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Celso Lisboa
Graduação
Data inicio: 11/02/2025
Data final: 28/06/2025
Yana dos Santos Moyses
Disciplina
Saneamento ambiental II - tecnologias de saneamento
Projeto
Elaborar critérios de tomada de decisão para escolha de tecnologias para
projeto de saneamento em determinada região. 
Professor
Yana Moyses
Coordenador
Yana dos Santos Moyses
Saneamento ambiental II - tecnologias de saneamento
Elaborar critérios de tomada de decisão para escolha de tecnologias para projeto de saneamento em determinada região. 
Índice
Fase 1
Atividades
Conheça as atividades avaliativas 1
Apresentação da Fase 1 2
Conceito de Saneamento e Características dos Efluentes Domésticos 3
Panorama Brasileiro do Saneamento Básico: Um Direito Humano 4
Impactos Ambientais 5
Desafios do Saneamento Básico 6
Características dos Esgotos Domésticos 7
Sistema de Esgotamento Sanitário 8
Estudo de Caso 9
Orientações para a entrega da fase 10
Aula ao vivo 11
Fase 2
Atividades
Apresentação da fase 2 1
Conceito e Características dos Efluentes Industriais 2
Legislação Ambiental 3
Impactos Ambientais 4
Características Qualitativas dos Efluentes Industriais 5
Sistema de Tratamento de Efluentes Industriais 6
Níveis de Tratamento 7
Estudo de Casos 8
Orientações para a entrega da fase 9
Aula ao vivo 10
Fase 3
Atividades
Apresentação da Fase 3 1
Sistema de Tratamento de Efluente Doméstico 2
Sistema de Tratamento de Efluente Industrial 3
Técnicas de Tratamento dos Efluentes 4
Parâmetros de Análise em Efluentes 5
Eficiência do Tratamento de Efluentes 6
Diretrizes para o Projeto da ETE 7
Estudo de Caso 8
Orientações para a entrega da fase 9
Orientação para Entrega Final 10
Referências 11
Aula ao vivo 12
Fase 1 Dia da entrega: 11/02/2025
Atividades
Recordar o conceito de efluentes domésticos, fazendo o alinhamento da caracterização e dos padrões de lançamento nos cursos d’água, de acordo com a legislação
ambiental.
1. Conheça as atividades avaliativas
2. Apresentação da Fase 1
3. Conceito de Saneamento e Características dos Efluentes Domésticos
4. Panorama Brasileiro do Saneamento Básico: Um Direito Humano
Identificar os impactos causados pela disposição inadequada dos efluentes domésticos em corpos d’água.
1. Impactos Ambientais
2. Desafios do Saneamento Básico
Reconhecer o sistema de coleta de efluentes domésticos e suas características.
Saneamento ambiental II - tecnologias de saneamento
1. Características dos Esgotos Domésticos
2. Sistema de Esgotamento Sanitário
3. Estudo de Caso
4. Orientações para a entrega da fase
5. Aula ao vivo
1 Conheça as atividades avaliativas
Olá, estudante! Seja bem-vindo(a)!
Atividade do Projeto
Você deve estar se perguntando como é o processo avaliativo na Celso, não é mesmo? Vamos, então, entendê-lo?
Cada um dos projetos em que você está matriculado(a) é dividido em três fases. Em cada uma dessas fases você fará a entrega de uma atividade na data prevista no
calendário acadêmico. As atividades do projeto são conectadas, como você pode perceber na figura a seguir:
Você receberá a nota e o feedback da atividade postada em cada projeto na data prevista no calendário para cada fase. 
 
Quiz
Haverá outras entregas, além dessas? Além da entrega em forma de arquivo, em cada fase você realizará questões de múltipla escolha, contidas no quiz. Você terá
duas chances para realizá-lo e o feedback será imediato na plataforma. 
Obs.: Os projetos que possuem prática não contarão com o quiz na fase 3, pois nessa fase você realizará a entrega do relatório de prática. 
 
Prática 
E sobre as práticas? Haverá alguma entrega? As práticas serão desenvolvidas ao longo das fases, mas a entrega do seu relatório se dará na fase 3. 
Obs.: No caso dos projetos com prática, na fase 3 não terá quiz. 
 
Entrega Final 
O que é a entrega final? Caso você não tenha alcançado a média até a fase 3, você poderá realizar essa atividade extra opcional, valendo 2 pontos. A nota obtida
será somada ao valor alcançado anteriormente, conforme o exemplo abaixo:
 
Síntese das atividades avaliativas
No quadro abaixo você poderá visualizar a organização das atividades avaliativas por fase, bem como a distribuição da pontuação. 
Para a realização dessas atividades avaliativas é imprescindível que você estude todo o conteúdo do projeto, realize as atividades propostas, acesse as aulas ao vivo
e tire suas dúvidas com o(a) professor(a) tutor(a).
Vamos lá?
 
2 Apresentação da Fase 1
Vídeo
3 Conceito de Saneamento e Características dos Efluentes Domésticos
O saneamento é um tema que se insere no contexto das políticas públicas como instrumento de valorização da cidadania, com relevância notadamente entre as
ações voltadas à elevação do padrão de qualidade de vida, do desenvolvimento local e, consequentemente, da construção de uma sociedade mais justa, mais
humana e sustentável.
A importância dos serviços de água tratada e de esgoto na saúde das pessoas e no seu bem-estar é vastamente reconhecida. Os serviços de saneamento básico são
essenciais à vida, com fortes impactos sobre a saúde da população e o meio ambiente. O saneamento ambiental apresenta o conceito de um conjunto de ações
socioeconômicas que têm por objetivo alcançar níveis de salubridade ambiental, por meio de abastecimento de água potável, coleta e disposição sanitária de
resíduos sólidos, líquidos e gasosos; promoção da disciplina sanitária de uso do solo, drenagem urbana, controle de doenças transmissíveis e demais serviços e
obras especializadas, com a finalidade de proteger e melhorar as condições de vida urbana e rural. 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o conceito de promoção de saúde proposto desde a Conferência de Ottawa, em 1986, é visto como o
princípio orientador das ações de saúde em todo o mundo. A utilização do saneamento como instrumento de promoção da saúde pressupõe a superação dos
entraves tecnológicos, políticos e gerenciais que têm dificultado a extensão dos benefícios aos residentes em áreas rurais, municípios e localidades de pequeno
porte. A maioria dos problemas sanitários que afetam a população mundial estão intrinsecamente relacionados com o meio ambiente. 
Embora a humanidade tenha aperfeiçoado muitas técnicas para coletar água e afastar os detritos, tais construções sanitárias nunca acompanharam o ritmo de
crescimento das áreas urbanas. O quadro ambiental e de saúde pública apresenta dificuldades e sérios problemas até os dias atuais. 
O abastecimento de água acarreta algumas adversidades para as cidades, pois todo o curso de água se transforma em esgoto. Popularmente chamado de esgoto, as
águas residuárias ou efluentes compreendem todo o volume de água com características naturais alteradas após o uso doméstico, comercial ou industrial. São
caracterizadas como uma substância com grau de impureza que varia de acordo com sua utilização e que contém agentes contaminantes e potencialmente
prejudiciais à saúde humana e à natureza de modo geral. 
Os esgotos, efluentes, águas servidas ou residuárias são todos os resíduos líquidos provenientes de indústrias e domicílios e que necessitam de tratamento adequado
para que sejam removidas as impurezas, e, assim, possam ser devolvidos à natureza sem causar danos ao meio ambiente e à saúde humana. A Estação de
Tratamento de Efluentes (ETE) é um sistema destinado a escoar e tratar os dejetos dos diversos aglomerados populacionais. Os tipos considerados efluentes são:
efluentes domésticos, efluentes industriais, água de infiltração e águas pluviais. 
O efluente doméstico é caracterizado por uma denominação genérica para despejos líquidos residenciais, comerciais e possíveis águas de infiltração na rede
coletora, os quais podem conter parcela de efluentes industriais e efluentes não domésticos. Incluem as águas contendo matéria fecal e as águas servidas,
resultantes de banho e de lavagem de utensílios e roupas. 
Todavia, para devolver esse esgoto à natureza, é necessário realizar o seu tratamento. Este consiste em removerDia da entrega: 11/02/2025
Atividades
Compreender as técnicas de tratamento de efluentes domésticos e industriais.
https://lo-tus.celsotech.io/files/53137aa182281842824307bbb690ccec+YYCjmmvyie27ZbomiGGhdWKwpteRfE1Q4Ut9F42NAE5mYlu12S1zB_A6_U1zhp.uoO5CVwWaLFMUx6D4g7wfgg5xFpbEfgS5XNmrMjT6gHW_db.Z8TjtlodkeY_K8Pj6
https://player.vimeo.com/video/860281390?h=3a07bd4cd6&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281390?h=3a07bd4cd6&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281390?h=3a07bd4cd6&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281390?h=3a07bd4cd6&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281390?h=3a07bd4cd6&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281390?h=3a07bd4cd6&title=0&byline=0&portrait=0
https://teams.microsoft.com/v2/
https://api.whatsapp.com/send?phone=552131953487&text
1. Apresentação da Fase 3
2. Sistema de Tratamento de Efluente Doméstico
3. Sistema de Tratamento de Efluente Industrial
Calcular os parâmetros para dimensionamento de um sistema de tratamento de efluentes domésticos e industriais.
1. Técnicas de Tratamento dos Efluentes
2. Parâmetros de Análise em Efluentes
Descrever as características e o nível de eficiência de cada tratamento de efluentes.
1. Eficiência do Tratamento de Efluentes 
2. Diretrizes para o Projeto da ETE 
3. Estudo de Caso
4. Orientações para a entrega da fase
5. Orientação para Entrega Final
6. Referências
7. Aula ao vivo
1 Apresentação da Fase 3
Nesta fase vamos compreender as técnicas de tratamento de efluentes domésticos e industriais, calcular os parâmetros para dimensionamento de um sistema de
tratamento de efluentes domésticos e industriais e descrever as características e o nível de eficiência de cada tratamento de efluentes.
Vamos lá?
Vídeo
2 Sistema de Tratamento de Efluente Doméstico
O esgoto bruto, para atender às exigências legais, passa por diferentes níveis de tratamento: preliminar e biológico. Em algumas situações específicas, pode ser
realizado o tratamento físico-químico e a desinfecção do esgoto tratado. A finalidade da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) é remover a matéria orgânica,
nutrientes e patógenos, ou seja, a remoção de poluentes que podem causar problemas operacionais e que, consequentemente, causariam uma deterioração da
qualidade dos cursos d’água. 
Um sistema de esgotamento sanitário só pode ser considerado completo se incluir a etapa de tratamento. Para entender sobre o tipo de sistema de tratamento de
efluentes industriais, veja no Fique por Dentro a indicação do livro. 
Segundo ALEM SOBRINHO e TSUTYA (1987), a concepção de um sistema de esgoto sanitário é um conjunto de estudos e conclusões referentes ao
estabelecimento de todas as diretrizes, parâmetros e definições necessárias e suficientes para a caracterização completa do sistema de tratamento do efluente. 
De acordo com PHILIPPI JR (2014), a seleção da tecnologia mais apropriada depende do desenvolvimento das etapas de mobilização da comunidade, realização
das atividades de diagnóstico e análise da viabilidade social, técnica e ambiental. 
Contudo, o tratamento de efluentes pode ser classificado em diferentes níveis, dependendo de suas condições e da eficiência dos processos. 
O efluente doméstico constitui a parcela de despejo líquido resultante do uso da água para higiene e necessidades fisiológicas humanas. É composto, em quase sua
totalidade, por água e por diversos componentes (impurezas) que alteram sua qualidade. Tais impurezas podem ser representadas de forma simplificada por suas
características físicas, químicas e biológicas. As características físicas são relacionadas ao tamanho e ao estado das impurezas. As químicas se relacionam às
substâncias que apresentam o carbono como elemento principal, substâncias orgânicas e as inorgânicas, que não apresentam o carbono como elemento principal. Já
as características biológicas dizem respeito aos seres vivos (microrganismos), que podem produzir doenças ou não. 
Figura 01 – Características do efluente doméstico  
Fonte: Adaptado de Von Sperling, 2005  
Ao utilizar água em sanitários, pias e ralos, as pessoas despejam materiais orgânicos e químicos que a sujam e a contaminam. O ideal é que essa água seja
descartada e coletada por um sistema de esgotamento sanitário. 
Nesse caso, existe uma estrutura que tem o objetivo de coletar e levar o esgoto até um local no qual será realizado um tratamento adequado antes de lançá-lo em
corpos d’água que podem servir como fontes de abastecimento para outras cidades. 
No Brasil, geralmente, adota-se o sistema separador absoluto. Com isso, se realizam obras de menor porte e custos para sua implantação, pois a vazão a ser
considerada no projeto é menor. 
Os efluentes podem ir aos rios, lagos e lençóis subterrâneos por quatro caminhos distintos, conforme o esquema a seguir: 
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Figura 02 – Caminhos do efluente doméstico  
Fonte: Adaptado de Von Sperling, 2005  
Considera-se o sistema de esgotamento sanitário ideal aquele em que há uma rede de coleta que encaminha o esgoto para uma Estação de Tratamento de Efluente
(ETE) e, somente após o tratamento adequado, descarta o efluente (esgoto tratado) no corpo receptor, de acordo com a figura abaixo. 
Figura 03 – Esquema da Estação de Tratamento de Efluentes  
Fonte: Adaptado de Von Sperling, 2005  
Contudo, o grau de tratamento necessário será sempre em função do corpo receptor, das características de uso da água a jusante do ponto de lançamento, de sua
capacidade de autodepuração e das características e condições dos despejos. 
 
Saiba Mais
O saneamento rural é essencial para a qualidade de vida no campo, para a saúde dos trabalhadores e a preservação do meio ambiente local. O
Programa Saneamento Brasil Rural (PSBR) é uma iniciativa do Governo Federal que tem como objetivo promover o desenvolvimento de ações
de saneamento básico em áreas rurais, com vistas à universalização do acesso, por meio de estratégias que garantam a equidade, a
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 169 a 172 do livro Saneamento Ambiental, escrito por Raquel Pompeo e Guilherme
Samways.  
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0?code=jRuzAUhmRDwheXcLt//oB2bhgJSn+i/HX9WCxmol/RsnQvbB/rcve7w8k2nba9iT3UFLz99GA3vTocLQv01qzw==
integralidade, a intersetorialidade, a sustentabilidade dos serviços implantados, a participação e o controle social. Assista ao Webinar para
entender sobre os desafios do saneamento rural e como fazer a diferença desse cenário brasileiro.  
Vídeo
 
3 Sistema de Tratamento de Efluente Industrial
Os efluentes industriais são todos os resíduos líquidos provenientes dos processos, operações e/ou atividades, podendo ser líquido ou gasoso, contendo substâncias
tóxicas, águas pluviais contaminadas e esgotos sanitários, que necessitam de tratamento adequado para que sejam removidas as impurezas, e assim, possam ser
devolvidos à natureza sem causar danos ao meio ambiente e à saúde humana. Leia o livro indicado no Fique Por Dentro. 
Antes de prosseguirmos, leia o artigo “Sistemas de tratamento de efluentes industriais”.
Conforme a ABNT NBR nº 9800/1987, efluentes industriais são “despejos líquidos provenientes das áreas de processamento industrial, incluindo os originados nos
processos de produção, as águas de lavagem de operação delimpeza e outras fontes, que comprovadamente apresentem poluição por produtos usados ou
produzidos no estabelecimento industrial”. 
Cada efluente possui particularidades inerentes ao processo produtivo a que resultam, para isso é importante elaborar soluções customizadas para todo o ciclo do
resíduo, envolvendo desde o gerenciamento, tratamento, reuso e, se necessário, descarte ambientalmente correto. 
 
Figura 04 – Características do Efluente Industrial
Fonte: Adaptado de Von Sperling, 2005  
 
Na Estação de Tratamento de Efluente – ETE, o efluente bruto é encaminhado para o tratamento preliminar, que tem como objetivo a remoção de sólidos
grosseiros e areia. Em seguida, inicia-se o tratamento primário, no qual são removidos materiais particulados, flutuantes e sedimentáveis. 
O tratamento secundário é a etapa mais importante em uma ETE, pois tem como objetivo a remoção de matéria orgânica por meio de processos biológicos que
podem ocorrer em um ambiente aeróbio ou anaeróbio. Se for o suficiente, o efluente do tratamento secundário já pode ser lançado no corpo receptor, mas em
alguns casos, as exigências de qualidade do corpo hídrico requerem a execução do tratamento terciário, no qual são removidos materiais não biodegradáveis e
nutrientes, como o nitrogênio e o fósforo, que contribuem para a eutrofização das águas. 
Em cada etapa será utilizada uma tecnologia de tratamento adequada para o alcance dos objetivos pretendidos e compatíveis com a realidade do local que o
prestador de serviços está atendendo. 
No sistema público de esgotamento sanitário, esse tipo de efluente só pode ser lançado nos cursos d’água se possuir características semelhantes às do efluente
doméstico. Caso contrário, a indústria deve possuir seu próprio sistema de esgotamento. 
Conduto, para devolver esse efluente à natureza é necessário remover poluentes e contaminantes para adequar sua qualidade aos padrões legais de lançamento
conforme a Resolução CONAMA 430/2011. 
A Resolução supracitada, do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, dispõe sobre condições, parâmetros, padrões e diretrizes para gestão do
lançamento de efluentes em corpos d' água receptores. 
 
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 146 a 151 do livro Saneamento ambiental, escrito por Raquel Pompeo e Guilherme
Samways.  
https://www.youtube.com/embed/pRf8ISNsGQA?t=44s
https://www.youtube.com/embed/pRf8ISNsGQA?t=44s
https://www.youtube.com/embed/pRf8ISNsGQA?t=44s
https://www.youtube.com/embed/pRf8ISNsGQA?t=44s
https://www.youtube.com/embed/pRf8ISNsGQA?t=44s
https://www.youtube.com/embed/pRf8ISNsGQA?t=44s
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/35193/000792974.pdf
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0?code=Mz5a2r4mi+Mgjr7xTLQjE9oCKThKrBJwp9BEfnm59TCTa0+mhoDVBkzX5Odm70O8y3YTpmaOmOr4WP/8lzjSow==
Saiba Mais
O artigo apresenta o estudo da cidade de Santos/SP pelo programa Casos de Sucesso – Avanços em Saneamento Básico 2015, em que se
relata o desempenho positivo na expansão de serviços de saneamento do município, abordando os principais pontos fortes e os desafios e
oportunidades de melhoria para a gestão do saneamento do município.  
 
4 Técnicas de Tratamento dos Efluentes
https://tratabrasil.org.br/santos/
A análise criteriosa do tipo de efluente é o procedimento principal para a determinação do tipo de tratamento adequado em uma Estação de Tratamento de Esgoto –
ETE. A seleção da tecnologia mais apropriada depende do desenvolvimento das etapas de mobilização da comunidade, realização das atividades de diagnóstico e
análise da viabilidade social, técnica e ambiental. Leia o manual indicado no Fique Por Dentro para entender sobre a importância do tema e antes de
continuarmos, leia o artigo Processos e Esgotamento Sanitário.
O efluente bruto para atender às exigências legais passa por diferentes níveis de tratamento: preliminar, secundário e terciário. Em algumas situações específicas
pode ser realizado o tratamento físico-químico e a desinfecção do efluente tratado. Durante o processo de tratamento ocorre a formação de lodo e de gases que
podem ser submetidos a tratamentos específicos. Alguns dos principais sistemas de tratamento de efluente sanitário são descritos a seguir:
 
Fossas sépticas 
São unidades de tratamento primário nas quais são feitas a separação e a transformação da matéria sólida contida no efluente. Normalmente, são utilizadas em
domicílios em áreas rurais e atendem a um pequeno número de habitantes. 
A fossa séptica consiste em um tanque enterrado, que recebe o esgoto, retém a parte sólida e inicia o processo biológico de purificação do efluente líquido. 
É recomendado que esses efluentes sejam filtrados no solo para completar o processo biológico de purificação e eliminar o risco de contaminação. Para essa
infiltração, utilizam-se sumidouros ou valas de infiltração. 
 
Reator anaeróbio de fluxo ascendente 
Também conhecido por reator anaeróbio de manta de lodo e pelas siglas UASB (do inglês Upflow Anaerobic Sludge Blanket), possui uma série de compartimentos
internos que possibilitam a execução de diferentes processos que determinam o tratamento biológico anaeróbio resultante, ou seja, consiste basicamente na
degradação biológica de substâncias complexas na ausência de oxigênio (VON SPERLING, 2005) 
Dos processos existentes no reator UASB, se destacam a sedimentação, a floculação, a estabilização biológica anaeróbia, a filtração e a separação de fases sólida e
líquida). 
O reator apresenta uma intensa produção de biogás que, quando não utilizado para outros fins, como aproveitamento energético, deve ser coletado e queimado, de
forma a evitar a possibilidade da propagação de maus odores. 
 
Lodo ativado convencional 
O processo por lodos ativados é biológico e apresenta elevada eficiência em relação à remoção de matéria orgânica e sólidos em suspensão. Possibilita, também, a
remoção de nutrientes, como nitrogênio e fósforo, por via biológica (VON SPERLING, 2005) 
Sua principal limitação é o elevado grau de mecanização e o consumo de energia, necessários para a degradação aeróbia da matéria orgânica afluente. 
O principal elemento desse processo é o tanque de aeração. Nesse reator, estabelecem-se as condições ambientais que permitem o crescimento de biomassa capaz
de degradar a matéria orgânica presente no efluente bruto. 
A concentração de biomassa no reator é assegurada pela recirculação do lodo decantado para o tanque de aeração. O excesso de lodo ativado é encaminhado para
estabilização em digestores anaeróbios. 
 
Reator UASB seguido de lodo ativado 
É a combinação da primeira etapa anaeróbia (UASB), com uma segunda etapa aeróbia, utilizando o tradicional processo de lodos ativados (VON SPERLING,
2005). 
A principal consequência da inclusão da etapa anaeróbia é a redução da demanda de energia elétrica na fase aeróbia, gerando maior economia no custo operacional
da planta. 
O reator UASB assume também a função de digestor anaeróbio do lodo produzido e, devido à sua elevada capacidade de remoção de matéria orgânica, permite
significativa redução da carga orgânica na entrada do sistema de lodos ativados (VON SPERLING, 2005) 
 
Lagoa facultativa seguida de lagoa de maturação 
Segundo VON SPERLING, 2005, as lagoas de estabilização são sistemas de tratamento biológico em que a estabilização da matéria orgânica é realizada pela
oxidação bacteriológica e redução fotossintética das algas. 
É um processo que tem sido largamente utilizado no país, devido aos seus baixos custos de implantação, operação e manutenção. 
Entretanto, por se tratar de um sistema natural, demanda um significativo tempo de retenção e, consequentemente, maior extensão de área, o que pode ser um fator
limitante para muitos centros urbanos. Convencionalmente, um sistema de lagoas é formado por uma célula anaeróbia, uma facultativa e uma de polimento ou
maturação.
Considerando os impactos ambientais causados pelas lagoas anaeróbias (odores,escumas e insetos), tem-se optado por sistemas de lagoas com o esgoto bruto
entrando diretamente nas lagoas facultativas, suprimindo a célula anaeróbia. 
As lagoas facultativas são caracterizadas por possuir uma zona aeróbia superior e uma zona anaeróbia na camada de fundo, onde ocorrem fenômenos típicos da
fermentação anaeróbia. A camada intermediária entre as duas zonas é chamada facultativa, na qual predominam-se os processos de oxigenação aeróbia e
fotossintética (VON SPERLING, 2005). 
 
Lagoa anaeróbia seguida de lagoa facultativa 
Também conhecida como sistema australiano, é uma das soluções técnicas mais econômicas quando se dispõe de grandes áreas. 
Na primeira lagoa, em que predomina o processo anaeróbio, ocorre a retenção e a digestão anaeróbia do material sedimentável e, na segunda, com uma parte de
processo aeróbio, em que se atribui às algas a função da produção e a introdução da maior parte do oxigênio consumido pelas bactérias, ocorre a degradação dos
contaminantes solúveis e contidos em partículas suspensas muito pequenas (VON SPERLING, 2005). 
 
Lagoa aerada seguida de lagoa de decantação 
Quando não há área suficiente para a implantação de sistemas de lagoas de estabilização naturais, mas ainda se dispõe de área considerável, pode-se utilizar
sistemas constituídos por lagoa aerada, seguida por lagoa de decantação. 
Nesse caso, é necessário efetuar a aeração na primeira lagoa, na qual há a produção de lodo biológico, que tem de ser removido antes do lançamento do efluente no
corpo receptor. 
Por esse motivo, emprega-se uma segunda lagoa, que tem por objetivo a retenção e a digestão do lodo. Consequentemente, esse lodo tem de ser removido em
intervalos regulares e disposto em local adequado. 
https://www.cesan.com.br/wp-content/uploads/2020/08/APOSTILA_TRATAMENTO_ESGOTO.pdf
 
Destinação da fase sólida dos esgotos 
O tratamento dos esgotos gera subprodutos que podem ser sólidos grosseiros, areia, escuma e lodo. Esse material deve ser tratado antes de ser encaminhado para
sua disposição final e o lodo, por corresponder à maior parcela, deve receber uma atenção especial. 
O adensamento ou a desidratação do lodo é um processo físico de concentração de sólidos que visa reduzir a sua umidade e, consequentemente, o seu volume,
facilitando as etapas subsequentes do seu tratamento. Se o destino do lodo for o uso agrícola é necessário realizar sua higienização, uma vez que os processos de
digestão anaeróbia e aeróbia não reduzem o número de patógenos a níveis aceitáveis. Esse processo é dispensável caso seu destino seja a incineração ou a
disposição em aterro sanitário. 
Ressalta-se que a aplicação no solo é a alternativa que melhor se enquadra no conceito de desenvolvimento sustentável integrado. Nessa alternativa, cada área
utilizada permanece isolada durante um período de aproximadamente dois anos, a partir do recebimento do lodo. Passado esse tempo, a área pode ser novamente
utilizada na agricultura, aproveitando a matéria orgânica e os nutrientes incorporados durante a aplicação do lodo. 
Também pode-se utilizar a reciclagem agrícola, promovendo a incorporação de nutrientes e a estruturação do solo. As principais limitações para utilização dessa
rota de disposição estão associadas aos riscos de contaminação do solo com metais pesados, compostos orgânicos persistentes e agentes patogênicos e a
contaminação das águas superficiais e subterrâneas. 
 
Saiba Mais
Normalmente, as Estações de Tratamento de Efluentes utilizam cinco etapas para efetuar o tratamento, físico-químicos ou biológicos, de
efluentes. O vídeo apresenta um pouco mais da importância do tratamento de efluentes, e de seu processamento em etapas feito pela Água
Norte Soluções em Tratamento.
 
Vídeo
 
5 Parâmetros de Análise em Efluentes
Após a utilização das águas pelas indústrias, os diversos resíduos e/ou energias são incorporados, alterando as suas características físicas, químicas e sensoriais,
gerando assim os efluentes líquidos. Para a avaliação da carga poluidora dos efluentes industriais e esgotos sanitários são necessárias as medições de vazão in loco
e a coleta de amostras para análise de diversos parâmetros sanitários que representam a carga orgânica e a carga tóxica dos efluentes. Os parâmetros utilizados são
conjugados de forma que melhor signifiquem e descrevam as características de cada efluente. Leia o livro indicado no Fique Por Dentro para entender sobre a
importância do tema e leia também o artigo “Tratamento e controle de efluentes industriais”.
Segundo GIORDANO,1999 os processos de tratamento de efluentes a serem adotados, as suas formas construtivas e os materiais a serem empregados são
considerados a partir dos seguintes fatores:
 
a legislação ambiental regional; 
o clima; 
a cultura local; 
os custos de investimento e os custos operacionais; 
a quantidade e a qualidade do lodo gerado na estação de tratamento de efluentes industriais; 
a qualidade do efluente tratado; 
a segurança operacional relativa aos vazamentos de produtos químicos utilizados ou dos efluentes; 
a segurança contra explosões; 
a condição de geração de odor; 
a interação com a vizinhança; 
a confiabilidade para atendimento à legislação ambiental; 
a possibilidade de reuso dos efluentes tratados. 
 
Normalmente, o efluente sanitário é composto por 99% de água e apenas 1% de material sólido. O propósito da ETE é retirar a maior parte do material sólido da
água, permitindo devolvê-la mais limpa à natureza, de modo a atender aos padrões de qualidade e de lançamento de efluentes, conforme a legislação vigente. 
Um importante método para se conhecer o grau de impurezas, fator necessário para o dimensionamento de ETE e a medida de sua eficiência, é por meio da
quantidade de matéria orgânica presente no esgoto, indicada pelo parâmetro DBO e DQO, pH, O&G, RSS, SST e Surfactantes. 
 
Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO 
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 319 a 348 do livro Sistemas sustentáveis de esgoto, escrito por Sérgio Mendonça e
Luciana Coêlho.  
https://www.youtube.com/embed/ZoFAtBwpxEA?t=71s
https://www.youtube.com/embed/ZoFAtBwpxEA?t=71s
https://www.youtube.com/embed/ZoFAtBwpxEA?t=71s
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https://www.youtube.com/embed/ZoFAtBwpxEA?t=71s
https://www.youtube.com/embed/ZoFAtBwpxEA?t=71s
http://metalcleanaguas.com.br/pdf/tratamento-controle-efluentes-industriais.pdf
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/158867/pdf/0?code=xBnLIexKo2ouQMUkpn7YGrSTGM4yzNrU9qR5EpI1ZwdkdnNRMgeeW3kqCLniaOyja3vvPZHm+t/dibvdgQPk7A==
Esse parâmetro mede a quantidade de oxigênio necessária para estabilizar biologicamente a matéria orgânica, por ação de bactérias aeróbias, presente numa
amostra, após um determinado tempo (5 dias) e a uma temperatura padrão (20ºC), sendo conhecido como DBO5, 20. Por meio desse parâmetro pode-se medir a
quantidade de matéria orgânica presente no efluente. Efluentes domésticos apresentam, em geral, DBO entre 100 e 400 mg/L. 
No tratamento de efluente, busca-se estabilizar a matéria orgânica. Assim, quanto maior a DBO maior o grau de poluição. No entanto, conforme ocorre a
estabilização da matéria orgânica, a DBO reduz. 
 
Demanda Química de Oxigênio – DQO 
A DQO é a medida da quantidade de oxigênio necessária para oxidar quimicamente a matéria orgânica. Para a mesma amostra, a DQO é sempre maior ou igual à
DBO. A matéria orgânica ao ser biodegradada nos corpos receptores causa um decréscimo da concentração de oxigênio dissolvido (OD) no meio hídrico,
deteriorando a qualidade ou inviabilizando a vida aquática. 
 
pH 
A medida do pH indica a acidez ou basicidade de uma solução, em uma escala de 0 a 14. Assim, soluções com pH abaixo de 7 são ditas ácidas e soluções com pH
acima de 7 são ditas básicas. Os valores para os efluentes variam, tipicamente, entre 6,5 a 7,5. 
O controle do pH no tratamento do efluente é um dos fatores mais importantes a ser mantido para se obter umaboa eficiência do processo. O pH, geralmente, é
medido em equipamentos específicos para este fim, através de pHmetro portátil ou de mesa ou, de forma mais simples, com a fita de pH. 
 
O&G 
Como o próprio nome indica, o teor de óleos e graxas indica a presença de lipídios provenientes da alimentação (óleos vegetais e gorduras de origem animal) e de
outras atividades menos contribuintes ao esgoto doméstico (óleos lubrificantes, querosene). 
É um indicador global representativo de um grupo de substâncias com características físicas semelhantes determinadas quantitativamente com base em sua
solubilidade comum em um solvente de extração orgânico, como o hexano. Os valores típicos de Óleos & Graxas no efluente bruto são de 50 a 150 mg/L. 
 
RSS – Resíduo Sólido Sedimentável 
A determinação do teor de sólidos sedimentáveis é importante para o controle operacional e da eficiência de Estações de Tratamento de Efluente. Indica a
capacidade de sedimentação da matéria sólida e é determinado com o uso de Cones Imhoff. Efluentes domésticos brutos apresentam valores típicos de 5 a 20 ml/L.
 
 
SST ou RNFT 
Outro parâmetro importante referente à presença de sólidos nos efluentes domésticos são os Sólidos em Suspensão Totais (SST), também identificados como
Resíduos Não Filtráveis Totais (RNFT). 
Representa a matéria sólida que é retida, quando uma amostra de efluente é filtrada através de membrana filtrante apropriada. Os valores típicos para efluente bruto
ficam na faixa de 120 a 360 mg/L. 
 
Surfactantes ou MBAS 
Os surfactantes são substâncias com a capacidade de formar espuma, ao se agregar à interface ar-água. Formam uma espuma estável e difícil de ser quebrada,
visualmente presente em rios que recebem grande quantidade de efluente bruto. Os tipos mais comuns estão presentes nos produtos de limpeza e cosméticos. 
Portanto, é necessário a análise dos parâmetros para a adoção do tratamento mais eficiente que irá remover e tratar de acordo com os padrões exigidos pela
normativa. 
 
Saiba Mais
O vídeo abaixo apresenta uma integração sobre a importância do tratamento de efluentes e afluentes, bem como as normas e cuidados que
devem ser seguidos nestes processos. Foram abordadas as principais etapas do tratamento e a linha de equipamentos fabricados e
comercializados pela Hanna Instruments.  
Título do vídeo: Webinar - Tratamento de água e efluentes ETA e ETE (parâmetros físico-químicos)  
Vídeo
 
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia o Capítulo 3 do livro Tratamento de águas e efluentes, escrito por Adriano de Souza Shorr.  
https://www.youtube.com/embed/vIDwdfrk5mA
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https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/202010/pdf/0?code=ykv45mAGCMadILOhhVhfkFi5+369blxMcSMqKlGwAtVD+djfqfYXoDAQefatwHT/1pV7p3e2Ji05rhTeIJXRrQ==
6 Eficiência do Tratamento de Efluentes 
A demanda atual para o tratamento de efluentes não encontra incentivo apenas para o cumprimento da legislação ou devido à fiscalização através dos órgãos
ambientais, mas também na conscientização da população de que o tratamento é importante para a saúde coletiva, pois além de melhorar visualmente o ambiente,
reduz a incidência de doenças, principalmente nas populações mais carentes. A eficiência de um tratamento é calculada a partir do resultado da remoção de
poluentes, sendo avaliada a partir das concentrações na corrente bruta e tratada. Leia o livro indicado no Fique por Dentro. A seguir, leia o artigo “Análise da
eficiência de uma estação de tratamento de efluentes compacta com incremento de sua carga orgânica através da adição de resíduos sanitários”.
No tratamento de efluentes, busca-se estabilizar a matéria orgânica e remover os demais poluentes na sua totalidade para a garantia da eficiência do tratamento. A
figura a seguir, indica valores teóricos para a eficiência de diversos sistemas de tratamento, medidos em função da redução de matéria orgânica (DBO). 
 
Figura 05 – Eficiência na remoção de DBO  
Fonte: Adaptado de Von Sperling, 2005  
 
Para determinar o processo de tratamento do esgoto é necessário considerar o nível de eficiência desejado, ou seja, a qualidade do efluente final, compatível com a
necessidade do corpo receptor. Leva-se em conta, também, a área disponível para sua locação, o custo e a complexidade de implantação e operação de cada
processo, as condicionantes ambientais relativas à localização da unidade, a produção e disposição de lodos e a necessidade do uso de produtos específicos. 
 
Principais processos convencionais de tratamento do esgoto 
O processo de lodos ativados é bastante utilizado em situações em que se deseja uma elevada qualidade do efluente com baixos requisitos de área. As principais
variantes desse sistema são o convencional e aeração prolongada. 
 
Lodo ativado convencional 
Este processo consiste na estabilização da matéria orgânica por microrganismos aeróbios. Tem como princípio básico o retorno das bactérias presentes no
decantador para o tanque de aeração, elevando assim, a concentração de bactérias nesta unidade. Quanto mais bactérias houver em suspensão, maior será a
assimilação da matéria orgânica presente no esgoto bruto. 
 
Figura 06 – Esquema do lodo ativado convencional  
Fonte: Adaptado de Von Sperling, 2005  
 
Lodo ativado aeração prolongada 
Nessa técnica o fluxograma do tratamento do lodo requer apenas uma etapa de adensamento e desidratação, dispensando a etapa de digestão (estabilização).
Usualmente, os sistemas de aeração prolongada não possuem decantadores primários, a fim de evitar a necessidade de estabilizar o lodo primário. Com isso,
obtém-se uma grande simplificação no fluxograma do processo, por não obter decantadores primários nem unidades de digestão de lodo. 
 
https://www.univates.br/bduserver/api/core/bitstreams/80d50ff3-c339-414e-92e1-760c0e768c03/content
https://www.univates.br/bduserver/api/core/bitstreams/80d50ff3-c339-414e-92e1-760c0e768c03/content
Figura 07 – Esquema do lodo ativado aeração prolongada
Fonte: Adaptado de Von Sperling, 2005  
 
Tanque séptico + filtro anaeróbio: 
O sistema de tanques sépticos seguidos de filtros anaeróbios tem sido bastante utilizado no meio rural e em comunidades de pequeno porte. 
 
Figura 08 – Esquema do Tanque Séptico + Filtro Anaeróbio  
Fonte: Adaptado de Von Sperling, 2005  
 
Reator UASB 
No Brasil, esta técnica é a principal tendência. Nos reatores UASB, a biomassa cresce dispersa no meio. O processo consiste essencialmente de um fluxo
ascendente de esgotos, através de um leito de lodo denso e de elevada atividade, que causa a estabilização de grande parte da matéria orgânica pela biomassa. 
 
Figura 09 – Esquema do Reator UASB  
Fonte: Adaptado de Von Sperling, 2005  
Os reatores UASB dificilmente produzem efluentes que atendem aos padrões estabelecidos pela legislação ambiental. Diante desse fato, torna-se de grande
importância o pós-tratamento dos efluentes dos reatores UASB, como uma forma de adequar o efluente tratado aos requisitos da legislação ambiental e propiciar a
proteção dos cursos d’água. 
 
Lagoas de estabilização 
São as lagoas anaeróbias e facultativas: o esgoto bruto entra em uma lagoa de menor dimensão e mais profunda, na qual, geralmente, não ocorre a realização da
fotossíntese, criando um ambiente anaeróbio. A decomposição da matéria orgânica nesse tipo de lagoa é apenas parcial. 
 
Figura 10 – Lagoas de estabilização  
Fonte: Adaptado de Von Sperling, 2005  
 
A tabela abaixo indica a eficiência de cada tratamento para a remoção e tratamento dos parâmetros de análise para os efluentes.
 
 Sistema
Eficiência média de remoção (%)
 DBO DQO SS NT PT CF
Lagoa facultativa 75-85 65-80 70-8090-99
Lagoa aerada 75-85 65-80 70-80 50 99,99-99,99
Tanque séptico + filtro 80-85 70-80 80-90técnica a ser adotada.
Esta etapa é realizada por meio de operações físicas unitárias e processos químicos e biológicos, que são agrupados de forma a compor o sistema de tratamento de
esgoto nas fases líquida e sólida, cujo nível dependerá do conjunto adotado. 
 
https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/21208/6/DimensionamentoCompara%c3%a7%c3%a3oSistemas.pdf
https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/21208/6/DimensionamentoCompara%c3%a7%c3%a3oSistemas.pdf
Figura 11 – Esquema convencional de ETE Fonte: Adaptado de FILHO, 2010.
 
As operações físicas unitárias consistem em adotar métodos de tratamento nos quais predominam a aplicação de processos físicos como: gradeamento, mistura,
sedimentação, flotação e filtração.
Para os processos químicos são adotados métodos de tratamento em que a remoção ou conversão dos poluentes se faz pela adição de produtos químicos ou outras
reações químicas, como desinfecção e precipitação e, eventualmente, adsorção, por leito de carvão ativado. 
Por fim, quanto aos processos biológicos, são adotados métodos de tratamento aeróbio e anaeróbios, que têm por objetivo remover poluentes que podem interferir,
negativamente, no funcionamento dos equipamentos. Os mais utilizados incluem tanque séptico e filtro anaeróbio, lodo ativado, filtro biológico, lagoas de
estabilização e disposição e tratamento no solo.
 
 
Saiba Mais
A Norma NBR 12209/1992 fixa as condições exigíveis para a elaboração de projeto hidráulico-sanitário de estações de tratamento de esgoto
sanitário (ETE), observada a regulamentação específica das entidades responsáveis pelo planejamento e desenvolvimento do sistema de esgoto
sanitário.
Para aprofundar ainda mais seus conhecimentos, leia o artigo NBR 12209 – Projeto de estações de tratamento de esgoto sanitário, escrito por
Associação Brasileira de Normas Técnicas.
 
8 Estudo de Caso
ANÁLISE DE EFLUENTE BRUTO E PROPOSTA DE ESTAÇÃO DE
TRATAMENTO DE EFLUENTES EM INDÚSTRIA CERVEJEIRA DO
VALE DO TAQUARI.
Mundialmente conhecida, a cerveja é uma bebida alcoólica que tem conquistado espaço no mercado, sendo o Brasil o terceiro maior produtor mundial. Indústrias
do ramo cervejeiro buscam melhorias e aumento de volume de produção, o que acarreta geração de resíduos da fabricação, e o tratamento e descarte correto destes
são essenciais para redução dos impactos ambientais. Nesse caso, qual a técnica mais adequada para o tratamento de efluentes gerado na fabricação da cerveja? 
 
Vídeo
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia o Capítulo 11 do livro Sistemas sustentáveis de esgoto, escrito por Sérgio Mendonça e Luciana
Coêlho Mendonça.
https://salatecnica.com.br/cursos/Arquivos/NBR%2012209%20-%201992%20-%20Projeto%20de%20Esta%C3%A7%C3%B5es%20de%20Tratamento%20de%20Esgoto%20Sanit%C3%A1rios.pdf
https://player.vimeo.com/video/877679043?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479
https://player.vimeo.com/video/877679043?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479
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https://player.vimeo.com/video/877679043?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/158867/pdf/0
9 Orientações para a entrega da fase
Apresentamos o conceito sobre o sistema de esgotamento sanitário, a estação de tratamento de efluentes e seus níveis de tratamento. Com isso, você irá apresentar
um memorial de cálculo, com os dados de um projeto de tratamento de efluente para a região de estudo adotada, estimando a vazão de projeto requerida e demais
vazões de projeto, consumo per capta, para se determinar a melhora técnica e mais adequada para tratamento dos efluentes, de acordo com o modelo abaixo. 
 
Modelo de Entrega -
Fase 3
Titulo
0.80MB
Ouça o podcast abaixo para auxiliar na produção da sua entrega.
Vídeo
10 Orientação para Entrega Final
 
Vídeo
11 Referências
Referências Complementares
ALEM SOBRINHO, P.; TSUTIYA, M.T. – Coleta e transporte de Esgoto Sanitário, 3 ed. ABES. Rio de Janeiro, 2011. 
BRASIL; CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Resolução No 430, de 13 de maio de 2011. Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de
efluentes, complementa e altera a Resolução no 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional do Meio Ambiente- CONAMA. Diário Oficial [da] União, n.
92, 16 maio 2011, p. 89. Brasília, 2011. 
BRASIL; ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABTN. NBR 12208, de novembro de 2011. Projeto de estações elevatórias de esgoto
sanitário. 
BRASIL ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABTN. NBR 12209, de novembro de 2011. Projeto de estações de tratamento de esgoto. 
BRASÍLIA: Núcleo Sudeste de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental – NUCASE. Processos de tratamento de esgotos: guia do
profissional em treinamento: nível 1 / Ministério das Cidades. Brasília, 2008. 72 p. 
FILHO, N. V. C. – Tratamento de Água e Efluentes. Notas de Aula. Departamento de Engenharia Ambiental. Universidade Federal da Bahia, BA. 2010.
PHILIPPI JR. A., ROMERO M.A., BRUNA C.G. Curso de gestão ambiental. Barueri, SP: Manole, 2004.
PHILIPPI JUNIOR, Arlindo; GALVÃO JUNIOR, Alceu de Castro. Gestão do saneamento básico: abastecimento de água e esgotamento sanitário.1 ed.
Barueri:Manole,2012.
RUPPENTHAL, Janis Elisa. Gestão ambiental. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, Colégio Técnico Industrial de Santa Maria; Rede e-Tec Brasil,
2014.128 p.
SANTOS, A. S. P. – A importância do tratamento dos esgotos. Notas de Aula. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental -ESA. Universidade Federal de
Juiz de Fora, MG. 2013. 
VON SPERLING, M. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgoto. 3. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2005. 588 p.
 
12 Aula ao vivo
Para acessar a sua agenda de aulas ao vivo, os links para ingressar nas aulas e as gravações, siga os seguintes passos:
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Faça o login com o seu e-mail institucional (seunomeesobrenome@celsoonline.com.br) e a sua senha
Entrega Final Dia da entrega: 16/06/2025
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Entrega Final - Opcional
Arquivo Entregue por:
https://lo-tus.celsotech.io/files/0f019490389d90812235faf23def5fd3+movI8Gl1fIDwM3KS8KsUJyjwmPxBpx2I.1CmyNYcrASSDAIDV6iz0b7cS550RzBMWB9lDx51gYi4GO3pi2npjv8Z.oVgGtIRSySVjATgWBlJtFO9YZOEC9A.8xtbKVJQ
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https://teams.microsoft.com/v2/
Clique no calendário e confira a sua agenda com os dias e horários dassuas aulas, conforme print abaixo:
Você também pode clicar em “Equipes” para ver as equipes dos seus projetos e as gravações das aulas, na pasta “recordings”
 
Qualquer dúvida, clique aqui e entre em contato pelo Whatsapp (2ª a 6ª de 8 às 20h)
 
https://api.whatsapp.com/send?phone=552131953487&textpoluentes e contaminantes para adequar sua
qualidade aos padrões legais de lançamento, conforme a Resolução CONAMA 430/2011. 
A Resolução supracitada dispõe sobre condições, parâmetros, padrões e diretrizes para gestão do lançamento de efluentes em corpos de água receptores do
Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA. 
 
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Saiba Mais
O filme O Saneamento Básico retrata a história de uma pequena vila de descendentes de colonos italianos na serra gaúcha, em que a
construção de uma fossa para o tratamento do esgoto era uma emergência antiga e sempre foi ignorada pelas autoridades.  
Filme: O saneamento básico.
Nome do autor: Jorge Furtado.  
 
4 Panorama Brasileiro do Saneamento Básico: Um Direito Humano
No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição Federal e regulamentado pela Lei nº. 11.445/2007, tendo como um dos princípios a
universalização dos serviços de saneamento básico, para que todos tenham acesso ao abastecimento de água de qualidade e em quantidades suficientes às suas
necessidades, à coleta e tratamento adequado do esgoto e do lixo, bem como ao manejo correto das águas das chuvas. Leia a publicação do Sistema Nacional de
Saneamento abaixo para conhecer o panorama brasileiro do saneamento básico e suas principais atividades. 
O Brasil é signatário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento, adotada pela Revolução 41/128 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 04.12.1986.
Seu art. 01, item 1, dispõe: 
 1. O direito ao desenvolvimento é um direito humano inalienável em virtude do qual toda pessoa humana e todos os povos estão habilitados a participar do
desenvolvimento econômico, social, cultural e político, a ele contribuir e a dele desfrutar, no qual todos os direitos humanos e liberdades fundamentais possam ser
plenamente realizados. 
No art. 8º, os itens 1 e 2 declaram: 
§1. Os Estados devem tomar, a nível nacional, todas as medidas necessárias para a realização do direito ao desenvolvimento e devem assegurar, inter alia,
igualdade de oportunidade para todos em seu acesso aos recursos básicos, educação, serviços de saúde, alimentação, habitação, emprego e distribuição equitativa
de renda. Medidas efetivas devem ser tomadas para assegurar que as mulheres tenham um papel ativo no processo de desenvolvimento. Reformas econômicas e
sociais apropriadas devem ser efetuadas com vistas à erradicação de todas as injustiças sociais. 
§2. Os Estados devem encorajar a participação popular em todas as esferas, como um fator importante no desenvolvimento e na plena realização de todos os
direitos humanos. 
Todavia, o saneamento básico está estritamente ligado aos direitos humanos e expressamente reconhecido na Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento.
Dessa forma, entende-se que faz parte da realização plena dos direitos humanos, pois é um recurso básico e um serviço de saúde, corolário do direito ao
desenvolvimento. O intuito de analisar o saneamento básico dentro da ótica do desenvolvimento é exatamente destacar a importância desse serviço público para a
coletividade, suas múltiplas implicações e o acesso de todos. 
Há décadas, em decorrência da falta de saneamento básico, nosso país registra um número extremamente alto de internações, mortes e doenças, afetando
diretamente aquelas pessoas cuja renda e condições sociais são menos favorecidas. Tais doenças são decorrentes da má qualidade e quantidade das águas de
abastecimento, do lançamento irregular dos esgotos sanitários, da destinação inadequada dos resíduos sólidos, da ausência de uma drenagem efetiva para as águas
pluviais e, principalmente, da falta de uma educação sanitária. 
Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em 2018, 83,6% dos brasileiros possuíam acesso ao serviço de abastecimento de
água. E na questão do esgotamento sanitário os percentuais estavam em 53,2% da população que era atendida com coleta de esgoto. Ao mesmo tempo, somente
46,3% possuíam tratamento de esgoto. Em 2020, o volume de esgoto coletado no país foi de, aproximadamente, 6,6 bilhões de m³, dos quais 4,7 bilhões de m³
(71,9%) foram tratados. 
 
Saiba Mais
O saneamento básico é de suma importância para a vida humana, posto que controla diversas doenças que podem prejudicar a saúde por meio
de um conjunto de medidas que melhora a vida do cidadão. O Instituto Trata Brasil produziu um documentário sobre a importância da água e do
esgotamento sanitário em comunidades vulneráveis que passaram a receber esses serviços.  
Documentário: A luta pelo básico – Saneamento salvando vidas.  
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 144 a 149 do livro Saneamento Ambiental, escrito por Raquel Pompeo e Guilherme
Samways.  
Fique por dentro
Pesquisar o panorama do saneamento básico no Brasil é uma oportunidade de compreensão dos aspectos conceituais, institucionais,
técnicos, de processos, de alternativas, peculiaridades, dados atuais e desafios que a sociedade brasileira tem pela frente para garantir o
acesso de todos os cidadãos aos benefícios do saneamento. Para aprofundar seus estudos, leia o artigo Panorama do saneamento básico do
Brasil, escrito pela Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional.  
https://www.youtube.com/watch?v=JkmDYKDrCmA
https://tratabrasil.org.br/documentario-a-luta-pelo-basico/
https://plataforma.bvirtual.com.br/Account/Login?redirectUrl=%2FLeitor%2FPublicacao%2F185167%2Fpdf%2F0
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/saneamento/snis/produtos-do-snis/panorama-do-saneamento-basico-do-brasil
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/saneamento/snis/produtos-do-snis/panorama-do-saneamento-basico-do-brasil
Nome do autor: Instituto Trata Brasil.  
 
5 Impactos Ambientais
Em análise ao atendimento dos serviços de saneamento básico, ao longo dos anos, no Brasil, ressalta-se ainda que a maioria dos problemas sanitários que afetam a
população mundial está intrinsecamente relacionada ao meio ambiente. Um exemplo disso é a diarreia que, com mais de quatro bilhões de casos por ano, é uma das
doenças que mais aflige a humanidade. Entre as causas dessa doença, destacam-se as condições inadequadas ou simplesmente a inexistência de um sistema de
saneamento adequado, que tem agravado, especialmente em áreas desfavorecidas, o quadro epidemiológico. Leia o livro indicado para conhecer a poluição
ambiental e os impactos ao meio ambiente. 
A população, em suas atividades diárias, ao utilizar a água em sanitários, pias e ralos, despeja materiais orgânicos e químicos que a contaminam. O ideal é que essa
água contaminada pelas impurezas das atividades seja coletada e levada até um local no qual se realize um tratamento adequado antes de lançá-la em corpos
d’água, que podem servir como fontes de abastecimento para outras cidades. 
A condição das atividades de saneamento básico reflete diretamente na saúde da população. O lançamento de esgotos não tratados em cursos d'água, a drenagem de
áreas urbanas contaminadas e a má disposição dos resíduos sólidos contribuem para o aporte de contaminantes nas águas superficiais e subterrâneas, eventualmente
utilizadas como fontes para o abastecimento humano. 
A cidade que não realiza seus serviços de saneamento básico, de forma adequada, não só prejudicará sua própria população, comprometendo a qualidade de vida
dos habitantes e do meio ambiente, como também poderá ser responsável por prejudicar os serviços de cidades vizinhas. Por isso, os componentes de saneamento
básicoestão interligados e devem ser prestados de forma conjunta e adequada. 
O déficit de atendimento dos serviços de esgotamento sanitário no Brasil tem resultado em parcela significativa de esgotos sem tratamento e sem destinação
adequada, por vezes dispostos diretamente nos corpos d’água, comprometendo a qualidade das águas para diversos usos, com implicações danosas à saúde pública
e ao equilíbrio do meio ambiente. 
De acordo com o Instituto Trata Brasil, a ausência de saneamento básico já impactava o sistema de saúde mesmo um ano antes da Covid-19 começar no Brasil.
Foram mais de 273 mil internações por doenças de veiculação hídrica, um aumento de 30 mil hospitalizações comparativamente ao ano anterior (2018). A
incidência foi de 13,01 casos por 10 mil habitantes, gerando gastos ao país de R$ 108 milhões, segundo a base de dados do DataSUS. 
Portanto, o principal impacto ambiental está associado à condição de poluição dos corpos hídricos, devido à falta de um sistema de tratamento eficaz para os
efluentes. Tal contaminação eleva a condição insalubre de milhões de pessoas no Brasil, sendo sistematicamente expostas a patógenos, em processos quase
contínuos de reinfecções pelos mais distintos agentes biológicos ligados à contaminação hídrica, de alimentos e ausência de serviços de tratamento de efluentes. 
 
Saiba Mais
Usando cenários reais de cidades importantes do Brasil, o documentário com os embaixadores do Trata Brasil busca mostrar a triste realidade
que o país ainda enfrenta quando o assunto é abastecimento de água, coleta e tratamento dos esgotos.  
Título do vídeo: A realidade do saneamento básico do país.
Nome do autor: Instituto Trata Brasil.  
 
6 Desafios do Saneamento Básico
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 58 a 86 do livro Saneamento Ambiental, escrito por Raquel Pompeo e Guilherme Samways.  
Para aprofundar seus estudos, leia o artigo Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas, escrito pela Secretaria Nacional do
Saneamento Ambiental.    
https://www.youtube.com/watch?v=69N9aYM9bco&t=4s
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0
https://arquivos.ana.gov.br/imprensa/publicacoes/ATLASeESGOTOSDespoluicaodeBaciasHidrograficas-ResumoExecutivo_livro.pdf
Em virtude do crescimento populacional, a quantidade de esgotos lançados nos córregos, rios, represas e lagos, próximos às aglomerações, aumentou de tal forma
que a capacidade de autodepuração desses corpos receptores foi superada pela carga poluidora dos efluentes. Com isso, a escassez e a poluição dos recursos
hídricos têm graves consequências no âmbito social, econômico e ambiental. Leia o relatório da Secretaria Nacional de Saneamento, no qual são apresentados os
principais desafios do saneamento básico no Brasil. 
A água é um meio fundamental para proporcionar, à sociedade, condições de vida, práticas de higiene e desenvolvimento econômico. No entanto, sua
disponibilidade, preservação e qualidade encontram-se cada vez mais ameaçadas e dependentes de programas e ações de gerenciamento. 
A falta desse recurso mineral em quantidade adequada e a disponibilidade de forma irregular para a sociedade impactam-na significativamente, de forma negativa,
apresentando graves consequências que podem: 
– comprometer o equilíbrio dos ecossistemas, dificultando a conservação da flora e da fauna, além da diluição de efluentes; 
– provocar doenças por causa da má qualidade ou pela falta de água em quantidade suficiente para as necessidades mínimas. 
É fundamental para a saúde pública a disponibilização de água de boa qualidade. 
O abastecimento de água acarreta algumas adversidades para as cidades, pois todo o curso de água irá se transformar em esgoto. 
Segundo Von Sperling (2005), a poluição das águas é definida como todo corpo d’água que sofreu alterações à sua natureza, por formas de energia direta ou
indireta, que, de alguma maneira, prejudicou os usos legítimos a que se destinava inicialmente. 
De acordo com a Lei 6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente), a poluição é definida como a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades
que, direta ou indiretamente, possam: 
– prejudicar a saúde, a segurança e o bem-estar da população; 
– criar condições adversas às atividades sociais e econômicas; 
– afetar desfavoravelmente a biota, as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; 
– lançar matérias ou energias em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.
Para isso, há a adoção de um sistema de esgotamento sanitário, que se compõe do conjunto de obras, instalações, equipamentos e serviços destinados a coletar,
transportar, tratar, condicionar e encaminhar somente esgoto sanitário a uma disposição final conveniente, de modo contínuo e higienicamente seguro, atendendo
aos padrões legais existentes para proteger o meio ambiente. 
As atividades do saneamento básico são essenciais para a promoção e manutenção da qualidade de vida de uma sociedade e do meio ambiente. Tais componentes
estão interligados e a má prestação de um dos serviços pode influenciar negativamente em outro. 
 
Saiba Mais
Além do desafio de saúde pública no país, devido à pandemia de covid-19, o Trata Brasil mostra que há, ainda, o desafio histórico da falta de
saneamento básico, que acaba levando pessoas aos hospitais diariamente. A matéria publicada pelo Ministério da Saúde, em 2022, apresenta os
dados sobre os surtos de doenças de veiculação hídrica no país.  
Título da matéria: Surtos de doenças de transmissão hídrica e alimentar no Brasil – Informe 2022.  
Nome do autor: Ministério da Saúde.  
Título da matéria: Injustiças e negligências no contexto atual de saneamento e saúde pública.
Nome do autor: Instituto Trata Brasil.  
 
7 Características dos Esgotos Domésticos
Popularmente chamada de esgoto, as águas residuárias ou efluentes compreendem todo o volume de água com características naturais alteradas após o uso
doméstico, comercial ou industrial. São caracterizadas como uma substância com grau de impureza que varia de acordo com sua utilização e que contém agentes
contaminantes e potencialmente prejudiciais à saúde humana e à natureza de modo geral. Para entender as características do esgoto doméstico, veja, no Fique por
Dentro, o infográfico com as informações sobre o uso da água em diversas atividades. 
 
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 19 a 40 do livro Saneamento ambiental, escrito por Raquel Pompeo e Guilherme Samways.  
Para aprofundar seus estudos, leia o artigo Ranking do saneamento do Instituto Trata Brasil de 2023 (SNIS 2021), escrito por Gesner Oliveira,
Pedro Scazufca e Pedro Levy Sayon, do Instituto Trata Brasil.    
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dtha/publicacoes/surtos-de-doencas-de-transmissao-hidrica-e-alimentar-no-brasil-informe-2022/view
https://tratabrasil.org.br/wp-content/uploads/2023/02/Revista-TRATA-BRASIL-Edicao-7-Dez-2022.pdf
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0
https://tratabrasil.org.br/ranking-do-saneamento-2023/
Panorama do Saneamento Básico do Brasil — Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (www.gov.br)
 
Os esgotos, efluentes, águas servidas ou residuárias são todos os resíduos líquidos provenientes de indústrias e domicílios, que necessitam de tratamento adequado
para que sejam removidas suas impurezas, e, assim, possam ser devolvidos à natureza sem causar danos ao meio ambiente e à saúde humana. É um sistema
destinado a escoar e tratar os dejetos dos diversos aglomerados populacionais. Os tipos considerados de esgoto são: 
– esgotos domésticos; 
– esgotos industriais; 
– água de infiltração e águas pluviais. 
Esgoto doméstico: denominação genérica para despejos líquidos residenciais, comerciais e possíveis águas de infiltração na rede coletora, os quais podem conter
parcela de efluentes industriais e efluentes não domésticos. Incluem as águas contendo matéria fecal e as águas servidas,resultantes de banho e de lavagem de
utensílios e roupas. 
Águas de infiltração e águas pluviais: as águas de infiltração são águas subterrâneas originárias do subsolo. Quando os sistemas de coleta e afastamento estão
construídos abaixo do nível do lençol freático, as águas do subsolo penetram nos mesmos por meio dos seguintes meios: 
– pelas juntas das tubulações; 
– pelas paredes das tubulações; 
– mediante estruturas dos poços de visita, tubos de inspeção e limpeza, terminal de limpeza, caixas de passagem, estações elevatórias etc. 
As águas pluviais são procedentes das chuvas coletadas e direcionadas para as galerias pluviais, que são os sistemas de dutos subterrâneos destinados à captação e
ao escoamento das águas pluviais coletadas pelas bocas coletoras ou sarjetas. As galerias evitam acúmulos de águas nas vias públicas e levam a água até os rios,
córregos e mares. 
Em virtude de uma variação de usuários e possíveis pontos de contribuição, para o planejamento e gerenciamento do sistema de esgotamento sanitário, é necessário
conhecer as características qualitativas e quantitativas dos efluentes em análise conjunta com outros aspectos ambientais, sociais e legais da bacia hidrográfica, a
fim de adotar o sistema mais adequado a ser implantado. Tais características são divididas e listadas a seguir. 
Qualitativas: para a análise dos efluentes, também são utilizados indicadores que determinam o potencial poluidor dos fluidos em questão. Esses parâmetros são
divididos em três categorias: físicos, químicos e biológicos.  
Quantitativas: os parâmetros quantitativos considerados na caracterização dos efluentes possibilitam a avaliação do impacto da poluição por meio da
quantificação das cargas poluidoras e da eficácia das medidas de controle, sendo vazão, carga de despejo e equivalente populacional. 
Por fim, a análise das características qualitativas e quantitativas são de extrema importância para adotar o melhor sistema de esgotamento sanitário em uma
determinada região. 
 
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 144 a 146 do livro Saneamento ambiental, escrito por Raquel Pompeo e Guilherme
Samways.  
Para aprofundar seus estudos, leia o infográfico Panorama do saneamento básico do Brasil, escrito pela Secretaria Nacional de Saneamento
do Ministério do Desenvolvimento Regional.    
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/saneamento/snis/produtos-do-snis/panorama-do-saneamento-basico-do-brasil
Saiba Mais
O déficit de atendimento dos serviços de esgotamento sanitário no Brasil tem resultado em parcela significativa de esgotos sem tratamento e
sem destinação adequada, por vezes dispostos diretamente nos corpos d’água, comprometendo a qualidade das águas para diversos usos, com
implicações danosas à saúde pública e ao equilíbrio do meio ambiente. A ANA elabora publicações que tratam da interface do saneamento e
recursos hídricos, com o intuito de qualificar a tomada de decisão e orientar o desenvolvimento de ações e a aplicação dos recursos financeiros
do setor de saneamento, com a visão da bacia hidrográfica e do uso sustentável dos recursos hídricos.  
Título da matéria: Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas.
Nome do autor: Agência Nacional das Águas.  
 
8 Sistema de Esgotamento Sanitário
A coleta e o transporte das águas residuárias, desde a origem até o lançamento final, constituem o fundamento básico do saneamento de uma população. Os
condutos que recolhem e transportam essas vazões são denominados de coletores e o conjunto deles compõe a rede coletora. A rede coletora, os emissários e as
unidades de tratamento compõem o que é denominado sistema de esgotos sanitários. 
O sistema de esgotamento sanitário compõe-se do conjunto de obras, instalações, equipamentos e serviços destinados a coletar, transportar, tratar, condicionar e
encaminhar somente esgoto sanitário a uma disposição final conveniente, de modo contínuo e higienicamente seguro, atendendo aos padrões legais existentes para
proteger o meio ambiente. 
Contudo, para Philippi Jr. (2014), esse sistema deve ser planejado e operado de modo a atender aos aspectos demonstrados a seguir. 
Sanitário: objetiva o tratamento dos efluentes com nível de eficiência que atenda aos padrões de lançamento e de qualidade das águas, de modo a evitar risco de
agravo à saúde e à qualidade de vida, e que proteja o meio ambiente. 
Estético: o processo de eutrofização em corpos d’água, que é o crescimento excessivo da flora aquática, interfere nos usos desejáveis, podendo impedir atividades
de lazer e pesca, por exemplo. A poluição pode também alterar a cor e o odor dos corpos d’água. 
Socioeconômico: a poluição dos recursos hídricos pelo lançamento in natura de águas residuárias pode impactar os indicadores de agravo à saúde e, portanto,
aumentar a demanda por serviços sanitários e absenteísmo da força de trabalho. Pode ocorrer, ainda, aumento dos custos dos sistemas de tratamento de águas para
abastecimentos residenciais e industriais. Além disso, inviabilizar também o uso previsto, conforme o grau de poluição, impedindo o uso para fins de agricultura e
certos processos industriais, com reflexos negativos para o desenvolvimento da região. Para que esses aspectos sejam adequadamente considerados, três etapas
importantes devem ser consideradas no processo com um todo. Leia-as a seguir. 
Mobilização da comunidade: compreende o conjunto de atividades para a criação de clima propício à discussão e à implementação do sistema de esgotamento
sanitário. É nessa etapa que se obtém a prioridade política, ou seja, o compromisso entre os atores da comunidade para o desenvolvimento das atividades de
planejamento e implementação do sistema. 
Planejamento do sistema: compreende as atividades de diagnóstico, em que se levantam os dados prioritários para o projeto, como também a elaboração do plano
diretor do sistema de tratamento de esgoto. 
Implantação e operação do sistema: compreende as atividades de implantação e monitoramento para avaliação permanente do sistema. 
A concepção de um sistema de esgoto sanitário é caracterizada como o conjunto de estudos e conclusões referentes ao estabelecimento de todas as diretrizes,
parâmetros e definições necessárias e suficientes para a caracterização completa do sistema a projetar, tendo como objetivos: 
– identificação e quantificação de todos os fatores intervenientes com o sistema de esgotos; 
– diagnóstico do sistema existente, considerando a situação atual e futura; 
– estabelecimento de todos os parâmetros básicos de projeto; 
– pré-dimensionamento das unidades dos sistemas para as alternativas selecionadas; 
– escolha da alternativa mais adequada mediante a comparação técnica, econômica e ambiental, entre as alternativas; 
– estabelecimento das diretrizes gerais de projeto e estimativa das quantidades de serviços que devem ser executados na fase de projeto. 
Portanto, o estudo de concepção pode, às vezes, ser precedido de um diagnóstico técnico e ambiental da área em estudo ou, até mesmo, de um plano diretor da
bacia hidrográfica. 
 
Saiba Mais
Leia o relatório anual 2020 sobre o Plano Nacional de Saneamento Básico.  
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 146 e 147 do livro Saneamento ambiental, escrito por Raquel Pompeo e Guilherme
Samways.  
Para aprofundar seus estudos, leia o artigo Atlas Esgotos, escrito por Agência Nacional das Águas.  
 
Para aprofundar seus estudos, leia o infográfico Panorama do saneamento básico do Brasil, escrito por Secretaria Nacional de Saneamento
do Ministério do Desenvolvimento Regional.  
 
https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiZjA1ZjQwZWUtYmRkYS00YjM0LWFhMjItMTMyOTQ0NDljNGQyIiwidCI6ImUwYmI0MDEyLTgxMGItNDY5YS04YjRkLTY2N2ZjZDFiYWY4OCJ9
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/saneamento/plansab/2RELATRIODEAVALIAOANUALDOPLANSAB2020.pdf
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0
http://atlasesgotos.ana.gov.br/https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/saneamento/snis/produtos-do-snis/panorama-do-saneamento-basico-do-brasil
O Webinar Água e Saneamento abaixo apresenta as diretrizes e opiniões do CEBDS com o foco de discutir e revisar ações para a promoção dos
objetivos do saneamento básico, para o desenvolvimento sustentável.  
Vídeo
 
9 Estudo de Caso
A concepção de um sistema de esgoto sanitário consiste em um conjunto de estudos referentes ao local para determinar a melhor solução técnica de tratamento. O
município de Mogi das Cruzes está localizado na região metropolitana de São Paulo e possui uma população serrana considerável. A zona rural ocupa mais da
metade do território do município, a atividade econômica de agricultura e pecuária têm mais de 100 anos, com destaque para agricultores e produtores de
hortaliças, que utilizam água diretamente dos rios locais para irrigação. Muitas vezes, esses produtores têm problemas na qualidade da água, podendo comprometer
seus trabalhos e até mesmo a saúde de suas famílias e consumidores. A falta de serviços de saneamento básico nessas propriedades rurais agrava a poluição dos
corpos hídricos da região. Considerando a NBR 9648 – Estudo de Concepção de Sistemas de Esgoto Sanitário, para solucionar o problema de saneamento da
comunidade rural de Mogi das Cruzes, quais seriam as análises para se determinar a técnica mais adequada de tratamento do esgoto? 
 
Ouça agora a resolução do estudo de caso:
Vídeo
10 Orientações para a entrega da fase
Até aqui, foi apresentado um resumo sobre o conceito de esgotos domésticos, fazendo o alinhamento da caracterização com os padrões de lançamento em corpos
hídricos, de acordo com a legislação ambiental. Foram identificados, também, os impactos ambientais relacionados à poluição dos corpos hídricos e suas principais
consequências à população. Como forma de tratamento do esgoto doméstico, foi apresentada a concepção do sistema de esgotamento sanitário, bem como os
aspectos determinantes para a adoção da técnica de tratamento mais adequada à região. 
Agora, a partir desses conhecimentos, você irá realizar uma pesquisa descritiva sobre o panorama brasileiro do nível de serviço da coleta, tratamento e disposição
de efluentes domésticos e seus impactos, bem como o panorama de atendimento do sistema de esgotamento sanitário do seu município, de acordo com o modelo
apresentado. 
 
Modelo de Entrega -
Fase 1  
Titulo
0.17MB
Vídeo
11 Aula ao vivo
Para acessar a sua agenda de aulas ao vivo, os links para ingressar nas aulas e as gravações, siga os seguintes passos:
Acesse o Teams (Microsoft Teams)
Faça o login com o seu e-mail institucional (seunomeesobrenome@celsoonline.com.br) e a sua senha
Clique no calendário e confira a sua agenda com os dias e horários das suas aulas, conforme print abaixo:
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https://www.youtube.com/embed/BTszTdibsfc?t=7s
https://www.youtube.com/embed/BTszTdibsfc?t=7s
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https://lo-tus.celsotech.io/files/a9bf08d6df20299fbcaca04363734fe5+usx8h1fYLTu.9vt.k5QaeNRPoRejN54RHEBeCzgJVNJQo_pptg93Ed4IFSyHFVdxsLl7KoCdBKKlBNuEoynKNohnFzOyddMNfUQ55ULc13BSF7hbLa67O7.0mYirk.QA
https://player.vimeo.com/video/923851004?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479
https://player.vimeo.com/video/923851004?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479
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https://player.vimeo.com/video/923851004?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479
https://teams.microsoft.com/v2/
Você também pode clicar em “Equipes” para ver as equipes dos seus projetos e as gravações das aulas, na pasta “recordings”
 
Qualquer dúvida, clique aqui e entre em contato pelo Whatsapp (2ª a 6ª de 8 às 20h)
 
Fase 2 Dia da entrega: 11/02/2025
Atividades
Relembrar o conceito de efluentes industriais, sua geração, características e padrões de lançamento nos cursos d’água, de acordo com a legislação ambiental.
1. Apresentação da fase 2
2. Conceito e Características dos Efluentes Industriais
3. Legislação Ambiental
Identificar os impactos da disposição inadequada dos efluentes industriais.
1. Impactos Ambientais
2. Características Qualitativas dos Efluentes Industriais
Listar os parâmetros normativos sobre os aspectos construtivos do sistema de tratamento de efluentes industriais.
1. Sistema de Tratamento de Efluentes Industriais
2. Níveis de Tratamento
3. Estudo de Casos
4. Orientações para a entrega da fase
5. Aula ao vivo
1 Apresentação da fase 2
Agora vamos, relembrar o conceito de efluentes industriais, sua geração, características e padrões de lançamento nos cursos d’água, de acordo com a legislação
ambiental; Identificar os impactos da disposição inadequada dos efluentes industriais; Listar os parâmetros normativos sobre os aspectos construtivos do sistema de
tratamento de efluentes industriais. 
Vamos lá?
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Vídeo
 
2 Conceito e Características dos Efluentes Industriais
Os efluentes industriais são todos os resíduos líquidos provenientes dos processos, operações e/ou atividades, podendo ser líquido ou gasoso, contendo substâncias
tóxicas, águas pluviais contaminadas e esgotos sanitários, que necessitam de tratamento adequado, para que sejam removidas as impurezas, e assim, possam ser
devolvidos à natureza sem causar danos ao meio ambiente e à saúde humana. Assista ao vídeo abaixo para relembrar o conceito de efluentes industriais e
compreender suas características.
O desenvolvimento da civilização e o crescimento industrial, nos últimos séculos, impactaram de forma significativa a natureza e fizeram surgir um
questionamento importante, atualmente: o desenvolvimento sustentável. Desde o início do século XX, o tema “meio ambiente” se tornou uma das maiores
preocupações dos cidadãos e um tópico essencial de política governamental. Assim, diante das leis ambientais implantadas, as indústrias estão cada vez mais
preocupadas com a questão ambiental, a fim de evitar punições aplicáveis por estas leis.
Dentre as várias leis ambientais, vêm se destacando as que são referentes à proteção das águas, uma vez que esta é um bem essencial para a conservação da vida
humana.
A resolução 430/2011 do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu
enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 
De maneira geral, os poluentes da água são originados de três fontes principais: esgotos domésticos, despejos industriais e escoamento superficial.
Conforme a ABNT NBR nº 9800/1987, efluentes industriais são “despejos líquidos provenientes das áreas de processamento industrial, incluindo os originados nos
processos de produção, as águas de lavagem de operação de limpeza e outras fontes, que comprovadamente apresentempoluição por produtos usados ou
produzidos no estabelecimento industrial”.
Cada efluente possui particularidades inerentes ao processo produtivo de que resultam, para isso é importante elaborar soluções customizadas para todo o ciclo do
resíduo, envolvendo desde o gerenciamento, tratamento, reuso e, se necessário, descarte ambientalmente correto.
Os efluentes industriais são caracterizados pela sua composição, sendo:
efluente oleoso: oriundo das atividades que utilizam combustíveis, graxas e lubrificantes em seus processos de fabricação. É encontrado sob duas formas,
livre e emulsionado.
livre: não se mistura à água, por causa da diferença de densidade (permanece sempre sobre a água);
emulsionado: o óleo está misturado à água e, consequentemente, não podemos identificá-lo a olho nu.
Nas indústrias automobilísticas esses efluentes são gerados na lavagem de tanques, veículos e peças. Já na indústria alimentícia, o efluente oleoso está nos lugares
onde o pescado é armazenado, pois contêm níveis elevados de gordura e proteínas oleosas.
efluente com elevada carga orgânica: oriundo de diversos processos das indústrias de celulose, papel, laticínios e demais setores; são despejos que, ao serem
lançados em corpos d’água, sem o devido tratamento, impactam, severamente, o índice de qualidade do curso hídrico;
efluente com metais pesados: caracterizado por se apresentar no estado líquido ou gasoso, podendo causar danos irreversíveis às pessoas e ao meio
ambiente. É oriundo de indústrias metalúrgicas, galvanoplásticas e na incineração do lixo urbano, como também nas indústrias de plástico, cloro e tinta. Os
metais pesados podem ser encontrados em aparelhos elétricos e eletroeletrônicos.
efluente com contaminante emergente: oriundo dos processos de tratamento convencionais dos efluentes de hospitais, residências e indústrias que não
conseguem remover os resíduos de carvão ativado, processos oxidativos e membranas.
Todavia, para devolver esse efluente à natureza é necessário realizar o seu tratamento. Este, consiste em remover poluentes e contaminantes para adequar sua
qualidade aos padrões legais de lançamento, conforme a Resolução CONAMA 430/2011. 
A Resolução supracitada dispõe sobre condições, parâmetros, padrões e diretrizes para gestão do lançamento de efluentes em corpos de água receptores do
Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA.
Saiba Mais
O relatório do Ranking do Saneamento de 2023, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com GO Associados, apresenta uma análise
dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (SNIS) nos 100 maiores municípios do Brasil. Nesta edição do
Ranking, é observado que além da necessidade de os municípios alcançarem o acesso pleno à água potável e atendimento de coleta de esgoto, o
tratamento dos esgotos é o indicador que está mais distante da universalização, nas cidades, mostrando-se o principal gargalo a ser superado.
Ranking do Saneamento 2023
 
3 Legislação Ambiental
No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição Federal e regulamentado pela Lei nº. 11.445/2007. O Conselho Nacional do Meio
Ambiente - CONAMA é o órgão consultivo e deliberativo, instituído pela Lei 6.938/1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. Resolução
CONAMA nº 430, de 13 de maio de 2011 dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas   146   a   151   do livro   Saneamento ambiental, escrito por   Raquel Pompeo   e  
Guilherme Samways.  
https://player.vimeo.com/video/860281249?h=6c2c352508&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281249?h=6c2c352508&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281249?h=6c2c352508&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281249?h=6c2c352508&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281249?h=6c2c352508&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281249?h=6c2c352508&title=0&byline=0&portrait=0
https://tratabrasil.org.br/ranking-do-saneamento-2023/
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0
as condições e padrões de lançamento de efluentes, complementa e altera a Resolução nº 357, de 2005. Leia no fique por dentro o artigo do Ministério do Meio
Ambiente para conhecer sobre as diretrizes da resolução.
A poluição das águas é definida como todo corpo d’água que sofreu alterações em sua natureza, por formas de energia direta ou indireta, que de uma maneira
prejudicou os usos legítimos a que se destinava inicialmente (VON SPERLING, 2005).
Segundo a Lei 6.938/1981 – Política Nacional do Meio Ambiente, poluição é definida como a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que
direta ou indiretamente: 
prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; 
criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; 
afetem desfavoravelmente a biota; 
afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; 
lancem matérias ou energias em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.
O Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA é o órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente-SISNAMA, foi instituído pela
Lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, regulamentada pelo Decreto 99.274/90. 
A Resolução CONAMA n° 430 de 13 de Maio de 2011, foi criada para complementar e alterar a Resolução n° 357/2005 que dispõe sobre condições, parâmetros,
padrões e diretrizes para gestão do lançamento de efluentes em corpos de água receptores.
Dessa forma, com a vigência das resoluções, as indústrias são responsáveis por adotar medidas de controle e tratamento dos efluentes para a destinação final nos
corpos d’água. Assim, é possível mitigar os impactos e impedir que os solos e as águas superficiais (lagoas, rios, lagos) sejam contaminados. 
A Resolução prevê que os efluentes não poderão conferir, ao corpo receptor, características de qualidade em desacordo com as metas obrigatórias progressivas,
intermediárias e finais, do seu enquadramento. 
E segundo o Art.16 da Resolução Conama 430/2011, as condições e padrões de lançamento de efluentes, são:
a) - pH entre 5 e 9; 
b) - temperatura: inferior a 40ºC, sendo que a variação de temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3ºC na zona de mistura; 
c) - materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente
nula, os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes; 
d) - regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes à vazão média do período de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela
autoridade competente; V - óleos e graxas:
e) - óleos e graxas: 
1. óleos minerais: até 20mg/L; 
2. óleos vegetais e gorduras animais: até 50mg/L;
f) - ausência de materiais flutuantes; e
g) - Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5 dias a 20ºC): remoção mínima de 60% de DBO, sendo que este limite só poderá ser reduzido no caso de existência
de estudo de autodepuração do corpo hídrico que comprove atendimento às metas do enquadramento do corpo receptor.
É importante salientar que as empresas devem saber como gerenciar os seus efluentes, obedecendo aos padrões determinados para: pH, temperatura, materiais
sedimentáveis, óleos e graxas e várias outras substâncias solúveis, para lançamento dos corpos hídricos.
Saiba Mais
Na legislação ambiental, há normas pertinentes ao tratamento de efluentes, que são os resíduos em forma líquida. Existe um rigor sobre o
manejo dos efluentes, pois eles podem colocar em risco o meio ambiente e a saúde humana. Sendo assim, as empresas que se responsabilizam
por esses resíduos precisam ser vigilantes, conhecendo e aplicando as normais ambientais devidas.
As indústrias são uma das grandes geradoras de efluentes, já que a águaé usada em várias etapas dos processos de fabricação. Utiliza-se o
recurso, por exemplo, para a própria fabricação de produtos, lavagem e retenção de materiais, tratamentos químicos, biológicos, entre outros. A
água residual desses processos compõe os efluentes industriais, que podem estar contaminados e necessitam de tratamento.  
Para entender um pouco mais sobre a legislação do tratamento de efluentes, leia o artigo indicado.
Saiba quais as normas pertinentes ao tratamento de efluentes
 
4 Impactos Ambientais
Considerando-se as diversas atividades industriais, os efluentes gerados apresentam características diferentes. Nesse sentido, é importante uma análise criteriosa de
qual será o tratamento mais apropriado, a fim de mitigar os danos e atingir os níveis de enquadramento dos padrões de lançamento em corpos hídricos. Esse é um
ponto fundamental para assegurar que as indústrias desenvolvam seu trabalho, sem causar danos ao meio ambiente. Leia o livro indicado, para conhecer sobre os
impactos ambientais causados pela falta de tratamento adequado para os efluentes industriais.
Fique por dentro
A água resultante dos processos industriais é conhecida como efluente industrial e deverá passar por tratamento, antes de ser devolvida
aos corpos hídricos (rios, lagos, etc.). Esse tratamento é importante para eliminar ou neutralizar substâncias que possam alterar as
características dos corpos de água onde esse efluente for despejado. Por isso, existem leis e resoluções que asseguram parâmetros para
o lançamento destes efluentes nos corpos hídricos. Leia o artigo sobre a   Resolução CONAMA nº 430/11: o que ela dispõe e o que
mudou?
https://www.vertown.com/blog/saiba-quais-as-normas-pertinentes-ao-tratamento-de-efluentes/
https://www.vertown.com/blog/resolucao-conama-n-430-11-o-que-ela-dispoe-e-o-que-mudou/
https://www.vertown.com/blog/resolucao-conama-n-430-11-o-que-ela-dispoe-e-o-que-mudou/
As organizações estão cada vez mais preocupadas com as questões ambientais, e estão em busca de atender às prerrogativas das legislações ambientais aplicando
as soluções técnicas adequadas para o tratamento dos efluentes industriais. 
Quando os efluentes são lançados de forma inadequada, impactos negativos são causados nas características do solo e das fontes de água, podendo contaminar ou
poluir diferentes ecossistemas. 
A poluição se caracteriza pelas transformações nos aspectos estéticos, na forma ou na composição do espaço físico, ameaçando a saúde de plantas, animais e seres
humanos, apresentando:
danos graves em mananciais;
desequilíbrio do ecossistema aquático;
agravamento da poluição atmosférica (gases tóxicos);
alto índice de doenças de veiculação hídrica;
problemas sociais e econômicos.
Como forma de mitigar os impactos, é importante entender que cada efluente tem sua particularidade, inerente ao processo produtivo. Com isso, as empresas
devem buscar soluções técnicas para tratar e destinar, de forma correta, os seus efluentes, fazendo o gerenciamento dos processos e aplicando formas sustentáveis
para o manejo dos efluentes.
Saiba Mais
A descarga irregular de efluentes industriais em rios, córregos, lagos e outros mananciais é um grave problema que afeta ecossistemas e
populações de todo o planeta, e causa prejuízos econômicos, institucionais e perda de competitividade às empresas poluidoras. Para entender
sobre os impactos ambientais dos efluentes não tratados, leia o artigo indicado.
Efluentes Industriais Não Tratados: Impacto Ambiental e Desperdício da água de reuso.
 
5 Características Qualitativas dos Efluentes Industriais
Em virtude do crescimento populacional, a quantidade de esgotos lançados nos córregos, rios, represas e lagos, próximos às aglomerações, aumentou de tal forma
que a capacidade de autodepuração desses corpos receptores foi superada pela carga poluidora dos efluentes. Com isso, a escassez e a poluição dos recursos
hídricos têm graves consequências no âmbito social, econômico e ambiental. Leia o artigo “Ranking do saneamento do Instituto Trata Brasil de 2023”, no qual é
apresentado os principais indicadores do saneamento básico no Brasil.
Os efluentes industriais são correntes líquidas ou suspensões originárias de processos, operações e/ou atividades, podendo vir acompanhados também de águas
pluviais contaminadas e esgotos sanitários. Apresentam grande variações da composição e da quantidade, pois dependem da:
natureza e porte da indústria;
consumo de água;
tipos de matéria-prima;
nível de automação dos processos.
É necessário conhecer as características qualitativas e quantitativas dos efluentes, em análise conjunta com outros aspectos ambientais, sociais e legais da bacia
hidrográfica, a fim de adotar o sistema mais adequado a ser implantado.
As características qualitativas são utilizadas para a análise dos efluentes para determinar o potencial poluidor dos fluidos em questão. Esses parâmetros são
divididos em três categorias: físicos, químicos e biológicos. 
Quanto às impurezas de natureza física, são causadas por substâncias que afetam as características da água, independentemente de sua natureza química ou
biológica. As partículas sólidas em suspensão, orgânicas ou inorgânicas, podem alterar a cor e turbidez do corpo d’água. Além disso, poderão conferir
manifestações de odor e variações de temperatura. Os principais parâmetros físicos de caracterização dos esgotos sanitários são:
teor de sólidos: a matéria sólida total do esgoto pode ser definida como o teor que permanece como resíduo após evaporação a 103°c;
temperatura: é ligeiramente superior à temperatura das águas de abastecimento. a variação ocorre conforme as estações do ano, sendo mais estável que a
temperatura do ar. influencia na atividade microbiana, na solubilidade dos gases e na viscosidade do líquido;
cor: os sólidos dissolvidos são responsáveis pela coloração do esgoto, sendo ligeiramente cinza no esgoto fresco e cinza escuro ou preto no esgoto séptico;
turbidez: uma aparência turva é causada por uma grande variedade de sólidos em suspensão. esgotos mais frescos ou mais concentrados possuem maior
turbidez;
odor: é caracterizado como oleoso e desagradável no esgoto fresco, fétido e desagradável no esgoto séptico, devido ao gás sulfídrico e outros produtos da
decomposição.
No entanto, as impurezas de natureza química constituem-se de substâncias orgânicas e inorgânicas solúveis, sendo a fração orgânica representada por proteínas,
hidratos de carbono, fenóis e por uma série de substâncias artificiais fabricadas pelo homem, por exemplo: detergentes e defensivos agrícolas. 
Cerca de 70% dos sólidos, no esgoto, são de matéria de origem orgânica, que são uma combinação de carbono, hidrogênio, oxigênio e as vezes nitrogênio. As
substâncias orgânicas são constituídas, principalmente, por:
compostos de proteínas: 40 a 60%;
carboidratos: 25 a 50%;
gordura e óleos: 10%;
surfactantes, fenóis, pesticidas.
Os indicadores de análise para caracterização química do esgoto constituem: DBO, DQO, pH, Alcalinidade, Nitrogênio e Fósforo.
Fique por dentro
 
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 153   a   159   do livro   Saneamento ambiental, escrito por   Raquel Pompeo   e  
Guilherme Samways.
Leia também o artigo   Aspectos a impactos ambientais: efluentes industriais, escrito por   Aline Corrêa.  
https://www.fusati.com.br/efluentes-industriais-nao-tratados-impacto-ambiental-e-desperdicio-da-agua-de-reuso/
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/wp-content/uploads/kalins-pdf/singles/impactos-ambientais.pdf
E por fim, as impurezas de natureza biológica são representadas pelos seres vivos liberados junto com os dejetos humanos como, bactérias, vírus, fungos,
organismos patogênicos. A matéria inorgânica é formada, principalmente, pela presença de areia e de substâncias minerais dissolvidas, que são oriundas de água de
lavagem de ruas e de subsolo, que chegam às galerias ou se infiltram.
Os organismos são responsáveis pela decomposiçãoe estabilização da matéria orgânica, tanto na natureza como nas unidades de tratamento biológico. Os
principais organismos encontrados nos esgotos e rios são:
bactérias;
fungos;
protozoários;
vírus;
algas;
grupos de plantas e de animais.
As bactérias coliformes são típicas do intestino do homem e de outros animais de sangue quente; justamente por estarem sempre presentes no excremento humano
e serem de simples determinação, são adotadas como referência para indicar a grandeza da contaminação.
Os parâmetros quantitativos considerados na caracterização dos efluentes possibilitam a avaliação do impacto da poluição, através da quantificação das cargas
poluidoras, e da eficácia das medidas de controle, sendo: vazão, carga de despejo e equivalente populacional.
Por fim, a análise das características qualitativas e quantitativas são de extrema importância para se adotar o melhor sistema de esgotamento sanitário para uma
determinada região.
Saiba Mais
Assim como existe o ciclo da água, há também um ciclo para seu uso, pois é necessário garantir que a água que retorna ao corpo hídrico tenha
uma qualidade adequada, para se evitarem os problemas já citados. Para seu conhecimento, logo abaixo, apresenta-se um exemplo de ciclo do
uso da água, durante o qual sua qualidade é alterada a cada etapa.
Panorama do saneamento básico do Brasil
 
6 Sistema de Tratamento de Efluentes Industriais
A coleta e o transporte dos efluente desde a origem até o lançamento final constituem o fundamento básico do saneamento de uma população. Os condutos que
recolhem e transportam essas vazões são denominados de coletores, e o conjunto dos mesmos compõe a rede coletora. A rede coletora, os emissários, as unidades
de tratamento, compõem o que é denominado de sistema de esgotos sanitários. Para entender sobre o tipo de sistema de tratamento de efluentes industriais, veja no
Fique por dentro a indicação do livro.
O sistema de esgotamento sanitário se compõe do conjunto de obras, instalações, equipamentos e serviços destinados a coletar, transportar, tratar, condicionar e
encaminhar, somente esgoto sanitário, a uma disposição final conveniente de modo contínuo e higienicamente seguro, atendendo aos padrões legais existentes para
proteger o meio ambiente. Para que sejam atendidos os aspectos para construção do sistema, devem ser consideradas três etapas importantes no processo como um
todo:
mobilização da comunidade: compreende o conjunto de atividades para a criação de clima propício à discussão e à implementação do sistema de
esgotamento sanitário. É nessa etapa que se obtém a prioridade política, ou seja, o compromisso entre os atores da comunidade, para o desenvolvimento das
atividades de planejamento e implementação do sistema;
planejamento do sistema: compreende as atividades de diagnóstico, em que se levantam os dados prioritários para o projeto, como também a elaboração do
plano diretor do sistema de tratamento de esgoto;
implantação e operação do sistema: compreende as atividades de implantação e monitoramento, para avaliação permanente do sistema.
Segundo ALEM SOBRINHO e TSUTYA (1987) a concepção de um sistema de esgoto sanitário é um conjunto de estudos e conclusões referentes ao
estabelecimento de todas as diretrizes, parâmetros e definições necessárias e suficientes para a caracterização completa do sistema de tratamento do efluente.
Considerando as atividades que constitui a elaboração do projeto de um sistema de esgoto sanitário, a concepção é elaborada na fase inicial do projeto, tendo como
objetivos:
identificação e quantificação de todos os fatores intervenientes com o sistema de esgotos;
diagnóstico do sistema existente, considerando a situação atual e futura;
estabelecimento de todos os parâmetros básicos de projeto;
pré-dimensionamento das unidades dos sistemas, para as alternativas selecionadas;
escolha da alternativa mais adequada, mediante a comparação técnica, econômica e ambiental, entre as alternativas;
estabelecimento das diretrizes gerais de projeto e estimativa das quantidades de serviços que devem ser executados na fase de projeto.
Portanto, o estudo de concepção pode, às vezes, ser precedido de um diagnóstico técnico e ambiental da área em estudo ou, até mesmo, de um Plano Diretor da
bacia hidrográfica, visando determinar a técnica e o nível de tratamento adequado para o tratamento dos efluentes industriais.
Fique por dentro
 
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 19   a   40   do livro   Saneamento ambiental, escrito por   Raquel Pompeo   e  
Guilherme Samways.
Leia também o artigo   Ranking do saneamento do InstitutoTrata Brasil de 2023, escrito por   Gesner Oliveira, Pedro Scazufca,
Pedro Levy Sayon – Instituto Trata Brasil.    
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/saneamento/snis/produtos-do-snis/panorama-do-saneamento-basico-do-brasil
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0
https://tratabrasil.org.br/ranking-do-saneamento-2023/
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Os lançamentos inadequados desses rejeitos se tornam causas de grandes problemas ambientais. Nos últimos anos, vemos a priorização de
ações que preservam o meio ambiente, assim, os tratamentos de resíduos industriais se tornam essenciais, além de não afetar a sua capacidade
de produção. Entenda o funcionamento, benefícios e por que é essencial realizar o tratamento dos efluentes gerados em uma empresa.
Tratamento de efluentes: o que é e como funciona.
 
7 Níveis de Tratamento
O esgoto bruto para atender às exigências legais passa por diferentes níveis de tratamento: preliminar e biológico. Em algumas situações específicas, pode ser
realizado o tratamento físico-químico e a desinfecção do esgoto tratado. A finalidade da ETE - Estação de Tratamento de Esgoto - é remover a matéria orgânica,
nutrientes, patógenos, ou seja, a remoção de poluentes que podem causar problemas operacionais, consequentemente, causariam uma deterioração da qualidade dos
cursos d’água. Um sistema de esgotamento sanitário só pode ser considerado completo, se incluir a etapa de tratamento. Para entender sobre o tipo de sistema de
tratamento de efluentes industriais, veja no Fique por dentro a indicação do livro.
Segundo PHILIPPI JR (2014), a seleção da tecnologia mais apropriada depende do desenvolvimento das etapas de mobilização da comunidade, realização das
atividades de diagnóstico e análise da viabilidade social, técnica e ambiental.
Tal processo de seleção inclui a decisão prévia quanto à adoção de estações descentralizadas conforme bacias e microbacias hidrográficas, ou o uso de estações
centralizadas, que podem receber os efluentes provenientes de várias bacias hidrográficas, dentro da mesma mancha urbana.
Na elaboração do projeto da estação de tratamento de esgoto, são utilizados diversos critérios como: custo de investimento, operação e manutenção, custos dos
impactos ambientais, passivos e outros. A tabela abaixo apresenta alguns critérios e suas considerações.
A princípio, duas alternativas com soluções tecnológicas diferentes podem atender o nível mínimo de tratamento requerido pela legislação pertinente. No entanto, a
consideração da questão dos resíduos sólidos gerados pode ser um fator importante, na decisão da melhor técnica a ser adotada.
Tratamento do esgoto
Esta etapa é realizada por meio de operações físicas unitárias e processos químicos e biológicos, que são agrupados de forma a compor o sistema de tratamento de
esgoto nas fases líquida e sólida, cujo nível dependerá do conjunto adotado.
Sobretudo, as operações físicas unitárias consistem em adotar métodos de tratamento nos quais predominam a aplicação de processos físicos como gradeamento,
mistura, sedimentação, flotação e filtração. 
Para os processos químicos são adotados métodos de tratamento em que a remoção ou conversão dos poluentes se faz pela adição de produtos químicos ou outras
reações químicas, como desinfecção e precipitação e, eventualmente, adsorção por leito de carvão ativado.
Quanto aos processos biológicos, são adotados métodosde tratamento aeróbio e anaeróbios, que têm por objetivo remover poluentes que podem interferir
negativamente no funcionamento dos equipamentos. Os mais utilizados incluem: tanque séptico e filtro anaeróbio, lodo ativado, filtro biológico, lagoas de
estabilização e disposição e tratamento no solo.
Contudo, o tratamento de esgotos pode ser classificado em diferentes níveis, dependendo de suas condições e da eficiência dos processos.
Níveis de tratamento
O tratamento preliminar deve estar presente em todas as estações de tratamento de esgotos. Já as unidades do tratamento primário podem ou não estar presentes no
fluxograma das estações. No Brasil, em quase todas as estações de tratamento de esgotos, o esgoto é tratado até o nível secundário. Em relação ao nível terciário,
pouquíssimas estações adotam esse nível de tratamento (BRASÍLIA, 2008).
Tratamento preliminar: destina-se principalmente à remoção de sólidos grosseiros e areia. 
Os sólidos ficam retidos no gradeamento, que poder ser composto por grades grosseiras, finas e/ou peneiras rotativas. A limpeza das grades pode ser realizada de
forma manual ou mecanizada. 
A areia é removida através das caixas de areia (desarenadores), que podem ser manuais ou mecanizadas. O mecanismo de remoção da areia é o de sedimentação: a
areia, devido às suas maiores dimensões e densidade, vai para o fundo do tanque.
E por fim, a remoção de óleos e graxas é realizada através das caixas de gordura ou separadores de água/óleo. 
No tratamento preliminar, além das grades e dos desarenadores, inclui-se também a calha Parshall, que tem por finalidade medir de forma contínua as vazões de
entrada e saída.
Tratamento primário: Remoção dos sólidos em suspensão, causadores de DBO ou não, que são removidos nos decantadores (ou flotadores). 
Logo após o tratamento preliminar, os esgotos ainda contêm sólidos em suspensão não grosseiros, que podem ser parcialmente removidos em unidades de
sedimentação. 
Contudo, nos decantadores primários os esgotos fluem vagarosamente, permitindo que os sólidos em suspensão, por possuírem uma densidade maior que a do
líquido, sedimentem-se gradualmente no fundo. 
Os óleos e graxas, por possuírem uma densidade menor que do líquido, sobem para a superfície dos decantadores, onde são coletados e removidos, para posterior
tratamento.
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Para aprofundar seus estudos, leia as páginas   160   a   169   do livro   Saneamento ambiental, escrito por   Raquel Pompeo   e  
Guilherme Samways.
Leia também o artigo infográfico Panorama do saneamento básico do Brasil, escrito por   Secretaria Nacional de Saneamento do
Ministério do Desenvolvimento Regional.    
https://conseqconsultoria.com.br/tratamento-de-efluentes/
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/saneamento/snis/produtos-do-snis/panorama-do-saneamento-basico-do-brasil
Em alguns casos, o tratamento primário pode ser integrado ao processo químico. Ocorre a adição de agentes químicos, que através de uma coagulação, floculação
possibilitam a obtenção de flocos de maiores dimensões, tornando-se mais facilmente decantáveis. 
Tratamento secundário: tem por finalidade a remoção da matéria orgânica, DBO em suspensão fina e DBO na forma de sólidos dissolvidos.
Consiste em um processo biológico, que apresenta os seguintes métodos:
sistemas aeróbios: são adequados a quase todos os tipos de efluentes: lodos ativados, lagoas de estabilização, biofiltros e filtros biológicos;
sistemas anaeróbios: reatores de fluxo ascendente, uasb, lagoas anaeróbias e tanque séptico.
Tratamento terciário: etapa final do processo de tratamento de esgoto, consiste em aplicar operações químicas para a remoção de nutrientes, como: nitrogênio e
fósforo, patogênicos, compostos não biodegradáveis, metais pesados, sólidos inorgânicos dissolvidos, sólidos em suspensões remanescentes. 
Tem a finalidade de complementar as etapas anteriores para que o curso hídrico que irá ser devolvido, na natureza, esteja dentro dos padrões permitidos pela norma
ambiental vigente.
Portanto, a análise criteriosa do tipo efluente industrial é o procedimento principal para a determinação do tipo de tratamento adequado em uma Estação de
Tratamento de Esgoto – ETE.
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre as etapas do tratamento de efluentes, leia o artigo: Conheça as etapas do processo de tratamento de
esgoto.
 
8 Estudo de Casos
Estações de Tratamento de Efluentes – O Caso de Primavera do
Leste/MG
A concepção de um sistema de esgoto sanitário consiste em um conjunto de estudos referentes ao local para determinar a melhor solução técnica de tratamento. A
cidade de Primavera do Leste, no estado do Mato Grosso, foi destaque no evento do Instituto Trata Brasil, “Casos de Sucesso em Saneamento Básico – Municípios
e Parcerias Público-Privada 2020”.
Atualmente, o abastecimento de água chega a 94,6% da população. O município realiza coleta de esgoto de 84,8% dos habitantes, e 56,3% do volume do esgoto
gerado é tratado. Visando a evolução dos indicadores de coleta e tratamento de esgoto, quais seriam os desafios e problemas que o munícipio enfrentou para
alcançar as metas? E quais ações poderiam ser definidas para alcançar as metas?
 
Ouça o podcast, a seguir:
Vídeo
 
9 Orientações para a entrega da fase
Nessa etapa, foi apresentado um resumo sobre o conceito de efluentes industriais, fazendo o alinhamento da caracterização com os padrões de lançamento em
corpos hídricos, de acordo com a legislação ambiental; como também foram identificados os impactos ambientais relacionados à poluição dos corpos hídricos e
suas principais consequências à população. Como forma de tratamento do esgoto industrial, foi apresentada a concepção do sistema de esgotamento sanitário, bem
como os níveis de tratamento. Com base nisso, você irá realizar uma pesquisa descritiva sobre o nível de serviço da coleta, tratamento e disposição de efluentes
industriais e seus impactos, das indústrias da sua cidade e cidades vizinhas, de acordo com o modelo apresentado.
Fique por dentro
 
Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 169   a   172   do livro   Saneamento ambiental, escrito por   Raquel Pompeo   e  
Guilherme Samways.
Leia também o artigo   Atlas esgotos, escrito por   Agência Nacional das Águas.
Além das leituras acima, indico que leia o infográfico   Panorama do saneamento básico do Brasil, escrito por Secretaria
Nacional de Saneamento, do Ministério do Desenvolvimento Regional.    
https://blog.brkambiental.com.br/etapas-tratamento-de-esgoto/
https://blog.brkambiental.com.br/etapas-tratamento-de-esgoto/
https://player.vimeo.com/video/860281303?h=2dd772ed91&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281303?h=2dd772ed91&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281303?h=2dd772ed91&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281303?h=2dd772ed91&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281303?h=2dd772ed91&title=0&byline=0&portrait=0
https://player.vimeo.com/video/860281303?h=2dd772ed91&title=0&byline=0&portrait=0
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0
http://atlasesgotos.ana.gov.br/
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/saneamento/snis/produtos-do-snis/panorama-do-saneamento-basico-do-brasil
 
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