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Segurado empregado 
A categoria se restringe àqueles que têm relação de emprego, abrangendo trabalhadores 
urbanos e rurais. 
O rol dos segurados obrigatórios na condição de empregados está contido no inc. I, a a j, do 
art. 11 da Lei n. 8.213/91, e no art. 12, I, a a j, da Lei n. 8.212/91: 
a) Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não 
eventual, sob sua subordinação e mediante contribuição, inclusive como diretor 
empregado. 
 
Segurado empregado doméstico 
 
O empregado doméstico é “aquele que presta serviço de natureza contínua a pessoa 
ou família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos” (art. 11, II, 
Lei n. 8.213/91). A Lei Complementar n. 150/2015, que disciplina o contratado de trabalho 
doméstico, dispõe que “o empregado doméstico é segurado obrigatório da Previdência 
Social”, com direito às prestações arroladas na Lei n. 8.213/91 (art. 20). E define o 
empregado doméstico como “aquele que presta serviços de forma contínua, 
subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, 
no âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana”. 
 
 
Segurado contribuinte individual 
Os contribuintes individuais estão enumerados no art. 11, V, do PBPS, e art. 12, V, do 
PCSS. 
Essa classe de segurados não tem vínculo de natureza trabalhista, como empregados, com 
outras pessoas físicas ou jurídicas. É o que no senso comum se denomina “trabalhador 
autônomo”, “por conta própria”, de forma que a denominação da antiga legislação era mais 
esclarecedora. 
 
a) A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a 
qualquer título,em caráter permanente ou temporário, em área superior a 4 módulos 
fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a 4 módulos fiscais ou atividade 
pesqueira, com auxílio de empregados ou por intermédio de prepostos; ou ainda nas 
hipóteses dos §§ 10 e 11 deste artigo. 
 
b) A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral — 
garimpo, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de 
prepostos, com ou sem auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que 
de forma não contínua. 
 
 
Segurado trabalhador avulso 
O inc. VI do art. 11 do PBPS e o inc. VI do art. 12 do PCSS definem o segurado obrigatório 
“trabalhador avulso: quem presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, 
serviço de natureza urbana ou rural definidos no Regulamento”. 
 
Sendo genérica a definição da lei, o art. 9o, VI, do RPS, detalhou o conceito: trabalhador 
avulso é “aquele que, sindicalizado ou não, presta serviço de natureza urbana ou rural, a 
diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do 
gestor de mão de obra, nos termos da Lei n. 8.638, de 25 de fevereiro de 1993 (Lei dos 
Portos), ou do sindicato da categoria”. Essa lei foi revogada pela Lei n. 12.815, de 
05.06.2013, a nova Lei dos Portos. 
 
Atenção: o trabalho avulso, para fins previdenciários, só se caracteriza com a 
intermediação pelo gestor de mão de obra ou pelo sindicato da categoria. 
 
 
Segurado especial 
 
A CF de 1988 consagrou a igualdade entre trabalhadores urbanos e rurais dentro da 
Seguridade Social ao determinar a uniformidade e equivalência de benefícios e serviços. 
O respeito à igualdade impõe também o respeito às peculiaridades de cada categoria, o que 
não poderia ser esquecido em relação aos trabalhadores rurais. Respeitando as 
peculiaridades de alguns trabalhadores, o art. 195, § 8o, prevê contribuição para a 
Seguridade Social em regime diferenciado para “o produtor, o parceiro, o meeiro e o 
arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que 
exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados 
permanentes”, que incidirá “mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da 
comercialização de sua produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei”. 
 
a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo 
a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o 
auxílio eventual de terceiros, na condição de: 
 
o produtor, seja proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro 
outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade: 1. agropecuária em 
área de até 4 módulos fiscais; 2. de seringueiro ou extrativista vegetal que exerça suas 
atividades nos termos do inc. XII docaput do art. 2o da Lei n. 9.985, de 18.07.2000, e faça 
dessas atividades o principal meio de vida. 
 
b) o pescador artesanal ou assemelhado que faça da pesca profissão habitual ou 
principal meio de vida.93 
 
c) o cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 anos de idade ou a este 
equiparado, do segurado de que tratam as alíneas a e b deste inciso, que, 
comprovadamente, trabalhem com o grupo familiar respectivo. 
 
 
Auxílio-doença (incapacidade temporária) 
Art. 59. O auxílio-doença será devido ao segurado que, havendo cumprido, quando for o 
caso, o período de carência exigido nesta Lei, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para 
a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos. 
 
 
Salário-família 
 até 14 anos de idade. 
o salário-família é devido apenas aos dependentes do segurado de baixa renda, 
 
 
O benefício foi estendido aos trabalhadores avulsos 
 
Carência: independe de carência 
 
 
Salário-maternidade 
■ Ser mãe, adotar ou obter guarda judicial para fins de adoção 
 
O art. 343, § 1o, da IN 77/2015, utilizando a expressão “fato gerador”, dispõe que 
“considera-se fato gerador do salário-maternidade, o parto, inclusive do natimorto, o 
aborto não criminoso, a adoção ou a guarda judicial para fins de adoção”. 
 
O salário-maternidade concedido pelo PBPS tem 
duração de 120 dias. 
 
 
salário-maternidade não pode ser acumulado com benefício por incapacidade; 
 
 
 
 
 
 
Auxílio-acidente 
 
O auxílio-acidente de qualquer natureza é benefício previdenciário sui 
generis, uma vez que não substitui os salários de contribuição ou os ganhos 
habituais do trabalhador que deixa de exercer sua satividades. A lei lhe 
confere, expressamente, natureza indenizatória (art. 86 do PBPS, com a 
redação dada pela Medida Provisória n. 905, de 11.11.2019)). 
 
Trata-se de benefício concedido ao segurado que, após sofrer acidente 
de qualquer natureza, inclusive do trabalho, passa a ter redução na sua 
capacidade de trabalho. 
 
O auxílio-acidente tem por objetivo recompor, “indenizar” o segurado 
pela perda parcial de sua capacidade de trabalho, com consequente 
redução da remuneração. 
 
1) acidente; 
2)sequelas redutoras da capacidade laborativa do indivíduo; 3) nexo causal 
entre o acidente e as sequelas. (...) 
 
 
 
Pensão 
■ morte natural ou presumida; 
■ ■ Ser dependente de segurado falecido. 
RM ■ óbito do segurado a partir de 13.11.2019 (EC n. 103/2019): coeficiente 
aplicado sobre o valor da 
aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se 
aposentado por invalidez na data do óbito → 50% acrescida de 10% por 
dependente até o limite de 100%; e 100% quando existir

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