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Leitura, Texto e Sentido
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©2018 Copyright ©Católica EAD. Ensino a distância (EAD) com a qualidade da Universidade Católica de Brasília
Apresentação 
“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros,
sem leitura, eles serão incapazes de escrever – inclusive sua própria
história”.  Essa frase, atribuída a Bill Gattes, tem sido reproduzida
inúmeras vezes na internet e nos faz pensar sobre a leitura. Por isso, é um
bom início para a nossa disciplina – Textos e Práticas Digitais – pois, antes
de compreendermos o digital, é preciso saber ler.
Assim, nossa disciplina começará discutindo a questão do “ler”, “como
ler”, o “que ler”. Para muitos, essa não é uma discussão agradável, porque
seu processo de leitura sempre foi associado, de uma maneira ou outra, a
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obrigações e exigências “escolares”. Vamos tentar sair desse espaço
limitado e pensar de maneira mais ampla?
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Conteúdo 
Leitura
Se buscarmos no dicionário o significado de “leitura”, encontraremos basicamente que é
a “ação ou resultado de ler”. Contudo, para nós, seres sociais, essa palavra tem um
alcance muito maior, pois remete a um conjunto de práticas que partem da escola e
alcançam nossa capacidade de conhecimento, práticas sociais, sociológicas, e nossa
capacidade de comunicação e compreensão. A ideia da “morte dos leitores” não se
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adequa à realidade porque em um século definido como tecnológico, digital e virtual, o
universo de códigos escritos, símbolos e associação de imagens desvendados,
entendidos e conhecidos por meio da leitura é exponencialmente imenso.
A leitura não se limita à decodificação de sinais gráficos, pois é um meio para adquirir
informações e desenvolver reflexões críticas sobre a realidade. Ler e escrever são atos de
comunicação. É essa característica essencial que permite que se possa assumir a
condição de leitor e produtor de textos. Leia o texto de Marisa Lajolo, que esclarece o que
estamos afirmando:
Ninguém nasce sabendo ler: aprende-se a ler a medida que se vive. Se “ler
livros” geralmente se aprende nos bancos de escola, outras leituras se
aprendem por aí, na chamada escola da vida: a leitura do vôo das arribações
que indicam a seca – como sabe quem lê “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos
– independe da aprendizagem formal e se perfaz na interação cotidiana com o
mundo das coisas e dos outros.
Como entre tais coisas e tais outros incluem-se também livros e leitores, fecha-
se o círculo: lê-se para entender o mundo, para viver melhor. Em nossa
cultura, quanto mais abrangente a concepção de mundo e de vida, mais
intensamente se lê numa espiral quase sem fim, que pode e deve começar na
escola, mas não pode (nem costuma) encerrar-se nela.
Do mundo da leitura à leitura do mundo, o trajeto se cumpre sempre,
refazendo-se, inclusive, por um vice-versa que transforma a leitura em prática
circular e infinita. Como fonte de saber e de sabedoria, a leitura não esgota
seu poder de sedução nos estreitos círculos da escola (LAJOJO , 1993, p. 7).
Assim, vários são os objetivos que orientam a leitura. Posso ler para estudar e aprender,
para obter informações, para me atualizar ou, ainda, por prazer. Quaisquer que sejam
meus objetivos, há sempre uma situação de comunicação. Contudo, não basta ler, é
preciso entender o que se lê. Entender o que se lê significa ir além do simples
reconhecimento do significado das palavras. É preciso compreender o sentido do texto. 
Quer uma comprovação? Veja abaixo:
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Agora leia o texto de baixo para cima e explique o que ocorreu. O que faz com que esse
texto assuma significados tão diversos apesar de o autor ter usado exatamente as
mesmas palavras?
A primeira leitura é uma mensagem de “término” de uma relação, uma declaração de
desamor que é trocada por uma declaração de amor quando se lê de baixo para cima.
Para Refletir 
Leia o texto seguinte, disponível na internet. Ele não tem autoria definida (muitos
atribuíram a autoria a nomes de poetas conhecidos, mas a informação não
procede).
Não te amo mais
Não te amo mais. 
Estarei mentindo dizendo que 
Ainda te quero como sempre quis. 
Tenho certeza de que 
Nada foi em vão. 
Sinto dentro de mim que 
Você não significa nada. 
Não poderia dizer jamais que 
Alimento um grande amor. 
Sinto cada vez mais que 
Já te esqueci! 
E jamais usarei a frase 
EU TE AMO! 
Sinto, mas tenho que dizer a verdade 
É tarde demais…
Fonte: .
http://pensador.uol.com.br/frase/MzYyOTA3/
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O que é preciso entender é como essa leitura acontece e qual a melhor forma de ler para
mais saber. A velocidade e rapidez de tempo e espaço hoje, para muitos analistas, é o que
imprime maior caracterização dos processos de leitura. Assim, lê-se de maneira rápida e,
como consequência disso, de forma mais superficial (e, por vezes, incompleta). Muitos
não se acreditam leitores porque leem textos da internet, que eles próprios julgam ser
fúteis, que nada ensinam, emocionam ou fazem compreender o humano, ou seja, leituras
que não são “sérias” e que, diferentemente das clássicas, canônicas e reconhecidas pela
crítica, jamais farão parte do grupo de leituras referendadas. Textos para conversar com
amigos mas não confessáveis para alguém mais erudito. Por que isso acontece?
Porque aprendemos, ao longo de nosso processo educacional, a considerar como leitura
apenas os textos literários canônicos. Se não estamos lendo grandes autores, não
estamos lendo. Isso não é a verdade da leitura. Aprender a ler é muito mais do que isso. É
mais do que apenas decifrar códigos escritos (quando sou capaz de ler palavras, mas não
sei dizer/resumir/explicar o assunto de um texto lido) ou apenas ler um tipo ou gênero
textual. É essa a magia da leitura.   
Então, vamos começar a pensar na leitura como um processo de aprendizagem de
compreensão mais ampla de ideias, de pensamentos, de mundo? Vamos aceitar todos os
suportes na percepção de suas riquezas? Posso ler livros no computador, tablets,
celulares etc. etc. Vamos mergulhar em gêneros textuais diferentes e ler de tudo um
pouco, de textos clássicos,literários, informativos e científicos a quadrinhos e charges?
Vamos abstrair do tempo e passear por textos de épocas distintas? Posso voltar ao
século XIX ou viajar para o futuro ou ler o presente sem preconceitos, sem dúvidas em
relação às linguagens, pois, como leitor, serei capaz de entendimento de todo tipo de
mensagem não importa seu formato! Esse é nosso primeiro e, talvez maior, desafio.
Não “pule” essa parte, ela é a mais importante para você. A despeito do entendimento do
conteúdo dessa disciplina, o seu maior legado é convencê-lo de que efetiva e
eternamente você se transforme em um ávido leitor. E, para que tenha competência
leitora, é essencial que você leia.  Por mais óbvio que pareça essa afirmativa ela está
absolutamente correta. O imediatismo na leitura, a falta de paciência, falta de
concentração, o desejo de “acabar logo” resultantes do desejo de captar todas as
informações de um texto com rapidez e superficialidade agem contra os vários passos
necessários para se obterem todas as estratégias de leitura necessárias para o alcance
da plena capacidade leitora, que inclui: compreensão, interpretação, síntese, captação de
conceitos, inferência e dedução.
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Outra realidade importante de ser desvendada e assumida, de maneira íntegra e
independente, é o entendimento de que cada um de nós está em um patamar diferente de
leitura/leitor. Alguns leem muito bem, já ultrapassaram diversos níveis, outros leem bem,
mas não são capazes de processos de compreensão profunda, e há outros que
apresentam sérios problemas como leitores (e, por tais problemas, sofrem também em
outras áreas). Então, sem preconceitos, nem para cima nem para baixo, assuma sua
realidade e vamos mudar essas práticas. Lembre-se de que, por mais que você leia,
sempre haverá infinitas outras novas leituras. O tempo de nossas vidas não contempla
tudo quer existe para ser lido. Sempre será preciso fazer escolhas!
Como vimos, ler é um ato livre. Quando alguém escolhe ler um livro já sabe em que
momento e como isso irá acontecer. Somente quem tem consciência do bem que o ato
de ler pode proporcionar é que faz essa opção. 
Como obrigação uma pessoa irá, por imposição, ler. Impulsionada pela obrigatoriedade,
no entanto, quase nada lhe será acrescentado, pois não terá sido um ato espontâneo.
Isso não quer dizer que não irá aprender, mas, a partir do momento em que essa
"obrigatoriedade" juntar-se à sua vontade, só terá a ganhar. A leitura enriquece o
conhecimento e nos torna aptos a criar nossos próprios textos. Gera importantes debates
e mudanças na maneira de pensar. Porém:
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Apesar dessa prevalência da leitura, ela é, essencialmente, faltosa. Nenhum
texto pôde, até hoje, ser lido por todos os leitores, assim como nenhum leitor,
até hoje, conseguiu ler todos os textos. Isso significa que a história da
leitura tem de ser posta em jogo com a história da falta de leitura. Os textos
não-lidos pesam tanto quanto os lidos, na história dos indivíduos e dos grupos
sociais. Torna-se, assim, muito importante uma questão simples: por que as
pessoas leem certos textos em vez de outros?
Aparentemente, nas democracias contemporâneas, a escolha só dependeria da
liberdade do indivíduo-leitor. Excetuando-se a situação escolar, em que via de
regra, o aluno se vê obrigado a ler os textos que seu professor escolhe, os
leitores parecem poder escolher as leituras que lhes aprouverem. Entretanto,
essa livre iniciativa é ilusória: há práticas de seleção de leituras que
determinam, em nossa sociedade, quais textos serão lidos, e quais indivíduos
os lerão (PAULINO , p. 79). 
Dessa forma, é muito importante você pensar sobre o que está lendo (ou, antes disso, se
você está lendo), quais livros fazem parte de sua escolha e quais são importantes serem
inseridos nessa “escolha”. É preciso aprimorar sua capacidade crítica para a escolha de
livros. Segundo Michel de Certeau:
[...] a leitura é apenas um aspecto parcial do consumo, mas fundamental.
Numa sociedade sempre mais escrita, mais organizada pelo poder de modificar
as coisas e reformar as estruturas a partir de modelos escritos (científicos,
econômicos, políticos) mudada aos poucos em “textos” combinados
(administrativos, urbanos, industriais etc.), pode-se muitas vezes substituir o
binômio produção-consumo por seu equivalente e revelador geral, o binômio
escrita-leitura” (CERTEAU , 2001, p. 262)
Certeau, em A invenção do cotidiano, cita François Furet quando afirma que “a
modernização, a modernidade é a escritura”. De acordo com esse pensamento, a escola
une a nossa “capacidade de ler” com nossa posterior “capacidade de escrever”. Por esse
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motivo, é também preciso interrogar sobre os caminhos tomados pela leitura ali onde se
casou com a escrita. Assim, antes de discutirmos a escrita, é preciso compreender, na
leitura e na “não-leitura”, o que são os textos para serem lidos.
Texto e sentido
Fonte: .
O que é um texto? Pela opinião corrente seria tudo aquilo que é/está escrito – ou aquilo
que penso em escrever, ou seja, é o “tecido” de palavras relacionadas e estruturadas para
ter um sentido compreensível e, o mais possível, único (o que não se estabelece como
verdade sobretudo se pensarmos na arte). É possível perceber rapidamente que essa
definição é parcial e bem simples. Segundo Barthes  (2006), o texto é o que suscita a
garantia do escrito e teria como funções, por um lado,  a “estabilidade”, vencendo a
imprecisão da memória e, por outro lado, a manutenção de palavras e pensamentos que o
autor de qualquer texto quis, intencionalmente, demonstrar. Então, para o autor, o texto é
uma arma contra o tempo, o esquecimento e as ruínas da palavra que facilmente pode se
alterar. A noção de texto para Barthes está ligada historicamente a toda espécie de
instituição – o “texto é um objeto moral”, afirma o autor.
http://b370157.blogspot.com.br/2014_02_01_archive.html
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E agora, ficou mais fácil compreender?A definição de texto não pode ser reduzida a um
conceito único, pois é muito ampla. Mesmo que inseridos em uma vertente linguística, é
possível encontrar definições distintas a partir do autor e de sua orientação teórica.
Assim, como pensar sobre o texto? É possível pensar, a partir de uma perspectiva, que o
texto seria um instrumento “translinguístico”, seguindo a visão de Julia Kristeva, que cria
uma relação entre a palavra, como instrumento de comunicação, visando uma
informação direta a partir da construção de enunciados sincronizados. Contudo, mesmo
que considerando a estrutura de sua composição, é preciso perceber que ela não é visível
superficialmente, ou melhor, perceber um texto e considerá-lo como tal implica uma
reflexão sobre sua arquitetura, mas também suas linhas de comunicação, seus pontos de
relevo, suas estruturas de compreensão.
Ingedore Koch, no artigo “O texto: construção de sentidos ”, complementa essa
definição quando afirma que:
Para Refletir 
Assista a este vídeo sobre Leitura e produção de texto . A partir do que viu,
procure definir o que é texto. 
Boas reflexões!
https://dlm.fflch.usp.br/sites/dlm.fflch.usp.br/files/KOCH,%20Ingedore%20G.%20Villa%C3%A7a%20-%20O%20texto%20e%20a%20constru%C3%A7%C3%A3o%20dos%20sentidos.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=UAwyu9TclJs
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Assim, pode-se verificar que, desde as origens da Linguística do Texto até
nossos dias, o texto foi visto de diferentes formas. Em um primeiro momento,
foi concebido como: a) unidade linguística (do sistema) superior à frase; b)
sucessão ou combinação de frases; c) cadeia de pronominalizações
ininterruptas; d) cadeia de isotopias; e) complexo de proposições semânticas.
Já no interior de orientações de natureza pragmática, o texto passa a ser
encarado, pelas teorias acionais, como uma sequência de atos de fala; pelas
vertentes cognitivas, como fenômeno primariamente psíquico, resultado,
portanto, de processos mentais; e pelas orientações que adotam por
pressuposto a teoria da atividade comunicativa, como parte de atividades mais
globais de comunicação, que vão muito além do texto em si, já que este
constitui apenas uma fase deste processo global. Desta forma, o texto deixa de
ser entendido como uma estrutura acabada, passando a ser abordado no
próprio processo de seu planejamento, verbalização e construção (p. 25).
Dessa forma, todo texto tem unidade de sentido e intencionalidade comunicativa e deve
expressar uma ideia que possa ser compreendida pelo leitor. Assim, é preciso ser
coerente, obedecer às normas da língua e ser conciso, ou seja, exprimir ideias de maneira
objetiva. Sem isso, há sempre o risco de incompreensão. Além disso, perceba que a
definição ultrapassa o sentido da “composição pelas palavras escritas”, pois temos uma
linguagem verbal, que utiliza palavras, e uma linguagem não-verbal, composta por gestos,
cores e sons, por meio da qual conseguimos expressar ideias e sentimentos.
O vídeo Linguagem verbal e não verbal  explica melhor tudo isso. Assista! 
https://www.youtube.com/watch?v=Z-8b6l8Qklc
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Reparou que a ausência de elementos provoca a incompreensão da redação? Patty
afirma “minha redação sobre não lembro quem” e, em seguida, “nem sabemos se era “ele”
ou “ela”, ou seja, nada faz sentido. Como ler, então? É isso que nos permite entender a
ironia do quadrinho. A frase da outra personagem, Marcie:  “mais um texto magnífico,
Senhor” – só pode ser entendida em seu sentido contrário: ou seja, o texto é péssimo.
Dessa forma, é preciso começar a pensar sobre o modo como um texto é construído, em
que suporte se apresenta e de que forma é lido. Todos esses elementos serão
motivadores para a percepção das diferentes elaborações e compreensões de um texto.
Graça Paulino afirma que “importa analisar os textos em sua composição, observando o
contexto de sua produção, circulação e consumo” (2001, p. 30). Para a autora, o “próprio
suporte em que o texto circula já determina o pacto de leitura, ou seja, a interação que o
leitor estabelece com o texto” (2001, p. 31), enfim “não se pode ler um poema como se lê
uma crônica ou uma notícia de jornal embora esses textos possam estar em constante
interação” (2001, p. 30). Não se lê, em pleno século XXI, um texto no suporte impresso
livro como se lê nos suportes tecnológicos.
Para Manguel  (2001, p. 10):
Para Refletir 
Leia o quadrinho e identifique a crítica que apresenta sobre a redação /texto
apresentado em sala de aula pela personagem Patty.
Fonte: PELEGRINI, 1999, p. 116.
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Por mais que os leitores se apropriem de um livro, no final, livro e leitor
tornam-se uma só coisa. O mundo, que é um livro, é devorado por um leitor,
que é uma letra no texto do mundo; assim, cria-se uma metáfora circular para
a infinitude da leitura. Somos o que lemos. O processo pelo qual o círculo se
completa não é, argumentava Whitman, apenas intelectual; lemos
intelectualmente num nível superficial, apreendendo certos significados e
conscientes de certos fatos, mas, ao mesmo tempo, invisivelmente,
inconscientemente, texto e leitor se entrelaçam, criando novos níveis de
significado, e, assim, toda vez que, ingerindo-se, fazemos o texto entregar algo,
simultaneamente nasce sob ele outra coisa que ainda não aprendemos. Esse é
o motivo por que – como acreditava Whitman, reescrevendo e reeditando seus
poemas sem parar – nenhuma leitura pode ser definitiva.
Até o momento, nossa compreensão sobre o texto se situa muito no campo teórico. Mas,
em pleno século XXI, todos os elementos de construção e suportes tecnológicos nos
definem. Dessa forma, há uma infinidade de construções e elaborações textuais
diferenciadas. É preciso pensar sobre elas, sobre esses textos novos e não tão novos,
bem como suas possibilidades de leitura. Para tanto, como princípio dessa discussão, é
necessário refletir e identificar os “novos textos” e os “novos leitores”.  Esse é o propósito
desta disciplina.
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Saiba Mais 
Para ampliar seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo a(s) sugestão(ões)
do professor:
Assista aos vídeos que discutem a importância da leitura a partir de revelações,
projetos de leitura e entrevistas. Você vai gostar. Repare que a principal visão
transmitida pelos vídeos é a de que você deve procurar livros cujo assunto goste de
ler. Acesse:
Qual a importância da leitura na vida dos jovens? – Parte 1 
Qual a importância da leitura na vida dos jovens? – Parte 2 
Qual a importância da leitura na vida dos jovens? – Parte 3 
Acesse o vídeo Como ler um livro por semana . Veja também 5 segredos para ler
mais .
Você encontrará em seguida três textos muito interessantes sobre o tema
desenvolvido nesta aula:
“Sobre leitura e a formação deleitores: qual é a chave que se espera? ”, de
Kátia Lomba Bräkling.
“Texto e enunciação ”, de Eduardo Guimarães.
A importância do ato de ler , de Paulo Freire.
https://www.youtube.com/watch?v=RdfK5IXDQ_o
https://www.youtube.com/watch?v=BR-mPJpJIQ4
https://www.youtube.com/watch?v=UOpr6U5m-7s
https://www.youtube.com/watch?v=HWXv4kpq2iA
https://www.youtube.com/watch?v=Y67JAGsWBIg&t=3s
https://conteudo.catolica.edu.br/conteudos/nbt_cursos/textos_praticas_digitais/tema_01/leituras/Tema%201%20-%20Saiba%20mais%20-%20Sobre%20leitura%20e%20a%20forma%C3%A7%C3%A3o%20de%20leitores%20qual%20%C3%A9%20a%20chave%20que%20se%20espera.pdf
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