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Saúde da Mulher
HISTÓRICO
Serviços de saúde de má qualidade;
Aumento de iatrogenias no serviços obstétricos;
Caso de peregrinação materna;
Morte materna;
Morte Materna Obstétrica Direta: É aquela que ocorre
por complicações obstétricas devido a intervenções,
omissões, tratamento incorreto ou a uma cadeia de
eventos resultante de morbidades diretamente ligadas à
gravidez, parto ou puerpério, como aborto,
deslocamento prematuro de placenta, síndrome
hipertensivas, hemorragias, infecções e outras;
Morte Materna Obstétricas Indireta: É aquela resultantes
de doenças que existiam antes da gestação ou que se
desenvolveram durante esse período, como tuberculose,
hipertensão crônica, cardiopatias, HIV, e outras, não
provocadas por causas obstétricas diretas, mas
agravadas pelos efeitos fisiológicos da gravidez.
Morte Materna não Obstétrica: É resultante de causas
como as externas não relacionadas à gravidez, parto e
puerpério ou seu manejo. Não são computadas no
cálculo da Razão de Mortalidade Materna.
RAZÃO DA MORTALIDADE MATERNA SEGUNDO
LOCAL DE RESIDÊNCIA, 2019 A 2023
Disparidade regionais; a mortalidade materna no Norte e
Nordeste é superior as demais regiões.
Diferenciais regionais na qualidade ao cuidado pré-natal
e na atenção ao parto.
Nível de escolaridade e cor da pele negra e parda.
60 a 90% das mortes maternas são evitáveis.
MORTE MATERNA
A morte materna é um indicador de desigualdade social;
As mulheres pretas, pardas, de baixa condição
socioeconômica e dependentes de serviço obstétricos;
Muitas vezes, de uma assistência inadequada;
“A morte de uma mulher durante a gestação ou dentro
do período de 42 dias após o período gestacional,
independe da duração e localização da gravidez, devido
a qualquer causa relacionada com ou agravada pela
gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não por
causas acidentais ou incidentais”.
RAZÃO DA MORTALIDADE MATERNA (POR 100.000
NV) BRASIL, 1990 A 2012
MORTE MATERNA - CLASSIFICAÇÃO
RAZÃO DE MORTALIDADE MATERNA
RMM = Número de óbitos maternos ocorridos \ número
de nascidos vivos X 100.000
Em todo mundo, especialmente no Brasil, há uma
subnotificação da mortalidade materna, principalmente
a qualidade da notificação.
Nem todas as causas de mortes maternas são notificadas
na declaração de óbito, e também devido a existência de
cemitérios clandestinos.
A implementação de investigação de óbitos maternos em
idade fértil (10 à 49 anos) permitiu conhecer melhor a
magnitude da mortalidade materna.
A resolução ministerial nº 256, 01 de outubro de 1997 -
Evento de notificação compulsória;
Portaria n 653\GM\MS, de 28 de maio de 2003;
Estabeleceu que o óbito materno é um evento de
notificação compulsória. A portaria também
determinou que a investigação dos óbitos maternos
deve ser iniciada em até 30 dias após a ocorrência do
evento;
Obrigatoriedade da investigação de casos positivos e
suspeitos.
Saúde da Mulher
EUA - aumento, com taxas significativamente mais altas
entre mulheres negras que brancas e hispánicas.
2019: 20,1 óbitos por 100 mil nascidos vivos.
2020; 23,8 óbitos por 100 mil nascidos vivos.
Reino Unido e Irlanda - aumento de 51% no período
2015 - 2017: 4,01 mortes por 100 mil nascidos vivos.
2018 - 2020: 6,04 mortes por 100 mil nascidos vivos.
Mulheres negras tem 3,7 vezes maior probabilidade
de morte.
Mulheres asiáticas tem 1,8 vezes maior a
probabilidade de morte.
MORTE MATERNA - LINHA DO TEMPO DE
PROGRAMAS PARA MINIMIZAR
CAUSAS NO BRASIL
Definição das competências da União, Estados e
Municípios na Vigilância em Saúde e define
financiamentos - Portaria 1.172 (MS, 2004).
Pacto pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal
(2004).
Pacto de Vida (MS, 2006).
Guia de Vigilância Epidemioló́gica do Óbito Materno
(2009).
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (2015) e
Sustentável (2030), OMS.
Vigilância de Óbitos Marcos Legais;
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS
COMO EVITAR A MORTE MATERNA
Principais causas de morte materna no Brasil:
Síndromes Hipertensivas - 20%;
Hemorragias - 12 %;
Infecção puerperal - 7%;
Aborto - 5%;
Predominam causas obstétricas diretas em 66%.
Esse padrão é semelhante em todas regiões do Brasil.
Mulheres pretas tem 2 a 7x mais riscos de morte materna.
Mulheres com menor grau de escolaridade tem 5x mais
risco de morte materna.
TIPOS DE PARTO - BRASIL, 2000 A 2013
Total de nascimento:
2000: 3,2 milhões
2013: 2,9 milhões
No SUS (2\3 dos partos) o percentual de cesariana é de
40%.
No setor privado, este número chega a 84%.
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS - BRASIL
Houve um declínio da MM devido a melhoria das
condições de vida, do acesso e da qualidade da
assistência à saúde e queda da fecundidade, reduzindo
também as diferenças regionais.
Nos últimos 10 anos, o Brasil ainda manteve níveis de
mortalidade 10 vezes superiores ao de países da Europa.
A razão de mortalidade materna no Brasil, em 2o16, foi de
58 mortes para 100.000 nascidos vivos, segundo dados do
DATASUS.
Garantir o acesso ao planejamento reprodutivo.
A criminalização ao aborto expõe a mulher a situações de
risco.
Acesso a números de consultas adequados ao pré-natal
(mínimo de 6).
Manejo na rotina de pré-natal e de morbidades
gestacionais.
Aplicação de protocolos assistenciais.
Garantir a referência a maternidade em gestação de alto
risco.
Eliminar a peregrinação do parto.
Monitoramento adequado do trabalho de parto.
Saúde da Mulher
Conselhos de Saúde.
Ministério Público.
Secretárias, Coordenadorias ou Conselhos de Defesa
dos Direitos das Mulheres.
Utilizar práticas obstétricas em conformidade com as
evidências e recomendações do MS e OMS.
Vigilância das gestantes com comorbidades.
Redução das cesarianas desnecessárias, onde a OMS
recomenda até 15%.
Indicação do sulfato de magnésio para casos de
síndromes hipertensivas.
Valorização das queixas das gestantes.
Vigilância contínua do pós-parto;
Acesso a avaliação adequada na consulta do puerpério
na atenção básica.
Indicação das referências em casos de intercorrências.
Resultados:
Qualidade da assistência na prevenção da gravidez.
Qualidade da assistência durante a gravidez.
Qualidade da assistência no trabalho de parto e
parto.
Qualidade da assistência no puerpério.
COMITÊ DE MORTALIDADE MATERNA
Visam analisar todos os óbitos maternos e apontar
medidas de intervenção para a sua redução na região de
abrangência.
É de suma importância que as Secretarias de Saúde
Estaduais e Municipais e seus comitês atuem de forma
articulada, buscando a superação de eventuais
limitações, garantindo o cumprimento de suas
atribuições,
Os comitês são:
Organismos internacionais.
De caráter eminentemente educativo.
Atuação sigilosa, não coercitiva ou punitiva.
Congregam instituições governamentais e da
sociedade civil organizada.
Contam com participação multiprofissional.
Podem ser compostos por representantes das seguintes
instituições:
Secretária de Saúde (Área Técnica de Saúde da
Mulher, Vigilância em Saúde, Atenção Primária,
Média e Alta Complexidade.
Conselho Regional de Medicina e Conselho Regional
de Enfermagem.
Sociedades científicas (ginecologia e obstetrícia,
pediatria e enfermagem obstétrica).
Movimento de mulheres, movimento de mulheres
negras e índias.
Faculdade de medicina, enfermagem e saúde
pública.

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