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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
	
RELATÓRIO 02
	
	
	DATA:
______/______/______
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RELATÓRIO DE PRÁTICA 01
Nome e matrícula
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Hematologia Clínica 
DADOS DO(A) ALUNO(A):
	NOME: 
	MATRÍCULA: 
	CURSO: Farmácia
	POLO: 
	PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): 
	ORIENTAÇÕES GERAIS: 
· O relatório deve ser elaborado individualmente e deve ser escrito de forma clara e
· concisa;
· O relatório deve conter apenas 01 (uma) lauda por tema;
· Fonte: Arial ou Times New Roman (Normal e Justificado);
· Tamanho: 12;
Margens: Superior 3 cm; Inferior: 2 cm; Esquerda: 3 cm; Direita: 2 cm;
· Espaçamento entre linhas: simples;
· Título: Arial ou Times New Roman (Negrito e Centralizado). 
		TEMA DE AULA: TÉCNICAS HEMATÓLOGICAS I
RELATÓRIO:
1. COLETA DE SANGUE E OBSERVAÇÃO AO MICROSCÓPIO DOS ELEMENTOS FIGURADOS DO SANGUE
A. Quais são os principais cuidados a serem tomados durante a coleta de sangue para garantir a segurança do paciente e a qualidade da amostra?
1. Higiene e Antissepsia: Realizar a higienização adequada das mãos e utilizar luvas descartáveis. Limpar a área de punção com álcool 70% ou outro antisséptico recomendado, garantindo que a área esteja seca antes da punção para evitar contaminações.
2. Identificação Correta: Confirmar a identidade do paciente e garantir que os tubos de coleta estejam corretamente etiquetados antes da coleta para evitar erros de identificação.
3. Escolha da Veia e Técnica Adequada: Selecionar uma veia adequada, geralmente na fossa antecubital, utilizando uma técnica de punção suave para minimizar o desconforto do paciente e evitar danos à veia.
4. Uso de Materiais Estéreis: Utilizar agulhas, seringas, tubos e outros materiais estéreis e apropriados para a coleta de sangue, descartando-os corretamente após o uso para evitar riscos de infecção.
5. Volume Correto e Ordem de Coleta: Coletar o volume adequado de sangue conforme especificado, seguindo a ordem correta dos tubos de coleta para evitar contaminação cruzada entre os aditivos dos tubos.
6. Controle de Hemólise: Evitar a hemólise que pode ocorrer por manipulação inadequada da amostra, como agitação vigorosa dos tubos ou coleta com muita pressão. A hemólise pode comprometer os resultados dos exames.
7. Cuidados Pós-Coleta: Aplicar pressão no local da punção para prevenir hematomas e orientar o paciente sobre possíveis cuidados após a coleta, como evitar esforço excessivo no braço utilizado.
B. Explique o processo de preparo de uma lâmina de sangue. Quais são os passos críticos para assegurar que a lâmina esteja adequada para observação ao microscópio?
O preparo de uma lâmina de sangue é um processo crítico que deve ser realizado com precisão para garantir a qualidade da observação ao microscópio. Os passos são:
1. Coleta da Amostra: Colher uma gota de sangue do paciente por punção digital ou a partir de sangue venoso coletado em tubo com anticoagulante (como EDTA).
2. Confecção do Esfregaço:
· Colocar uma pequena gota de sangue próximo à extremidade de uma lâmina de vidro limpa.
· Usar outra lâmina para espalhar o sangue: segurar a lâmina em um ângulo de 30-45 graus e puxá-la para trás até tocar a gota de sangue.
· Deslizar rapidamente a lâmina na direção oposta, espalhando o sangue em uma camada fina e uniforme. A velocidade e o ângulo de espalhamento são críticos para evitar artefatos.
3. Secagem ao Ar: Deixar o esfregaço secar ao ar livre imediatamente para evitar a coagulação e assegurar que as células permaneçam intactas e distribuídas corretamente.
4. Coloração:
· Usar uma coloração apropriada, como a coloração de Wright ou Giemsa, que permite diferenciar os diversos tipos de células sanguíneas.
· Enxaguar e secar a lâmina cuidadosamente após a coloração para remover o excesso de corante e evitar manchas que possam interferir na observação.
5. Exame ao Microscópio: Colocar a lâmina seca e colorida no microscópio para observação dos elementos figurados do sangue, como eritrócitos, leucócitos e plaquetas.
Passos Críticos:
· Garantir que o esfregaço seja uniforme e não muito espesso ou fino, pois isso afeta a visualização celular.
· A coloração deve ser feita adequadamente para que as células sejam facilmente diferenciadas. Um mau preparo pode resultar em esfregaços difíceis de interpretar.
C. Após a observação ao microscópio, como os dados coletados podem ser interpretados e utilizados para tomar decisões clínicas?
Os dados coletados a partir da observação microscópica dos elementos figurados do sangue fornecem informações valiosas sobre o estado de saúde do paciente. A interpretação dos esfregaços sanguíneos envolve:
1. Contagem e Morfologia Celular: Avaliar o número e a aparência de eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Alterações na contagem e na morfologia dessas células podem indicar condições como anemia, infecções, leucemias e outros distúrbios hematológicos.
2. Diferenciação dos Leucócitos: Contar e classificar os diferentes tipos de leucócitos (neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos). Um aumento ou diminuição de tipos específicos pode sugerir infecções, inflamações ou condições alérgicas.
3. Observação de Anomalias: Identificar anormalidades como a presença de células imaturas, inclusões citoplasmáticas, alterações na forma e no tamanho dos eritrócitos (anisocitose, poiquilocitose) ou plaquetas gigantes.
4. Decisões Clínicas: Os resultados ajudam no diagnóstico e no monitoramento de condições clínicas, orientam intervenções terapêuticas, como o ajuste de tratamentos, a introdução de novas terapias ou a necessidade de exames adicionais.
Importância Clínica:
· A análise detalhada do sangue fornece uma visão direta sobre o sistema hematológico e auxilia no diagnóstico de doenças, no acompanhamento do tratamento e na prevenção de complicações. Essa informação é fundamental para o planejamento terapêutico e para decisões clínicas assertivas.
2. TESTE DE VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO (VSH) E TEMPO DE PROTROMBINA E ATIVIDADE ENZIMÁTICA E TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADA
A. Qual é o princípio básico do teste de velocidade de hemossedimentação (VSH) e quais fatores podem influenciar os resultados?
O teste de velocidade de hemossedimentação (VSH) mede a taxa de sedimentação dos eritrócitos em uma amostra de sangue anticoagulado, geralmente em um período de uma hora. O princípio básico do VSH é que os eritrócitos tendem a se agrupar e sedimentar mais rapidamente em certas condições inflamatórias, devido a alterações nas proteínas plasmáticas, como o aumento de fibrinogênio e imunoglobulinas, que favorecem a agregação celular.
Fatores que Influenciam os Resultados:
· Inflamação e Infecção: Processos inflamatórios, infecciosos e autoimunes aumentam os níveis de proteínas inflamatórias no plasma, acelerando o VSH.
· Anemia: A diminuição da concentração de eritrócitos pode aumentar a taxa de sedimentação.
· Gravidez e Menstruação: Níveis hormonais e alterações fisiológicas durante a gravidez e o ciclo menstrual podem elevar o VSH.
· Idade e Sexo: Mulheres e idosos tendem a apresentar valores mais altos de VSH.
· Técnica e Condições de Amostra: Erros na coleta, armazenamento inadequado e posicionamento incorreto do tubo durante o teste podem afetar os resultados.
B. Descreva o procedimento para realizar o teste de tempo de protrombina (TP) e explique a importância de medir o TP na prática clínica.
Procedimento para Realizar o TP:
1. Coleta de Sangue: O sangue é coletado em um tubo contendo citrato de sódio para evitar a coagulação.
2. Centrifugação: A amostra é centrifugada para separar o plasma.
3. Adição de Reagentes: O plasma é incubadocom um reagente contendo cálcio e fator tecidual (tromboplastina).
4. Medida do Tempo: O tempo necessário para que o plasma coagule é medido, geralmente em segundos.
Importância Clínica do TP:
· O TP mede a via extrínseca da coagulação e é fundamental para avaliar a função dos fatores de coagulação II, V, VII, X e fibrinogênio.
· É utilizado para monitorar terapias anticoagulantes com varfarina, avaliar a função hepática e investigar distúrbios hemorrágicos.
· Alterações no TP podem indicar deficiências de fatores de coagulação, doenças hepáticas, deficiência de vitamina K ou a presença de inibidores específicos.
C. Como o teste de tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) é realizado e quais são suas principais aplicações clínicas?
Procedimento para Realizar o TTPA:
1. Coleta de Sangue: O sangue é coletado em tubo com citrato de sódio.
2. Centrifugação: A amostra é centrifugada para separar o plasma.
3. Adição de Reagentes: O plasma é misturado com um reagente ativador (caulim ou sílica) e fosfolipídios, seguido pela adição de cálcio para iniciar a coagulação.
4. Medida do Tempo: O tempo necessário para a formação de um coágulo é registrado.
Aplicações Clínicas:
· O TTPA avalia a via intrínseca e a via comum da coagulação, incluindo os fatores XII, XI, IX, VIII, X, V, II e fibrinogênio.
· É usado para monitorar terapias com heparina não fracionada, investigar distúrbios de coagulação hereditários (como hemofilia) e identificar a presença de inibidores da coagulação, como o anticoagulante lúpico.
D. Quais são as diferenças entre o tempo de protrombina (TP) e o tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) em termos de vias de coagulação que cada teste avalia?
· Tempo de Protrombina (TP): Avalia a via extrínseca da coagulação, especialmente o fator VII, além da via comum (fatores X, V, II e fibrinogênio). É mais sensível a deficiências de vitamina K e a distúrbios que afetam a síntese de fatores de coagulação no fígado.
· Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA): Avalia a via intrínseca e a via comum da coagulação. Inclui os fatores VIII, IX, XI, XII da via intrínseca, além dos fatores comuns. É essencial para identificar deficiências de fatores intrínsecos e monitorar a eficácia da terapia com heparina.
E. Discuta como os testes de VSH, TP e TTPA podem ser utilizados em conjunto para fornecer uma visão abrangente do estado de saúde de um paciente.
Os testes de VSH, TP e TTPA oferecem informações complementares que ajudam a fornecer uma visão abrangente do estado de saúde do paciente:
· VSH: Um marcador inespecífico que indica inflamação ou infecção, auxiliando na identificação de processos inflamatórios crônicos, autoimunes ou infecciosos.
· TP e TTPA: Avaliam a função das vias de coagulação e são fundamentais para investigar distúrbios hemorrágicos, monitorar terapias anticoagulantes e avaliar a função hepática.
Quando usados em conjunto, esses testes permitem:
· Avaliação de Distúrbios de Coagulação: TP e TTPA ajudam a identificar qual parte do sistema de coagulação está comprometida, enquanto o VSH pode indicar inflamação associada a condições subjacentes que afetam a coagulação.
· Monitoramento de Terapias: TP e TTPA são essenciais para o ajuste de doses de anticoagulantes e para avaliar a resposta do paciente ao tratamento.
· Diagnóstico Diferencial: O VSH pode indicar a presença de uma resposta inflamatória, enquanto TP e TTPA ajudam a discernir entre causas hemostáticas ou não para os sintomas do paciente, como sangramentos inexplicados ou tromboses.
RELATÓRIO DE PRÁTICA 02
Nome e matrícula
	
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Hematologia Clínica 
DADOS DO(A) ALUNO(A):
	NOME:
	MATRÍCULA:
	CURSO:
	POLO:
	PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A):
	ORIENTAÇÕES GERAIS: 
· O relatório deve ser elaborado individualmente e deve ser escrito de forma clara e
· concisa;
· O relatório deve conter apenas 01 (uma) lauda por tema;
· Fonte: Arial ou Times New Roman (Normal e Justificado);
· Tamanho: 12;
Margens: Superior 3 cm; Inferior: 2 cm; Esquerda: 3 cm; Direita: 2 cm;
· Espaçamento entre linhas: simples;
· Título: Arial ou Times New Roman (Negrito e Centralizado). 
		TEMA DE AULA: TÉCNICAS HEMATÓLOGICAS II 
RELATÓRIO:
1. CONTAGEM DIFERENCIAL DE LEUCÓCITOS
A. Explique o princípio de funcionamento da câmara de Neubauer e como ela é utilizada para a contagem de leucócitos.
A câmara de Neubauer é um dispositivo utilizado para contagens celulares, como leucócitos, eritrócitos e plaquetas, em uma amostra de sangue. Ela consiste em uma lâmina de vidro com uma grade gravada em sua superfície, composta por quadrantes de tamanho conhecido. Cada quadrante possui subdivisões menores que ajudam a padronizar a contagem das células.
Princípio de Funcionamento:
1. Diluição da Amostra: A amostra de sangue é diluída com um diluente específico, como o ácido acético para contagem de leucócitos, que destrói os eritrócitos e facilita a visualização dos leucócitos.
2. Carregamento da Câmara: Uma gota da amostra diluída é colocada na câmara de Neubauer, que é coberta com uma lamínula. A lâmina possui profundidade padronizada, permitindo um volume conhecido de líquido sobre a grade.
3. Contagem das Células: As células são contadas sob um microscópio, geralmente em quadrantes específicos da grade. A contagem é então multiplicada por um fator que leva em consideração a diluição da amostra e a área observada para calcular a concentração de leucócitos por microlitro de sangue.
B. Como a contagem diferencial de leucócitos é realizada e qual é a importância desse procedimento na prática clínica?
Contagem Diferencial de Leucócitos:
1. Preparo da Lâmina de Sangue: Uma gota de sangue é espalhada em uma lâmina para formar um esfregaço. Após a secagem, a lâmina é corada com corantes específicos, como o Giemsa ou Wright, que destacam os diferentes tipos de leucócitos.
2. Observação ao Microscópio: Sob o microscópio, diferentes tipos de leucócitos são identificados e contados. Geralmente, são contadas 100 células, e cada tipo de leucócito é registrado como uma porcentagem do total.
3. Classificação dos Leucócitos: A contagem diferencial identifica e quantifica os diferentes tipos de leucócitos: neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos.
Importância Clínica:
· Diagnóstico de Doenças: Ajuda a diagnosticar infecções, doenças autoimunes, alergias e outras condições hematológicas.
· Monitoramento de Tratamentos: Útil para monitorar o tratamento de infecções e a resposta a terapias, como quimioterapia.
· Identificação de Desordens Imunológicas: Pode indicar desordens imunológicas, como leucemias e linfomas, através de alterações nos perfis de leucócitos.
C. Quais são os principais tipos de leucócitos identificados na contagem diferencial e quais são suas funções no sistema imunológico?
1. Neutrófilos: Representam cerca de 50-70% dos leucócitos e são os principais responsáveis pela resposta inicial a infecções bacterianas. Realizam fagocitose de patógenos e liberam enzimas para destruir microorganismos.
2. Linfócitos: Compreendem aproximadamente 20-40% dos leucócitos e são cruciais para a imunidade adaptativa. Incluem células T (resposta celular), células B (produção de anticorpos) e células NK (destruição de células infectadas ou cancerosas).
3. Monócitos: Constituem cerca de 2-8% dos leucócitos e se diferenciam em macrófagos nos tecidos, onde fagocitam patógenos e células mortas. Eles também apresentam antígenos para linfócitos, ajudando na resposta imune.
4. Eosinófilos: Representam 1-4% dos leucócitos e são essenciais na resposta contra parasitas e em reações alérgicas. Eles liberam mediadores inflamatórios e enzimas que atacam parasitas multicelulares.
5. Basófilos: São os menos comuns (da contagem manual.
Contagem Automatizada de Leucócitos:
· Funcionamento: Utiliza analisadores hematológicos automatizados que empregam técnicas de fluxo citométrico, impedância ou coloração citoquímica para identificar e contar os diferentes tipos de leucócitos. Esses equipamentos fornecem resultados rápidos e precisos, com diferenciação detalhada de subtipos celulares.
Comparação com Contagem Manual:
· Precisão e Consistência: A contagem automatizada é geralmente mais precisa e consistente devido à eliminação de variabilidade humana e erros de contagem. No entanto, pode ter dificuldade em identificar células anormais ou imaturas.
· Interpretação dos Resultados: A contagem manual permite a identificação de anormalidades morfológicas que podem não ser detectadas pelos analisadores automáticos, como células displásicas ou a presença de inclusões celulares específicas.
· Usos Complementares: Idealmente, os resultados automatizados são utilizados para triagem e o laboratório pode recorrer à contagem manual para confirmar resultados duvidosos ou quando há suspeita de anormalidades celulares não detectadas automaticamente.
2. VDRL
A. Explique o princípio básico do método de Fônio para a contagem de plaquetas e sua importância na prática clínica.
O método de Fônio é uma técnica manual para a contagem de plaquetas no sangue, utilizando uma câmara de contagem, como a câmara de Neubauer, e um corante específico, geralmente o azul de cresil brilhante. Este corante permite a visualização das plaquetas ao microscópio, distinguindo-as dos eritrócitos. A contagem é feita em um volume conhecido da amostra, o que permite calcular a concentração de plaquetas no sangue.
Princípio Básico:
· A amostra de sangue é diluída com um reagente que facilita a contagem de plaquetas, enquanto as células vermelhas são parcialmente lisadas.
· As plaquetas se destacam no campo de contagem da câmara de Neubauer devido à coloração diferencial.
· A contagem direta de plaquetas sob o microscópio é multiplicada por um fator de correção que considera a diluição e a área de contagem, proporcionando uma estimativa do número de plaquetas por microlitro de sangue.
Importância Clínica:
· O método de Fônio é importante para o diagnóstico e monitoramento de distúrbios plaquetários, como trombocitopenia (contagem baixa de plaquetas) e trombocitose (contagem alta de plaquetas).
· Ajuda na avaliação de condições que afetam a coagulação sanguínea, essencial em pacientes com risco de sangramento ou trombose.
B. Descreva as etapas envolvidas na preparação e execução da contagem de plaquetas utilizando o método de Fônio.
Etapas da Contagem de Plaquetas pelo Método de Fônio:
1. Preparação da Amostra:
· Uma amostra de sangue é coletada e diluída com uma solução diluente que contém azul de cresil brilhante.
· A diluição típica é de 1:20, facilitando a contagem das plaquetas.
2. Carregamento da Câmara:
· Após a diluição, a amostra é colocada na câmara de Neubauer e coberta com uma lamínula.
· A câmara deve ser carregada corretamente para evitar bolhas e distribuir uniformemente a amostra.
3. Contagem das Plaquetas:
· Após um tempo de sedimentação, a contagem de plaquetas é realizada ao microscópio usando a objetiva de imersão.
· As plaquetas coradas são contadas em áreas específicas da câmara (geralmente em 25 quadrados pequenos dos quadrantes centrais).
4. Cálculo:
· O número total de plaquetas contadas é multiplicado pelo fator de diluição e o fator de volume da câmara para calcular o número de plaquetas por microlitro de sangue.
C. Compare o método de Fônio com outros métodos de contagem de plaquetas, destacando vantagens e desvantagens de cada abordagem.
Comparação do Método de Fônio com Outros Métodos:
1. Método de Fônio (Manual):
· Vantagens:
· Econômico e não requer equipamentos sofisticados.
· Útil em locais com recursos limitados.
· Permite observação morfológica das plaquetas.
· Desvantagens:
· Tempo-consumidor e sujeito a variabilidade humana.
· Menor precisão e sensibilidade comparada a métodos automatizados.
· Pode ser difícil em contagens muito baixas ou em pacientes com plaquetas gigantes.
2. Contagem Automatizada (Analisadores Hematológicos):
· Vantagens:
· Rápido, preciso e menos suscetível a erros humanos.
· Capaz de processar grandes volumes de amostras rapidamente.
· Fornece informações adicionais, como o volume plaquetário médio (MPV).
· Desvantagens:
· Requer equipamento especializado e manutenção regular.
· Pode ter dificuldade em diferenciar plaquetas de microcitos ou fragmentos celulares.
3. Contagem de Plaquetas em Esfregaço Sanguíneo:
· Vantagens:
· Permite a avaliação morfológica detalhada de plaquetas e outras células sanguíneas.
· Útil para confirmação de resultados automatizados em casos de suspeita de anormalidades.
· Desvantagens:
· Menos precisa para contagens absolutas de plaquetas.
· Dependente da habilidade do técnico e da qualidade da preparação do esfregaço.
D. Como os resultados obtidos pela contagem de plaquetas pelo método de Fônio podem ser interpretados e quais condições clínicas podem ser diagnosticadas com base nesses resultados?
Interpretação dos Resultados da Contagem de Plaquetas:
· Valores Normais: Normalmente, a contagem de plaquetas varia de 150.000 a 450.000 plaquetas por microlitro de sangue.
· Trombocitopenia (Plaquetas Baixas): Pode indicar distúrbios como púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), leucemia, anemia aplástica, ou pode ser efeito de medicamentos, infecções virais ou doenças autoimunes.
· Trombocitose (Plaquetas Elevadas): Pode ser observada em condições como trombocitose reativa (devido a infecções, inflamações, ou após cirurgias) ou distúrbios mieloproliferativos como a trombocitemia essencial.
Importância Clínica:
· A contagem de plaquetas é crucial na avaliação do risco de sangramento e trombose, na monitorização de condições hematológicas e no acompanhamento de pacientes submetidos a tratamentos que afetam a produção ou destruição de plaquetas, como quimioterapia.
REFERENCIAS
ZAGO, Marco Antonio; FALCÃO, Roberto Passetto; PASQUINI, Ricardo. Hematologia fundamentos e prática. In: Hematologia fundamentos e prática. 2005. p. 1101-1101.
DA SILVA, Paulo Henrique et al. Hematologia laboratorial: teoria e procedimentos. Artmed Editora, 2015.
NAOUM, Flávio Augusto; NAOUM, FLÁVIO AUGUSTO. Hematologia laboratorial. Leucócitos. São José do Rio Preto: Academia de Ciência e Tecnologia, 2006.
DE MELO, Márcio Antonio Wanderley; DA SILVEIRA, Cristina Magalhães. Laboratório de Hematologia–Teorias, Técnicas e Atlas. Editora Rubio, 2014.
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