cada nota no seu instrumento – segue a identificação das notas em um Piano por exemplo. FIGURA DA NOTA FIGURAS ou VALORES são as formas usadas para representar as diversas durações dos sons musicais. Cada figura de som tem sua respectiva pausa que lhe corresponde ao tempo de duração. As pausas são figuras que indicam duração de silêncio. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 10 As figuras mais usadas atualmente são: Havia antigamente figuras que, aos poucos, deixaram de ser usadas, até desaparecerem da grafia Musical: NOTAS ENARMÔNICAS são as notas que possuem a mesma altura porém nomes diferentes. No piano as notas enarmônicas são tocadas na mesma tecla. A palavra nota é usada com dois significados: 1) o sinal que representa o som no papel e 2) a altura do som (a nota “dó”, a nota “ré”, etc.). OSWALDO LACERDA PENTAGRAMA OU PAUTA PENTAGRAMA ou PAUTA é o conjunto de 5 (cinco) linhas paralelas, horizontais e equidistantes, formando entre si 4 (quatro) espaços. As linhas e espaços da pauta são contados de baixo para cima: Pentagrama, do grego: penta =cinco; grama =linha. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 11 LINHAS E ESPAÇOS SUPLEMENTARES Muitas vezes estas 5 linhas e 4 espaços não são suficientes para se escreverem todos os sons musicais, por isso usam-se, quando necessário, as linhas e espaços suplementares superiores e inferiores: Obs.: As linhas suplementares são contadas a partir da pauta CLAVES O uso do pentagrama permite a grafia relativa, isto é, indica que um som é mais agudo que outro. Para definir o nome de cada nota na pauta é necessário identificar pelo menos uma delas. A CLAVE é um sinal colocado no início da pauta que dá seu nome à nota escrita em sua linha. Nos espaços e nas linhas subsequentes, ascendentes ou descendentes, as notas são nomeadas sucessivamente de acordo com a ordem: DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ. OBSERVAÇÕES 1) A palavra CLAVE vem do latim e significa “chave”; 2) Atualmente usam-se três tipos de clave: SOL, FÁ e DÓ; 3) As claves derivam de letras maiúsculas que eram indicações das linhas nas pautas primitivas. O desenho da clave de SOL origina-se da letra G, o da clave de FÁ da letra F e o da clave de DÓ da letra C. O desenho das claves é uma deformação histórica das letras citadas; 4) O desenho da clave se repete rigorosamente no início de cada nova pauta. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 12 A clave de SOL é escrita somente na 2ª linha. A clave de Dó é escrita na 1ª, 2ª, 3ª e 4ª linhas. A clave de Fá é escrita na 3ª e 4ª linhas. FORMAS ANTIGAS DA CLAVE DE SOL FORMAS ANTIGAS DA CLAVE DE FÁ CORRESPONDÊNCIA UNÍSSONA DAS CLAVES Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 13 Alguns exemplos de utilização das claves para Instrumentos e Vozes: CLAVE DE SOL: violino, flauta, clarinete, oboé, sax soprano, sax alto, trompete, flugelhorn, trompa; CLAVE DE SOL: Vozes Femininas – Soprano, Mezzo-Soprano, Contralto; CLAVE DE FÁ (4ª linha): violoncelo, fagote, sax tenor, trombone e tuba; CLAVE DE FÁ (4ª linha): Vozes Masculinas – Tenor, Barítono e Baixo; CLAVE DE DÓ (3ª linha): viola. O sistema de cinco linhas e de sete claves é até hoje o sistema mais usado e o mais prático. Todas as outras modalidades de grafia musical são usadas esporadicamente. BOHUMIL MED Temos, portanto, algumas notas a serem lidas na Clave de Sol: SISTEMA DE ONZE LINHAS É a aproximação das duas pautas, uma com a clave de SOL e a outra com a clave de FÁ. Muito interessante para visualizarmos como as duas pautas se relacionam, porém pouco prático. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 14 ACIDENTES/SINAIS DE ALTERAÇÃO ACIDENTE ou ALTERAÇÃO é um sinal que se coloca antes de uma nota e serve para modificar sua altura (a nota poderá ser elevada ou abaixada). Os sinais de alteração ou acidentes e suas funções são: SUSTENIDO : que eleva a altura da nota em um semitom (½ Tom). BEMOL : que abaixa a altura da nota em um semitom (½ tom). Mais abaixo veremos o que é um semitom DOBRADO SUSTENIDO : que eleva a altura da nota em dois semitons (um tom – mais abaixo veremos o que é um tom). DOBRADO BEMOL : que abaixa a altura da nota em dois semitons (um tom). BEQUADRO : anula o efeito de todas as alterações fazendo a nota voltar à altura natural (pode elevar ou abaixar a altura das notas); se o bequadro anular um bemol ou dobrado-bemol ele eleva a altura da nota; se o bequadro anular um sustenido ou dobrado-sustenido, ele abaixa a altura da nota. Os acidentes ou sinais de alteração denominam-se: fixos, ocorrentes e de precaução. ACIDENTES FIXOS - Constituem a armadura de clave; são colocados logo após a clave, sempre em intervalos de 5ª ascendentes ou de 5ª descendentes e indicam que em todo o decurso da peça as notas constantes na armadura de clave serão alteradas.ACIDENTES OCORRENTES - Quando aparecem no decorrer de um trecho, alterando todas as notas da mesma altura, porém somente até o fim do compasso onde se encontram. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 15 ACIDENTES DE PRECAUÇÃO - São usados para evitar erros na leitura rápida; às vezes vem entre parênteses. TOM E SEMITOM SEMITOM ou MEIO TOM é o menor intervalo adotado entre duas notas na música ocidental (no sistema temperado). Abrevia-se st ou mt. Segundo BOHUMIL MED o menor intervalo entre dois sons é, na verdade, a diferença de uma vibração dupla (por exemplo entre uma nota com 440, Lá3, e outra com 441 vibrações duplas por segundo ou hertz). O sistema musical ocidental utiliza somente uma seleção semitonal dos sons existentes. Algumas culturas orientais (japonesa, chinesa, árabe, hebraica, indiana, etc) que utilizam em seu sistema musical frações menores que um semitom (um quarto de tom, um oitavo de tom, etc). O SISTEMA NATURAL, fundamentado em cálculos acústicos, define com precisão o numero de vibrações para cada nota e as relações entre elas (por exemplo o sistema Zarlino e o sistema de Pitágoras). COMA (do grego koma) é a nona parte de um tom. O SISTEMA TEMPERADO iguala os semitons em partes perfeitamente iguais, ficando cada um com quatro comas e meia. Este sistema representa o abandono da perfeição da afinação absoluta contida no sistema natural em favor do uso do sistema cromático; é uma “renúncia” aos cálculos físicos, à acústica pura, para facilitar as projeções harmônicas. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 16 A ESCALA TEMPERADA consiste na divisão da oitava em doze semitons iguais. INSTRUMENTOS TEMPERADOS são instrumentos de som fixo (piano, órgão, teclado, etc.) que produzem as notas da escala temperada. INSTRUMENTOS NATURAIS (não temperados) são instrumentos que não têm som fixo (violino, trombone, canto, etc.) e por isso podem produzir as notas da escala natural. O SISTEMA NATURAL é mais afinado, mas é, por outro lado, bastante complexo. O SISTEMA TEMPERADO, por sua vez, é menos afinado, porém mais prático. Os instrumentos não temperados devem combinar os dois sistemas, tocando “naturalmente” quando a harmonia permite, e “temperadamente” quando acompanhados por um instrumento temperado. Os semitons podem ser CROMÁTICOS ou DIATÔNICOS (1 semitom = ½ tom). SEMITOM CROMÁTICO É formado por notas de nomes iguais e sons diferentes. SEMITON DIATÔNICO É formado por nomes e sons diferentes (porém sucessivos). TOM é a soma de dois semitons. Abrevia-se t. Entre as notas [MI-FÁ] e [SI-DÓ] há um SEMITOM. Entre as notas [DÓ-RÉ], [RÉ-MI], [FÁ-SOL], [SOL-LÁ] e [LÁ-SI], há um TOM. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 17 INTERVALOS INTERVALO é a diferença de altura entre dois sons. Conforme o número de sons que abrange, o intervalo pode ser de 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª, etc. O intervalo pode ser: SIMPLES - quando está contido dentro de uma 8ª COMPOSTO - quando ultrapassa a 8ª Os Intervalos também podem ser melódicos ou hamônicos. MELÓDICO Quando as notas são ouvidas sucessivamente. Pode ser: ascendente, quando a primeira nota for mais grave que a segunda, e descendente, quando a primeira nota for mais aguda que a segunda. HARMÔNICO Quando as notas são ouvidas simultaneamente Os INTERVALOS podem ser classificados em: J – Justos M – Maiores m – Menores Aum – Aumentados dim - Diminutos Os intervalos são medidos de duas maneiras: NUMERICAMENTE e QUALITATIVAMENTE. Observações: 1) Os intervalos se formam a partir de qualquer nota 2) Somente os intervalos de 4ª, 5ª e 8ª recebem o nome de Justos. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 18 CLASSIFICAÇÃO NUMÉRICA DOS INTERVALOS Intervalos SIMPLES de terça (3ª) possuem três notas, de quarta (4ª) possuem quatro notas, de sexta (6ª) possuem seis notas, e assim sucessivamente. Intervalos COMPOSTOS de nona (9ª) possuem nove notas, de décima (10ª) possuem dez notas, de decima primeira (11ª) possuem onze notas, e assim sucessivamente. A classificação numérica dos intervalos não leva em consideração nem os ACIDENTES nem as CLAVES. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 19 DURAÇÃO – VALORES Em música existem sons longos e sons breves. Há também momentos quando se interrompe a emissão do som: os silêncios. A DURAÇÃO do som depende da duração da vibração do corpo. A duração é a maior ou a menor continuidade de um som. A relação entre as durações de sons define o RITMO. O RITMO é a organização do tempo. O ritmo não é, portanto, um som, mas somente um tempo organizado. A palavra ritmo (em grego rhythmos) designa “aquilo que flui, aquilo que se move”. Antigamente eram as palavras que indicavam, mais ou menos, o tempo de duração de cada nota. No principio do século XIII surgiram as FIGURAS MENSURAIS para determinar a duração dos sons. As mais antigas eram a Máxima, a Longa, a Breve, a Semibreve, a Mínima e a Semínima. Eram originalmente pretas, posteriormente brancas. No inicio do século SVI desapareceram as NEUMAS e no século XVII a NOTAÇÃO REDONDA substituiu a NOTAÇÃO QUADRADA. Na notação musical atual, cada nota escrita na pauta informa a altura (posição da nota na linha ou no espaço da pauta), e também a duração (formato e configuração da nota). A DURAÇÃO RELATIVA dos sons é definida pelos valores (os valores definem as proporções entre as notas). A DURAÇÃO ABSOLUTA é dada pela indicação do andamento. FIGURAS e PAUSAS são um conjunto de sinais convencionais representativos das durações. São sete os valores que representam as figuras e as pausas no atual sistema musical. Para cada figura existe uma pausa correspondente. Veremos mais adiante que existem quatro maneiras de aumentar o valor de uma nota: ligadura, ponto de aumento, duplo ponto de aumento e fermata – e uma maneira somente de diminuí-lo: ponto de diminuição. É importante lembrar que em música a palavra pausa é usada com dois significados: 1) um silêncio de duração variável e 2) o sinal que representa esse silêncio. As pausas obedecem à mesma proporção das notas. PAUSA é um silêncio na música de duração variável. OSVALDO LACERDA Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 20 A semibreve é a figura de maior duração e as demais são frações dela, por isso a semibreve é a figura utilizada como unidade de divisão proporcional dos valores. Obs.: Cada figura vale a metade da anterior e o dobro da seguinte Toda FIGURA (bem como sua PAUSA) possui um NOME, um DESENHO e um VALOR. NOME DESENHO VALOR NOTA PAUSA SEMIBREVE MÍNIMA SEMÍNIMA COLCHEIA SEMICOLCHEIA FUSA SEMIFUSA Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 21 QUADRO DEMONSTRATIVO DA DIVISÃO DE VALORES QUADRO MAIS “MODERNO” Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 22 PONTO DE AUMENTO O PONTO DE AUMENTO é a abreviatura de uma combinação frequente de valores. É colocado à direita da cabeça da figura, aumentando metade do seu valor. Podemos usar até 03 pontos de aumento: desta forma, o 2° ponto aumenta metade do valor do 1 ° ponto e o 3° ponto aumenta metade do valor do 2° ponto. As pausas também podem ser pontuadas. Obs.: A nota ou pausa com o Ponto é chamada de PONTUADA. Deve-se evitar o uso de notas pontuadas que compliquem a compreensão da estrutura dos tempos nos compassos. A grafia B é melhor que a grafia A, pois proporciona uma leitura mais imediata da divisão rítmica. O ponto de aumento não pode prolongar o valor da nota passando para outro compasso. Grafia das notas pontuadas em melodias a duas ou mais vozes: Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 23 LIGADURA - LEGATO LEGATO é uma palavra italiana usada para indicar que a passagem de um som para outro deve ser feita sem interrupção. Ligadura é uma linha curva grafada sobre ou sob as notas. Existem 3 tipos de ligaduras: LIGADURA DE VALOR Indica a união de valores da mesma altura (notas iguais). LIGADURA DE PORTAMENTO Liga figuras (notas) de diferentes alturas, acentuando a primeira nota e destacando a segunda. Indica a execução mais unida de um desenho rítmico. LIGADURA DE FRASEADO Apresenta-se sobre diversos compassos num trecho musical. Sua função é separar as frases musicais. A forma de executar a ligadura varia conforme o grupo do instrumento. Nos instrumentos de SOPRO (bem como no CANTO) executam-se as ligaduras em único sopro, sem interromper para a respiração. Nos instrumentos de ARCO todas as notas sob (ou sobre) a ligadura são executadas no mesmo sentido da arcada, sem levantar ou parar o arco. Nos TECLADOS não se pode levantar a mão antes de terminar a execução de todas as notas contidas na ligadura. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 24 No SOLFEJO, quando ocorre a ligadura entre notas do mesmo nome, pronuncia-se a primeira nota, sustentando-a também pelo valor da segunda, como se fossem uma nota apenas, mesmo que estejam em compassos diferentes. NÃO EXISTE LIGADURA DE PAUSAS FERMATA FERMATA é um sinal que se coloca acima ou abaixo de figuras ou pausas para aumentar sua duração por tempo indeterminado (não tem valor fixo). Também pode ser chamado de coroa ou infinito. A fermata colocada sobre uma pausa chama-se suspensão, quando colocada sobre a barra de compasso, indica uma pequena interrupção entre dois sons. PONTO DE DIMINUIÇÃO O PONTO DE DIMINUIÇÃO (ou staccato) é um sinal que, colocado sobre ou sob a nota, divide seu valor em som e silêncio (pausa). A palavra STACCATO (italiano), que significa, em português, destacado, indica que os sons são articulados de modo separado e seco. Aqui apresentamos 3 (três) tipo de ponto de diminuição: STACCATO SIMPLES É um ponto colocado acima ou abaixo da nota (próximo à cabeça da nota) que divide o valor em duas metades, sendo a primeira de som e a segunda de silêncio ou pausa. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 25 STACCATO BRANDO É um sinal composto de ponto e traço (o ponto é mais próximo à cabeça da nota), que divide o valor da nota em quatro partes, sendo as primeiras três partes de som e a última quarta parte de silêncio. Também chamado de DOLCE STACCATO, STACCATO MISTO ou MEIO STACCATO. STACCATO MARTELLATO É um sinal em forma de triângulo (um acento alongado), apontando para a cabeça da nota, que DIVIDE o seu valor em quatro partes, sendo o primeiro quarto de som e os três quartos restantes de silêncio. Também chamado de STACCATO SECCO, STACCATTISSIMO ou STACCATO GRANDE. As pausas não podem ser pontuadas com os pontos de diminuição (não se subtrai silêncio). Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 26 COMPASSOS COMPASSO é um conjunto de figuras musicais de duração igual ou variável. As figuras que representam o valor das notas têm duração indeterminada (não tem valor fixo). Para que as figuras tenham um determinado valor na duração do som, é necessária a fórmula de compasso. TEMPO é um valor determinado na duração do som ou do silêncio (pausa). Os tempos podem ser agrupados de dois em dois (compasso binário), de três em três (compasso ternário), de quatro em quatro (compasso quaternário), de cinco em cinco (compasso quinário) e de sete em sete (compasso setenário), constituindo unidades métricas às quais se dá o nome de compasso. Os compassos são divididos em duas categorias: Simples e Compostos (veremos mais sobre compassos no Módulo IX). BARRAS DE COMPASSO Os compassos são separados no pentagrama por uma linha vertical, chamada barra de compasso ou barra simples ou travessão. Usa-se uma BARRA DUPLA para separar períodos ou trechos da música (ex.: Bona lição 79; entre as estrofes e os coros dos hinos). Para concluir a música usa-se a BARRA FINAL. E, para indicar repetição de um trecho, usam-se BARRAS DE REPETIÇÃO. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 27 FÓRMULA DE COMPASSO As figuras que representam os valores das notas e das pausas têm duração “indeterminada” isto é, não têm um valor fixo. Para determinar os valores das figuras precisamos da FÓRMULA DE COMPASSO, que são dois números sobrepostos, em forma de fração, indicados ao lado da clave, no início do primeiro compasso. O numerador indica a quantidade de figuras que cabem no compasso e o denominador a sua espécie. Compasso , leia-se “três por quatro”. Dá-se ainda o nome de UNIDADE DE COMPASSO ao numerador (quantidade) e UNIDADE DE TEMPO ao denominador (qualidade). Geralmente se suprime a linha separatória da fração quando a fórmula é grafada no Pentagrama, pois esta coincide com a terceira linha da pauta. Quando grafada fora do pentagrama não há razão para suprimir esta linha separatória. Exemplos de Fórmulas de Compasso: UNIDADE DE COMPASSO UNIDADE DE COMPASSO (UC) é o valor que preenche, se possível sozinho, um compasso inteiro. Para encontrar a unidade de compasso soma-se o número de figuras indicadas pelo denominador da FÓRMULA DO COMPASSO reduzindo-as a uma só ou ao menor número possível de figuras. A UNIDADE DE COMPASSO, representada por valor pontuado ou por valor resultante da combinação de várias figuras,é chamada por alguns teóricos de “UNIDADE DE SOM”. BOHUMIL MED Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 28 UNIDADE DE TEMPO UNIDADE DE TEMPO (UT) ou TEMPO é o valor que se toma por unidade de movimento ou PULSAÇÃO. Tempo é o elemento unitário em que se “decompõe” o compasso. Por sua vez, o tempo se divide em partes de tempo. Conforme o número de tempos os compassos são classificados em: Unário = 1 tempo Senário = 6 tempos Binário = 2 tempos Setenário = 7 tempos Ternário = 3 tempos Nonário = 9 tempos Quaternário = 4 tempos Decenário = 10 tempos Quinário = 5 tempos Etc... O compasso de um tempo (unário ou unitário) é contestado por alguns teóricos; todavia ele é bastante comum nas obras de alguns compositores (B. Bartók, I. Stravinsky, E. Widmer e outros). BOHUMIL MED Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 29 COMPASSOS SIMPLES COMPASSOS SIMPLES são aqueles cuja unidade de tempo (UT) é representada por uma figura divisível por 2, ou figuras simples, não pontuadas. UNIDADE DE TEMPO (abrevia-se UT) é a figura que preenche um tempo no compasso; nos compassos simples é representada na “Fórmula de Compasso” pelo número inferior. UNIDADE DE COMPASSO (abrevia-se UC) é a figura que abrange todo o compasso; para obtê-la somam-se as unidades de tempo (UT) do compasso. O número SUPERIOR, chamado de numerador, indica a quantidade de tempos e o número INFERIOR, chamado de denominador, indica a qualidade de tempo (figura que representa a unidade de tempo). Portanto, nos compassos simples, os números que compõem a fórmula de compasso indicam as FIGURAS DA DIVISÃO (isso não acontecerá nos compassos compostos). Não se usa traço separando as fórmulas de compasso; a 3° linha serve de separação entre o número superior e o número inferior; as expressões "numerador" e "denominador" estão sendo usadas por analogia com fração matemática, no entanto, não são frações matemáticas. Quanto a sua formação, os compassos simples podem ser: COMPASSOS BINÁRIOS Compassos Binários possuem 02 (duas) Unidades de Tempo por Compasso. COMPASSOS TERNÁRIOS Compassos Ternários possuem 03 (três) Unidades de Tempo por Compasso. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 30 COMPASSOS QUATERNÁRIOS Compassos Quaternários possuem 04 (quatro) Unidades de Tempo por Compasso Na subdivisão dos compassos simples (subdivisão binária), o acento métrico das partes de tempo é: 1ª Forte e 2ª fraca. COMPASSOS COMPOSTOS COMPASSOS COMPOSTOS são aqueles cuja unidade de tempo tem subdivisão ternária, ou seja, quando a unidade de tempo é preenchida por uma figura pontuada (2) (um tempo tem três subdivisões); por esse motivo, a unidade de tempo não vem indicada na fórmula de um compasso composto pois é um valor pontuado. O número superior indica o total das figuras em que foram subdivididas as unidades de tempo do compasso, ou seja, o número de subdivisões: Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 31 O número inferior indica a figura da subdivisão e são os mesmos números dos compassos simples, porém aqui esses números representam a figura que vale 1/3 de tempo; são necessárias 3 dessas figuras para formar um tempo composto; a unidade de tempo (U.T.) é, sempre, uma figura pontuada. Portanto, nos compassos compostos, os números que compõem a fórmula de compasso indicam as figuras da subdivisão. Veja agora as principais diferenças entre os compassos Simples e os Compostos: SIMPLES COMPOSTOS A unidade de tempo é um valor simples A unidade de tempo é um valor composto A unidade de tempo vem representada pelo número inferior A unidade de tempo não vem representada na fórmula de compasso por ser um valor pontuado O número superior indica a quantidade de tempos. O número superior indica a quantidade de figuras em que foi subdividida a unidade de tempo O número superior é sempre 2 - 3 - 4 - 5 - 7 O número superior é sempre 6 - 9 - 12- 15 - 21 O número inferior indica a figura que vale 1 tempo =1 UT (figura da divisão) O número inferior indica as figuras que valem 1/3 da UT (figuras da subdivisão) Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 32 MÉTRICA E RITMO A MÉTRICA, em música, é a divisão de uma linha musical em compassos marcados por Tempos Fortes e Fracos, representada na notação musical por um símbolo chamado de FÓRMULA DE COMPASSO. Apropriadamente, métrica descreve o inteiro conceito de medição de UNIDADES RÍTMICAS, mas pode ser usado como um descritor específico de uma obra individual, conforme representado pela fórmula do compasso—"Esta música está em um Compasso 4 por 4 (4/4)" equivale a dizer que "Esta música está em andamento 4/4" ou "Esta música é em 4/4". A Métrica se distingue do Ritmo, no sentido deste último ser identificado como padrões de duração, enquanto que a "métrica envolve nossa percepção inicial bem como a antecipação subsequente de uma série de batidas que extraímos da superfície rítmica da música à medida que ela se estende no tempo". MÉTRICA é a Teoria do Compasso e do Ritmo. É a técnica musical que trata da estruturação do Ritmo e da Melodia. RITMO é a distribuição ordenada dos valores. é a relação entre as durações das notas executadas sucessivamente. BOHUMIL MED O COMPASSO separa os valores com acentuação periódica, alternando-se entre FRACO e FORTE. Essa acentuação constitui o ACENTO MÉTRICO; por meio dele podemos reconhecer se o compasso é binário, ternário ou quaternário. A imagem abaixo exemplifica estes conceitos: O Item 1) retrata o RITMO em uma sequencia de valores; O Item 2) retrata o mesmo Ritmo com uma estruturação métrica de um COMPASSO TERNÁRIO; O Item 3) retrata o mesmo Ritmo com uma estruturação métrica de um COMPASSO QUATERNÁRIO. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 33 Nas partes dos tempos ou subdivisões dos tempos, o acento métrico mantém as mesmas características, isto é: em uma subdivisão binária, a acentuação será a mesma da divisão do compasso binário; em uma subdivisão ternária, a acentuação será a mesma da divisão do compasso ternário; em uma subdivisão quaternária, a acentuação será a mesma da divisão do compasso quaternário (ver o 3° exemplo abaixo): No Binário: 1º Tempo = Forte 2º Tempo = fraco No Ternário 1º Tempo = Forte 2º Tempo = fraco 3º Tempo = fraco No Quaternário: 1º Tempo = Forte 2º Tempo = fraco 3º Tempo = meio Forte 4º Tempo = fraco O Ritmo pode alterar a acentuação métrica do compasso de acordo com a necessidade musical a ser representada e aplicada na música. CONTRATEMPO São notas executadas em tempo fraco ou parte fraca do tempo, ficando os tempos fortes ou partes fortes de tempo preenchidos porpausas. O contratempo pode ser REGULAR ou IRREGULAR. Veja os exemplos a seguir: Regular: Irregular: Quando as Figuras têm a mesma duração Quando as figuras têm durações diferentes Assinale com um círculo os contratempos. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 34 MARCA DE METRÔNOMO A Marca de Metrônomo é escrita no início da partitura ou após uma mudança de andamento, e indica precisamente a duração de uma unidade de tempo (ou de um pulso), em batidas por minuto. Neste exemplo, a marca indica que 120 unidades de tempo (semínimas) ocupam um minuto, ou que a pulsação é de 120 batidas por minuto (120 bpm). RITMO RITMO é a ordem e a proporção em que estão dispostos os sons que constituem a melodia e a harmonia; é a maneira como se sucedem as notas na escrita da música; é o resultado da organização sistemática da duração do som em suas múltiplas possibilidades, daí decorre a medida exata do silêncio das pausas. Ter consciência do ritmo, tal como dominar o solfejo, é pré-requisito básico para todo músico. BOHUMIL MED Quanto ao início de uma pauta, os ritmos são denominados: TÉTICOS, ANACRÚSICOS e ACÉFALOS. RITMO TÉTICO Inicia no tempo forte do compasso e o compasso é completo. A palavra TÉTICO vem da palavra grega thesis que significa “o tempo embaixo”, isto é, tempo forte. Na dança, por exemplo, significa o pé firme no chão. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 35 RITMO ANACRÚSICO OU PROTÉTICO Inicia no tempo fraco e o compasso é incompleto. Anakrousis, em grego, designava uma ou mais sílabas que se encontravam no início de certos versos líricos antes da sílaba acentuada. Nos compassos ANACRÚSICOS os tempos faltantes podem ou não se completar no último compasso. RITMO ACÉFALO OU DECAPITADO Inicia por uma pausa, ou seja, por um contratempo e o compasso é completo. Acephalo, em grego, significa sem começo, decapitado, sem cabeça. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 36 SÍNCOPA OU SÍNCOPE SÍNCOPE é um som que se inicia em tempo fraco ou parte fraca de tempo e se prolonga para tempo forte ou parte forte do tempo seguinte. Exemplos: “Aguardando Orientação do Salvador” no coro e “Diante do Teu Altar Senhor” – (CIA 2012). A SÍNCOPE nem sempre é apresentada com uma ligadura, veja outras formas: SÍNCOPE REGULAR Notas com a mesma duração. SÍNCOPE IRREGULAR Notas com duração diferente. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 37 QUIÁLTERAS Em música, quiáltera é o nome que se dá a qualquer alteração da subdivisão de um tempo. Para algumas subdivisões, as quiálteras possuem nomes específicos, como tercina e sextina. Por exemplo, quando numa UNIDADE DE TEMPO (representada por uma Semínima), em vez de duas Colcheias, colocamos três (todas com a mesma duração) temos uma tercina. Nela, cada colcheia equivale a um terço de tempo, a tercina é representada por um “3”, situado em cima das notas. TERCINAS são grupos de três notas substituindo duas de mesma espécie. Outros exemplos possíveis: É importante comparar e diferenciar os grupos: Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 38 ANDAMENTO ANDAMENTO é o movimento rápido ou lento dos sons, guardando sempre a proporção dos tempos no compasso. Conforme a movimentação, mais ou menos rápida, considera-se três tipos de andamentos: LENTOS, MODERADOS e RÁPIDOS. Os andamentos são indicados por meio de palavras (geralmente italianas) colocadas acima do pentagrama, no começo do trecho musical. As palavras mais usadas são. Andamentos Lentos 40 a 76 bpm Largo – o mais lento (40 a 60) Larghetto – um pouco menos que o anterior (60 a 66) Adágio – um pouco mais movido que o anterior (66 a 76) Andamentos Moderados 76 a 120 bpm Andante – mais movido que o adágio (76 a 108) Moderato – moderado (108 a 120) Andamentos Rápidos 120 a 208 bpm Allegro – rápido (120 a 168) Presto – muito rápido (168 a 200) Prestíssimo – o mais rápido de todos (200 a 208) O tempo é medido com a expressão bpm, que significa “batidas por minuto”. Alguns autores também utilizam a medida t/m, que significa “tempos ou movimentos por minuto”. Aos andamentos principais podem-se acrescentar outros que funcionam como adjetivos, exprimindo alguns, o caráter expressivo do trecho, como Allegro con brio, Allegro moderato, Non troppo (não muito), Molto ou Assai (muito), Piú (mais) etc. Algumas modificações momentâneas, parciais, são indicadas com os seguintes termos: accelerando – afrettando – stringendo – stretto indicam maior rapidez (4) rallentando – ritenendo – allargando – rilasciando indicam menor rapidez (4) Ad lib. (Ad libitum) – A piac. (A piacere) indicam à vontade A expressão in tempo indica retomada do tempo inicial Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 39 DINÂMICA A DINÂMICA trata do colorido musical, isto é, da variação de intensidade dos sons. Abaixo seguem as palavras mais usadas, com as respectivas abreviaturas: Abreviatura Palavras Correspondentes Indica ppp molto pianissimo Bem pianíssimo; delicadíssimo pp pianissimo Suavíssimo; muito brando p piano Suave, brando mp mezzo-piano Meio piano mf mezzo-forte Meio forte f forte Forte; intensidade vigorosa ff fortissimo Muito forte; intensidade muito vigorosa fff molto fortissimo Bem fortíssimo; vigorosíssimo aum. aumentando Aumentando o som cresc. crescendo Aumentando o som rinf. rinforzando Reforçando o som dim. diminuendo Diminuindo o som decresc. decrescendo Diminuindo o som smorz. smorzando Extinguindo o som Além das palavras com suas abreviaturas, empregam-se com muita frequência os seguintes sinais para aumentar ou diminuir a intensidade do som: Também é comum o aparecimento de ambos os sinais consecutivamente. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 40 ESCALAS Escala é: uma série de notas sucessivas, separadas por tons e semitons; é um conjunto de notas disponíveis num determinado sistema musical; é uma sucessão ordenada de sons, compreendidos no limite de uma oitava. A escala pode ser ASCENDENTE ou DESCENDENTE. As escalas são classificadas quanto ao número de notas e quanto à utilização. NÚMERO DE NOTAS UTILIZAÇÃO Escala Pentatônica = 5 notas Escalas exóticas e outras Escala Hexacordal = 6 notas Escala artificial ou cromática Escala Heptatônica = 7 notas Escalas Naturais ou Diatônicas Escala Artificial ou Cromática = 12 notas Ao se estudar teoricamente a escala, é costume considerá-lano sentido ascendente. OSVALDO LACERDA Como o foco deste trabalho é a Leitura de Partitura, iremos somente abordar o Estudo da Escala Geral conforme se segue. ESCALA GERAL É o conjunto de todos os sons musicais que o ouvido humano pode identificar. BOHUMIL MED Para que se possa designar a altura exata dos NOVENTA E SETE sons da escala geral (sem auxílio da pauta e das claves), dá-se a cada nota uma designação numérica. A NUMERAÇÃO das oito oitavas da escala geral é feita a partir da oitava mais grave, começando pela nota DÓ. A oitava três, por exemplo, começa com o DÓ3. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 41 Assim, todas as notas contidas em cada oitava da escala geral recebem a mesma numeração da respectiva oitava a que pertencem. OBSERVAÇÕES 1) Antigamente a nota mais grave era DÓ1 (a nota mais grave do violoncelo). Com o aparecimento de instrumentos com notas mais graves (o contrabaixo por exemplo), a numeração dessas oitavas passou a ter sinal negativo: DÓ-1 e DÓ-2. 2) O DÓ CENTRAL é o DÓ3, situado exatamente no centro da escala geral. 3) O grande órgão é o único instrumento que possui todas as notas da escala geral. 4) O DÓ-2 de 16 vibrações (duplas) por segundo é o som mais grave que o ouvido humano pode perceber. 5) O DÓ7 de 4.100 vibrações (duplas) por segundo é o som mais agudo que o ouvido humano pode identificar e é produzido pelo flautim. 6) Acima ou abaixo dos limites citados, os sons perdem sua qualidade musical e são considerados ruídos. SONS HIPOTÉTICOS SONS MUSICAIS SONS SUPER-AGUDOS Dó – 1 vibração DÓ-2 – 16 vib. DÓ4 – 512 vib. Dó – 8192 vibrações Dó – 2 vibrações DÓ-1 – 32 vib. DÓ5 – 1024 vib. Dó – 16384 vibrações Dó – 4 vibrações DÓ1 – 64 vib. DÓ6 – 2048 vib. Dó – 32768 vibrações Dó – 8 vibrações DÓ2 – 128 vib. DÓ7 – 4096 vib. Dó – 65536 vibrações DÓ3 – 256 vib. OBSERVAÇÕES 5) Os SONS HIPOTÉTICOS são também chamados de INFRA-SOM. 6) SONS MUSICAIS são aqueles utilizados pelo sistema semitonal. Entre os semitons, no entanto, existem ainda outras vibrações que produzem sons que quase não são aproveitados. 7) Os SONS SUPER AGUDOS acima de 38.000 vibrações são sons que o ouvido humano não é mais capaz de captar. Os sons acima de 15.000 vibrações são chamados de ULTRA-SOM. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 42 O DIAPASÃO é um instrumento de altura absoluta, utilizado para afinação dos instrumentos. O LÁ DO DIAPASÃO (diapasão normal) é a nota LÁ3 que tem 440 vibrações (duplas) e é utilizada como base para a afinação de instrumentos. O diapasão pode ser de metal, de sopro ou eletrônico (o mais preciso). OBSERVAÇÕES 1) AFINAR significa colocar os sons dos vários instrumentos nas justas proporções estabelecidas pelo diapasão. 2) A definição do número de vibrações do LÁ do diapasão em 440 Hertz (vibrações duplas) foi regulamentada por um TRATADO INTERNACIONAL, assinado em 1953. Antigamente o lá era mais baixo como 435 hertz ou 415 hertz (meio tom abaixo de 440). 3) Algumas ORQUESTRAS SINFÔNICAS preferem adotar afinações mais agudas (442, 444 hertz ou mais). Obs.: A REGIÃO CENTRAL é formada pela região grave, média e aguda. IDENTIFICAÇÃO DAS VOZES NA ESCALA GERAL OBSERVAÇÕES 1) TESSITURA ou EXTENSÃO é o conjunto de sons dentro da escala geral que um instrumento ou voz pode abranger. 2) A ALTURA ABSOLUTA de um som é definida pelo seu número de vibrações. 3) A ALTURA RELATIVA de um som é definida pela relação entre um som e outro de altura diferente. 4) OUVIDO ABSOLUTO é a capacidade de identificar qualquer som musical e definir seu nome. 5) OUVIDO RELATIVO é a capacidade de identificar as diferenças de alturas entre os sons. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 43 BIBLIOGRAFIA BONA, P. Método Completo de Divisão Musical. CARDOSO, Belmira e MASCARENHAS, Mário. Curso Completo de Teoria Musical e Solfejo – 8ª Edição. CCB. Método de Teoria e Solfejo. FERNANDES, José Nunes. Educação Musical e Fazer Musical: O Som Precede o Símbolo. Revista Plural. Rio de Janeiro: Escola de Música Villa-Lobos, 1998. LACERDA, Osvaldo. Compêndio de Teoria Elementar da Música. MED, Bohumil. Teoria da Música – 4ª Edição. MED, Bohumil. Ritmo – 3ª Edição. MED, Bohumil. Solfejo – 3ª Edição. ROZ, Eduardo – Musicologia e Teoria Geral. Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 44 ANOTAÇÕES Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 45 Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 46 Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 47 Comissão de Louvor da Sub-Região Mato Grosso – E-mail: comlouvormt@gmail.com Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense Acesse: “www.igrejacristamaranata.com.br”, “www.centraldelouvor.org.br” e “www.radiomaanaim.com.br” 48