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O artigo 11 do Regulamento geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, por sua vez, 
determina que: 
 
 
[...] compete ao sindicato de advogados e, na sua falta, à federação ou 
confederação de advogados, a representação destes nas convenções coletivas 
celebradas com as entidades sindicais representativas dos empregadores, nos 
acordos coletivos celebrados com a empresa empregadora e nos dissídios coletivos 
perante a justiça do trabalho, aplicáveis às relações de trabalho. 
(ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, 1994, art. 11) 
 
 
 
Tal conteúdo, porém, poderia ir de encontro ao disposto no artigo 44, II, do Estatuto 
da Advocacia e da OAB (EAOAB): “promover, com exclusividade, a representação”). 
Se há exclusividade da OAB, por que o Regulamento geral do Estatuto da 
Advocacia e da OAB diz que ela compete ao sindicato? Esse regulamento estaria 
contrariando a Lei nº 8.906/94? 
 
 
 
A resposta é simples. Ela, na verdade, possui duas possiblidades: 
 
 
Interesse de toda a classe dos advogados 
 
Na violação de uma prerrogativa, por exemplo, a OAB, por meio 
de seus órgãos, representa os advogados judicial e 
extrajudicialmente. 
 
 
 
Direitos dos advogados empregados 
 
 
 
 
 
 
 
No caso da violação ao salário-mínimo do advogado empregado, 
por exemplo, essa representação fica a cargo do sindicato ou, na 
falta dele, da federação ou da confederação dos advogados. 
 
 
 
Origem e natureza jurídica da OAB 
 
 
 
A Ordem dos Advogados do Brasil foi criada em 1930 pelo Decreto nº 19.408, que, 
em seu artigo 17, determinou: “Fica criada a Ordem dos Advogados Brasileiros, 
órgão de disciplina e seleção de advogados, que se regerá pelos estatutos que 
forem votados pelo Instituto dos Advogados Brasileiros com a colaboração dos 
institutos dos estados e aprovados pelo governo”. 
 
 
 
No entanto, a OAB passou a ser devidamente estruturada com o 
advento da Lei nº 4.215, de 27 de abril de 1963. Esse é o primeiro 
estatuto da OAB, que, por sua vez, foi revogado pela Lei nº 8.906, 
de 4 de abril de 1994 (Estatuto da Advocacia e da OAB). 
 
Atenção 
O uso da sigla OAB é privativo da Ordem dos Advogados do 
Brasil, como preceitua o art. 44, §2º do atual estatuto. 
 
 
 
Um tema sempre polêmico – e, por isso, bastante discutido na doutrina – e 
ainda não pacificado é a questão da natureza jurídica da OAB. É possível 
encontrar divergências sobre o assunto até mesmo entre os administrativistas 
mais renomados. 
 
Longe de querer esgotar o assunto ou até mesmo de se aprofundar no tema, 
é preciso frisar, entretanto, que esse não é o objetivo deste conteúdo. 
 
 
 
 
 
 
Apresentamos a seguir uma sinopse do assunto, ficando para outro momento 
mais debates a respeito. 
 
Em linhas gerais, é preciso destacar o seguinte aspecto: para que uma 
entidade seja considerada autarquia, ela, entre outros requisitos, deverá 
integrar a Administração Pública. Como preceitua a Lei nº 8.906/1994, no 
artigo 44, §1º, a OAB não mantém nenhum vínculo funcional ou hierárquico 
com qualquer órgão da Administração Pública. 
 
 
Em razão disso, há quem entenda que a Ordem seja uma autarquia em 
regime especial. Em que pese o respeitável entendimento 
supramencionado, nos somamos à corrente que entende ser a OAB 
uma entidade sui generis, uma vez que ela é uma entidade com 
características peculiares. 
 
 
 
Saiba Mais 
Sui generis Único em seu gênero 
 
 
A OAB, afinal, é diferente das demais entidades de classe. Não existe, no 
ordenamento jurídico, nenhuma entidade do tipo, principalmente pelo fato de 
ela não manter qualquer vínculo de natureza funcional ou hierárquica com os 
órgãos da Administração Pública. 
 
O STF se pronunciou acerca do assunto na Ação Direta de 
Inconstitucionalidade (ADI) nº 3.026 por intermédio de seu relator, o então 
ministro Eros Grau: 
 
2. não procede a alegação de que a oab sujeita-se aos ditames impostos à 
administração pública direta ou indireta. * 
3. a oab não é uma entidade da administração indireta da união. a ordem é 
um serviço público independente, categoria ímpar no elenco das 
personalidades jurídicas existentes no direito brasileiro. 
 
 
 
 
 
 
 4. a oab não está incluída na categoria na qual se inserem essas que se tem 
referido com “autarquias especiais” para pretender-se afirmar equivocada 
independência das hoje chamadas “agências”. 
(BRASIL, 2006) 
 
 
 
 
 
1. Finalidades da OAB 
 
Personalidade jurídica 
 
À exceção das subseções, todos os órgãos da OAB possuem uma 
personalidade jurídica própria. É o que se depreende da simples leitura dos 
parágrafos 1º ao 4º do artigo 45 do Estatuto da Advocacia e a Ordem dos 
Advogados do Brasil (EAOAB). 
 
 
As subseções são órgãos autônomos dos conselhos seccionais, funcionando 
como extensões e com a finalidade de descentralizar algumas atividades 
desses conselhos. Curiosamente, o artigo 44, caput, do EAOAB determina 
que a OAB também tem personalidade jurídica. 
 
Uma dúvida poderia surgir aqui: quem tem personalidade jurídica? A OAB ou 
alguns de seus órgãos? Vejamos o que Paulo Lôbo dispõe sobre tal assunto: 
 
 
Quando o art. 44 do Estatuto diz que a OAB é dotada de personalidade 
jurídica própria, remete necessariamente à especificação do art. 45. A OAB é 
a instituição (que não se confunde com pessoa jurídica), cuja personalidade 
jurídica revela-se nos “órgãos” que a compõem, designados no art. 45. Vê-se, 
pois, que a referência no caput do art. 44 à personalidade jurídica da OAB é 
uma metonímia. Não existe uma pessoa jurídica OAB, ao lado de outras 
pessoas jurídicas, mas uma instituição organizada em determinadas pessoas 
jurídicas, que são o Conselho Federal, os conselhos seccionais e as Caixas 
de Assistência. 
 
 
 
 
 
 
(LÔBO, 2009, p. 94) 
 
 
 
 
O Instituto dos Advogados Brasileiros 
 
Bem antes da criação da OAB e após a autorização para a criação dos 
primeiros cursos jurídicos no Brasil, em 11 de agosto de 1827, nas cidades de 
Olinda e São Paulo, na busca pela organização da advocacia, foi fundado o 
Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), em 1843, com vistas à criação da 
OAB. O IAB prestou uma significante contribuição para a história do país. 
 
 
Exemplo 
No auxílio ao governo para a organização legislativa e judiciária, 
posicionando-se como órgão de estudos e debates de temas legislativos e 
jurisprudenciais. 
 
 
Ainda existente, o IAB não é a entidade de classe dos advogados, porém, 
ainda assim, presta, entre outros, o relevante serviço de fomentar a cultura 
jurídica. 
 
Vem que eu te explico! 
Personalidade jurídica dos órgãos da OAB 
 
Instituto dos advogados brasileiros 
 
 
 
2 Estrutura organizacional da OAB 
 
 
Considerações iniciais sobre os órgãos da OAB 
 
 
 
 
 
 
 
A OAB é formada por quatro órgãos. O estudo deles está disciplinado tanto 
no EAOAB quanto no Regulamento geral do Estatuto da Advocacia e da 
OAB: 
 
Conselho Federal 
Arts. 51-55, EAOAB; arts. 62-104, regulamento. 
 
 
Conselhos seccionais 
Arts. 56-59, EAOAB; arts. 105-114, regulamento. 
 
 
Subseções 
Arts. 60-61, EAOAB; arts. 115-120, regulamento. 
 
 
Caixa de Assistência dos Advogados 
Art. 62, EAOAB; arts. 121-127, regulamento. 
 
 
 
 
Nenhum órgão da OAB pode se manifestar sobre questões de ordem 
pessoal, exceto em caso de homenagem a quem tenha prestado relevantes 
serviços à sociedade e à advocacia. As salas e as dependências de seus 
órgãos não podem receber nomes de pessoas vivas ou inscrições estranhas 
às suas finalidades, respeitando-se as situações que já existiam na data da 
publicação do Regulamento geral do Estatuto da Advocacia e da OAB (artigo 
151, parágrafo único). 
 
 
 
Saiba Mais 
 
 
 
 
 
 
A publicação do Regulamento geral do Estatuto da Advocacia e da OAB se 
deu no Diário de Justiça de 16 de novembro de 1994. 
 
 
Regras gerais para as eleições e mandatos na OAB 
 
Eleições e mandatos na OAB 
 
Acompanhe agora as principais regras relativas às eleições e aos mandatos 
na OAB. 
 
 
Eis como funcionam as eleições na OAB: 
 
 
Frequência 
As eleições na OAB são realizadastrienalmente: todos os seus mandatos 
têm a duração de três anos. As eleições dos membros de todos os órgãos se 
realizam na segunda quinzena do mês de novembro do último ano do 
mandato mediante cédula única e votação direta dos advogados 
regularmente inscritos. 
 
 
 
Obrigatoriedade 
O voto é obrigatório para todos os advogados, sob pena de multa equivalente 
a 20% do valor da anuidade, a não ser que sua ausência seja justificada por 
escrito. Já os estagiários não votam. 
 
 
 
 
 
 
Local 
O advogado com inscrição suplementar pode exercer sua opção de voto, 
comunicando ao conselho seccional no qual possui inscrição principal. Além 
disso, a votação em trânsito é vedada. Nesse caso, o advogado poderia, por 
exemplo, votar no local mais perto do seu escritório, da sua residência ou na 
comarca próximo a uma audiência. 
A OAB designa ao advogado o local onde deve votar. O candidato a membro 
da Ordem deve fazer prova dos seguintes requisitos: 
 
1. Ser advogado regularmente inscrito no respectivo conselho seccional 
(com inscrição principal ou suplementar); 
2. Estar em dia com as anuidades; 
3. Não ocupar cargos ou funções incompatíveis com a advocacia (art. 28, 
EAOAB) em caráter permanente ou temporário; 
4. Não ocupar cargos ou funções dos quais possa ser exonerável ad 
nutum (mesmo que compatíveis com a advocacia); 
5. Não ter sido condenado por qualquer infração disciplinar por decisão 
transitada em julgado, salvo se estiver reabilitado pela OAB; 
 
6. Exercer efetivamente a profissão há mais de 3 anos para ocupar 
cargos nos conselhos seccionais e nas subseções e de 5 anos para 
cargos no Conselho Federal e na Caixa de Assistência dos Advogados 
(não se conta o período de estagiário); 
 
7. Não estar em débito com a prestação de contas ao Conselho Federal 
caso seja dirigente do conselho seccional. 
 
 
 
A chapa para o conselho seccional, por sua vez, é composta dos candidatos 
a: 
 
 
Diretoria 
 
 
 
 
 
 
 
Presidente, vice-presidente, secretário-geral, secretário-geral 
adjunto e tesoureiro. 
 
Conselho 
 
Composta pelos conselheiros seccionais da OAB. 
 
Delegação do Conselho Federal 
 
Diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados 
 
 
 
 
 
A eleição é conjunta. Serão considerados eleitos os candidatos integrantes da 
chapa que obtiver a maioria dos votos válidos (art. 64, EAOAB). A chapa para 
a subseção é composta com os candidatos à sua diretoria e ao conselho da 
subseção, quando houver. 
 
 
Os mandatos na OAB têm início em 1º de janeiro do ano seguinte ao da 
eleição para os todos os órgãos da OAB, com exceção para o Conselho 
Federal (os conselheiros federais eleitos na chapa iniciam os seus mandatos 
no dia 1º de fevereiro do ano seguinte ao da eleição). 
 
A extinção do mandato ocorrerá automaticamente antes de seu término 
quando: 
 
 
1. Ocorrer qualquer hipótese de cancelamento da inscrição ou de licença do 
advogado; 
2. O titular sofrer condenação disciplinar na OAB; 
3. O titular faltar, sem motivo justificado, a três reuniões ordinárias consecutivas 
de cada órgão deliberativo do conselho, da diretoria da subseção ou da caixa 
de assistência dos advogados, não podendo ser reconduzido no mesmo 
período de mandado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nos casos da extinção de qualquer mandato na OAB resultante das hipóteses 
supracitadas, caberá ao conselho seccional, no caso de não haver suplentes 
(art. 66, parágrafo único, EAOAB), escolher o substituto. Como já 
comentamos, a votação se dá de forma direta nos conselhos seccionais, 
sendo na modalidade indireta para a escolha da diretoria do Conselho 
Federal. 
 
Dispõe o art. 67 do EAOAB que: 
 
A Eleição da Diretoria do Conselho Federal, que tomará posse no dia 1º de 
fevereiro, obedecerá às seguintes regras: 
I – será admitido o registro, junto ao Conselho Federal, de candidaturas à 
presidência, desde 6 (seis) meses até 1 (um) mês antes da eleição; 
II – o requerimento de registro deverá vir acompanhado do apoio de, no 
mínimo, 6 (seis) Conselhos seccionais; 
III – até 1 (um) mês antes das eleições, deverá ser requerido o registro da 
chapa completa, sob pena de cancelamento da candidatura respectiva; 
IV – no dia 31 de janeiro do ano seguinte ao da eleição, o Conselheiro 
Federal elegerá, em reunião presidida pelo conselheiro mais antigo, por voto 
secreto e para mandato de 3 (três) anos, sua diretoria, que tomará posse no 
dia seguinte; 
V – será considerada eleita a chapa que obtiver maioria simples dos votos 
dos Conselheiros Federais, presente a metade mais 1 (um) de seus 
membros. 
(BRASIL, 1994, art. 67) 
 
 
 
À exceção do candidato à Presidente do Conselho Federal, os demais 
integrantes deverão ser conselheiros federais eleitos. 
 
Vem que eu te explico! 
Considerações iniciais sobre os órgãos da OAB 
 
 
 
 
 
 
	Finalidades e natureza da OAB 
	Finalidades institucionais 
	Origem e natureza jurídica da OAB 
	Atenção 
	Saiba Mais 
	1.​Finalidades da OAB 
	Personalidade jurídica 
	O Instituto dos Advogados Brasileiros 
	Exemplo 
	Vem que eu te explico! 
	2 Estrutura organizacional da OAB 
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	Regras gerais para as eleições e mandatos na OAB​ 
	Frequência 
	Obrigatoriedade 
	Local 
	Vem que eu te explico!

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