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[Módulo 3 _ Peças Processuais] - E-book_ Defesa preliminar da Lei de drogas

Roteiro para 2ª Fase OAB — Direito Penal (Defesa Preliminar: Lei de Drogas). Traz introdução, identificação, base legal, prazo, conteúdo/plano de ação, estruturação da peça e peça resolvida; lista artigos (arts. 514 e 397 do CPP; arts. 28 e 55 da Lei 11.343/2006) e nota sobre decisão do STF (critério 40 g).

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2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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Olá, Alunos! 
 
Sejam bem-vindos! 
 
Esse material foi elaborado com muito carinho para que você 
possa absorver da melhor forma possível os conteúdos e se 
preparar para a sua 2ª fase, e deve ser utilizado de forma 
complementar junto com as aulas. 
 
Qualquer dúvida ficamos à disposição via plataforma 
“pergunte ao professor”. 
 
Lembre-se: o seu sonho também é o nosso! 
Bons estudos! Estamos com você até a sua aprovação! 
 
Com carinho, 
Equipe Ceisc ♥ 
 
 
 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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2ª FASE OAB | PENAL | 43º EXAME 
Direito Penal 
 
 
 SUMÁRIO 
 
Defesa Preliminar – Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006) 
1.1Introdução.................................................................................................................... 5 
1.2Identificação.................................................................................................................6 
1.3Base Legal................................................................................................................... 6 
1.4Prazo............................................................................................................................ 6 
1.5 Conteúdo/Plano de Ação.......................................................................................... 7 
1.6.Estruturação da Peça................................................................................................ 7 
1.7.Peça Resolvida Autoral............................................................................................10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olá, aluno(a). Este material de apoio foi organizado com base nas aulas do curso preparatório para 
a 2ª Fase do 43º Exame da OAB e deve ser utilizado como um roteiro para as respectivas aulas. 
Além disso, recomenda-se que o aluno assista as aulas acompanhado da legislação pertinente. 
 
Bons estudos, Equipe Ceisc. 
Atualizado em abril de 2025. 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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Para dar o soco missioneiro, leia os principais artigos sobre Defesa Preliminar da Lei de Drogas 
 
• Art. 514, do CPP; 
• Art. 397, III, do CPP; 
• Art. 28 da Lei 11.343/2006; 
• Art. 55 da Lei 11.343/2006; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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Defesa Preliminar – Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006) 
 
1.1 Introdução 
O procedimento criminal para o processamento e julgamento dos crimes previstos na Lei 
de Drogas está disciplinado na Lei nº 11.343/2006, com a ressalva de que o delito de porte de 
substância entorpecente para consumo próprio, previsto no art. 28 da Lei nº 11.343/2006, segue 
o procedimento sumaríssimo, previsto na Lei nº 9.099/1995, já que se trata de crime de menor 
potencial ofensivo. 
Importante decisão foi proferida pelo STF sobre posse de maconha. Ficou decidido que 
a quantidade de 40 gramas servirá como critério, ainda que relativo, para diferenciar o usuário 
do traficante. O colegiado definiu que será presumido usuário quem adquirir, guardar, depositar 
ou transportar até 40 gramas de cannabis sativa ou seis plantas fêmeas. A maioria da Corte 
entendeu que o porte de maconha não é o crime e deve ser caracterizado como infração 
administrativa sem consequências penais. Assim, fica afastado, por exemplo, o registro na ficha 
de antecedentes criminais do usuário. As sanções, nesse caso, seriam advertência sobre os 
efeitos da maconha e comparecimento ou curso educativo (inciso I e III do artigo 28 da Lei de 
Drogas) e aplicadas em procedimento não penal. Ao longo da deliberação, os ministros frisaram 
que a quantidade de 40 gramas ou seis plantas fêmeas é relativa. A polícia está autorizada a 
apreender a droga e conduzir a pessoa à delegacia, mesmo por quantidades inferiores a esse 
limite, principalmente quando houver outros elementos que indiquem possível tráfico de drogas, 
como embalagem da droga, variedade de substâncias apreendidas, balanças e registros de 
operações comerciais. Nesse cenário, o delegado de polícia deverá justificar minuciosamente as 
razões para afastar a presunção de porte para uso pessoal e não poderá se remeter a critérios 
arbitrários, sob pena de responsabilização. O juiz responsável pelo caso também poderá, em 
casos de apreensão de quantias superiores a 40 gramas, afastar o enquadramento como crime, 
caso haja provas suficientes da condição de usuário da pessoa. 
Com relação ao tráfico de drogas e condutas assemelhadas, encerrado o inquérito 
policial, com o respectivo interrogatório, os autos serão enviados, ao final, ao Ministério Público, 
que, via de regra, poderá, no prazo de 10 dias: a) requerer o arquivamento; b) requisitar novas 
diligências imprescindíveis; c) oferecer denúncia. 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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O prazo para o Ministério Público oferecer denúncia é de 10 (dez) dias, podendo arrolar 
até cinco testemunhas. 
Antes de receber a denúncia, o juiz deter minará a notificação do denunciado para que, 
no prazo de 10 (dez) dias, ofereça, por escrito, a defesa prévia ou defesa preliminar, nos termos 
do art. 55 da Lei nº 11.343/2006. Nessa defesa preliminar, o réu poderá sustentar todas as 
matérias de defesa, bem como apresentar documentos, com a indicação das provas que 
pretenda produzir, arrolando inclusive até cinco testemunhas. Essa defesa preliminar tem por 
objetivo essencial buscar convencer o juiz a rejeitar a denúncia, bem como buscar eventual 
desclassificação do tráfico para porte de substância entorpecente para consumo pessoal, com a 
remessa dos autos para o Juizado Especial Criminal. 
Se receber a denúncia, o juiz designará audiência e ordenará a citação do réu, em que 
será procedida ao interrogatório, à oitiva das testemunhas, passando-se, após, aos debates 
orais, em 20 minutos, prorrogáveis por mais 10 minutos, sendo possível, se for o caso, a 
substituição por memoriais escritos. 
Após, o juiz proferirá sentença. 
 
1.2 Identificação 
Nos termos do art. 55 da Lei nº 11.343/2006, oferecida a denúncia, o juiz ordenará a 
notificação do acusado para oferecer defesa prévia ou defesa preliminar, por escrito, no prazo 
de 10 (dez) dias. 
Logo, a palavra mágica é notificação do réu. 
 
1.3 Base Legal 
Art. 55 da Lei nº 11.343/2006. 
 
1.4 Prazo 
O prazo para apresentar a defesa preliminar é de 10 (dez) dias (Art. 55 da Lei nº 
11.343/2006). 
Prazo: 10 dias. 
 
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1.5 Conteúdo/Plano de Ação 
Na defesa preliminar, sobretudo na Lei de Drogas (art. 55 da Lei 11.343/2006) e no 
procedimento do artigo 514 do CPP, tem por objeto precípuo a rejeição da denúncia. 
Todavia, alguns autores admitem a possibilidade de absolvição sumária pelo juiz, se 
evidente causa excludente de ilicitude, culpabilidade (salvo inimputabilidade), tipicidade e 
extinção de punibilidade. 
Logo, além de desenvolver tese voltada à rejeição da denúncia, nada impede que 
também sejam desenvolvidas teses para absolvição sumária. Assim, no caso de atipicidade da 
conduta, será possível pedido de rejeição da denúncia, com base no artigo 395, II, do CPP e 
absolvição sumária, com base no artigo 397, III, do CPP. 
 
1.6. Estruturação da Peça 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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A) AO JUÍZO DA ... VARA CRIMINAL DA COMARCA ... (SE CRIME DA COMPETÊNCIA 
DA JUSTIÇA ESTADUAL) 
 
B) AO JUÍZO DA ... VARA CRIMINAL DA JUSTIÇA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE 
... (SE CRIME DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL) 
 
 
Processo nº ... 
 
FULANO DE TAL, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, 
com procuração em anexo, vem, respeitosamente,à presença de Vossa Excelência 
apresentar DEFESA PRELIMINAR, com base no art. 55 da Lei 11.343/2006, pelos fatos e 
fundamentos jurídicos a seguir expostos: 
 
I) DA TEMPESTIVIDADE 
A presente defesa preliminar é tempestiva, já que apresentada dentro do prazo 
de 15 dias, previsto no artigo 55 da Lei 11.343/2006. 
 
II) DOS FATOS 
II) DO DIREITO 
Após identificar e arguir eventuais preliminares contidas no enunciado, deve-se 
atacar a denúncia, buscando a sua rejeição, com base no art. 395 do CPP. 
 
IV) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer o denunciado: 
a) seja rejeitada a denúncia. 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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Rol de testemunhas: 
A) nome... 
B) nome... 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., data... 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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1.7. Peça Resolvida Autoral 
No dia 16 de setembro de 2024, na cidade de Goiânia, Rafael Alves trafegava em via 
pública, com o seu veículo VW/Gol. Ao visualizar uma viatura policial, Rafael realizou o retorno 
no meio da via, e, de forma acelerada, buscou seguir o caminho contrário, sendo perseguido 
pelos policiais, quando então estacionou o veículo na garagem de uma residência, que depois 
verificou-se ser da sua genitora. Os policiais ingressaram na residência, procurando o quarto de 
Rafael, onde encontraram três tabletes de maconha, pesando 10 kg no total, o que restou 
comprovado pelo laudo preliminar de constatação da natureza da substância entorpecente. A 
atuação dos policiais foi presenciada por Mário e Ricardo, vizinhos de Rafael. 
Diante disso, Rafael foi preso em flagrante e levado até a Delegacia de Polícia. Os 
policiais que realizaram a perseguição e a apreensão da droga afirmaram, perante a autoridade 
policial, que possuíam informações do envolvimento de Rafael com o tráfico de drogas, razão 
pela qual suspeitaram dele quando o avistaram na condução do veículo VW/Gol. Informaram que 
obtiveram essa informação por meio de notícia anônima, e que não possuíam mandado de busca 
e apreensão para ingressar na residência da genitora do flagrado. 
Diante dos elementos informativos coletados, a autoridade policial indiciou Rafael como 
incurso no crime tráfico ilícito de entorpecentes, previsto no artigo 33,” caput”, da Lei nº 
11.343/2006, juntando a folha de antecedentes criminais do acusado sem anotações. 
 Após o encerramento do procedimento policial, o Ministério Público ofereceu denúncia 
contra Rafael, imputando-lhe a prática do delito do artigo 33, “caput”, da Lei nº 11.343/2006. O 
Magistrado titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Goiânia/GO determinou a notificação do 
denunciado, que ocorreu no dia 07 de outubro de 2024, que caiu numa segunda-feira. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas 
pelo caso concreto acima, na qualidade de advogado(a) de Rafael, redija a peça cabível, 
diversa de habeas corpus, invocando todos os argumentos em favor de seu constituinte, 
datando a peça no último dia do prazo. (Valor: 5,00) 
 
 
 
 
 
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AO JUÍZO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE GOIÂNIA/GO 
 
 
 
Processo nº ... 
 
RAFAEL ALVES, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, 
com procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência 
apresentar DEFESA PRELIMINAR, com base no art. 55 da Lei 11.343/2006, pelos fatos e 
fundamentos jurídicos a seguir expostos: 
 
I) DA TEMPESTIVIDADE 
A presente defesa preliminar é tempestiva, já que apresentada dentro do prazo 
de 10 dias, previsto no artigo 55, “caput”, da Lei 11.343/2006. 
 
II) DOS FATOS 
O Ministério Público ofereceu denúncia imputando ao réu a prática do delito do 
artigo 33 da Lei 11,343/2006. 
O réu foi notificado. 
 
III) DO DIREITO 
A) DA REJEIÇÃO DA DENÚNCIA 
A denúncia deve ser rejeitada, por falta de justa causa, nos termos do artigo 
395, III, do Código de Processo Penal. 
Isso porque a busca e apreensão realizada na residência da genitora do réu foi 
absolutamente ilegal, já que apoiada por meras suspeitas, decorrentes de notícia anônima, 
não havendo, portanto, fundadas razões, como exige o artigo 240, §1º, do Código de Processo 
Penal. 
 
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De fato, a mera alegação de atitude suspeita, sem elemento concreto que 
justificasse o ingresso sem mandado na residência da genitora do réu, permite que a busca 
e apreensão constitui prova ilícita, devendo ser desentranhada dos autos, nos termos do 
artigo 157 do Código de Processo Penal. 
Logo, considerando que não há prova da materialidade, devendo ser 
rejeitada a denúncia, com base no artigo 395, III, do Código de Processo Penal. 
 
IV) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer a rejeição da denúncia, pela ausência de 
materialidade, com base no artigo 395, inciso III, do Código de Processo Penal. 
 
ROL DE TESTEMUNHAS 
a) Mário 
b) Ricardo 
 
 
 
 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 17 de outubro de 2024. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
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