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falencia como proteção de credito

Trabalho acadêmico sobre falência e crédito trabalhista que define créditos trabalhistas, explica prioridade de pagamento (limite de 150 salários mínimos conforme art. 83 da Lei 11.101/2005), vantagens e desvantagens para trabalhadores, fases do procedimento falimentar e exceções à lei.

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Prévia do material em texto

Alice Padilha Ferreira
Bárbara Matos Leal
Camila Santos Godoi
Ivone A. Rodrigues
Mickaael Natividade
Mateus Demarchi
7° semestre – noturno
A FALÊNCIA COMO PROTEÇÃO AO CRÉDITO TRABALHISTA
De início, vale conceituar que o crédito trabalhista consiste em um valor onde o empregador deve ao empregado em razão de uma ação judicial trabalhista. E esses créditos se referem às: verbas rescisórias, incluindo salário, férias, 13° e FGTS; horas extras; adicional de insalubridade e indenização por danos morais, entre outros.
Em síntese, são valores devidos ao trabalhador pelo trabalho prestado e que podem ser reconhecidos de forma voluntária pelo empregador ou através de uma decisão judicial.
A falência, no entanto, não é exatamente uma proteção a esse crédito, mas sim um processo legal que ocorre quando uma empresa não consegue mais pagar suas dívidas e é declarada insolvente. Sendo assim, significa dizer que em casos de ordem de pagamento dos credores na falência, seus ativos são liquidados para pagar os credores e os créditos trabalhistas têm preferência de recebimento, ou seja, esses créditos são pagos antes dos demais, porém desde que limitada a 150 salários mínimos por credor, em consonância ao art. 83 da Lei 11.101/2005 § I na qual estabelece essa restrição.
Dessa forma, para se habilitar ao recebimento desse crédito o trabalhador deverá constar na relação de credores apresentada pelo devedor e, caso não conste, o trabalhador poderá pleitear sua inclusão no quadro geral. 
Na ordem de prioridade de pagamento de uma massa falida, os créditos trabalhistas assumem o primeiro lugar, seguidos pelos créditos com garantia real, como hipotecas e penhoras. Em seguida, estão os créditos com privilégio especial, como os tributários, e os créditos com privilégio geral. Depois vêm os créditos quirografários, que não têm garantia específica, e por último os créditos subordinados, que só são pagos após todos os outros. Quanto aos honorários advocatícios, em muitos países, Brasil incluso, são considerados verba alimentar e, portanto, possuem prioridade sobre outros créditos, podendo ser pagos antes mesmo dos créditos trabalhistas, visando garantir o sustento dos profissionais envolvidos no processo de falência.
VANTAGENS DA FALÊNCIA PARA O TRABALHADOR
	Em caso de falência, os trabalhadores devem ser os primeiros a receber, pois poderá acarretar em passivos trabalhistas, resultando em ações contra a massa falida.
As verbas rescisórias em caso de falência são as mesmas para uma demissão sem justa causa. Os benefícios são: salário, férias, 13º salário, FGTS e seguro desemprego.
DESVANTAGENS DA FALÊNCIA AO TRABALHADOR
	O pagamento das verbas rescisórias ao trabalhador pode não ocorrer de maneira pacífica, pois ao declarar a falência deduz-se que a empresa não tem recursos suficientes para suprir suas dívidas com funcionários e credores e na maioria das vezes esse prazo para pagamento não pode ser estipulado, restando ao trabalhador como única alternativa ingressar em uma ação trabalhista para receber seus direitos.
	Embora os direitos trabalhistas sejam inquestionáveis e irrevogáveis, o processo de falência pode dificultar os pagamentos de forma correta, enfrentando atrasos e pagamentos parciais das verbas rescisórias.
PROCEDIMENTOS FALIMENTAR 
A Lei de Falência incidirá sobre o empresário individual, sociedade empresária e Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, e esse procedimento é dividido em três fases:
1 – Declaratória: Da petição inicial até a sentença de declaração de falência;
2 – Realização do Ativo: levantamento dos bens do falido e pagamento dos credores;
3 – Encerramento: fase de prestação de contas da falência e habilitação do falido.
 Importante destacar que a Lei de Falência não se aplica a empresa pública e sociedade de economia mista (absolutamente excluídos), e instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, entidade de previdência complementar, sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade seguradora, sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores (parcialmente excluídos), esse últimos não passam por uma ação de falência, mas sim, por uma liquidação extrajudicial, nomeado o liquidante, este poderá propor a ação de falência.
CONCLUSÃO
A falência é um estado de insolvência no qual a empresa se encontra impossibilitada de cumprir suas obrigações financeiras.
Este estágio, frequentemente complexo e intrincado, pode, em muitos casos, culminar com o encerramento definitivo das operações da organização.
A falência, do ponto de vista legal, é um processo judicial por meio do qual os ativos da empresa insolvente são liquidados com o propósito de satisfazer as pendências devidas aos credores.
O ressarcimento aos credores ocorre com base em uma hierarquia de prioridades estipulada pela legislação, e a empresa, em última instância, é dissolvida.
Portanto, a falência não é uma proteção direta ao crédito trabalhista, mas o processo legal que estabelece regras para garantir que os trabalhadores sejam priorizados no recebimento dos valores devidos.

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