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INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CAMPUS CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM CURSO DE ENGENHARIA DE MINAS CAIO CÂNDIDO ALVES JUNIOR ANÁLISE DAS LEIS DE ATENUAÇÃO NAS OPERAÇÕES DE DESMONTE DE ROCHA POR EXPLOSIVO UTILIZANDO O SISMOGRAMAS E O SOFTWARE O- PITBLAST CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES 2021 CAIO CÂNDIDO ALVES JUNIOR ANÁLISE DAS LEIS DE ATENUAÇÃO NAS OPERAÇÕES DE DESMONTE DE ROCHA POR EXPLOSIVO UTILIZANDO O SISMOGRAMAS E O SOFTWARE O- PITBLAST Monografia apresentada à Coordenadoria do Curso de Engenharia de Minas do Instituto Federal do Espírito Santo, Campus Cachoeiro de Itapemirim, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Engenharia de Minas. Orientador: Prof. Me. Gleicon Roberto de Sousa Maior CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES 2021 AGRADECIMENTOS A Deus, autor e alicerce da minha fé, sendo luz para meu caminho me sustentado com sua presença e amor, proporcionando experiencias peculiares na minha vida. Aos meus pais, Caio Cândido Alves e Maria Augusta Gava Alves, pelo amor e dedicação durante todos esses anos sendo meu ponto de apoio. Ao meu irmão, Pedro Augusto Alves, pelo seu amor estando sempre perto me ajudando, sendo meu grande amigo. Ao meu orientador Gleicon Maior, pelas orientações ao longo do curso e na construção deste trabalho. A todos os meus amigos da turma de 2014/2 do curso de engenharia de minas, por todas as dificuldades que passamos juntos, pelas experiencias de vida que foram compartilhadas, pelas risadas e pelos momentos de felicidade que foram muitos, aqui eu deixo o meu muito obrigado a Arthur Piovezan, Victorio Brunhara, Maurício Montanaro, Henrique Ribeiro, Felipe Oliveira, Raul Abilio, Guilherme Carletto, Larissa Mendes, Carol Verdão, Marina Andrade e aos demais que não foram citados, por incentivar uns ao outros, levo todos na memória. RESUMO Tendo em vista que o monitoramento sismográfico para o controle das vibrações e sobreposição acústica causadas pelo desmonte de rocha por explosivo, e uma ferramenta essencial para o levantamento das informações e analises posteriores. O objetivo deste trabalho e realizar monitoramento sismográfico, para analisar as vibrações causadas pelo desmonte de rocha com explosivo, fazendo um comparativo das sismografias realizadas e os parâmetros simulados no software O-Pitblast usando como ferramenta para geração de gráficos de relação das velocidades de pico da partícula com a distancia escalonada, comparando assim as simulações dos dados com a reta de regressão linear, para a distribuição de pontos de monitoramento futuro. Para isso, desenvolveu um banco de dados com 22 medições realizadas em um período de tempo nos meses de março até junho, com informações da velocidade de pico da partícula em suar três componentes perpendiculares transversal, vertical, longitudinal e a resultante das três componentes, assim como a carga máxima por espera e a distancia dos pontos de monitoramento até o local de desmonte, através deste banco de dados foi possível simular com software O-Pitblast os gráficos de VPP em função da distancia escalonada, para assim usar como parâmetro nas analises da lei de atenuação. Foi possível notar através das simulações realizadas que a relação entre a carga máxima por espera e a distância escalonada e proporcional, aumentando a quantidade de carga máxima os níveis de vibração são maiores, da mesma forma aumentando a distância escalonada os níveis de vibração são menores, mostrando assim o conceito da lei de propagação. Visto que a geologia do local de monitoramento influenciou no comportamento das ondas mecânicas captadas pelo sismógrafo, mostrando alguns pontos extremos nos gráficos simulados pelo software O-Pitblast e na plotagem do gráfico da reta de regressão linear, presumindo assim um material com descontinuidades e zonas de interface, das quais são fatores que trabalham a favor da atenuação das ondas mecânicas. Todos os valores medidos estão dentro do limite de vibração, sendo assim não causam danos induzidos por vibração. Mesmo diante dos resultados sugiro um estudo sistemático no âmbito geológico, para assim entender melhor o comportamento das ondas vibratórias. Palavras-chave: Sismógrafo. Carga máxima por espera. Distancia escalonada. ABSTRACT The seismographic monitoring to control vibrations and acoustic superimposition caused by rock blasting by explosives is an essential tool for gathering information and further analysis. The objective of this work is to carry out seismographic monitoring, to analyze the vibrations caused by rock blasting with explosives, making a comparison of the seismographs performed and the parameters simulated in the O-Pitblast software using as a tool to generate graphs of the peak velocities of the particle with the scaled distance, thus comparing the simulations data with the linear regression line, for the distribution of future monitoring points. For this, we developed a database with 22 measurements performed over a period of time in the months March to June, with information on the particle's peak velocity in sweating three perpendicular transverse, vertical, longitudinal components and the resultant of the three components, as well as the maximum waiting load and the distance from the monitoring points to the dismantling site, through this database it was possible to simulate with O-Pitblast software the VPP graphs as a function of the scaled distance, to use it as a parameter in the analysis of the law of attenuation. It is possible to notice through the simulations carried out that the relationship between the maximum waiting load and the scaled and proportional distance, increasing the amount of maximum load the vibration levels are higher, similarly increasing the scaled distance the vibration levels are lower, thus showing the concept of the propagation law. Since the geology of the monitoring site influenced the behavior of mechanical waves captured by the seismograph, showing some extreme points in the graphs simulated by the O-Pitblast software and in the plotting of the linear regression line graph, thus assuming a material with discontinuities and zones of interface, which are factors that work in favor of attenuation of mechanical waves. All measured values are within the vibration limit and thus do not cause vibration-induced damage. Even in view of the results, I suggest a systematic study in the geological scope, in order to better understand the behavior of vibrating waves in different geology. Keywords: Seismograph. Maximum load per wait. Staggered distance. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 10 2 OBJETIVOS .................................................................................................... 11 2.1 Objetivo geral .................................................................................................. 11 2.2 Objetivos específicos ...................................................................................... 11 3 REFERENCIAL TEÓRICO ............................................................................. 11 3.1 DESMONTE DE ROCHA POR EXPLOSIVO ................................................. 11 3.2 MECANISMOS DE RUPTURA E FRAGMENTAÇÃO DE ROCHA ................. 13 3.3 PROPAGAÇÃO E ATENUAÇÃO DAS ONDAS DE CHOQUE GERADAS NO DESMONTE DE ROCHA POR EXPLOSIVO ............................................................ 17 3.4 LEIS DE ATENUAÇÃO ................................................................................... 22 3.4.1 Distância escalonada ......................................................................................22 4 METODOLOGIA ............................................................................................. 23 4.1 NORMA ABNT NBR 9653:2018 ..................................................................... 24 4.2 PROGRAMAÇÃO E INSTALAÇÃO DO SISMÓGRAFO ................................. 27 4.3 INSTALAÇÃO DO O–PITBLAST .................................................................... 30 4.4 SIMULAÇÃO DO PLANO DE FOGO NO O–PITBLAST ................................. 30 4.4.1 Design da bancada e suas dimensões ........................................................... 31 4.4.2 Desenvolvimento das variáveis de furo e geometria da malha ....................... 33 4.4.3 Carga máxima por espera e acessório eletrônico ........................................... 36 4.5 LEIS DE ATENUAÇÃO NO O–PITBLAST ...................................................... 40 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES .................................................................... 41 6 CONCLUSÃO ................................................................................................. 53 10 1 INTRODUÇÃO Desde o início da mineração a técnica de desmonte de rocha é utilizada para a extração do bem mineral, com o objetivo de fragmentar o material assim facilitando o processo de produção. No entanto, as detonações geram efeitos nocivos para o ambiente como vibrações sísmicas no terreno, sob pressão atmosférica, ruídos entre outros. De tais efeitos gerados pelo desmonte de rocha com explosivos, as vibrações sísmicas e a qual influenciam na integridade do maciço rochoso, na instabilidade de estruturas de construções ao redor do desmonte e degradação de estruturas geológicas. Através de estudos realizados foram desenvolvidas normas as quais foram empregadas para controlar os níveis de vibração próximo a áreas urbanas nas atividades com explosivos seja para o desmonte de rocha ou em obras de construção civil, do qual a norma em vigor no Brasil e a ABNT NBR 9653:2018 para regular os níveis de velocidade de partícula. Desta forma, as atividades de detonação passaram a ser monitoradas através de sismógrafos para um maior controle, com o objetivo de captar a velocidades de partículas e a pressão acústica, gerando gráfico com a descrição do comportamento dessas ondas. Com a finalidade de analisar as vibrações causadas pelo desmonte de rocha por explosivo, mostrando um comparativo com auxílio do software O-Pitblast foi desenvolvido um banco de dados através de uma campanha de monitoramento, com informações sobre parâmetros operacionais de plano de fogo, característica local do maciço, distâncias escalonadas entre as detonações e o ponto de monitoramento e a velocidade de pico das partículas com suas respectivas direções perpendiculares transversal, vertical e longitudinal. Sendo um estudo importante, para analisar através das simulações realizadas a relação entre carga máxima por espera e a distância escalonada, a propagação das partículas vibratórias e sua atenuação devido às características litológicas. 11 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral Analisar as vibrações causadas por desmontes de rochas em uma pedreira de calcário fazendo comparativo das sismografias realizadas e os parâmetros simulados pelo software O-Pitblast. 2.2 Objetivos específicos ● Analisar as vibrações dos desmontes de rochas por explosivo, com uso de sismografias; ● Utilizar o software O-Pitblast como ferramenta para geração de gráfico de relação das velocidades pico de partícula e distância escalonada; ● Comparar a simulação do software com dados de campo através da técnica de regressão linear buscando comparar a realidade em campo e os dados simulados, para futuros pontos de monitoramento. 3 REFERENCIAL TEÓRICO 3.1 DESMONTE DE ROCHA POR EXPLOSIVO A prática do desmonte de rocha é essencial para as operações mineiras, sendo o desmonte mecanizado ou com explosivos. É relevante ressaltar que as operações de desmonte de rocha com explosivos são utilizadas frequentemente em pedreiras, devido a eficiência no resultado da fragmentação do material desejado, como os agregados para construção civil. Essa técnica é utilizada na mineração com o objetivo de fragmentar o material para obter um custo-benefício eficiente, assim facilitando nas etapas de britagem, obtendo desgastes mínimos dos equipamentos. No processo de detonação do explosivo é consumida a energia da mesma de inúmeras formas, as quais podemos citar: energia de fragmentação, energia cinética, energia térmica, energia acústica, energia sísmica e entre outros tipos (ZORZAL, 2019). A iniciação da detonação do explosivo é definida por Cavadas (2012 apud ZORZAL, 2019), como uma reação exotérmica de alta velocidade, onde consiste que o material 12 explosivo tem a capacidade de se transforma em uma massa de gases, sendo que este volume de gás gerado pode ser de 1000 a 10000 vezes, maior que o volume original do explosivo em condições normais de pressão e temperatura. Na execução do desmonte de rocha, algumas das propriedades importantes nos explosivos para determinar a escolha e a avaliação do explosivo para sua aplicação são densidade, velocidade de detonação, temperatura e pressão de detonação e energia disponível (MORAIS, 2004). A densidade de um explosivo é definida por Clark (1980 apud MORAIS, 2004), sendo assim a relação entre a massa do explosivo e o volume da massa do explosivo, medidas em g/cmᵌ. O peso específico dos explosivos comerciais pode variar de 0,60 a 1,45 g/cmᵌ que corresponde por sua composição, a grandeza do grão e peso específico dos componentes. De acordo com estudos realizados, "A velocidade de detonação (VOD) de um explosivo é a velocidade na qual a reação se propaga através do explosivo, e em desmonte, isto significa ao longo da coluna de explosivo no furo” (MORAIS, 2004. p. 28.). Desta forma, cada tipo de explosivo tem sua própria velocidade de reação, relativo aos seus componentes químicos, densidade, confinamento e diâmetro de carga. Segundo Crosby (1988 apud MORAIS, 2004), os fatores correspondentes para a velocidade de detonação de um explosivo dependem da composição química do explosivo, diâmetro da carga explosiva, confinamento e diâmetro das partículas do explosivo, grau de homogeneização da mistura, densidade do explosivo, umidade do explosivo, temperatura do explosivo e tipo e gramatura (massa) da iniciação. A VOD é a propriedade mais importante do desempenho do explosivo, sendo que a pressão de detonação do mesmo é diretamente proporcional ao quadrado da velocidade de detonação do explosivo (SILVA, 2009). A velocidade de reação limita a taxa em que a energia do explosivo é liberada, sendo assim quanto maior for o VOD, maior será a proporção da energia de choque em relação às parcelas que compõem a energia total (MORAIS, 2004). Segundo Cameron & Hagan (1996 apud MORAIS, 2004), explosivo com velocidade de reação relativamente baixa libera sua energia total com uma taxa mais lenta e uma proporção maior da energia total, normalmente, está em forma de pressão de gás, já explosivos com alta velocidade de reação e considerado com uma alta energia de choque ou 13 brisância, sendo assim quanto mais alta a VOD, maior e a capacidade do explosivo de quebrar a rocha. O objetivo da aplicação de um explosivo no desmonte de rocha é agregar trabalho útil. A energia liberada pelo explosivo encontra-se armazenada como energia química, essa energia é liberada das seguintes formas: após iniciada a detonação ocorre a pulverização da rocha nas paredes do furo, rompimento da rocha, produção de calor e luz, movimento da rocha, vibração do terreno e sob pressão atmosférica (SILVA, 2009). Muitos estudos, desde o início do desmonte de rocha com explosivos, são realizados para compreender o comportamento do maciço rochoso sobre os efeitos do explosivo. Tecnologiasforam criadas para obter o desempenho das técnicas aplicadas no desmonte de rocha com explosivos, assim gerando um máximo de trabalho útil dele. 3.2 MECANISMOS DE RUPTURA E FRAGMENTAÇÃO DE ROCHA O desmonte de rocha com explosivo tem por objetivo executar a fragmentação e ruptura do maciço rochoso por meio de uma reação termodinâmica de alta pressão e temperatura, do qual o explosivo contém um potencial de energia química instável antes da detonação, “fenômeno da detonação ocorre, liberando um pico de energia muito rapidamente no maciço rochoso, e após isto não apresenta grandes oscilações, no entanto causa significativas deformações e faturamento no maciço rochoso” (SILVEIRA, 2017. p.27). Neste processo de ruptura e fragmentação, e ocorrem eventos como trituração da rocha, formação de fraturas radiais, quebra por reflexão ou “spalling”, prolongação das fraturas pelos gases, fraturas de liberação de carga, fraturas ao longo dos diferentes módulos de elasticidade, quebra por flexão, e, por fim, colisões durante o lançamento (SILVA, 2012). Quando ocorre a detonação de uma carga explosiva confinante em um furo, acontecem duas fases, podem ser definidas, a primeira é representada por uma onda de choque de alta velocidade sendo característica do tipo de explosivo utilizado, 14 amplamente representado pela sua velocidade de reação, sendo assim com um poder maior de ruptura. Já a segunda fase é representada pela formação de um grande volume de gases em alta temperatura e pressão. Esta onda de choque gerada pelo efeito da detonação se propaga pela rocha circundante, desta forma a onda de choque exerce um efeito de onda de compressão em um determinado ponto nas imediações do furo carregado sendo refletida na face livre da bancada, quando ultrapassa esse esforço, ela sofre um fenômeno de reflexão da onda de compressão tornando assim uma onda de tração que progride de volta ao ponto de origem, causando fraturas no maciço. Esta onda de choque viaja através da rocha circundante a velocidades entre 3.000 e 5.000 m /s (ALONSO, 2013). Desta maneira, a presença das fraturas ocasionadas pela onda de choque, favorece o escape dos gases confinados na parede do furo, o mesmo trabalho exercendo uma pressão ampliando as fraturas feitas pelas ondas de tração proporcionando uma quebra do material rochoso. Outro fenômeno que ocorre é a quebra por flexão, esse efeito acontece após as fraturas radiais e “spalling”, a pressão exercida pela detonação na parede do furo faz que a rocha se comporte semelhante a uma viga engastada no fundo do furo e na parte superior onde fica o “tampão”, dessa maneira a face central se encurva para fora fazendo um movimento de flexão gerando fragmentação na rocha (KONYA, 1991) (figura 1). Figura 1 – Movimento central da face livre. 15 Fonte: Konya (1991) Segundo Konya (1991), define três tipos de mecanismos de ruptura e fragmentação para cargas explosivas confinadas em furos de rocha. O primeiro mecanismo é causado pela onda de choque, sendo responsável por causar microfraturas na parede do furo e nas descontinuidades do maciço. As outras duas fases estão relacionadas a transformação da energia do explosivo em um volume significativo de gases no processo de detonação, que ocorre de forma instantânea. A pressão exercida pelos gases na parede do furo não é aliviada no ponto de menor fraqueza, mas paralelo em todo eixo do furo, fazendo surgir as fraturas radiais. Desta forma, após os eventos de ondas de choque e fraturas radiais, as microfraturas se estenderão devido a alta pressão perpendicular exercida na parede do furo pelos gases, fazendo assim a carga do maciço se transformar semelhantes a blocos e cunhas, essas cunhas trabalham como coluna suportando o peso do maciço. Os gases liberados sob pressão empurram a parede do furo perpendicularmente ao eixo dos furos em direção a pontos de alívio ou de menor resistência. Sem esse alívio só teria apenas as fraturas radiais, e os tampões seriam arremessados para fora e não haveria uma fragmentação correta (figura 2). 16 Figura 2 – Sistema de fraturas radiais Fonte: Konya (1991) Scott (1996 apud SILVA, 2009), define o processo de fragmentação e ruptura em fase dinâmica e outra fase semi - estática. Na fase dinâmica, corresponde às ondas de choque geradas pela detonação, representadas por ondas de tensão P (compressão) e ondas de tensão S (cisalhamento), devido a alta aceleração do explosivo na parede do furo. Dessa forma, com a passagem da onda de tensão em volta do furo surge um estado de tensão semi - estática. Entretanto, com a propagação dessas ondas pelo maciço ao encontrarem descontinuidades ou uma interface de modo geral como a face livre da bancada, parte da energia dessa onda é transmitida por essa interface e parte refletida, ocorrendo uma impedância. Toda energia refletida ao ponto de origem retorna como onda de tração, fazendo com que o material tenha fratura e quebra, devido à baixa resistência à tração. A fase semi – estática está relacionada à pressão exercida pelos gases de detonação na parede do furo. Este movimento representa um trabalho mecânico realizado pela pressão dos gases decorrentes da detonação, empurrando a parede do furo percorrendo as fraturas geradas pela fase dinâmica. 17 3.3 PROPAGAÇÃO E ATENUAÇÃO DAS ONDAS DE CHOQUE GERADAS NO DESMONTE DE ROCHA POR EXPLOSIVO Após o confinamento do explosivo no interior do furo, e iniciado a detonação dele, dessa forma ocorre uma reação exotérmica e termodinâmica assim liberando energia potencial, devido a reação química do explosivo. Desta maneira, ocorre uma expansão de volume considerável de gases superior ao volume inicial do explosivo e a liberação de ondas de choque em todas as direções do ponto de detonação, parte dessas ondas são convertidas em fragmentação do material e outra parte é refratada e se dispersa em outros meios (solo e ar), tais ondas geram vibrações ao longo do terreno sendo considerada como oscilações mecânicas, sendo assim um movimento harmônico simples em algumas situações, pois essas vibrações não se comporta igual em todas as circunstâncias. Segundo Halliday (2009) o movimento oscilatório tem como propriedade importante o número de oscilações completas, sendo representada por sua frequência, ou seja, quantos movimentos completos por segundo foi realizado, uma grandeza relacionada a frequência é o período (T) do movimento. Sendo assim o tempo necessário para realizar uma oscilação completa. “Todo movimento que se repete a intervalos regulares, é chamado de movimento periódico ou movimento harmônico. O movimento harmônico simples (MHS), é dessa forma chamado por se repetir a intervalos regulares, suas equações possuem funções trigonométricas como seno e cosseno denominadas harmônicas. Tais funções estão limitadas, da mesma maneira que (MHS) entre dois valores +A e -A (amplitudes máxima e mínima das ondas oscilatórias), o comprimento do intervalo representa a amplitude de movimento (KLEN, 2010). Dessa forma, podemos considerar pelo estudo das vibrações as equações básicas que representa o movimento harmônico simples, como deslocamento ou amplitude, velocidade de vibração da partícula e aceleração de partícula sendo o ritmo da qual se altera, das quais são (vide equações 1 a 4): 18 𝑥(𝑡) = 𝐴 𝑐𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑠 ( 𝜔𝑡 + ɸ) (1) 𝑣(𝑡) = 𝜕𝑥 𝜕𝑡 = −𝜔𝐴𝜔𝑡 + ɸ) (2) 𝑎(𝑡) = 𝜕²𝑥 𝜕²𝑡 = −𝜔²𝐴 𝑐𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑠 (𝜔𝑡 + ɸ) (3) 𝑇 = 1 𝑓(4) Onde: 𝑥 = Deslocamento transversal da partícula (m); 𝑣 = Velocidade de vibração de partícula; 𝑎 = Aceleração de vibração de partícula, ritmo da mudança da velocidade; 𝐴 = Máxima amplitude do deslocamento; 𝜔 = Frequência angular; 𝑡 = Intervalo de tempo; f = Frequência; T = Período; ɸ = Constante de fase ou ângulo de fase. Dessa forma, as ondas sísmicas geradas pelo desmonte de rocha por explosivo podem ser divididas em dois grupos dos quais são ondas internas, e ondas superficiais. Segundo Alonso (2013) ondas internas que se propagam em meio rochoso encontram-se as ondas longitudinais, de compressão ou P principais e ondas transversais, de cisalhamento ou secundárias S, pois o movimento da partícula é na mesma direção da frente de onda. 19 SILVA (2012 apud Jimeno, 1995; Sanchidrián, 2000; Klen, 2010) diz que as ondas P são chamadas longitudinais porque o movimento da partícula é na mesma direção do movimento de onda, e, compressionais porque as partículas no seu caminho são submetidas a compressões e dilatações, mudança de volume, mas sem mudanças de forma (figura 3). Figura 3 - Representação esquemática do movimento para ondas de compressão. Fonte: Konya (1991). SILVA (2012 apud Sanchidrián, 2000; Klen, 2010) afirma que as ondas secundárias, de cisalhamento ou transversais, são assim chamadas por provocar cisalhamento, deformação transversal na rocha, perpendicular a direção de propagação da onda. Provocam mudança de forma, mas não de volume (figura 4). Figura 4 - Representação esquemática do movimento para ondas de cisalhamento. Fonte: Konya (1991). 20 Segundo Klen (2010) as ondas P chamadas de longitudinais, possuem alta velocidade que pode chegar a 14000 m/s, onde se propagam dentro dos materiais produzindo mudança de volume não da forma do material. Já nas ondas secundárias, transversais ou de cisalhamento também chamadas de ondas S, o movimento das partículas é perpendicular à direção de propagação, dessa foram os materiais que estão sobre o efeito dessas ondas sofrem mudanças na forma, mas o volume continua o mesmo. Tabela 1 - Dados de velocidades médias de propagações de ondas P e S em diferentes tipos litológicos. Rocha Velocidade da Onda P (m/s) Velocidade da Onda S (m/s) Granito 4.000 – 6.000 2.000 – 3.000 Basalto 5.500 3.000 Arenito 2.000 – 3.500 1.000 – 2.500 Calcário 3.000 – 6.000 2.000 – 3.000 Xisto 4.000 – 5.000 2.500 – 3.000 Solo 150 – 1.000 100 – 700 Fonte: Silva (2012 apud Nicholson, 2005). Konya (1991) define da seguinte forma os aspectos do fenômeno de vibração, sendo assim a propagação ou transmissividade da vibração pelo meio e o outro é o movimento próprio que a passagem da vibração gera nas partículas do meio, sendo assim divididas em dois tipos de velocidade: ● Velocidade de onda ou propagação é aquela com a qual a vibração se propaga através do meio. ● A velocidade da partícula é aquela relativa às oscilações que a partícula experimenta, excitada pela passagem da onda de energia vibratória. As ondas superficiais não tem o papel de fragmentação da rocha, mas tem o efeito de danificar estruturas de construção, essas ondas surgem a partir das ondas longitudinais e transversais, quando encontram com zonas de descontinuidades e interface litológica, em porções próximas à superfície do terreno das quais não se propagam no interior do maciço, as ondas superficiais entre as quais estão, ondas Rayleigh R e ondas Love L, são as principais ondas, mas estudiosos afirmam que existem as chamadas ondas acopladas e ondas hidrodinâmicas. 21 Segundo Klen (2010) define as ondas Rayleigh como ondas semelhantes a ondas do oceano devido sua trajetória que se propagam em forma elíptica. Já Alonso (2013) enfatiza que as ondas Rayleigh se propagam no sistema tridimensional em um plano ZX, originando oscilações elípticas planas, se propagando contrário ao de propagação da frente de onda. As ondas Love têm velocidade maior do que a onda R, proporcionando à partícula o movimento transversal à direção de propagação da onda (KLEN, 2010). Dessa forma, as ondas Love se propagam no plano XY, causando oscilações elípticas no plano. (figura 5). Figura 5 - Representação das ondas Rayleigh e Love. Fonte: Alonso (2013) Essas vibrações se propagam ao longo do maciço e por este motivo é importante estudar a atenuação das ondas sísmicas geradas pelo desmonte de rocha com explosivos. Assim, são definidos dois aspectos que estão associados a atenuação dessas ondas, o espalhamento esférico e a característica do terreno. Compreende-se que pelo espalhamento esférico, acontece uma atenuação natural de amplitude da onda medida, da qual a onda sísmica se espalha radialmente do ponto de incidência, 22 o terreno trabalha como um filtro por exercer características litológicas diferentes, sendo não homogêneo e anisotrópico, dessa forma as ondas sísmicas perdem energia. As características do terreno, principalmente no que se refere a geologia do local e a presença de descontinuidade e zonas de interface, tem um potencial enorme no processo de atenuação (ZORZAL, 2019) (figura 6). SILVEIRA (2017 apud SARSBY, 2000) define a forma que os fatores trabalham para realizar a atenuação das vibrações. São elas: ● A expansão geométrica das ondas; ● A progressiva separação das três componentes (longitudinal, vertical e transversal) que provém das diferentes velocidades de propagação; ● A presença de descontinuidades dos maciços (causando reflexão, refração, difração e dispersão); ● Atrito interno dinâmico característico das rochas. Figura 6 - Atenuação das vibrações com a distância. Fonte: Silveira (2017 apud Bernardo, 2004) 3.4 LEIS DE ATENUAÇÃO 3.4.1 Distância escalonada A característica litológica local e a geologia do maciço são aspectos que estão relacionados intrinsecamente à atenuação das ondas sísmicas, assim como sua expansão geométrica. A lei de atenuação é obtida com a relação entre a velocidade de pico das partículas (PPV) e sua distância escalonada (DE), que é a relação entre 23 a distância ao ponto de medição, com a carga máxima por espera (Q). A norma NBR 9653:2018 por sua vez, estabelece um parâmetro mínimo considerado a distância horizontal do ponto de medição com o local de detonação e carga máxima por espera, estabelecendo uma equação relacionada com essas duas variáveis, determinando assim, o nível de vibração para uma distância escalonada com a proporção de carga máxima por espera (equação 5). 𝐷𝐸 = 𝐷 𝑄0,5 (5) Onde: DE = Distância escalonada (m); D = Distância horizontal do ponto de medição ao local de detonação (m); Q = Carga máxima por espera (kg). O desenvolvimento computacional facilitou a análise dos problemas de vibrações induzidas por detonações, através de métodos numéricos e regressão linear, mostrando a relação da PPV com a distância escalonada (SD) pela lei de atenuação, com a plotagem de gráficos mostrando informações que possibilita presumir a que distância escalonada a velocidade de partícula se propaga causando vibrações no terreno, com determinada quantidade de carga máxima por espera. 4 METODOLOGIA Este trabalho desenvolveu um referencial teórico voltado para a prática do desmonte de rocha por explosivo abordando seus mecanismos de ruptura e fragmentação, dando ênfase nas vibrações geradas por tais perturbações, com o intuito de analisar as leis de atenuação das ondas de choque utilizando o sismógrafo como parâmetro para as atividades, assim realizando um comparativo através do software O-Pitblast versão estudantil (devido ao fato da licença do O-Pitblast ser estudantil, algumas funções não podem ser alteradas). 24 O sismógrafo utilizado para fins deengenharia, realizando a captação das vibrações de partículas e sobreposição acústica é o sismógrafo S100 da Ztex automação e sistemas (figura 7). Figura 7 - Representa o monitor do sismógrafo S100 da Ztex, utilizado nas medições: Fonte: Autor (2021) 4.1 NORMA ABNT NBR 9653:2018 Como norma para as atividades com explosivos no Brasil é a NBR 9653:2018 - Guia para avaliação dos efeitos provocados pelo uso de explosivos nas minerações em áreas urbanas, como última versão atualizada. Foram realizados monitoramento das vibrações geradas por explosivos para assim atender como material de estudo se comporta após as detonações, sendo assim delimitado o nível aceitável de vibração. Vale ressaltar que tal norma leva em consideração a magnitude e a frequência de vibração da partícula, estabelecendo limites para esses parâmetros. Sendo assim, a pressão acústica, medida além da área de operação, não pode ultrapassar o valor de 100 Pa, o que corresponde a um nível de pressão acústica de 134 dBL pico. (figura 8 e 9). 25 Figura 8 - Representação microfone do sismógrafo: Fonte: https://www.ztex.com.br/site/produtos/s100/ (2021). E são estabelecidos com limite para a velocidade de partícula de pico dos quais podem ocorrer danos induzidos pelas vibrações transmitidas pelo meio físico são apresentados numericamente. (quadro 1) (figura 10). Figura 9 - Representação do geofone: 26 Fonte: https://www.ztex.com.br/site/produtos/s100/ (2021). Quadro 1 - Limites de velocidade de vibração de partículas de pico por faixas de frequência. Faixa de frequência Limite de velocidade de vibração de partícula de pico 4 Hz a 15 Hz Iniciando em 15 mm/s, aumenta linearmente até 20 mm/s 15 Hz a 40 Hz Acima de 20 mm/s, aumenta linearmente até 50 mm/s Acima de 40 Hz 50 mm/s Fonte: NBR 9653:2018. Figura 10 – Representação gráfica dos limites de velocidade de vibração de partículas de pico por faixas de frequência. 27 Fonte: NBR 9653:2018. A norma especifica que para valores de frequência abaixo de 4 Hz, deve ser utilizado como limite o critério de deslocamento de partícula de pico de no máximo 0,6 mm (de zero a pico). 4.2 PROGRAMAÇÃO E INSTALAÇÃO DO SISMÓGRAFO O sismógrafo S100 Ztex utilizado para realizar a captação das informações desejadas como velocidade da vibração de partícula e pressão acústica, tem como capacidade de armazenamento (memória) de 40 segundos, modo de disparo manual e automático, o disparo do geofone de 0.5 mm/s a 99.5 mm/s, disparo do microfone 1 Pa a 255 Pa, com uma taxa de amostragem de 1000 amostras por segundo e com sequência de até 8 eventos por 5 segundos. A calibragem do geofone e do microfone é correspondente às especificações da norma brasileira NBR 9653:2018. A programação do sismógrafo é realizada antes da sua instalação, podendo programar a sequência dos eventos de acordo com a memória do sismógrafo, neste caso foi adequado para sequência de 8 eventos de 5 segundos cada, sendo uma sequência de 5, 10, 15, 20, 25, 30 ,35, 40 segundos. 28 O ponto de monitoramento foi escolhido estrategicamente para analisar as vibrações geradas pelas atividades de mineração, desmonte de rocha por explosivo, próximo a área de preservação, sítio arqueológico Mata Grande, sendo uma condicionante exigida por lei. (figura 11). Figura 11 - Demonstra a placa do sítio arqueológico Mata Grande: Fonte: Autor (2021). 29 O sismógrafo foi instalado dentro da mineradora, a distância foi alterada de acordo com as detonações, conforme o ataque e avanço da lavra, gerando dessa forma uma distância escalonada, variando de 232 a 611 metros, no limite mais próximo do ponto de detonação, presumindo que a medição atinja o maior valor de velocidade de vibração de partícula. Já a uma distância razoável, entende que a velocidade de vibração de partícula seja menor, dessa maneira será analisada a atenuação das ondas de choque nessa variação de distância e a carga máxima por espera aplicada em cada detonação. Para essa análise foi utilizado um banco de dados de medições já realizadas, entre o mês de março até o mês de junho, contando com 22 medições feitas entre esse período de tempo, realizadas com o sismógrafo de engenharia Ztex. O geofone sensor responsável por captar a velocidades de vibração de partícula, em três direções perpendiculares (T, V e L), sendo posicionado na direção da malha de detonação foi fixado em solo de terreno limpo cravando com grampo 12 cm, obtendo uma boa qualidade das informações captadas. Da mesma forma, o microfone foi posicionado voltado para o local da detonação permitindo uma captação das informações em um ângulo de 180 graus. (figura 12). Figura 12 - Representa a estação do sismógrafo instalado pronto para fazer as medições: 30 Fonte: Autor (2021). 4.3 INSTALAÇÃO DO O–PITBLAST O software foi instalado no Instituto Federal do Espírito Santo campus Cachoeiro de Itapemirim, nos computadores dos laboratórios de informática, o acesso ao programa para a elaboração do presente trabalho foi realizado por uma conexão remota (VPN), com auxílio do suporte técnico de informática. 4.4 SIMULAÇÃO DO PLANO DE FOGO NO O–PITBLAST Nesta fase, foi simulado o plano de fogo utilizado nas detonações feitas para obter as medições. Foram utilizadas as informações do plano de fogo como geometria da 31 malha, variáveis de furo e carga máxima por espera, da mesma forma a topografia do local design da bancada e suas dimensões, lembrando que a representação topográfica abordada no software foi limitada por motivo da versão acadêmica usada para desenvolver este trabalho. A execução do plano de fogo no O-Pitblast tem como proposta simular o desmonte de rocha, utilizando variáveis reais referentes a geometria da bancada, largura, altura, comprimento e quantidades de talude, assim como as variáveis do plano de fogo afastamento, espaçamento, número de furos, número de linhas, diâmetro de furo, tampão e subfuração. O–Pitblast possibilita configurar a geometria da malha, controlar os resultados das aplicações de explosivos e com uma ferramenta em suas configurações, prever a atenuação das ondas de choque e suas vibrações da maneira que o usuário determinar. 4.4.1 Design da bancada e suas dimensões O software possibilita ao usuário desenvolver uma gama ampla de design, utilizando a guia de topografia com inúmeras ferramentas, podendo ajustar as variáveis referente a geometria da bancada de acordo com as informações coletadas em campo. É importante ressaltar que a versão do software utilizada é estudantil e dessa forma, os parâmetros são limitados, o que não favorece na representação real das dimensões exatas da bancada. No estudo de campo, foram analisadas 22 detonações em bancadas diferentes, dessa maneira, algumas bancadas não tem a mesma geometria (figura 13). Figura 13 - Mostra os tipos de topografia disponíveis e o ajuste das variáveis na versão acadêmica: 32 Fonte: Autor (2021). Buscando uma melhor representação da geometria da bancada, foi traçado as dimensões que possibilitam visualizar um design mais próximo das áreas desmontadas (figura 14). Variáveis adotadas foram: ● Largura da bancada: 20 metros; ● Comprimento da bancada: 100 metros; ● Altura da bancada: 10 metros; ● Quantidade de taludes: 1. Figura 14 - Representa a bancada projetada no O-Pitblast com as dimensões descritas: 33 Fonte: Autor (2021). 4.4.2 Desenvolvimento das variáveis de furo e geometria da malha Nesta etapa foi realizado o ajuste de geometria da malha e variáveis de furo, o usuário conta com um layout para maximizar a geometria da malha, distribuição dos furos na bancada, com suas respectivas variáveis como afastamento, espaçamento, diâmetro de furo, número de furos, número de linhas, tampão e subfuração. A simulaçãodo plano de fogo no O-Pitblast, levou em consideração uma situação real de desmonte, por tanto, as variáveis introduzidas foram calculadas para serem aplicadas em campo, algumas dessas tiveram que ser modeladas para atender a versão do software utilizada neste trabalho, assim como, tipo de material a ser desmontado, o qual foi determinado no software como granito. Para determinar as variáveis e implementação delas no software, foi utilizado um plano de fogo já existente, projetado para uma mina de calcário, onde o nível de vibração e controlado, sendo um plano de fogo com algumas variáveis dispostas a alteração, mas na maioria dos casos são medidas padronizadas. A malha usada no plano de fogo é do tipo estagiada, usada em malhas retangulares, com furos alternados entre as linhas. (figura 15). 34 Variáveis determinadas no plano de fogo: ● Afastamento: 2,5 metros; ● Espaçamento: 6,5 metros; ● Diâmetro de furo: 3,5 ‘ou 88,9 mm; ● Número de furos: 60; ● Número de furos por linha: 12; ● Número de linhas: 5; ● Tampão: 2 metros; ● Subfuração: 0,8 metros. ● Inclinação do furo: 0° figura 15 - Mostra a geometria de malha usada na simulação: Fonte: Autor (2021). Para otimizar, O-Pitblast conta com uma barra de ferramenta de ajustes das variáveis do furo, a ser inserido na bancada, sendo a geometria do furo, carga máxima por espera e temporização, O-Pitblast proporciona desenvolver os parâmetros necessário para simular os furos. Para essa simulação as dimensões do furo foram ajustadas 35 conforme o plano de fogo disponibilizado, visto que, o diâmetro do furo em campo é de 3,5 polegadas ou 88,9 milímetros, esse parâmetro foi ajustado no software para 102 milímetros, por causa da limitação da versão acadêmica usada neste trabalho. (figura 16). Figura 16 - Mostra a geometria do furo com suas variáveis: Fonte: Autor (2021). 36 4.4.3 Carga máxima por espera e acessório eletrônico O carregamento da bancada e uma atividade realizada furo por furo, o procedimento executado em campo seguindo o plano de fogo determinado, e da seguinte maneira, e introduzido no furo um detonador eletrônico (acessórios de ligação eletrônico I – Kon 30 m) aplicado no explosivo convencional obtendo uma carga máxima de explosivo por espera em cada furo (figura 17). A figura 17 - Representa a simulação do detonador eletrônico no furo: Fonte: Autor (2021). 37 O dispositivo eletrônico deve ser usado em conjunto da unidade de programação, tal equipamento é responsável para atribuir um tempo para cada detonador, que tem a função de identificar cada detonador com um código de detonação, dessa forma a unidade gera um banco de dados em que cada detonador é identificado com um número de série, com o tempo estabelecido na sequência de disparo. Neste caso o aparelho com sistema de programação usado é o logger (detonador), desenvolvido pela Orica. (figura 18). Figura – 18 Mostra a sistema de programação logger da Orica: Fonte: Autor (2021). O tempo calculado no plano de fogo usado nos desmontes, do qual foram feitas as medições, em cada detonador eletrônico pelo sistema de programação logger foi de 22 ms entre furo da mesma linha, 57 ms entre a primeira linha e a segunda, 57ms 38 entre a segunda linha e terceira linha, 100 ms da terceira e quarta linha e 160 ms entre a quarta linha e última linha da bancada. Essa foi a sequência de disparo padrão usada no plano de fogo, podendo mudar tempo de programação caso a quantidade de linhas seja menor que cinco, na bancada a ser desmontada. (figura 19). A figura 19 - representa os tempos programados de cada detonador eletrônico: Fonte: Autor (2021). Nesta etapa, foi realizada a simulação no O-PitBlast dos tempos de disparo, abordando a mesma sequência traçada no plano de fogo 22 ms, 57 ms, 100 ms e 160 ms. A conexão foi programada para que o início do disparo comece no furo de número 6, que está posicionado no centro da malha de perfuração. A saída respeita às condições da orientação em “V”, com uma linha de corte em diagonal curta, dando início a detonação no meio da bancada, expandido furo por furo para as laterais da bancada, formando uma pilha homogênea centralizada (figura 20). A figura 20 - mostra o croqui do banco, com sua sequência de disparo: 39 Fonte: Autor (2021). A carga selecionada para cada furo nesta simulação, foi determinada segundo o plano de fogo executado para obter as medições no presente trabalho, foi utilizado explosivo convencional (emulsão encartuchada), O-PitBlast proporciona a função de ajuste da carga máxima nos furos, assim efetuando os elementos e suas componentes como booster (reforçador), tipo de explosivo em suas proporções. Vale ressaltar que a carga máxima por espera em cada furo está dentro dos padrões de desmonte de produção (figura 21). A figura 21 - representa a carga máxima por espera em cada furo: 40 Fonte: Autor (2021). 4.5 LEIS DE ATENUAÇÃO NO O–PITBLAST O software conta com a guia de lei de atenuação com ferramentas para prever e visualizar o comportamento da velocidade de partícula, e suas diferentes leis de atenuação. Nesta etapa, foi necessário importar para o software um banco de dados com as medições realizadas pelo sismógrafo, as informações foram retiradas de um registro 41 sismográfico gerado pelo equipamento, sendo assim o pico de velocidade de partícula em diferentes direções: transversal, vertical, longitudinal e a resultante dessas três coordenadas (todas em milímetros por segundo). Juntamente nesse banco de dados foi colocado a distância em metros dos pontos de medição e a carga máxima de explosivo por espera em quilograma, em um único furo. Dessa forma, foi realizado um comparativo das medições feitas em tempo real captadas pelo sismógrafo de engenharia, e a simulação gerada pelo O-PitBlast, analisando o comportamento das ondas de choque e a sua atenuação. A figura 22 mostra layout para importação dos valores de velocidade de partícula em suas três direções perpendiculares, distância escalonada e carga máxima por espera. Figura 22 - representa a guia de ferramenta para leis de atenuação: Fonte: Autor (2021). 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES Para obter os resultados foram realizadas simulações utilizando o software O-Pitblast, com pose dos registros sismográficos de vibração obtido no monitoramento efetuado no sítio arqueológico Mata Grande, no período dos meses de março até junho, conseguiu assim gerar um banco de dados com 22 medições, usando os valores da 42 velocidade de pico das partículas (PPV) em suas três direções perpendiculares (T, V e L) sua resultante, a distância do ponto de detonação e a carga máxima por espera em cada furo. (tabela 2). Tabela 2 - banco de dados das medições realizadas no período de março até junho: Tran (mm/s) Vert (mm/s) Long (mm/s) Resultante (mm/s) Distância (m) Carga Máxima por espera (kg) 3.31 1.40 2.89 3.88 237 23.26 2.14 0.86 2.10 2.78 431 32.08 2.51 1.02 2.21 2.63 478 59.20 3.74 1.99 3.94 4.25 458 74.32 1.07 0.54 1.10 1.25 479 32.99 0.75 0.59 0.84 1.00 412 25.41 3.31 1.40 2.89 3.88 237 23.26 1.98 0.70 1.21 2.13 375 38.07 1.60 1.50 2.73 2.85 365 66.20 2.83 1.34 2.52 2.88 440 65.77 0.32 0.16 0.32 0.35 377 23.26 0.53 0.32 0.68 0.76 472 28.73 2.24 0.91 1.52 2.33 549 67.95 2.19 1.61 3.15 3.24 335 64.60 1.55 0.91 1.37 1.56 390 47.36 0.85 0.43 0.63 0.87 402 24.39 1.93 1.26 1.93 2.04 232 10.28 2.19 1.16 1.88 2.45 520 74.14 0.52 0.26 0.73 0.87 611 14.80 0.73 0.53 1.05 1.20 467 28.09 0.05 0.16 0.10 0.17 397 2.33 1.20 0.63 0.99 1.27 533 51.50 43 Usando valores de velocidade de pico das partículas (PPV) e de suas respectivas distâncias escalonadas (SD) plotou-se três gráfico de dispersão desse banco de dados (figura 23, 25 e 27), com valorescalculados pelo software para obtenção da lei de propagação dessas partículas em vibração em termos da carga máxima por espera e distância dos pontos de monitoramento, com esses valores foram obtidos a velocidade de pico da partícula, calculado pela equação PPV, aplicada pelo software com nível de confiança de 90%, levando em consideração que o valor da constante “K” e empírica, nesta simulação o valor de “K” inserido e para um granito, como mostra na equação 6 . 𝑃𝑃𝑉 = 𝐾 ∗ 𝑄𝑏 ∗ 𝐷−𝑐 (6) Onde: PPV = Velocidade de pico da partícula; Q = Carga máxima por espera (kg); D = Distância do ponto de detonação e o ponto de monitoramento; K = Constante local empírica; b = Constante local empírica; c = Constante local empírica. Figura 23 - mostra o gráfico da direção transversal, com valores PPV em relação a distância escalonada (SD): 44 Fonte: Autor (2021). O gráfico da figura 23, 25 e 27 ilustra a velocidade de pico das partículas na sua componente transversal, se propagando em sua respectiva distância escalonada. Nesta simulação, o gráfico demonstra a distância escalonada em relação a PPV, mostrando o raio de influência até sofrer atenuação. Figura 24 - representa os valores de PPV na direção transversal, distância e carga máxima por espera: 45 Fonte: Autor (2021). Figura 25 - mostra o gráfico da direção vertical, com valores PPV em relação a distância (SD): 46 Fonte: Autor (2021). Figura 26 - representa os valores de PPV na direção vertical, distância e carga máxima por espera: 47 Fonte: Autor (2021). Figura 27 - mostra o gráfico da direção longitudinal, com valores PPV em relação a distância (SD): 48 Fonte: Autor (2021). Figura 28 - representa os valores de PPV na direção longitudinal, distância e carga máxima por espera: 49 Fonte: Autor (2021) Analisando cada tabela e seus respectivos gráficos, dos quais representam a distância escalonada e a velocidade de pico das partículas (PPV) em suas três direções perpendiculares transversal, vertical e longitudinal geradas pela simulação feita no O- PitBlast, pode se afirmar que há uma progressiva dispersão das três componentes (T, V e L) que provém das diferentes PPV de propagação, em função da distância escalonada, que tais valores dispersos são fatores que mostram a atenuação das vibrações com a distância. Com base nas simulações realizadas no O-Pitblast, pode- se entender que quanto maior a proporção de carga máxima por espera no desmonte, maior será os níveis de vibração de partículas no terreno, sabendo que, aspectos como descontinuidades e zonas de interface no maciço, são fatores que trabalham 50 para contribuir a favor da atenuação das ondas vibratórias, pois acontece um fenômeno de reflexão, refração e difração das ondas, as partículas vibratórias vão perdendo energia por meio de propagação. Desta maneira, acontece uma relação inversa quanto maior for a distância menor será a vibração, podendo ocorrer algumas anomalias devido ao meio de propagação, pois ocorre a sobreposição das ondas vibratórias. Lembrando que estas ondas vibratórias em análise não têm influência na fragmentação do material desmontado pois são ondas refratadas durante o desmonte e estas já não estão mais agindo sobre o maciço a ser fragmentado e sim são transmitidas pela superfície podendo gerar desconforto humano, instabilidade em casas e construções ao redor e degradação de estruturas geológicas. Levando em consideração a litologia do local de monitorado, sendo predominante no terreno o calcário, e por ser uma rocha metamórfica com um alto grau de descontinuidade, alguns parâmetros na execução da simulação como tipo de material de propagação dessas ondas vibratórias, teve que ser enquadradas no O-PitBlast como granito. Com isso alguns valores tiveram divergência com as medições feitas em tempo real, e interessante fazer algumas observações sobre a simulação das leis de atenuação, os valores encontrados ilustra uma previsão, pois a diversas variáveis que influenciam na propagação e atenuação dessas ondas vibratórias, algumas com maior importância, levadas em consideração no trabalho em estudo. Os valores encontrados apresentam boa semelhança com a leitura em campo. Entende-se que essas vibrações causadas pelo desmonte de rocha com explosivo, propaga-se ao longo do maciço e do terreno, é importante ressaltar a maneira que essas ondas sofrem atenuação ao longo da distância escalonada na campanha de monitoramento, esse estudo é possível de ser realizado através do software O- Pitblast. Dois pontos peculiares estão associados à atenuação dessas ondas vibratórias: 1) a características do terreno, que representa a geologia local; 2) a maneira que essas ondas se propagam, que se refere ao espalhamento esférico. O local de monitoramento tem característica anisotrópica, sendo também um material não homogêneo, sendo assim, compreende que acontece uma atenuação natural de amplitude da onda, do qual a onda sísmica se espalha radialmente do ponto de 51 incidência, e o terreno vai trabalhando como um filtro, desta forma as ondas mecânicas perdem energia por causa da presença de descontinuidades e zonas de interface que possui um potencial enorme no processo de atenuação. Nas medições da velocidade de vibração da partícula o sismógrafo registra as três componentes (T, V e L) ortogonais do movimento ondulatório. As figuras 24, 26 e 28 mostram os valores máximos de velocidade de vibração de pico da partícula em um determinado intervalo de tempo, distância escalonada e a carga máxima por espera inseridos no software O-Pitblast para fazer a simulação, sendo uns dos principais parâmetros para o controle de vibração. A componente transversal mede a velocidade de vibração da partícula perpendicular a velocidade de vibração da partícula longitudinal, já a componente longitudinal mede a velocidade de vibração da partícula na direção do desmonte para o ponto de medição e a componente vertical mede a velocidade de vibração da partícula ortogonal ao plano da superfície. Comparando os valores obtidos pela simulação e os valores referentes propostos pela norma NBR 9635:2018 da tabela 1, todos os valores de velocidade de vibração de partícula estão abaixo dos limites de risco de ocorrência de danos induzido por vibração. As perturbações geradas pelo uso de explosivos nas detonações no desmonte de rocha, provocam ondas de choque que tem o papel de fragmentar o material, outra parte destas ondas são transformadas em ondas mecânicas se propagando gerando vibrações ao longo do terreno, estas ondas sísmicas ou mecânicas, podem se dividir em dois tipos ondas P que são ondas principais, e ondas S que representam as ondas secundárias. Nas medições realizadas pelo sismógrafo na campanha de monitoramento, foram captadas ondas superficiais, elas não têm o papel de fragmentar o material rochoso, mas podem danificar estruturas de construção entre outros, estas ondas surgem a partir das ondas longitudinais (P) e transversais (S), quando encontram zonas de interface e descontinuidades em porções próximas à superfície do terreno, das quais não se propagam no interior do maciço, entre as ondas superficiais estão, ondas Rayleigh (R) e ondas Love (L), que são as principais. 52 Figura 29 – Gráfico da regressão linear, ajuste de linha na correlação entre os eixos: Fonte: Autor (2021). O gráfico da figura 29 foi gerado a partir dos valores de carga máxima por espera e a distância escalonada, obtidos através das campanhas de monitoramento. Através da plotagem deste gráfico foi possível ser realizada usando reta de regressão linear simples. Observando os pontos em azul dispersos sem a aplicação da regressão linear,pode-se afirmar que os valores apresentam outliers (pontos extremos), dos quais fogem da normalidade, isto acontece, devido ao meio de propagação das ondas, pode-se prever através dessas anomalias, que a característica do terreno apresenta descontinuidades litológicas, por motivo das zonas de interfaces. É possível observar que os valores menores de carga máxima por espera atingiram distâncias escalonadas maiores do que o normal. No mesmo gráfico, desta vez aplicando a técnica da reta de regressão, foi possível encontrar valores de carga máxima por espera previstos em função da distância escalonada, como mostra a reta linear em cima dos pontos na cor vermelha, é importante ter essa ferramenta como auxílio, pois através dela é possível presumir 0 10 20 30 40 50 60 70 80 0 100 200 300 400 500 600 700 C a rg a M á x im a p o r e s p e ra ( k g ) Distância escalonada (m) 53 área de influência dos desmontes previamente. Por exemplo, para uma carga máxima por espera na proporção de 35 kg haverá uma distância escalonada de 326 m, ou seja, as vibrações causadas pelo desmonte poderão apresentar problemas no raio de 326 metros a partir do ponto de detonação da carga explosiva. Assim, é possível antecipar um problema de vibração, visto que tal carga máxima por espera pode gerar vibrações a uma distância escalonada não estudada, podendo dessa forma, atribuir essa distância como um ponto de medição. Além disso, os valores encontrados na regressão linear facilitam os trabalhos de monitoramentos futuros. Como observado, os desmontes de rocha estão respeitando as normativas de acordo com as velocidades de partícula de pico e as frequências, representadas nas figuras 23, 25 e 27 mostrando sua relação de PPV com a distância escalonada. 6 CONCLUSÃO O presente trabalho, foi desenvolvido com uma metodologia proposta para a análise das vibrações no desmonte de rocha por explosivo através de um sismógrafo de engenharia, no período do mês de março até junho, através das medições obtidas e com o auxílio do software O-Pitblast. Observando os níveis de vibração nesta campanha de monitoramento, mostraram-se coerentes dentro da norma NBR 9635:2018, além das análises de campo quanto nas simulações por software computacional com níveis de vibração bem abaixo do exigido por lei. Além disso, as análises das distâncias escalonadas mostram que a carga máxima por espera está diretamente relacionada com os níveis de vibração no terreno, mostrando que aumentando a proporção de carga máxima por espera a vibração e maior, dessa forma, acontece o inverso quanto maior a distância menor a vibração, a distância escalonada interage com o meio de propagação. Diante dos resultados, o software O-Pitblast proporciona uma ótima ferramenta para análise das leis de atenuação, sugiro um estudo sistemático do meio de propagação 54 das ondas vibratórias, locando um perfil geológico apropriado no software O-Pitblast, a fim de observar com detalhes a influência do meio de propagação para as ondas sísmicas geradas pela detonação. REFERÊNCIAS ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 9653:2018. Guia para avaliação dos efeitos provocados pelos explosivos nas minerações em áreas urbanas. ALONSO, José Bernaola. GÓMEZ, Jorge Castilla. HERBERT, Juan Herrera. 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Scott, A., Cocker, A., Djordjevic, N., Higgins, M., La Rosa, D., Sarma, K., Wedmaier, R. Open Pit Blast Design: Analysis and Optimisation. JKMRC, Queensland, Austrália, 1996. 341 p. 55 SILVA, Tiago da Costa. Avaliação da carga máxima por espera através de lei de atenuação visando à minimização de danos decorrentes das operações de desmonte de rochas nas escavações da Arena Pernambuco. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Pernambuco, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mineral. Recife-PE: O Autor, 2012. 143p. SILVA, V. C. Curso DE MIN 210 – Operações Mineiras. Departamento de Engenharia de Minas. Escola de Minas. Universidade Federal de Ouro Preto. Ouro Preto, 2009. SILVEIRA, Leandro Geraldo Canaan. Controle de vibrações e pressão acústica no desmonte de rochas com explosivos: estudo de caso em uma mina do quadrilátero ferrífero. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Ouro Preto, Escola de Minas. 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