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Stéfanie Hollas Biomedicina ATLAS HEMATOLOGIA PARASITOLOGIA URINáLISE CÉLULAS HEMATOLÓGICAS AS CÉLULAS DO SANGUE HEMATOLOGIA HEMÁCIAS As hemácias são as células sanguíneas mais numerosas no sangue ALTERAÇÕES MORFOLOGICAS DAS HEMÁCIAS CODÓCITOS Sinônimo de hemácias em alvo. A hemácia apresenta dupla biconcavidade de tal maneira que, quando projetada em um plano, a hemoglobina é visualizada em uma pequena faixa periférica e, geralmente, na parte central, o que lhe dá o aspecto “em alvo”. Podem ser encontrados nas hemoglobinopatias (SS, SC), talassemias, hepatopatias, em pacientes esplenectomizados e na anemia ferropriva. ESFERÓCITOS São eritrócitos com a biconcavidade reduzida. Quando visualizados no microscópio perdem a zona clara central, são mais densos e ocorre redução do diâmetro, em comparação com os demais eritrócitos. Por isso, também são chamados de microesferócitos. Pode ser causado por defeitos genéticos nas proteínas de membrana ou pode ser adquirida, aparecendo nos casos de anemia hemolítica autoimune. ELIPTÓCITOS/OVALÓCITOS São eritrócitos que apresentam formas ovaladas e eliptocíticas. As causas dessa alteração são defeitos genéticos nas proteínas do citoesqueleto da célula. Na eliptocitose hereditária praticamente todas as hemácias têm essa forma. Porém, pode ser encontrada uma pequena quantidade de eliptócitos/ovalócitos nas talassemias, anemia ferropriva e anemia megaloblástica. ESTOMATÓCITOS São eritrócitos com o halo central semelhante a uma boca de peixe. O termo stoma significa boca. Pode ser um artefato da distensão sanguínea. Pode estar presente em hepatopatias, sangue de recém-nascidos e na estomatocitose hereditária, uma anemia hemolítica congênita muito rara. DREPANÓCITOS Sinônimo de hemácias em forma de foice. Os eritrócitos adquirem essa forma devido a presença da Hemoglobina S, que polimeriza e se precipita na membrana da célula, ocasionando a deformação. É encontrado nas doenças falciformes. Doença falciforme é um termo genérico que engloba um grupo de anemias hemolíticas crônicas hereditárias, dentre elas a anemia falciforme DACRIÓCITOS São eritrócitos em forma de gota ou lágrima. A deformação ocorre quando as células passam nas fenestrações entre cordões e sinus medulares do baço, sofrendo estiramento além dos limites da elasticidade. É muito comum na mielofibrose, devido à hematopoese extramedular (o baço produz células sanguíneas devido a hipocelularidade da medula óssea). Pode ser encontrado também nas talassemias, anemias hemolíticas e em pacientes esplenectomizados. EQUINÓCITOS São hemácias com a membrana irregular, apresentando espículas regularmente distribuídas. In vitro pode ser artefato. In vivo decorre de hiperuremia, tratamento com heparina IV, hipotireoidismo e após transfusões sanguíneas. ACANTÓCITOS São hemácias com a membrana irregular, apresentando espículas irregularmente distribuídas. In vitro pode ser artefato. In vivo decorre de hepatopatias, diminuição da função do baço e esplenectomia. CÉLULAS DE DEFESA NEUTRÓFILOS Aparecem na microscopia coloridos por corantes neutros, e seu núcleo apresenta de 2 a 5 lóbulos. Apresentam grande mobilidade e são bastantes comuns no nosso organismo, sendo as primeiras células que atuam na resposta imune. Reconhecem o antígeno e fagocitam corpos estranhos. O pus que aparece em um machucado é formado majoritariamente por neutrófilos mortos. LINFÓCITOS São os agranulócitos mais comuns, e apresentam o citoplasma praticamente todo ocupado por um grande núcleo. Esses glóbulos brancos são responsáveis por controlar a resposta imune. Os linfócitos podem ser de diferentes tipos: MONÓCITOS É uma célula grande e jovem, com um núcleo em formato em “C”, semelhante a forma de um rim. Após serem formados na medula migram para outros tecidos conjuntivos, onde se diferenciam em macrófagos. EOSINÓFILOS Apresentam núcleo bilobado e aparecem na microscopia coloridos por corantes ácidos, indicando que seus grânulos são acidófilos. São os responsáveis por participar de processos alérgicos e por atacar parasitas grandes demais e que não podem ser fagocitados. Para isso, eles liberam proteínas tóxicas e enzimas. BASÓFILOS São os glóbulos brancos menos comuns no nosso organismo. Aparecem na microscopia coloridos por corantes básicos, ou seja, com grânulos basófilos. Os grânulos são grandes e numerosos, podendo até recobrir o núcleo lobulado de formato irregular, dificultando sua observação na microscopia. Esses grânulos são responsáveis pela liberação de histamina (vasodilatador) e heparina (anticoagulante), importantes nos processos alérgicos que culminam em choques anafiláticos. Essas substâncias também participam da quimiotaxia, que sinaliza para outros leucócitos o local de infecção ou inflamação. MACRÓFAGO São células grandes, com função de fagocitose. Podem ser formados a partir do amadurecimento de monócitos ou de diferenciação de algumas células do tecido conjuntivo propriamente dito. Atuam como primeira linha de defesa em muitos casos. PLAQUETAS As plaquetas (também chamadas de trombócitos) estão envolvidas em diversas respostas fisiológicas tais como o processo de coagulação sanguínea, cicatrização e imunidade. Por outro lado, também estão presentes em situações patológicas, como inflamação e formação de trombos PARASITOLOGIA TAENIA SOLIUM TAENIA SAGINATA OVO DE TAENIA SP. OVO DE HYMENOLEPIS NANA OVO DE HYMENOLEPIS DIMINUTA ENTEROBIUS VERMICULARES ADULTO OVOS DE ENTEROBIUS VERMICULARES TRICHURIS TRISHIURA ADULTO OVOS DE TRICHURIS TRISHIURA OVOS DE ANCILOSTOMÍDEOS ASCARIS LUMBRICOIDES ADULTO OVO FÉRTIL DE ASCARIS LUMBRICOIDES SHISTOSOMONA MANSONI ADULTO OVOS DE SHISTOSOMONA MANSONI CISTO DE EMTABOEBA HIDTOLYTICA CISTO DE EMTAMOEBA COLI CISTO DE GIARDIA LAMBLIA GIARDIA LAMBLIA TROFOZOÍTO CISTOS DE IODAMOEBA BURSCHLII TRYPANOSOMA CRUZI PLASMODIUM SP. FASCIOLA HEPATICA ADULTO OVO DE FASCIOLA HEPATICA URINáLISE URINA ÁCIDA URINA ALCALINA CRISTAIS ANORMAIS REFERÊNCIAS https://www.biomedicinapadrao.com.br/2012/01/alteracao-morfologica-das-hemacias.html https://www.biomedicinapadrao.com.br/2010/05/cristais-na-urina.html https://www.biomedicinapadrao.com.br/2011/11/pequeno-atlas-de-parasitologia.html image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.png image1.jpeg image46.png image47.png image48.png image49.png image50.png image51.png image52.png image2.jpeg image3.jpeg image4.png image5.png