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PROORDEM – PÓS GRADUAÇÃO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO E EMPRESARIAL Empresas Familiares / Criação de Holdings Professor Doutor Rogério Martir Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais, Advogado Especializado em Direito Empresarial e Direito do Trabalho, Professor Universitário, MBA, Pós Graduação e de Cursos Preparatórios Para Carreiras Jurídicas, Sócio da Martir Advogados Associados - Consultoria Jurídica Empresarial e para o Terceiro Setor – www.martir.com.br (11) 2455-5067 / (11) 99965-9237 1 http://www.martir.com.br/ Bloco I Bloco I 2 EMPRESA FAMILIAR • Para uma interpretação simplista e leiga, a empresa familiar é simplesmente aquela que tem como sócios os membros da família conduzindo um negócio que passa de geração para geração. • Normalmente um dos sócios assume a liderança societária e conduz os negócios. • Normalmente está fadada a procrastinação ou mesmo o fracasso com o passar dos anos. 3 EMPRESA FAMILIAR • A gestão quase sempre é pouco profissional e alguns dos sócios apenas se aproveitam das vantagens que a sociedade proporciona. • Muitas vezes é o começo do fim da Família. • Dentro desta visão simplista, assim como advogar para a família, ser sócio da família em uma empresa não é muito saudável!! 4 EMPRESA FAMILIAR • Por outro lado, quando a constituição da sociedade é planejada e tem um propósito maior esta é uma grande ferramenta de proteção patrimonial, crescimento e sucessão. • Estamos falando da Empresa Familiar na modalidade de Holding, pessoa jurídica gestora do patrimônio da família, tudo muito bem planejado. • Daqui para frente é esta Empresa Familiar que iremos estudar!! 5 INTRODUÇÃO AO TEMA • Como estudamos em aulas anteriores o Planejamento nos leva ao crescimento seguro e sustentável. • Minimiza as perdas e aumenta a lucratividade pois as receitas são melhor aproveitadas e o lucro aumenta. • Planejar é prever o futuro e se preparar para ele. • E para tanto o Direito Societário nos dá uma fantástica ferramenta, a Pessoa Jurídica na modalidade de HOLDING. 6 INTRODUÇÃO AO TEMA • A Pessoa Jurídica se assemelha em muito com a Pessoa Física no tocante a questão patrimonial e na obtenção de direitos e deveres. • E dentro deste aspecto (patrimonial e jurídico) é infinitamente MELHOR com inúmeras vantagens. • Não está exposta as intemperes da vida de Pessoa Física e também não falece é tecnicamente eterna!! 7 INTRODUÇÃO AO TEMA • Fazer negócios e até mesmo viver como Pessoa Jurídica é muito interessante e representa uma EXCELENTE forma de planejamento empresarial e principalmente pessoal: A Pessoa Jurídica tecnicamente blinda a pessoa física. A Pessoa jurídica reduz a Carga Tributária. A Pessoa Jurídica facilita as transações patrimoniais. 8 CONCEITOS • HOLDING – etimologicamente significa: segurar, manter, controlar, guardar ou possuir. • EMPRESA FAMILIAR – concentração do patrimônio das Pessoas Físicas de uma família em uma Pessoa Jurídica. • SUCESSÃO – substituição, alternância de sócios por falecimento dentro da Empresa Familiar. 9 CONCEITOS • PROTEÇÃO PATRIMONIAL • O patrimônio dentro da Empresa Familiar fica protegido dos excessos de tributação, dos efeitos da sucessão familiar simples e das intemperes do mercado em negócios mal sucedidos. • Assim como possibilita diversas construções patrimoniais para garantir futuro financeiro dos sócios e se o caso da família 10 HOLDING • O conceito nos já estudamos, mas importante nos aprofundarmos um pouco mais: • Não se trata de um tipo societário. É definida em face do objeto social que a Sociedade (Pessoa Jurídica) explora. • Em seu formato clássico a finalidade é a participação no capital de outras empresas. 11 HOLDING • Pode assumir a forma de qualquer tipo societário, mas o mais comum é se materializarem como sociedade Simples, empresária Limitada (unipessoal) e como Sociedade Anônima. • A Sociedade Anônima é menos comum para as holdings familiares diante de sua maior complexidade administrativa e contábil. • A UNIPESSOAL também é uma possibilidade interessante. 12 HOLDING • A Holding poderá ser ainda: • PURA - quando, no seu objeto social conste somente a participação no capital de outras sociedades, gerando controle sobre a administração das mesmas ou • MISTA - quando além da participação, ela serve à exploração de alguma atividade empresarial, sendo esta a mais utilizada no Brasil dentro da esfera negocial. 13 HOLDING • Importante saber: • Quando tratamos da sociedade (Pessoa Jurídica) que concentra o patrimônio de pessoas físicas e administra bens próprios, não estamos exatamente diante de uma holding, mas costuma-se utilizar esta denominação. • Na holding propriamente dita, esta sociedade é criada para administrar possuir a maioria das quotas/ações das empresas componentes de determinado grupo. Essa forma de administração é muito praticada pelas grandes corporações. 14 PREVISÃO LEGAL • O art. 2º, § 3º da Lei 6.404/76, Sociedades por Ações, fundamenta o conceito de holding: • § 3º A companhia pode ter por objeto participar de outras sociedades; ainda que não prevista no estatuto, a participação é facultada como meio de realizar o objeto social, ou para beneficiar-se de incentivos fiscais. • O mesmo diploma legal dispõe sobre o sistema de concentração societária através de empresas coligadas e controladas (art. 243 da Lei de S/A) onde se pode inferir a existência da holding. 15 PREVISÃO LEGAL • O Código Civil reconhece a possibilidade e legalidade do sistema de holding nos artigos 1.097 a 1.099 do Código Civil. • Estes artigos definem as empresas controladoras, controladas e coligadas Controladora: Maioria absoluta ou qualificada das quotas/ações com poder de voto. Controladas: Possui uma outra sociedade como sócia/acionista Controladora. Coligadas: Possui como sócia outra Sociedade com quotas/ações de até 10% ou mais do Capital sem Controle. 16 PREVISÃO LEGAL • O Código Civil garante vida própria as Pessoas Jurídicas, distinta da vida de seus sócios, principalmente com as alterações da Lei de Liberdade Econômica: • Art. 49-A. A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou administradores. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 17 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7 PREVISÃO LEGAL • Parágrafo único. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular empreendimentos, para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7 PREVISÃO LEGAL • No entanto, este professor seria leviano se ocultasse a existência de riscos na constituição das diversas modalidades de holding. • Costumo dizer aos meu cliente que é possível atribuir 75% de segurança na constituição de uma holding, mas dependendo da forma como a mesma é conduzida, temos 25% de risco. • Como podemos observar na legislação Civil: 19 PREVISÃO LEGAL • Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei nº 13.874, de 2019) 20 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7 PREVISÃO LEGAL • DESVIO DE FINALIDADE • § 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilizaçãoda pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 21 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7 PREVISÃO LEGAL • CONFUSÃO PATRIMONIAL • § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) • I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice- versa; (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 22 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7 PREVISÃO LEGAL • CONFUSÃO PATRIMONIAL • II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) • III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 23 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7 PREVISÃO LEGAL • DESCONSIDERAÇÃO INVERSA • § 3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também se aplica à extensão das obrigações de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 24 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7 PREVISÃO LEGAL • A EXISTÊNCIA DE GRUPO ECONÔMICO NÃO CONDUZ A DESCONSIDERAÇÃO • § 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 25 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7 PREVISÃO LEGAL • CORRETA INTERPRETAÇÃO DO DESVIO DE FINALIDADE • § 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 26 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7 Bloco II Bloco II 27 DESTINAÇÃO DAS HOLDINGS • Em aspectos práticos gerais a holding poderá ser destinada aos seguintes objetivos: Gestão Societária Empresarial; Administração de Bens; Substituição Patrimonial de Bens / Blindagem Blindagem aos Efeitos do Casamento / União Estável Sucessão Familiar 28 GESTÃO SOCIETÁRIA EMPRESARIAL • Trata-se da holding pura, onde o objetivo e a gestão/administração de outras sociedade atrações da participação nas ações ou quotas sociais • Possibilita maior controle administrativo. • Protege a sucessão desenfreada de sócios. • Viabiliza a atração e distribuição dos lucros. 29 SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM • Compreende a substituição da pessoa física pela jurídica quanto ao respectivo patrimônio. • Na constituição da holding o patrimônio pessoal e transferido para a sociedade deixando a pessoa física apenas com quotas ou ações da holding. • A movimentação financeira e patrimonial é realizada em nome da holding que substitui a pessoa física nas transações comerciais / empresariais e até mesmo pessoais, gerando uma natural blindagem do patrimônio pessoal. 30 SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM • Os bens imóveis por sua vez, seguem a regra de imunidade prevista na Constituição Federal: • Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM • § 2º O imposto previsto no inciso II: • I - não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil; SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM • ATIVIDADE PREPONDERANTE – CTN: • Art. 37. O disposto no artigo anterior não se aplica quando a pessoa jurídica adquirente tenha como atividade preponderante a venda ou locação de propriedade imobiliária ou a cessão de direitos relativos à sua aquisição. SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM • § 1º Considera-se caracterizada a atividade preponderante referida neste artigo quando mais de 50% (cinqüenta por cento) da receita operacional da pessoa jurídica adquirente, nos 2 (dois) anos anteriores e nos 2 (dois) anos subseqüentes à aquisição, decorrer de transações mencionadas neste artigo. SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM • § 2º Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição, ou menos de 2 (dois) anos antes dela, apurar-se-á a preponderância referida no parágrafo anterior levando em conta os 3 (três) primeiros anos seguintes à data da aquisição. • § 3º Verificada a preponderância referida neste artigo, tornar-se-á devido o imposto, nos termos da lei vigente à data da aquisição, sobre o valor do bem ou direito nessa data. SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM •§ 4º O disposto neste artigo não se aplica à transmissão de bens ou direitos, quando realizada em conjunto com a da totalidade do patrimônio da pessoa jurídica alienante. BLINDAGEM AOS EFEITOS DO CASAMENTO / UNIÃO ESTÁVEL • Constituída a holding antes do casamento ou mesmo da materialização da união estável, o único real patrimônio existente serão as quotas sociais ou ações, bens anteriores ao ato jurídico. • Após o casamento ou união estável não haverá acréscimo de patrimônio em nome da pessoa física e sim em nome da holding, logo não há o que ser partilhado (personalidade distinta). • As quotas sociais ou ações serão sempre as mesmas, adquiridas antes do casamento. 37 SUCESSÃO FAMILIAR • O raciocínio na sucessão familiar é o mesmo já estudado. Todo o patrimônio familiar está em nome da holding, sendo que os membros da família são detentores de quotas ou ações apenas. • No caso de eventual inventário o objeto deste será exclusivamente as quotas ou ações. • No entanto o grande objetivo é evitar o processo de inventário, uma vez que o contrato social prevê a distribuição de quotas no caso de falecimento, como se fosse a antecipação da partilha (sucessão societária) 38 DEFINIÇÕES PRELIMINARES PARA CONSTITUIÇÃO DE UMA HOLDING • O primeiro passo é a escolha dos sócios e do tipo societário (S/A, sociedade simples ou empresária). • Nossa recomendação é pelo tipo sociedade simples ou empresária limitada que é mais fácil de gerir, além de oferecer maior proteção quanto a ingresso de terceiros na sociedade, diante do princípio do “affectio societatis” • Na sociedade simples, ainda existe a impossibilidade de falência; 39 DEFINIÇÕES PRELIMINARES • Dependendo da intenções para a constituição da Holding recomenda-se que a sociedade seja estabelecida entre o marido, esposa e filhos se não houver nenhum impedimento legal (regime de casamento ou outras circunstâncias) com a participação no capital delimitada pelos fundadores. • Ressalta-se que na sociedade simples não há impedimento entre marido e mulher serem sócios. • Nos estatutos sociais é estipulado livremente as regras de administração e de sucessão, atendendo-se, apenas, as restrições legais. (o fundador escolhe quem e como será gerida a empresa na sua ausência). 40 DEFINIÇÕES PRELIMINARES • Poderão ser estipuladas hipóteses de doação com reserva de usufrutos, cláusulas de incomunicabilidade, impenhorabilidade, inalienabilidade que protegem o patrimôniodos sucessores em relação a terceiros. • Este é o grande segredo da constituição de uma holding, conhecer o direito societário e desenvolver cláusulas que atendam o objetivo da mesma. • O estatuto social / contrato social é a alma da holding!! 41 Bloco III Bloco III 42 CONTRATO SOCIAL • O contrato social é a ALMA da Holding, simplesmente as regras do jogo após a constituição e vigência da Pessoa Jurídica. • É ele que define a proteção patrimonial, a sucessão e regulariza a vida da pessoa física quanto a transferência e constituição de patrimônio. • Serve de escritura para o aporte imobiliário de capital. • Deve ser elaborado de forma técnica e com precisão. 43 CONTRATO SOCIAL • Código Civil • Art. 997. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará: • I - nome, nacionalidade, estado civil, profissão e residência dos sócios, se pessoas naturais, e a firma ou a denominação, nacionalidade e sede dos sócios, se jurídicas; 44 CONTRATO SOCIAL • II - denominação, objeto, sede e prazo da sociedade; • III - capital da sociedade, expresso em moeda corrente, podendo compreender qualquer espécie de bens, suscetíveis de avaliação pecuniária; • IV - a quota de cada sócio no capital social, e o modo de realizá-la; • V - as prestações a que se obriga o sócio, cuja contribuição consista em serviços; 45 CONTRATO SOCIAL • VI - as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, e seus poderes e atribuições; • VII - a participação de cada sócio nos lucros e nas perdas; • VIII - se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais. • Parágrafo único. É ineficaz em relação a terceiros qualquer pacto separado, contrário ao disposto no instrumento do contrato. 46 CONTRATO SOCIAL – Formato básico CONSTITUIÇÃO DE SOCIEDADE EMPRESÁRIA LIMITADA“YZ ADMINISTRAÇÃO DE BENS E PARTICIPAÇÕES LTDA” Pelo presente Instrumento particular de Contrato Social, os abaixo assinados: Sócio 1: .............................. Sócio 2: .............................. Sócio 3: .............................. 47 CONTRATO SOCIAL –Formato básico denominadas apenas como “Contratantes”, convencionam e contratam entre si, de comum acordo, constituir uma sociedade empresária limitada, conforme cláusulas e condições abaixo: CLÁUSULA I – Constituição e Sede A sociedade neste instrumento constituída girará sob o nome empresarial “YZ ADMINISTRAÇÃO DE BENS E PARTICIPAÇÕES LTDA”, e terá sua sede na Rua ....................................., nº ................, Apto. ..................., ................., Guarulhos - SP, CEP .............................. 48 CONTRATO SOCIAL –Formato básico CLÁUSULA II – Capital Social e Distribuição O Capital Social será de R$ .... (................... Milhões de Reais) divididos em ............. (...............) quotas de valor nominal R$ 1,00 (Um Real), este totalmente integralizado nos termos da Cláusula III e dividido entre os sócios, conforme segue: 49 Sócio 1 ...... quotas no valor de R$ ........... (75%) Sócio 2 ...... quotas no valor de R$ ........ (12,5%) Sócio 3 ...... quotas no valor de R$ ........ (12,5%) CONTRATO SOCIAL –Formato básico Parágrafo Único: A responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do Capital Social. CLÁUSULA III – Integralização do Capital Social O Capital Social na importância de R$ ............... (......) está totalmente integralizado através dos bens móveis abaixo transcritos que após a averbação perante o competente Cartório de Registro de imóveis, servindo este instrumento como escritura, passam a constar formalmente como de propriedade da Sociedade: 50 CONTRATO SOCIAL –Formato básico 1 - ............ 2 - ............ 3 - ............ 4 - ............ 5 - ............ 6 - ............ 7 - ............ 8 - ............ 9 - ............. 10 - ............ 51 CONTRATO SOCIAL –Formato básico CLÁUSULA IV – Cessão de Quotas As quotas são indivisíveis e não poderão ser cedidas ou transferidas a terceiros sem o consentimento de todos os sócios, de igual forma nas negociações entre sócios, sempre com a anuência e concordância de todos não importando a participação no Capital Social. CLÁUSULA V – Constituição de Filiais A sociedade poderá a qualquer tempo, abrir ou fechar filial ou outra dependência, mediante alteração contratual assinada por todos os sócios. 52 CONTRATO SOCIAL –Formato básico CLÁUSULA VI – Administração da Sociedade A administração da sociedade caberá a sócia ....................................................., que assinará isoladamente e terá os mais amplos poderes necessários à direção dos negócios sociais, podendo representar a sociedade judicialmente e extrajudicialmente, ativa e passivamente, perante á terceiros e praticar todos e quaisquer atos necessários à consecução dos objetos dos interesses e direitos da sociedade. 53 CONTRATO SOCIAL –Formato básico CLÁUSULA VII – Antecipação de Lucros O administrador, mensalmente irá antecipar aos sócios 60% (sessenta por cento) dos lucros obtidos no respectivo mês, repassando os valores em conformidade com a participação de cada um na sociedade, devendo reter 40% (quarenta por cento) para crescimento patrimonial da Sociedade. Parágrafo Único – As referidas antecipações serão computadas no final do exercício para fins contábeis e fiscais, não se tratando de “pró-labore” e sim legitima antecipação de lucros, com os tributos quitados na fonte. 54 CONTRATO SOCIAL –Formato básico CLÁUSULA VIII – Pró-labore Os sócios poderão fixar uma retirada mensal a título de “pró-labore” ao sócio que presta serviços a sociedade, sempre observadas as disposições regulamentares pertinentes, o que poderá ser deliberado e fixado em reunião de sócios a ser convocada com esta finalidade, devendo a deliberação ser unânime CLÁUSULA IX – Apuração Patrimonial e de Haveres Ao término de cada exercício social, o administrador apresentará contas justificadas de sua administração, procedendo à elaboração do inventário, do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico. 55 CONTRATO SOCIAL –Formato básico CLÁUSULA X – Falecimento de Sócio, Sucessão de Quotas e da Administração Falecendo qualquer sócio, seus herdeiros diretos sobem a sucessão mediante simples alteração do contrato social perante a junta comercial, retirando-se o sócio falecido do quadro societário por força desta cláusula e suas quotas serão distribuídas proporcionalmente aos herdeiros que passam a figurar no quadro societário. 56 CONTRATO SOCIAL –Formato básico Parágrafo Primeiro – A alteração do contrato social será assinada pelos sócios remanescentes e pelos sócios admitidos por força da sucessão, bastando para formalização do necessário a apresentação da certidão de óbito do sócio falecido, não sendo necessário para fins de alteração social a abertura de inventário judicial neste sentido ou mesmo alvará judicial, prevalecendo a vontade dos sócios por força do presente contrato social no tocante a alteração do quadro societário. 57 CONTRATO SOCIAL –Formato básico Parágrafo Segundo – Enquanto estiver em vida, a sócia ..................................... será a administradora da sociedade e, no caso de falecimento ou impossibilidade física para tanto, esta última possibilidade mediante laudo médico reconhecido pelos demais sócios, a sociedade passa a ser administrada de forma conjunta e com os mesmos poderes pelas sócias ................................... e ......................................, devendo assinar sempre em conjunto e praticar todos os atos em concordância plena. 58 CONTRATO SOCIAL –Formato básico Parágrafo Terceiro – Sobrevivendo as sócias ...............................e .................................... e vindo uma delas a falecer a administração passa a ser exclusiva da sócia sobrevivente, devendo prestar contas mensais aos demais sócios e ter a outorga expressa destes para qualquer alteração de patrimônio, assim como para fixação de “pró-labore” e divisão de lucros. Parágrafo Quarto – Para alteração da administração no contrato social, nos termos da presente Cláusula não se faz necessário qualquer decisão judicial, apenas alteração do mesmo perante o órgão competente, formalizando o já pactuado e previamente definido. 59 CONTRATO SOCIAL –Formato básico CLÁUSULA XI – Capacidade Civil do Administrador O administrador declara, sob as penas da lei, de que não está impedido de exercer a administração da sociedade, por lei especial, ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrarem sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a propriedade. 60 CONTRATO SOCIAL –Formato básico CLÁUSULA XII – Alteração do Contrato Social Salvo as alterações prevista neste instrumento com fato e ocorrência definida, para todas as demais alterações se faz necessário a concordância expressa de todos os sócio, 100% (cem por cento) do Capital Social. CLÁUSULA XIII – Duração da Sociedade / Exercício Fiscal A sociedade iniciará suas atividades na data de registro de seu Contrato Social e seu prazo de duração será por tempo indeterminado. O ano e exercício fiscal inicia-se no dia 10 de Janeiro de uma ano e se finda em 10 de Janeiro do ano seguinte. 61 CONTRATO SOCIAL –Formato básico CLÁUSULA XVI - Foro Fica eleito o foro da comarca do município de Guarulhos/SP para o exercício e o cumprimento dos direitos e obrigações resultantes deste contrato. Guarulhos, .... de ......................... de 2016. Sócio1 ________________ Sócio2 ________________ Sócio3 ________________ Testemunhas:_____________ Advogado: _______________ 62 PRECIFICAÇÃO • Quanto cobrar por um serviço jurídico? • Quanto cobrar pela constituição de uma Holding? • Como cobrar? • Como Contratar? • R. Tudo dependerá da inteligência emocional!! TÉCNICA DE BASE PARA A PRECIFICAÇÃO • Cobrar um valor inicial pela consultoria (parte intelectual), esta pode ser em horas técnicas do profissional ou valor fixo. • Cobrar um valor final pela conclusão do serviço. Um pedacinho da vantagem obtida pelo Cliente. 65 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL • Existe um verdadeiro abismo entre a teoria e a prática. • Na teoria tudo é possível, mediante a aplicação da lógica e o desenvolvimento de técnicas teóricas para se alcançar o objetivo. • É muito difícil ir contra a natureza humana, superar tendências naturais do indivíduo, trabalhar as facilidades e dificuldades que lhe acompanham. 66 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL • São muitas as emoções que envolvem o profissional e a mais poderosa é o prazer. • Se o profissional encontra prazer no que faz vai querer fazer cada vez mais, colocando os demais fatores motivacionais em segundo plano, principalmente o dinheiro. • O trabalho não será algo penoso, exaustivo, que você não vê a hora de acabar. Você estará feliz mesmo trabalhando muito. 67 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL • A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL está exatamente ligada a saber reconhecer as limitações e talentos próprios. • Procurando gerar prazer naquilo que faz. • Canalizando a energia pessoal e atraindo o que deseja. • Vibrar positivo é essencial para uma conquista é o combustível do SUCESSO. 68 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL • ACREDITAR é a arma mais importante para qualquer realização. • E tem que ACREDITAR de verdade, sem duvidar (Lei da atração – Livro o Segredo)] • A religião é uma fonte abstrata (não material) de crença, importante para todos os seres humanos. 69 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL • FÉ significa ACREDITAR sem DUVIDAR!! • Mas algumas vezes o ACREDITAR precisa de base material, sentir-se merecedor de algo. • A base material pode ser diferente de pessoa para pessoa, depende muito das referencias pessoais e tendências naturais. 70 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL • Podemos citar diverso exemplos: • Conquista do Conhecimento; • Bens financeiros; • Relacionamento afetivo; • Família; • Ajuda ao próximo; • Ser uma boa pessoa; • Ser reconhecido (famoso); • Dificuldade. 71 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL • CONCLUSÃO: • O MAIS IMPORTANTE é sentir-se merecedor daquilo que está por vir! • Nada canaliza mais energia do que este sentimento. • Para tudo isso importante saber lidar com a INTELIGÊNCIA EMOCIONAL!!