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Tópicos fundamentais em 
cosmetologia
Fundamentos da cosmetologia
A importância da cosmetologia e a chegada 
da estética no Brasil
Bloco 1
Mariana Prado Bravo
Fundamentos da cosmetologia
• Você sabia que existem mais de 12 mil substâncias que 
podem compor a formulação cosmética?
• A cosmetologia é um dos grandes pilares que sustentam o 
profissional de estética.
• Para que um cosmético seja disponibilizado ao consumidor, 
uma série de regras e padronizações precisam ser 
cumpridas > formulação estável e de baixo risco.
• Órgão responsável pela fiscalização: ANVISA e CATEC; 
Resoluções de Diretoria Colegiada (RDC).
A chegada da estética no Brasil
• Anne Marrie Klotz (1951).
• Produtos e equipamentos 
trazidos direto da França.
• Instituto e linha cosmética 
France-Bel.
Figura 1 – Anne Marie Klotz
Fonte: https://blog.rentalmed.com.br/anne-
marie-klotz/. Acesso em: 30 mar. 2022.
A cosmetologia no Brasil
• Egito Antigo (3.000 a.C.): khol.
• Grécia Antiga (200 d.C): cold cream.
• Séculos XIX – XX: transição de criações caseiras para 
escalas industriais.
• Criação de leis, decretos e portarias que organizem as 
diretrizes de maneira adequada na seleção de matérias-
primas, produção, embalagem, distribuição e 
comercialização, padronizando a qualidade e 
determinando as condições de controle e fiscalização 
desses produtos.
Cosmetologia
• A cosmetologia é a ciência que estuda o cosmético em 
todas as suas etapas.
• Seleção de matérias-primas – considerando as 
compatibilidades químicas.
• Distribuição, comercialização e marketing.
• Pesquisa de novas tecnologias, controle de qualidade e 
garantia que a legislação seja cumprida junto aos órgãos 
competentes. 
Conceito de cosmético
• A classificação de cosmético pode ser encontrada na RDC 
nº 211, de 14 de julho de 2005, que diz:
Os produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes são
preparações constituídas por substâncias naturais ou
sintéticas, de uso externo nas diversas partes do corpo
humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais
externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral,
com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los,
perfumá-los, alterar sua aparência e ou corrigir odores
corporais e ou protegê-los ou mantê-los em bom estado.
(BRASIL, 2005, p. 4, grifo nosso)
Fundamentos da cosmetologia
Legislação aplicada a cosmético
Bloco 2
Mariana Prado Bravo
Legislação cosmética
Quadro 1 – Referências legais que envolvem a legislação cosmética
Resolução Assunto
RDC 211/05 Definição, classificação, requisitos técnicos específicos e rotulagem.
RDC 343/05 Procedimento para notificação de produtos cosméticos.
RDC 215/05 Lista restritiva.
RDC 47/06 Lista de filtros solares UV.
RDC 162/01 Lista de conservantes.
RDC 48/06 Lista de substâncias proibidas.
RDC 237/02 Protetores solares.
RDC 38/01 Produtos infantis.
Lei 6360/76 e 
Decreto 79094/77
Registro de produtos e autorização de funcionamento de empresas.
Fonte: adaptado de Matos (2014, p. 38). 
Embalagem cosmética
• RDC 07/2015: produto pode conter duas embalagens.
• Embalagem primária: fica diretamente em contato 
com o produto.
• Embalagem secundária: armazena a embalagem 
primária (não é obrigatória).
• Quando não existir embalagem secundária, todas 
as informações obrigatórias do rótulo devem estar 
contidas na embalagem primária.
Embalagem cosmética
Figura 2 - Embalagem primária que corresponde ao 
frasco e secundária que corresponde à caixa
Fonte: Umesh Chandra/ iStock.com.
Rotulagem cosmética
Quadro 2 – Normas de rotulagem obrigatória
Informação Embalagem primária Embalagem secundária
Nome do produto.
Marca e grupo. X X
Modo de uso. X X
Restrições de uso e advertências. X X
Lote. X
Número do registro. X
Prazo de validade. X
Conteúdo. X
País de origem. X
Informações do fabricante. X
Rotulagem específica. X
Composição INCI name. X
Fonte: adaptado de Matos (2014, p. 37).
Rotulagem cosmética
• Alguns termos podem ser usados a fim de assegurar e 
informar sobre algumas características específicas dos 
produtos:
• Produto infantil.
• Produtos para peles sensíveis.
• Hipoalergênicos e alergênico.
• Clinicamente testado, dermatologicamente testado, 
oftalmologicamente testado.
• Não comedogênico e não acnegênico.
Rotulagem cosmética
• Atenção: não descartar a embalagem secundária até o fim 
do produto!
• Informações como: prazo de validade e rotulagem 
específica estarão nessa embalagem. 
Fundamentos da cosmetologia
Nomenclatura INCI name e risco sanitário
Bloco 3
Mariana Prado Bravo
Nomenclatura INCI name
• Internactional Nomenclature of Cosmetics Ingredientes
(INCI name).
• Padronização do nome da substância.
• Pode ser entendida por leitores de qualquer lugar 
do mundo, independentemente do nome comercial.
• Os ingredientes da composição são descritos na ordem de 
maior quantidade a menor quantidade.
• Água geralmente é o primeiro ingrediente da lista.
Risco sanitário
• Proteção ao consumidor:
• Grau I indicando risco mínimo:
• Produtos com propriedades simples e básicas, 
que não precisam de comprovação de eficácia e 
rótulos detalhados.
• São notificados a Anvisa por meio de um 
formulário eletrônico.
• Grau II indicando risco máximo ou potencial:
• Possuem ações específicas.
• São registrados na Anvisa além de passar por 
testes de segurança e eficácia.
Risco sanitário
• A fim de reduzir possíveis danos aos usuários:
• Ingredientes referenciados e seguros.
• Manter uma faixa de segurança entre o nível de 
risco e o nível de uso.
• Informar ao consumidor seu modo de uso de forma 
mais clara possível.
• Seguir as boas práticas de fabricação e controle.
• Condições de uso: regular e prolongada ou ocasional.
• Áreas de contato: externa ou mucosa.
• Riscos na inalação ou ingestão.
Risco sanitário
• Teste do potencial efeito sistêmico: indicando o grau de 
toxicidade e o teste de mutagenicidade das substâncias.
• Teste do potencial efeito alergênico: com teste de 
alergenicidade.
• Teste do potencial de risco irritativo: com análise da 
irritação da pele, mucosas ou região ocular.
Profissional e a cosmetologia
O profissional que usa o cosmético como um auxiliar do seu 
trabalho, precisa compreender todos os fatores que envolvem 
esse setor, em especial a legislação desses produtos.
Teoria em Prática
Bloco 4
Mariana Prado Bravo
Reflita sobre a seguinte situação
Imagine que, juntamente com um farmacêutico, você ficou 
responsável por desenvolver um cosmético para melhora de 
hipercromias faciais. O profissional de farmácia ficará 
responsável pela formulação do produto enquanto você irá 
desenvolver a embalagem e rótulo.
• Quais elementos devem ser levados em consideração
para a embalagem?
• Quais elementos devem ser levados em consideração
para a rotulagem?
• Partindo dessas questões, desenvolva a embalagem e
o rótulo desse produto.
Norte para resolução
• Embalagem primária e secundária.
• Consulte a RDC 07/2015 para relembrar quais são as 
informações que devem constar em cada rótulo.
Informações 
do rótulo da 
embalagem 
primária.
Informações 
do rótulo da 
embalagem 
secundária.
Norte para resolução
• Embalagem primária:
Nome do produto: Despigment.
Tipo: destinado a hipercromias.
Marca: MaBa cosméticos.
Lote: 122021.
Modo de uso: produto aplicado sobre a pele higienizada no
período noturno. Fazer a retirada do produto pela manhã com
água corrente e aplicação de protetor solar.
Advertência: esse produto pode causar sensibilidade a pele. Caso
ocorra, interrompa o uso e busque orientação profissional.
Norte para resolução
• Embalagem secundária:
Nome do produto: Despigment.
Tipo: destinado a hipercromias.
Marca: MaBa cosméticos.
Número de registro: 202112.
Prazo de validade: Válido até 05/12/2023.
Conteúdo: 50 ml.
Pais de origem: Brasil.
Fabricante: Indústria londrinense de cosméticos Ltda.
Advertência: esse produto pode causar sensibilidade a pele. Casoocorra, interrompa o uso e busque orientação profissional.
Dicas do(a) Professor(a)
Bloco 5
Mariana Prado Bravo
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o login
através do seu AVA). Algumas indicações também podem estar 
disponíveis em sites acadêmicos como o Scielo, repositórios de 
instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos 
científicos ou periódicos científicos, acessíveis pela internet.
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que 
você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, te convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Leitura Fundamental
Indicação de leitura 1
A Biblioteca de cosméticos é um documento que reúne todas 
as normas vigentes sobre os cosméticos. O objetivo é facilitar 
o acesso e a compreensão do estoque regulatório ao público 
interno e externo, bem como aprimorar o processo de 
elaboração e revisão das normativas.
Referência
Biblioteca de cosméticos, atualizada em 22/03/2022.
Indicação de leitura 2
Com a missão de promover e proteger a saúde da população e 
intervir nos riscos decorrentes da produção de cosméticos, a 
Anvisa desenvolveu um Guia para Avaliação de Segurança de 
Produtos Cosméticos. Esse guia tem caráter orientativo e visa 
sugerir critérios para a avaliação de segurança que pode ser 
baixado em PDF.
Referência
BRASIL. Ministério da Saúde. ANVISA. Guia para Avaliação de Segurança de 
Produtos Cosméticos. 2. ed. Brasília: ANVISA, 2012.
Dica do(a) Professor(a)
Uma leitura interessante e curiosa nos inspira nas histórias de 
7 Mulheres que revolucionaram o mundo da beleza. 
7 Mulheres que revolucionaram o mundo da beleza.
Blog: Magenta.
Autor: Daniely Oliveira.
Data: 14/03/2022.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. ANVISA. Biblioteca de cosméticos. 2022. Disponível 
em: https://www.gov.br/anvisa/pt-
br/assuntos/regulamentacao/legislacao/bibliotecas-
tematicas/arquivos/cosmeticos. Acesso em: 1 jun. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. ANVISA. Guia para Avaliação de Segurança de 
Produtos Cosméticos. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 2. ed. Brasília: 
ANVISA, 2012. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-
br/centraisdeconteudo/publicacoes/cosmeticos/manuais-e-guias/guia-para-
avaliacao-de-seguranca-de-produtos-
cosmeticos.pdf/@@download/file/Guia%20para%20Avalia%C3%A7%C3%A3o%20
de%20Seguran%C3%A7a%20de%20Produtos%20Cosm%C3%A9ticos.pdf. Acesso 
em: 1 jun. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. ANVIASA. RESOLUÇÃO - RDC Nº 211, DE 14 DE JULHO 
DE 2005. Disponível em: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/zip/U_RDC-ANVISA-
211_140705.pdf. Acesso em: 9 abr. 2022.
MATOS, S. P. Cosmetologia aplicada. São Paulo: Érica, 2014.
Referências
OLIVEIRA, D. 7 Mulheres que revolucionaram o mundo da beleza. Magenta, [s.l.], 
2022. Disponível em: https://boxmagenta.com.br/blog/mulheres-que-
revolucionaram-o-mundo-da-beleza/. Acesso em: 31 mar. 2022.
REBELLO, T. Guia de produtos cosméticos. 12. ed. São Paulo: Editora Senac, 2019.
RENTALMED. Disponível em: https://blog.rentalmed.com.br/anne-marie-klotz/. 
Acesso em: 30 mar. 2022.
TANIKAWA. C. Cosmetologia e estética. Londrina: Editora e Distribuidora 
Educacional S.A, 2015.
Bons estudos!

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