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Anamnese
SUMÁRIO
1. Definição ................................................................................................................ 3
2. Conceitos importantes ........................................................................................... 3
3. Organização ........................................................................................................... 4
4. Aplicação ............................................................................................................... 4
Referências ..........................................................................................................................9
Anamnese   3
1. DEFINIÇÃO
Anamnese é o passo inicial para um bom atendimento de um paciente; por meio 
dela é possível guiar, de maneira precisa e confiante, o tratamento do paciente, porque 
você conhecerá grande parte do que impacta a vida daquele indivíduo.
2. CONCEITOS IMPORTANTES
Uma anamnese é guiada principalmente pelos sintomas que o paciente apresenta; 
por isso, é um momento de escuta para o médico, mas também de curiosidade, por 
meio das perguntas. Muitas vezes, em casos de consultas de especialidades ou com 
algum diagnóstico em mente, o profissional de saúde pode direcionar a anamnese. 
Porém, tal ação deve ser feita com cautela porque sempre pode haver informações que 
se tornam ocultas e podem interferir diretamente no curso do tratamento. 
Todavia, em casos de urgência e emergência, normalmente o foco é estabilizar/solu-
cionar o fato de estresse; logo, apenas "dá tempo" de perguntar algumas informações 
base para uma ação objetiva. 
 Saiba mais!  O profissional de saúde, durante a coleta da anam-
nese, deve ter escuta ativa, respostas empáticas e questionamentos direciona-
dos, porque, por mais que seja uma conversa, ela tem uma finalidade em saúde. 
 
Exemplo de técnicas de questionamento direcionado: 
• Passe de perguntas abertas para questionamentos direcionados; 
• Faça perguntas com respostas quantitativas; 
• Faça várias perguntas, mas uma por vez; 
• Ofereça respostas com múltiplas escolhas; 
• Elucide as declarações do paciente; 
• Encoraje o paciente a falar; 
• Use a técnica de repetição (eco). 
 
Autor: Natália de Oliveira Lima
Anamnese   4
Exemplo de técnicas de empoderamento do paciente, demonstrando, princi-
palmente empatia, por parte do profissional: 
• Evoque a percepção do paciente; 
• Mostre interesse também na pessoa, não apenas no problema; 
• Siga a liderança do paciente; 
• Incite e valide o conteúdo emocional; 
• Compartilhe as informações com o paciente, especialmente nos pontos de 
transição durante a visita; 
• Torne seu raciocínio transparente para o paciente; 
• Revele os limites do seu conhecimento.
3. ORGANIZAÇÃO 
Uma anamnese base possui:
• Identificação;
• Queixa principal;
• História da doença atual;
• Interrogatório sistemático;
• Antecedentes fisiológicos;
• Antecedentes patológicos;
• Antecedentes familiares;
• Hábitos de vida;
• História psicossocial.
4. APLICAÇÃO 
Como fazer a identificação
Esse é o primeiro passo do conhecimento sobre seu paciente. Nele deve ser perguntado:
Anamnese   5
• Nome;
• Idade;
• Sexo;
• Cor;
• Estado civil;
• Ocupação;
• Escolaridade;
• Nacionalidade;
• Naturalidade;
• Procedência;
• Residência;
• Religião;
• Confiabilidade (do médico em relação ao paciente).
Como fazer a queixa principal
• Escrever com as palavras do paciente o que trouxe ele para aquela consulta (o 
que e há quanto tempo?). 
• Se não há queixa – o que normalmente ocorre na pediatria, na obstetrícia ou em 
caso de renovação de receita –, coloca-se esse outro motivo de acompanhamento. 
Como fazer a história da doença atual
Normalmente utiliza-se como base uma história para DOR, adaptando ela para cada 
situação específica:
• Localização: Onde se localiza?
• Irradiação: Para onde?
• Intensidade: Quão intenso é? (Se for um caso de dor, pode-se graduar em uma 
escala de 0-10);
• Característica da dor: Descrever o sintoma (por ex.: se é em pontada ou latejante);
• Cronologia: Quando começou ou começa? Quanto tempo dura ou durou? Com 
que frequência isso ocorre?
• Surgimento: Qual é ou era a situação na qual ocorreram esses sintomas?
• Fatores de melhora e de piora;
• Sintomas associados;
• Uso de medicamentos e suas repercussões.
Então, por exemplo, em um caso de diarreia, exclui-se irradiação, localização, porém 
incluem-se: aspecto, consistência e se há presença de sangue ou não. 
Anamnese   6
Como fazer o interrogatório de sistemas
Nessa parte, devem-se perguntar possíveis alterações de cada parte do corpo/
sistemas, porém com foco em localizar outros sintomas que não foram relatados 
inicialmente pelo paciente, ou seja, que não eram motivos da consulta pronunciados 
pelo paciente, com o intuito de buscar diagnósticos diferenciais e complementar um 
diagnóstico mais certeiro. Mas, também, a negação de um sintoma específico pode 
auxiliar no afastamento de outros diagnósticos previamente pensados pelo profissio-
nal de saúde. Por exemplo, o paciente consulta-se com o clínico geral, devido a um 
quadro de diarreia há 3 dias, todavia no interrogatório sistemático é informada uma 
queda capilar há um mês; assim, no diagnóstico, ele talvez seja mais próximo de uma 
verminose do que de uma infecção alimentar. 
Dessa maneira, esse interrogatório para fins didáticos é feito de maneira crânio-caudal:
• Gerais (ganho de peso, perda de peso, cefaleias, vertigens, tonturas);
• Pele e fâneros (pelos e unhas);
• Cabeça;
• Olhos;
• Ouvido;
• Nariz;
• Boca;
• Pescoço;
• Mamas;
• Cardiovascular;
• Respiratório;
• Gastrointestinal;
• Urinário;
• Genital;
• Musculoesquelético;
• Neurológico* (tem exames específicos).
Como fazer os antecedentes fisiológicos
Dependendo da idade e do sexo do seu paciente, o profissional de saúde deverá 
guiar certas perguntas, como: 
• Criança: Antecedentes do parto, gestação, marcos do crescimento, curva de 
crescimento, doenças na infância, vacinação;
Anamnese   7
• Adolescentes: Quando ocorreu a pubarca, a menarca, a telarca, a gonadarca, o 
desenvolvimento sexual, doenças na infância;
• Adulto e idoso: Doenças na infância, menopausa, andropausa, histórico obstétrico.
Como fazer os antecedentes patológicos
Deve-se perguntar, por exemplo, sobre doenças em curso ou não, cirurgias, interna-
mentos, acidentes, comorbidades, fatores psiquiátricos, imunizações.
Como fazer os antecedentes familiares
Deve-se pesquisar sobre as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como: 
câncer, doenças genéticas, cardíacas, respiratórias, casos de diabetes e a causa da 
morte (se souber) de parentes próximos, por exemplo, mãe e pai. 
Como fazer hábitos de vida
É muito importante perguntar sobre alimentação, sono, prática de exercícios físicos/
esportes, atividades de lazer, se é tabagista ou etilista ou usa outras drogas (nesse 
caso adicionar a carga tabágica, quanto tempo de uso, qual tipo de droga e se já houve 
tentativas de interromper o uso) e sobre a prática sexual (número de parceiros, qual 
sexo biológico preponderante, uso de preservativos, uso de métodos contraceptivos).
Como fazer a história psicossocial
Esse é um tópico para conhecer mais subjetivamente seu paciente, ou seja, sua 
relação familiar, como é e como funciona sua casa, como é seu trabalho, como são 
suas relações e qual é a percepção do indivíduo em relação ao quadro da doença que 
ele está enfrentando. 
Lembre-se que o que faz, de fato, com que um profissional seja bom na coleta da 
anamnese é a prática, tanto escrita quanto oralmente!
Anamnese   8
Passo a passo da anamnese
Mapa mental. Passo a passo da anamnese.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Anamnese
Identificação Queixa 
principal
História da 
doença atual
Interrogatório 
sistemático
Antecedentes 
fisiológicos
Antecedentes 
patológicos
Antecedentes
familiares
Hábitos de 
vida
História 
psicossocial
Anamnese   9
REFERÊNCIAS
Porto CC, Porto AL. Exame clínico. 8.ed. São Paulo: Grupo GEN; 2017.
Bickley LS. Bates-propedêutica médica essencial. 8. ed. São Paulo: Grupo GEN; 2018.
Bickley LS, Szilagyi PG, Hoffman RM. Bates. Propedêutica médica essencial: avaliação 
clínica, anamnese, exame físico. 9. ed. São Paulo: Grupo GEN; 2022.
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