Prévia do material em texto
Painel / Minhas Disciplinas / BACHARELADO EM BIBLIOTECONOMIA-10225-FILOSOFI GERAL / ATIVIDADE DE ESTUDO 01 VALOR 0,5 PONTOS / AB1 CLIQUE AQUI PARA REALIZAR A ATIVIDADE DE ESTUDO 01 - PRAZO FINAL: 11/05/2025 Iniciado em sábado, 26 abr 2025, 12:32 Estado Finalizada Concluída em sábado, 26 abr 2025, 13:33 Tempo 1 hora empregado Avaliar 0,50 de um máximo de 0,50(100%) Questão 1 Completo Atingiu 0,05 de 0,05 Por conseguinte é forçoso - disse - que tudo isso produz os autenticamente filósofos uma opinião tal, que se digam entre si palavras deste estilo, pouco ou mais ou menos: 'Pode que alguma senda nos conduza até o fim, junto com o raciocínio, em nossa investigação, em quanto que, enquanto tenhamos o corpo a alma é contaminada pela ruindade dele, jamais conseguiremos suficiente aquilo que desejamos [...] Por isso não temos tempo livre para a filosofia, com todas essas suas coisas. Mas o cúmulo de tudo é que, se sobre algum tempo livre de seus cuidados e nos dedicamos a observar algo, imiscuem-se de novo em nossas investigações nos causa tumulto e confusão, e nos pertuba de tal modo que por ele não somos capazes de contemplar a verdade" Fonte: PLATÓN, Diálogos III: Fedón, Banquete, Fedro. Traducciónes, introduciones y notas de C. Gárcia Gual, M. Mártinez Hernandez, E. Lledo Editorial Gredos, Madrid, 1989, p. 44. Temos o conhecimento de que Platão defendeu em seus diálogos a existência de duas realidades - o mundo sensível e o mundo das Ideias com possibilidades de conhecimento diferentes. De acordo com tal afirmação de Platão, assinale a resposta correta: a. Segundo o pensamento do autor, o corpo pode nos fornecer conhecimento seguro referente ao mundo das b. A mácula que o corpo inflige à alma o impede totalmente de lembrar qualquer coisa sobre o mundo das C. A dialética não é um traço essencial dos diálogos platônicos. d. A reminiscência é uma das principais ferramentas que o filósofo pode utilizar para rememorar o mundo das e. O conhecimento, para Platão, dá-se exclusivamente na experiência sensível divergente sobre a essência do estado natural e social. Sua resposta está correta.Questão 2 Completo Atingiu 0,05 de 0,05 "[...] como vimos ao longo de todo este capítulo, se a ciência parte do conhecimento da qualidade dos sujeitos genéricos cujas propriedades deduz, todo o discurso demonstrativo a que entender-se, também, como um desvelamento da mesma natureza dos atributos demonstrados pela explicitação das relações causais que os engendram e, por conseguinte, como um processo indireto - mas nem por isso menos necessário - da manifestação de suas qualidades ou essências. Sob esse prisma, a ciência é sempre conhecimento de essências, eis a última lição do filósofo". Fonte: PORCHAT, Oswaldo. Ciência e Dialética em Aristóteles. São Paulo, Fundação Editora Unesp, 2000, p. 330. Como Porchat aponta, o conhecimento para Aristóteles o conhecimento só se valida pela demonstração daquilo que se investiga, cuja finalidade é verificar a veracidade e o grau de validade que um tal gênero de conhecimento pode alcançar. Nessa concepção, faz-se necessário para Aristóteles postular regras para que a ciência possa proceder de maneira causal, o que é bem trabalhado nos Primeiros e Segundo Analíticos. Diante de tais concepções, avalie as alternativas abaixo e depois assinale a alternativa correta: - - Para o desenvolvimento das demonstrações nas ciências, o modelo silogístico adequando é o dialético. - Aristóteles concebeu uma nova visão de realidade, de caráter mais imanentista e naturalista que a de Platão. III - Para o pensador grego, o conhecimento é alcançado pela reminiscência, tal como seu mestre (Platão) concebia. IV - Toda ciência, ou gênero científico, tende a investigar a essência de seu respectivo sujeito de estudo, ou seja, propõe-se a trabalhar com o conhecimento do universal. a. I, II, III e IV estão corretas. b. As afirmações III, e IV estão corretas. C. Apenas as afirmações e IV estão corretas. d. As alternativas e IV estão corretas. e. Apenas a alternativa é correta. Sua resposta está correta.Questão 3 Completo Atingiu 0,05 de 0,05 "Assim como sucede em certas coisas ordenadas a um fim, andar direito ou não, também no governo da multidão se dá o reto e o não-reto. Uma coisa dirige-se retamente, quando vai para o fim conveniente; não-retamente, porém, quando vai para o fim não conveniente. Um, porém, é o fim conveniente à multidão dos livres, e outro à dos escravos; visto como o livre é a sua própria causa, ao passo que o escravo, no que é, pertence a outrem. Se, pois, a multidão dos livres é ordenada pelo governante ao bem comum da multidão, o regime será reto e justo, como aos livres convém. Se, contudo, o governo se ordenar não ao bem comum da multidão, mas ao bem privado do governante, será injusto e perverso o governo. Daí ameaçar o Senhor tais governadores, por Ezequiel (34,2): 'Ai dos pastores que a si mesmos se apascentavam (como procurando os seus próprios interesses) - porventura não são os rebanhos apascentados pelos pastores'. Em verdade, devem os pastores buscar o bem do rebanho e os governantes o bem da multidão a eles sujeita". Fonte: AQUINO, Tomás de. De Regno. Tradução de Francisco Benjamin de Souza Neto. Petrópolis - RJ, Editora Vozes, 1997, p. 128 129. De acordo com o argumento verificado acima, verifique as proposições abaixo e depois assinale a correta: a. Segundo o pensador, o ser humano não se distingue do restante dos animais. b. Para Aquino, a finalidade da vida em comunidade, regida por uma disposição política, é o bem geral de todos. C. A bem aventurança ou beatitude é contrária à noção de bem comum defendida pelo autor. d. De acordo com o argumento acima, a lei temporal deve se sobrepor à lei eterna. e. Para Tomás de Aquino a monarquia é a disposição política. Sua resposta está correta.Questão 4 Completo Atingiu 0,05 de 0,05 "Pois bem, se sabes ou acreditas que Deus é bom - e não nos é permitido pensar de outro modo - Deus não pode praticar o mal. Por outro lado, se proclamamos ser ele justo - e negá-lo seria blasfêmia - Deus deve distribuir recompensas aos bons, assim como castigos aos maus. E por certo, tais castigos parecem males àqueles que os padecem. É porque, visto ninguém ser punido injustamente - como devemos acreditar, já que, de acordo com a nossa fé, é a divina Providência que dirige o universo Deus de modo algum será o autor daquele primeiro género de males a que nos referimos, só do segundo". Fonte: AGOSTINHO. o Livre-Arbítrio (De Libero Arbitrio). Tradução de Nair Assis de Oliveira. São Paulo - SP, Editora Paulus, 1995, p. 25. De acordo com o posicionamento do autor, avalie as alternativas abaixo e assinale a asserção correta: a. problema do mal para o autor é em realidade uma questão secundária que surge a partir da noção de liberdade. b. Maldade e bondade não existem para Agostinho. C. De acordo com Agostinho, Deus é o criador, pelos menos virtualmente, do mal. d. A fundamentação da noção de liberdade e de livre-arbítrio é mobilizada pelo autor para poder contornar o problema da existência do mal, decorrente do maniqueísmo. e. É possível que se possa conceber a existência do mal a partir de um ser perfeito como Deus, pelos menos no argumento agostiniano. Sua resposta está correta.Questão 5 Completo Atingiu 0,05 de 0,05 "Ah! Suscitas precisamente uma questão que me atormentou por demais, desde quando era ainda muito jovem. Após ter-me cansado inútilmente de resolvê-la, levou a precipitar-me na heresia (dos maniqueus), com tal violência que fiquei prostrado. Tão ferido, sob o peso de tamanhas e tão inconsistentes fábulas, que se não fosse meu ardente desejo de encontrar a verdade, e se não tivesse conseguido o auxílio divino, não teria podido emergir de lá nem aspirar à primeira das liberdades a de poder buscar a verdade. Visto que a ordem seguida, então, atuou em mim com tanta eficácia para resolver satisfatoriamente essa questão, seguirei igualmente contigo aquela mesma ordem pela qual fui libertado. Seja-nos, pois, Deus propício e faça-nos chegar a entender aquilo em que acreditamos. Estamos, assim, bem certos de estar seguindo o caminho traçado pelo profeta que diz: "Se não acreditardes não entendereis". Ora, nós cremos em um só Deus, de quem procede tudo aquilo que existe. Não obstante, Deus não é o autor do pecado. Todavia, perturba-nos o espírito uma consideração: se o pecado procede dos seres criados por Deus, como não atribuir a Deus os pecados, sendo tão imediata a relação entre ambos?" Fonte: AGOSTINHO. o Livre-Arbítrio (De Libero Arbitrio). Tradução de Nair Assis de Oliveira. São Paulo SP, Editora Paulus, 1995, p. 25. De acordo com o posicionamento do autor, avalie as alternativas abaixo e assinale a asserção correta: - É possível que se possa conceber a existência do mal a partir de um ser perfeito como Deus, pelos menos no argumento agostiniano. II A fundamentação da noção de liberdade e de livre-arbítrio é mobilizada pelo autor para poder contornar o problema da existência do mal, decorrente do maniqueísmo. III - - De acordo com Agostinho é inconcebível que Deus, criador de todo universo, possibilitasse, mesmo virtualmente, o mal. IV - problema do mal para o autor é em realidade uma questão secundária que surge a partir da noção de liberdade. a. I, II, III e IV estão corretas. b. As afirmações III, II e IV estão corretas. C. Apenas as afirmações e III estão corretas. d. As alternativas e IV estão corretas. e. Apenas a alternativa é correta. Sua resposta está correta.Questão 6 Completo Atingiu 0,05 de 0,05 Ao abordarmos o tema da querela dos universais, podemos falar que ela surgiu de uma interpretação dos pressupostos aristotélicos e platônicos. É de consenso entre os estudiosos que Porfírio realizou um sincretismo entre os dois autores em sua Isagoge, ou seja, ele misturou elementos dos dois pensadores gregos para formular sua obra. Em decorrência disso, a leitura de sua obra pelos pensadores medievais criou toda a especulação sobre a origem dos universais. Outro fator importante para o estabelecimento desse problema foi o fato das obras platônicas e aristotélicas terem desaparecido do território europeu durante boa parte da Idade Média, sendo "recuperadas" por volta dos séculos XI a XIII, depois massivamente no renascimento. Diante de tal consideração sobre a influência de Porfírio na questão dos universais, verifique as afirmações abaixo e depois assinale a alternativa correta: 1) As posições aceca da querela dos universais deram-se em três blocos: o realismo (os universais são coisas), o conceitualismo (os universais são conceitos, existem mentalmente e existem em referência ao objeto) e o nominalismo (os universais são nomes ou designações). LOGO 2) Tais posições são sempre dadas em seu estado puro, ou seja, não existindo misturas ou nuances nos escritos dos autores que trabalharam com essa temática. a. As duas afirmações estão corretas. b. Apenas a segunda declaração é verdadeira. C. As duas declarações estão certas, mas são afirmações independentes. d. As duas asserções estão erradas. e. A primeira afirmação está certa e a segunda está errada. Sua resposta está correta.Questão 7 Completo Atingiu 0,05 de 0,05 "A República é, sem qualquer dúvida, uma obra essencialmente imbuída de preocupações políticas - reflete-se sobre o conceito de justiça, de polis justa - mas não se pode deixar de considerar que a educação política para constituir a cidade é o tema correlativo e igualmente importante. A polis, a sua educação, a arte, a poesia, todos esses elementos só podem ser compreendidos e integrados a partir da compreensão ontológica e gnosiológica do platonismo cuja base é a já conhecida teoria das ideias". Fonte: ABREU, Waldir Ferreira e OLIVEIRA, Damião Bezerra. Educ. Pesqui., São Paulo, V. 41, n. 1, p. 209, jan./mar. 2015. Seguindo a reflexão dos autores sobre Platão, verifique as proposições abaixo e depois assinale as alternativas corretas: Segundo Platão, a educação não deve ser provida pelo Estado ou pólis. Existem apenas duas qualidades para o cidadão da república hipotética platônica, a temperança e a sabedoria. Para Platão, a educação tem um papel essencial na formação do cidadão da república platônica. Para Platão, a educação é um dos principais critérios para avaliar qual o papel que cada cidadão poderá desempenhar dentro da república platônica. a. F, V, V. b. F, V, V, V. C. V, F V, F. d. V, F, F, F. e. V, V, F, F. Sua resposta está correta.Questão 8 Completo Atingiu 0,05 de 0,05 "Na medida em que algo indiferenciado se estabiliza, primeiramente surge na alma um universal (pois se percebe o particular, mas a sensação é do universal - por exemplo, de homem, mas não de Cálias homem); novamente entre ele se estabiliza, até que se estabilizem os itens desprovidos de partes, isto é, os universais - por exemplo, animal de tal e tal tipo se estabiliza, até que animal se estabilize, e, concernente a este, do mesmo modo. Assim sendo, é evidente que nos é necessário vir a conhecer os primeiros por indução. Pois é também assim que a sensação incute o universal" Fonte: The Complete Works Vol. I. Edited by Jonathan Barnes. Rinceton University Press, 1984, 100a 15 - 100b, 5. De acordo com a precedente afirmação de Aristóteles, verifique as alternativas abaixo e assinale a alternativa correta: - De acordo com o autor, o conhecimento ocorre apenas pela contemplação do mundo inteligível. II - - Para Aristóteles, a indução ou experiência são essenciais para a construção do conhecimento científico. II - - No argumento aristotélico a formulação universal do conceito ocorre antes da apreensão dos objetos pela experiência. IV - modelo lógico que Aristóteles utiliza é o dialético. a. Somente a alternativa está correta. b. As asserções e III estão corretas. C. Apenas a sentença está correta. d. As alternativas e III estão corretas. e. As asserções IV e estão corretas. Sua resposta está correta.Questão 9 Completo Atingiu 0,05 de 0,05 "A doutrina da reminiscência, tal como exposta no Fédon, permite traçar o seguinte cenário: 1) todos os homens, no momento em que nascem, têm um conhecimento prévio, mas agora esquecido, dos universais; 2) assim sendo, Sócrates pode recorrer a argumentos complexos - acessíveis apenas aos filósofos - de modo a demonstrar que no hyperuranion existem objetos, a saber, as Ideias (i.e. os modelos perfeitos dos universais imperfeitos que encontramos na realidade mundana), e, por conseguinte, que a alma já existia antes de ser encarnada em um corpo; 3) se, por ora, deixarmos de lado a exposição do Fédon (que se dirige à imortalidade da alma) e seguirmos uma via hipotética na direção do conhecimento das Ideias, poderemos retirar duas conclusões: 3a) as Ideias nunca poderão ser conhecidas de um modo total e completo (as versões originais dos objetos terrenos existem apenas no hyperuranion); 3b) o conhecimento aproximado das Ideias é atingível por aqueles que exercitam a dialética como questionamento da alma". Fonte: TRABATTONI, F. Reminiscência e metafísica em Platão. Archai 26,2019, p. De acordo com a passagem anterior, verifique as asserções abaixo e depois assinale a alternativa correta: - - A mácula que corpo inflige a alma o impede totalmente de lembrar qualquer coisa sobre o mundo das Ideias. II - O conhecimento, para Platão, dá-se exclusivamente na experiência sensível divergentes sobre a essência do estado natural e social. III - A dialética é um traço essencial dos diálogos platônicos. IV - A reminiscência é uma das principais ferramentas que o filósofo pode utilizar para rememorar o mundo das Ideias e produzir conhecimento verdadeiro. a. Somente a alternativa está correta. b. As proposições e III estão corretas. C. Apenas a alternativa III está correta. d. As asserções e IV estão corretas. e. As alternativas III e IV são as corretas. Sua resposta está correta.Questão 10 Completo Atingiu 0,05 de 0,05 "O que todas têm em comum é o predicarem-se de muitas coisas. Mas (1) o gênero se predica das espécies e dos indivíduos, da mesma maneira para (2) a diferença; (3) a espécie: dos indivíduos por ela contidos; (4) o próprio: da espécie de que é o próprio, e dos indivíduos subordinados a essa espécie; (5) o acidente: das espécies e dos indivíduos. Com efeito, (1) animal é predicado dos cavalos e dos bois, que são espécies e deste cavalo e deste boi, que são indivíduos; (2) desprovido de razão é predicado dos cavalos e dos bois, e também dos [animais] particulares; (3) Mas uma espécie, como homem, é predicado só dos particulares; (4) o próprio (por exemplo: a capacidade de rir) é predicado tanto do homem quanto dos homens particulares; (5) negro, um acidente inseparável, é predicado da espécie dos corvos e dos [corvos] particulares; mover-se, um acidente separável, é predicado do homem e do cavalo, mas [este tipo de acidente] é predicado primordialmente dos indivíduos e só secundariamente do que contém os indivíduos". Fonte: PORFÍRIO. Isagoge. Introdução, tradução e notas de Bento Silva Santos. Editora Attar, Cammpinas SP, 2002, p. 52. Como sabemos, Porfírio em sua Isagoge deixou a questão dos universais aberta, ao realizar um comentário sobre Aristóteles com alguns elementos platônicos. Tal abertura ocasionou em Boécio, bem nos demais pensadores do final da antiguidade e do medievo, um questionamento de como os universais o conhecimento sobre um conjunto de seres particulares pode ser adquirido e certificado. Referente ao problema dos universais, verifique as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta: - A tradição filosófica caracteriza Aristóteles e Platão como realistas, sendo que o primeiro deposita os universais nos objetos sensíveis e o segundo em objetos supra sensíveis. - Boécio é comumente caracterizado como adepto da posição nominalista. III - Guilherme de Ockham foi tido como um realista, pois defendia a ideia de que as substâncias são universais. IV Pedro Abelardo é geralmente caracterizado como um pensador conceitualista, principalmente por sua posição ponderada entre o realismo e o nominalismo. a. Apenas a afirmação IV está correta. b. As afirmações I, II, III e IV estão corretas. C. As afirmações e IV são as corretas. d. As afirmações e III estão corretas. e. Somente a afirmação é a correta. Sua resposta está correta. ÁUDIO AULA 04 Seguir para... SLIDE AU'