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Sociedade Educacional de Santa Catarina   
UC: Processos biológicos 
Professora: Francielly Eduarda P. Ersching 
Catabolismo de proteínas
O catabolismo das proteínas é o processo de degradação das proteínas em aminoácidos e seus derivados, que podem ser utilizados para produção de energia, síntese de novas proteínas, ou convertidos em outros compostos metabólicos.
Os aminoácidos presentes nas células animais originam-se das proteínas da dieta (1/4) e das proteínas endógenas (3/4) e são utilizados para a síntese de proteínas endógenas e de outras moléculas que contenham nitrogênio (bases nitrogenadas, aminas e seus derivados, como adrenalina, histamina). 
A digestão da proteína começa no estômago, por ação da enzima pepsina, em seguida, esse processo digestivo continua no intestino delgado com a inserção de secreções pancreáticas e assim, o processo de quebra das proteínas em aminoácidos é completado e os aminoácidos livres são transportados pela veia porta ao fígado para o metabolismo energético, ou distribuídos para outros tecidos. É importante ressaltar que seres vivos não são capazes de armazenar aminoácidos nem proteínas, e, portanto, satisfeitas as necessidades de síntese, os aminoácidos excedentes são degradados.
No estado alimentado, a insulina é o principal hormônio regulatório. Ela promove a captação de aminoácidos pelas células e estimula a síntese de novas proteínas, essenciais para a síntese proteica. Além disso, a insulina inibe a proteólise (quebra de proteínas), reduzindo a atividade das proteases, que são enzimas que degradam proteínas.
Em contraste, no estado de jejum, a disponibilidade de nutrientes é baixa, e o corpo precisa mobilizar reservas energéticas para manter a homeostase. Nesse contexto, o glucagon, o cortisol e a epinefrina são os principais hormônios catabólicos. O cortisol, liberado durante o estresse e em resposta à baixa disponibilidade de glicose, aumenta a proteólise (quebra de proteína) no músculo esquelético, liberando aminoácidos para serem utilizados como fonte de energia. Tanto o glucagon quanto o cortisol estimulam a gliconeogênese (síntese de glicose a partir de precursores não carboidratos) no fígado, processo pelo qual aminoácidos são convertidos em glicose para manter os níveis de glicose no sangue. 
O processo de catabolismo de proteínas começa com a proteólise, que ocorre principalmente no músculo esquelético, liberando aminoácidos livres na corrente sanguínea. No fígado, aminoácidos que participaram da gliconeogênese são convertidos em intermediários do ciclo de Krebs e, posteriormente, em glicose, via gliconeogênese.
Nos animais, os aminoácidos podem ser degradados de três maneiras:
1. Renovação Proteica: Durante a renovação normal das proteínas celulares, aminoácidos liberados que não são necessários para novas proteínas são degradados.
2. Excesso na Dieta: Se a dieta é rica em proteínas, o excesso de aminoácidos é catabolizado, já que não podem ser armazenados.
3. Jejum ou Diabetes: Durante jejum severo ou diabetes melito, quando os carboidratos não estão disponíveis, as proteínas corporais são quebradas e seus aminoácidos são usados como combustível.
Após os aminoácidos serem metabolizados, a amônia é produzida e, sendo tóxica, é convertida em ureia, que é neutra e menos tóxica, pelo fígado através do ciclo da ureia, para ser excretada pelos rins. Em média, entre os indivíduos, 80% do nitrogênio excretado estão na forma de ureia e quantidade menores são secretadas na forma de ácido úrico, creatinina e íon amônio.
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