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FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE
LEGISLAÇÃO DO SUS
Professor João Henrique
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Evolução histórica da organização do sistema de saúde no Brasil e a construção do 
Sistema Único de Saúde (SUS) – princípios, diretrizes e arcabouço legal. 
Constituição Federal 1988, Título VIII - artigos de 194 a 200. 
Lei Orgânica da Saúde - Lei n º 8.080/1990. 
Lei nº 8.142/1990 
Decreto Presidencial nº 7.508, de 28/06/2011. 
Portaria nº 2.436, de 21/09/2017 - Aprova a Política Nacional de Atenção Básica. 
Portaria GM/MS nº 1.604, de 18/10/2023 Institui a Política Nacional de Atenção 
Especializada em Saúde (PNAES), no âmbito do Sistema Único de Saúde. 
Resolução CNS nº 553, de 09/08/2017, que dispõe sobre a carta dos direitos e 
deveres da pessoa usuária da saúde.
LINHA DO TEMPO – SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL Slide - 01
Professor João Henrique
Descoberta do 
Brasil
Chegada da família real 
(1808)
Brasil Império Proclamação da República
Polícia Sanitária
Modelo Campanhista/Higienista
1923 – Lei Eloy 
Chaves (CAPs)
1930 – IAPs
1953 – Criação 
Ministério da 
Saúde
1966 – Unificação 
dos IAPs.
Criação do INPS.
1977 – Criação do 
INAMPS
1978 - Conferência 
Internacional sobre 
Cuidados Primários 
de Saúde, realizada 
pela Organização 
Mundial da Saúde 
(OMS) em Alma-Ata
1980 – Realização da VII 
Conferência Nacional de 
Saúde (1980), que 
apresentou como 
propostas a reformulação 
da política de saúde e a 
formulação do Programa 
Nacional de Serviços 
Básicos de Saúde
1986 - VIII 
Conferência 
Nacional de Saúde.
DESCOBRIMENTO DO BRASIL Slide - 01
Professor João Henrique
• O conhecimento acerca da transmissão e do controle ou 
tratamento de novas doenças era muito frágil.
• Rezas, feitiços, plantas e ervas nativas, eram utilizados 
rotineiramente por pajés, na população indígena, e por 
curandeiros, na população negra, únicas forma de acesso à 
saúde para a maioria da população.
• Para quem poderia custear, havia a figura do prático ou 
barbeiro, que utilizava procedimentos avançados para a época, 
como sangria ou aplicação de sanguessugas, técnicas 
utilizadas por médicos europeus. 
DESCOBRIMENTO DO BRASIL Slide - 01
Professor João Henrique
• Os portugueses implantaram o modelo das Santas Casas de 
Misericórdia.
• Com o avanço da colonização foram criadas outras unidades 
semelhantes pelos Senhores chamados “homens bons”, 
associados às Irmandades da Misericórdia, sociedades civis 
constituídas por pessoas de posses, geralmente católicas, que 
se propunham a realizar determinadas obras sociais.
• O cenário era de descaso para com a saúde e cada indivíduo 
era responsável por sua saúde.
CHEGADA DA FAMÍLIA REAL Slide - 01
Professor João Henrique
• No século XVII uma profunda crise demográfica ocorreu no 
Brasil devido a uma epidemia de sarampo, abalando a 
economia colonial. Após esse fato, as epidemias passaram a 
receber a atenção governamental. 
• Razão: dos prejuízos causados à política econômica, pois os 
navios estrangeiros passaram a evitar os nossos portos com 
medo do contágio.
• Foram dados os primeiros passos da medicina tropical com a 
criação de Faculdades de Medicina em Salvador (Colégio 
Médico Cirúrgico no Real Hospital) e no Rio de Janeiro (Escola 
de Cirurgia), cidades portuárias que recebiam o maior número 
de navios e de escravos.
BRASIL IMPERIO Slide - 01
Professor João Henrique
• Era Bacteriológica (teoria unicausal)
• Ocorreu nesse período, pela primeira vez, uma preocupação 
com a prevenção.
• Criação do Instituto Vacínico do Império, que tinha por 
atribuição o estudo, a prática, o melhoramento e propagação 
da vacina.
• Junta Central de Higiene com atribuições de saúde pública, 
como a vacinação, o exercício da medicina, a fiscalização das 
boticas, a polícia sanitária, a inspeção das bebidas e gêneros 
alimentícios e de saúde nos portos.
BRASIL IMPÉRIO Slide - 01
Professor João Henrique
•No tocante à saúde, surge, em 1850 
(sec XIX), o Movimento Higienista, que 
tinha como proposta atender à 
população indigente, de modo a evitar a 
transmissão de doenças e adotar meios 
de manter o ambiente em condições 
salubres. Contavam com o auxílio das 
Santas Casas de Misericórdia.
BRASIL REPÚBLICA Slide - 01
Professor João Henrique
• A proclamação da República em 1889 marca o 
início de um novo ciclo na política de Estado.
• Surge uma nova organização social:
• primeiros sinais de industrialização
• chegada de imigrantes europeus
• princípio da migração de pessoas do campo para as 
cidades 
• Isso fez com que o Governo fosse obrigado a 
melhorar o atendimento da saúde.
BRASIL REPÚBLICA Slide - 01
Professor João Henrique
• No Governo de Rodrigues Alves, com Oswaldo Cruz a frente, 
houve iniciativas de saneamento e urbanização seguidas de 
ações de combate a doenças endêmicas.
• Criação do Código Sanitário:
• Desinfecção domiciliar
• Destruição de edificações consideradas nocivas à saúde pública
• Notificação permanente dos casos de febre amarela, varíola e peste 
bubônica 
• Atuação da polícia sanitária 
BRASIL REPÚBLICA Slide - 01
Professor João Henrique
• O combate as endemias possuía teor extremamente autoritário 
das práticas de saúde, pois as instituições de saúde se 
organizavam a partir do modelo campanhista, de inspiração 
bélica.
• Ações:
• Percorriam ruas e visitavam casas, inclusive promovendo a queima de 
roupas e colchões.
• Exigiam limpeza, reformas, interditavam prédios, removiam doentes. 
• Alvos preferidos das visitas: áreas mais pobres e de maior densidade 
demográfica.
• Campanha de Vacinação obrigatória para Varíola (Revolta da vacina)
ANO FATO
1923 Lei Eloy Chaves 
(Decreto Legislativo nº 4.682/1923)
24/01/1923 – Aniversário da Preivdência
Instituiu a CAPs para os Ferroviários. Assegurava: 
Aposentadoria por invalidez
Aposentadoria Ordinária
Pensão por morte 
Assistência Médica
Características (modelo Alemão):
Proteção não universal (limitado aos trabalhadores)
Financiamento com contribuição dos trabalhadores, empresa.
Regulamentação e supervisão a cargo do Estado.
Limitada a determinadas necessidades sociais
1926 Estendido os benefícios para os portuários e marítimos
1928 Estendido os benefícios para empresas de serviços telegráficos e radiotelegráficos
1930 Estendido os benefícios para empregados nos serviços de força, luz e bondes
BRASIL REPÚBLICA Slide - 01
Professor João Henrique
BRASIL REPÚBLICA Slide - 01
Professor João Henrique
• Durante o regime militar ocorreu a migração de pacientes de 
alguns institutos, acrescida da superlotação nos hospitais, que 
gerou insatisfação geral. 
• Doenças antes erradicadas voltaram. Houve por uma reforma 
da política de saúde.
• Em 1977, criou-se o Instituto Nacional de Assistência Médica 
da Previdência Social (INAMPS), órgão que passou a 
coordenar todas as ações de saúde no nível médico-
assistencial da Previdência Social 
BRASIL REPÚBLICA Slide - 01
Professor João Henrique
• O INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica 
da Previdência Social)
• Centralizada;
• Verticalizada
• Privativista;
• Foco na doença;
• Única fonte da seguridade social.
BRASIL REPÚBLICA Slide - 01
Professor João Henrique
• Em 1978, houve a Conferência Internacional de Assistência 
Primária à Saúde que demonstrou uma forte oposição à 
privatização e mercantilização da medicina sob o comando da 
Previdência Social.
• A Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de 
Saúde, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) 
em Alma-Ata, na República do Cazaquistão, expressava a 
“necessidade de ação urgente de todos os governos, de todos 
os que trabalham nos campos da saúde e do desenvolvimento 
e da comunidade mundial para promover a saúde de todos os 
povos do mundo”.
BRASIL REPÚBLICA Slide - 01
Professor João Henrique
• Em 1980, foi realizada a VII Conferência Nacional de Saúde 
(1980), que apresentou como propostas a reformulação da 
política de saúde e a formulação do Programa Nacional de 
Serviços Básicosde Saúde (Prev-Saúde). 
• Em 1981, houve a nomeação do Conselho Consultivo de 
Administração da Saúde Previdenciária (Conasp).
• O CONASP apontou que o Brasil possuía uma rede de saúde 
ineficiente, desintegrada e complexa, indutora de fraude e de 
desvio de recursos. 
BRASIL REPÚBLICA Slide - 01
Professor João Henrique
• Em 1986, o Ministério da Saúde convocou gestores de 
saúde e, pela primeira vez, técnicos e usuários para a 
VIII Conferência Nacional de Saúde.
• Considerado um marco histórico da política de saúde 
brasileira, esta conferência aprovou, por unanimidade 
de seus 4.000 participantes, as diretrizes da 
universalização da saúde e do controle social efetivo 
com relação às práticas estabelecidas, e assim ficaram 
delineados os princípios norteadores do que viria a ser 
o Sistema Único de Saúde – SUS. 
BRASIL REPÚBLICA Slide - 01
Professor João Henrique
•As proposições mais importantes do 
relatório da VIII Conferência foram 
assumidas pela “Constituição cidadã”, de 
1988, dando origem ao SUS.
•O SUS é um sistema instituído a partir da 
CF/88, sendo organizado e estruturado com 
a Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080/1990) 
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• A Saúde está inserida na Seção II do Capítulo da Seguridade 
Social na Constituição Federal.
• Art. 193 da CF/88: A ordem social tem como base o primado 
do trabalho, e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais.
• Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto 
integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da 
sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à 
saúde, à previdência e à assistência social. 
• Seguridade Social = Saúde + Previdência + Assistência
BRASIL REPÚBLICA Slide - 02
Professor João Henrique
SEGURIDADE 
SOCIAL
PREVIDÊNCIA 
SOCIAL
ASSISTÊNCIAL 
SOCIAL
SAÚDE
Caráter Contributivo, 
Filiação Compulsória
Para quem precisa, 
independente de 
contribuição
Direito de todos e 
dever do Estado, 
independente de 
contribuição
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a SEGURIDADE 
SOCIAL, com base nos seguintes OBJETIVOS:
I - universalidade da cobertura e do atendimento;
• Universalidade da cobertura – a seguridade deve cobrir todos os 
problemas sociais que precisem de uma atenção especial do Estado: 
doenças, acidentes, reclusão, morte, velhice ...
• Universidade de atendimento – Todas as pessoas poderão ser 
acolhidas pela Seguridade Social, desde que se enquadrem nos 
requisitos constitucionais. Previdência= Contribuição. Assistência = 
Hipossuficiente. Saúde = Universal.
• II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações 
urbanas e rurais;
• A cobertura e os benefícios devem se dar de forma igualitária, ou seja, 
a mesma coisa que se tem e se paga para quem está na cidade, deve-
se ter também para população da zona rural.
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• III - seletividade e distributividade na prestação dos 
benefícios e serviços;
• Seletividade significa que irá selecionar as prioridades.
• Distributividade significa atender prioritariamente as pessoas 
que precisam mais.
• Tais princípios existem devido à limitada capacidade 
econômica, devendo haver prioridades.
• Tal princípio condiciona e estabelece limites ao o princípio 
da universalidade da cobertura e do atendimento.
• IV - irredutibilidade do valor dos benefícios;
• Trata-se de uma proibição de que se reduza o valor nominal 
dos benefícios.
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• V - equidade na forma de participação no custeio;
• Ter equidade é ser justo. Deve-se levar em consideração a capacidade 
contributiva no momento de participar do custeio da seguridade. Quem 
tem mais, paga mais. Quem tem menos, paga menos.
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• VI - diversidade da base de financiamento, 
identificando-se, em rubricas contábeis específicas para 
cada área, as receitas e as despesas vinculadas a 
ações de saúde, previdência e assistência social, 
preservado o caráter contributivo da previdência social;
• VII - caráter democrático e descentralizado da 
administração, mediante gestão quadripartite, com 
participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos 
aposentados e do Governo nos órgãos colegiados.
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• A Constituição Federal de 1988, deu nova forma à saúde no Brasil, 
estabelecendo-a como direito universal.
• A saúde passou a ser dever constitucional de todas as esferas de 
governo, sendo que antes era apenas da União e relativo ao trabalhador 
segurado.
• A saúde era excludente e contributiva, ou seja, apenas aqueles que 
podiam pagar a medicina privada e quem contribua com a previdência 
social / INPS Instituto Nacional da Previdência Social, tinham acesso. 
• O SUS é responsável pelas ações na área de saúde, destinadas a 
oferecer uma política social com a finalidade de reduzir riscos de doenças 
e outros agravos, de caráter descentralizado.
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
• UNIVERSALIDADE E CONCEITO AMPLIADO DE SAÚDE
Art. 197
• SAÚDE DESEMPENHADA PELO ESTADO E INICIATIVA PRIVADA
Art. 198
• DIRETRIZES DO SUS, APLICAÇÃO MÍNIMA DE RECURSOS EM SAÚDE E 
AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE
Art. 196
Art. 199
• PARTICIPAÇÃO DA INICIATIVA PRIVADA E 
COMERCIALIZAÇÃO DE SANGUE E DERIVADOS
Art. 200 • COMPETÊNCIA DO SUS
Professor João Henrique
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do 
Estado, garantido mediante políticas sociais e 
econômicas que visem à redução do risco de doença 
e de outros agravos e ao acesso universal e 
igualitário às ações e serviços para sua promoção, 
proteção e recuperação. 
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• A RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO ESTADO
• [...] o tratamento médico adequado aos necessitados se 
insere no rol dos deveres do Estado, porquanto 
responsabilidade solidária dos entes federados. O polo 
passivo pode ser composto por qualquer um deles, 
isoladamente, ou conjuntamente. 
• [RE 855.178-ED, rel. p/ o ac. min. Edson Fachin, j. 23-5-2019, 
P, DJE de 16-4-2020, Tema 793.]
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=752469853
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• MEDICAMENTOS EXPERIMENTAIS NO SUS
O Estado não pode ser obrigado a fornecer medicamentos experimentais. A 
ausência de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impede, 
como regra geral, o fornecimento de medicamento por decisão judicial. É possível, 
excepcionalmente, a concessão judicial de medicamento sem registro sanitário, 
em caso de mora irrazoável da Anvisa em apreciar o pedido (prazo superior ao 
previsto na Lei 13.411/2016), quando preenchidos três requisitos: (i) a existência 
de pedido de registro do medicamento no Brasil (salvo no caso de medicamentos 
órfãos para doenças raras e ultrarraras);(ii) a existência de registro do 
medicamento em renomadas agências de regulação no exterior; e (iii) a 
inexistência de substituto terapêutico com registro no Brasil. As ações que 
demandem fornecimento de medicamentos sem registro na Anvisa deverão 
necessariamente ser propostas em face da União. [RE 657.718, rel. p/ o ac. min. 
Roberto Barroso, j. 22-5-2019, P, Informativo 941, Tema 500.]
http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=4143144
http://www.stf.jus.br/arquivo/informativo/documento/informativo941.htm
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• MEDICAMENTOS EXPERIMENTAIS NO SUS
O Estado não pode ser obrigado a fornecer medicamentos experimentais. A 
ausência de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impede, 
como regra geral, o fornecimento de medicamento por decisão judicial. É possível, 
excepcionalmente, a concessão judicial de medicamento sem registro sanitário, 
em caso de mora irrazoável da Anvisa em apreciar o pedido(prazo superior ao 
previsto na Lei 13.411/2016), quando preenchidos três requisitos: (i) a existência 
de pedido de registro do medicamento no Brasil (salvo no caso de medicamentos 
órfãos para doenças raras e ultrarraras);(ii) a existência de registro do 
medicamento em renomadas agências de regulação no exterior; e (iii) a 
inexistência de substituto terapêutico com registro no Brasil. As ações que 
demandem fornecimento de medicamentos sem registro na Anvisa deverão 
necessariamente ser propostas em face da União. [RE 657.718, rel. p/ o ac. min. 
Roberto Barroso, j. 22-5-2019, P, Informativo 941, Tema 500.]
http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=4143144
http://www.stf.jus.br/arquivo/informativo/documento/informativo941.htm
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• INDISPONIBILIDADE DO DIREITO À 
SAÚDE
O direito à saúde é prerrogativa constitucional 
indisponível, garantido mediante a 
implementação de políticas públicas, impondo ao 
Estado a obrigação de criar condições objetivas 
que possibilitem o efetivo acesso a tal serviço. [AI 
734.487 AgR, rel. min. Ellen Gracie, j. 3-8-2010, 
2ª T, DJE de 20-8-2010.]
http://redir.stf.jus.br/paginador/paginador.jsp?docTP=AC&docID=613652
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
Art. 197. São de relevância pública as ações e 
serviços de saúde, cabendo ao Poder Público 
dispor, nos termos da lei, sobre sua 
regulamentação, fiscalização e controle, 
devendo sua execução ser feita diretamente ou 
através de terceiros e, também, por pessoa 
física ou jurídica de direito privado.
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
A SAÚDE COMO UMA AÇÃO/SERVIÇO DE RELEVÂNCIA 
PÚBLICA
Cumpre assinalar que a essencialidade do direito à saúde fez com que 
o legislador constituinte qualificasse, como prestações de relevância 
pública, as ações e serviços de saúde (CF, art. 197), em ordem a 
legitimar a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário 
naquelas hipóteses em que os órgãos estatais, anomalamente, 
deixassem de respeitar o mandamento constitucional, frustrando-lhe, 
arbitrariamente, a eficácia jurídico-social, seja por intolerável omissão, 
seja por qualquer outra inaceitável modalidade de comportamento 
governamental desviante.
[STA 175 AgR, rel. min. Gilmar Mendes, voto do min. Celso de Mello, j. 
17-3-2010, P, DJE de 30-4-2010.]
http://redir.stf.jus.br/paginador/paginador.jsp?docTP=AC&docID=610255
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram 
uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem 
um sistema único, organizado de acordo com as 
seguintes DIRETRIZES:
I - descentralização, com direção única em cada esfera 
de governo;
II - atendimento integral, com prioridade para as 
atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços 
assistenciais;
III - participação da comunidade.
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
§ 1º O sistema único de saúde será financiado, nos 
termos do art. 195, com recursos do orçamento da 
seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, além de outras fontes.
§ 2º A União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios aplicarão, anualmente, em ações e 
serviços públicos de saúde recursos mínimos 
derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: 
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo 
exercício financeiro, não podendo ser inferior a 15%;
II – no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da 
arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos 
recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e 
inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos 
respectivos Municípios;
III – no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto 
da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos 
recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea b e §
3º
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
§ 3º Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada 
5 anos, estabelecerá:
I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § 2º;
II – os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à 
saúde destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos 
Municípios, objetivando a progressiva redução das disparidades 
regionais;
III – as normas de fiscalização, avaliação e controle das 
despesas com saúde nas esferas federal, estadual, distrital e 
municipal;
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
• § 4º Os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes 
comunitários de saúde e agentes de combate às endemias por meio de 
processo seletivo público, de acordo com a natureza e complexidade de suas 
atribuições e requisitos específicos para sua atuação. 
• § 5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional 
nacional, as diretrizes para os Planos de Carreira e a regulamentação das 
atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias, 
competindo à União, nos termos da lei, prestar assistência financeira 
complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para o 
cumprimento do referido piso salarial.
• § 6º Além das hipóteses previstas no § 1º do art. 41 e no § 4º do art. 169 da 
Constituição Federal, o servidor que exerça funções equivalentes às de agente 
comunitário de saúde ou de agente de combate às endemias poderá perder o 
cargo em caso de descumprimento dos requisitos específicos, fixados em 
lei, para o seu exercício.
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.
§ 1º As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema 
único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou 
convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.
§ 2º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às 
instituições privadas com fins lucrativos.
§ 3º - É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais 
estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei.
§ 4º A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, 
tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como 
a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo 
de comercialização.
A SAÚDE NA CF/88 Slide - 02
Professor João Henrique
Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei:
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e 
participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e 
outros insumos;
II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do 
trabalhador;
III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;
IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico;
V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a 
inovação;
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem 
como bebidas e águas para consumo humano;
VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de 
substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.

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