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Ciências Econômicas, objetos e metodologia Curso de Tecnologia em Gestão do Agronegócio – Economia e Políticas Agrícolas Prof. Eduardo Mohana Silva Ferreira | eduardomohana@hotmail.com PRECEITOS DA ECONOMIA Economia é o conjunto de atividades desenvolvidas pelos homens visando a produção, distribuição e o consumo de bens e serviços necessários à sobrevivência e à qualidade de vida; No contexto capitalista, a economia refere-se à organização das atividades econômicas por meio do mercado, baseada na propriedade privada e na qual a grande maioria das transações é mediada pelo capital. AS CIÊNCIAS ECONÔMICAS A Ciência Econômica é uma ciência social, que estuda o funcionamento da Economia Capitalista, sob o pressuposto do comportamento racional do homem econômico, ou seja, da busca da alocação eficiente dos recursos escassos entre inúmeros fins alternativos. Nesse sentido, a Ciência Econômica visa compreender como a Economia resolve os três problemas econômicos básicos: O quê e quanto produzir? 2) Como produzir? 3) Para quem produzir? AS CIÊNCIAS ECONÔMICAS Contudo, no mundo contemporâneo, a sustentabilidade da produção para as gerações futuras se impõem como um quarto problema econômico básico, exigindo que se repense o crescimento econômico e o próprio sentido coletivo do consumo em permanente expansão sem propiciar um verdadeiro bem-estar às sociedade humanas. Adicionalmente, não se pode desprezar o fato de que a Ciência Econômica é Multidisciplinar, na medida em que estuda a produção e consumo da imensa variedade de bens e serviços existentes, os quais envolvem concepções e determinantes inerentes a outras ciências, como as da Agronomia, da Engenharia, do Trabalho, da Educação, da Saúde, da Nutrição, da Política, entre tantas outras. AS VERTENTES DAS CIÊNCIAS ECONÔMICAS A Ciência Econômica possui diversas correntes e divisões. Do ponto de vista da corrente neoclássica, a Economia é estudada em dois níveis: a Microeconomia e a Macroeconomia. 1- A Microeconomia é o ramo da Ciência Econômica que estuda a formação de preços, a principal variável que orienta a alocação de recursos no contexto das Economias Capitalistas. Discute a funcionalidade do mercado para garantir a organização e distribuição eficientes dos recursos escassos. Sua unidade de análise são os mercados específicos, examinando o comportamento e a interação dos agentes (consumidores e produtores). 2- A Macroeconomia é o ramo da Ciência Econômica que estuda o comportamento da Economia como um todo, tendo como focos o Produto, o Emprego, a Inflação, e o Comércio Internacional. É o campo que embasa a atuação do Estado em suas três funções fundamentais: Alocativa, Distributiva e Estabilizadora. AS RELAÇÕES ECONÔMICAS NA SOCIEDADE As relações econômicas iniciaram-se no instante em que as mercadorias produzidas ou obtidas da natureza foram trocadas em prol do bem-estar e da satisfação das demandas pessoais dos indivíduos. Nesse sentido, alguns sistema iniciaram-se a partir dessas relações ou da intensificação delas. 1- Feudalismo 2- Mercantilismo 3- Capitalismo FEUDALISMO Corresponde a um sistema de organização econômica, social e política baseado nos vínculos de homem a homem, no qual uma classe de guerreiros especializados — os senhores —, subordinados uns aos outros por uma hierarquia de vínculos de dependência, domina uma massa campesina que explora a terra e lhes fornece com que viver. O feudalismo foi um modelo social e econômico que vigorou dos séculos V ao XV, na Europa Ocidental, e que marcou profundamente a Idade Média. Esse modelo era baseado na terra e, por meio dela, constituíam-se a atividade econômica e a estrutura social. A mão de obra era servil. Os servos eram a maioria da população e originários daqueles que fugiram das invasões bárbaras e se abrigaram nos feudos. Em troca de moradia e proteção, os servos trabalhavam para os senhores feudais e para a sobrevivência deles mesmos e de suas famílias. A eles cabiam inúmeras exigências, cobranças sobre os usos dos utensílios pertencentes ao senhor feudal, a entrega de parte da produção, o dízimo para a Igreja. A sociedade feudal era rural, estruturada nos feudos, e a minoria que estava no topo da pirâmide social (nobres e clero) era sustentada pela classe de maior tamanho e a única que trabalhava, a dos servos. Era uma sociedade estamental, que não permitia a mobilidade social, conforme um ditado da época: “Existem aqueles que lutam (nobres), aqueles que rezam (clero) e aqueles que trabalham (servos)”. MERCANTILISMO O mercantilismo é um conjunto de práticas econômicas exercidas pelas nações europeias entre os séculos XV e XVIII. Suas características são: 1- Intervenção do Estado na economia; 2- Metalismo (acumulação de metais preciosos como forma de medição de riqueza de uma nação); 3- Balança comercial favorável; A origem do mercantilismo se deu na transição do feudalismo para o capitalismo. Enquanto, na Europa, os Estados nacionais adotavam medidas mercantilistas, para obterem mais lucros em suas transações comerciais, e acumulavam riquezas, no Brasil, os portugueses tiveram a exclusividade do comércio das riquezas brasileiras. CAPITALISMO O capitalismo é um sistema econômico e social baseado no direito à propriedade privada, no lucro e na acumulação de capital. Também conhecido como economia de mercado, o capitalismo opera através das leis da livre iniciativa, da livre concorrência e das leis da oferta e da procura. Surgiu no século XV, na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, a partir da decadência do sistema feudal e do nascimento de uma nova classe social, a burguesia. O sistema capitalista se consolidou a partir das revoluções burguesas ocorridas nos séculos XVII e XVIII e, da revolução industrial, que instituiu um novo modo de produção. PRINCIPAIS TEÓRICOS DAS CIÊNCIAS ECONÔMICAS Adam Smith (1723-1790) foi um economista e filósofo social do iluminismo escocês e é considerado o Pai da Economia Moderna. Smith é um dos principais nomes da Teoria Clássica (Estado mínimo), e defendia a divisão de trabalho como fórmula para a riqueza de uma nação. David Ricardo foi um economista britânico do início do século XIX. É considerado um dos principais teóricos econômicos da escola (tradição) conhecida como Economia Clássica. Defendeu a ideia de que o comércio era uma das principais fontes para o enriquecimento e o desenvolvimento de uma nação. PRINCIPAIS TEÓRICOS DAS CIÊNCIAS ECONÔMICAS Karl Marx (1818-1883) foi um filósofo, ativista político alemão, um dos fundadores do socialismo científico e da Sociologia. Marx foi umdos principais críticos do capitalismo. Para o autor, a luta de classes é instrumento transformador da sociedade. Para Marx, a classe dominante nunca deseja que a situação mude, pois se encontra em uma situação muito confortável. Já os desfavorecidos têm que brigar pelos seus direitos e esta luta é que moveria a História, segundo Marx. Marx pensava que o triunfo do proletariado faria surgir uma sociedade sem classes. Isto seria alcançado pela união da classe trabalhadora organizada em torno de um partido revolucionário. O autor também apontou para a “mais valia” quando explica que o lucro do patrão é obtido a partir da exploração da mão de obra do trabalhador. Friedrich Engels é considerado um teórico do socialismo científico, junto a Marx, que estabelece uma distinção de classes sociais que deve ser superada para que haja justiça social. PRINCIPAIS TEÓRICOS DAS CIÊNCIAS ECONÔMICAS John Maynard Keynes foi um economista britânico cujas ideias mudaram fundamentalmente a teoria e prática da macroeconomia, bem como as políticas económicas instituídas pelos governos. A teoria de Keynes, que se baseia na intervenção do Estado foi colocada em prática após o fim da II Guerra Mundial, como uma opção para a recuperação dos países defastados pela guerra. Essa corrente é conhecida como Welfare State, Estado de Bem-Estar Social, ou ainda como Keynesianismo. OEstado de Bem-Estar Social, ou Estado Keynesiano, reinou até o fim dos anos 60, quando, em meio à instabilidade econômica e inflação, passou a ser substituída por um modelo diferente de liberalismo, ou neoliberalismo, que prega a mínima intervenção do Estado no mercado, ou seja, o Estado Mínimo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA OBRIGATÓRIA MANKIW, N. Gregory. Introdução à economia. 8 ed., São Paulo: Cengage, 2019. BACHA, C. J. C. Economia e Política Agrícola no Brasil. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2008. DIAS, R. Sustentabilidade: Origem e Fundamentos Educação e Governança Global Modelo de Desenvolvimento. 1.ed. São Paulo: Atlas, 2015. GREMAUD, Amaury P; AZEVEDO, P Furquim; DIAZ, Maria D Montoya. Introdução à Economia. São Paulo: Atlas, 2007. VASCONCELLOS, M; GARCIA, E.M. Fundamentos de Economia. 3. ed. São Paulo: Saraiva 2009. VACONCELLOS, M. A. S.; PINHO, D. B.; GARCIA, M. E. et al. Manual da Economia.7. ed. São Paulo: Saraiva 2017. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR SIMONSEN, Mário Henrique; CYSNE, Rubens Penha. Macroeconomia. 4 ed., São Paulo: Atlas, 2009. VAMOS EXERCITAR? A partir do que aprendeu até aqui, discorra sobre a importância de se estudar Economia. OBS 1: Atividade INDIVIDUAL OBS 2: Atividade vale até 0,5 ponto acrescido à média da Unidade 1. image1.png image2.jpeg image3.jpeg image4.png image5.png image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg