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Profa. Nívia Garcia 
UNIDADE II 
Interpretação e 
Produção de Textos 
Interpretação de textos híbridos 
 Como já dissemos, os textos híbridos são 
aqueles que se valem de mais de um tipo 
de linguagem: 
 
 Vejamos o quadrinho a seguir. 
Fonte: https://www.orlandeli.com.br 
Interpretação de textos híbridos 
O humor do texto se baseia em quê? 
 
 O humor do texto se baseia na incoerência entre os propósitos do personagem e os 
meios propostos por ele para atingi-los: matar a pedradas, esquartejar etc. 
 
 Nesse exemplo, os elementos não verbais pouco interferem na interpretação. No caso, 
as falas são fundamentais para a leitura. 
 
 O primeiro passarinho assume o discurso principal: afirma, 
no início, a necessidade de se combater a violência. 
Depois, ele propõe uma solução que contraria a ideia de 
“um mundo com menos violência”. 
 
Interpretação de textos híbridos 
 Veja o anúncio a seguir: 
Fonte: https://www.orlandeli.com.br 
Interpretação de textos híbridos 
 Para se compreender adequadamente a mensagem, é necessário reconhecer nas figuras 
os dois personagens que elas representam, Hitler e Chaplin, a transformação 
do mal em bem, proporcionada pelo chapéu. 
 
 Aqui, os elementos não verbais são importantes e as palavras reforçam a mensagem 
de que o chapéu (produto da empresa) é capaz de provocar mudanças significativas. 
São duas situações comparadas lado a lado (estrutura comum de anúncios publicitários): 
o indivíduo sem chapéu e com chapéu. 
Interpretação de textos híbridos 
 Sem o chapéu, temos o bigode e o cabelo característicos de Hitler, responsável por um 
dos episódios mais trágicos da história mundial. 
 
 Com o acréscimo do chapéu, temos a figura de Charles Chaplin, artista importante do 
cinema mudo. Dessa forma, com a comparação, entendemos por que o chapéu “faz toda 
a diferença”. 
Interpretação de textos híbridos 
 Para sedimentar melhor a 
compreensão do assunto, 
veja a charge a seguir. 
 
Fonte: www.facebook.com/humorinteligente01 
Interpretação de textos híbridos 
 No caso desse texto, é fundamental a contextualização do seu momento de produção, 
logo após o resgate de meninos tailandeses e de seu treinador, que haviam ficado 
presos numa caverna por vários dias. A notícia do salvamento foi amplamente divulgada: 
ele só foi possível com a atuação de mergulhadores e equipamentos. 
 
 O título da charge nos remete a esse episódio, mas não apenas a isso. 
É bastante conhecido o “mito da caverna”, do filósofo Platão, segundo o qual os homens 
viviam em uma caverna, sem conhecer a verdade de fato, apenas conheciam o mundo 
por suas sombras. 
 
Interpretação de textos híbridos 
 Assim, o “resgate da caverna” ganha também o sentido metafórico de salvar alguém da 
ignorância. 
 
 Esse sentido é reforçado ao repararmos que o mergulhador leva como “equipamento” 
um livro de história e pelas falas que são pronunciadas por quem vai ser resgatado. 
 
 Nesse ponto, entendemos o foco do texto: a política brasileira. A crítica é feita ao 
discurso que defende o militarismo como saída para os nossos problemas. 
Interpretação de textos híbridos 
 Nos textos híbridos, a integração entre o verbal e o não verbal é fundamental na 
construção do sentido. Quando se trata de interpretar um texto que utiliza mais de um 
tipo de linguagem, nossa atenção deve estar voltada para a interação entre todos os 
diversos elementos. 
 
 Veja, nos exemplos a seguir, que seria impossível construir algum sentido somente com 
a parte verbal ou somente com a parte não verbal: 
 
Interpretação de textos híbridos 
Fonte: https://descomplica.com.br/blog/redacao 
BRINCANDO DE POLÍTICA 
DE NOVO, HEIN?! 
Interpretação de textos híbridos 
Fonte: https://d3uyk7qgi7fgpo.cloudfront.net 
Interatividade 
De acordo com o que vimos quanto aos textos híbridos, pode-se dizer que texto híbrido: 
a) É composto de parte verbal e de parte não verbal. 
b) Tem grau maior de dificuldade quando apresenta pouco texto verbal. 
c) Apresenta a parte imagética como elemento periférico na construção de sentido. 
d) É um todo cujo sentido depende exclusivamente da parte imagética. 
e) É aquele que apresenta texto verbal ou apenas imagens. 
 
Resposta 
De acordo com o que vimos quanto aos textos híbridos, pode-se dizer que texto híbrido: 
a) É composto de parte verbal e de parte não verbal. 
b) Tem grau maior de dificuldade quando apresenta pouco texto verbal. 
c) Apresenta a parte imagética como elemento periférico na construção de sentido. 
d) É um todo cujo sentido depende exclusivamente da parte imagética. 
e) É aquele que apresenta texto verbal ou apenas imagens. 
 
Textos verbais: orais e escritos 
 Algo que precisa ser relembrado é o fato de que “texto” verbal pode ser escrito, mas 
também pode ser oral. Assim, “texto” não é só aquilo que se registra “por escrito”, 
mas também aquilo que é falado representa um “texto” verbal. 
 
 Desde pequenos, estamos acostumados a nos expressar oralmente e, por isso, a fala é 
mais “natural” ao ser humano. Basta imaginarmos que nem todas as sociedades têm ou 
tiveram escrita, mas todas fazem uso da língua oral. 
 
 A escrita está a serviço da fala, e não o contrário. 
Textos verbais: orais e escritos 
 A conversa sempre se insere em um contexto já conhecido pelos interlocutores e, por 
isso, as falas podem ser menos precisas, menos referenciadas. 
 
 A escrita requer maior cuidado e preparação que a fala; por isso, muitos falantes da 
língua dizem que sentem “dificuldade de escrever”. 
 
 Entre as principais diferenças entre a fala e a escrita, podemos apontar as citadas no 
quadro a seguir. 
 
Diferenças fala x escrita 
m 
Interpretação de textos argumentativos, opinativos e expositivos 
 Os textos argumentativos, opinativos e expositivos têm como característica a natureza 
predominantemente temática, pois neles são trabalhados ideias e conceitos. 
 Certamente, você já produziu dissertações argumentativas em processos seletivos. 
 O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo, solicita aos candidatos que 
discorram a respeito de determinado tema, assumindo um ponto de vista. 
 
Interpretação de textos argumentativos, opinativos e expositivos 
 Embora argumentar e opinar sejam comumente tomados como sinônimos, há diferença 
entre eles. 
 
 Opinião não necessita de comprovação ou embasamento. Se alguém afirma, por 
exemplo, que doce de banana é melhor do que de goiaba, trata-se de uma opinião, 
não precisa ser justificada. 
 
 Por sua vez, se a pessoa defende a legalização do aborto, 
por exemplo, é necessário que ela apresente referências, 
informações e dados que sustentem o posicionamento. 
Ou seja, é necessário que ela argumente. 
Interpretação de textos argumentativos, opinativos e expositivos 
 Deve-se notar que “um argumento não é necessariamente uma prova de verdade. 
Trata-se, acima de tudo, de um recurso de natureza linguística destinado a levar o 
interlocutor a aceitar os pontos de vista daquele que fala” (PLATÃO e FIORIN, 1999, 
p. 279). 
 
 É possível, ainda, que um texto seja predominantemente expositivo, isto é, que trate 
de determinado tema sem defender um ponto de vista a respeito dele. 
Artigos de opinião 
 O artigo de opinião, normalmente publicado em jornais e revistas, expressa o ponto de 
vista do autor sobre determinado tema. Trata-se de um gênero textual que se caracteriza 
pelo forte teor de persuasão ou de convencimento e que, para firmar a validade do ponto 
de vista, utiliza recursos retóricos e vários tipos de argumentos. 
 
 Quando lemos um artigo de opinião, devemos, em primeiro lugar, identificar o tema que 
ele aborda e o posicionamento do autor frente a ele. Em alguns casos, o título fornece 
pistas sobre o tema e sobre o ponto de vista do autor. 
 
Artigos de opinião 
 Concordar ou não, total ou parcialmente, com o ponto de vista do autor de um artigo de 
opinião depende da nossaformação, do nosso repertório, mas, para dialogarmos com o 
texto, temos que, primeiramente, ter interpretado bem o que ele diz. 
 
 É muito comum, hoje em dia, as pessoas contestarem o que leem sem terem, 
de fato, sequer compreendido a ideia central do texto. O primeiro passo é entender 
corretamente, o segundo é refletir e o terceiro é concordar ou não, apresentando 
embasamento para isso. Não podemos agir como as personagens da charge a seguir. 
 
Artigos de opinião 
Fonte: https://pinterest.es 
Artigos científico-acadêmicos 
 Como toda descoberta científica exige que o pesquisador suspenda seus preconceitos, 
ela comporta riscos éticos. Mas a ciência não produz automaticamente efeitos nocivos 
no plano ético. Sua aplicação ao mundo prático nunca é mecânica ou automática, 
depende das escolhas humanas. 
 Os chineses conheciam a pólvora havia séculos – mas só a usavam para fogos de 
artifício – quando os ocidentais passaram a empregá-la nas armas. Quantas outras 
invenções não dormitam, assim, simplesmente porque alguns de seus potenciais ainda 
não foram desenvolvidos? 
 Só uma sociedade ansiosa por se expandir (capitalista) 
conseguirá extrair o máximo de cada invento e o levará 
para o lado predatório. A ciência, sozinha, não substitui as 
escolhas éticas – nem políticas. 
Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br 
Artigos científico-acadêmicos 
 O tema central do texto baseia-se na ideia de que o desenvolvimento científico e a 
valorização de determinadas descobertas estão atrelados ao desenvolvimento político e 
econômico da sociedade. 
 
 Esse texto, diferente de outros, tem uma forma de expressão mais hermética, 
com vocabulário mais específico e construções sintáticas menos diretas. 
 
 Em geral, os textos acadêmicos são construídos dessa 
forma. Por isso, a leitura deles exige mais concentração, 
pois a precisão conceitual é algo importante. Devemos 
estar bem atentos à forma correta de nomear as ideias 
e os princípios. 
 
Interpretação: textos literários X não literários 
 No senso comum, o que definiria a literatura seria o seu caráter ficcional. Mas há obras 
literárias baseadas na história ou em acontecimentos verídicos, ao mesmo tempo em 
que há histórias imaginadas que não são narradas de forma literária. 
 
 Paul Valéry, teórico francês, aponta como diferença essencial entre o texto literário e os 
demais textos o fato de o literário não poder ser resumido sem perder sua essência, pois 
a forma tem tanta relevância quanto o conteúdo. 
 
 Outros tipos de texto não têm essa característica: se 
resumirmos uma notícia ou uma reportagem, ainda 
teremos o seu essencial. 
 
Interpretação: textos literários X não literários 
 A linguagem, explorada em sua dimensão expressiva e estética, é apontada como o 
fator determinante da literariedade de um texto. 
 
 Uma obra literária não é lida, em geral, com um objetivo pragmático. Quando lemos um 
conto ou um romance, buscamos o prazer da leitura e a compreensão de aspectos da 
nossa vida por meio da narrativa. Por outro lado, quando lemos um texto jornalístico, 
estamos interessados em informações. 
 
 Segundo Antonio Candido, a literatura cumpre a função de 
humanização, de “fazer viver”, de desenvolver o 
imaginário, a fantasia, a reflexão e o pensamento. 
Interpretação: textos literários X não literários 
 Devido a essas características, um texto literário pressupõe várias interpretações e, 
assim, para que seja possível a fruição do objeto estético, é aconselhável que se façam 
várias leituras, pois, na primeira, tendemos a perceber apenas aquilo que aparece de 
forma mais superficial no texto. 
 
 Entre as características da linguagem literária, estão a expressividade, o uso de 
conotação e a exploração de outros recursos sonoros, semânticos, sintáticos e 
morfológicos, que definem a presença da função poética da linguagem. 
 
 
Textos jornalísticos 
 Embora o texto jornalístico seja visto pelo leitor mediano como a representação da 
verdade, ele apresenta uma construção da realidade, uma vez que, como vimos, a 
linguagem é subjetiva, e temos sempre várias formas de contar um fato. 
 
 Para ilustrar essa ideia, vamos ler o texto a seguir, que, de modo bem humorado, mostra 
como a conhecida história de Chapeuzinho Vermelho seria narrada nos diferentes meios 
de comunicação. 
Textos jornalísticos 
 Globo Repórter 
“– Tara? Fetiche? Violência? 
O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? 
O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com os amigos e parentes 
do Lobo em busca da resposta. Vamos viajar pela mente do psicopata. 
E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, 
que se silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter […].” 
 
Textos jornalísticos 
 Brasil Urgente – “Onde é que a gente vai parar? Cadê as autoridades? Cadê as 
autoridades? A menina ia para a casa da sua vovozinha a pé […] – Não tem transporte 
público! Não tem transporte público! – […] foi devorada viva! Por um lobo, gente, um 
lobo safado! Põe na tela, porque eu falo mesmo! Não tenho medo de ameaça nem de 
lobo morto! Não tenho medo de lobo, não!” 
 
 Rádio CBN – “Segundo fontes oficiais e agências internacionais, uma menina vestida 
de vermelho foi retirada viva da barriga de um lobo por um caçador. O lobo ainda teria 
aniquilado a avó da menina. Mais informações daqui a 
meia hora.” 
 
 
Textos jornalísticos 
 Essa brincadeira, bastante divertida, serve para refletirmos sobre a construção de sentido 
que um texto jornalístico traz. Você deve ter reparado que cada veículo ou programa 
destaca um elemento da história, de acordo com sua linha editorial. 
 
 Assim, é fundamental perceber que, embora as matérias informativas tendam a parecer 
neutras, há sempre um enunciador que deixa algumas marcas. Como vimos na unidade I, 
a escolha de palavras e a construção de uma frase interferem no efeito de sentido. 
 
Textos jornalísticos: notícia X reportagem 
 Notícia e reportagem são dois gêneros textuais diferentes do jornalismo informativo, 
embora esses termos sejam usados, muitas vezes, como sinônimos pelos leitores. 
A notícia é um texto que segue um formato pré-estabelecido, em que as informações 
principais vêm no início, e seu foco é no factual. A reportagem procurar contextualizar 
melhor o tema (que pode ser algo que está acontecendo no momento ou que não 
tenha uma época específica para ser investigado, como a vida no Pantanal), 
apresentando mais fontes; seu texto é mais autoral, menos engessado. 
 
Crônicas 
 As crônicas são consideradas um gênero híbrido, que se estabelece na fronteira entre 
a literatura e o jornalismo. Trata-se de um tipo de texto que se desenvolveu desde o 
século XIX no Brasil e que, a partir da década de 1930, assumiu novas feições. 
 
 Nas palavras de Antonio Candido, a crônica não tem a magnitude de outros gêneros 
literários, mas capta a vida “ao rés do chão”, e essa é a característica que lhe confere 
grandiosidade. O cronista sempre revela, com olhar arguto e sensível, algo do cotidiano 
e, em um texto leve, conduz os leitores à reflexão. 
Crônica: “Viva o Pecado!’’ 
 “Com o elevador do prédio enguiçado novamente, o aquecimento para os exercícios 
físicos já começou na descida dos nove andares pela escadaria. Lá pelo quarto andar, 
a panturrilha direita já parecia reclamar. A determinação de ano novo de ter uma vida 
menos sedentária já começara com o elevador me pregando uma peça. 
 
 A recorrente decisão de fazer alguma atividade física é algo positivo, não há o que se 
discutir. Mas, na verdade, o que existe mesmo, de fato, é certa neurose que vira e mexe 
ressurge com força e nos força a tomar uma atitude. Resolvi recomeçar outra vez e 
novamente uma vez mais minhas atividades físicas fazendo 
esteira e nadando. Na verdade, me mexendo na piscina; 
nadar mesmo, não sei. 
Crônica: “Viva o Pecado!” 
 Outro dia li em algum lugar que osquarenta anos representam a idade do lobo. Torço 
para ser um lobo com certo vigor para conseguir dar alguns uivos. Se não com algum 
vigor, ao menos com um pouco de bem-estar que me permita agachar para amarrar os 
sapatos sem dizer “ai” nem ser impedido pela barriga. 
 
 Chego à academia do prédio, iluminação bonita, ambiente arejado, TV, rádio, bebedouro. 
Esses três últimos itens me chamam muito mais a atenção que todos os outros, uma 
parafernália de aparelhos com nomes praticamente impronunciáveis e sem lógica 
para mim. 
 
 Então, me distraio por alguns momentos com um noticiário 
vespertino e sanguinolento na TV, mas tenho mesmo é de 
encarar a esteira. 
Crônica: “Viva o Pecado!” 
 Na volta ao apartamento, meu bunker particular mas não subterrâneo, fui agraciado 
pelos deuses com a sorte de pegar o elevador funcionando novamente. Giro a chave, 
empurro suavemente a porta e sinto um vento agradável no rosto, que vinha da varanda 
aberta. Fico por um instante na sala pensando em não acordar dolorido no dia seguinte. 
Se a panturrilha doer, amanhã não volto para a esteira! 
 Sei que falta de persistência não é virtude; porém penso também que virtude e pecado 
são irmãos que andam sempre juntos. Por hora, eu já cumpri a primeira parte, minha 
virtuosa quota de exercício. 
 Amor, vamos jantar lasanha hoje? Liga pro restaurante que 
eu recebo a entrega lá embaixo! E viva o pecado!” 
 
ALVES, J. O Anjo Miguel. São Paulo: Scortecci, 2018. 
Crônicas 
 Note que o texto é simples, escrito em linguagem acessível, e faz com que o leitor reflita 
sobre episódios cotidianos. O cronista sensibiliza nosso olhar para o que há de curioso 
ao nosso redor. 
 
 Não importa se o fato que o cronista narra é verídico ou não. Ele pode ter vivido a cena 
ou pode tê-la imaginado. Diferente dos textos informativos do jornalismo, a crônica não 
tem compromisso com a veracidade daquilo que é narrado. 
 
 Devemos, ainda, ressaltar que esse texto retrata a atuação 
do cronista: buscar o pitoresco ou o irrisório no cotidiano. 
No texto em questão, o escritor se vê dividido 
entre cuidar da saúde com exercícios físicos 
ou comer alimentos pouco saudáveis. 
 
Interatividade 
Quanto à interpretação de textos verbais escritos, pode-se dizer que: 
a) Ficcionalidade e valor estético costumam ser elementos de grande importância na 
construção do texto literário. 
b) A crônica não tem valor literário, uma vez que é um texto puramente jornalístico. 
c) Uma opinião só se configura como tal se estiver concretamente embasada, 
fundamentada em uma comprovação. 
d) Um texto científico deve prescindir de precisão vocabular. 
e) Um artigo de opinião deve ser o mais neutro possível. 
 
Resposta 
Quanto à interpretação de textos verbais escritos, pode-se dizer que: 
a) Ficcionalidade e valor estético costumam ser elementos de grande importância na 
construção do texto literário. 
b) A crônica não tem valor literário, uma vez que é um texto puramente jornalístico. 
c) Uma opinião só se configura como tal se estiver concretamente embasada, 
fundamentada em uma comprovação. 
d) Um texto científico deve prescindir de precisão vocabular. 
e) Um artigo de opinião deve ser o mais neutro possível. 
 
Interpretação de gráficos e tabelas 
 Tabelas e gráficos também são um tipo de texto, pois combinam seus elementos para 
construir um sentido. 
 
 A interpretação deles exige algum domínio da representação gráfica e da linguagem 
e do raciocínio matemáticos. 
 
 É necessário, por exemplo, saber diferenciar valor relativo de valor absoluto ou 
compreender o significado de um valor médio ou, ainda, ser capaz de estimar um 
valor em uma escala. 
 
 Vejamos um gráfico simples, cuja interpretação não 
demanda nenhum cálculo: 
 
Interpretação de gráficos e tabelas: “O Xis da questão” 
Fonte: http://ead.uepb.edu.br 
Interpretação de gráficos e tabelas: “O Xis da questão” 
 A expressão “o Xis da questão”, usada no título do infográfico, a que diz respeito? 
 
 A expressão “o Xis da questão”, usada no título do infográfico, diz respeito às 
oportunidades de melhoria salarial que surgem à medida que aumenta o nível de 
escolaridade dos indivíduos. 
 
 É algo de visualização bem simples, basta observar as flechas que complementam 
o texto verbal. 
Interpretação de gráficos e tabelas: “O Xis da questão” 
 Observe que a imagem é composta por duas setas que se cruzam e que relacionam 
índice de desemprego e valor do salário com o grau de escolaridade da pessoa. 
 Repare que o título do infográfico já revela a conclusão da pesquisa, pois aponta a 
educação como o fator primordial de qualquer crescimento. A expressão “xis da questão” 
refere-se ao ponto central do problema, mas também remete à figura do infográfico em 
que as “pernas” da letra “x” se cruzam e estabelecem uma relação de proporcionalidade 
entre as variáveis. 
 Veja a seguir um gráfico de barras, com a representação 
da renda média domiciliar per capita (por pessoa), 
conforme anunciado em seu título. 
 
Interpretação de gráficos e tabelas: gráfico de barras 
Fonte: https://www.nexojornal.com.br/expresso 
Interpretação de gráficos e tabelas: gráfico de barras 
 O gráfico informa que uma pessoa ganhava, em média, em 2016, no Sudeste, 
aproximadamente, 1500. Isso não significa que todos da região recebiam esse valor. 
Poderíamos ter, em uma casa, uma pessoa que ganhasse 2000 reais e outra que 
ganhasse 1000 reais. A média per capita seria 1500. 
 
 O gráfico revela diferença econômica acentuada entre as regiões Sudeste e Sul em 
relação às regiões Norte e Nordeste, onde o valor médio da renda domiciliar per capita 
é, aproximadamente, metade do registrado nas regiões Sul e Sudeste. (renda média em 
torno de 700 reais). 
 
 Assim, o gráfico nos mostra um aspecto importante das 
desigualdades regionais e contribui para nossa compreensão 
da realidade brasileira. 
 
 
 
Interpretação de gráficos e tabelas: tabela 
 Muitas vezes, temos de analisar os dados sem qualquer auxílio de representação 
gráfica. Os valores são apresentados em forma de tabela, como na questão seguinte. 
Tente resolvê-la após ler adequadamente todas as informações. 
 
 Exercício. O Produto Interno Bruto (PIB) é um indicador econômico relacionado à 
atividade econômica de uma região em determinado período. Quanto maior a produção 
de bens e serviços, maior o PIB. Considere a tabela a seguir com dados de participações 
percentuais das regiões no PIB brasileiro entre 2002 e 2011. 
 
 
 
Interpretação de gráficos e tabelas: tabela 
Fonte - Adaptado: 
https://censo2010.ibge.gov.br/noticias-censo 
Participação percentual das Grandes Regiões no Produto Interno Bruto 2002-2011 
 
Grandes Regiões 
Participação percentual no Produto Interno Bruto (%) 
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 
Brasil 
Norte 
Nordeste 
Sudeste 
Sul 
Centro-Oeste 
100,0 
4,7 
13,0 
56,7 
16,9 
8,8 
100,0 
4,8 
12,8 
55,8 
17,7 
9,0 
100,0 
4,9 
12,7 
55,8 
17,4 
9,1 
100,0 
5,0 
13,1 
56,5 
16,6 
8,9 
100,0 
5,1 
13,1 
56,8 
16,3 
8,7 
100,0 
5,0 
13,1 
56,4 
16,6 
8,9 
100,0 
5,1 
13,1 
56,0 
16,6 
9,2 
100,0 
5,0 
13,5 
55,3 
16,5 
9,6 
100,0 
5,3 
13,5 
55,4 
16,5 
9,3 
100,0 
5,4 
13,4 
55,4 
16,2 
9,6 
Interpretação de gráficos e tabelas: tabela 
Com base na tabela, analise as afirmativas que seguem. 
I. O PIB do Brasil manteve-se estável no período considerado. 
II. A região Norte é a que apresentou menor produção de bens e serviços. 
III. Apenas a região Norte teve participação sempre crescente no PIB. 
IV. Os dados apresentados permitem concluir que, entre 2010 e 2011, houve crescimento 
econômico em apenas duas regiões do Brasil. 
É correto o que se afirma somente em: 
a) I. 
b) II. 
c) I e II. 
d) II e III. 
e) III e IV. 
 
 
Interpretação de gráficos e tabelas: tabela 
 Em primeiro lugar, note que o título diz o que os números significam: “Participação 
percentual das Grandes Regiões no ProdutoInterno Bruto 2002-2011”. 
 Assim, os valores são relativos (%); não há, na tabela, o total dos PIBs das regiões 
ou do país. A linha com os valores do Brasil é preenchida sempre com 100%. 
 A região que apresenta menor participação no PIB brasileiro em todos os anos da 
tabela é a Norte. De 2002 a 2011, houve crescimento da participação nortista, mas 
esse crescimento não foi regular no período. 
 Observe, por exemplo, que, de 2006 para 2007, há 
pequena queda. Até aqui, portanto, podemos concluir 
que a afirmativa II é correta, e que a I e a III são incorretas. 
 
Interpretação de gráficos e tabelas: tabela 
 A última afirmativa apresenta uma “armadilha”. De 2010 para 2011, as regiões Norte 
e Centro-Oeste aumentaram ligeiramente sua participação na produção da riqueza 
nacional, no entanto, não podemos afirmar que houve crescimento econômico nessas 
regiões, pois não sabemos os valores absolutos dos PIBs. Como a tabela trabalha 
apenas com valores relativos (%), pode ser que o PIB de 2011 tenha sido menor do 
que o de 2010, por exemplo. 
 
 Quando lemos um gráfico ou uma tabela, portanto, 
temos que, primeiramente, entender o significado 
daqueles dados. 
Interpretação de gráficos e tabelas: tabela 
Com base na tabela, analise as afirmativas que seguem. 
I. O PIB do Brasil manteve-se estável no período considerado. 
II. A região Norte é a que apresentou menor produção de bens e serviços. 
III. Apenas a região Norte teve participação sempre crescente no PIB. 
IV. Os dados apresentados permitem concluir que, entre 2010 e 2011, houve crescimento 
econômico em apenas duas regiões do Brasil. 
É correto o que se afirma somente em: 
a) I. 
b) II. 
c) I e II. 
d) II e III. 
e) III e IV. 
 
Interpretação de gráficos e tabelas: gráfico de pizza 
 Outro tipo de gráfico muito usado em relatórios e reportagens é o chamado “gráfico de 
setores” ou “gráfico de pizza”. 
 
 Devemos observar, no “gráfico de pizza” que veremos a seguir, que o círculo todo indica 
100% e a largura de cada fatia é proporcional à participação de cada item no total. 
 
 No exemplo a seguir, veremos um gráfico desse tipo, no qual um professor de educação 
física queria saber a porcentagem de alunos que preferiam alguns esportes. 
Interpretação de gráficos e tabelas: gráfico de pizza 
Fonte: http://clubes.obmep.org.br 
Interpretação de gráficos e tabelas: gráfico de pizza 
 Observe que o círculo todo indica 100% e que a largura de cada fatia é proporcional à 
participação de cada item no total. 
 
 No exemplo, vemos que 40% dos alunos têm o futebol como modalidade preferida, e 
que 30% preferem o vôlei. Assim, se o professor der aulas desses dois esportes, terá 
satisfeito 70% dos alunos, ou seja, a maioria. 
 
 Em todos os gráficos e as tabelas, é importante ler o título 
e observar o período a que os dados se referem (quando 
houver essa informação). Nesse exemplo, temos 
“Modalidade esportiva preferida”. 
 
Interatividade 
 As taxas de emprego para mulheres são afetadas por ciclos econômicos e por políticas 
de governo quanto ao mercado de trabalho. 
 
 O gráfico a seguir apresenta variações das taxas percentuais de emprego para mulheres 
em alguns países, no período de 2000 a 2011. 
 
Interatividade 
Fonte: http://www.oecd-ilibrary.org 
Interatividade 
Com base nesse gráfico, conclui-se que, de 2000 a 2011, a taxa de emprego 
para mulheres: 
a) Foi sempre melhor no Canadá que em outros países. 
b) Teve aumento mais expressivo na Alemanha que em outros países. 
c) Atingiu o auge na Grã-Bretanha em 2011. 
d) Foi ininterruptamente crescente na Itália. 
e) Foi constante na França e no Japão. 
 
 
Resposta 
 As taxas de emprego para mulheres são afetadas por ciclos econômicos e por políticas 
de governo quanto ao mercado de trabalho. 
 
 O gráfico a seguir apresenta variações das taxas percentuais de emprego para mulheres 
em alguns países, no período de 2000 a 2011. 
 
Resposta 
Fonte: http://www.oecd-ilibrary.org 
Resposta 
Com base nesse gráfico, conclui-se que, de 2000 a 2011, a taxa de emprego 
para mulheres: 
a) Foi sempre melhor no Canadá que em outros países. 
b) Teve aumento mais expressivo na Alemanha que em outros países. 
c) Atingiu o auge na Grã-Bretanha em 2011. 
d) Foi ininterruptamente crescente na Itália. 
e) Foi constante na França e no Japão. 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
 No dia a dia, convivemos com a mistura de diversos gêneros e diferentes linguagens. 
Seremos bons leitores se, além de interpretarmos corretamente cada um deles, 
soubermos relacioná-los pelo fato de eles tratarem de temas afins e por termos 
posicionamentos similares ou diversos sobre eles. 
 
 Fazemos essa associação espontaneamente no cotidiano. Você já deve ter assistido a 
um filme, por exemplo, e ter se lembrado de alguma música, livro, novela ou reportagem 
que poderiam ser relacionados a ele. Essa capacidade associativa é extremamente 
importante para melhorarmos nossa leitura de mundo. 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
 Por isso, neste capítulo, faremos a leitura conjunta de dois ou mais textos que tenham 
em comum determinado assunto. 
 
 Vamos começar associando um conto (“Uma vela para Dario”) e uma música (“De frente 
para o crime”). 
 
 Leia, futuramente, “Uma vela para Dario” e a letra de “De frente pro crime” na íntegra. 
Agora, veremos alguns trechos desses textos e faremos uma breve análise. 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
“Uma vela para Dario”, de Dalton Trevisan 
 
 “Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, 
diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, 
sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. 
 
 Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a 
boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor de branco sugeriu que devia 
sofrer de ataque. 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
 Uma velhinha de cabeça grisalha gritou que ele estava morrendo. Outra pessoa sugeriu 
que lhe examinassem os papéis, retirados - com vários objetos - de seus bolsos e 
alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade; sinal de nascença. 
O endereço na carteira era de outra cidade. 
 
 A última boca repetiu — Ele morreu, ele morreu. A gente começou a se dispersar. Dario 
levara duas horas para morrer, ninguém acreditou que estivesse no fim. Agora, aos que 
podiam vê-lo, tinha todo o ar de um defunto. 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
 Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as 
suas mãos no peito. Um menino acendeu uma vela. Apenas um homem morto e a 
multidão se espalhou, as mesas do café ficaram vazias. 
 
 Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario à espera do 
rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó e o dedo sem a aliança. A vela tinha 
queimado até a metade e apagou-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.” 
 
 
Fonte: https://projetos.unioeste.br/projetos 
 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
“De frente pro crime”, de João Bosco 
“Tá lá o corpo 
Estendido no chão 
Em vez de rosto uma foto 
De um gol 
Em vez de reza 
Uma praga de alguém 
E um silêncio 
Servindo de amém... 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
Um homem subiu 
Na mesa do bar 
E fez discurso 
Pra vereador... 
 
Veio o camelô 
Vender! 
Anel, cordão 
Perfume barato... 
 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
Sem pressa foi cada um pro seu lado 
Pensando numa mulher ou no time 
Olhei o corpo no chão e fechei minha janela 
De frente pro crime... 
Quatro horas da manhã 
Baixou o santo na porta-bandeira 
E a moçada resolveu parar, e então... 
Tá lá o corpo 
Estendido no chão...” 
 
Fonte: https://www.vagalume.com.br 
 
 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
 Embora tenham estruturas de composição diferentes,podemos ver que os dois textos 
apresentam um tema comum: a banalização da morte. Em ambos, alguém morre (por 
doença ou por crime) e isso não causa, como se poderia esperar, comoção na maior 
parte das pessoas. 
 
 No conto, as pessoas furtam os pertences do homem que tem um mal súbito na rua. 
Na música, o cadáver no chão faz juntar uma multidão movida pela curiosidade e pela 
oportunidade de vender alguma coisa ou de se promover politicamente. 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
 As duas narrativas têm como espaço um cenário urbano em que prevalece 
o individualismo. 
 
 As pessoas se valem do episódio da morte em benefício próprio. 
 
 As expressões de respeito ao defunto, em ambos os casos, são minoritárias: no conto, 
o senhor piedoso que coloca o paletó para apoiar a cabeça do homem e o menino que 
acende a vela cumprem esse papel; na música, há apenas o “silêncio servindo de amém”. 
 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
 Veja a charge 
a seguir. 
 
 
Fonte: http://paraalemdocerebro.blogspot.com.br 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
 E veja também um trecho do artigo “Por quem rosna o Brasil”, de Eliane Brum. 
 
“Inventar inimigos para a população culpar tem se mostrado um grande negócio neste 
momento do país. 
 
Se há tantos que se sentem humilhados e diminuídos por uma vida de gado, por que não 
convencê-los de que são melhores que os outros pelo menos em algum quesito? 
 
 
 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
 O Brasil do futuro não chegará ao presente sem fazer seu acerto com o passado. Entre 
tantas realidades simultâneas, este é o país que lincha pessoas, em que as pessoas 
rosnam umas para as outras nas ruas, em que os discursos de ódio se impõem nas 
redes sociais sobre todos os outros, em que proclamar a própria ignorância é motivo 
de orgulho na internet. 
 
 Este é o país em que as paisagens ‘paradisíacas’ são borradas pelo inferno da 
contaminação ambiental e a Amazônia, ‘pulmão do mundo’, vai virando soja, gado e 
favela – quando não hidrelétricas como Belo Monte, Jirau 
e Santo Antônio.” 
 
 
 
 
Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
Com base na leitura dos textos, analise as afirmativas a seguir. 
 
I. A associação do sentimento da raiva com a doença que ataca os animais, nos 
quadrinhos, indica que os focos contagiosos da raiva devem ser exterminados 
com medidas sanitaristas, isto é, com a eliminação dos seus agentes. 
 
II. De acordo com Brum, a invenção de culpados a serem odiados interessa a um setor 
socialmente privilegiado. 
 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
III. A cultura do ódio, disseminada nas redes sociais, é importante, na visão de Brum, 
porque contribui para a liberdade de expressão. 
 
IV. Os dois textos colocam os meios de comunicação como disseminadores da cultura do 
ódio e procuram alertar para o caráter maléfico dela. 
 
V. As corretas são, portanto, II e IV. 
 
Leitura conjunta de dois ou mais textos 
Em resumo, em cada texto, temos que prestar atenção nos seus elementos internos e 
devemos sempre associá-lo ao contexto externo e ao nosso conhecimento de mundo. Não 
podemos, no entanto, permitir que nossas crenças e visões de mundo atrapalhem a 
interpretação. O bom leitor não pode dialogar com um texto sem, 
de fato, entender sua mensagem. 
 
Interatividade 
Cotidianamente, convivemos com a mistura de diversos gêneros e diferentes linguagens. 
De acordo com o que estudamos, seremos bons leitores se, além de interpretarmos 
corretamente cada um deles, soubermos: 
a) Derrubar o argumento de um texto com o qual não concordamos. 
b) Escolher apropriadamente nossas leituras, sempre buscando aquelas que coincidam 
com nossa visão de mundo. 
c) Concordar com tudo o que um texto, independentemente do gênero, afirma. 
d) Relacioná-los com nossas crenças e opiniões pessoais 
a respeito dos temas de nosso interesse. 
e) Relacioná-los pelo fato de eles tratarem de temas afins 
e por termos posicionamentos similares ou diversos 
sobre eles. 
Resposta 
Cotidianamente, convivemos com a mistura de diversos gêneros e diferentes linguagens. 
De acordo com o que estudamos, seremos bons leitores se, além de interpretarmos 
corretamente cada um deles, soubermos: 
a) Derrubar o argumento de um texto com o qual não concordamos. 
b) Escolher apropriadamente nossas leituras, sempre buscando aquelas que coincidam 
com nossa visão de mundo. 
c) Concordar com tudo o que um texto, independentemente do gênero, afirma. 
d) Relacioná-los com nossas crenças e opiniões pessoais 
a respeito dos temas de nosso interesse. 
e) Relacioná-los pelo fato de eles tratarem de temas afins 
e por termos posicionamentos similares ou diversos 
sobre eles. 
ATÉ A PRÓXIMA! 
 
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	Textos verbais: orais e escritos
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	Interpretação de textos argumentativos, opinativos e expositivos 
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	Crônica: “Viva o Pecado!”
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