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REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE (RAS) RAS - O documento aborda as Redes de Atenção à Saúde (RAS) no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), destacando sua importância para a integração de serviços, a promoção da saúde coletiva e a garantia da integralidade do cuidado. -As RAS são fundamentadas na Constituição Federal de 1988 (Art. 198), que estabelece um sistema único, regionalizado e hierarquizado, com diretrizes como descentralização, atendimento integral e participação comunitária. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL E NORMATIVA - Decreto nº 7.508/2011: Regulamenta a Lei nº 8.080/90, definindo a organização do SUS, incluindo as RAS, regiões de saúde e pactuações interfederativas. - Portaria nº 4.279/2010: Estabelece diretrizes para a organização das RAS, enfatizando a integração de serviços de diferentes densidades tecnológicas. - Portaria de Consolidação nº 3/2017: Consolida normas sobre RAS, incluindo redes temáticas como Urgência e Emergência, Atenção Psicossocial, e Cuidados à Pessoa com Deficiência. CONCEITO E OBJETIVOS DAS RAS - Definição: Arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, integrados por sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, visando a integralidade do cuidado. Objetivos: 1. Promover acesso universal e igualitário. 2. Garantir atenção contínua, integral e de qualidade. 3. Melhorar eficiência econômica e resultados sanitários. ORGANIZAÇÃO DAS RAS - Modelo Piramidal vs. Rede Poliárquica: 1. Fragmentado/Hierárquico: Focado em ações curativas, atendimento agudo e financiamento por procedimentos (sendo insuficiente para dar conta dos desafios sanitários atuais e, insustentável para os enfrentamentos futuros). 2. RAS: Organizado em rede contínua, com foco em condições crônicas e agudas, financiamento por captação e planejamento baseado na demanda. Redes de Atenção à Saúde Características da RAS: - Formação de relações horizontais entre os pontos de atenção com o centro de comunicação na Atenção Primária à Saúde (APS) - Centralidade nas necessidades em saúde de uma população, - Responsabilização na atenção contínua e integral - Cuidado multiprofissional - Compartilhamento de objetivos - Compromissos com os resultados sanitários e econômicos. -Níveis de Complexidade: 1. Primário (APS): Resolve 80% dos problemas (ex.: UBS). 2. Secundário: 15% (ex.: ambulatórios especializados). 3. Terciário: 5% (ex.: hospitais e UTIs). ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS) COMO EIXO CENTRAl - Atenção Primária à Saúde (APS) é o centro de comunicação da RAS e tem um papel chave na sua estruturação como: ordenadora da rede e coordenadora do cuidado - Na compreensão da APS como primeiro nível de atenção, enfatizando a função resolutiva dos cuidados primários sobre os problemas mais comuns de saúde e a partir do qual se realiza e coordena o cuidado em todos os pontos de atenção. 1. Porta de entrada preferencial do SUS. 2. Ordenadora dos fluxos na rede (referência/contrarreferência). 3. Coordenadora do cuidado multiprofissional. Exemplos de Pontos de Atenção: UBS, CAPS, serviços de urgência, hospitais, domicílios (o que diferencia é a densidade tecnológica) REGIÕES DE SAÚDE - Definição: Espaços geográficos contínuos com municípios delimitados com identidades culturais, econômicas e sociais e de redes comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, integrados para planejamento e execução de ações de saúde. - Para ser uma APS deve oferecer os seguintes serviços: 1. Atenção primária; 2. Urgência e emergência; 3. Atenção psicossocial; 4. Vigilância em saúde; 5. Atenção ambulatorial especializada e hospitalar. REDES TEMÁTICAS - Rede Cegonha/RAMI: Atenção materno-infantil. - Rede de Urgência e Emergência. - Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). - Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. - Rede de Doenças Crônicas. DESAFIOS E BENEFÍCIOS DAS RAS - Desafios: Fragmentação histórica do sistema, concorrência entre serviços, necessidade de integração. Benefícios: 1. Redução de custos. 2. Melhoria no acesso e equidade. 3. Monitoramento e avaliação contínuos. INSTRUMENTOS DE GESTÃO - SIRESP (São Paulo): Sistema informatizado para regulação de leitos, agendamentos e indicadores. - Comissões Intergestores: Responsáveis pela pactuação de diretrizes entre estados e municípios. - Política Nacional de Atenção Básica Portaria de Consolidação nº2, de 28 de outubro de 2017: A gestão municipal deve articular e criar condições para que a referência aos serviços especializados ambulatoriais, sejam realizados preferencialmente pela Atenção Primária, sendo de sua responsabilidade: 1. Ordenar o fluxo das pessoas nos demais pontos de atenção da RAS; 2. Gerir a referência e contrarreferência em outros pontos de atenção; 3. Estabelecer relação com os especialistas que cuidam das pessoas do território. - Com o objetivo da ampliação do cuidado clínico e da resolutividade na Atenção Primária, evitando consultas e/ou procedimentos desnecessários. Além disso, induz-se ao uso racional dos recursos em saúde, impede deslocamentos desnecessários e traz maior eficiência e equidade à gestão das listas de espera. - Por que implantar as RAS? 1 Diminuir a fragmentação histórica do sistema de saúde; 2. Evitar concorrência entre os serviços; 3. Promover a orientação dos usuários; 4. Uso adequado de recursos (diminuição dos custos); 5. Promover o seguimento horizontal dos usuários (devido ao aumento da prevalência das condições crônicas); 6. Forma organizativa que permita o monitoramento e a avaliação. RAS FUNDAMENTAÇÃO LEGAL E NORMATIVA CONCEITO E OBJETIVOS DAS RAS ORGANIZAÇÃO DAS RAS ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS) COMO EIXO CENTRAl REGIÕES DE SAÚDE REDES TEMÁTICAS DESAFIOS E BENEFÍCIOS DAS RAS INSTRUMENTOS DE GESTÃO