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PROORDEM – PÓS GRADUAÇÃO 
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO E 
EMPRESARIAL 
Empresas Familiares / Criação de Holdings
Professor Doutor Rogério Martir
Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais, Advogado 
Especializado em Direito Empresarial e Direito do Trabalho, 
Professor Universitário, MBA, Pós Graduação e de Cursos 
Preparatórios Para Carreiras Jurídicas, Sócio da Martir 
Advogados Associados - Consultoria Jurídica Empresarial e 
para o Terceiro Setor – www.martir.com.br
(11) 2455-5067 / (11) 99965-9237 
1
http://www.martir.com.br/
Bloco I
Bloco I
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EMPRESA FAMILIAR
• Para uma interpretação simplista e leiga, a empresa 
familiar é simplesmente aquela que tem como sócios 
os membros da família conduzindo um negócio que 
passa de geração para geração.
• Normalmente um dos sócios assume a liderança 
societária e conduz os negócios.
• Normalmente está fadada a procrastinação ou mesmo 
o fracasso com o passar dos anos.
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EMPRESA FAMILIAR
• A gestão quase sempre é pouco profissional e alguns 
dos sócios apenas se aproveitam das vantagens que a 
sociedade proporciona.
• Muitas vezes é o começo do fim da Família.
• Dentro desta visão simplista, assim como advogar para 
a família, ser sócio da família em uma empresa não é 
muito saudável!!
4
EMPRESA FAMILIAR
• Por outro lado, quando a constituição da sociedade é 
planejada e tem um propósito maior esta é uma grande 
ferramenta de proteção patrimonial, crescimento e 
sucessão.
• Estamos falando da Empresa Familiar na modalidade 
de Holding, pessoa jurídica gestora do patrimônio da 
família, tudo muito bem planejado.
• Daqui para frente é esta Empresa Familiar que iremos 
estudar!!
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INTRODUÇÃO AO TEMA
• Como estudamos em aulas anteriores o Planejamento 
nos leva ao crescimento seguro e sustentável.
• Minimiza as perdas e aumenta a lucratividade pois as 
receitas são melhor aproveitadas e o lucro aumenta.
• Planejar é prever o futuro e se preparar para ele.
• E para tanto o Direito Societário nos dá uma fantástica 
ferramenta, a Pessoa Jurídica na modalidade de 
HOLDING.
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INTRODUÇÃO AO TEMA
• A Pessoa Jurídica se assemelha em muito com a 
Pessoa Física no tocante a questão patrimonial e na 
obtenção de direitos e deveres.
• E dentro deste aspecto (patrimonial e jurídico) é 
infinitamente MELHOR com inúmeras vantagens.
• Não está exposta as intemperes da vida de Pessoa 
Física e também não falece é tecnicamente eterna!!
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INTRODUÇÃO AO TEMA
• Fazer negócios e até mesmo viver como Pessoa 
Jurídica é muito interessante e representa uma 
EXCELENTE forma de planejamento empresarial e 
principalmente pessoal:
 A Pessoa Jurídica tecnicamente blinda a pessoa física.
 A Pessoa jurídica reduz a Carga Tributária.
 A Pessoa Jurídica facilita as transações patrimoniais.
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CONCEITOS
• HOLDING – etimologicamente significa: 
segurar, manter, controlar, guardar ou possuir.
• EMPRESA FAMILIAR – concentração do patrimônio 
das Pessoas Físicas de uma família em uma Pessoa 
Jurídica.
• SUCESSÃO – substituição, alternância de sócios 
por falecimento dentro da Empresa Familiar.
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CONCEITOS
• PROTEÇÃO PATRIMONIAL
• O patrimônio dentro da Empresa Familiar fica 
protegido dos excessos de tributação, dos efeitos da 
sucessão familiar simples e das intemperes do 
mercado em negócios mal sucedidos.
• Assim como possibilita diversas construções 
patrimoniais para garantir futuro financeiro dos 
sócios e se o caso da família
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HOLDING
• O conceito nos já estudamos, mas importante nos 
aprofundarmos um pouco mais:
• Não se trata de um tipo societário. É definida em face 
do objeto social que a Sociedade (Pessoa Jurídica) 
explora. 
• Em seu formato clássico a finalidade é a participação 
no capital de outras empresas.
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HOLDING
• Pode assumir a forma de qualquer tipo societário, mas 
o mais comum é se materializarem como sociedade 
Simples, empresária Limitada (unipessoal) e como 
Sociedade Anônima.
• A Sociedade Anônima é menos comum para as 
holdings familiares diante de sua maior complexidade 
administrativa e contábil.
• A UNIPESSOAL também é uma possibilidade 
interessante.
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HOLDING
• A Holding poderá ser ainda:
• PURA - quando, no seu objeto social conste somente a 
participação no capital de outras sociedades, gerando 
controle sobre a administração das mesmas ou
• MISTA - quando além da participação, ela serve à
exploração de alguma atividade empresarial, sendo 
esta a mais utilizada no Brasil dentro da esfera 
negocial.
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HOLDING
• Importante saber:
• Quando tratamos da sociedade (Pessoa Jurídica) que 
concentra o patrimônio de pessoas físicas e administra 
bens próprios, não estamos exatamente diante de uma 
holding, mas costuma-se utilizar esta denominação.
• Na holding propriamente dita, esta sociedade é criada 
para administrar possuir a maioria das quotas/ações 
das empresas componentes de determinado grupo. 
Essa forma de administração é muito praticada pelas 
grandes corporações. 
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PREVISÃO LEGAL
• O art. 2º, § 3º da Lei 6.404/76, Sociedades por 
Ações, fundamenta o conceito de holding:
• § 3º A companhia pode ter por objeto participar de 
outras sociedades; ainda que não prevista no 
estatuto, a participação é facultada como meio de 
realizar o objeto social, ou para beneficiar-se de 
incentivos fiscais. 
• O mesmo diploma legal dispõe sobre o sistema de 
concentração societária através de empresas coligadas 
e controladas (art. 243 da Lei de S/A) onde se pode 
inferir a existência da holding.
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PREVISÃO LEGAL
• O Código Civil reconhece a possibilidade e legalidade 
do sistema de holding nos artigos 1.097 a 1.099 do 
Código Civil.
• Estes artigos definem as empresas controladoras, 
controladas e coligadas
 Controladora: Maioria absoluta ou qualificada das 
quotas/ações com poder de voto.
 Controladas: Possui uma outra sociedade como 
sócia/acionista Controladora.
 Coligadas: Possui como sócia outra Sociedade com 
quotas/ações de até 10% ou mais do Capital sem 
Controle.
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PREVISÃO LEGAL
• O Código Civil garante vida própria as Pessoas 
Jurídicas, distinta da vida de seus sócios, 
principalmente com as alterações da Lei de Liberdade 
Econômica:
• Art. 49-A. A pessoa jurídica não se confunde com 
os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 
2019)
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
PREVISÃO LEGAL
• Parágrafo único. A autonomia patrimonial das 
pessoas jurídicas é um instrumento lícito de 
alocação e segregação de riscos, estabelecido pela 
lei com a finalidade de estimular empreendimentos, 
para a geração de empregos, tributo, renda e 
inovação em benefício de todos. (Incluído pela Lei 
nº 13.874, de 2019)
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
PREVISÃO LEGAL
• No entanto, este professor seria leviano se ocultasse a 
existência de riscos na constituição das diversas 
modalidades de holding.
• Costumo dizer aos meu cliente que é possível atribuir 
75% de segurança na constituição de uma holding, 
mas dependendo da forma como a mesma é 
conduzida, temos 25% de risco.
• Como podemos observar na legislação Civil:
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PREVISÃO LEGAL
• Art. 50. Em caso de abuso da personalidade 
jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a 
requerimento da parte, ou do Ministério Público 
quando lhe couber intervir no processo, 
desconsiderá-la para que os efeitos de certas e 
determinadas relações de obrigações sejam 
estendidos aos bens particulares de 
administradores ou de sócios da pessoa jurídica 
beneficiados direta ou indiretamente pelo 
abuso. (Redação dada pela Lei nº 13.874, de 2019)
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
PREVISÃO LEGAL
• DESVIO DE FINALIDADE
• § 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio 
de finalidade é a utilizaçãoda pessoa jurídica com 
o propósito de lesar credores e para a prática de 
atos ilícitos de qualquer natureza. (Incluído pela Lei 
nº 13.874, de 2019)
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
PREVISÃO LEGAL
• CONFUSÃO PATRIMONIAL
• § 2º Entende-se por confusão patrimonial a 
ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por: (Incluído pela Lei nº 
13.874, de 2019)
• I - cumprimento repetitivo pela sociedade de 
obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)
22
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
PREVISÃO LEGAL
• CONFUSÃO PATRIMONIAL
• II - transferência de ativos ou de passivos sem 
efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela 
Lei nº 13.874, de 2019)
• III - outros atos de descumprimento da autonomia 
patrimonial. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
PREVISÃO LEGAL
• DESCONSIDERAÇÃO INVERSA
• § 3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste 
artigo também se aplica à extensão das obrigações 
de sócios ou de administradores à pessoa 
jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
PREVISÃO LEGAL
• A EXISTÊNCIA DE GRUPO ECONÔMICO NÃO 
CONDUZ A DESCONSIDERAÇÃO
• § 4º A mera existência de grupo econômico sem a 
presença dos requisitos de que trata o caput deste 
artigo não autoriza a desconsideração da 
personalidade da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei 
nº 13.874, de 2019)
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
PREVISÃO LEGAL
• CORRETA INTERPRETAÇÃO DO DESVIO DE 
FINALIDADE
• § 5º Não constitui desvio de finalidade a mera 
expansão ou a alteração da finalidade original da 
atividade econômica específica da pessoa 
jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art7
Bloco II
Bloco II
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DESTINAÇÃO DAS HOLDINGS
• Em aspectos práticos gerais a holding poderá ser 
destinada aos seguintes objetivos:
 Gestão Societária Empresarial;
 Administração de Bens;
 Substituição Patrimonial de Bens / Blindagem
 Blindagem aos Efeitos do Casamento / União Estável
 Sucessão Familiar
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GESTÃO SOCIETÁRIA EMPRESARIAL
• Trata-se da holding pura, onde o objetivo e a 
gestão/administração de outras sociedade atrações 
da participação nas ações ou quotas sociais
• Possibilita maior controle administrativo.
• Protege a sucessão desenfreada de sócios.
• Viabiliza a atração e distribuição dos lucros.
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SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM
• Compreende a substituição da pessoa física pela 
jurídica quanto ao respectivo patrimônio.
• Na constituição da holding o patrimônio pessoal e 
transferido para a sociedade deixando a pessoa 
física apenas com quotas ou ações da holding.
• A movimentação financeira e patrimonial é realizada 
em nome da holding que substitui a pessoa física 
nas transações comerciais / empresariais e até 
mesmo pessoais, gerando uma natural blindagem do 
patrimônio pessoal.
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SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM
• Os bens imóveis por sua vez, seguem a regra de 
imunidade prevista na Constituição Federal:
• Art. 156. Compete aos Municípios instituir 
impostos sobre:
• II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, 
por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza 
ou acessão física, e de direitos reais sobre 
imóveis, exceto os de garantia, bem como 
cessão de direitos a sua aquisição;
SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM
• § 2º O imposto previsto no inciso II:
• I - não incide sobre a transmissão de bens ou 
direitos incorporados ao patrimônio de pessoa 
jurídica em realização de capital, nem sobre a 
transmissão de bens ou direitos decorrente de 
fusão, incorporação, cisão ou extinção de 
pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a 
atividade preponderante do adquirente for a 
compra e venda desses bens ou direitos, 
locação de bens imóveis ou arrendamento 
mercantil;
SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM
• ATIVIDADE PREPONDERANTE – CTN:
• Art. 37. O disposto no artigo anterior não se 
aplica quando a pessoa jurídica adquirente tenha 
como atividade preponderante a venda ou 
locação de propriedade imobiliária ou a cessão de 
direitos relativos à sua aquisição.
SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM
• § 1º Considera-se caracterizada a atividade 
preponderante referida neste artigo quando mais 
de 50% (cinqüenta por cento) da receita 
operacional da pessoa jurídica adquirente, nos 2 
(dois) anos anteriores e nos 2 (dois) anos 
subseqüentes à aquisição, decorrer de transações 
mencionadas neste artigo.
SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM
• § 2º Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas 
atividades após a aquisição, ou menos de 2 (dois) 
anos antes dela, apurar-se-á a preponderância 
referida no parágrafo anterior levando em conta 
os 3 (três) primeiros anos seguintes à data da 
aquisição.
• § 3º Verificada a preponderância referida neste 
artigo, tornar-se-á devido o imposto, nos termos 
da lei vigente à data da aquisição, sobre o valor 
do bem ou direito nessa data.
SUBSTITUIÇÃO PATRIMONIAL / BLINDAGEM
•§ 4º O disposto neste artigo não se aplica à 
transmissão de bens ou direitos, quando realizada 
em conjunto com a da totalidade do patrimônio da 
pessoa jurídica alienante.
BLINDAGEM AOS EFEITOS DO CASAMENTO / 
UNIÃO ESTÁVEL
• Constituída a holding antes do casamento ou 
mesmo da materialização da união estável, o único 
real patrimônio existente serão as quotas sociais ou 
ações, bens anteriores ao ato jurídico.
• Após o casamento ou união estável não haverá 
acréscimo de patrimônio em nome da pessoa física 
e sim em nome da holding, logo não há o que ser 
partilhado (personalidade distinta).
• As quotas sociais ou ações serão sempre as 
mesmas, adquiridas antes do casamento.
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SUCESSÃO FAMILIAR
• O raciocínio na sucessão familiar é o mesmo já 
estudado. Todo o patrimônio familiar está em nome 
da holding, sendo que os membros da família são 
detentores de quotas ou ações apenas.
• No caso de eventual inventário o objeto deste será 
exclusivamente as quotas ou ações.
• No entanto o grande objetivo é evitar o processo de 
inventário, uma vez que o contrato social prevê a 
distribuição de quotas no caso de falecimento, como 
se fosse a antecipação da partilha (sucessão 
societária) 
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DEFINIÇÕES PRELIMINARES PARA 
CONSTITUIÇÃO DE UMA HOLDING
• O primeiro passo é a escolha dos sócios e do tipo 
societário (S/A, sociedade simples ou empresária).
• Nossa recomendação é pelo tipo sociedade simples 
ou empresária limitada que é mais fácil de gerir, além 
de oferecer maior proteção quanto a ingresso de 
terceiros na sociedade, diante do princípio do “affectio
societatis”
• Na sociedade simples, ainda existe a impossibilidade 
de falência;
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DEFINIÇÕES PRELIMINARES
• Dependendo da intenções para a constituição da 
Holding recomenda-se que a sociedade seja 
estabelecida entre o marido, esposa e filhos se não 
houver nenhum impedimento legal (regime de 
casamento ou outras circunstâncias) com a 
participação no capital delimitada pelos fundadores.
• Ressalta-se que na sociedade simples não há 
impedimento entre marido e mulher serem sócios.
• Nos estatutos sociais é estipulado livremente as regras 
de administração e de sucessão, atendendo-se, 
apenas, as restrições legais. (o fundador escolhe quem 
e como será gerida a empresa na sua ausência).
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DEFINIÇÕES PRELIMINARES
• Poderão ser estipuladas hipóteses de doação com 
reserva de usufrutos, cláusulas de incomunicabilidade, 
impenhorabilidade, inalienabilidade que protegem o 
patrimôniodos sucessores em relação a terceiros.
• Este é o grande segredo da constituição de uma 
holding, conhecer o direito societário e desenvolver 
cláusulas que atendam o objetivo da mesma.
• O estatuto social / contrato social é a alma da holding!!
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Bloco III
Bloco III
42
CONTRATO SOCIAL 
• O contrato social é a ALMA da Holding, 
simplesmente as regras do jogo após a constituição 
e vigência da Pessoa Jurídica.
• É ele que define a proteção patrimonial, a sucessão 
e regulariza a vida da pessoa física quanto a 
transferência e constituição de patrimônio.
• Serve de escritura para o aporte imobiliário de 
capital.
• Deve ser elaborado de forma técnica e com 
precisão. 
43
CONTRATO SOCIAL 
• Código Civil
• Art. 997. A sociedade constitui-se mediante contrato 
escrito, particular ou público, que, além de cláusulas 
estipuladas pelas partes, mencionará:
• I - nome, nacionalidade, estado civil, profissão e 
residência dos sócios, se pessoas naturais, e a firma 
ou a denominação, nacionalidade e sede dos sócios, 
se jurídicas;
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CONTRATO SOCIAL 
• II - denominação, objeto, sede e prazo da sociedade;
• III - capital da sociedade, expresso em moeda corrente, 
podendo compreender qualquer espécie de bens, 
suscetíveis de avaliação pecuniária;
• IV - a quota de cada sócio no capital social, e o modo 
de realizá-la;
• V - as prestações a que se obriga o sócio, cuja 
contribuição consista em serviços;
45
CONTRATO SOCIAL 
• VI - as pessoas naturais incumbidas da administração 
da sociedade, e seus poderes e atribuições;
• VII - a participação de cada sócio nos lucros e nas 
perdas;
• VIII - se os sócios respondem, ou não, 
subsidiariamente, pelas obrigações sociais.
• Parágrafo único. É ineficaz em relação a terceiros 
qualquer pacto separado, contrário ao disposto no 
instrumento do contrato.
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CONTRATO SOCIAL – Formato básico
CONSTITUIÇÃO DE SOCIEDADE EMPRESÁRIA 
LIMITADA“YZ ADMINISTRAÇÃO DE BENS E 
PARTICIPAÇÕES LTDA”
Pelo presente Instrumento particular de Contrato Social, 
os abaixo assinados:
Sócio 1: ..............................
Sócio 2: ..............................
Sócio 3: ..............................
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CONTRATO SOCIAL –Formato básico
denominadas apenas como “Contratantes”, 
convencionam e contratam entre si, de comum acordo, 
constituir uma sociedade empresária limitada, conforme 
cláusulas e condições abaixo:
CLÁUSULA I – Constituição e Sede
A sociedade neste instrumento constituída girará sob o 
nome empresarial “YZ ADMINISTRAÇÃO DE BENS E 
PARTICIPAÇÕES LTDA”, e terá sua sede na Rua 
....................................., nº ................, Apto. ..................., 
................., Guarulhos - SP, CEP ..............................
48
CONTRATO SOCIAL –Formato básico
CLÁUSULA II – Capital Social e Distribuição
O Capital Social será de R$ .... (................... Milhões de 
Reais) divididos em ............. (...............) quotas de valor 
nominal R$ 1,00 (Um Real), este totalmente integralizado nos 
termos da Cláusula III e dividido entre os sócios, conforme 
segue:
49
Sócio 1 ...... quotas no valor de R$ ........... (75%) 
Sócio 2 ...... quotas no valor de R$ ........ (12,5%)
Sócio 3 ...... quotas no valor de R$ ........ (12,5%)
CONTRATO SOCIAL –Formato básico
Parágrafo Único: A responsabilidade de cada sócio é 
restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem 
solidariamente pela integralização do Capital Social.
CLÁUSULA III – Integralização do Capital Social
O Capital Social na importância de R$ ............... (......) 
está totalmente integralizado através dos bens móveis 
abaixo transcritos que após a averbação perante o 
competente Cartório de Registro de imóveis, servindo 
este instrumento como escritura, passam a constar 
formalmente como de propriedade da Sociedade:
50
CONTRATO SOCIAL –Formato básico
1 - ............ 
2 - ............
3 - ............
4 - ............
5 - ............
6 - ............
7 - ............
8 - ............
9 - .............
10 - ............
51
CONTRATO SOCIAL –Formato básico
CLÁUSULA IV – Cessão de Quotas
As quotas são indivisíveis e não poderão ser cedidas ou 
transferidas a terceiros sem o consentimento de todos 
os sócios, de igual forma nas negociações entre sócios, 
sempre com a anuência e concordância de todos não 
importando a participação no Capital Social. 
CLÁUSULA V – Constituição de Filiais
A sociedade poderá a qualquer tempo, abrir ou fechar 
filial ou outra dependência, mediante alteração 
contratual assinada por todos os sócios.
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CONTRATO SOCIAL –Formato básico
CLÁUSULA VI – Administração da Sociedade
A administração da sociedade caberá a sócia 
....................................................., que assinará 
isoladamente e terá os mais amplos poderes 
necessários à direção dos negócios sociais, podendo 
representar a sociedade judicialmente e 
extrajudicialmente, ativa e passivamente, perante á 
terceiros e praticar todos e quaisquer atos necessários à 
consecução dos objetos dos interesses e direitos da 
sociedade.
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CONTRATO SOCIAL –Formato básico
CLÁUSULA VII – Antecipação de Lucros
O administrador, mensalmente irá antecipar aos sócios 
60% (sessenta por cento) dos lucros obtidos no 
respectivo mês, repassando os valores em conformidade 
com a participação de cada um na sociedade, devendo 
reter 40% (quarenta por cento) para crescimento 
patrimonial da Sociedade.
Parágrafo Único – As referidas antecipações serão 
computadas no final do exercício para fins contábeis e 
fiscais, não se tratando de “pró-labore” e sim legitima 
antecipação de lucros, com os tributos quitados na fonte.
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CONTRATO SOCIAL –Formato básico
CLÁUSULA VIII – Pró-labore 
Os sócios poderão fixar uma retirada mensal a título de 
“pró-labore” ao sócio que presta serviços a sociedade, 
sempre observadas as disposições regulamentares 
pertinentes, o que poderá ser deliberado e fixado em 
reunião de sócios a ser convocada com esta finalidade, 
devendo a deliberação ser unânime
CLÁUSULA IX – Apuração Patrimonial e de Haveres
Ao término de cada exercício social, o administrador 
apresentará contas justificadas de sua administração, 
procedendo à elaboração do inventário, do balanço 
patrimonial e do balanço de resultado econômico.
55
CONTRATO SOCIAL –Formato básico
CLÁUSULA X – Falecimento de Sócio, Sucessão de 
Quotas e da Administração
Falecendo qualquer sócio, seus herdeiros diretos sobem 
a sucessão mediante simples alteração do contrato 
social perante a junta comercial, retirando-se o sócio 
falecido do quadro societário por força desta cláusula e 
suas quotas serão distribuídas proporcionalmente aos 
herdeiros que passam a figurar no quadro societário.
56
CONTRATO SOCIAL –Formato básico
Parágrafo Primeiro – A alteração do contrato social 
será assinada pelos sócios remanescentes e pelos 
sócios admitidos por força da sucessão, bastando para 
formalização do necessário a apresentação da certidão 
de óbito do sócio falecido, não sendo necessário para 
fins de alteração social a abertura de inventário judicial 
neste sentido ou mesmo alvará judicial, prevalecendo a 
vontade dos sócios por força do presente contrato social 
no tocante a alteração do quadro societário.
57
CONTRATO SOCIAL –Formato básico
Parágrafo Segundo – Enquanto estiver em vida, a sócia 
..................................... será a administradora da 
sociedade e, no caso de falecimento ou impossibilidade 
física para tanto, esta última possibilidade mediante 
laudo médico reconhecido pelos demais sócios, a 
sociedade passa a ser administrada de forma conjunta e 
com os mesmos poderes pelas sócias
................................... e ......................................, 
devendo assinar sempre em conjunto e praticar todos os 
atos em concordância plena. 
58
CONTRATO SOCIAL –Formato básico
Parágrafo Terceiro – Sobrevivendo as sócias 
...............................e .................................... e vindo uma 
delas a falecer a administração passa a ser exclusiva da 
sócia sobrevivente, devendo prestar contas mensais aos 
demais sócios e ter a outorga expressa destes para 
qualquer alteração de patrimônio, assim como para 
fixação de “pró-labore” e divisão de lucros.
Parágrafo Quarto – Para alteração da administração no 
contrato social, nos termos da presente Cláusula não se 
faz necessário qualquer decisão judicial, apenas 
alteração do mesmo perante o órgão competente, 
formalizando o já pactuado e previamente definido.
59
CONTRATO SOCIAL –Formato básico
CLÁUSULA XI – Capacidade Civil do Administrador
O administrador declara, sob as penas da lei, de que não 
está impedido de exercer a administração da sociedade, por 
lei especial, ou em virtude de condenação criminal, ou por se 
encontrarem sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda 
que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por 
crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, 
concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o 
sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da 
concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou 
a propriedade. 
60
CONTRATO SOCIAL –Formato básico
CLÁUSULA XII – Alteração do Contrato Social
Salvo as alterações prevista neste instrumento com fato e 
ocorrência definida, para todas as demais alterações se faz 
necessário a concordância expressa de todos os sócio, 100% 
(cem por cento) do Capital Social. 
CLÁUSULA XIII – Duração da Sociedade / Exercício Fiscal
A sociedade iniciará suas atividades na data de registro de 
seu Contrato Social e seu prazo de duração será por tempo 
indeterminado. O ano e exercício fiscal inicia-se no dia 10 de 
Janeiro de uma ano e se finda em 10 de Janeiro do ano 
seguinte.
61
CONTRATO SOCIAL –Formato básico
CLÁUSULA XVI - Foro
Fica eleito o foro da comarca do município de Guarulhos/SP 
para o exercício e o cumprimento dos direitos e obrigações 
resultantes deste contrato. 
Guarulhos, .... de ......................... de 2016.
Sócio1 ________________
Sócio2 ________________
Sócio3 ________________
Testemunhas:_____________
Advogado: _______________
62
PRECIFICAÇÃO
• Quanto cobrar por um serviço jurídico?
• Quanto cobrar pela constituição de uma Holding?
• Como cobrar?
• Como Contratar?
• R. Tudo dependerá da inteligência emocional!!
TÉCNICA DE BASE PARA A 
PRECIFICAÇÃO
• Cobrar um valor inicial pela consultoria (parte 
intelectual), esta pode ser em horas técnicas do 
profissional ou valor fixo.
• Cobrar um valor final pela conclusão do serviço. Um 
pedacinho da vantagem obtida pelo Cliente.
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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL 
• Existe um verdadeiro abismo entre a teoria e a prática.
• Na teoria tudo é possível, mediante a aplicação da 
lógica e o desenvolvimento de técnicas teóricas para 
se alcançar o objetivo.
• É muito difícil ir contra a natureza humana, superar 
tendências naturais do indivíduo, trabalhar as 
facilidades e dificuldades que lhe acompanham.
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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
• São muitas as emoções que envolvem o profissional e 
a mais poderosa é o prazer.
• Se o profissional encontra prazer no que faz vai querer 
fazer cada vez mais, colocando os demais fatores 
motivacionais em segundo plano, principalmente o 
dinheiro.
• O trabalho não será algo penoso, exaustivo, que você 
não vê a hora de acabar. Você estará feliz mesmo 
trabalhando muito.
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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
• A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL está exatamente 
ligada a saber reconhecer as limitações e talentos 
próprios.
• Procurando gerar prazer naquilo que faz.
• Canalizando a energia pessoal e atraindo o que 
deseja.
• Vibrar positivo é essencial para uma conquista é o 
combustível do SUCESSO.
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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
• ACREDITAR é a arma mais importante para qualquer 
realização.
• E tem que ACREDITAR de verdade, sem duvidar (Lei 
da atração – Livro o Segredo)]
• A religião é uma fonte abstrata (não material) de 
crença, importante para todos os seres humanos.
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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
• FÉ significa ACREDITAR sem DUVIDAR!!
• Mas algumas vezes o ACREDITAR precisa de base 
material, sentir-se merecedor de algo.
• A base material pode ser diferente de pessoa para 
pessoa, depende muito das referencias pessoais e 
tendências naturais.
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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
• Podemos citar diverso exemplos:
• Conquista do Conhecimento;
• Bens financeiros;
• Relacionamento afetivo;
• Família;
• Ajuda ao próximo;
• Ser uma boa pessoa;
• Ser reconhecido (famoso);
• Dificuldade.
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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
• CONCLUSÃO:
• O MAIS IMPORTANTE é sentir-se merecedor daquilo 
que está por vir!
• Nada canaliza mais energia do que este sentimento.
• Para tudo isso importante saber lidar com a 
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL!!

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