Resumo O EU e o ID
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Resumo O EU e o ID


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RESUMO DO TEXTO \u201cO EU E O ID\u201d
A diferenciação do psíquico em consciente e inconsciente é a premissa básica da psicanálise. A partir disso se pode compreender os processos patológicos da vida psíquica. A psicanálise não pode colocar a essência do psíquico na consciência, mas é obrigada a ver a consciência como uma qualidade do psíquico, portanto, fazendo parte dele.
\u201cEstar consciente\u201d é uma expressão descritiva, que invoca a percepção imediata e segura. No entanto, a experiência mostra que um elemento psíquico \u2013 por exemplo, a ideia \u2013 não é consciente de forma duradoura. O estado de consciência passa com rapidez (uma ideia agora consciente não o é mais no instante seguinte). A ideia é, no momento que está ausente, latente e pertencente ao pré-consciente.
O conceito de inconsciente se dá a partir das experiências em que a dinâmica psíquica (ou seja, como ele se movimenta) desempenha um papel.
O recalque (repressão) é o estado das ideias antes de se tornarem conscientes. No trabalho analítico sentimos como resistência a força que provocou e manteve o recalque. O conceito de inconsciente advém da teoria do recalque, que é o protótipo do inconsciente.
As diferenciações entre consciente, pré-consciente e inconsciente já não bastam mais. Freud forma a ideia de uma organização coerente dos processos psíquicos na pessoa denominada EU da pessoa. A este EU liga-se a consciência. Ele domina a descarga das excitações no mundo externo. É quem pratica a censura até dormindo.
Na análise o que é posto de lado pelo recalque se contrapõe ao EU e, na análise, a tarefa é a de abolir as resistências que o EU manifesta em ocupar-se do recalcado. O que se observa na análise é que os pacientes apresentam dificuldades quando as associações falham no momento em que se aproximam do conteúdo recalcado. Nesse momento o paciente está sob o domínio de uma resistência, mas ele não sabe disso. Mesmo que intua pela sensação de desprazer que uma resistência atua nele para não adentrar no que surge, fala sobre esse impedimento, mas não sabe lhe dar nome. Como essa resistência vem do EU, encontramos no próprio EU algo que é também inconsciente e comporta-se exatamente como o recalcado, ou seja, exerce poderosos efeitos sem tornar-se consciente e requer um trabalho para ser tornado consciente.
Por isso, a neurose apenas derivada de um conflito entre o consciente e o inconsciente não pode manter-se. Essa oposição vai ser substituída por outra: entre o EU coerente e aquilo recalcado que dele se separou. O inconsciente, todavia, não coincide com o recalcado. Todo recalcado é inconsciente, mas nem todo inconsciente é também recalcado. 
A consciência, que está ligada ao EU, vale ressaltar é a superfície do aparelho psíquico. Espacialmente é o primeiro desde o mundo externo. Consciente são todas as percepções que vêm de fora (percepções sensoriais) e de dentro (sensações e sentimentos).
O ID é a parte da psique que se comporta como inconsciente, um algo psíquico irreconhecido e inconsciente em cuja superfície se acha o EU.
O EU é uma parte do ID modificada pela influência direta do mundo externo. Se esforça em fazer valer a influência do mundo externo sobre o ID e seus propósitos. Empenha-se em colocar o princípio de realidade. Já no ID o que vigora é o princípio de prazer.
Popularmente o EU representa a razão e o ID as paixões. 
O EU é sobretudo corporal. O corpo é o lugar da qual podem partir percepções internas e externas simultaneamente. 
O SUPEREU é uma gradação no EU e tem uma relação menos estreita com a consciência. Na fase oral do indivíduo o investimento objetal e a identificação não se distinguem um do outro. Mais tarde os investimentos objetais procedem do ID que sente como necessidade os impulsos eróticos. O EU inicialmente frágil toma conhecimento dos investimentos objetais, aprova-os ou procura afastá-los pelo recalque. Se o objeto sexual deve ou tem de ser abandonado, acontece uma alteração do EU, através de um estabelecimento do objeto no EU. Com essa regressão o EU facilitaria o abandono do objeto. Essa identificação seria a condição de abandono dos objetos.
O caráter do EU seria um precipitado dos investimentos objetais abandonados de que contém a história dessas escolhas de objeto. A transformação de uma escolha erótica de objeto numa alteração do EU é uma via pela qual o EU pode controlar o ID e aprofundar suas relações com ele. O EU assume os traços do objeto se oferecendo ele próprio ao ID como compensação do objeto de sua perda.
Essa transformação da libido objetal em libido narcísica (voltada para o próprio EU) acarreta um abandono das metas sexuais, ou seja, uma sublimação (que ocorre por intermédio do EU que converte a libido objetal sexual em libido narcísica, para depois lhe dar outra meta).
As identificações iniciais que ocorrem no EU serão gerais e duradouras. Na origem do EU, então, se esconde a primeira e mais significativa identificação do indivíduo.
O resultado da fase sexual denominada pelo complexo de Édipo é um precipitado no EU, consistindo no estabelecimento dessas duas identificações. Essa alteração do EU resulta em ideal do EU a SUPEREU.
O SUPEREU é um resíduo das primeiras escolhas objetais do ID e se forma como uma enérgica formação reativa ao ID. O EU infantil fortifica-se para essa obra do recalque, estabelecendo o mesmo obstáculo para dentro de si.
O SUPEREU conserva o caráter do pai (interdição e etc.) e quanto mais forte doi o complexo de Édipo tanto mais rapidamente ocorreu seu recalque, tanto mais severamente o SUPEREU terá o domínio sobre o EU como consciência moral.
O SUPEREU dá expressão duradoura à influência dos pais e é, assim, o representante de nossa relação com os pais, o herdeiro do complexo de Édipo. Como ideal do eu satisfaz tudo o que se espera de algo elevado no ser humano. Como formação substitutiva do anseio do pai, contém o gérmen a partir do qual se formam todas as religiões.
O ID é incapaz de viver ou experimentar as vicissitudes externas senão através do EU. O ID hereditariamente guarda os resíduos de incontáveis existências de EU que cria seu SUPEREU a partir do ID, fazendo aparecer de novo anteriores formas de EU.
Quando o EU não consegue dominar o complexo o investimento de energia deste, que vem do ID, volta a operar na formação reativa do ideal do eu (SUPEREU). A profusa comunicação entre esse ideal e as pulsões inconscientes resolve o enigma de o ideal mesmo poder ficar grande parte inconsciente ao EU.
Rejane
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