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CADERNO DE 
QUESTÕES 
DIREITO PROCESSO PENAL
QUESTÕES GABARITADAS100
PM CE (Soldado) -Pós Edital 
PDF WWW.SIMULAPROVAS.COM.BR 
 
 
 
 
 
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Caderno de Questões –Soldado PM-CE 
 Direito Processual Penal 
 Equipe Simula Provas 
 
DIREITO PROCESSUAL PENAL
1. (FGV - PC RN/2021) O direito processual penal é 
regido por diversos princípios, dentre os quais o do 
nemo tenetur se detegere, pelo qual ninguém será 
obrigado a produzir prova contra si mesmo. 
Com base no princípio em questão e na jurisprudência 
dos Tribunais Superiores: 
A) a atribuição de falsa identidade pelo suspeito ou 
investigado, ainda que em situação de autodefesa, 
configura fato típico; 
B) a recusa do investigado em prestar informações 
quando intimado em sede policial poderá justificar, 
por si só, o seu indiciamento pela autoridade policial; 
C) as provas que exijam comportamento passivo do 
investigado não poderão ser produzidas sem sua 
concordância; 
D) a alteração de cena do crime pelo agente não 
configura fraude processual; 
E) apenas o preso poderá valer-se do direito ao 
silêncio, não se estendendo tal proteção aos 
investigados. 
2. (FGV - PC RN/2021) No curso de inquérito policial 
para investigar a prática de crime sexual, a autoridade 
policial entendeu necessária a realização de exame de 
DNA de Leonardo, suspeito do delito, para colher 
informações sobre a sua autoria. 
Nesse sentido, a prova em questão: 
A) não poderá ser recusada por Leonardo, diante da 
sua condição de indiciado, independentemente de 
exigir comportamento ativo ou passivo; 
B) poderá ser realizada, independentemente da 
concordância de Leonardo, ainda que invasiva, mas 
exige decisão judicial prévia; 
C) poderá ser recusada por Leonardo no curso do 
inquérito policial, mas não no curso de processo 
judicial; 
D) poderá ser realizada sobre material descartado 
por Leonardo, independentemente de sua 
concordância; 
E) poderá ser realizada independentemente da 
concordância de Leonardo, ainda que exija 
comportamento ativo do agente, desde que sujeita ao 
contraditório e ampla defesa. 
 
3. (FGV - TJ CE/2019) A Constituição da República 
de 1988 trouxe uma série de disposições aplicáveis 
não somente ao Direito Penal, mas também ao Direito 
Processual Penal, em especial buscando impor limites 
ao exercício do direito estatal de punir e garantir uma 
série de direitos ao acusado/preso. 
Sobre o tema, a partir das normas constitucionais, é 
previsto(A): 
A) a assistência da família e de advogado ao acusado, 
logo a ausência de advogado durante a elaboração de 
auto de prisão em flagrante, ainda que assegurada 
essa possibilidade e esclarecido tal direito ao preso, 
gerará a invalidade do procedimento; 
B) o princípio de que ninguém é obrigado a produzir 
provas contra si, de forma que não pode o investigado 
pela prática do crime de conduzir veículo automotor 
sob influência de álcool ser obrigado a realizar exame 
de etilômetro (teste do "bafômetro"); 
C) o princípio da presunção de inocência, de modo 
que somente cabe decretação de prisão preventiva 
após sentença condenatória, ainda que sem trânsito 
em julgado; 
D) o direito ao silêncio, que deve ser aplicado tanto 
ao acusado quanto às testemunhas de defesa e 
acusação no momento de prestarem suas 
declarações; 
E) a revogação imediata da prisão ilegal, enquanto a 
desnecessária deverá ser relaxada. 
4. (FGV - TJ AL/2018) Carlos conduzia seu veículo 
automotor de maneira tranquila, quando foi parado 
em uma operação que verificava a condução de 
veículo automotor em via pública sob a influência de 
álcool. Apesar de estar totalmente consciente de seus 
atos, Carlos havia ingerido 07 (sete.) latas de cerveja, 
razão pela qual temia que o teste do “bafômetro” 
identificasse percentual acima do permitido em lei. 
De acordo com a jurisprudência majoritária dos 
Tribunais Superiores, Carlos: 
A) não é obrigado a realizar o exame, que exige um 
comportamento positivo seu, respeitando-se a regra 
de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si, 
diferentemente do que ocorreria se fosse necessária 
apenas cooperação passiva; 
B) é obrigado a realizar o exame, tendo em vista que 
esse é indispensável para a configuração do tipo, 
sempre podendo o resultado ser utilizado como meio 
de prova; 
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 Direito Processual Penal 
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C) não é obrigado a realizar o exame, pois ninguém 
é obrigado a produzir prova contra si, seja através de 
cooperação ativa seja com cooperação passiva, como 
no caso de ato de reconhecimento de pessoa; 
D) é obrigado a realizar o exame, ainda que este seja 
desnecessário para a configuração do tipo, que pode 
ser demonstrado por outros meios de prova; 
E) é obrigado a realizar o exame, mas seu resultado 
poderá ou não ser utilizado como meio de prova de 
acordo com a vontade de Carlos, já que ninguém é 
obrigado a produzir prova contra si. 
5. (FGV - TJ SC/2018) A Constituição da República 
e a doutrina trazem uma série de princípios aplicáveis 
ao Direito Processual Penal, alguns previstos 
expressamente na legislação e outros implícitos. 
Sobre o tema, de acordo com a jurisprudência 
majoritária e atual dos Tribunais Superiores, é correto 
afirmar que: 
A) o princípio da presunção de inocência não é 
considerado violado com a aplicação dos benefícios 
previstos na Lei de Execução Penal ao réu preso diante 
de condenação em primeira instância com aplicação 
de pena privativa de liberdade, ainda que pendente o 
trânsito em julgado; 
B) o Código de Processo Penal prevê o princípio da 
identidade física do juiz, estabelecendo que o juiz 
responsável pelo recebimento da denúncia deverá 
proferir sentença, ainda que outro seja o que presida 
a instrução; 
C) o princípio da motivação das decisões traz como 
consequência a nulidade da decisão fundamentada de 
maneira sucinta e daquelas que se utilizem, ainda que 
em parte, da motivação per relationem; 
D) o princípio da inexigibilidade de autoincriminação 
permite que o acusado apresente, em sede policial ou 
em juízo, nome e dados qualificativos falsos sem que 
isso constitua crime; 
E) o Código de Processo Penal não prevê o princípio 
da identidade física do juiz, de modo que não aplicável 
ao direito processual penal. 
6. (FGV - ALERO/ 2018) Analise as assertivas a 
seguir, que tratam sobre os princípios aplicáveis ao 
Direito Processual Penal. 
I. Com base no princípio da presunção de inocência, a 
prisão preventiva deve ser decretada apenas quando 
as medidas cautelares alternativas não forem 
suficientes, não mais havendo prisão automática em 
razão de sentença condenatória de primeira instância; 
 
II. Inspirado no princípio de que ninguém é obrigado 
a produzir provas contra si, o agente pode se recusar 
a realizar exame de etilômetro (bafômetro), podendo, 
porém, o crime ser demonstrado por outros meios de 
prova; 
III. Com base no princípio da irretroatividade da lei 
processual penal, uma lei de conteúdo exclusivamente 
processual penal, em sendo mais gravosa ao réu, não 
poderá retroagir para atingir fatos anteriores a sua 
entrada em vigor. 
Com base na jurisprudência dos Tribunais Superiores, 
está(ão)168
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49. (FGV - IMBEL/2021) Francisco é investigado 
juntamente com outras duas pessoas pelo crime de 
homicídio em um inquérito policial. Intimado por três 
vezes para prestar depoimento na delegacia, deixa de 
comparecer sem oferecer nenhuma justificativa, 
tendo sua prisão preventiva decretada, ao argumento 
de que Francisco se recusa a colaborar com as 
investigações. Posteriormente, é oferecida e recebida 
denúncia em face dos três investigados. Na audiência 
de instrução e julgamento, os dois corréus prestam 
depoimento e confessam, ao passo que Francisco 
nega falsamente as acusações, arrolando inclusive 
testemunhas que também mentiram em juízo. Todos 
são condenados, sendo certo que Francisco é mantido 
preso “por conveniência da instrução criminal, já que 
continua se recusando a colaborar com a justiça”, ao 
passo que os corréus têm reconhecido o direito de 
apelar em liberdade. 
A pena de Francisco é agravada devido ao fato de ter 
mentido em juízo e indicado testemunhas que 
também mentiram, o que indica que sua 
personalidade é desviada dos valores morais da 
sociedade. 
A partir do episódio narrado acima, analise as 
afirmativas a seguir. 
I. A prisão preventiva decretada na fase policial e sua 
manutenção na fase judicial, pelos motivos 
apresentados, são corretas. 
II. João não pode ser responsabilizado por mentir em 
juízo, mas pode ser responsabilizado em razão do 
comportamento das testemunhas. 
III. O aumento de pena pelos motivos apresentados é 
correto. 
Está incorreto o que se afirma em 
A) I, somente. 
B) I e II, somente. 
C) I e III, somente. 
D) II e III, somente. 
E) I, II e III. 
 
 
 
 
 
 
50. (FGV - MPE RJ/2018) Durante investigação da 
prática de crime grave, antes do oferecimento da 
denúncia, ao receber o inquérito policial ainda não 
relatado apenas com solicitação de novo prazo para 
diligências, o Promotor de Justiça encaminha, ao 
Poder Judiciário, promoção com requerimento apenas 
de busca e apreensão residencial em desfavor de 
João, indiciado. Considerando que João era 
reincidente na prática de crimes, o juiz entendeu por 
deferir a busca e apreensão, mas também por 
decretar a prisão preventiva do indiciado, sem 
manifestação do Ministério Público sobre o tema. 
Com base apenas nas informações narradas, de 
acordo com as previsões do Código de Processo Penal, 
é correto afirmar que a prisão preventiva é: 
A) legal e desnecessária, tendo em vista que as 
diversas condenações anteriores não podem 
fundamentar risco de reiteração delitiva, cabendo 
revogação da prisão; 
B) legal e necessária, tendo em vista que a lei admite 
que a prisão preventiva seja decretada de ofício pela 
autoridade judicial e o risco de reiteração pode ser 
constatado pelas condenações anteriores; 
C) ilegal, pois não cabe prisão preventiva durante as 
investigações, mas tão só prisão temporária, mesmo 
com requerimento do Ministério Público, cabendo 
revogação da prisão; 
D) ilegal, tendo em vista que não poderia ter sido 
decretada de ofício na hipótese, cabendo relaxamento 
da prisão; 
E) ilegal, tendo em vista que não poderia ter sido 
decretada de ofício na hipótese, cabendo revogação 
da prisão. 
50. (FGV - OAB/2018) Após ser instaurado inquérito 
policial para apurar a prática de um crime de lesão 
corporal culposa praticada na direção de veículo 
automotor (Art. 303 da Lei nº 9.503/97 – pena: 
detenção de seis meses a dois anos), foi identificado 
que o autor dos fatos seria Carlos, que, em sua Folha 
de Antecedentes Criminais, possuía três anotações 
referentes a condenações, com trânsito em julgado, 
pela prática da mesma infração penal, todas aptas a 
configurar reincidência quando da prática do delito ora 
investigado. 
 
 
 
 
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Encaminhados os autos ao Ministério Público, foi 
oferecida denúncia em face de Carlos pelo crime antes 
investigado; diante da reincidência específica do 
denunciado civilmente identificado, foi requerida a 
decretação da prisão preventiva. Recebidos os autos, 
o juiz competente decretou a prisão preventiva, 
reiterando a reincidência de Carlos e destacando que 
essa circunstância faria com que todos os requisitos 
legais estivessem preenchidos. 
Ao ser intimado da decisão, o(A) advogado(A) de 
Carlos deverá requerer 
A) a liberdade provisória dele, ainda que com 
aplicação das medidas cautelares alternativas. 
B) o relaxamento da prisão dele, tendo em vista que 
a prisão, em que pese ser legal, é desnecessária. 
C) a revogação da prisão dele, tendo em vista que, 
em que pese ser legal, é desnecessária. 
D) o relaxamento da prisão dele, pois ela é ilegal. 
51. (FGV - SEN/2012) Com relação aos institutos da 
prisão preventiva e da fiança, assinale a alternativa 
correta. 
A) Será admitida a decretação de prisão preventiva 
para a garantia de ordem pública, da ordem 
econômica, da necessidade de assegurar a aplicação 
da lei penal ou conveniência da instrução penal, 
independentemente de haver indício suficiente de 
autoria e da prova da existência do crime. 
B) Poderá ser concedida fiança quando presentes os 
motivos que autorizam a decretação da prisão 
preventiva, desde que seja decretado o 
comparecimento mensal do acusado ao juízo para 
prestar esclarecimentos sobre suas atividades. 
C) Será admitida a prisão preventiva quando houver 
dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando 
esta não fornecer elementos suficientes para 
esclarecê‐la. 
D) Para determinar o valor da fiança, a autoridade 
terá em consideração a natureza da infração, a vida 
pregressa do acusado, as circunstâncias indicativas de 
sua periculosidade, bem como a importância provável 
das custas do processo, até final julgamento, 
independente das condições pessoais de fortuna do 
acusado. 
E) Nos crimes envolvendo violência doméstica e 
familiar contra a mulher, criança, adolescente, idoso, 
enfermo ou pessoa com deficiência, o juiz deverá 
decretar, obrigatoriamente, a prisão preventiva para 
garantir a execução das medidas protetivas de 
urgência. 
52. (FGV - OAB/2010) Com relação às modalidades 
de prisão, assinale a alternativa correta. 
A) A prisão em flagrante delito somente poderá ser 
realizada dentro do período de vinte e quatro horas, 
contadas do momento em que se inicia a execução do 
crime. 
B) A prisão temporária poderá ser decretada a 
qualquer tempo, desde que se mostre imprescindível 
para a produção da prova. 
C) A prisão preventiva poderá ser decretada durante 
o inquérito policial. 
D) Em caso de descumprimento de medida protetiva 
prevista na Lei 11.340/06, o juiz não poderá decretar 
a prisão preventiva do acusado. 
53. (FGV - PC AP/2010) Assinale a alternativa que 
contenha um princípio que não se aplica à prisão 
preventiva. 
A) Taxatividade das hipóteses de aplicação. 
B) Admissibilidade de aplicação automática. 
C) Adequação e proporcionalidade. 
D) Jurisdicionariedade das medidas cautelares. 
E) Demonstração do fumus comissi delicti e do 
periculum libertatis. 
54. (FGV - TJ CE/2019) Com base em ofício 
recebido no cartório da Vara Criminal onde exercia 
suas funções, Luiz deveria separar todos os processos 
de pessoas presasque possivelmente teriam direito à 
substituição da prisão preventiva pela prisão 
domiciliar. Diante disso, separou quatro 
procedimentos para análise de prisões preventivas: no 
primeiro, Clara encontrava-se presa pelo crime de 
roubo com emprego de arma de fogo e violência real, 
possuindo filho de 12 anos de idade; no segundo, o 
preso era Antônio, senhor de 81 anos de idade 
respondendo à ação penal em que se imputava a 
prática de três crimes de estelionato; no terceiro, João 
estava preso pelo crime de corrupção, sendo o único 
responsável pelos cuidados de seu filho de 11 anos; 
no quarto, Larissa estava presa como acusada dos 
crimes de uso de documento falso e moeda falsa, 
possuindo filha de 5 anos, mas não era a única 
responsável pela criança, que também morava com o 
pai. 
Com base nas previsões do Código de Processo Penal, 
em especial dos artigos 318 e 318-A, Luiz deveria 
separar, pela possibilidade, em tese, de ser admitida 
prisão domiciliar, os processos em que figuram como 
acusados(as): 
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A) Clara, Antônio, João e Larissa; 
B) Antônio, João e Larissa, apenas; 
C) Clara e Larissa, apenas; 
D) Antônio e Larissa, apenas; 
E) Antônio, apenas. 
55. (FGV - TJ SC/2018) A Lei nº 12.403/11 
disciplinou, no Código de Processo Penal, o instituto 
da prisão domiciliar, que será aplicada em substituição 
à prisão preventiva, diferente do que ocorre com a 
prisão albergue domiciliar prevista na Lei de Execução 
Penal. A prisão domiciliar prevista no art. 318 do 
Código de Processo Penal será admitida quando: 
A) a ré tiver filho de até 12 anos de idade 
incompletos, ainda que não seja a única responsável 
pelo sustento da criança; 
B) a ré estiver grávida, desde que seja de risco a 
gravidez ou a gestação ultrapasse 07 meses; 
C) o réu, ainda que não genitor, for imprescindível 
aos cuidados de criança de até 12 anos de idade; 
D) a ré tiver filho de até 18 anos incompletos, desde 
que seja a única responsável pelo sustento da 
criança/adolescente; 
E) o réu for pai de filho de até 14 anos de idade 
incompletos, desde que seja o único responsável pela 
criança/adolescente. 
56. (FGV - TJ CE/2019) Mariana, tecnicamente 
primária e com endereço fixo, foi identificada, a partir 
de câmeras de segurança, como autora de um crime 
de furto simples (Pena: 01 a 04 anos de reclusão e 
multA) em um estabelecimento comercial. O inquérito 
policial com relatório conclusivo, acompanhado da 
Folha de Antecedentes Criminais com apenas uma 
outra anotação referente à ação penal em curso, sem 
decisão definitiva, foi encaminhado ao Poder Judiciário 
e, posteriormente, ao Ministério Público. 
Entendendo que existe risco de reiteração delitiva, já 
que testemunhas indicavam que Mariana, que se 
encontrava solta, já teria praticado delitos 
semelhantes, no mesmo local, em outras ocasiões, 
poderá o Promotor de Justiça com atribuição requerer 
que seja: 
A) fixada cautelar alternativa de comparecimento 
mensal em juízo, proibição de contato com as 
testemunhas, mas não o recolhimento domiciliar no 
período noturno por ausência de previsão legal; 
 
B) fixada cautelar alternativa de proibição de 
frequentar, por determinado período, o 
estabelecimento lesado, mas não a decretação da 
prisão preventiva ou temporária; 
C) fixada a cautelar alternativa de internação 
provisória, que gera detração da pena, mas não a 
prisão preventiva ou temporária; 
D) decretada a prisão temporária da indiciada; 
E) decretada a prisão preventiva da indiciada. 
57. (FGV - MPE RJ/2019) Buscando concretizar a 
ideia de que a prisão preventiva somente deve ser 
decretada em situações excepcionais, o legislador 
previu uma série de medidas cautelares alternativas à 
prisão, que devem ser analisadas no momento de se 
apreciar a necessidade ou não da imposição da 
medida cautelar extrema. 
Sobre o tema, de acordo com as previsões do Código 
de Processo Penal, é correto afirmar que: 
A) a suspensão do exercício da função pública poderá 
ser aplicada como cautelar alternativa diante de justo 
receio de sua utilização na prática de crimes, mas não 
da atividade de natureza econômica, sob pena de 
violação da livre concorrência; 
B) a internação provisória poderá ser aplicada se 
constatado o risco de reiteração e a inimputabilidade 
do agente, mas somente nos crimes praticados com 
violência ou grave ameaça à pessoa; 
C) a monitoração eletrônica poderá ser aplicada como 
condição para concessão de prisão albergue domiciliar 
na execução penal, mas não como medida cautelar 
alternativa; 
D) o descumprimento das medidas cautelares 
alternativas e medidas protetivas de urgência não é 
fundamento para justificar a necessidade da prisão 
preventiva; 
E) a proibição de se ausentar da comarca sem 
informar ao juízo poderá ser aplicada pelo magistrado, 
mas não poderá haver retenção do passaporte do 
denunciado. 
58. (FGV - OAB/2017) Douglas responde a ação 
penal, na condição de preso cautelar, pela prática do 
crime de furto qualificado, sendo ele triplamente 
reincidente específico. No curso do processo, foi 
constatado por peritos que Douglas seria semi-
imputável e que haveria risco de reiteração. 
 
 
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O magistrado em atuação, de ofício, revoga a prisão 
preventiva de Douglas, entendendo que não persistem 
os motivos que justificaram essa medida mais grave, 
aplicando, porém, a medida cautelar de internação 
provisória, com base no Art. 319 do Código de 
Processo Penal. 
Diante da situação narrada, o advogado de Douglas 
poderá requerer o afastamento da cautelar aplicada, 
em razão 
A) da não previsão legal da cautelar de internação 
provisória, sendo certo que tais medidas estão 
sujeitas ao princípio da taxatividade. 
B) de somente ser cabível a cautelar quando os 
peritos concluírem pela inimputabilidade, mas não 
pela semiimputabilidade. 
C) de o crime imputado não ter sido praticado com 
violência ou grave ameaça à pessoa. 
D) de não ser cabível, na hipótese, a aplicação de 
medida cautelar de ofício, sem requerimento pretérito 
do Ministério Público. 
59. (FGV - TJ AM/2013) As alternativas a seguir 
apresentam medidas cautelares diversas da prisão, à 
exceção de uma. Assinale-a. 
A) Monitoramento eletrônico. 
B) Limitação de final de semana, devendo o acusado 
permanecer, aos sábados e domingos, por cinco horas 
diárias, em casa de albergado ou outro 
estabelecimento adequado. 
C) Fiança nos crimes que a admitem. 
D) Comparecimento periódico em juízo, no prazo e 
nas condições fixadas pelo juiz, para informar e 
justificar atividades. 
E) Proibição de acesso ou frequência a determinados 
lugares. 
60. (FGV - PC RN/2021) Kevin foi preso pela prática 
do crime de lesão corporal grave (Art. 129, §1º, inciso 
I, do CP), com pena de reclusão de 1 a 5 anos. 
Considerando o crime praticado por Kevin, a fiança: 
A) não poderá ser fixada pela autoridade policial, mas 
tão só pelo magistrado, pois relevante para tal 
definição a pena máxima prevista em abstrato enão 
a mínima; 
B) poderá ser fixada pela autoridade policial, em 
razão da pena mínima cominada ao delito praticado; 
C) não poderá ser concedida em nenhuma espécie, 
considerando a pena em abstrato do delito, ainda que 
não tenha natureza de crime hediondo; 
D) não poderá ser substituída, uma vez fixada, por 
liberdade provisória ou dispensada pelo magistrado, 
ainda que se trate de acusado economicamente 
pobre; 
E) não poderá ser concedida na delegacia nem em 
juízo, por tratar-se de crime equiparado a hediondo. 
61. (FGV - PC RN/2021) Mendel foi preso em 
flagrante pela prática do crime de furto, punível com 
pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa, constando de 
sua folha de antecedentes criminais diversos outros 
processos pela prática de delitos da mesma natureza. 
Após Mendel ser apresentado à autoridade policial, o 
delegado de polícia: 
A) poderá conceder liberdade provisória com ou sem 
fiança; 
B) poderá arbitrar fiança, cumulada com outras 
medidas cautelares alternativas; 
C) poderá arbitrar fiança e deixar de lavrar o auto de 
prisão em flagrante, diante da pena máxima em 
abstrato do delito; 
D) poderá deixar de arbitrar fiança, caso presentes 
requisitos que autorizem a decretação da prisão 
preventiva; 
E) não poderá arbitrar, em razão da pena máxima 
cominada ao delito 
62. (FGV - MPE RJ/2020) André, 22 anos, figura 
como indiciado em procedimento onde se investiga a 
prática do crime de furto simples ( Pena: 1 a 4 anos 
de reclusão e multA). Durante as investigações, restou 
constatado que André possuía sete condenações pela 
prática de crimes contra o patrimônio, com trânsito 
em julgado, e que ele seria autor de diversos outros 
crimes de furto, mas que estaria em local incerto. 
Considerando apenas as informações narradas, no 
tocante ao tema prisão, durante o inquérito: 
A) não poderá ser requerida a prisão temporária de 
André, mas poderá ser decretada sua prisão 
preventiva, em razão da reincidência, 
independentemente de requerimento do Ministério 
Público ou de representação da autoridade policial; 
B) poderá ser decretada a prisão preventiva de André, 
em razão da reincidência, bem como a prisão 
temporária, diante do momento processual, desde que 
haja requerimento do Ministério Público ou 
representação da autoridade policial; 
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C) poderá ser decretada a prisão preventiva de André, 
em razão da reincidência, desde que haja 
requerimento do Ministério Público ou representação 
da autoridade policial, mas não a prisão temporária; 
D) poderá o Ministério Público requerer que seja 
decretada a prisão temporária de André, tendo em 
vista que não houve oferecimento de denúncia, mas 
não a prisão preventiva; 
E) não poderá o Ministério Público requerer a prisão 
preventiva de André, pois a pena máxima do crime 
imputado não é superior a quatro anos, nem a prisão 
temporária. 
63. (FGV - MPE AL/Jurídica/2018) Um dos temas 
relevantes no Processo Penal é “Prisões e Medidas 
Cautelares Alternativas”, já que está relacionado ao 
fundamental direito à liberdade. 
Sobre o tema em questão, de acordo com as previsões 
do Código de Processo Penal, assinale a afirmativa 
correta. 
A) A medida cautelar de internação provisória exige 
laudo, indicando a inimputabilidade do agente e risco 
de reiteração, mas não que os crimes sejam 
praticados com violência ou grave ameaça à pessoa. 
B) A prisão preventiva poderá ser decretada a 
requerimento do Ministério Público, após 
representação da autoridade policial ou de ofício, seja 
durante as investigações seja no curso da ação penal. 
C) A prisão temporária é instrumento utilizado nas 
investigações criminais, podendo ser aplicada 
independentemente do crime que esteja sendo 
investigado, desde que indispensável à investigação. 
D) A prisão em flagrante deverá ser comunicada, no 
prazo de 24h, ao Poder Judiciário e ao Ministério 
Público, não havendo, indispensabilidade, porém, na 
comunicação da defesa técnica do preso. 
E) A prisão preventiva poderá ser substituída por 
domiciliar quando o preso tiver filho de até 12 anos 
incompletos, desde que seja o único responsável pelos 
cuidados da criança. 
64. (FGV TJ GO/2014) Em relação às prisões 
cautelares, é correto afirmar que: 
A) a gravidade da imputação, presente o princípio da 
não culpabilidade, é capaz, por si só, de levar à prisão 
provisória; 
B) a alegação de excesso de prazo da prisão 
preventiva não fica superada pela superveniência da 
sentença condenatória; 
C) o modus operandi da prática delitiva, a revelar a 
periculosidade in concreto do réu, constitui 
justificativa idônea da prisão preventiva para garantia 
da ordem pública; 
D) é válida a utilização de fundamento para 
manutenção da prisão cautelar referente a elementos 
da execução da pena; 
E) a possibilidade de reiteração criminosa e a 
participação em organização criminosa não são 
motivos idôneos para a manutenção da custódia 
cautelar. 
65. (FGV - TJ AM/2013) A Lei n. 12.403/11 
promoveu alterações no tratamento da prisão e 
demais medidas cautelares. 
A esse respeito, assinale a afirmativa correta. 
A) O Juiz, de ofício, poderá decretar a prisão 
preventiva a qualquer momento. 
B) É possível a internação provisória do acusado nas 
hipóteses de crimes praticados com violência ou grave 
ameaça, quando os peritos concluírem ser o acusado 
inimputável ou semi-imputável e houver risco de 
reiteração. 
C) A pronúncia é causa automática de decretação da 
prisão preventiva, assim como a sentença 
condenatória. 
D) A prisão temporária nunca poderá exceder o prazo 
de cinco dias, prorrogável por mais cinco. 
E) A suspensão do processo por força da revelia 
autoriza, por si só, a decretação da prisão preventiva. 
66. (FGV - TJ AM/2013) O princípio da duração 
razoável do processo está previsto na carta magna, 
devendo o Juiz zelar no sentido de que a pretensão 
punitiva seja decidida dentro de um prazo razoável. 
Nesta linha, segundo a jurisprudência majoritária dos 
Tribunais Superiores, assinale a afirmativa incorreta. 
A) O eventual excesso de prazo da prisão cautelar 
deve ser analisado de acordo com a razoabilidade, 
sendo permitido ao juízo, em hipóteses excepcionais, 
diante das peculiariedades da causa, a extrapolação 
dos prazos previstos na lei processual penal, não 
podendo o excesso decorrer de mero cálculo 
aritmético. 
B) O Superior Tribunal de Justiça tem entendimento 
firmado no sentido de que eventual excesso de prazo 
no julgamento do recurso de apelação deve ser aferido 
em face da quantidade da pena imposta na sentença 
condenatória. 
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C) Encerrada a instrução criminal, fica superada a 
alegação de constrangimento ilegal por excesso de 
prazo da prisão cautelar. 
D) Não constitui constrangimento ilegal o excesso de 
prazo na instrução provocado pela defesa. 
E) Não é possível o reconhecimento do excesso de 
prazo e o constrangimento ilegal após o acusado ter 
sido pronunciado. 
67. (FGV - MPE MS/2013) Em 2011, a Lei n. 12.403 
trouxeuma série de inovações no tratamento 
conferido pelo Código de Processo Penal às prisões 
cautelares. Ademais, uma grande novidade foi a 
previsão detalhada de medidas cautelares típicas 
diversas da prisão que poderão ser aplicadas pelo 
magistrado. 
Sobre o tema prisão e medidas cautelares, assinale a 
afirmativa correta. 
A) A prisão preventiva pode ser decretada em 
qualquer fase do processo penal ou investigação 
policial, sempre de ofício ou a requerimento do 
Ministério Público, do assistente de acusação ou do 
querelante, ou por representação da autoridade 
policial. 
B) De acordo com a jurisprudência amplamente 
majoritária do Superior Tribunal de Justiça, tanto o 
flagrante esperado quanto o flagrante preparado são 
ilegais. 
C) A medida cautelar de internação provisória poderá 
ser decretada nos crimes praticados com violência ou 
grave ameaça, quando os peritos concluírem ser 
inimputável ou semi‐imputável o acusado, desde que 
haja risco de reiteração. 
D) O juiz poderá substituir a prisão preventiva pela 
domiciliar, de acordo com o Código de Processo Penal, 
sempre que o agente for maior de 65 anos. 
E) A prisão temporária será decretada pelo juiz pelo 
prazo máximo de 10 dias, prorrogável por igual 
período no caso de extrema e comprovada 
necessidade. 
68. (FGV - TJ CE/2019) José, funcionário público, 
foi denunciado pela prática do crime de peculato após 
análise pelo Ministério Público de procedimento 
administrativo disciplinar em que foi imposta sanção 
ao acusado. 
Encaminhados os autos à autoridade judicial para 
análise da inicial acusatória, de acordo com o Código 
de Processo Penal, é correto afirmar que: 
 
A) o acusado, após o recebimento da denúncia, será 
notificado para apresentação de resposta preliminar, 
ocasião em que deverá ser apresentado rol de 
testemunhas de defesa, mas não caberá instrução 
com documentos e justificações; 
B) o rito comum ordinário, com recebimento da 
denúncia e citação imediata do acusado, deverá ser 
observado, já que não existe previsão legal de 
procedimento especial para crimes próprios praticados 
por funcionários públicos; 
C) o oferecimento de denúncia não foi válido, tendo 
em vista que era indispensável a prévia existência de 
inquérito policial para acompanhar a exordial 
acusatória; 
D) a análise do recebimento ou não da denúncia 
somente será realizada após notificação do acusado 
para apresentação de defesa preliminar no prazo de 
15 (quinzE) dias; 
E) o acusado, considerando a exigência de notificação 
para apresentação de defesa preliminar, no prazo de 
10 (dez) dias, não precisará ser formalmente citado. 
69. (FGV - TJ AL/2018) Antônio, funcionário 
público, foi denunciado pela suposta prática de crime 
de peculato após longa investigação realizada em 
inquérito policial. 
Considerando que o Código de Processo Penal prevê 
procedimento especial para julgamento de crime 
praticado por funcionário público contra a 
Administração e de acordo com a jurisprudência do 
Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que: 
A) o acusado poderá ser notificado para apresentação 
de defesa preliminar no prazo de cinco dias; 
B) a existência de inquérito policial instruindo a ação 
penal torna desnecessária a apresentação de defesa 
preliminar; 
C) a rejeição da denúncia por parte do magistrado 
não exige fundamentação; 
D) a decisão do magistrado que eventualmente 
rejeite a denúncia poderá ser questionada pelo 
Ministério Público através de recurso de apelação; 
E) a falta de intimação do denunciado para 
contrarrazões a eventual recurso contra decisão que 
rejeitou a denúncia não gera nulidade se nomeado 
defensor dativo. 
70. (FGV - TJ SC/2018) Caio, funcionário público do 
Tribunal de Justiça, foi denunciado pela suposta 
prática do crime de corrupção, após prisão em 
flagrante no momento em que solicitava vantagem 
indevida para prática de ato de ofício. 
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Sobre o procedimento aplicável à ação penal em que 
Caio figura como denunciado, é correto afirmar que: 
A) a defesa técnica de Caio somente poderá ser 
intimada após o recebimento da denúncia para 
apresentar defesa, ocasião em que deverá apresentar 
teses, provas que pretenda produzir e exceções; 
B) a resposta preliminar é indispensável, mesmo que 
a denúncia seja amparada em inquérito policial, de 
acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de 
Justiça; 
C) a resposta preliminar poderá indicar as provas que 
a defesa pretenda produzir, mas não poderá ela 
mesma ser instruída com documentos e justificações; 
D) a defesa técnica de Caio deverá ser notificada, 
antes do recebimento da denúncia, para oferecer 
defesa no prazo de 15 dias; 
E) o juiz, nesse procedimento especial, não poderá 
rejeitar a denúncia se convencido da inexistência do 
crime. 
71. (FGV - ALERJ/2017) Determinado funcionário 
público, sem foro por prerrogativa de função, foi 
denunciado pelo cometimento de crime praticado por 
funcionário contra a Administração Pública, após longa 
investigação realizada em inquérito policial. 
De acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal 
de Justiça, é correto afirmar que: 
A) a apresentação de resposta preliminar, na 
hipótese, antes do recebimento da denúncia, é 
dispensável; 
B) o procedimento especial dos crimes praticados por 
funcionários públicos não admite absolvição sumária; 
C) o interrogatório será realizado como primeiro ato 
da instrução; 
D) a sentença condenatória penal, 
independentemente do crime, não poderá impor a 
perda do cargo; 
E) a punição do funcionário público, no âmbito 
administrativo, vincula a instância criminal. 
72. (FGV - TJ AM/2013) O Código de Processo Penal 
prevê nos Arts. 513/518 um procedimento especial 
para os crimes de responsabilidade praticados por 
funcionários públicos. 
Com relação a esse procedimento é correto afirmar 
que 
A) a primeira manifestação do acusado no processo é 
feita após o recebimento da denúncia ou queixa. 
B) o procedimento especial será aplicável aos crimes 
praticados por funcionário público contra a 
Administração, desde que estes sejam inafiançáveis; 
C) de acordo com entendimento sumulado pelo 
Superior Tribunal de Justiça, é desnecessária a 
resposta preliminar quando a ação penal for instruída 
por inquérito policial. 
D) se o crime praticado por funcionário público for de 
peculato doloso, o procedimento especial não será 
aplicável; 
E) se não for conhecida a residência do acusado, ou 
este se achar fora da jurisdição do Juiz, ser‐lhe‐á 
nomeado defensor, a quem caberá acompanhar o 
processo, mas não terá atribuição para apresentar 
resposta preliminar. 
73. (FGV - OAB/2018) Maria, 15 anos de idade, 
comparece à Delegacia em janeiro de 2017, 
acompanhada de seu pai, e narra que João, 18 anos, 
mediante grave ameaça, teria constrangido-a a 
manter com ele conjunção carnal, demonstrando 
interesse, juntamente com seu representante, na 
responsabilização criminal do autor do fato. 
Instaurado inquérito policial para apurar o crime de 
estupro, todas as testemunhas e João afirmaram que 
a relação foi consentida por Maria, razão pela qual, 
após promoção do Ministério Público pelo 
arquivamento por falta de justa causa, o juiz 
homologou o arquivamento com base no fundamento 
apresentado. Dois meses após o arquivamento, uma 
colega de classe de Maria a procura e diz que teve 
medo de contar antes a qualquer pessoa, mas em seu 
celular havia filmagem doato sexual entre Maria e 
João, sendo que no vídeo ficava demonstrado o 
emprego de grave ameaça por parte deste. Maria, 
então, entrega o vídeo ao advogado da família. 
Considerando a situação narrada, o advogado de 
Maria 
A) nada poderá fazer sob o ponto de vista criminal, 
tendo em vista que a decisão de arquivamento fez 
coisa julgada material. 
B) poderá apresentar o vídeo ao Ministério Público, 
sendo possível o desarquivamento do inquérito ou 
oferecimento de denúncia por parte do Promotor de 
Justiça, em razão da existência de prova nova. 
C) nada poderá fazer sob o ponto de vista criminal, 
tendo em vista que, apesar de a decisão de 
arquivamento não ter feito coisa julgada material, o 
vídeo não poderá ser considerado prova nova, já que 
existia antes do arquivamento do inquérito. 
 
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D) poderá iniciar, de imediato, ação penal privada 
subsidiária da pública em razão da omissão do 
Ministério Público no oferecimento de denúncia em 
momento anterior. 
74. (FGV - TJ AL/2018) Matheus foi vítima de crime 
de ação penal pública condicionada à representação. 
Logo após os fatos, compareceu em sede policial e, 
oralmente, manifestou ao Delegado o interesse em 
representar em face do autor dos fatos. Diante disso, 
foi oferecida denúncia pelo Ministério Público. 
Matheus, porém, se arrependeu e demonstrou 
interesse em se retratar da representação enquanto a 
denúncia não era recebida. 
Considerando apenas as informações narradas, é 
correto afirmar que Matheus: 
A) não poderá se retratar da representação, já que o 
Código de Processo Penal não admite retratação, 
independentemente do momento, uma vez realizada 
a representação perante autoridade policial; 
B) poderá se retratar da representação, mesmo após 
o recebimento da denúncia, em razão do princípio da 
disponibilidade da ação penal pública condicionada à 
representação; 
C) não precisa se retratar da representação, pois esta 
foi inválida, já que realizada oralmente; 
D) poderá se retratar da representação, tendo em 
vista que a denúncia não foi recebida; 
E) não poderá se retratar da representação, tendo em 
vista que a denúncia já foi oferecida. 
75. (FGV - MPE RJ/2018) A ação penal pode ser 
iniciada através do oferecimento de denúncia, nas 
ações penais públicas, ou queixa, nas ações penais 
privadas, cada uma das espécies de ação possuindo 
tratando próprio previsto no Código de Processo 
Penal. 
São aplicáveis às ações penais de iniciativa privada os 
princípios da: 
A) oportunidade, disponibilidade e indivisibilidade; 
B) obrigatoriedade, disponibilidade e indivisibilidade; 
C) conveniência, disponibilidade e divisibilidade; 
D) oportunidade, indisponibilidade e 
intranscendência; 
E) conveniência, divisibilidade e intranscendência. 
 
 
76. (FGV - TJ SC/ 2018) O Código de Processo Penal 
prevê uma série de institutos aplicáveis às ações 
penais de natureza privada. Sobre tais institutos, é 
correto afirmar que: 
A) a renúncia ao exercício do direito de queixa ocorre 
antes do oferecimento da inicial acusatória, mas 
deverá ser expressa, seja através de declaração do 
ofendido seja por procurador com poderes especiais; 
B) o perdão do ofendido oferecido a um dos 
querelados poderá a todos aproveitar, podendo, 
porém, ser recusado pelo beneficiário, ocasião em que 
não produzirá efeitos em relação a quem recusou; 
C) a renúncia ao exercício do direito de queixa ocorre 
após o oferecimento da inicial acusatória, gerando 
extinção da punibilidade em relação a todos os 
querelados; 
D) a decadência ocorrerá se o ofendido não oferecer 
queixa no prazo de 06 meses a contar da data dos 
fatos, sendo irrelevante a data da descoberta da 
autoria; 
E) a perempção ocorre quando o querelante deixa de 
comparecer a atos processuais para os quais foi 
intimado, ainda que de maneira justificada. 
77. (FGV - MPE AL/2018) Paulo foi vítima de um 
crime de difamação, crime esse de ação penal privada, 
no dia 01 de dezembro de 2017, ocasião em que 
recebeu uma carta com o conteúdo criminoso. Diante 
disso, compareceu, no mesmo dia, em sede policial, 
narrou o ocorrido e demonstrou interesse na 
investigação da autoria delitiva. 
No dia 14 de dezembro de 2017, foi elaborado 
relatório conclusivo, indicando que Mariana e Marta 
agiram em comunhão de ações e desígnios e eram as 
autoras do delito. Paulo procura Mariana, que era sua 
ex-companheira, para esclarecimentos sobre o 
ocorrido, ocasião em que os dois se entendem e 
retomam o relacionamento. 
Em relação à Marta, porém, Paulo ofereceu queixa-
crime, em 13 de junho de 2018, imputando-lhe a 
prática do crime do Art. 139 do CP. 
Com base apenas nas informações narradas, ao 
analisar o procedimento em 15 de junho de 2018, o 
Promotor de Justiça deverá opinar pelo 
A) não recebimento da queixa em face de Marta, 
tendo em vista que houve decadência no exercício do 
direito de queixa. 
 
 
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B) recebimento da queixa em face de Marta, uma vez 
que a mesma foi oferecida dentro do prazo legal, nada 
mais podendo ser feito em relação à Mariana, já que 
houve renúncia ao exercício do direito de queixa em 
relação a esta. 
C) não recebimento da queixa em face de Marta, 
diante da renúncia ao exercício do direito de queixa 
em favor de Mariana. 
D) não recebimento da queixa em face de Marta, uma 
vez que houve perdão do ofendido. 
E) recebimento da queixa em face de Marta, bem 
como intimação do querelante para imediato 
aditamento da queixa, incluindo Mariana no polo 
passivo. 
78. (FGV - TJ SC/2018) Cinco meses após ser vítima 
de crime de calúnia majorada, Juliana, 65 anos, 
apresentou queixa em desfavor de Tereza, suposta 
autora do fato, perante Vara Criminal, que era o juízo 
competente. Recebida a queixa, no curso da ação, 
Juliana, solteira, veio a falecer, deixando como único 
familiar sua filha Maria, de 30 anos de idade, já que 
não tinha irmãos e seus pais eram previamente 
falecidos. Após a juntada da certidão de óbito, o 
serventuário certificou tal fato na ação penal. 
Diante da certidão e da natureza da ação, é correto 
afirmar que: 
A) deverá a ação penal, diante da apresentação de 
queixa pela vítima antes de falecer, ter regular 
prosseguimento, intimando-se Maria dos atos, em 
razão do princípio da indisponibilidade das ações 
privadas; 
B) deverá o juiz, diante da natureza da ação penal de 
natureza privada, extinguir o processo sem 
julgamento do mérito, não podendo terceiro 
prosseguir na posição de querelante; 
C) deverá ser reconhecida a decadência caso Maria 
não compareça em juízo no prazo legal para dar 
prosseguimento à ação penal; 
D) deverá ser reconhecida a perempção caso Maria 
não compareça em juízo no prazo legal para dar 
prosseguimento à ação penal; 
E) poderá Maria, diante do falecimento de Juliana, 
prosseguir na ação penal, que passará a ser 
classificada como privada subsidiária da pública. 
79. (FGV - OAB/2018) Flávio apresentou, por meio 
de advogado, queixa-crime em desfavor de Gabriel,vulgo “Russinho”, imputando-lhe a prática do crime de 
calúnia, pois Gabriel teria imputado falsamente a 
Flávio a prática de determinada contravenção penal. 
Na inicial acusatória, assinada exclusivamente pelo 
advogado, consta como querelado apenas o primeiro 
nome de Gabriel, o apelido pelo qual é conhecido, suas 
características físicas e seu local de trabalho, tendo 
em vista que Flávio e sua defesa técnica não 
identificaram a completa qualificação do suposto autor 
do fato. A peça inaugural não indicou rol de 
testemunhas, apenas acostando prova documental 
que confirmaria a existência do crime. Ademais, foi 
acostada ao procedimento a procuração de Flávio em 
favor de seu advogado, na qual consta apenas o nome 
completo de Flávio e seus dados qualificativos, além 
de poderes especiais para propor eventuais queixas-
crime que se façam pertinentes. 
Após citação de Gabriel em seu local de trabalho para 
manifestação, considerando apenas as informações 
expostas, caberá à defesa técnica do querelado 
pleitear, sob o ponto de vista técnico, a rejeição da 
queixa-crime, 
A) sob o fundamento de que não poderia ter sido 
apresentada sem a completa qualificação do 
querelado, sendo insuficiente o fornecimento de 
características físicas marcantes, apelido e local de 
trabalho que poderiam identificá-lo. 
B) porque, apesar de fornecidos imprescindíveis 
poderes especiais, a síntese do fato criminoso não 
consta da procuração. 
C) porque a classificação do crime não foi adequada 
de acordo com os fatos narrados, e a tipificação 
realizada vincula a autoridade judicial. 
D) tendo em vista que não consta, da inicial, o rol de 
testemunhas. 
80. (FGV - ALERJ/2017) Paulo praticou 
determinada conduta prevista como crime, prevendo 
a legislação então vigente que a ação respectiva 
ostenta a natureza privada. Três meses depois do 
ocorrido, em razão de mudança legislativa, o crime 
praticado por Paulo passou a ser de ação penal pública 
incondicionada. Um ano após os fatos criminosos, o 
Ministério Público ofereceu denúncia contra Paulo em 
razão daquele comportamento, tendo em vista que o 
ofendido não havia proposto queixa em momento 
anterior. 
De acordo com a situação acima exposta, é correto 
afirmar que o juiz deve: 
A) receber a denúncia, sendo o Ministério Público 
parte legítima, eis que a nova lei deve ser 
imediatamente aplicada; 
B) rejeitar a denúncia, eis que o Ministério Público não 
deflagrou a ação penal no prazo de seis meses; 
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C) rejeitar a denúncia, porque especificamente o 
delito praticado por Paulo, apesar da alteração 
legislativa, continua sendo de ação penal privada, 
reconhecendo a prescrição; 
D) rejeitar a denúncia, porque especificamente o 
delito praticado por Paulo, apesar da alteração 
legislativa, continua sendo de ação penal privada, 
reconhecendo a decadência; 
E) receber a denúncia, porquanto, com a mudança 
legislativa, tanto o ofendido como o Ministério Público 
poderiam deflagrar a ação penal respectiva. 
81. (FGV - OAB/2017) Silva foi vítima de um crime 
de ameaça por meio de uma ligação telefônica 
realizada em 02 de janeiro de 2016. Buscando 
identificar o autor, já que nenhum membro de sua 
família tinha tal informação, requereu, de imediato, 
junto à companhia telefônica, o número de origem da 
ligação, vindo a descobrir, no dia 03 de julho de 2016, 
que a linha utilizada era de propriedade do ex-
namorado de sua filha, Carlos, razão pela qual foi até 
a residência deste, onde houve a confissão da prática 
do crime. 
Quando ia ao Ministério Público, na companhia de 
Marta, sua esposa, para oferecer representação, Silva 
sofreu um infarto e veio a falecer. Marta, no dia 
seguinte, afirmou oralmente, perante o Promotor de 
Justiça, que tinha interesse em representar em face 
do autor do fato, assim como seu falecido marido. 
Diante do apelo de sua filha, Marta retorna ao 
Ministério Público no dia 06 de julho de 2016 e diz que 
não mais tem interesse na representação. Ainda 
assim, considerando que a ação penal é pública 
condicionada, o Promotor de Justiça ofereceu 
denúncia, no dia 07 de julho de 2016, em face de 
Carlos, pela prática do crime de ameaça. 
Considerando a situação narrada, o(A) advogado(A) 
de Carlos, em resposta à acusação, deverá alegar que 
A) ocorreu decadência, pois se passaram mais de 6 
meses desde a data dos fatos. 
B) a representação não foi válida, pois não foi 
realizada pelo ofendido. 
C) ocorreu retratação válida do direito de 
representação. 
D) a representação não foi válida, pois foi realizada 
oralmente. 
 
 
 
82. (FGV - OAB/2017) Lívia, insatisfeita com o fim 
do relacionamento amoroso com Pedro, vai até a casa 
deste na companhia da amiga Carla e ambas 
começam a quebrar todos os porta-retratos da 
residência nos quais estavam expostas fotos da nova 
namorada de Pedro. Quando descobre os fatos, Pedro 
procura um advogado, que esclarece a natureza 
privada da ação criminal pela prática do crime de 
dano. Diante disso, Pedro opta por propor queixa-
crime em face de Carla pela prática do crime de dano 
(Art. 163, caput, do Código Penal), já que nunca 
mantiveram boa relação e ele tinha conhecimento de 
que ela era reincidente, mas, quanto a Lívia, liga para 
ela e diz que nada fará, pedindo, apenas, que o fato 
não se repita. Apesar da decisão de Pedro, Lívia fica 
preocupada quanto à possibilidade de ele mudar de 
opinião, razão pela qual contrata um advogado junto 
com Carla para consultoria jurídica. 
Considerando apenas as informações narradas, o 
advogado deverá esclarecer que ocorreu 
A) renúncia em relação a Lívia, de modo que a queixa-
crime não deve ser recebida em relação a Carla. 
B) renúncia em relação a Lívia, de modo que a queixa-
crime deve ser recebida apenas em relação a Carla. 
C) perempção em relação a Lívia, de modo que a 
queixa-crime deve ser recebida apenas em relação a 
Carla. 
D) perdão do ofendido em relação a Lívia, de modo 
que a queixa-crime deve ser recebida apenas em 
relação a Carla. 
83. (FGV - OAB/2017) Tiago, funcionário público, 
foi vítima de crime de difamação em razão de suas 
funções. Após Tiago narrar os fatos em sede policial e 
demonstrar interesse em ver o autor do fato 
responsabilizado, é instaurado inquérito policial para 
investigar a notícia de crime. Quando da elaboração 
do relatório conclusivo, a autoridade policial conclui 
pela prática delitiva da difamação, majorada por ser 
contra funcionário público em razão de suas funções, 
bem como identifica João como autor do delito. Tiago, 
então, procura seu advogado e informa a este as 
conclusões 1 (um) mês após os fatos. 
Considerando apenas as informações narradas, o 
advogado de Tiago, de acordo com a jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal, deverá esclarecer que 
A) caberá ao Ministério Público oferecer denúncia em 
face de João após representação do ofendido, mas 
Tiago não poderá optar por oferecer queixa-crime. 
 
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B) caberá a Tiago, assistido por seu advogado,oferecer queixa-crime, não podendo o ofendido optar 
por oferecer representação para o Ministério Público 
apresentar denúncia. 
C) Tiago poderá optar por oferecer queixa-crime, 
assistido por advogado, ou oferecer representação ao 
Ministério Público, para que seja analisada a 
possibilidade de oferecimento de denúncia. 
D) caberá ao Ministério Público oferecer denúncia, 
independentemente de representação do ofendido. 
84. (FGV - SEN/2012) A respeito do inquérito 
policial, assinale a alternativa correta. 
A) Assim que tomar conhecimento de fato criminoso, 
a autoridade policial deverá, independentemente de 
estado de flagrância, apreender todos os objetos que 
tenham relação com o crime, ainda que situados 
dentro de domicílio de pessoa investigada, uma vez 
que tal hipótese, por imposição legal, se caracteriza 
como exceção à inviolabilidade domiciliar. 
B) Assim que tomar conhecimento de fato criminoso, 
a autoridade policial deverá apreender todos os 
objetos que tenham relação com o fato criminoso, 
ainda que antes da realização de perícia técnica 
criminal. 
C) Nos inquéritos instaurados para a apuração de 
crimes de ação penal privada, poderá o delegado, ao 
final do prazo de 30 dias para a conclusão do 
inquérito, arquivá‐lo se, fundamentadamente, concluir 
pela inexistência da prática de qualquer ato criminoso. 
D) Nos crimes de ação penal pública em que houver 
requisição do Ministério Público para a instauração de 
inquérito policial, poderá o delegado deixar de 
instaurar o procedimento investigativo e remeter os 
autos para o Procurador‐Geral de Justiça, que decidirá, 
definitivamente, a respeito da necessidade da sua 
instauração. 
E) O Ministério Público não poderá requerer a 
devolução do inquérito à autoridade policial, senão 
para novas diligências indispensáveis ao oferecimento 
da denúncia. 
85. (FGV - PC MA/2012) Na doutrina de Eugênio 
Pacelli de Oliveira, o “inquérito policial, atividade 
específica da polícia denominada judiciária, isto é, 
Polícia Civil, no âmbito da Justiça Estadual, e a Polícia 
Federal, no caso da Justiça Federal, tem por objetivo 
a apuração das infrações penais e de sua autoria”. 
Sobre o tema, assinale a afirmativa correta. 
 
A) Nos crimes de ação penal privada, a autoridade 
policial somente poderá proceder a inquérito a 
requerimento de quem tenha qualidade para intentá-
la. Já nos crime de ação penal pública, condicionada à 
representação ou incondicionada, o inquérito policial 
poderá ser iniciado de ofício. 
B) De acordo com o Código de Processo Penal, o 
inquérito deverá ser finalizado no prazo de 10 dias, se 
o indiciado estiver solto, e no de 60 dias, quando 
estiver preso. 
C) Se o caso for de difícil elucidação, terminado o 
prazo para finalização do inquérito, poderá a 
autoridade policial reter os autos por decisão própria. 
D) Uma vez arquivado o inquérito pela autoridade 
judiciária, em nenhuma hipótese poderá a autoridade 
policial proceder a novas pesquisas. 
E) O ofendido, ou seu representante legal, e o 
indiciado poderão requerer qualquer diligência, que 
será realizada ou não, a juízo da autoridade. 
86. (FGV - OAB/2011) No tocante ao inquérito 
policial, é correto afirmar que 
A) por ser um procedimento investigatório que visa 
reunir provas da existência (materialidadE) e autoria 
de uma infração penal, sua instauração é 
indispensável. 
B) pode ser arquivado por determinação da 
Autoridade Policial se, depois de instaurado, 
inexistirem provas suficientes da autoria e 
materialidade do crime em apuração. 
C) para qualquer modalidade criminosa, deverá 
terminar no prazo de 10 (dez) dias se o indiciado tiver 
sido preso em flagrante ou estiver preso 
preventivamente, ou no prazo de 30 (trintA) dias, 
quando estiver solto. 
D) tem valor probatório relativo, mesmo porque os 
elementos de informação, no inquérito policial, não 
são colhidos sob a égide do contraditório e ampla 
defesa, nem na presença do magistrado. 
87. (FGV - OAB/2011) Tendo em vista o enunciado 
da súmula vinculante n. 14 do Supremo Tribunal 
Federal, quanto ao sigilo do inquérito policial, é 
correto afirmar que a autoridade policial poderá negar 
ao advogado 
A) a vista dos autos, sempre que entender pertinente. 
B) a vista dos autos, somente quando o suspeito tiver 
sido indiciado formalmente. 
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C) do indiciado que esteja atuando com procuração o 
acesso aos depoimentos prestados pelas vítimas, se 
entender pertinente. 
D) o acesso aos elementos de prova que ainda não 
tenham sido documentados no procedimento 
investigatório. 
88. (FGV - OAB/2011) Acerca das disposições 
contidas na Lei Processual sobre o Inquérito Policial, 
assinale a alternativa correta. 
A) Nos crimes de ação privada, a autoridade policial 
poderá proceder a inquérito a requerimento de 
qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da 
existência de infração penal. 
B) Do despacho que indeferir o requerimento de 
abertura de inquérito caberá recurso para o tribunal 
competente. 
C) Para verificar a possibilidade de haver a infração 
sido praticada de determinado modo, a autoridade 
policial poderá proceder à reprodução simulada dos 
fatos, desde que esta não contrarie a moralidade ou a 
ordem pública. 
D) A autoridade policial poderá mandar arquivar autos 
de inquérito. 
89. (FGV - PC AP/2010) Maria tem seu veículo 
furtado e comparece à Delegacia de Polícia mais 
próxima para registrar a ocorrência. O Delegado de 
Polícia instaura inquérito policial para apuração do 
fato. Esgotadas todas as diligências que estavam a 
seu alcance, a Autoridade Policial não consegue 
identificar o autor do fato ou recuperar a res furtiva. 
Assinale a alternativa que indique a providência que o 
Delegado deverá tomar. 
A) Relatar o inquérito policial e encaminhar os autos 
ao Ministério Público para que este promova o 
arquivamento. 
B) Promover o arquivamento do inquérito policial, 
podendo a vítima recorrer ao Secretário de Segurança 
Pública. 
C) Relatar o inquérito policial e encaminhar os autos 
ao Secretário de Segurança Pública para que este 
promova o arquivamento. 
D) Manter os autos do inquérito policial com a rotina 
suspenso, até que surja uma nova prova. 
E) Prosseguir na investigação, pois o arquivamento 
só é possível quando transcorrer o prazo prescricional. 
 
 
90. (FGV - PC AP/2010) Rosa Margarida é uma 
conhecida escritora de livros de autoajuda, 
consolidada no mercado já há mais de 20 anos, com 
vendas que alcançam vários milhares de reais. Há 
cerca de dois meses, Rosa Margarida descobriu a 
existência de um sistema que oferece ao público, 
mediante fibra ótica, a possibilidade do usuário 
realizar a seleção de uma obra sobre a qual recaem 
seus (de Rosa MargaridA) direitos de autor, para 
recebê-la em um tempo e lugar previamente 
determinados por quem formula a demanda. O 
sistema também indica um telefone de contato caso o 
usuário tenha problemas na execução do sistema. 
O marido de Rosa Margarida, Lírio Cravo instala no 
telefone um identificador de chamadas e descobre o 
número do autor do sistema que permitia a violação 
dos direitos autorais de Rosa Maria. De posse dessa 
informação, Lírio Cravo vai à Delegacia de Polícia 
registrar a ocorrência de suposta prática do crime 
previsto no art. 184, §3º, do Código Penal (violação 
de direitos autorais). O Delegado instaura inquérito e 
de fato consegue identificar o autor do crime. 
Considerando a narrativaacima, assinale a alternativa 
correta. 
A) O Delegado agiu corretamente. Encerrado o 
inquérito policial, deve encaminhá-lo ao Ministério 
Público para que adote as providências cabíveis. 
B) O Delegado agiu incorretamente. O marido da 
ofendida não poderia ter obtido o número do telefone 
do autor das ameaças sem prévia autorização judicial, 
pois tal informação é sigilosa. 
C) O Delegado agiu incorretamente. A instauração do 
inquérito nesse caso depende de representação da 
ofendida, não podendo ser suprida por requerimento 
de seu marido. 
D) O Delegado agiu incorretamente. A instauração do 
inquérito policial nesse caso depende de requisição do 
Ministério Público, pois a interceptação telefônica é 
imprescindível à apuração dos fatos. 
E) O Delegado agiu corretamente. Encerrado o 
inquérito policial, deve entregar os autos à vítima, 
mediante recibo, para que a mesma possa oferecer 
queixa crime. 
91. (FGV - PC RJ/2009) A respeito do inquérito 
policial, analise as afirmativas a seguir: 
I. Nos crimes de ação pública, o inquérito policial será 
iniciado de ofício ou mediante requisição da 
autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a 
requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade 
para representá-lo. 
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II. Nos crimes de ação privada, a autoridade policial 
somente poderá proceder a inquérito de ofício ou a 
requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade 
para representá-lo. 
III. O inquérito, nos crimes em que a ação pública 
depender de representação, não poderá sem ela ser 
iniciado. 
Assinale: 
A) se nenhuma afirmativa estiver correta. 
B) se somente as afirmativas I e II estiverem 
corretas. 
C) se somente as afirmativas I e III estiverem 
corretas. 
D) se somente as afirmativas II e III estiverem 
corretas. 
E) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
92. (FGV - TJ MS/2008) Relativamente ao inquérito 
policial, é correto afirmar que: 
A) a autoridade assegurará no inquérito o sigilo 
necessário à elucidação do fato, aplicando, porém, em 
todas as suas manifestações, os princípios do 
contraditório e da ampla defesa. 
B) a autoridade policial poderá mandar arquivar autos 
de inquérito por falta de base para a denúncia. 
C) o inquérito deverá terminar no prazo de 30 dias, se 
o indiciado estiver preso, ou no prazo de 60 dias, 
quando estiver solto. 
D) o inquérito policial não acompanhará a denúncia ou 
queixa quando servir de base a uma ou outra. 
E) o indiciado poderá requerer à autoridade policial a 
realização de qualquer diligência. 
93. (FGV - PC MA/2012) Sobre a prisão em 
flagrante, analise as afirmativas a seguir. 
I. Nas infrações permanentes, entende-se o agente 
em flagrante delito enquanto não cessar a 
permanência. 
II. O flagrante esperado é considerado lícito pela 
jurisprudência amplamente majoritária dos Tribunais 
Superiores. 
III. A falta de testemunhas da infração não impedirá 
o auto de prisão em flagrante. Nesse caso, bastará a 
assinatura do condutor. 
Assinale; 
A) se somente as afirmativas I e III estiverem 
corretas. 
B) se somente a afirmativa I estiver correta. 
C) se somente a afirmativa III estiver correta. 
D) se somente as afirmativas I e II estiverem 
corretas. 
E) se somente as afirmativas II e III estiverem 
corretas. 
94. (FGV - PC AP/2010) Roberto entra em uma 
agência bancária e efetua o saque de quinhentos reais 
da conta corrente de terceiro, utilizando um cheque 
falsificado. De posse do dinheiro, Roberto se retira da 
agência. Quinze minutos depois, o caixa do banco 
observa o cheque com mais cuidado e percebe a 
falsidade. O segurança da agência é acionado e 
consegue deter Roberto no ponto de ônibus próximo à 
agência. O segurança revista Roberto e encontra os 
quinhentos reais em seu bolso. Roberto é conduzido 
pelo segurança à Delegacia de Polícia mais próxima. 
Considerando a narrativa acima, assinale a alternativa 
correta. 
A) O Delegado de Polícia deve baixar a portaria de 
instauração do inquérito policial, tomar o depoimento 
de Roberto, lavrar termo de apreensão do dinheiro 
que havia sido sacado por ele na agência bancária, e 
liberá-lo, já que a situação narrada não caracterizou 
flagrante delito. Encerradas as investigações, deve 
remeter os autos do inquérito policial ao Ministério 
Público para que ofereça denúncia. 
B) O Delegado de Polícia a quem Roberto é 
apresentado deve lavrar o auto de prisão em 
flagrante, sendo-lhe vedado tomar o depoimento do 
preso sem que esteja assistido por advogado. Se o 
autuado não informar o nome de seu advogado, o 
Delegado deverá solicitar a presença de um defensor 
público ou nomear um advogado dativo para proceder 
à oitiva. Após a lavratura do auto, deve comunicar a 
prisão ao juiz competente e entregar nota de culpa ao 
preso. 
C) O Delegado de Polícia a quem Roberto é 
apresentado deve lavrar o auto de prisão em 
flagrante, comunicar a prisão imediatamente ao juiz 
competente e à família do preso ou à pessoa por ele 
indicada, bem como entregar a nota de culpa ao 
preso. Se o juiz constatar a desnecessidade da 
decretação de prisão cautelar, deverá conceder 
liberdade provisória ao preso, com ou sem fiança, 
independentemente de manifestação do Ministério 
Público ou da defensoria pública. 
 
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D) O Delegado de Polícia a quem Roberto é 
apresentado deve lavrar o auto de prisão em 
flagrante, comunicar a prisão imediatamente ao juiz 
competente e à família do preso ou à pessoa por ele 
indicada, devendo ainda remeter, em vinte e quatro 
horas, o auto de prisão em flagrante acompanhado de 
todas as oitivas colhidas ao juiz competente e, caso o 
autuado não informe o nome de seu advogado, cópia 
integral do auto à Defensoria Pública, e entregar nota 
de culpa ao preso. 
E) O Delegado de Polícia a quem Roberto é 
apresentado deve lavrar o auto de prisão em 
flagrante, comunicar a prisão imediatamente ao juiz 
competente e à família do preso ou à pessoa por ele 
indicada, devendo ainda remeter, em vinte e quatro 
horas, o auto de prisão em flagrante acompanhado de 
todas as oitivas colhidas ao juiz competente e 
entregar nota de culpa ao preso. Caberá ao juiz abrir 
vista dos autos de comunicação de prisão ao Ministério 
Público e, caso o preso tenha declarado não possuir 
advogado, à defensoria pública. 
95. (FGV - TJ PA/2009) Manoela de Jesus foi presa 
em flagrante, quando estava em sua casa assistindo à 
televisão, porque supostamente teria jogado um bebê 
recém nascido no rio. Os responsáveis pela prisão 
foram dois policiais civis que realizavam diligências no 
local a partir de uma denúncia anônima. 
Ao realizar a prisão os policiais identificaram Manoela 
a partir da descrição fornecida pela denúncia anônima. 
A esse respeito, assinale a alternativa correta. 
A) Trata-se de flagrante próprio, previsto no art. 302, 
I, do Código de Processo Penal. 
B) Trata-se de flagrante próprio, previsto no art. 302, 
II, do Código de Processo Penal. 
C) A prisão é ilegal, pois não está presente nenhumadas situações autorizadoras da prisão em flagrante. 
D) Trata-se de flagrante presumido, previsto no art. 
302, IV, do Código de Processo Penal. 
E) Trata-se de flagrante impróprio, previsto no art. 
302, III, do Código de Processo Penal. 
 
 
 
 
 
 
96. (FGV - TJ PA/2009) João Batista é preso em 
flagrante por populares porque estava oferecendo 
drogas à venda, sendo levado imediatamente à 
Delegacia de Polícia. Na delegacia, a autoridade 
policial inicia uma conversa informal com João, que 
confessa a prática do crime. Os policiais indagam 
ainda de João onde estaria escondido o restante da 
droga que ele pretendia traficar, bem como o nome do 
traficante de quem adquirira a droga. João indica o 
esconderijo onde guardava a droga, bem como declina 
o nome do traficante de quem comprara a droga. 
No momento em que seria realizado seu interrogatório 
policial, João exige a presença de um advogado dativo 
ou defensor público, o que lhe é negado pelo 
Delegado, sob o argumento de que não há previsão 
legal para essa assistência gratuita. João fica 
contrariado e, quando o interrogatório formal é 
iniciado, modifica suas declarações negando a 
propriedade da droga. Contudo, o delegado gravara a 
confissão de João durante a conversa informal. 
A esse respeito, assinale a afirmativa incorreta. 
A) João deveria ter sido informado do direito de 
permanecer em silêncio logo ao chegar à delegacia, 
antes de iniciada qualquer conversa informal. 
B) João tem direito à assistência de advogado dativo 
no momento da lavratura do auto de prisão, 
constituindo constrangimento ilegal a atitude do 
delegado de negá-lo. 
C) A gravação da conversa informal pelo delegado 
constitui prova ilícita, sendo certo que o depoimento 
do preso somente pode ser colhido segundo as 
formalidades do Código de Processo Penal que tratam 
da lavratura do auto de prisão. 
D) O depoimento de João no auto de prisão em 
flagrante não constitui crime de falso testemunho, 
ainda que a instrução criminal demonstre que tais 
afirmações são inverídicas. 
E) A prisão de João Batista por populares é legal, 
porque autorizada expressamente pelo Código de 
Processo Penal. 
97. (FGV - SEN/2008) Mévio anuncia um roubo 
dentro de um ônibus em que há dez passageiros, 
dentre eles um delegado de polícia, um policial militar, 
um juiz de direito, um bacharel em direito e seis 
pessoas do povo, sem atividades relacionadas à área 
jurídica. 
Dessas dez pessoas, as que têm o dever de prender 
Mévio em flagrante são: 
A) o policial militar e o bacharel em direito. 
B) as pessoas sem vinculação com a área jurídica. 
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C) o policial militar, o juiz de direito, o bacharel em 
direito e o delegado de polícia. 
D) o policial militar, o juiz de direito e o delegado de 
polícia. 
E) o policial militar e o delegado de polícia. 
98. (FGV - TJ PA/2008) Preso em flagrante, Jota é 
acusado da prática de crime de furto tentado. Jota tem 
vinte e três anos de idade. Juntando prova da 
primariedade do acusado, assim como de residência e 
bons antecedentes, a Defesa requer a liberdade 
provisória do réu, que é negada ao argumento de que 
Jota, quando era adolescente, praticara outro furto, 
pelo qual cumprira medida socioeducativa. 
A esse respeito, assinale a alternativa correta. 
A) A decisão judicial viola o princípio da presunção de 
inocência e não se caracteriza, também, pela 
homogeneidade que constitui elemento das medidas 
cautelares privativas de liberdade. 
B) A decisão judicial viola a regra que não admite 
prisão em flagrante em infração penal de menor 
potencial ofensivo. 
C) A decisão judicial está devidamente fundamentada 
na garantia da ordem pública e deve ser mantida. 
D) A decisão judicial viola a regra que determina que 
em semelhante hipótese não se dispensa a prévia 
decretação da prisão temporária do acusado. 
E) A decisão judicial está correta porque se trata de 
crime equiparado a hediondo. 
99. (FGV - PC RN/2021) O direito processual penal 
é regido por diversos princípios, dentre os quais o do 
nemo tenetur se detegere, pelo qual ninguém será 
obrigado a produzir prova contra si mesmo. 
Com base no princípio em questão e na jurisprudência 
dos Tribunais Superiores: 
A) a atribuição de falsa identidade pelo suspeito ou 
investigado, ainda que em situação de autodefesa, 
configura fato típico; 
B) a recusa do investigado em prestar informações 
quando intimado em sede policial poderá justificar, 
por si só, o seu indiciamento pela autoridade policial; 
C) as provas que exijam comportamento passivo do 
investigado não poderão ser produzidas sem sua 
concordância; 
D) a alteração de cena do crime pelo agente não 
configura fraude processual; 
E) apenas o preso poderá valer-se do direito ao 
silêncio, não se estendendo tal proteção aos 
investigados. 
100. (FGV - PC RN/2021) No curso de inquérito 
policial para investigar a prática de crime sexual, a 
autoridade policial entendeu necessária a realização 
de exame de DNA de Leonardo, suspeito do delito, 
para colher informações sobre a sua autoria. 
Nesse sentido, a prova em questão: 
A) não poderá ser recusada por Leonardo, diante da 
sua condição de indiciado, independentemente de 
exigir comportamento ativo ou passivo; 
B) poderá ser realizada, independentemente da 
concordância de Leonardo, ainda que invasiva, mas 
exige decisão judicial prévia; 
C) poderá ser recusada por Leonardo no curso do 
inquérito policial, mas não no curso de processo 
judicial; 
D) poderá ser realizada sobre material descartado 
por Leonardo, independentemente de sua 
concordância; 
E) poderá ser realizada independentemente da 
concordância de Leonardo, ainda que exija 
comportamento ativo do agente, desde que sujeita ao 
contraditório e ampla defesa. 
 
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 GABARITO- Processo Penal 
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QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO 
01 A 21 C 41 B 
02 D 22 C 42 D 
03 B 23 C 43 E 
04 A 24 A 44 B 
05 A 25 C 45 C 
06 B 26 C 46 D 
07 D 27 D 47 C 
08 B 28 C 48 A 
09 B 29 A 49 C 
10 E 30 D 50 E 
11 C 31 C 51 D 
12 B 32 D 52 D 
13 A 33 E 53 C 
14 A 34 D 54 C 
15 B 35 B 55 B 
16 E 36 C 56 B 
17 D 37 B 57 A 
18 B 38 B 58 B 
19 A 39 B 59 B 
20 B 40 D 60 C 
QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO 
61 B 81 B 
62 A 82 D 
63 D 83 C 
64 C 84 A 
65 E 85 C 
66 C 86 E 
67 B 87 E 
68 E 88 D 
69 C 89 D 
70 D 90 C 
71 B 91 A 
72 D 92 C 
73 A 93 C 
74 C 94 E 
75 B 95 D 
76 E 96 D 
77 A 97 C 
78 B 98 B 
79 C 99 E 
80 D 100 A 
GABARITO PROCESSO PENAL 
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nos itens 
A) I, II e III. 
B) I e II. 
C) I e III. 
D) II e III. 
E) I. 
7. (FGV - DP DF/2014) Em novembro de 2013, 
Aristarco Pederneiras foi denunciado junto com outros 
imputados, perante uma das Varas Criminais de 
Brasília, pela prática do delito de corrupção ativa 
(diversas vezes, na forma do Art. 71 do CP). Ao ser 
citado pessoalmente, foi questionado pelo Oficial de 
Justiça se pretendia constituir Advogado ou ser 
representado por Defensor Público. Alegando que 
sempre ouviu bons comentários sobre o trabalho da 
Defensoria Pública do Distrito Federal, perguntou ao 
Oficial de Justiça se ele conhecia o Defensor Público 
que oficiava junto à Vara Criminal, sendo informado 
que se tratava de profissional diferenciado, 
extremamente respeitado no meio forense, contando 
com Mestrado e Doutoramento na área penal, além de 
ser Professor e Conferencista da matéria em diversas 
instituições pelo Brasil. Empolgado com o perfil 
apresentado, afirma que deseja ser assistido pela 
Defensoria Pública, comparecendo na semana 
seguinte, para buscar orientação com seu Patrono. 
Designada a Audiência de Instrução e Julgamento 
para março de 2014, ao chegar à sala de audiências, 
constata que o Defensor Público estava no gozo de 
férias, sendo substituído, naquela oportunidade, por 
um colega recém saído dos bancos acadêmicos e 
aprovado no último concurso público para a 
Instituição. Insatisfeito com a qualificação do novo 
Defensor Público, declara, no início do ato, que 
desejava ser assistido pela Defensoria Pública, mas 
apenas pelo Membro Titular, com quem havia mantido 
contato. Diante dessa situação, o juiz deverá: 
 
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A) aceitar a objeção do réu, diante do princípio da 
ampla defesa, redesignando o ato para o mês 
seguinte, aguardando o retorno do profissional 
escolhido. 
B) prosseguir com a instrução, remetendo o 
julgamento para data posterior, quando do retorno do 
profissional escolhido. 
C) aceitar a objeção do réu, diante do princípio da 
ampla defesa, deferindo prazo para que o réu 
constitua advogado. 
D) prosseguir com a instrução e o julgamento, diante 
dos princípios da unidade e indivisibilidade 
institucionais. 
E) prosseguir com a instrução e o julgamento, diante 
do princípio da concentração de atos, nomeando 
defensor dativo para o ato. 
8. (FGV - DPE RJ/2014) Dentro da conceituação de 
ampla defesa no processo penal, é correto afirmar que 
A) a intimação da decisão de pronúncia feita por 
edital, ao acusado solto e não encontrado, viola a 
ampla defesa, pois o ato foi procedido por anterior 
citação pessoal após o recebimento da denúncia, 
ainda na fase inicial do processo, cabendo ao Estado 
localizar o réu não revel. 
B) o falecimento do único patrono do réu poucos dias 
antes da publicação do acórdão, pelo Tribunal de 
Justiça, que não admitiu recurso defensivo, 
consubstancia situação relevante, pois a intimação do 
acórdão tornou-se impossível após a sua morte. 
C) cumpre ao magistrado processante, em não sendo 
possível ao defensor constituído assumir ou prosseguir 
no patrocínio da causa penal, ordenar a nomeação de 
defensor dativo ou público, para promover a defesa do 
réu, enquanto este não é intimado para escolher novo 
patrono. 
D) se reconhece ofensa ao princípio da ampla defesa 
pelo indeferimento de pedido de diligência à polícia 
para localizar testemunha, não constituindo interesse 
processual da defesa obter e fornecer ao juízo o 
endereço correto de suas testemunhas. 
E) no caso de adiamento do julgamento da sessão do 
júri, em razão da ausência do defensor constituído do 
réu, o não comparecimento do defensor constituído ao 
julgamento remarcado não autoriza o juiz a nomear 
defensor dativo ao réu. 
9. (FGV - TJ RJ/2014) A Constituição da República 
e o Código de Processo Penal prevêem regras e 
princípios para solucionar conflitos no tema “a lei no 
tempo”. À lei puramente processual penal aplicam-se 
os seguintes princípios: 
A) da irretroatividade da lei prejudicial ao réu e da 
retroatividade da lei benéfica; 
B) da aplicação imediata e do tempus regit actum 
(tempo rege o ato); 
C) da inalterabilidade e da ultratividade da lei 
benéfica; 
D) da ultratividade e da retroatividade da lei benéfica 
ao réu; 
E) da retroatividade da lei prejudicial e da 
ultratividade da lei benéfica. 
 
10. (FGV - ALEMA/2013) Assinale a alternativa que 
indica o princípio que fundamenta a lição da doutrina 
de que a prova não pertence à parte que a produziu, 
mas ao processo. 
A) Princípio do livre convencimento motivado. 
B) Princípio do contraditório. 
C) Princípio da oralidade da prova. 
D) Princípio da publicidade da prova. 
E) Princípio da aquisição ou comunhão da prova. 
11. (FGV - PC MA/2012) Os verbetes de súmula 
produzidos pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo 
Supremo Tribunal Federal, apesar de, em regra, não 
vincularem a atuação dos juízes dos diversos tribunais 
do país, funcionam como orientação, de modo a 
buscar a uniformização das decisões judiciais. 
De acordo com tais enunciados, assinale a afirmativa 
correta. 
A) A autoridade policial poderá fazer uso das algemas 
no caso de resistência à prisão ou risco para 
integridade física própria ou alheia, mas não quando 
houver fundado receio de fuga. 
B) O crime de latrocínio é de competência do Tribunal 
do Júri, tendo em vista que para subtração ocorre a 
morte da vítima. 
C) Intimada a defesa da expedição da carta 
precatória, torna-se desnecessária intimação da data 
da audiência no juízo deprecado. 
D) A participação do membro do Ministério Público na 
fase investigatória criminal acarreta o seu 
impedimento ou suspeição para oferecimento da 
denúncia. 
 
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E) O crime contra a honra praticado contra um 
magistrado, no exercício de suas funções, somente 
permite que o ofendido faça representação para 
posterior denúncia, mas não que ele mesmo ofereça 
queixa. 
12. (FGV - OAB/2017) Em 23 de novembro de 2015 
(segunda feirA), sendo o dia seguinte dia útil em todo 
o país, Técio, advogado de defesa de réu em ação 
penal de natureza condenatória, é intimado da 
sentença condenatória de seu cliente. No curso do 
prazo recursal, porém, entrou em vigor nova lei de 
natureza puramente processual, que alterava o 
Código de Processo Penal e passava a prever que o 
prazo para apresentação de recurso de apelação seria 
de 03 dias e não mais de 05 dias. No dia 30 de 
novembro de 2015, dia útil, Técio apresenta recurso 
de apelação acompanhado das respectivas razões. 
Considerando a hipótese narrada, o recurso do 
advogado é 
A) intempestivo, aplicando-se o princípio do tempus 
regit actum (o tempo rege o ato), e o novo prazo 
recursal deve ser observado. 
B) tempestivo, aplicando-se o princípio do tempus 
regit actum (o tempo rege o ato), e o antigo prazo 
recursal deve ser observado. 
C) intempestivo, aplicando-se o princípio do tempus 
regit actum (o tempo rege o ato), e o antigo prazo 
recursaldeve ser observado. 
D) tempestivo, aplicando-se o princípio constitucional 
da irretroatividade da lei mais gravosa, e o antigo 
prazo recursal deve ser observado. 
13. (FGV - OAB/2016) João, no dia 2 de janeiro de 
2015, praticou um crime de apropriação indébita 
majorada. Foi, então, denunciado como incurso nas 
sanções penais do Art. 168, §1º, inciso III, do Código 
Penal. No curso do processo, mas antes de ser 
proferida sentença condenatória, dispositivos do 
Código de Processo Penal de natureza exclusivamente 
processual sofrem uma reforma legislativa, de modo 
que o rito a ser seguido no recurso de apelação é 
modificado. O advogado de João entende que a 
mudança foi prejudicial, pois é possível que haja uma 
demora no julgamento dos recursos. 
Nesse caso, após a sentença condenatória, é correto 
afirmar que o advogado de João 
A) deverá respeitar o novo rito do recurso de 
apelação, pois se aplica ao caso o princípio da imediata 
aplicação da nova lei. 
 
B) não deverá respeitar o novo rito do recurso de 
apelação, em razão do princípio da irretroatividade da 
lei prejudicial e de o fato ter sido praticado antes da 
inovação. 
C) não deverá respeitar o novo rito do recurso de 
apelação, em razão do princípio da ultratividade da lei. 
D) deverá respeitar o novo rito do recurso de 
apelação, pois se aplica ao caso o princípio da 
extratividade. 
14. (FGV - OAB/2013) A Lei n. 9.099/95 modificou 
a espécie de ação penal para os crimes de lesão 
corporal leve e culposa. De acordo com o Art. 88 da 
referida lei, tais delitos passaram a ser de ação penal 
pública condicionada à representação. Tratando-se de 
questão relativa à Lei Processual Penal no Tempo, 
assinale a alternativa que corretamente expõe a regra 
a ser aplicada para processos em curso que não 
haviam transitado em julgado quando da alteração 
legislativa. 
A) Aplica-se a regra do Direito Penal de retroagir a lei, 
por ser norma mais benigna. 
B) Aplica-se a regra do Direito Processual de 
imediatidade, em que a lei é aplicada no momento em 
que entra em vigor, sem que se questione se mais 
gravosa ou não. 
C) Aplica-se a regra do Direito Penal de 
irretroatividade da lei, por ser norma mais gravosa. 
D) Aplica-se a regra do Direito Processual de 
imediatidade, em que a lei é aplicada no momento em 
que entra em vigor, devendo-se questionar se a 
novatio legis é mais gravosa ou não. 
15. (FGV - OAB/2013) Em um processo em que se 
apura a prática dos delitos de supressão de tributo e 
evasão de divisas, o Juiz Federal da 4ª Vara Federal 
Criminal de Arroizinho determina a expedição de carta 
rogatória para os Estados Unidos da América, a fim de 
que seja interrogado o réu Mário. Em cumprimento à 
carta, o tribunal americano realiza o interrogatório do 
réu e devolve o procedimento à Justiça Brasileira, a 4ª 
Vara Federal Criminal. O advogado de defesa de 
Mário, ao se deparar com o teor do ato praticado, 
requer que o mesmo seja declarado nulo, tendo em 
vista que não foram obedecidas as garantias 
processuais brasileiras para o réu. 
Exclusivamente sobre o ponto de vista da Lei 
Processual no Espaço, a alegação do advogado está 
correta? 
 
 
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A) Sim, pois no processo penal vigora o princípio da 
extraterritorialidade, já que as normas processuais 
brasileiras podem ser aplicadas fora do território 
nacional. 
B) Não, pois no processo penal vigora o princípio da 
territorialidade, já que as normas processuais 
brasileiras só se aplicam no território nacional. 
C) Sim, pois no processo penal vigora o princípio da 
territorialidade, já que as normas processuais 
brasileiras podem ser aplicadas em qualquer território. 
D) Não, pois no processo penal vigora o princípio da 
extraterritorialidade, já que as normas processuais 
brasileiras podem ser aplicas fora no território 
nacional. 
16. (FGV - PC RJ/2009) Com relação ao sistema 
processual penal brasileiro, analise as afirmativas a 
seguir: 
I. O processo penal rege-se pelo Código de Processo 
Penal, em todo o território brasileiro ressalvados, 
entre outros, os tratados, as convenções e regras de 
direito internacional. 
II. A lei processual penal admitirá interpretação 
extensiva e aplicação analógica, bem como o 
suplemento dos princípios gerais de direito. 
III. A lei processual penal aplica-se imediatamente, 
sem prejuízo da validade dos atos já realizados sob a 
vigência da lei anterior. 
Assinale: 
A) se nenhuma afirmativa estiver correta. 
B) se somente as afirmativas I e II estiverem 
corretas. 
C) se somente as afirmativas I e III estiverem 
corretas. 
D) se somente as afirmativas II e III estiverem 
corretas. 
E) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
17. (FGV - OAB/2021) Após concluído inquérito 
policial para apurar a prática do crime de homicídio 
em desfavor de Jonas, o Ministério Público requereu o 
seu arquivamento por falta de justa causa, pois não 
conseguiu identificar o(s) autor(es) do delito, o que 
restou devidamente homologado pelo juiz 
competente. Um mês após o arquivamento do 
inquérito policial, uma testemunha, que não havia sido 
anteriormente identificada, compareceu à delegacia 
de polícia alegando possuir informações quanto ao 
autor do homicídio de Jonas. 
A família de Jonas, ao tomar conhecimento dos fatos, 
procura você, como advogado(A) da família, para 
esclarecimentos. Diante da notícia de existência de 
novas provas aptas a identificar o autor do crime, você 
deverá esclarecer aos familiares da vítima que o órgão 
ministerial 
A) poderá promover o desarquivamento do inquérito, 
pois a decisão de arquivamento não faz coisa julgada 
material independentemente de seu fundamento. 
B) não poderá promover o desarquivamento do 
inquérito, pois a decisão de arquivamento é imutável 
na presente hipótese. 
C) não poderá promover o desarquivamento do 
inquérito, pois se trata de mera notícia, inexistindo 
efetivamente qualquer prova nova quanto à autoria do 
delito. 
D) poderá promover o desarquivamento do inquérito, 
pois a decisão de arquivamento fez apenas coisa 
julgada formal no caso concreto. 
18. (FGV - PC RN/2021) O inquérito policial é 
procedimento administrativo que possui 
características próprias destacadas pela doutrina e 
pela jurisprudência. 
Com relação ao tema, analise as afirmativas a seguir. 
I. Pode ser instaurado de ofício ou a requerimento, 
tanto nos crimes de ação pública quanto nos de ação 
privada, mas o oferecimento da ação penal dependerá 
da vontade da vítima nesse último caso. 
II. Contra a decisão que indefere o seu requerimento 
de abertura, cabe recurso ao Poder Judiciário. 
III. Pode ser requerida sua abertura, ainda que não 
seja possível identificar o autor do fato naquele 
momento. 
Está correto somente o que se afirma em: 
A) II; 
B) III; 
C) I e II; 
D) I e III; 
E) II e III. 
 
 
 
 
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19. (FGV - PC RN/2021) Maria, advogada de João, 
compareceu à Delegacia de Polícia da Circunscrição 
XX, e requereu vista do Inquérito Policial nº123, no 
qual seu cliente figurava como um dos investigados. 
O requerimento foi negado pelo delegado de polícia 
sob o argumento de que a investigação dizia respeito 
a uma perigosa organização criminosa, o que levou à 
decretação do sigilo, para que fosse assegurado o 
êxito das investigações. 
A decisão está: 
A) incorreta, pois deveria ser assegurado o direito de 
acesso aos elementos já documentados, associados 
ao direito de defesa; 
B) correta, pois, no caso concreto, a ponderação dos 
valores envolvidos conduz à preponderância do 
interesse público; 
C) correta, desde que a decretação do sigilo tenha 
sido devidamente fundamentada; 
D) incorreta, pois o sigilo do inquérito policial é 
incompatível com o princípio republicano; 
E) incorreta, pois o sigilo do inquérito policial não é 
oponível a nenhum advogado. 
20. (FGV - PC RN/2021) Enquanto realizava 
compras em uma famosa loja de grife da cidade, 
Roberto iniciou discussão com a vendedora Joana, 
vindo a afirmar, na presença de quinze clientes, que o 
mau atendimento só poderia ter sido causado por uma 
“negrinha que deveria estar comendo banana”. Joana 
ficou envergonhada com toda a situação, optando por 
ir para casa e não contar a ninguém sobre o ocorrido. 
Contudo, a proprietária do estabelecimento 
compareceu em sede policial e narrou os fatos. 
Considerando apenas as informações expostas, é 
correto afirmar que o delegado: 
A) deverá instaurar inquérito policial, pois o crime em 
tese praticado foi de injúria racial sem causa de 
aumento, que é de ação penal pública incondicionada; 
B) não poderá instaurar inquérito policial, pois o crime 
em tese praticado foi de injúria racial majorada, que 
exige representação da vítima; 
C) deverá instaurar inquérito policial, pois foi 
praticado crime de racismo, que é de ação penal 
pública incondicionada; 
D) não poderá instaurar inquérito policial, pois foi 
praticado crime de injúria racial simples, que é de ação 
penal privada; 
E) deverá instaurar inquérito policial, pois o crime 
praticado foi de injúria racial majorada, que é de ação 
penal pública incondicionada. 
21. (FGV - PC RN/2021) Após receber os autos de 
inquérito policial encaminhado pela autoridade 
policial, o promotor de justiça com atribuição para o 
caso verificou que não havia indícios suficientes 
quanto à autoria e materialidade do delito, pois não 
fora realizada no curso do procedimento 
administrativo busca e apreensão que entendia 
imprescindível. 
Nesse sentido, o membro do órgão ministerial deverá: 
A) promover o arquivamento do inquérito, por tratar-
se de hipótese de absolvição sumária; 
B) requisitar à autoridade policial que realize, 
diretamente, a diligência de busca e apreensão 
pretendida; 
C) requerer ao juiz a realização de diligência 
investigatória antes do oferecimento da denúncia; 
D) oferecer a denúncia e, após, requerer ao juiz a 
realização de diligência investigatória; 
E) promover diretamente a realização da diligência 
investigatória. 
22. (FGV - PC RN/2021) A autoridade policial 
recebeu denúncia anônima sobre a existência de um 
grupo que se destinava a praticar roubos a agências 
bancárias. 
Diante da notícia recebida, com base no entendimento 
dos Tribunais Superiores, a autoridade policial: 
A) terá discricionariedade para instauração ou não do 
inquérito policial; 
B) não poderá adotar qualquer medida, por tratar-se 
de denúncia anônima; 
C) deverá realizar diligências preliminares para 
averiguação, antes de instaurar o inquérito policial; 
D) deverá instaurar imediatamente inquérito policial 
para apurar o fato; 
E) poderá dispensar o inquérito policial e encaminhar 
as informações recebidas ao órgão ministerial para o 
oferecimento imediato de denúncia. 
 
 
 
 
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23. (FGV - TJ CE/2019) Gabriel, funcionário público 
do Tribunal de Justiça do Ceará, foi vítima de um crime 
de injúria, sendo a ofensa relacionada ao exercício de 
sua função pública. Optou, porém, por nada fazer em 
desfavor do autor da ofensa. Ocorre que a chefia 
imediata de Gabriel, informada sobre o ocorrido, e 
revoltada com o desrespeito, compareceu à delegacia 
e narrou o fato para autoridade policial, que instaurou 
procedimento e fixou prazo inicial de 20 dias para 
investigações. Após 19 dias, concluídas as 
investigações, o Delegado se prepara para apresentar 
relatório final. Ao tomar conhecimento dos fatos, 
Gabriel procura seu advogado para assistência 
jurídica. 
Considerando as informações narradas e o Enunciado 
704 da Súmula de Jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal (É concorrente a legitimidade do ofendido, 
mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada 
à representação do ofendido, para a ação penal por 
crime contra a honra de servidor público em razão do 
exercício de suas funções), o advogado de Gabriel 
deverá esclarecer que: 
A) a denúncia por parte do Ministério Público depende 
de representação do ofendido, a ser oferecida no 
prazo de 06 (seis) meses a contar do conhecimento 
da autoria, ainda que o inquérito policial possa ser 
instaurado independentemente da manifestação de 
vontade de Gabriel; 
B) as investigações em inquérito policial não 
poderiam ocorrer pelo prazo inicial de 20 (vintE) dias, 
considerando a previsão legislativa de que o inquérito 
deve ter prazo máximo de 10 (dez) dias, apenas 
podendo ser prorrogado por igual prazo; 
C) o inquérito policial não poderia ter sido instaurado 
pela autoridade policial sem a concordância do 
ofendido, considerando a natureza da ação penal do 
crime investigado; 
D) a queixa, caso Gabriel opte por apresentá-la, 
deverá ser oferecida no prazo máximo de 06 (seis) 
meses a contar da data do fato, ainda que outra data 
seja a do conhecimento da autoria; 
E) a autoridade policial poderá, entendendo pela 
ausência de materialidade delitiva, arquivar 
diretamente o inquérito policial. 
24. (FGV - TJ CE/2019) Lauro figura como indiciado 
em inquérito policial em que se investiga a prática do 
crime de concussão. Intimado a comparecer na 
Delegacia para prestar declarações, fica preocupado 
com as medidas que poderiam ser determinadas pela 
autoridade policial, razão pela qual procura seu 
advogado. 
Com base nas informações expostas, a defesa técnica 
de Lauro deverá esclarecer que: 
A) a reprodução simulada dos fatos poderá ser 
determinada pela autoridade policial, não podendo, 
contudo, ser Lauro obrigado a participar contra sua 
vontade; 
B) a defesa técnica do indiciado não poderá ter acesso 
às peças de informação constantes do inquérito, ainda 
que já documentadas, em razão do caráter sigiloso do 
procedimento; 
C) o indiciado e o eventual ofendido, diante do caráter 
inquisitivo do inquérito policial, não poderão requerer 
a realização de diligências durante a fase de 
investigações; 
D) o procedimento investigatório, caso venha a ser 
arquivado com base na falta de justa causa, não 
poderá vir a ser desarquivado, ainda que surjam 
novas provas; 
E) a autoridade policial, em sendo de interesse das 
investigações, poderá determinar a 
incomunicabilidade do indiciado pelo prazo de 10 (dez) 
dias. 
25. (FGV - MPE RJ/2019) Foi instaurado inquérito 
policial para apurar a suposta prática de crime de 
estelionato. Após 120 (cento e vintE) dias de 
investigação e adotadas todas as medidas disponíveis, 
a autoridade policial verifica a inexistência de justa 
causa para o oferecimento de denúncia,já que a 
autoria não foi identificada. 
Diante da constatação da autoridade policial, é correto 
afirmar que: 
A) o promotor de justiça poderá promover pelo 
arquivamento do inquérito policial, que dependerá de 
homologação do magistrado, que, discordando, deve 
encaminhar os autos a outro promotor de justiça para 
imediato oferecimento de denúncia; 
B) o promotor de justiça poderá arquivar diretamente 
o inquérito policial, independentemente de 
homologação do magistrado, diante da previsão 
constitucional de titularidade do Ministério Público na 
iniciativa da ação penal pública; 
C) o promotor de justiça poderá promover pelo 
arquivamento do inquérito policial, devendo a questão 
ser submetida à homologação do magistrado, que, 
discordando, encaminhará os autos ao Procurador-
Geral de Justiça para decisão; 
 
 
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D) a própria autoridade policial poderá arquivar 
diretamente o inquérito policial, mas o promotor de 
justiça, discordando, poderá oferecer denúncia, diante 
da dispensabilidade característica dos procedimentos 
investigatórios; 
E) a própria autoridade policial poderá arquivar 
diretamente o inquérito policial, cabendo ao promotor 
de justiça, em caso de discordância, submeter a 
questão à decisão final da chefia da Polícia Civil. 
26. (FGV - TJ AL/2018) Gustavo, Delegado de 
Polícia, é a autoridade policial que preside duas 
investigações autônomas em que se apura a suposta 
prática de crimes de homicídio contra Joana e Maria. 
Após realizar diversas diligências, não verificando a 
existência de justa causa nos dois casos, elabora 
relatórios finais conclusivos e o Ministério Público 
promove pelos arquivamentos, havendo homologação 
judicial. Depois do arquivamento, chega a Gustavo a 
informação de que foi localizado um gravador no local 
onde ocorreu a morte de Maria, que não havia sido 
apreendido, em que encontrava-se registrada a voz do 
autor do delito. A autoridade policial, ademais, recebe 
a informação de que a família de Joana obteve um 
novo documento que indicava as chamadas 
telefônicas recebidas pela vítima no dia dos fatos, em 
que constam 25 ligações do ex-namorado de Joana 
em menos de uma hora. 
Considerando as novas informações recebidas pela 
autoridade policial, é correto afirmar que: 
A) não poderá haver desarquivamento do inquérito 
que investigava a morte de Joana, mas poderá ser 
desarquivado o que investigava a morte de Maria, 
tendo em vista que o documento obtido pela família 
de Joana não existia quando do arquivamento; 
B) poderá haver desarquivamento dos inquéritos 
diretamente pela autoridade policial, mas não poderá 
o Ministério Público oferecer imediatamente denúncia, 
ainda que haja justa causa, diante dos arquivamentos 
anteriores; 
C) poderá haver desarquivamento dos inquéritos que 
investigavam as mortes de Joana e Maria, pois em 
ambos os casos houve prova nova, ainda que o 
gravador já existisse antes do arquivamento; 
D) poderá haver desarquivamento do inquérito que 
investigava a morte de Joana, mas não do de Maria, 
tendo em vista que apenas no primeiro caso houve 
prova nova; 
E) não poderá haver prosseguimento das 
investigações, tendo em vista que houve decisão de 
arquivamento que fez coisa julgada. 
27. (FGV - OAB/2018) Um Delegado de Polícia, ao 
tomar conhecimento de um suposto crime de ação 
penal pública incondicionada, determina, de ofício, a 
instauração de inquérito policial. Após adotar 
diligência, verifica que, na realidade, a conduta 
investigada era atípica. 
O indiciado, então, pretende o arquivamento do 
inquérito e procura seu advogado para 
esclarecimentos, informando que deseja que o 
inquérito seja imediatamente arquivado. 
Considerando as informações narradas, o advogado 
deverá esclarecer que a autoridade policial 
A) deverá arquivar imediatamente o inquérito, 
fazendo a decisão de arquivamento por atipicidade 
coisa julgada material. 
B) não poderá arquivar imediatamente o inquérito, 
mas deverá encaminhar relatório final ao Poder 
Judiciário para arquivamento direto e imediato por 
parte do magistrado. 
C) deverá elaborar relatório final de inquérito e, após 
o arquivamento, poderá proceder a novos atos de 
investigação, independentemente da existência de 
provas novas. 
D) poderá elaborar relatório conclusivo, mas a 
promoção de arquivamento caberá ao Ministério 
Público, havendo coisa julgada em caso de 
homologação do arquivamento por atipicidade. 
28. (FGV - MPE RJ/2018) Caio, Delegado de Polícia, 
instaurou, de ofício, inquérito policial para apurar a 
prática de crime de estelionato. Realizados diversos 
atos de investigação, não foi identificada a autoria do 
delito, concluindo Caio pela ausência de justa causa. 
Considerando as informações narradas, diante da 
conclusão da autoridade policial, é correto afirmar 
que: 
A) o Promotor de Justiça, ao receber o procedimento, 
poderá promover pelo arquivamento, mas submeterá 
a manifestação ao controle do juiz, que, discordando, 
remeterá a decisão final à Câmara Criminal do 
Tribunal de Justiça; 
B) o arquivamento regular por falta de justa causa 
impede o Promotor de Justiça de oferecer diretamente 
denúncia caso surjam provas novas, tendo em vista a 
indispensabilidade do inquérito para inicial acusatória; 
C) o arquivamento regular do inquérito por falta de 
justa causa não faz coisa julgada material, podendo 
haver desarquivamento diante do surgimento de 
prova materialmente nova. 
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D) o Promotor de Justiça, ao receber o procedimento, 
poderá arquivar diretamente o mesmo, 
independentemente de qualquer controle judicial; 
E) o Delegado poderá arquivar diretamente o 
inquérito policial, tendo em vista que o procedimento 
foi instaurado de ofício; 
29. (FGV - OAB/2018) Após receber denúncia 
anônima, por meio de disque denúncia, de grave 
crime de estupro com resultado morte que teria sido 
praticado por Lauro, 19 anos, na semana pretérita, a 
autoridade policial, de imediato, instaura inquérito 
policial para apurar a suposta prática delitiva. Lauro é 
chamado à Delegacia e apresenta sua identidade 
recém- obtida; em seguida, é realizada sua 
identificação criminal, com colheita de digitais e 
fotografias. 
Em que pese não ter sido encontrado o cadáver até 
aquele momento das investigações, a autoridade 
policial, para resguardar a prova, pretende colher 
material sanguíneo do indiciado Lauro para fins de 
futuro confronto, além de desejar realizar, com base 
nas declarações de uma testemunha presencial 
localizada, uma reprodução simulada dos fatos; no 
entanto, Lauro se recusa tanto a participar da 
reprodução simulada quanto a permitir a colheita de 
seu material sanguíneo. É, ainda, realizado o 
reconhecimento de Lauro por uma testemunha após 
ser-lhe mostrada a fotografia dele, sem que fossem 
colocadas imagens de outros indivíduos com 
características semelhantes. 
Ao ser informado sobre os fatos, na defesa do 
interesse de seu cliente, o(A) advogado(A) de Lauro, 
sob o ponto de vista técnico,deverá alegar que 
A) o inquérito policial não poderia ser instaurado, de 
imediato, com base em denúncia anônima 
isoladamente, sendo exigida a realização de 
diligências preliminares para confirmar as informações 
iniciais. 
B) o indiciado não poderá ser obrigado a fornecer seu 
material sanguíneo para a autoridade policial, ainda 
que seja possível constrangê-lo a participar da 
reprodução simulada dos fatos, independentemente 
de sua vontade. 
C) o vício do inquérito policial, no que tange ao 
reconhecimento de pessoa, invalida a ação penal 
como um todo, ainda que baseada em outros 
elementos informativos, e não somente no ato 
viciado. 
D) a autoridade policial, como regra, deverá 
identificar criminalmente o indiciado, ainda que 
civilmente identificado, por meio de processo 
datiloscópico, mas não poderia fazê-lo por fotografias. 
30. (FGV - OAB/2017) Paulo foi preso em flagrante 
pela prática do crime de corrupção, sendo 
encaminhado para a Delegacia. Ao tomar 
conhecimento dos fatos, a mãe de Paulo entra, de 
imediato, em contato com o advogado, solicitando 
esclarecimentos e pedindo auxílio para seu filho. 
De acordo com a situação apresentada, com base na 
jurisprudência dos Tribunais Superiores, deverá o 
advogado esclarecer que 
A) diante do caráter inquisivo do inquérito policial, 
Paulo não poderá ser assistido pelo advogado na 
delegacia. 
B) a presença da defesa técnica, quando da lavratura 
do auto de prisão em flagrante, é sempre 
imprescindível, de modo que, caso não esteja 
presente, todo o procedimento será considerado nulo. 
C) decretado o sigilo do procedimento, o advogado 
não poderá ter acesso aos elementos informativos 
nele constantes, ainda que já documentados no 
procedimento. 
D) a Paulo deve ser garantida, na delegacia, a 
possibilidade de assistência de advogado, de modo 
que existe uma faculdade na contratação de seus 
serviços para acompanhamento do procedimento em 
sede policial. 
31. (FGV - MPE RJ/2016) Foi instaurado inquérito 
policial, no Rio de Janeiro, para apurar as condições 
da morte de Maria, que foi encontrada já falecida em 
seu apartamento, onde residia sozinha, vítima de 
morte violenta. As investigações se estenderam por 
cerca de três anos, sem que fosse identificada a 
autoria delitiva, apesar de ouvidos os familiares, o 
namorado e os vizinhos da vítima. Em razão disso, o 
inquérito policial foi arquivado, nos termos da lei, por 
ausência de justa causa. Seis meses após o 
arquivamento, superando a dor da perda da filha, a 
mãe de Maria resolve comparecer ao seu apartamento 
para pegar as roupas da vítima para doação. Encontra, 
então, escondida no armário uma câmera de filmagem 
e verifica que havia sido gravada uma briga entre a 
filha e um amigo do seu namorado dois dias antes do 
crime, ocasião em que este afirmou que sempre a 
amou e que se Maria não terminasse o namoro 
“sofreria as consequências”. Considerando a situação 
narrada, é correto afirmar que a filmagem: 
A) é considerada prova nova ou notícia de prova nova, 
mas não poderá haver desarquivamento, já que a 
decisão de arquivamento fez coisa julgada; 
B) não é considerada prova nova ou notícia de prova 
nova, tendo em vista que já existia antes do 
arquivamento, de modo que não cabe 
desarquivamento com esse fundamento; 
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C) é considerada prova nova ou notícia de prova nova, 
podendo haver desarquivamento do inquérito pela 
autoridade competente; 
D) considerada ou não prova nova ou notícia de prova 
nova, poderá gerar o desarquivamento direto pela 
autoridade policial para prosseguimento das 
investigações; 
E) não é considerada prova nova, logo impede o 
desarquivamento, mas não é óbice ao oferecimento 
direto de denúncia. 
32. (FGV - TJ CE/ 2019) Após concluir 
investigações, a autoridade policial encaminha 
relatório conclusivo ao Ministério Público, indiciando 
Jorge pela suposta prática do crime de estelionato, 
crime esse de ação penal pública incondicionada. 
Recebidos os autos, o Promotor de Justiça com 
atribuição se manteve inerte no prazo previsto para 
oferecimento de denúncia. 
Considerando a inércia do Ministério Público e a 
existência de justa causa, o lesado, através de sua 
defesa técnica, poderá: 
A) oferecer representação administrativa em desfavor 
do Promotor de Justiça, mas nada poderá fazer em 
relação ao início da ação penal, já que a previsão do 
Código de Processo Penal de ação penal privada 
subsidiária da pública não foi recepcionada pela 
Constituição da República de 1988, que previu que o 
Ministério Público é o titular das ações penais públicas; 
B) oferecer representação administrativa em desfavor 
do Promotor de Justiça, mas nada poderá fazer em 
relação ao início da ação penal, em razão da natureza 
de ação penal pública incondicionada, já que a queixa 
subsidiária somente é aplicável em ações penais de 
natureza pública condicionada à representação; 
C) dar início à ação penal privada subsidiária da 
pública, não podendo o Ministério Público fornecer 
elementos de prova, mas caberá ao órgão retomar a 
ação como parte principal em caso de negligência do 
querelante; 
D) apresentar queixa, iniciando ação penal privada 
subsidiária da pública, podendo, porém, o Ministério 
Público repudiar a queixa e oferecer denúncia 
substitutiva; 
E) apresentar queixa subsidiária da pública, não 
cabendo mais ao Ministério Público realizar qualquer 
intervenção no processo. 
 
 
32. (FGV - TJ CE/2019) Hugo foi vítima de crime de 
dano simples, tendo ele identificado que a autora do 
fato seria sua ex-namorada Joana. Acreditando que a 
ex-namorada adotou o comportamento em um 
momento de raiva, demonstra seu desinteresse em 
vê-la processada criminalmente. Ocorre que os fatos 
chegaram ao conhecimento da autoridade policial e do 
Ministério Público. 
Considerando que o crime de dano simples é de ação 
penal privada, se aplica, ao caso, o princípio da: 
A) indivisibilidade, de modo que Hugo tem obrigação 
de apresentar queixa-crime em desfavor de todos os 
autores do fato, a partir da identificação da autoria; 
B) disponibilidade, podendo, porém, o Ministério 
Público oferecer denúncia em caso de omissão do 
ofendido pelo prazo de 06 (seis) meses; 
C) obrigatoriedade, devendo Hugo apresentar queixa-
crime em desfavor de Joana, sob pena de intervenção 
do Ministério Público; 
D) disponibilidade, de modo que deve ser reconhecido 
que houve, na hipótese, perempção; 
E) oportunidade, de modo que cabe a Hugo decidir 
por apresentar ou não queixa-crime em desfavor de 
Joana. 
33. (FGV - OAB/2019) Após uma partida de futebol 
amador, realizada em 03/05/2018, o atleta André se 
desentendeu com jogadores da equipe adversária. Ao 
final do jogo, dirigiu-se ao estacionamento e 
encontrou, em seu carro, um bilhete anônimo, em que 
constavam diversas ofensas à sua honra. Em 
28/06/2018, André encontrou um dos jogadores da 
equipe adversária, Marcelo, que lhe confessou a 
autoria do bilhete, ressaltando que Luiz e Rogério 
também estavam envolvidos na ofensa. 
André, em 17/11/2018, procurou seu advogado, 
apresentando todas as provas do crime praticado, 
manifestando seu interesse em apresentar queixa-
crime contra os três autores do fato. Diante disso, o 
advogado do ofendido, após procuração com poderes 
especiais, apresenta, em 14/12/2018, queixa-crime 
em face de Luiz, Rogério e Marcelo, imputando-lhes a 
prática dos crimes de calúnia e injúria.https://simulaprovas.com.br/
 
 
 
 
 
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Após o recebimento da queixa-crime pelo magistrado, 
André se arrependeu de ter buscado a 
responsabilização penal de Marcelo, tendo em vista 
que somente descobriu a autoria do crime em 
decorrência da ajuda por ele fornecida. Diante disso, 
comparece à residência de Marcelo, informa seu 
arrependimento, afirma não ter interesse em vê-lo 
responsabilizado criminalmente e o convida para a 
festa de aniversário de sua filha, sendo a conversa 
toda registrada em mídia audiovisual. 
Considerando as informações narradas, é correto 
afirmar que o(A) advogado(A) dos querelados poderá 
A) questionar o recebimento da queixa-crime, com 
fundamento na ocorrência de decadência, já que 
oferecida a inicial mais de 06 meses após a data dos 
fatos. 
B) buscar a extinção da punibilidade dos três 
querelados, diante da renúncia ao exercício do direito 
de queixa realizado por André, que poderá ser 
expresso ou tácito. 
C) buscar a extinção da punibilidade de Marcelo, mas 
não de Luiz e Rogério, em razão da renúncia ao 
exercício do direito de queixa realizado por André. 
D) buscar a extinção da punibilidade dos três 
querelados, caso concordem, diante do perdão 
oferecido a Marcelo por parte de André, que deverá 
ser estendido aos demais coautores. 
34. (FGV - MPE RJ/2019) Através do oferecimento 
de denúncia, o Ministério Público inicia um processo 
em que se imputa a determinada pessoa um crime de 
ação penal pública. Com base nas previsões do Código 
de Processo Penal, existem formalidades legais que 
devem ser observadas pelo Promotor de Justiça no 
momento de apresentar a inicial acusatória. 
A denúncia deverá conter: 
A) a classificação do crime, a qual não vincula o 
magistrado, que poderá dar nova classificação jurídica 
no momento da sentença com base em novos fatos 
descobertos durante a instrução, ainda que sem 
qualquer alteração da inicial acusatória; 
B) a qualificação do acusado, mas, caso sua 
identificação através do nome seja desconhecida, 
poderão constar esclarecimentos pelos quais possa 
ser identificado, tornando certa a identidade física; 
C) a exposição do fato criminoso com todas as suas 
circunstâncias, não podendo a agravante da 
reincidência ser reconhecida se não imputada na 
inicial acusatória; 
D) a classificação do crime, que vinculará o 
magistrado no momento da sentença, ainda que não 
haja necessidade de alteração dos fatos narrados; 
E) o rol de testemunhas, computando-se no limite 
máximo as testemunhas referidas. 
35. (FGV - MPE RJ/2019) Promotor de Justiça 
ofereceu denúncia em face de Luiz, imputando-lhe a 
prática do crime de estelionato (Pena: reclusão, de 01 
a 05 anos, e multA). Em que pese a pena mínima de 
um ano, deixou de oferecer proposta de suspensão 
condicional do processo, sob o fundamento de que 
deveriam ser observados os requisitos da suspensão 
condicional da pena e que Luiz responderia a três 
outras ações penais pela suposta prática de crimes 
contra o patrimônio. No momento de avaliar o 
recebimento da denúncia, o magistrado competente 
não concordou com o não oferecimento de proposta 
de suspensão condicional do processo. 
Considerando as informações narradas, com base na 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o 
promotor de justiça, ao não oferecer o benefício 
despenalizador, está: 
A) equivocado, já que somente o réu reincidente não 
faz jus ao benefício da suspensão condicional do 
processo, apesar de os requisitos da suspensão 
condicional da pena realmente terem de ser 
observados; 
B) equivocado, pois os requisitos da suspensão 
condicional da pena não se confundem com os da 
suspensão condicional do processo e somente o réu 
tecnicamente reincidente não faz jus ao benefício; 
C) correto, mas, discordando o magistrado, deverá 
este submeter a questão ao Procurador-Geral de 
Justiça, aplicando-se, por analogia, as previsões do 
art. 28 do CPP; 
D) correto, mas, diante da discordância, o magistrado 
poderá oferecer diretamente a proposta de suspensão 
condicional do processo, já que se trata de direito 
subjetivo do réu; 
E) correto e, ainda que o magistrado discorde, nada 
poderá ser feito, tendo em vista que o Ministério 
Público é o titular da iniciativa das ações penais 
públicas. 
 
 
 
 
 
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36. (FGV - MPE RJ/2019) João ofereceu queixa-
crime em face de José, imputando-lhe a prática do 
crime de calúnia majorada. No curso da instrução, 
após recebimento da queixa-crime, João não 
compareceu para dar prosseguimento ao feito, sendo 
certificado pelo oficial de justiça que não foi possível 
intimar João pelo fato de a área de sua residência ser 
de risco. O Ministério Público, na qualidade de custos 
legis, através de seus próprios servidores, auxiliou o 
Oficial de Justiça e foi realizada a intimação do 
querelante para dar prosseguimento ao feito e 
informando sobre a data da audiência designada. 
Passados 30 (trintA) dias, João manteve-se inerte e 
não compareceu à audiência de instrução e 
julgamento. 
Considerando apenas os fatos narrados, é correto 
afirmar que: 
A) o reconhecimento da extinção da punibilidade em 
razão do perdão do ofendido ocorrido depende de 
requerimento do Ministério Público, não podendo ser 
declarada de ofício pelo magistrado; 
B) a perempção restou configurada, gerando a 
extinção da punibilidade do agente, aplicando-se o 
princípio da disponibilidade das ações penais privadas; 
C) a renúncia restou configurada, gerando a extinção 
da punibilidade do querelado, em respeito ao princípio 
da oportunidade das ações penais privadas; 
D) o perdão do ofendido restou configurado, gerando 
a extinção da punibilidade do querelado, 
independentemente de sua concordância; 
E) o procedimento deve prosseguir, cabendo ao 
Ministério Público assumir o polo ativo diante da 
omissão do querelante. 
37. (FGV - TJ AL/2018) Foi instaurado inquérito 
policial para apurar a suposta prática de crime de 
estelionato, figurando Valéria como vítima e Júlio 
César como indiciado. Após a realização de diversas 
diligências e a apresentação de relatório conclusivo 
por parte da autoridade policial, o Ministério Público 
analisou os elementos informativos e encaminhou ao 
Judiciário promoção de arquivamento, entendendo 
pela inexistência de justa causa. Ao tomar 
conhecimento, Valéria fica revoltada com a conduta do 
órgão ministerial, pois está convicta de que Júlio César 
seria o autor do delito. Diante disso, apresenta queixa, 
iniciando ação penal privada subsidiária da pública. 
Quando iniciada a análise da ação penal privada 
subsidiária da pública, deverá o órgão do Poder 
Judiciário competente: 
A) receber a inicial acusatória e, caso o ofendido deixe 
de promover o andamento do processo por 30 dias 
seguidos, deverá ser reconhecida a perempção; 
B) não receber a inicial acusatória, tendo em vista 
que não houve omissão do Ministério Público a 
justificar a ação penal privada subsidiária da pública; 
C) receber a inicial acusatória, passando o ofendido a 
figurarcomo parte do processo, não podendo o 
Ministério Público aditar a queixa oferecida; 
D) receber a inicial acusatória, podendo o Ministério 
Público oferecer denúncia substitutiva da queixa, 
fornecer elementos de prova e interpor recursos; 
E) não receber a inicial acusatória, pois não há 
previsão do instituto da ação penal privada subsidiária 
da pública na Constituição da República de 1988, não 
sendo a previsão do Código de Processo Penal 
recepcionada. 
38. (FGV - TJ AL/2018) Bartolomeu, Oficial de 
Justiça, foi vítima de crime de injúria sem relação com 
o exercício da função pública, crime de ação penal 
privada. A ofensa ocorreu no dia 06 de setembro de 
2017 através de escrito recebido por Bartolomeu em 
mãos, mas sem assinatura. Após diligências para 
identificar o autor das ofensas, Bartolomeu descobre, 
em 07 de dezembro de 2017, que aquelas foram 
proferidas por João e José, em conjunto, réus em uma 
ação penal que corre perante a Vara Criminal de 
Maceió. Após o recesso forense e o carnaval, em 06 
de março de 2018, Bartolomeu apresenta queixa-
crime em face de João, esclarecendo na inicial que não 
tem interesse em incluir José no polo passivo pelo fato 
de ele ser maior de 70 anos. 
Com base apenas nas informações expostas, o 
magistrado: 
A) não poderá receber a queixa em face de João, 
tendo em vista que houve decadência e o prazo 
decadencial tem natureza material; 
B) não poderá receber a queixa em face de João, 
tendo em vista a renúncia realizada em favor de José; 
C) deverá receber a queixa em face de João e José, 
tendo em vista que o prazo decadencial tem natureza 
processual; 
D) deverá receber a queixa em face de João, tendo 
em vista que o prazo decandencial tem natureza 
processual; 
E) deverá receber a queixa em face de João, pois, 
apesar da natureza material, o início do prazo 
decadencial somente ocorreu em 07 de dezembro de 
2017. 
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39. (FGV - TJ AL/2018) Enquanto organizava 
procedimentos que se encontravam no cartório de 
determinada Vara Criminal do Tribunal de Justiça de 
Alagoas, o servidor identifica que há um inquérito em 
que foram realizadas diversas diligências para apurar 
crime de ação penal pública, mas não foi obtida justa 
causa para o oferecimento de denúncia, razão pela 
qual o Delegado de Polícia elaborou relatório final 
opinando pelo arquivamento. Verificada tal situação e 
com base nas previsões do Código de Processo Penal, 
caberá ao: 
A) juiz realizar diretamente o arquivamento, tendo 
em vista que já houve representação nesse sentido 
por parte da autoridade policial, cabendo contra a 
decisão recurso em sentido estrito; 
B) Ministério Público realizar diretamente o 
arquivamento, caso concorde com a conclusão do 
relatório da autoridade policial, independentemente 
de controle judicial; 
C) delegado de polícia, em caso de concordância do 
juiz, realizar diretamente o arquivamento após 
retorno do inquérito policial para delegacia; 
D) Ministério Público promover pelo arquivamento, 
cabendo ao juiz analisar a homologação em respeito 
ao princípio da obrigatoriedade; 
E) juiz promover pelo arquivamento, podendo o 
promotor de justiça requerer o encaminhamento dos 
autos ao Procurador- Geral de Justiça em caso de 
discordância, em controle ao princípio da 
obrigatoriedade. 
40. (FGV - PC RJ/2009) Analise as afirmativas a 
seguir: 
I. O preso especial não será transportado juntamente 
com o preso comum. 
II. Serão recolhidos a quartéis ou a prisão especial, à 
disposição da autoridade competente, quando sujeitos 
a prisão antes de condenação definitiva, dentre 
outros, os cidadãos que já tiverem exercido 
efetivamente a função de jurado, salvo quando 
excluídos da lista por motivo de incapacidade para o 
exercício daquela função. 
III. Qualquer do povo deverá prender quem quer que 
seja encontrado em flagrante delito. 
Assinale: 
A) se nenhuma afirmativa estiver correta. 
B) se somente as afirmativas I e II estiverem 
corretas. 
C) se somente as afirmativas I e III estiverem 
corretas. 
D) se somente as afirmativas II e III estiverem 
corretas. 
E) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
41. (FGV - DPE RJ/2021) No dia 15 de janeiro do 
corrente ano, Célia Regina foi presa em flagrante em 
seu domicílio. Na ocasião, policiais militares, em 
verificação na Rua do Trabalhador, após receberem 
informações de que haveria traficância de drogas 
ilícitas no local, perceberam que um homem estava 
parado e no aguardo de Célia Regina em frente à sua 
residência. Com a aproximação dos policiais, o 
referido homem saiu do local, não sendo mais 
encontrado. Em ato contínuo, adentraram a residência 
de Célia Regina e constataram a existência de dois 
quilos de Cannabis Sativa tipo L (conhecida como 
maconha). 
Por esse motivo, Célia Regina foi presa em flagrante 
delito e indiciada pelo crime de tráfico de drogas 
ilícitas. 
Observando os fatos narrados, é correto afirmar que: 
A) a presunção de que haja entorpecentes em 
residência próxima ao local da venda de drogas 
autoriza a polícia ostensiva a adentrar o domicílio da 
suspeita, sem que haja autorização judicial, para 
buscar e apreender materiais que tenham relação com 
o fato; 
B) caso os policiais adentrem a casa de qualquer 
pessoa, ainda que não tenha relação direta com o fato 
(venda de drogas) e encontre material proveniente de 
crime, a prova será considerada válida, haja vista 
tratar-se de crimes permanentes; 
C) em havendo indicação da existência de venda de 
drogas, por meio de informações anônimas, será lícita 
a entrada na residência de todas as pessoas que 
estejam no local de venda de drogas; 
D) é ilícita a entrada no domicílio da indiciada sem 
mandado judicial e os atos praticados serão 
considerados nulos quando não estiver amparada em 
fundadas razões devidamente justificadas, que 
indiquem a existência no interior da residência de 
drogas configuradoras de flagrante delito; 
E) quando a abordagem é motivada por atitude 
suspeita, bem como demonstração de nervosismo, 
entende a jurisprudência dos Tribunais Superiores que 
é autorizada a entrada na casa da indiciada, tornando 
a busca e apreensão lícita. 
 
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42. (FGV - PC RN/2021) Nervosos após serem 
encaminhados à delegacia em razão de uma briga de 
rua, Kayke e Pedro, ambos com 18 anos, em 
comunhão de ações e desígnios, mediante ameaça ao 
funcionário Arthur, quebraram duas cadeiras que 
eram bens do patrimônio público. Após os ânimos se 
acalmarem, Arthur prestou declarações sobre o 
ocorrido. Afirmou ter interesse em ver Pedro 
responsabilizado criminalmente pelos seus atos, mas 
não Kayke, pois o reconheceu como jovem e 
promissor jogador das categorias de base do time de 
futebol para o qual torcia. 
Considerando apenas as informações expostas, a 
autoridade policial, ao reconhecer a prática do crime 
de dano qualificado: 
A) não poderia lavrar auto de prisão em flagrante em 
relação aos dois jovens, pois houve renúncia ao direito 
de representaçãoem relação a Kayke e esse se 
estende a todos os autores do fato; 
B) não poderia lavrar auto de prisão em flagrante em 
relação aos dois jovens, pois houve perdão do 
ofendido em relação a Kayke e esse se estende a todos 
os autores do fato, desde que aceito; 
C) não poderia lavrar auto de prisão em flagrante em 
relação a Kayke, pois houve renúncia ao direito de 
representação, mas poderia lavrar em relação a 
Pedro; 
D) poderia lavrar auto de prisão em flagrante em 
relação a Pedro, mas não em relação a Kayke, 
considerando que houve perdão do ofendido; 
E) poderia lavrar auto de prisão em flagrante em 
relação aos dois autores do fato, considerando que a 
vontade de Arthur não é relevante para tal fim. 
43. (FGV - PC RN/2021) Ao avistar policiais 
caminhando em sua direção, Alberto começou a correr 
no sentido oposto. Suspeitando da atitude de Alberto, 
os policiais iniciaram perseguição e acabaram por 
capturá-lo, encontrando com ele um aparelho celular, 
que o agente confessou haver furtado de um 
transeunte momentos atrás. A vítima chegou ao local 
e reconheceu Alberto como autor do fato praticado 
vinte minutos antes. 
Considerando os fatos narrados, Alberto: 
A) poderá ser preso em flagrante, desde que tenha 
havido prévia representação da vítima à autoridade 
policial, tendo direito a ser informado sobre o nome 
dos responsáveis por sua prisão; 
 
 
B) deverá ser preso pelos policiais ou poderá ser 
preso em flagrante por qualquer um do povo, sendo 
encaminhado à autoridade policial para lavratura do 
auto de prisão em flagrante; 
C) poderá ser preso, sendo desnecessária a 
apresentação de nota de culpa com o motivo da prisão 
diante da situação de flagrante; 
D) poderá ser preso, sendo desnecessária a 
comunicação aos seus familiares ou pessoa por ele 
indicada, por estar em flagrante delito; 
E) não poderá ser preso em flagrante, pois não estava 
cometendo o crime nem havia acabado de cometê-lo. 
44. (FGV - PC RN/2021) Policiais militares 
obtiveram a informação de que uma oficina mecânica 
agiria como desmanche de carros roubados e que, 
naquela noite, receberia um determinado veículo que 
fora roubado no dia anterior. Com essa informação, os 
policiais se dirigiram até o local de funcionamento da 
oficina e aguardaram a chegada do referido veículo. 
Após o carro adentrar a oficina, os policiais invadiram 
o local e prenderam em flagrante os donos da oficina 
pelo crime de receptação qualificada. 
A situação apresentada trata da hipótese de: 
A) flagrante preparado, sendo legal; 
B) flagrante forjado, sendo ilegal; 
C) flagrante esperado, sendo legal; 
D) flagrante preparado, sendo ilegal; 
E) flagrante esperado, sendo ilegal. 
45. (FGV -PC RN/2021) Giovani foi preso em 
flagrante pela prática do crime de homicídio 
qualificado, sendo lavrado o auto de prisão respectivo 
em 18/12/2020. 
Considerando que até o dia 22/12/2020 o preso, sem 
qualquer motivação idônea, ainda não havia sido 
apresentado ao juiz para realização de audiência de 
custódia, a prisão: 
A) será mantida, pois a realização da audiência de 
custódia é facultativa; 
B) tornou-se ilegal, devendo ser relaxada pelo 
delegado de polícia; 
C) será mantida, pois a audiência de custódia será 
dispensável quando tratar-se de crime hediondo ou 
inafiançável; 
D) tornou-se ilegal, devendo ser relaxada pela 
autoridade judiciária competente; 
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E) será mantida, pois a legislação vigente não prevê 
a realização de audiência de custódia. 
46. (FGV - OAB/2020) Durante escuta telefônica 
devidamente deferida para investigar organização 
criminosa destinada ao contrabando de armas, 
policiais obtiveram a informação de que Marcelo 
receberia, naquele dia, grande quantidade de 
armamento, que seria depois repassada a Daniel, 
chefe de sua facção. 
Diante dessa informação, os policiais se dirigiram até 
o local combinado. Após informarem o fato à 
autoridade policial, que o comunicou ao juízo 
competente, eles acompanharam o recebimento do 
armamento por Marcelo, optando por não o prender 
naquele momento, pois aguardariam que ele se 
encontrasse com o chefe da sua organização para, 
então, prendê-los. De posse do armamento, Marcelo 
se dirigiu ao encontro de Daniel e lhe repassou as 
armas contrabandeadas, quando, então, ambos foram 
surpreendidos e presos em flagrante pelos policiais 
que monitoravam a operação. 
Encaminhados para a Delegacia, os presos entraram 
em contato com um advogado para esclarecimentos 
sobre a validade das prisões ocorridas. 
Com base nos fatos acima narrados, o advogado 
deverá esclarecer aos seus clientes que a prisão em 
flagrante efetuada pelos policiais foi 
A) ilegal, por se tratar de flagrante esperado. 
B) legal, restando configurado o flagrante preparado. 
C) legal, tratando-se de flagrante retardado. 
D) ilegal, pois a conduta dos policiais dependeria de 
prévia autorização judicial. 
47. (FGV - MPE RJ/ 2019) Bernardo foi preso em 
flagrante e indiciado pela prática do crime do art. 24-
A da Lei nº 11.340/06 (Descumprir decisão judicial 
que defere medidas protetivas de urgência previstas 
nesta Lei: pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 
(dois) anos). O auto de prisão em flagrante foi 
encaminhado para os órgãos competentes, sendo 
determinada a realização, de imediato, da audiência 
de custódia. Foi acostada a Folha de Antecedentes 
Criminais, indicando que Bernardo, de fato, havia sido 
intimado da aplicação de medidas protetivas de 
urgência em favor de sua ex-companheira, mas que 
não possuía condenação definitiva em seu desfavor. 
Considerando as informações narradas, a prisão em 
flagrante a ser analisada em audiência de custódia é: 
 
A) legal, cabendo conversão da prisão em flagrante 
em preventiva para garantia das medidas protetivas 
de urgência aplicadas, mesmo diante da pena em 
abstrato inferior a 4 (quatro) anos e da primariedade 
do custodiado; 
B) legal, mas considerando a pena em abstrato 
prevista e a primariedade técnica do indiciado, não 
será possível a conversão da prisão em flagrante em 
preventiva por ausência dos pressupostos legais; 
C) legal, mas diante da pena em abstrato prevista, 
poderia a autoridade policial ter arbitrado fiança; 
D) ilegal, porque a pena máxima é inferior a 4 
(quatro) anos e Bernardo é primário, devendo a prisão 
ser relaxada; 
E) ilegal, porque a pena máxima é inferior a 4 
(quatro) anos e Bernardo é primário, devendo a prisão 
ser revogada. 
48. (FGV - PC RN/2021) No curso de investigação 
policial, após a colheita dos elementos de informação, 
foi apurado que Robson praticou o crime de homicídio 
contra Marcelo e que o agente planejava fugir do país 
para evitar responder pelo crime. 
Considerando o fato narrado, Robson poderá ser 
preso: 
A) em flagrante exclusivamente pela autoridade 
policial; 
B) em flagrante pela autoridade policial ou por 
qualquer do povo; 
C) preventivamente, por ordem da autoridade 
judiciária competente, que, contudo, não poderá 
decidir de ofício; 
D) temporariamente, de ofício ou após requerimento 
do Ministério Público ou representação da autoridade 
policial; 
E) preventivamente, por ordem da autoridade policial 
responsável pelo inquérito ou por decisão judicial, de 
ofício ou a requerimento do Ministério Público. 
 
 
 
 
 
 
 
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