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1 | P á g i n a 
 
DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES. 
 Prof. Cristiano de Souza 
 
DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES 
Sumário 
DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES .......................................................................................................... 1 
1. CONCEITO .................................................................................................................................................. 2 
2. Elementos Constitutivos ...................................................................................................................... 2 
2.1. Elemento subjetivo ............................................................................................................................ 2 
2.2. Elemento objetivo .............................................................................................................................. 3 
3. DO NÃO CUMPRIMENTO ESPONTÂNEO .......................................................................................... 3 
4. Modalidades. ............................................................................................................................................ 4 
4.1. Classificação da obrigação quanto ao objeto. ........................................................................... 4 
4.2. Obrigação de dar e de restituir ...................................................................................................... 5 
4.2.1. Obrigação de dar coisa certa ....................................................................................................... 5 
4.2.2. Obrigação de dar coisa incerta ................................................................................................... 7 
4.3. Características especiais das obrigações de dar coisa (certa ou incerta) ...................... 8 
4.4. Adimplemento e extinção da obrigação dar ............................................................................. 9 
4.5. Inadimplemento da obrigação de dar ...................................................................................... 14 
5. Meios indiretos de adimplemento (cumprimento) ................................................................ 18 
5.1. Pagamento em consignação ......................................................................................................... 19 
5.2. Pagamento com sub-rogação ....................................................................................................... 19 
5.3. Pagamento imputação do pagamento ...................................................................................... 21 
5.4. Dação em pagamento ..................................................................................................................... 21 
5.5. Novação ............................................................................................................................................... 22 
5.6. Compensação .................................................................................................................................... 23 
5.7. Confusão ............................................................................................................................................. 24 
5.8. Remissão da Dívida ......................................................................................................................... 24 
6. Da obrigação de fazer ........................................................................................................................ 25 
6.1. Impossibilidade e inadimplemento da obrigação fazer .................................................... 25 
7. Da obrigação de não fazer ................................................................................................................ 26 
7.1. Impossibilidade e o inadimplemento da obrigação de não fazer ................................... 26 
8. Classificação da obrigação quanto aos elementos. .................................................................. 27 
 
 
 
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DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES. 
 Prof. Cristiano de Souza 
8.1. Obrigações alternativas ................................................................................................................ 27 
8.2. Obrigações Divisíveis e Indivisíveis .......................................................................................... 28 
8.3. Obrigações Solidárias..................................................................................................................... 29 
8.3.1. Da solidariedade ativa ............................................................................................................... 29 
8.3.2. Da solidariedade passiva .......................................................................................................... 30 
9. Conseqüências do Inadimplemento das Obrigações .............................................................. 32 
9.1. Das perdas e danos ......................................................................................................................... 32 
9.2. Juros ..................................................................................................................................................... 33 
9.3. Cláusula penal ................................................................................................................................... 34 
9.4. Das ARRAS OU SINAL ...................................................................................................................... 35 
10. Transmissão. ...................................................................................................................................... 35 
10.1. Cessão de Crédito .......................................................................................................................... 36 
10.1.1. Responsabilidade do cedente (credor velho) com o cessionário (credor novo) 37 
10.2. Assunção de dívida ....................................................................................................................... 38 
11. Questões de provas realizadas em 2011. ................................................................................. 39 
 
1. CONCEITO 
O conceito de obrigações ficou a cargo dos doutrinadores, pois o CC/02 não o definiu. 
Sendo assim, obrigações é o vinculo existente entre duas pessoas (credor e devedor) pelo qual uma 
delas assume uma prestação, vinculando seu patrimônio, em favor de outra. 
Portanto, o cerne da questão é o vínculo existente entre credor e o devedor obrigando 
alguém a dar, fazer ou não fazer uma obrigação. Observa-se que em nenhum momento discute-se 
direito de propriedade do patrimônio vinculado à obrigação. 
 
2. Elementos Constitutivos: 
Os elementos componentes da obrigação são os mesmos elementos de uma relação 
jurídica. Nesse sentido, a obrigação é também composta de sujeitos, objeto e um vínculo. 
 
2.1. Elemento subjetivo 
O elemento subjetivo é representado pelo sujeito ativo (credor) e passivo (devedor) da 
relação obrigacional. Consequentemente, o credor é aquele que pode exigir de outrem um 
determinado comportamento, enquanto o devedor é quem deve cumpri-lo. 
Cumpre lembrar que poderão existir pluralidades em ambos os polos da relação. Por isso, 
a existência de vários sujeitos poderá implicar na classificação das obrigações em solidárias. 
Por outro lado, não é exigida capacidade creditícia para ser sujeito da relação obrigacional, 
pois o absolutamente incapaz poderá ser credor da obrigação a exemplo das obrigações 
 
 
 
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alimentícias. Mas, não é possível a concepção de sujeitos absolutamente indetermináveis.furto ou roubo; 
II - se uma se originar de comodato, depósito ou alimentos; 
III - se uma for de coisa não suscetível de penhora. 
Por fim, apenas para lembrar que o art. 373 do CC/02 não se aplica a matéria de 
compensação de dívidas fiscais ou para fiscais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, pois tal 
matéria deveria ser tratada por Lei Complementar. 
 
5.7. Confusão 
O instituto da confusão ocorre quando na mesma pessoa se confundam as qualidades de 
credor e devedor desaparecendo a pluralidade de autores da relação obrigacional. Aqui não ocorre 
o adimplemento, pois o débito desaparece sem que se manifeste o ato de solver a dívida. 
As causas mais comuns de confusão ocorrem na sucessão causa mortis e casamento em 
regime de comunhão universal de bens. 
Poderá ocorrer a extinção total ou parcial da dívida até onde alcance a confusão, mas 
tratando-se de credores ou devedores solidários a extinção da obrigação se dará somente a quem se 
deu a confusão sem acarretar o término da solidariedade, pois haverá saldo remanescente por força do 
art. 383 do CC/02. 
Art. 383. A confusão operada na pessoa do credor ou devedor 
solidário só extingue a obrigação até a concorrência da respectiva parte no 
crédito, ou na dívida, subsistindo quanto ao mais a solidariedade. 
Muito cuidado com a disposição do art. 384 do CC/02 que estabelece que cessando a 
confusão restabelecerá a obrigação primitiva com todos os acessórios, gerando efeitos retroativos 
como se ao houvesse ocorrido a confusão, mas nem sempre os acessórios serão restaurados sendo 
exceção a regra desse artigo os casos de fiança e hipoteca emitidas por terceiros e não tenham 
consentido expressamente com a extinção da prestação por meio da confusão. 
 
5.8. Remissão da Dívida 
Na remissão haverá a extinção da obrigação sem a obtenção da prestação e o interesse 
do credor não será satisfeito, nem ao menos pelas vias indiretas de pagamento, significando 
verdadeiro perdão da dívida que poderá ser parcial ou total. Consoante 385 do CC/02, a remissão é um 
negócio jurídico bilateral, pois necessita de anuência do devedor deferentemente do instituto da 
renúncia. 
Art. 385. A remissão da dívida, aceita pelo devedor, extingue a 
obrigação, mas sem prejuízo de terceiro. 
A remissão poderá ser expressa quando o perdão traduzir-se em documento público ou 
privado com a manifestação de perdoar o débito e levado ao aceite do devedor, a lei não exige forma 
especial para esse tipo de perdão. Por outro lado, a remissão poderá ser tácita quando os atos de 
credor se manifestarem incompatíveis para a conservação do seu crédito a exemplo do art. 386 do 
CC/02. 
 
 
 
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Art. 386. A devolução voluntária do título da obrigação, quando 
por escrito particular, prova desoneração do devedor e seus co-obrigados, se o 
credor for capaz de alienar, e o devedor capaz de adquirir. 
Tratando-se de codevedores solidários a remissão concedida a apenas um deles somente a 
este se aproveita mantendo o débito contra os demais com a dedução da parte remitida conforme o 
art. 388 do CC/02. Instituto semelhante se apresenta na ordem tributária no art. 156, IV do CTN 
quando trata das causas extintivas do crédito tributário, no entanto, na esfera fiscal é necessário lei 
autorizando o ato administrativo da remissão, deferente da remissão tratada no âmbito civil vincula-se 
a esfera do particular na autonomia de suas vontades. 
Art. 388. A remissão concedida a um dos co-devedores extingue a 
dívida na parte a ele correspondente; de modo que, ainda reservando o credor 
a solidariedade contra os outros, já lhes não pode cobrar o débito sem dedução 
da parte remitida. 
6. Da obrigação de fazer 
A obrigação de fazer consiste na pretensão do credor a prestação de um fato de que não 
resulta de transferência de direitos subjetivos consistente em atividade pessoal ou serviço pelo 
devedor. Assim, objetiva-se uma conduta do devedor e não a satisfação de um bem. 
A prestação na obrigação de fazer poderá ser infungível quando levam em consideração as 
qualidades pessoais do devedor, sendo, portanto, intuito persone. Por outro lado, o art. 247, CC/02, 
permite inferir que a prestação poderá ser fungível quando outra pessoa puder dar cumprimento sem 
prejuízo do credor. Nesse caso, o credor está interessado no resultado da atividade sem questionar as 
qualidades pessoais de quem executa. 
Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o 
devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exeqüível. 
A outorga de escritura definitiva no contrato de promessa de compra e venda quando a 
vontade recusada do devedor é substituída por decisão judicial é um exemplo clássico da fungibilidade 
da obrigação de fazer. 
 
6.1. Impossibilidade e inadimplemento da obrigação fazer 
A impossibilidade nas obrigações de fazer originar-se-á no início ou de forma 
superveniente ao negocio jurídico. 
Sendo inicial a impossibilidade deveremos analisar sob o aspecto da operabilidade, pois 
se esta for de caráter absoluto, a solução ao negócio jurídico será a sua nulidade consoante art. 166, II 
do CC/02. Por outro lado, sendo a impossibilidade inicial de caráter relativo, ou seja, podendo ser 
cumprida por terceiros, e não sendo personalíssima, será cumprida por ordem do credor à custa do 
devedor, sem prejuízo da indenização cabível, trata-se, portanto, de obrigação fungível. No entanto, 
sendo personalíssima a impossibilidade inicial resolver-se-á da mesma forma que a impossibilidade 
inicial absoluta – nulidade do negócio jurídico. 
Na mesma linha de raciocínio, o CC/02 vai mais longe, ainda, possibilitando ao credor a 
auto-executoriedade em caso de urgência na obtenção da obrigação de fazer quando fungível com 
amparo no art. 249, parágrafo único do CC/02. Encontrando, no entanto, limite no art. 187, do mesmo 
diploma legal, caso a auto executoriedade se configure abuso de direito. 
Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao 
credor mandá-lo executar à custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, 
sem prejuízo da indenização cabível. 
 
 
 
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Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, 
independentemente de autorização judicial, executar ou mandar executar o 
fato, sendo depois ressarcido. 
 
Contudo, se a impossibilidade da obrigação for superveniente ao negócio jurídico haverá 
necessidade de avaliar a existência ou não de culpa, pois o art. 248 do CC/02 possibilita a resolução 
da obrigação caso a prestação seja impossível devido a fato não culpável ao devedor. 
Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do 
devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele, responderá por perdas e 
danos. 
Lembrando que o devedor que se encontrar em mora ao tempo da impossibilidade da 
obrigação não poderá exonerar-se, mesmo no caso de fortuito, devido à perpetuação da obrigação 
conforme o disposto do art. 399 do CC/02. 
Art. 399. O devedor em mora responde pela impossibilidade da 
prestação, embora essa impossibilidade resulte de caso fortuito ou de força 
maior, se estes ocorrerem durante o atraso; salvo se provar isenção de culpa, 
ou que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse oportunamente 
desempenhada. 
 
 7. Da obrigação de não fazer 
A obrigação de não fazer é a imposição de uma conduta de abstenção, permissão ou 
tolerância. Portanto, o adimplemento dessa obrigação é exatamente o não agir. 
Difere da obrigação de fazer, pois a obrigação negativa de abstenção é de natureza 
infungível, personalíssima e insubstituível uma vez que toda omissão é uma atitude pessoal e 
intransferível do devedor. Contudo, caso o credor no exercício da autonomia privadanas relações 
obrigacionais cercear a liberdade pessoal do devedor nas obrigações de não fazer, esta encontrará 
limites quando ofensivas à ordem econômica ou a direitos fundamentais da pessoa humana, sendo 
analisada sob o prisma da proporcionalidade e da razoabilidade. 
7.1. Impossibilidade e o inadimplemento da obrigação de não fazer 
A extinção das obrigações de não fazer ocorrem quando verificadas as condições 
pactuadas na relação obrigacional podendo ser pelo fato do vencimento do prazo de abstenção, perda 
do objeto da obrigação negativa ou nos casos de cessação da possibilidade de agir. Diferentemente das 
obrigações positivas de dar coisa ou de fazer, que poderão ser extintas pelo seu pleno cumprimento, 
novação, compensação, transação, confusão ou remissão. 
O CC/02 disciplinou essa matéria nos art. 250 e 251, entabulando na parte do art. 250 o 
caso de impossibilidade objetiva e superveniente do adimplemento da obrigação. De modo contrário, 
caso a impossibilidade seja originária na obrigação de não fazer, esta será resolvida pela nulidade do 
negócio jurídico por falta de condições de validade consoante art. 104, II c/c art. 166, II, ambos do 
CC/02. 
Art. 250. Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem 
culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato, que se obrigou a 
não praticar. 
Art. 251. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se 
obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à 
sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos. 
 
 
 
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 Prof. Cristiano de Souza 
 
As obrigações negativas poderão, ainda, serem classificadas quanto às consequências do 
seu inadimplemento. Pois, no caso de inadimplemento de obrigação instantânea terá como 
consequência a não possibilidade de constituir em mora o devedor que ao descumprir uma única vez a 
sua obrigação restará de forma irreversível e, portanto, gerará o inadimplemento absoluto. Sendo 
assim, consoante o art. 390 do CC/02, não há que se falar em incidência de mora nos casos de 
obrigações negativas instantâneas. 
De outra sorte, o art. 251 e seu parágrafo único, disciplinam os casos de obrigações 
permanentes em que admitem a constituição em mora do devedor que poderá ser compelido a 
desfazer as consequências de sua conduta, cumulado com o dever de ressarcir perdas e danos. Ainda, 
há possibilidade de auto executoriedade nas obrigações permanentes em casos de urgência sem a 
necessidade de autorização judicial a exemplo das poluições nos rios. 
8. Classificação da obrigação quanto aos elementos. 
No tópico anterior estudamos as obrigações sob a análise do seu objeto (dar, fazer e não 
fazer) na modalidade simples com apenas uma prestação. A partir de agora iremos estudá-las com foco 
em seus elementos para melhor compreender as obrigações plurais e suas multiplicidades de objetos. 
8.1. Obrigações alternativas 
As obrigações alternativas apresentam pluralidades de prestações e satisfeita uma delas 
a obrigação estará adimplida. Entre as possibilidades de prestações poderão concorrer uma prestação 
de dar com uma obrigação de fazer, ou mesmo de não fazer, assim, não há necessidade de semelhança 
dos objetos (dar-dar; fazer-fazer). 
Nesse tipo de obrigação também existe o momento da concentração que via de regra 
caberá ao devedor à escolha conforme preconiza o art. 252 do CC/02. 
Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se 
outra coisa não se estipulou. 
Após a concentração, a prestação passa a ser individualizada e a obrigação alternativa 
converte-se em obrigação simples pela determinação seguindo o rito já explicado nos tópicos 
anteriores. Portanto, quando o credor toma conhecimento da individualização do objeto o devedor 
ficará obrigado de forma irrevogável a sua escolha, salvo se houver cláusula de arrependimento. 
Importante não confundir a “espécie” - obrigação alternativa -, com os demais tipos de 
adimplemento das obrigações (dação em pagamento, obrigação de dar coisa incerta), pois nas 
obrigações alternativas a pluralidade de prestações já existia ao tempo da constituição da obrigação. 
O CC/02 permitiu a possibilidade de satisfação de obrigações alternativas de forma 
periódica sendo que a cada período caberá ao titular do direito exercer o ato de concentração e 
individualização da prestação. 
Uma vez cumprida a prestação adimplida estará a obrigação. No entanto, poderá haver 
casos de inadimplemento das obrigações alternativas devido a impossibilidade superveniente da 
prestação. 
Assim, se uma das prestações se tornar inexequível sem culpa do devedor haverá a 
concentração automática na prestação remanescente convertendo-se a obrigação em pura e simples, 
consoante art. 253 do CC/02. 
Art. 253. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de 
obrigação ou se tornada inexeqüível, subsistirá o débito quanto à outra. 
Porém, se todas as prestações se tornarem inexequíveis sem culpa do devedor extinguir-
se-á a obrigação por força do art. 256 do CC/02. 
 
 
 
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Art. 256. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa 
do devedor, extinguir-se-á a obrigação. 
Por outro lado, tratando-se de culpa, se uma das prestações for inexequível haverá duas 
possibilidades que será definida pela titularidade da escolha: 
a) Titularidade do credor para concentrar/individualizar a prestação: poderá optar 
em permanecer com a prestação remanescente ou o valor da prestação que pereceu 
acrescido de perdas e danos consoante art. 255 do CC/02. 
b) Titularidade do devedor para concentrar/individualizar a prestação: permanece 
obrigado no debito da prestação remanescente sem nenhum acréscimo diante da 
redação do art. 253 do CC/02. 
 
8.2. Obrigações Divisíveis e Indivisíveis 
Obrigação indivisível é aquela em que a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato 
não suscetível de divisão, por natureza, por motivo de ordem econômica ou dada a razão 
determinante do negócio jurídico. 
Então, é o objeto da prestação que é divisível ou indivisível, sempre com olhar voltado 
para as características essenciais do todo e a essência da coisa, pois no momento em que houver 
prejuízo da substância da coisa haverá a perda de sua utilidade. Caso contrário, conservando sua 
essência e utilidade após a sua divisão o objeto da prestação será divisível. Supletivamente quando 
tratar-se o objeto da prestação de bens poderemos adotar o critério do art. 87 do CC/02 para definir a 
sua divisibilidade. 
Porém, a regra do art. 257 do CC/02 somente é válida no caso de pluralidades de credores 
ou devedores, pois havendo um único credor ou um único devedor a prestação seguirá a regra do art. 
314 do CC/02 em que será cumprida sempre por inteiro, mesmo sendo objeto divisível, salvo 
estipulação em contrário. 
Art. 257. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em 
obrigação divisível, esta presume-se dividida em tantas obrigações, iguais e 
distintas, quantos os credores ou devedores. 
Art. 314. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação 
divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, 
por partes, se assim não se ajustou. 
Assim, o pagamento nas obrigações indivisíveis com pluralidade de devedores ou 
credores poderá ocorrer da seguinte forma: 
i) pluralidade de devedores: cada devedor obriga-se pela dívida toda, pois a prestação é 
exigida por inteiro pelo credor e quem pagar sub-roga-se em todos os direitos do credor; 
ii) pluralidades de credores: cada credor terá direito de reclamar a prestação por inteiro 
e o devedor que pagar a um ou a todos desonera-se da obrigação. Mas, é preciso receber caução de 
ratificação do credor que receber o pagamento em nome dos demais credores, pois não existe 
solidariedadeentre os credores. 
Caso especial ocorre quando um dos credores resolver remir o débito do devedor, neste 
caso o perdão não sortirá efeitos aos demais credores que ainda poderão exigir o pagamento do 
devedor com o abatimento da parcela que foi remida pelo outro credor. Outro caso especial ocorre 
quando houver perda do objeto ou perda da sua qualidade, nesse caso haverá a conversão da 
obrigação indivisível em perdas e danos que será paga pro rata em partes iguais caso todos os 
devedores forem culpados pela perda do objeto sendo, essa regra, mitigada apenas se a culpa for 
 
 
 
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atribuída a apenas um devedor em que os demais serão exonerados das perdas e danos e responderão 
apenas pelo pagamento de suas partes, consoante art. 263 c/c 234 ambos do CC/02. 
Sendo divisível a prestação com pluralidades de devedores, a obrigação de cada devedor 
será rateada em partes iguais tanto quanto for o numero de devedores, pois as obrigações são 
fracionárias, consoante art. 257 do CC/02. Por outro lado, havendo pluralidades de credores e um 
único devedor, este pagará a cada credor uma parte igual da dívida, pois não há solidariedade entre os 
credores nas obrigações divisíveis. Assim, cada credor só tem direito de exigir a sua fração, do mesmo 
modo que cada devedor só tem o dever de pagar a sua parte da dívida. Caso o devedor pagar 
integralmente sua dívida a um só credor não se desobrigará com relação aos demais credores. Ainda, a 
insolvência de um dos devedores não aumentará a dívida de cada devedor, ou seja, não há rateio da 
parte insolvente. Por fim, a suspensão ou a interrupção da prescrição não aproveita e, também, não 
prejudica os demais codevedores ou cocredores. 
No entanto, a regra do art. 257 do CC/02 – divisibilidade da prestação –, poderá ser 
excepcionada quando a obrigação for solidária ou quando a prestação for indivisível. Neste ultimo 
caso, a indivisibilidade poderá ser legal ou material em virtude da natureza do bem ou da vontade das 
partes como já visto. 
 
8.3. Obrigações Solidárias 
As obrigações solidárias caracterizam-se pela multiplicidade de credores ou de 
devedores na mesma obrigação com direito a toda dívida. 
Assim, cada credor ou devedor atua como se fosse o único legitimado a exigir ou a pagar. 
Portanto, a solidariedade está presente nas relações externas entre credores e devedores, pois nas 
relações internas entre credores ou devedores haverá direito de regresso ou reembolso de forma que 
o crédito ou débito será fracionado e, portanto, não solidário. 
Nesse caso, o codevedor que pagar toda a dívida a um só credor a relação será extinta em 
relação aos demais codevedores. Mas, caso haja pluralidade de credores, aquele que recebeu toda a 
prestação terá o dever de repassar a fração aos demais cocredores podendo sofre ação regressiva caso 
não o faça. 
Ainda como principal característica da solidariedade é que esta não se presume, mas 
resulta da lei ou da vontade das partes por disposição expressa do art. 265 do CC/02. Portanto, 
ocorrendo dúvida quanto à interpretação da vontade entre as partes nas relações negociais 
prevalecerá a divisibilidade da obrigação. 
Art. 265. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da 
vontade das partes. 
 
8.3.1. Da solidariedade ativa 
Trata-se de concurso de credores na mesma relação em que um dos credores solidários 
terá o direito de exigir toda a prestação do devedor. 
Fato importante nesse ponto é a possibilidade de extinção da obrigação pelo simples fato 
de pagamento a um só dos credores não havendo necessidade de exigir caução de ratificação como 
garantia contra os demais credores como ocorre nas obrigações indivisíveis do art. 260 do CC/02. 
Ainda é possível que somente um credor ajuíze demanda individual cobrando o devedor 
por toda a dívida sem necessidade de litisconsórcio ativo necessário e caso seja julgado procedente a 
demanda os efeitos da sentença serão aproveitados pelos demais credores, por outro lado, se julgado 
improcedente a demanda os efeitos da sentença não prejudicará os demais credores. 
 
 
 
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Art. 274. O julgamento contrário a um dos credores solidários não 
atinge os demais; o julgamento favorável aproveita-lhes, a menos que se funde 
em exceção pessoal ao credor que o obteve. 
Por outro lado, um dos credores poderá efetuar a remissão, compensação ou novação do 
débito com o devedor ficando aquele obrigado pelo débito originário perante os demais credores, 
consoante art. 272 do CC/02. 
Art. 272. O credor que tiver remitido a dívida ou recebido o 
pagamento responderá aos outros pela parte que lhes caiba. 
Contudo, convertendo-se a obrigação em perdas e danos por impossibilidade material do 
objeto a solidariedade persistirá para todos os efeitos, diferentemente do que ocorrem na regra do 
art. 263 do CC/02 quando tratamos das obrigações indivisíveis. 
Art. 271. Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, 
para todos os efeitos, a solidariedade. 
 
8.3.2. Da solidariedade passiva 
De forma distinta do caso anterior, a solidariedade passiva configura-se pela 
possibilidade de cada um dos codevedores responder por toda a dívida, ou seja, pelo pagamento 
integral da prestação sendo facultado ao credor cobrar de um ou de todos os devedores. 
Portanto, o devedor solidário não poderá opor ao credor pagamento parcial por vedação 
expressa do art. 275, do CC/02. 
Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns 
dos devedores, parcial ou totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver 
sido parcial, todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente 
pelo resto. 
Processualmente haverá litisconsórcio facultativo na formação do polo passivo, pois 
não se confunde com o instituto da solidariedade da obrigação de adimplir a prestação. Assim, o fato 
de o credor demandar apenas contra um dos credores não importará em renúncia presumida ao 
crédito em relação aos demais e o não chamamento ao processo dos demais codevedores não gera 
invalidade processual. 
 
Art. 275. Parágrafo único. Não importará renúncia da 
solidariedade a propositura de ação pelo credor contra um ou alguns dos 
devedores. 
Por outro lado, o credor não poderá exigir a totalidade da prestação caso tenha remido a 
dívida em relação a um dos devedores devendo neste caso abater a parcela remida e exigir o restante 
dos codevedores. Cominando-se os art. 277 e art. 388 ambos do CC/02, percebemos que a remissão 
concedida a um dos codevedores extingue a dívida na parte a ele correspondente, restando a 
solidariedade em relação aos demais devedores. 
Importante não confundir remissão do débito do art. 277 com o instituto da renúncia da 
solidariedade do art. 282 ambos do CC/02. Neste último caso, mesmo o devedor exonerado da 
solidariedade pelo credor deverá contribuir no rateio da parte de outro devedor, caso este último se 
torne insolvente por disposição do art. 284 do CC/02. 
 
 
 
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A renúncia à solidariedade apenas desonera o devedor de não ter de adiantar a 
totalidade do débito, no entanto, permanece como devedor. 
Ainda, salientamos que a insolvência de um dos devedores não causa a antecipação 
automática da exigibilidade da prestação sendo ilícito a cobrança antecipada dos demais codevedores, 
pelo credor, consoante art. 278 c/c art. 333, parágrafo único, ambos do CC/02. 
 
Art. 278. Qualquer cláusula, condição ou obrigação adicional, 
estipulada entre um dos devedores solidários e o credor, não poderá agravar a 
posição dos outros sem consentimento destes.Art. 333. Ao credor assistirá o direito de cobrar a dívida antes de 
vencido o prazo estipulado no contrato ou marcado neste Código: 
I - no caso de falência do devedor, ou de concurso de credores; 
II - se os bens, hipotecados ou empenhados, forem penhorados em 
execução por outro credor; 
III - se cessarem, ou se se tornarem insuficientes, as garantias do 
débito, fidejussórias, ou reais, e o devedor, intimado, se negar a reforçá-las. 
Parágrafo único. Nos casos deste artigo, se houver, no débito, 
solidariedade passiva, não se reputará vencido quanto aos outros devedores 
solventes. 
 
Como reflexo prático no âmbito processual, poderá o devedor chamar ao processo os 
demais codevedores ampliando o polo passivo possibilitando o direito de regresso e possibilitando a 
celeridade processual. 
Por fim, salientaremos a principal diferença entre as obrigações solidárias e as obrigações 
indivisíveis que está adstrita à hipótese de perda do objeto. Neste ponto, tratando-se de obrigações 
solidárias não acarretará a extinção da obrigação, pois mesmo na conversão da obrigação em perdas e 
danos a solidariedade subsistirá conforme art. 271 c/c 279, ambos do CC/02. 
 
Art. 271. Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, 
para todos os efeitos, a solidariedade. 
Art. 279. Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos 
devedores solidários, subsiste para todos o encargo de pagar o equivalente; 
mas pelas perdas e danos só responde o culpado. 
 
Por outro lado, se for obrigação indivisível a conversão em perdas e danos tornará a 
obrigação divisível possibilitando a indenização em dinheiro consoante art. 263 do CC/02. 
 
Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se 
resolver em perdas e danos. 
§ 1o Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos 
os devedores, responderão todos por partes iguais. 
 
 
 
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§ 2o Se for de um só a culpa, ficarão exonerados os outros, 
respondendo só esse pelas perdas e danos. 
 
9. Conseqüências do Inadimplemento das Obrigações 
 
9.1. Das perdas e danos 
As perdas e danos devido ao credor abrangem o que razoavelmente deixou de lucra como 
também aquilo que efetivamente perdeu , assim a inexistência de dano é um impedimento a 
qualquer pretensão de reparação, pois a configuração do ato ilícito independe de dano, porém o 
ilícito sem dano não será objeto de reparação. 
Mas verificada a lesão causada por uma conduta culposa ou pelo abuso de direito 
infringindo um dever jurídico geral com base nos artigos 186 e 187 do CC/02, restará configurada a 
responsabilidade civil conhecida como extracontratual. 
A partir do momento em que o indivíduo viola esse dever genérico causando dano a 
terceiros, sem relação jurídica preexistente, surge o dever de indenizar com base nos artigos 944 e 
954 ambos do CC/02. 
Por outro ângulo, caso a conduta praticada for contrária a uma relação obrigacional 
preexistente violando um dever positivo de dar, fazer ou não fazer, esta produzirá efeitos na 
responsabilidade contratual ou negocial. Nesse mesmo ponto, sabemos que o dano poderá ocorrer 
tanto pelo inadimplemento absoluto quanto na mora (inadimplemento relativo). 
Pontualmente, no direito obrigacional o dano equivale aos prejuízos suportados por uma 
das partes, provocado pelo descumprimento de um dever de outra parte, sendo a indenização 
quantificada, nos casos de responsabilidade extracontratual, pela respectiva extensão do dano no 
caso concreto, não perquirindo qual foi o grau de culpa do agente causador do dano. 
Diferentemente, ocorre nos casos de responsabilidade contratual em que a culpa é 
relevante, basta analisar o art. 392 do CC/02 e verificamos que nos contratos onerosos ambos os 
contratantes respondem por culpa, já nos contratos gratuitos aquele que não extraiu vantagem no 
negocio jurídico somente será responsabilizado na existência de dolo. 
Há, porém, hipóteses em que a prova do prejuízo está dispensada pela própria lei, isso 
ocorre no caso de imposição de juros moratórios. 
Já na cláusula penal convencional e arras penitenciário a indenização pelo 
inadimplemento é previamente estipulado pelas partes sem a necessidade de eventual produção de 
provas do prejuízo. 
A análise do dano será realizada conforme o bem jurídico tutelado, portanto, 
começaremos com o estudo do dano emergente e lucro cessante. 
 
a) Dano emergente e lucro cessante: o dano emergente é configurado pelos valores 
efetivamente perdidos em virtude da ofensa sofrida acarretando uma diminuição patrimonial do 
credor. 
Já o lucro cessante corresponde aos acréscimos patrimoniais frustrados como reflexo 
futuro do ato lesivo, ou seja, é tudo aquilo que o credor deixou de agregar ao seu patrimônio desde o 
ato ilícito. Lembrando que o art. 404 do CC/02 disciplina a possibilidade das perdas e danos, nas 
obrigações de pagamento em dinheiro, serem atualizadas monetariamente abrangendo juros, clausula 
penal, custas e eventuais honorários. 
 
 
 
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Por fim, o art. 405 do CC/02 trata do prazo de fluência dos juros de mora, salientamos que 
a citação será marco delimitador como regra, salvo nos casos de ato ilícito na responsabilidade 
extracontratual, nos casos de evento danoso e na mora ex re iniciada pelo seu termo, em que os juros 
de mora não serão contados da citação, mas sim o ato ilícito. 
 
b) Perda de uma chance: com origem no sistema francês, a teoria da perda de uma 
chance está ponderadamente entre os extremos do lucro cessante e do dano hipotético. Como em 
nosso sistema somente é permitido a indenização no caso de efetivo prejuízo, podemos afirmar que a 
perda de uma chance deverá ser avaliada no caso concreto pelo juiz como um a certeza da perda da 
ocasião ou de uma oportunidade. Assim a indenização não será fixada no valor do beneficio esperado, 
pois não se trata de dano hipotético devendo, então, será fixado com base na perda da chance em si em 
virtude da expectativa perdida. 
 
c) Dano moral: por sua vez, o dano moral está intrinsecamente ligado aos direitos da 
personalidade como dano extrapatrimonial, diversamente do dano emergente, lucro cessante e perda 
de uma chance. Diante da redação do art. 186 do CC/02 admite-se a compensação pelo dano moral 
independentemente de haver existido o dano patrimonial nas situações de responsabilidade 
extracontratual. 
 
9.2. Juros 
Conforme o art. 92 do CC/02 os juros estão incluídos na categoria de frutos civis, pois 
representado como rendimento de capital assumindo o papel de acessórias ao principal. Para melhor 
compreender esse ponto iremos dividir o estudo dos juros conforme a sua destinação em moratório e 
compensatório, lembrando que poderão ter como origem a lei (juros legais) ou quando 
convencionados pelas partes (juros convencionais). 
 
a) Juros compensatórios: também conhecidos como juros remuneratórios, porquanto 
tem como principal objetivo remunerar o capital emprestado a outrem podendo não incidir apenas em 
valores pecuniários, pois poderão ser remunerados por coisa. 
Via de regra, os juros compensatórios são convencionais podendo as partes ajustar no 
acordo bilateral ou unilateral. Então, servem para compensar o mutuante pela privação do capital 
emprestado a terceiro por certo tempo. 
Todavia, a cobrança de juros nos empréstimos de finalidade econômica são presumidos 
devido à onerosidade sofrida por uma das partes, sendo apenas afastada por convenção expressa em 
sentido contrário. Observando atentamente o CC/02, nota-se o referido código preocupou-se em fixar 
juros legais moratórios no seu art. 406, no entanto, nada falou sobre os limites dos juros legais 
compensatórios, lembrando que os juros compensatóriospoderão ser convencionais. 
Contudo, é preciso muita atenção nesse ponto devido a evolução legal e suas 
interpretações. Por isso será aplicado analogicamente o art. 406 do CC/02 na ausência de taxa fixada 
entre as partes com parâmetro no §1º do art. 161 do CTN, ou seja, no percentual de 1% ao mês, vedado 
a aplicação da taxa selic. Mas, as partes poderão convencionar um taxa de juros compensatórios a qual 
não poderá ultrapassar o percentual de 2% ao mês (24% ao ano) por força do art.1º do Dec. nº 
22.626/33, conhecida como Lei da Usura, pois nesse ponto o referido decreto não foi derrogado. 
Por outro lado, se tratarmos de contrato de mútuo, o CC/02 disciplinou em regra especial 
no art. 591, que se presumem devido juros que não poderão exceder a taxa que se refere o art. 406 do 
CC/02, sob pena de redução, ou seja, 12% ao ano, não se aplicando o limite em dobro, pois há lei 
especial nesse ponto determinando o teto máximo de juros compensatórios, o mesmo caso ocorre no 
 
 
 
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art. 25 da lei nº 8.692/93 que limita os juros a taxa de 12% ao ano nos contratos do Sistema Financeiro 
de Habitação. 
Por fim, tratando-se de juros ligados as instituições financeiras não serão aplicadas a regra 
do art. 406 do CC/02, pois sua aplicação é restrita as relações interprivadas desde que o ente do SFH 
não esteja em nenhum dos polos, ficando ao crivo do juiz verificar no caso concreto a existência de 
juros abusivos quando a taxa cobrada pela instituição financeira for superior a taxa média do mercado 
incidindo, inclusive, regras de proteção do CDC nessas relações de consumos conforme súmula 297 do 
STJ. 
 
b) Juros Moratórios: regulados pelo art. 406 do CC/02 disciplina que serão aplicados 
quando não foram convencionados ou se forem sem taxa estipulada, ou quando provierem de 
determinação legal serão fixados segundo a taxa que tiver em vigor para a mora do pagamento de 
impostos devidos à Fazenda Nacional, mesmo que as partes tenham ajustados em patamares 
superiores a regra do art. 406 do CC/02 c/c com o art. 5º do Dec. 22.626/33 são de ordem pública e 
sobreporá a autonomia privada das partes admitindo que a mora eleve os juros a taxa máxima de 1% 
ao mês. 
Não há que se cogitar a aplicação da taxa selic, vez que essa vem regulamentada pelas Leis 
Ordinárias nº 8.981/95 e 9.779/99 e o CTN foi recepcionado com status de lei complementar, não 
podendo ser alterado no que tange a taxa de juros por norma ordinária por afrontar o princípio da 
legalidade. Lembrando que o inicio da taxa de juros moratórios será do momento da citação nas 
obrigações em que a mora é ex persona, pois nas obrigações de mora ex re o termo interpela o homem 
conforme regra do art. 397 do CC/02, da mesma forma acontece nos atos ilícitos extracontratuais em 
sede de responsabilidade civil consoante art. 398 do CC/02. 
9.3. Cláusula penal 
A cláusula penal é o pacto acessório pelo qual as partes fixam o valor das perdas e danos 
no caso de inadimplemento total ou parcial da obrigação, conhecida também por multa contratual ou 
pena convencional. 
Via de regra, o art. 416 do CC/02 deixa claro que para exigir a pena convencional não será 
necessário que o credor alegue prejuízo, nesse caso não se cogita a verificação da extensão do dano 
como instrumento de quantificação da indenização. Sendo da cláusula penal acessória da obrigação 
principal perderá a sua natureza caso a principal seja julgada inválida. 
Por outro ângulo, a cláusula penal não se restringe a pena pecuniária podendo constituir 
um reforço de garantia de uma obrigação acessória de dar outro bem, ou na obrigação de fazer ou não 
fazer. Ainda, poderá representar a perda de um desconto por inadimplemento da obrigação. 
 
a) Da cláusula penal moratória: sua natureza é de indenização complementar pelo 
inadimplemento da obrigação podendo ser cobrada juntamente com a obrigação principal e juros de 
mora. Com fundamento no art. 411 do CC/02, na cláusula penal moratória o credor ainda tem 
interesse no cumprimento da obrigação, pois não se trata de inadimplemento absoluto, o fato é que a 
prestação estará sendo cumprida em prazo diferente do avençado, assim, funciona como um 
substituto das perdas e danos no período em que a prestação ficou em atraso. 
 
b) Da cláusula penal compensatória: trata-se de situação de inadimplemento absoluto 
da obrigação não interessando mais ao credor o seu cumprimento, ou seja, total inexecução 
contratual. 
Fixado esse acordo entre as partes, fica o credor impedido de futuramente requer 
judicialmente complementação em perdas e danos alegando que a cláusula penal compensatória fora 
 
 
 
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insuficiente para cobrir os prejuízos sofridos, salvo se expressamente previsto no contrato entre as 
partes. Em qualquer caso, é proibida a cumulação da clausula penal com outro tipo de pena 
ressarcitória, pois não pode onerar o devedor duplamente sob o argumento da vedação do 
enriquecimento sem causa. No entanto, é permitido cumulação da cláusula penal moratória com a 
cláusula penal compensatória, pois os fatos geradores são distintos. 
9.4. Das ARRAS OU SINAL 
O conceito tradicional das arras disciplina como um instituto ligado a importância em 
dinheiro ou a coisa dada por um dos contratantes ao outro com o objetivo de firmar presunção de um 
acordo final e tornar obrigatório o ajuste realizado pelas partes ou com o propósito de assegurar para 
cada um dos contraentes o direito de arrependimento. 
Consoante art. 417 do CC/02, temos a arras confirmatórias em que elas atuam como 
modo de garantia e de reforço à execução de um futuro contrato podendo ser admitido como princípio 
de pagamento caso as prestações sejam do mesmo gênero. 
Assim se a obrigação seja em pecúnia e a arras for dada na mesma espécie – pecúnia – 
esta servirá como amortização do total débito. No entanto, no mesmo caso em que a obrigação seja 
em pecúnia é permitido a arras por coisa infungível, vez que após a execução do contrato o bem será 
restituído a quem adiantou não sendo computado na prestação devida. Complementando essa regra, o 
art. 418 disciplina as possibilidades no caso do não cumprimento do contrato da seguinte forma: 
 
i) se a parte que não teve culpa recebeu a arras terá direito a retenção sobre os valores 
como antecipação da indenização pela desistência da outra parte; 
 
ii) se a parte que não teve culpa pagou a arras terá o direito de desfazimento do contrato 
com a exigência da devolução ao equivalente pago em dobro acrescido de juros, atualização monetária 
e honorários de advogado. 
Por outro lado se foi o faltoso quem adiantou as arras perderá o valor adiantado como 
forma de reparação pela sua infidelidade. Ainda, com força no art. 419 do CC/02 a parte inocente 
poderá pedir indenização suplementar se provar prejuízo suportado em proporção maior do que o 
valor das arras ou poderá a parte inocente exigir a execução forçada do contrato cumulado com perdas 
e danos valendo as arras como indenização mínima. 
Por um segundo olhar, o art. 420, do CC/02, trás o instituto das arras penitenciais que 
por sua vez ilustram o direito de arrependimento das partes para o caso de não cumprimento do 
contrato ou o seu desfazimento posterior. Consequentemente, se não houver no contrato de forma 
expressa a possibilidade de arrependimento das partes, presume-se que as arras sejam 
confirmatórias. 
Portanto, as arras penitenciais serão o valor máximo da indenização sem a 
possibilidade de cumulação com perdas e danos ou indenização suplementar mesmo que os 
prejuízos da parte inocente seja maior que o valor dado em arras. 
10. Transmissão. 
Característica importante desse ponto é que na transmissão não há extinção daobrigação, apenas houve a mudança de sujeitos, ativos ou passivos, da relação obrigacional. 
Portanto, as transmissões ocorrem sempre antes do adimplemento (cumprimento) total da 
obrigação, pois um dos efeitos do adimplemento é a extinção da obrigação. 
 
 
 
 
 
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10.1. Cessão de Crédito 
Na cessão de crédito ocorre uma transferência de posição patrimonial a terceiros, 
sem que com isso se crie uma nova situação jurídica. Sendo necessária a presença obrigatória 
de três pessoas nessa transmissão, quais sejam: 
Credor (velho) Credor (novo) 
 
Cedente Cessionário 
 
Devedor 
(Cedido) 
 
 
 Garantidor 
 
Importante observar que na cessão de crédito ocorre um negócio jurídico que 
estabelece a transmissão total ou parcial do crédito. Portanto, esse negócio deve obedecer 
aos requisitos de validade estampados no art. 104 do CC/02. 
Art. 104. A validade do negócio jurídico requer: 
I - agente capaz; 
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável; 
III - forma prescrita ou não defesa em lei. 
Por outro lado, o art. 286 do CC/02 criou mecanismos impeditivos da 
transmissão desses créditos, senão vejamos: 
 Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser 
a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula 
proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não 
constar do instrumento da obrigação. 
Ex: direitos de alimentos são incessíveis por sua natureza personalíssima, ou 
seja, intuitu personae, conforme art. 1.707 do CC/02. 
Ex: crédito já penhorado não pode ser cedido por vedação legal. 
Atenção: Cabe resaltar que é possível haver impedimento de cessão de crédito por 
convenção das partes, desde que exista cláusula de impedimento de cessão expressa no 
contrato com possibilidade de ciência por parte de terceiros da proibição da cessão. 
 Outra característica importante é que na cessão de créditos abrangem todos os 
seus acessórios, entre eles, todos os atributos e garantias como cauções reais, juros, cláusula 
penal e direitos potestativos. 
Art. 287. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito 
abrangem-se todos os seus acessórios. 
 
 
 
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Mas, tratando-se de garantia ofertada por terceiro, será necessário a notificação 
da cessão de crédito, ao terceiro garantidor (ex: avalista, fiador etc.), para que ele saiba a 
quem pagar. 
Ainda, na cessão de crédito, não há necessidade de consentimento do devedor 
para a cessão. 
No entanto, é necessária a notificação do cedido, pois é esse momento que 
define o marco inicial para que o cedido (devedor) possa opor ao cessionário (novo credor) 
as exceções, bem como marco final para que possa o cedido (devedor) arguir as exceções que 
possuía contra o cedente (credor velho). 
Art. 294. O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe 
competirem, bem como as que, no momento em que veio a ter conhecimento da 
cessão, tinha contra o cedente. 
OBS: os defeitos e vícios que comprometem o crédito não são sanados em virtude 
da cessão, pois houve apenas a substituição do sujeito credor da relação, não afetando os 
requisitos iniciai de validade do negócio jurídico. Assim, o crédito transfere-se com as mesmas 
características ao cessionário (credor novo). 
OBS: tão logo o cedido (devedor) tenha sido notificado deverá comunicar ao 
cedente (credor velho) ou ao cessionário (credor novo) as exceções pessoais oponíveis ao 
cedente, portanto, as exceções pessoais contra o cedente devem ser feitas no primeiro 
momento após a notificação. 
OBS: já as exceções pessoais contra o cessionário poderão ser alegadas a 
qualquer tempo pelo cedido (devedor) desde que seja antes do adimplemento (cumprimento) 
da obrigação. 
 
10.1.1. Responsabilidade do cedente (credor velho) com o 
cessionário (credor novo) 
A cessão de credito apresente como efeito básico a transmissão da titularidade da 
relação jurídica ao cessionário. 
Porém, há outros efeitos decorrentes da cessão, senão vejamos: 
Regra: o cedente (credor velho) apenas se responsabiliza perante o cessionário 
(credor novo) pela existência do crédito ao tempo da cessão (transferência), mas não pela 
solvência do crédito ao tempo do adimplemento (cumprimento). A responsabilidade pela 
existência é extensiva também aos acessórios. 
Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde 
pela solvência do devedor. 
Atenção: opera-se a cessão pro soluto quando o cedente é exonerado da 
responsabilidade pelo adimplemento do crédito nas cessões por título oneroso, não 
respondendo o cedente pela boa ou má fé no momento da liquidação da prestação. 
Art. 295. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se 
responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao 
tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por 
título gratuito, se tiver procedido de má-fé. 
 
 
 
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No entanto, o cedente é responsável pela invalidade do título em razão de sua 
nulidade ou anulabilidade por ato imputável ao cedente sem conhecimento do cessionário. 
Porém, existe a cessão pro solvendo, que consiste na transferência de um direito 
de crédito que além de garantir a existência do crédito, o cedente responde, também, pela 
solvência do mesmo. 
Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do 
devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos 
juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário 
houver feito com a cobrança. 
Muita atenção nesse caso, porque ao cessionário cabe o direito de requerer o valor 
que o cedente recebeu acrescido de juros e correção monetária, mas não cabem perdas e 
danos. 
10.2. Assunção de dívida 
Ocorre à assunção de dívida quando um terceiro, chamado assuntor, estranho a 
relação obrigacional, assume a posição do devedor originário, sempre com a anuência do 
credor. 
OBS: a falta de anuência do credor gera a nulidade absoluta, sendo considerado 
inexistente, em relação ao credor, o negocio jurídico celebrado entre os dois devedores. 
Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, 
com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor 
primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o 
ignorava. 
Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao 
credor para que consinta na assunção da dívida, interpretando-se o seu 
silêncio como recusa. 
Lembrando que o silêncio na assunção de dívida não importa aquiescência do 
credor. Diferentemente da regra contida no art. 111 do CC/02 em que o silêncio importaria a 
anuência nos negócios jurídicos. 
Art. 111. O silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou 
os usos o autorizarem, e não for necessária a declaração de vontade expressa. 
Portanto, a assunção de dívida tem caráter liberatório, exonerando o devedor 
primário de qualquer responsabilidade, pois o assuntor avoca a obrigação de pagar. 
 Credor 
 
Devedor primário 
 
 Novo devedor 
(assuntor) 
 Consentimento do credor 
 
 
 
 
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Poderá ocorrer que o terceiro (assuntor) celebre diretamente com o credor um 
negocio jurídico bilateral, mesmo sem anuência ou qualquer participação do devedor 
primitivo. Nesse caso, estamos diante da modalidade expropriatória de assunção de dívida. 
Mas cuidado, pois caso o novo devedor (assuntor) seencontre em estado de 
insolvência ao tempo da assunção da dívida sem que tal fato fosse de conhecimento do credor 
quando concedeu o consentimento, será o devedor primitivo responsabilizado pelo 
pagamento, independente de ter agido de boa fé. 
OBS: não se aplica a regra se a insolvência produziu seus efeitos ao tempo do 
vencimento do débito. Porém, se o credor tinha conhecimento do estado de insolvência do 
assuntor ao tempo do consentimento, presumi-se que assumiu o risco da obrigação. 
Importante lembrar que, diferentemente da cessão de crédito, o assuntor (novo 
devedor) não poderá opor exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo. Mas, o 
novo devedor (assuntor) pode opor exceções pessoais contra o credor. 
Art. 302. O novo devedor não pode opor ao credor as exceções 
pessoais que competiam ao devedor primitivo. 
OBS: as garantias pessoais e reais prestadas por terceiros ao devedor primitivo não 
prosseguiram com a assunção de dívida, salvo se houver anuência do terceiro garantidor. 
Assim, o fiador do devedor originário apenas continuará vinculado pessoalmente ao novo 
devedor se assim expressamente anuir. 
Portanto, somente com o expresso consentimento do garantidor é que subsistirão 
as garantias especiais por ele prestadas. 
Art. 300. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, 
consideram-se extintas, a partir da assunção da dívida, as garantias especiais 
por ele originariamente dadas ao credor. 
Ainda, caso seja invalidado a assunção de dívida e o garantidor não sabia do 
motivo da invalidação, não será restabelecida a sua responsabilidade como garantidor, pois 
agiu de boa fé. 
Art. 301. Se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-
se o débito, com todas as suas garantias, salvo as garantias prestadas por 
terceiros, exceto se este conhecia o vício que inquinava a obrigação. 
 
11. Questões de provas realizadas em 2011. 
 
PESSOA NATURAL 
1 - Serão representados nos atos da vida civil 
a) os relativamente incapazes. 
b) os absoluta ou relativamente incapazes. 
c) somente os menores de 16 anos. 
d) somente os menores de 18 anos. 
e) os absolutamente incapazes. 
2 - A respeito da personalidade e da capacidade, considere: 
 
I. Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação 
de ausência, se alguém, desaparecido em campanha ou feito 
prisioneiro, não for encontrado até um ano após o término 
da guerra. 
II. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente 
os atos da vida civil os que, mesmo por causa transitória, 
não puderem exprimir sua vontade. 
III. A incapacidade cessará, para os menores, dentre outras 
hipóteses, pela colação de grau em curso de ensino médio. 
IV. São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira 
de os exercer os excepcionais, sem desenvolvimento mental 
completo. 
 
 
 
 
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DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES. 
 Prof. Cristiano de Souza 
De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que 
se afirma APENAS em 
a) I, II e IV. 
b) I, II e III. 
c) II, III e IV. 
d) I e IV. 
e) II e IV. 
3 - São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente 
os atos da vida civil 
a) os que, por deficiência mental, tenham o discernimento 
reduzido. 
b) os ébrios habituais. 
c) os pródigos. 
d) os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo. 
e) os que, mesmo por causa transitória, não puderem 
exprimir sua vontade. 
 
4 - Berilo, cinquenta anos de idade, desapareceu de seu 
domicílio, sem deixar notícias de seu paradeiro e sem 
designar procurador ou representante a quem caiba a 
administração de seus bens. Foi declarada a sua ausência e 
nomeado curador através de processo regular requerido 
por sua esposa. Neste caso, os interessados poderão 
requerer a sucessão definitiva 
a) após o trânsito em julgado da decisão judicial que 
declarou a ausência de Berilo e nomeou curador. 
b) três anos depois de passada em julgado a sentença que 
concedeu a abertura da sucessão provisória. 
c) cinco anos depois do trânsito em julgado da declaração 
de ausência, independentemente de abertura de sucessão 
provisória. 
d) sete anos depois do trânsito em julgado da declaração de 
ausência, independentemente de abertura de sucessão 
provisória. 
e) dez anos depois de passada em julgado a sentença que 
concedeu a abertura da sucessão provisória. 
5 - A respeito da personalidade e da capacidade, é correto 
afirmar que 
a) os menores de dezoito anos têm capacidade para 
adquirir direitos e contrair obrigações. 
b) a proteção que o Código Civil confere ao nascituro não 
alcança o natimorto no que concerne aos direitos da 
personalidade. 
c) os ausentes são considerados absolutamente incapazes 
para os atos da vida civil. 
d) a emancipação do maior de dezesseis anos pelos pais 
através de escritura pública só produz efeitos após 
homologação judicial, com prévia audiência do Ministério 
Público. 
e) não merece proteção a imagem de pessoa falecida 
porque os direitos da personalidade são intransmissíveis. 
6 - Far-se-á a averbação em registro público 
a) dos nascimentos, casamentos e óbitos. 
b) da interdição por incapacidade absoluta. 
c) da sentença declaratória de ausência. 
d) dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem, 
anularem ou reconhecerem a filiação. 
e) das sentenças que decretarem anulação do casamento, o 
divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da 
sociedade conjugal. 
 
7 - Declarada a ausência e aberta provisoriamente a 
sucessão, 
a) se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, 
depois de estabelecida a posse provisória, não cessarão as 
vantagens dos sucessores nela emitidos, as quais 
perdurarão até a entrega dos bens a seu dono. 
b) os bens do ausente poderão ser livremente alienados, 
sem autorização judicial, para lhes evitar a ruína. 
c) os sucessores provisórios empossados nos bens do 
ausente não o representarão ativa ou passivamente e 
contra eles não correrão as ações pendentes e as que de 
futuro àquele forem movidas. 
d) os ascendentes, os descendentes e o cônjuge, uma vez 
provada a sua qualidade de herdeiros, poderão, 
independentemente de garantia, entrar na posse dos bens 
do ausente. 
e) o descendente, ascendente ou cônjuge que for sucessor 
provisório do ausente deverá capitalizar, na forma de lei, 
metade dos frutos e rendimentos que a este couberem e 
prestar contas anualmente ao juiz. 
8 - Os descendentes que, na qualidade de herdeiros, se 
imitirem na posse dos bens do ausente, 
a) darão garantias da restituição deles, mediante penhores 
ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos. 
b) estão desobrigados de prestar garantia, desde que 
provada a sua qualidade de herdeiros. 
c) estão desobrigados de prestar garantia, bem como de 
provar a qualidade de herdeiros, tratando-se de direitos 
presumidos legalmente. 
d) darão garantia da restituição deles, mediante caução em 
dinheiro feita através de depósito em estabelecimento 
bancário oficial equivalente aos quinhões respectivos. 
e) deverão requerer a nomeação de administrador judi- cial 
do imóvel pelo prazo mínimo de cinco anos. 
9 - Os descendentes que, na qualidade de herdeiros, se 
imitirem na posse dos bens do ausente, 
a) darão garantias da restituição deles, mediante penhores 
ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos. 
b) estão desobrigados de prestar garantia, desde que 
provada a sua qualidade de herdeiros. 
c) estão desobrigados de prestar garantia, bem como de 
provar a qualidade de herdeiros, tratando-se de direitos 
presumidos legalmente. 
d) darão garantia da restituição deles, mediante caução em 
dinheiro feita através de depósito em estabelecimento 
bancário oficial equivalente aos quinhões respectivos. 
e) deverão requerer a nomeação de administrador judicial 
do imóvel pelo prazo mínimo de cinco anos. 
 
10 - A respeito da capacidade de direito, é correto afirmar: 
a) O menor de dezesseis anos é absolutamente incapaz, ao 
passoque a capacidade de direito plena ocorre somente aos 
dezoito anos. 
 
 
 
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DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES. 
 Prof. Cristiano de Souza 
b) Em relação às pessoas físicas, ocorre a partir do 
nascimento com vida, mas somente se prova com o registro 
de nascimento. 
c) Em relação às pessoas jurídicas, ocorre a partir do 
nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a 
concepção, os direitos do nascituro. 
d) O registro civil da pessoa física possui natureza jurídica 
meramente declaratória, ao passo que, para as pessoas 
jurídicas, o registro tem efeito constitutivo. 
e) Para o maior de dezoito anos, pode ser afastada 
mediante ação de interdição, na qual se prove a total falta 
de discernimento do interditando, quer por doença, quer 
por mal congênito. 
GABARITOS: 
1 - E 2 - E 3 - E 4 - E 5 - A 6 - E 7 - D 8 - B 9 - 
B 10 - D 
11 - João é pródigo, José é excepcional, sem 
desenvolvimento mental completo, Jonas transitoriamente 
não pode exprimir sua vontade e Joaquim possui quinze 
anos. Neste caso, de acordo com o Código Civil brasileiro, 
são incapazes, relativamente a certos atos da vida civil, ou à 
maneira de os exercer: 
a) João, José e Joaquim. 
b) José e Joaquim. 
c) João e José. 
d) José e Jonas. 
e) João e Jonas. 
12 - Haverá nulidade absoluta, 
a) se houver lesão contratual e relativa, se a parte celebrar 
negócio jurídico mediante coação. 
b) se o negócio jurídico for celebrado por pessoa 
absolutamente incapaz e relativa, se tiver por objetivo 
fraudar lei imperativa. 
c) se a parte incidir em erro substancial de direito e 
relativa, se praticado por pessoa relativamente incapaz. 
d) se o negócio jurídico for simulado e relativa, se for 
celebrado em estado de perigo. 
e) no caso de dolo, se o seu autor for a outra parte e 
relativa, se o seu autor for terceiro. 
 
13 - Considere as seguintes afirmações a respeito dos 
direitos da personalidade: 
 
I. O pseudômino, ainda que adotado para atividade lícita, 
não goza de proteção legal. 
II. O servidor público não pode ser constrangido a 
submeter-se a tratamento ou a intervenção cirúrgica com 
risco de morte, para, se não tiver sucesso, obter 
aposentadoria por invalidez. 
III. A vida privada da pessoa natural é inviolável, salvo se 
exercer cargo público ou mandato eletivo. 
IV. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a 
disposição, gratuita ou onerosa, do próprio corpo para 
depois da morte. 
V. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção 
dos direitos da personalidade. 
 
Estão corretas as afirmações 
a) I e III. 
b) II e IV. 
c) II e V. 
d) III e V. 
e) IV e V. 
14 - Com relação à capacidade civil, é hipótese correta: 
a) Menor entre 16 e 18 anos, por ser relativamente incapaz, 
não pode ser interditado. 
b) Menor com 16 anos fez testamento, por instrumento 
público, deixando todos os seus bens para a mãe. Faleceu 
aos 25 anos, solteiro, sem filhos, deixando vivos pai e mãe. 
Em razão do testamento, com sua morte, todos os seus bens 
irão para a mãe, após o regular processamento do 
testamento. 
c) Decretada a interdição do pródigo, fica o mesmo 
impossibilitado de praticar atos da vida civil e, portanto, 
está proibido de contrair matrimônio. 
d) São relativamente incapazes os ébrios eventuais e os 
pródigos. 
e) Um viúvo, pai de dois filhos menores, é interditado. Com 
a incapacidade do pai e sua conseqüente interdição, os 
filhos menores serão representados pelo Curador do pai, 
automaticamente. 
15 - No tocante à ausência, poderão os interessados 
requerer que se declare a ausência e se abra 
provisoriamente a sucessão 
a) decorridos dois anos da arrecadação dos bens do 
ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em 
se passando um ano. 
b) decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, 
ou, se ele deixou representante ou procurador, em se 
passando três anos. 
c) decorridos três anos da arrecadação dos bens do 
ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em 
se passando dois anos. 
d) decorridos dois anos, independentemente do ausente ter 
deixado representante ou procurador. 
e) decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, 
ou, se ele deixou representante ou procurador, em se 
passando dois anos. 
16 - Considere as seguintes assertivas a respeito da 
ausência: 
 
I. Decorrido seis meses da arrecadação dos bens do ausente 
poderão os interessados requerer que se declare a ausência 
e se abra provisoriamente a sucessão. 
 
II. Na falta de descendente, a curadoria dos bens do ausente 
incumbe ao cônjuge ou aos pais não havendo impedimento 
que os iniba de exercer o cargo. 
 
III. Dez anos depois de passada em julgado a senten- ça que 
concede a abertura da sucessão provisória, poderão os 
interessados requerer a sucessão definitiva e o 
levantamento das cauções prestadas. 
 
IV. Pode-se requerer a sucessão definitiva, provando- se 
que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de cinco 
 
 
 
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DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES. 
 Prof. Cristiano de Souza 
datam as últimas notícias dele. 
 
De acordo com o Código Civil Brasileiro está correto o que 
se afirma APENAS em 
a) I, II e III. 
b) I, III e IV. 
c) I e IV. 
d) II, III e IV. 
e) III e IV. 
17 - A sucessão do ausente obedece a lei do país 
a) onde foi visto pela última vez. 
b) em que se situam seus bens imóveis. 
c) onde ocorreu o desaparecimento. 
d) em que era domiciliado o desaparecido. 
e) onde residirem seus filhos. 
18 - O domicílio do marítimo é onde 
a) estabeleceu sua residência com ânimo definitivo. 
b) o navio estiver matriculado. 
c) o navio estiver atracado. 
d) for encontrado. 
e) residir sua família. 
19 - A respeito das fundações é correto afirmar: 
a) A fundação deve ser instituída por escritura pública, 
através de dotação especial de bens, sendo que seu ato 
constitutivo não pode fixar prazo para a sua existência. 
b) A alteração do estatuto da fundação deve ser aprovada 
pelo órgão do Ministério Público, não podendo o juiz supri-
la a requerimento do interessado. 
c) Se a fundação tiver sede no Rio de Janeiro, mas as suas 
atividades se estenderem por mais de um Estado, caberá, 
em cada um deles, ao respectivo Ministério Público o 
encargo de por ela velar. 
d) A fundação criada para fins econômicos será submetida 
à fiscalização do Ministério Público e do Banco Central. 
e) A fundação criada para fins políticos deverá ter o seu 
estatuto registrado no Tribunal Regional Eleitoral do lugar 
da sua sede. 
20 - Dentre outros, NÃO será registrado no Registro Civil de 
Pessoas Naturais 
a) a petição inicial de pedido de interdição por 
incapacidade absoluta. 
b) a emancipação por outorga dos pais. 
c) a sentença declaratória de morte presumida. 
d) os nascimentos, casamentos e óbitos. 
e) a interdição por incapacidade absoluta ou relativa. 
GABARITOS: 
11 - C 12 - D 13 - C 14 - E 15 - B 16 - E 17 - D 
18 - B 19 - C 20 - A 
 
PESSOA JURÍDICA 
1 - Com relação às Pessoas Jurídicas de Direito Público 
Interno e de Direito Privado é certo que 
a) a criação, a estruturação interna e o funcionamento das 
organizações religiosas são livres, mas o poder público 
pode negar-lhes registro dos atos constitutivos e 
necessários ao seu funcionamento. 
b) as fundações e as organizações religiosas são pessoas 
jurídicas de direito público interno. 
c) os partidos políticos e as associações são pessoas 
jurídicas de direito público interno. 
d) o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas 
de direito privado, decai em três anos por defeito do ato 
respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição 
no registro competente. 
e) a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado 
começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivoregistro, precedida, em qualquer hipótese, de autorização 
ou aprovação do Poder Executivo. 
2 - São pessoas jurídicas de direito público interno: 
a) as sociedades. 
b) as autarquias. 
c) as organizações religiosas. 
d) os partidos políticos. 
e) as fundações. 
3 - De acordo com o artigo 45 do Código Civil brasileiro, 
“começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito 
privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo 
registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro 
todas as alterações por que passar o ato constitutivo”. O 
prazo para anular a constituição das pessoas jurídicas de 
direito privado, por defeito do ato respectivo, contado de 
sua inscrição no registro, é 
a) prescricional de cinco anos. 
b) decadencial de cinco anos. 
c) decadencial de dois anos. 
d) prescricional de três anos. 
e) decadencial de três anos. 
4 - Considere as seguintes assertivas a respeito das 
Associações: 
 
I. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma 
do estatuto, garantido a 1/5 (um quinto) dos associados o 
direito de promovê-la. 
II. Constituem-se as associações pela união de pessoas que 
se organizem para fins não econômicos. Não há, entre os 
associados, direitos e obrigações recíprocos. 
III. O modo de constituição e de funcionamento dos ór- gãos 
deliberativos não são obrigatórios no conteúdo do estatuto 
das associações. 
IV. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto 
não dispuser o contrário. 
 
De acordo com o Código Civil brasileiro está correto o que 
se afirma APENAS em 
a) I, II e III. 
b) I, II e IV. 
c) I e IV. 
d) II, III e IV. 
e) II e IV. 
5 - O registro da pessoa jurídica no órgão competente tem 
eficácia 
a) resolutiva. 
b) declaratória. 
c) rescisória. 
d) discriminatória. 
 
 
 
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DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES. 
 Prof. Cristiano de Souza 
e) constitutiva. 
6 - As condições para a desconsideração da personalidade 
jurídica, tais como regidas pelo Código Civil e pelo Código 
de Defesa do Consumidor (Lei no 8.078/90), são 
a) idênticas. 
b) distintas, porque pelo Código Civil é necessária a prova 
do excesso de poder por parte do sócio, ao passo que pelo 
Código de Defesa do Consumidor é necessária a prova da 
fraude contra o consumidor. 
c) distintas, porque além das condições já previstas pelo 
Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor exige, 
adicionalmente, a comprovação da violação dos estatutos 
ou do contrato social em detrimento do consumidor. 
d) distintas, porque o Código Civil permite a 
desconsideração apenas em casos de desvio de finalidade 
ou confusão patrimonial, ao passo que o Código de Defesa 
do Consumidor traz hipóteses mais amplas. 
e) distintas apenas no campo de sua aplicação, pois o 
Código de Defesa do Consumidor restringe-se às relações 
de consumo, sendo nos demais aspectos idênticas. 
7 - As organizações religiosas são classificadas como 
a) pessoas jurídicas de direito público interno, se não 
tiverem ramificações em outros países e de direito público 
externo, se tiverem ramificações em outros países. 
b) entes despersonalizados, embora seus atos constitutivos 
possam ser registrados em cartório. 
c) pessoas jurídicas de direito público externo, sempre que 
constituídas em outros países, ainda que exercendo 
atividade no território brasileiro. 
d) pessoas jurídicas de direito privado, podendo, 
entretanto, o poder público negar-lhes reconhecimento ou 
registro de seus atos constitutivos. 
e) pessoas jurídicas de direito privado, sendo vedado ao 
poder público negar-lhes reconhecimento e registro dos 
atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. 
8 - Considere as seguintes entidades com abrangência 
nacional: 
 
I. Igreja São Marcos Divino. 
II. Associação Pública “Venceremos”. 
III. Partido Político ABC. 
IV. Autarquia XYZ. 
 
Neste caso, são pessoas jurídicas de direito público interno, 
SOMENTE 
a) III e IV. 
b) II, III e IV. 
c) II e IV. 
d) I e IV. 
e) I e II. 
9 - Durante a análise do conteúdo de um estatuto de 
associação submetido a registro, foram constatados os 
seguintes pontos relevantes: 
 
I. em caso de dissolução da associação, os associados 
receberão o pagamento de quotas partes que possuem 
sobre o patrimônio; 
 
II. os órgãos deliberativos da associação serão convocados 
apenas pela sua diretoria; 
 
III. os associados poderão ser excluídos por decisão da 
diretoria, sem garantia de ampla defesa. 
 
É (São) impeditiva(s) do registro da associação a(s) 
disposição(ões) constante(s) do(s) item(ns) 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
10 - No que concerne às associações, a convocação dos 
órgãos deliberativas far-se-á na forma do estatuto, 
garantido o direito de promovê-la a 
a) 1/8 dos associados. 
b) 1/6 dos associados. 
c) 1/5 dos associados. 
d) qualquer associado individualmente. 
e) qualquer interessado. 
GABARITOS: 
1 - D 2 - B 3 - E 4 - B 5 - E 6 - D 7 - E 8 - C 9 - 
D 10 - C 
11 - Considere as assertivas abaixo a respeito das 
Associações. 
 
I. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma 
do estatuto, garantido a um quinto dos associados o direito 
de promovê-la. 
 
II. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto 
poderá instituir categorias com vantagens especiais. 
 
III. A qualidade de associado é transmissível, se o estatuto 
não dispuser o contrário. 
 
IV. Constituem-se as associações pela união de pessoas que 
se organizem para fins não econômicos. Há, entre os 
associados, direitos e obrigações recíprocos. 
 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I, II e III. 
c) III e IV. 
d) I, II e IV. 
e) II e IV. 
 
12 - Pessoas jurídicas de direito privado, seu processo de 
personificação e desconsideração de sua personalidade 
jurídica. 
a) Não se aplica às pessoas jurídicas a proteção dos direitos 
da personalidade. 
b) A existência legal das pessoas jurídicas de direito 
privado começa com a inscrição do ato constitutivo no 
respectivo registro, sendo exigível, em regra, autorização 
estatal para a sua criação e personificação. 
 
 
 
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DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES. 
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c) Nos termos do Código Civil, a desconsideração da 
personalidade jurídica exige a comprovação de fraude ou 
abuso de direito, sendo prescindível, nesses casos, a 
demonstração de insolvência da pessoa jurídica, mas 
necessária a prova da má-fé do sócio gestor. 
d) É cabível a desconsideração da personalidade jurídica 
"inversa", visando a alcançar bens de sócio que se valeu da 
pessoa jurídica para ocultar ou desviar bens pessoais, com 
prejuízo a terceiros. 
e) A teoria da desconsideração da personalidade jurídica 
não alcança as pessoas jurídicas de direito privado sem fins 
lucrativos ou de fins não econômicos. 
13 - É pessoa jurídica de direito público: 
a) partido político. 
b) associação pública. 
c) fundação. 
d) organização religiosa. 
e) empresa pública. 
14 - No que se refere às pessoas jurídicas, é correto afirmar 
que 
a) em caso de dissolução, ou cassada a autorização para seu 
funcionamento, ela subsistirá para os fins de liquidação, até 
que esta se conclua. 
b) por não se confundirem com as pessoas físicas, possuem 
patrimônio próprio a responder pelas dívidas contraídas, 
em nenhuma hipótese atingindo-se o patrimônio pessoal 
dos sócios. 
c) possuem o mesmo rol de direitos da personalidade das 
pessoas naturais. 
d) por serem uma ficção legal, não possuem direitos da 
personalidade. 
e) podem sofrer danos morais, já que possuem honra 
subjetiva. 
15 - Considere as seguintes assertivas a respeito das 
Associações: 
 
I. Constituem-se as associações pela união de pessoasque 
se organizem para fins não econômicos, não havendo, entre 
os associados, direitos e obrigações recíprocos. 
II. Os associados devem ter iguais direitos, sendo que a 
legislação competente veda a instituição pelo estatuto de 
categorias com vantagens especiais. 
III. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma 
do estatuto, garantindo a um quinto dos associados o 
direito de promovê-la. 
IV. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto 
não dispuser o contrário. 
 
De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que 
se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I, III e IV. 
c) I e IV. 
d) II, III e IV. 
e) II e IV. 
16 - Segundo o artigo 45 do Código Civil brasileiro "começa 
a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado 
com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, 
precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação 
do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as 
alterações por que passar o ato constitutivo". O direito de 
anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, está sujeito ao prazo 
a) decadencial de cinco anos contado o prazo da publicação 
de sua inscrição no registro. 
b) decadencial de três anos contado o prazo da publicação 
de sua inscrição no registro. 
c) prescricional de dois anos contado o prazo da publicação 
de sua inscrição no registro. 
d) decadencial de cinco anos contado o prazo do ato de 
inscrição no respectivo registro. 
e) prescricional de um ano contado o prazo da publicação 
de sua inscrição no registro. 
17 - São pessoas jurídicas de direito público interno 
a) as fundações e associações. 
b) somente a União, os Estados, os Municípios e o Distrito 
Federal. 
c) as empresas públicas e as sociedades de economia mista. 
d) as autarquias e associações públicas. 
e) os partidos políticos e as autarquias. 
18 - A desconsideração da pessoa jurídica se dá quando o 
Juiz 
a) estabelece que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens 
particulares dos administradores ou sócios da pessoa 
jurídica. 
b) declara, de ofício, a nulidade do negócio jurídico, 
impondo apenas aos sócios a responsabilidade pelo 
cumprimento das obrigações assumidas pela pessoa 
jurídica com terceiros. 
c) reconhece que as alienações de bens feitas pela pessoa 
jurídica se deram em fraude de execução. 
d) reconhece que o negócio jurídico foi simulado e impõe a 
seus sócios ou administradores a obrigação de reparar os 
prejuízos causados a terceiros. 
e) reconhece, nos casos de responsabilidade civil subjetiva, 
a obrigação solidária dos sócios e administradores pela 
reparação de danos. 
19 - O direito de anular a constituição de pessoa jurídica de 
direito privado, por defeito do ato respectivo, decai em 
a) cinco anos, da publicação de sua inscrição no registro. 
b) cinco anos, do ato constitutivo. 
c) cinco anos, do registro. 
d) três anos, do ato constitutivo. 
e) três anos, da publicação de sua inscrição no registro. 
20 - A respeito das associações, é correto afirmar: 
a) A decisão do órgão que, de conformidade com o estatuto, 
decretar a exclusão de associado é irrecorrível. 
b) Constituem-se as associações pela união de pessoas que 
se organizem para fins econômicos. 
c) A qualidade de associado é sempre transmissível, não 
podendo o estatuto dispor em contrário. 
d) Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto 
pode instituir categorias com vantagens especiais. 
e) Entre os associados, há direitos e obrigações recíprocas, 
que devem obrigatoriamente constar do estatuto. 
 
 
 
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DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES. 
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GABARITOS: 
11 - A 12 - D 13 - B 14 - A 15 - B 16 - B 17 - D 
18 - A 19 - E 20 - D 
 
NEGOCIO JURIDICO 
1 - É nulo o negócio jurídico quando 
a) o vício é resultante de erro. 
b) o vício é resultante de dolo. 
c) celebrado por pessoa absolutamente incapaz. 
d) celebrado com vício de consentimento. 
e) celebrado para fraudar credores. 
2 - Em um negócio jurídico uma parte pensa que a outra 
parte está doando um bem quando na verdade o bem está 
sendo oferecido à venda. Neste caso, ocorreu 
a) error in negotio tratando-se de erro substancial que 
poderá anular o negócio jurídico. 
b) error in corpore tratando-se de erro substancial que 
poderá anular o negócio jurídico. 
c) erro acidental que não anula o negócio jurídico, devendo 
as partes adequá-los à situação real. 
d) erro acidental que anula o negócio jurídico, não cabendo 
perdas e danos à parte prejudicada. 
e) error juris tratando de erro substancial que poderá 
anular o negócio jurídico. 
3 - A condição suspensiva 
a) suspende a aquisição e o exercício do direito, enquanto o 
termo inicial suspende o exercício, mas não suspende a 
aquisição do direito. 
b) refere-se a evento futuro e certo, enquanto o termo 
inicial a evento futuro e incerto. 
c) suspende o exercício mas não a aquisição do direito, 
enquanto o termo inicial suspende a aquisição e o exercício 
do direito. 
d) e o termo inicial referem-se a evento futuro e incerto, 
mas enquanto aquela suspende a aquisição e o exercício do 
direito, este apenas lhe suspende o exercício. 
e) e o termo inicial referem-se a evento futuro e certo, mas 
enquanto este suspende a aquisição e o exercício de direito, 
aquela apenas lhe suspende o exercício. 
 
4 - São, respectivamente, nulos (I) e anuláveis (II) os 
negócios jurídicos 
a) realizados em fraude à lei imperativa (I) e os simulados 
(II). 
b) nos quais a parte incidir em erro de direito (I) e os em 
que houver lesão (II). 
c) simulados (I) e os realizados em fraude contra credores 
(II). 
d) em que se verificar lesão (I) e os realizados em estado de 
perigo (II). 
e) celebrados com os pródigos (I) e os celebrados com os 
ébrios habituais (II). 
5 - Preconiza o Código Civil Brasileiro, que o instituto da 
lesão ocorrerá quando 
a) houver declaração de vontade emanada de erro 
substancial que poderia ser percebido por pessoa de 
diligência normal, em face das circunstâncias do negócio. 
b) alguém, premido da necessidade de salvar-se de grave 
dano conhecido pela outra parte, assume obrigação 
excessivamente onerosa. 
c) alguém, premido da necessidade de salvar-se de grave 
dano conhecido pela outra parte, obriga a prestação 
manifestamente desproporcional ao valor da prestação 
oposta 
d) houver a transmissão gratuita de bens ou remissão de 
dívida, praticados por devedor já insolvente. 
e) uma pessoa, sob premente necessidade, ou por 
inexperiência, se obriga à prestação manifestamente 
desproporcional ao valor da prestação oposta. 
6 - É nulo o negócio jurídico 
a) simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, salvo se 
válido for na substância ou na forma. 
b) celebrado por pessoa relativamente incapaz. 
c) celebrado por vício resultante de erro, dolo, coação, 
estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
d) não revestido da forma escrita, ainda que a lei não exija 
tal formalidade. 
e) celebrado por pessoa que, mesmo por causa transitória, 
não puder exprimir sua vontade. 
7 - Os negócios de transmissão gratuita de bens ou 
remissão de dívida, se os praticar o devedor já insolvente, 
ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, 
poderão ser anulados pelos credores quirografários, como 
lesivos dos seus direitos. A situação descrita refere-se a 
a) fraude à lei imperativa. 
b) fraude à execução. 
c) fraude contra credores. 
d) ato emulativo. 
e) abuso de direito. 
8 - NÃO é nulo o ato jurídico 
a) simulado. 
b) praticado sem observância da forma legal. 
c) praticado por absolutamente incapaz. 
d) praticado com reserva mental, desconhecida da outra 
parte. 
e) sujeito à condição suspensiva impossível. 
9 - Desejando guardar móveis e eletrodomésticos 
inservíveis, Cláudio contrataNesse 
sentido, não podemos confundir com os sujeitos de direitos coletivos de interesses difusos, pois a 
coletividade é um sujeito credor determinado na relação conforme o Código de Defesa do Consumidor. 
Durante o período em que permanece hígida e exequível a obrigação é possível que haja 
mudança dos sujeitos da relação, desde que não seja personalíssima. Nestes casos, serão adotados 
os regramentos da cessão de crédito, assunção de dívida, sub-rogação, novação etc. 
 
2.2. Elemento objetivo 
O elemento objetivo é representado pela prestação consubstanciada na conduta humana 
determinada que possa ser positiva (dar ou fazer) ou negativa (não fazer). Assim, a prestação é 
aquilo que deve ser feito, prestado ou omitido pelo devedor (sujeito passivo). Portanto, a prestação 
deve sempre ser uma conduta humana. 
Tratando-se de conduta humana a prestação deve apresentar algumas características e 
preencher os requisitos do art. 104, II, do CC/02: i) licitude, ii) possibilidade jurídica e iii) 
determinabilidade. 
Art. 104. A validade do negócio jurídico requer: 
I - agente capaz; 
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável; 
III - forma prescrita ou não defesa em lei. 
Portanto, sendo ilícita, impossível ou indeterminada a obrigação não produzirá efeitos no 
mundo jurídico devido à nulidade dos atos. Mas, é preciso atentar que a nulidade gerada pela 
impossibilidade jurídica é verificada no momento da constituição da obrigação (início). Por outro 
lado, a nulidade gerada pela indeterminabilidade é verificada no momento da execução (final). 
OBS: Assim, sendo a impossibilidade jurídica superveniente não acarretará a nulidade, 
pois ela poderá ser cumprida por outra pessoa, salvo se a obrigação era personalíssima. 
 
3. DO NÃO CUMPRIMENTO ESPONTÂNEO 
No ato de constituir a obrigação, subjetivamente, às partes esperam que a prestação seja 
adimplida voluntariamente, por isso as relações obrigacionais são chamadas de efêmeras, tendo em 
vista o seu caráter temporário. 
Contudo, havendo o inadimplemento (descumprimento) das partes, resta, então, a busca 
pela tutela jurisdicional para efetivar o direito subjetivo da parte credora. Mas, isso não significa que o 
Estado poderá adentrar na esfera da liberdade individual do inadimplente, vez que o STF já decidiu 
pela inconstitucionalidade da prisão do depositário infiel. 
Analisando a nova redação dada ao art. 461 e parágrafos do CPC, percebemos que a 
conversão da obrigação inadimplida em perdas e danos deixou de ser a regra em nosso 
ordenamento, pois, hoje, converte-se primeiro em tutela específica ou em resultado prático 
equivalente. Sendo impossíveis essas medidas somente agora é que será convertida em perdas e 
danos. Assim, a conversão em perdas e danos passou a ser exceção e não mais a regra. 
Art. 461. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de 
obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da 
obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que 
assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. 
 
 
 
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§ 1º A obrigação somente se converterá em perdas e danos se o 
autor o requerer ou se impossível à tutela específica ou a obtenção do 
resultado prático correspondente. 
§ 2º A indenização por perdas e danos dar-se-á sem prejuízo da 
multa (art. 287). 
§ 3º Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo 
justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a 
tutela liminarmente ou mediante justificação prévia, citado o réu. A medida 
liminar poderá ser revogada ou modificada, a qualquer tempo, em decisão 
fundamentada. 
§ 4º O juiz poderá, na hipótese do parágrafo anterior ou na 
sentença, impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, 
se for suficiente ou compatível com a obrigação, fixando-lhe prazo razoável 
para o cumprimento do preceito. 
§ 5º Para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do 
resultado prático equivalente, poderá o juiz, de ofício ou a requerimento, 
determinar as medidas necessárias, tais como a imposição de multa por tempo 
de atraso, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de 
obras e impedimento de atividade nociva, se necessário com requisição de 
força policial. 
§ 6º O juiz poderá, de ofício, modificar o valor ou a periodicidade 
da multa, caso verifique que se tornou insuficiente ou excessiva. 
 
4. Modalidades. 
As modalidades das obrigações são tratadas nos art. 233 a 285 do CC/02, divididas em 
obrigação de dar, fazer, não fazer, alternativas, divisíveis ou não divisíveis e as obrigações solidárias. 
Para melhor estudar esta matéria, iremos abordar cada modalidade analisando sua 
classificação, o adimplemento (cumprimento), o inadimplemento (descumprimento) e sua extinção. 
 
4.1. Classificação da obrigação quanto ao objeto. 
Sob a análise da classificação quanto ao objeto, podemos dividi-la em três subgrupos: i) 
obrigação de dar e de restituir; ii) obrigação de fazer; iii) obrigação de não fazer. Sendo assim, 
analisaremos cada subgrupo a seguir. 
 
 
 
 
 
 
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 4.2. Obrigação de dar e de restituir 
Na obrigação de dar coisa certa como, também, na obrigação de dar coisa incerta a 
prestação consistirá na entrega de um bem (objeto) ao credor. Sendo assim, compete ao devedor 
(vendedor) transferir a propriedade do objeto, ceder sua posse ou restituir a coisa ao credor 
(comprador). 
Nesse caso é indiferente a atividade realizada pelo devedor para conseguir cumprir a 
obrigação, pois o credor está interessado apenas na tradição do bem móvel ou imóvel. 
Não se confunde, portanto, a obrigação de dar com o próprio direito real (direito de 
propriedade, posse, etc.) que surgirá dessa relação, pois na obrigação espera-se um comportamento de 
dar ou restituir diferente do direito real que poderá ocorrer, somente, após a tradição ou pelo registro 
dependendo se for bem móvel ou imóvel. Sendo assim, após este fato (tradição ou registro) é que a 
obrigação passará para o direito real. 
A repercussão desse tema está diretamente ligada às distintas eficácias concernente as 
ações manejadas em virtude da violação desse direito. 
O ponto definidor desta dicotomia está na tradição ou registro. Pois, antes da tradição 
não poderá o credor da obrigação de dar se valer das ações petitórias porque ainda não é 
proprietário restando-lhe a execução de tutela específica compelindo o devedor a entregar o bem 
com fundamento no art. 461-A do CPC. 
Por outro lado, após o registro o proprietário poderá manejar a ação reivindicatória, pois, 
a obrigação já foi extinta pelo pagamento (tradição). 
 
4.2.1. Obrigação de dar coisa certa 
A coisa torna-se certa quando individualizada pela quantidade e pelo gênero. Sendo 
assim, desnecessária a sua determinabilidade no momento da execução da obrigação, pois não 
depende de declaração negocial definidora da coisa no momento da execução. 
Portanto, sendo a coisa individualizada no início da obrigação, o credor não está 
obrigado a receber coisa diversa em substituição à originária, conforme o princípio da especificidade 
do art. 356 do CC/02. 
Art. 356. O credor “pode” consentir em receber prestação diversa 
da que lhe é devida. 
No entanto, caso o credor aceitar coisa diversa a obrigação extinguirá pelo adimplemento 
na modalidade dação em pagamento. Ainda, diante da redação do art. 92 c/c art. 233, ambos do 
CC/02, os frutos, produtos, rendimentos, partes integrantes da coisa serão abrangidas pela obrigação 
de dar coisa certa. 
Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou 
concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. 
Art. 233. A obrigação dea empresa denominada 
“Armazéns Gerais Ltda.”, pelo prazo certo de 12 (doze) 
meses. Passado esse período, resolve retirar os bens, mas 
foi impedido de fazê-lo pela empresa porque não havia 
pago a retribuição devida, relativa aos últimos dois meses. 
Além disso, um dos bens armazenados continha 
substâncias tóxicas que vazaram e contaminaram bens de 
outros proprietários, que foram indenizados pela empresa 
depositária. Nesse caso, a retenção dos bens de Cláudio é 
providência 
a) lícita, para garantia do pagamento da retribuição e para 
o ressarcimento dos danos causados. 
b) lícita apenas para garantia do pagamento da retribuição, 
mas não para o ressarcimento dos danos causados. 
c) lícita apenas para o ressarcimento dos danos causados, 
mas não para o pagamento da retribuição. 
d) ilícita, tendo Cláudio direito à restituição dos bens por 
suas próprias forças. 
 
 
 
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e) ilícita, tendo Cláudio direito à indenização 
correspondente ao valor dos bens depositados. 
10 - A respeito do negócio jurídico é INCORRETO afirmar 
que 
a) os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-
se estritamente. 
b) a validade do negócio jurídico requer agente capaz, 
objeto lícito, possível, determinado ou determinável e 
forma prescrita ou não defesa em lei. 
c) o silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou 
os usos o autorizarem, ainda que seja necessária a 
declaração de vontade expressa. 
d) os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme 
a boa-fé e os usos do lugar da sua celebração. 
e) nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção 
nelas consubstanciada do que no sentido literal da 
linguagem. 
GABARITOS: 
1 - C 2 - A 3 - A 4 - C 5 - E 6 - E 7 - C 8 - D 9 - 
A 10 - C 
11 - Num negócio jurídico, houve erro de cálculo do valor 
das prestações mensais do preço estabelecido para a 
transação. Nesse caso, o erro de cálculo 
a) implica a inexistência do negócio jurídico. 
b) apenas autoriza a retificação da declaração de vontade. 
c) acarreta a nulidade do negócio jurídico. 
d) possibilita a anulação do negócio jurídico. 
e) só possibilita a anulação do negócio jurídico se o seu 
objeto for bem imóvel. 
12 - José recebeu quantias em dinheiro de Paulo, Pedro e 
Antonio, que assinaram escrituras de doação em seu favor, 
com fundado temor de dano imediato decorrente de 
ameaças por este formuladas. José ameaçou Paulo de 
agressão física; intimidou Pedro, ameaçando agredir seu 
neto; e disse a Antonio que, se não o fizesse, atearia fogo em 
sua fazenda. Nesse caso, pode(m) ser anulada(s) por coação 
a(s) doação(ões) feita(s) por 
a) Pedro e Antonio, apenas. 
b) Paulo, apenas. 
c) Paulo e Pedro, apenas. 
d) Paulo e Antonio, apenas. 
e) Paulo, Pedro e Antonio. 
13 - É nulo o negócio jurídico por vício resultante de 
a) fraude contra credores. 
b) lesão. 
c) simulação. 
d) estado de perigo. 
e) erro. 
14 - Os negócios jurídicos entre vivos sem prazo 
a) equiparam-se aos negócios jurídicos sob condição 
suspensiva, porque sua eficácia sempre ficará na 
dependência de evento futuro e incerto. 
b) são exigíveis desde logo, e a constituição em mora 
independe de interpelação judicial ou extrajudicial, exceto 
se a execução tiver de ser feita em lugar diverso ou 
depender de tempo. 
c) devem ser executados dentro de trinta (30) dias da 
celebração do ajuste, sob pena de o devedor incidir em 
mora. 
d) são ineficazes, porque o prazo é da essência dos 
negócios jurídicos, salvo se, expressamente, a obrigação 
tiver sido assumida para execução imediata. 
e) são exigíveis desde logo, exceto se a execução tiver de 
ser feita em lugar diverso ou depender de tempo, mas a 
mora se constitui mediante interpelação judicial ou 
extrajudicial. 
15 - Quando a lei proíbe a prática de um negócio jurídico, 
sem lhe cominar sanção, ele será 
a) inexistente. 
b) ineficaz. 
c) nulo. 
d) anulável. 
e) válido. 
16 - Num negócio jurídico, a parte a quem aproveitaria o 
seu implemento, forçou maliciosamente a ocorrência de 
condição. Nesse caso, 
a) reputa-se verificada a condição. 
b) considera-se não implementada a condição. 
c) o negócio jurídico é nulo para todos os efeitos legais. 
d) o negócio jurídico é anulável. 
e) a verificação da condição será retardada em 90 dias. 
 
17 - Apesar de ser notória a sua insolvência, Paulo vendeu 
um terreno a Pedro por valor inferior ao preço de mercado. 
Nesse caso, 
a) se Pedro ainda não tiver pago o preço, para conservar o 
bem, poderá depositar em juízo o valor que pagou pelo 
terreno, com a citação de todos os interessados. 
b) o negócio será nulo de pleno direito, independentemente 
do pagamento do preço pelo comprador. 
c) o negócio será nulo de pleno direito, se o pagamento do 
preço pelo comprador ainda não tiver sido feito. 
d) se Pedro ainda não tiver pago o preço, para conservar o 
bem, poderá depositar em juízo o valor real do terreno, com 
a citação de todos os interessados. 
e) a transação não será anulável, respondendo Paulo pelas 
perdas e danos causadas aos credores. 
18 - É nulo o negócio jurídico 
a) quando tiver por objetivo fraudar lei imperativa. 
b) celebrado por pessoa relativamente incapaz. 
c) celebrado por vício resultante de erro, dolo, coação, 
estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
d) que não revestir a forma escrita, ainda que a lei não exija 
tal formalidade. 
e) simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, ainda que 
inválido for na substância ou na forma. 
19 - Invalidam os negócios jurídicos, que lhes são subordi- 
nados, as condições física ou juridicamente 
a) impossíveis, quando resolutivas. 
b) impossíveis. 
c) impossíveis, quando suspensivas. 
d) possíveis, quando resolutivas. 
e) possíveis, se potestativas. 
 
 
 
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20 - A respeito dos defeitos dos negócios jurídicos, é 
correto afirmar: 
a) Se ambas as partes procederem com dolo, qualquer 
delas poderá alegá-lo para anular o negócio, ou reclamar 
indenização. 
b) O falso motivo só vicia a declaração de vontade quando 
expresso como razão determinante. 
c) Considera-se coação a ameaça do exercício normal de um 
direito, bem como o simples temor reverencial. 
d) Não se presumem fraudatórias dos direitos dos outros 
credores as garantias de dívidas que o devedor insolvente 
tiver dado a algum credor. 
e) Se uma pessoa, por inexperiência, se obriga a prestação 
manifestamente desproporcional ao valor da prestação 
oposta, o negócio será anulado inclusive se a parte 
favorecida concordar com a redução do proveito. 
GABARITOS: 
11 - B 12 - E 13 - C 14 - E 15 - C 16 - B 17 - D 
18 - A 19 - C 20 - B 
1 - Sujeita-se a prazo decadencial a ação 
a) declaratória de nulidade de negócio jurídico simulado. 
b) de anulação de negócio jurídico em virtude de fraude 
contra credores. 
c) de cobrança de dívida de dinheiro. 
d) de repetição de indébito. 
e) que tenha por objeto declarar a existência ou a 
inexistência de uma relação jurídica. 
2 - Sobre prescrição e decadência, considere: 
 
I. Pode ser renunciada pela parte, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois da consumação. 
 
II. Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz. 
 
Tais afirmativas são, dentre outras, características da 
a) prescrição e da decadência convencional, 
respectivamente. 
b) decadência legal e da prescrição, respectivamente. 
c) prescrição e da decadência legal, respectivamente. 
d) decadência legal. 
e) prescrição. 
 
3 - NÃO corre a prescrição 
a) pendendo condição resolutiva. 
b) pendendo condição suspensiva. 
c) contra os relativamente incapazes. 
d) contra todos os ausentes do País 
e) enquantonão prolatada a respectiva sentença penal 
recorrível quando a ação se originar de fato que deva ser 
apurado no juízo criminal. 
4 - A respeito da decadência, considere: 
 
I. Se a decadência for convencional, a parte a quem 
aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, 
mas o juiz não pode suprir a alegação. 
 
II. A decadência não corre contra os absolutamente 
incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. 
 
III. O protesto cambial sempre interrompe o prazo 
decadencial. 
 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I. 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) II e III. 
e) III. 
5 - A pretensão de ressarcimento do enriquecimento sem 
causa e a de cobrança de dívidas líquidas constantes de 
instrumento público ou particular prescrevem em 
a) 2 e 3 anos, respectivamente. 
b) 2 e 4 anos, respectivamente. 
c) 3 anos, em ambas hipóteses. 
d) 3 e 5 anos, respectivamente. 
e) 4 anos, em ambas hipóteses. 
6 - Sobre a prescrição, considere: 
 
I. as exceções são imprescritíveis; 
 
II. a prescrição pode ser, de ofício, reconhecida pelo juiz; 
 
III. quando a ação se originar de fato que deva ser apurado 
no juízo criminal, não correrá a prescrição antes da 
respectiva sentença definitiva; 
 
IV. suspensa a prescrição em favor de um dos credores 
solidários, sempre aproveita aos demais credores; 
 
V. a interrupção da prescrição contra o devedor solidário 
envolve os demais e seus herdeiros. 
 
Estão corretos 
a) I, II e IV. 
b) I, II e V. 
c) I, III e IV. 
d) II, III e V. 
e) III, IV e V. 
7 - O prazo estabelecido no contrato, para manifestação da 
vontade, a fim de obstar-lhe a renovação é 
a) decadencial e o juiz deve suprir a alegação da parte a 
quem aproveita. 
b) decadencial, mas o juiz não pode suprir a alegação da 
parte a quem aproveita. 
c) prescricional, mas o juiz não pode suprir a alegação da 
parte a quem aproveita. 
d) prescricional, e o juiz deve suprir a alegação da parte a 
quem aproveita. 
e) de simples garantia do interesse da parte, podendo ser 
qualificado como decadencial, ou prescricional, conforme 
seja a ação a ser proposta constitutiva ou condenatória. 
8 - Considere as seguintes afirmações a respeito da 
prescrição e decadência, reguladas pelo Código Civil: 
 
I. Pode o Juiz, de ofício, reconhecer a ocorrência da 
prescrição e da decadência legal ou convencional. 
 
 
 
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II. Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado 
no juízo criminal, não correrá a prescrição antes da 
respectiva sentença definitiva, embora a responsabilidade 
civil seja independente da criminal. 
 
III. Salvo se se tratar de obrigações ou direitos indivisíveis, 
a interrupção da prescrição por um dos credores solidários, 
não aproveita aos outros, assim como a interrupção 
efetivada contra o devedor solidário não envolve os demais 
ou seus herdeiros. 
 
IV. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores 
solidários, só aproveitam os outros se a obrigação for 
indivisível. 
 
V. Não corre o prazo prescricional, nem o prazo decadencial 
contra os absolutamente incapazes. 
 
Estão corretas as afirmações 
a) III, IV e V. 
b) II, IV e V. 
c) II, III e IV. 
d) I, III e V. 
e) I, III e IV. 
9 - Marina, advogada, foi contratada por Gabriela para 
ajuizar execução de contrato particular não cumprido 
mediante o pagamento de honorários advocatícios no valor 
de R$ 7.000,00, a serem pagos até o trânsito em julgado da 
demanda. O mencionado processo transitou em julgado, 
mas Gabriela não efetuou o pagamento dos honorários de 
Marina. Neste caso, segundo o Código Civil brasileiro, a 
pretensão relativa aos honorários advocatícios de Marina 
prescreverá no prazo, contado do trânsito em julgado da 
demanda, de 
a) dois anos. 
b) um ano. 
c) cinco anos. 
d) três anos. 
e) dez anos. 
10 - A pretensão de cobrança de dívida decorrente do 
descumprimento de contrato verbal de empréstimo em 
dinheiro prescreve em 
a) 2 anos. 
b) 3 anos. 
c) 4 anos. 
d) 5 anos. 
e) 10 anos. 
GABARITOS: 
1 - B 2 - A 3 - B 4 - B 5 - D 6 - D 7 - B 8 - B 9 
- C 10 - E 
11 - Não corre a prescrição 
a) entre os cônjuges, ainda que separados judicialmente. 
b) entre ascendentes e descendentes. 
c) contra os relativamente incapazes. 
d) enquanto não prolatada a respectiva sentença penal 
definitiva quando a ação se originar de fato que deva ser 
apurado no juízo criminal. 
e) contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas. 
12 - Não corre a decadência, nem a prescrição contra os 
a) que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir 
sua vontade. 
b) maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
c) ébrios habituais e os viciados em tóxicos. 
d) que, por deficiência mental, tenham o discerni-mento 
reduzido. 
e) pródigos. 
13 - Prescreve em três anos a pretensão 
a) relativa à tutela, a contar da data da aprovação das 
contas. 
b) de cobrança de dívidas líquidas constantes de 
instrumento público ou particular. 
c) do vencedor para haver do vencido o que despendeu em 
juízo. 
d) dos profissionais liberais em geral pelos seus 
honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços ou 
cessação dos respectivos contratos. 
e) do beneficiário contra o segurador e a do terceiro 
prejudicado, no caso de seguro de responsabilidade civil 
obrigatório. 
 
14 - O motorista José, no dia 08 de dezembro de 2005, 
envolveu-se em acidente de trânsito, do qual resultaram 
danos em seu veículo e aos ciclistas Pedro e João, à época 
contando 12 (doze) e 16 (dezesseis) anos de idade, 
respecti- vamente. No procedimento criminal José foi 
absolvido, transitando em julgado a sentença em 
09/06/2006. José ajuizou ação indenizatória contra Pedro e 
João, que têm patrimônio próprio, em 17/03/2009. Os réus, 
em peças distintas, contestaram, alegando que José fora 
culpado no acidente e apresentaram pedido contraposto, na 
audiência realizada em 12/06/2009, pleiteando 
indenização para serem ressarcidos dos prejuízos que 
também sofreram, inclusive me- diante compensação se o 
juiz concluir pela concorrência de culpas. Foram ouvidas 
testemunhas e o juiz, de ofício, re- conheceu que as 
pretensões do autor e dos réus estavam prescritas, porque 
já decorridos mais de 3 (três) anos desde o acidente, sendo 
este o prazo estabelecido no artigo 206, 
§ 3º , V, do Código Civil. 
 
A sentença é 
a) parcialmente correta, porque a prescrição só atingiu as 
pretensões de José e de João. 
b) correta tanto em relação ao autor como aos réus. 
c) incorreta, porque a prescrição não atingiu as pretensões 
do autor nem dos réus, à vista de circunstâncias que 
obstam o curso do prazo prescricional. 
d) incorreta, porque o Juiz não pode, de ofício, reconhecer a 
prescrição. 
e) parcialmente correta, porque a prescrição atingiu a 
pretensão do autor, mas não atinge o pedido contraposto , 
porque se caracteriza como exceção. 
15 - Incidência dos Institutos da prescrição e da decadência 
na teoria das invalidades do negócio jurídico. 
 
 
 
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DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES. 
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a) Segundo o Código Civil, as nulidades, por ofenderem 
interesse público, podem ser arguidas pelas partes, sendo 
vedado ao juiz conhecê-las de ofício em processo que verse 
sobre a validade de determinado negócio jurídico. 
b) O negócio jurídico nulo não convalece pelo decurso do 
tempo, razão pela qual apenas as anulabilidades estão 
sujeitas a prazos prescricionais. 
c) A invalidade do instrumento contratual induz 
necessariamente a invalidade do negócio jurídico. 
d) A decretação judicial é necessária para o 
reconhecimento de nulidades e anulabilidades, pois estas 
espécies de vícios não têm efeito antes de julgados por 
sentença. 
e) Respeitada a intenção das partes, é cabívela manutenção 
do negócio jurídico no caso de reconhecimento de 
invalidade parcial, a qual não o prejudicará na parte válida 
se desta for separável. 
16 - No que se refere à prescrição: 
a) Os prazos prescricionais da pretensão e da exceção são 
autônomos. 
b) O início do prazo prescricional ocorre com o surgimento 
da pretensão, que decorre da exigibilidade do direito 
subjetivo. 
c) Seus prazos podem ser alterados pela vontade das 
partes, se maiores e capazes. 
d) Deve ser alegada na primeira oportunidade processual, 
sob pena de se tratar de matéria preclusa. 
e) Iniciada contra uma pessoa, não corre contra o seu 
sucessor. 
17 - Contra os menores de dezesseis anos 
a) não correm os prazos de decadência, mas correm os 
prazos prescricionais. 
b) não correm os prazos de decadência e de prescrição. 
c) não correm os prazos de prescrição, mas correm os 
prazos decadenciais. 
d) correm normalmente os prazos de decadência e de 
prescrição. 
e) os prazos prescricionais e decadenciais são computados 
em dobro. 
18 - A prescrição 
a) é a extinção do direito pela falta de exercício dentro do 
prazo prefixado, atingindo indiretamente a ação. 
b) poderá ser renunciada pelo interessado, depois que se 
consumar, desde que não haja prejuízo de terceiro. 
c) poderá ter seus prazos alterados por acordo das partes, 
em razão da liberdade de contratar. 
d) só pode ser alegada pela parte a quem aproveita até a 
sentença de primeira instância. 
e) suspensa em favor de um dos credores solidários 
aproveitará os outros se a obrigação for divisível. 
19 - A renúncia da prescrição será 
a) válida, se feita pelo devedor insolvável ainda que 
prejudique os demais credores. 
b) ineficaz, se não houver anuência da outra parte. 
c) inexistente, se não tiver sido feita por escritura pública. 
d) válida, se tiver sido feita antes de consumada a 
prescrição. 
e) tácita, quando presumida de fatos do interessado, 
incompatíveis com a prescrição. 
20 - Assinale a alternativa correta. 
a) Pretensão e exceção prescrevem em prazos 
desvinculados. 
b) Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado 
no juízo criminal, não correrá a prescrição antes da 
respectiva sentença definitiva. 
c) Os prazos prescricionais podem ser objeto de transação 
entre as partes. 
d) A interrupção da prescrição, por uma única vez, darse- á 
por despacho do juiz, salvo se incompetente, que ordenar a 
citação, se o interessado a promover no prazo e na forma da 
lei processual. 
e) A decadência pode ser reconhecida de ofício, enquanto a 
prescrição depende da iniciativa da parte para ser 
judicialmente declarada. 
GABARITOS: 
11 - D 12 - A 13 - E 14 - A 15 - E 16 - B 17 - B 
18 - B 19 - E 20 - B 
 
OBRIGAÇÕES 
1 - Considere as seguintes assertivas a respeito da 
obrigação de dar coisa certa e da obrigação de dar coisa 
incerta: 
I. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus 
melhoramentos e acrescidos, pelos quais po- derá exigir 
aumento no preço. Os frutos percebidos são do devedor, 
cabendo ao credor os pendentes. 
 
II. Em regra, a obrigação de dar coisa certa abrange os 
acessórios dela embora não mencionados. 
 
III. Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou 
deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso 
fortuito. 
 
IV. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero. 
Nas coisas determinadas pelo gênero, em regra, a escolha 
pertence ao credor. 
De acordo com o Código Civil brasileiro está correto o 
que se afirma APENAS em 
a) I, II e III. 
b) I, II e IV. 
c) I e III. 
d) II, III e IV. 
e) II e IV. 
 
2 - De acordo com o Código Civil brasileiro, o pagamento 
feito de boa-fé ao credor putativo é 
a) inválido, desde que seja arguida a nulidade no prazo 
decadencial de dois anos contados do pagamento. 
b) válido, exceto se provado depois que não era credor. 
c) inválido em qualquer hipótese podendo ser arguida a 
qualquer momento. 
d) válido, ainda provado depois que não era credor. 
e) inválido, desde que seja arguida a nulidade no prazo 
decadencial de um ano contado do pagamento. 
 
 
 
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DIREITO CIVIL – OBRIGAÇÕES. 
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3 - Magda, amiga de infância de Manoel, ganhou na loteria. 
Para ajudá-lo, pagou dívida de seu amigo na condição de 
terceira não interessada que paga dívida em seu próprio 
nome. Neste caso, pelo Código Civil brasileiro, Magda 
a) terá direito a reembolsar-se do que pagou; mas não se 
sub-roga nos direitos do credor. 
b) terá direito a reembolsar-se do que pagou e se sub-roga 
nos direitos do credor. 
c) não terá direito a reembolsar-se do que pagou e não se 
sub-roga nos direitos do credor. 
d) terá direito a reembolsar-se apenas de 50% do que 
pagou, mas não se sub-roga nos direitos do credor. 
e) terá direito a reembolsar-se apenas de 30% do que 
pagou e se sub-roga nos direitos do credor. 
4 - Para exigir a pena convencional, 
a) é necessário que o credor alegue prejuízo e sua aposição 
no contrato sempre importará renúncia a indenização 
superior ao valor da cláusula penal, porque ela exerce 
função alternativa às perdas e danos. 
b) é necessário que o credor alegue prejuízo, mas, ainda 
que o prejuízo exceda ao previsto na cláusula penal, não 
pode o credor exigir indenização suplementar, se assim não 
for convencionado, e, se o for, caberá ao credor também 
provar o prejuízo excedente, valendo a pena como o 
mínimo da indenização. 
c) não é necessário que o credor alegue prejuízo e sua 
aposição no contrato sempre importará renúncia à 
indenização superior ao valor da cláusula penal, porque ela 
exerce função alternativa às perdas e danos. 
d) não é necessário que o credor alegue prejuízo, mas, 
ainda que o prejuízo exceda o previsto na cláusula penal, 
não pode o credor exigir indenização suplementar, se assim 
não for convencionado, e, se o for, caberá ao credor provar 
o prejuízo excedente, valendo a pena como o mínimo da 
indenização. 
e) é irrelevante a ocorrência de prejuízo, todavia, as partes, 
ao estabelecê-la, ficam impedidas, sob pena de nulidade, de 
contratar indenização suplementar, mesmo que o prejuízo 
supere o seu valor, porque contraria a boa-fé objetiva. 
5 - Na obrigação de dar coisa incerta, 
a) o devedor sempre poderá dar a coisa pior. 
b) a escolha pertence conjuntamente ao credor e ao 
devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação. 
c) o devedor será sempre obrigado a prestar a melhor. 
d) a escolha pertence ao devedor, se o contrário não 
resultar do título da obrigação. 
e) o devedor, antes da escolha, não poderá alegar perda ou 
deterioração da coisa, salvo na ocorrência de caso fortuito 
ou força maior. 
6 - João é devedor das quantias de R$ 2.000,00 e R$ 
5.000,00 para um estabelecimento bancário, relativas a 
débitos da mesma natureza, ambos líquidos e vencidos. O 
direito que a lei lhe assegura de indicar a qual deles oferece 
pagamento denomina-se 
a) dação em pagamento. 
b) imputação do pagamento. 
c) pagamento com sub-rogação. 
d) novação. 
e) compensação. 
7 - A compensação 
a) pode ocorrer entre dívida proveniente de esbulho e 
dívida decorrente de comodato. 
b) efetua-se entre dívidas líquidas e vencidas de coisas 
infungíveis. 
c) não pode ser feita se o credor concedeu prazo de favor 
ao devedor. 
d) da dívida do fiador pode ser feita com a de seu credor ao 
afiançado. 
e) de dívida de pessoa que se obrigou por terceiro pode ser 
feita com a que o credor dele lhe dever. 
8 - É correto afirmar: 
a) A obrigação é divisível quando a prestação tem por 
objeto uma coisa ou um fato suscetíveis de divisão, por sua 
natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão 
determinante do negócio jurídico. 
b) Se para o melhoramento, ou aumento, empregou o 
devedor trabalho ou dispêndio, o caso se regulará pelas 
normas do Código Civil brasileiro atinentes às benfeitorias 
realizadaspelo possuidor de boa-fé, apenas. 
c) Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, 
a escolha pertence ao credor, se o contrário não resultar do 
título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem 
será obrigado a prestar a melhor. 
d) Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre 
mais de um credor, ou mais de um devedor, cada um com 
direito, ou obrigado, à dívida toda, devendo ser presumida 
sua ocorrência desde que não haja proibição legal ou 
acordo das partes em sentido diverso. 
e) A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela 
embora não mencionados, mesmo se o contrário resultar 
do título ou das circunstâncias do caso. 
9 - José deve a Tomás a quantia de R$ 10.000,00 (dez mil 
reais). Tomás, contudo, não tomou medidas necessárias 
para a cobrança, o que ensejou o transcurso do prazo 
prescricional. Posteriormente, Tomás dirige notificação a 
José, solicitando o pagamento, e José lhe responde 
afirmando que pagará a dívida em 3 meses, assim que 
conseguir recursos. Se José não pagar a dívida nesse prazo, 
Tomás 
a) não pode cobrar a dívida, porque os prazos 
prescricionais não podem ser alterados por vontade das 
partes. 
b) pode cobrar a dívida, pois José renunciou à prescrição. 
c) não pode cobrar a dívida, pois não se admite renúncia 
tácita à prescrição. 
d) não pode cobrar a dívida, porque os prazos 
prescricionais não podem ser interrompidos. 
e) não pode cobrar a dívida, porque a prescrição 
consumada é definitiva. 
10 - A respeito do pagamento, como forma de 
adimplemento e extinção das obrigações, é correto afirmar: 
a) O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo não é 
válido, provado ou não posteriormente que não era credor. 
b) Não vale o pagamento cientemente feito ao credor 
incapaz de quitar, se o devedor não provar que, em 
benefício dele, efetivamente reverteu. 
 
 
 
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c) Quanto ao lugar do pagamento, designados dois ou mais 
lugares, cabe ao devedor escolher entre eles. 
d) O pagamento reiteradamente feito em outro local, não 
faz presumir renúncia do credor relativamente ao previsto 
no contrato. 
e) O credor é obrigado a receber prestação diversa da que 
lhe é devida, se houver prova de que é mais valiosa. 
GABARITOS: 
1 - A 2 - D 3 - A 4 - D 5 - D 6 - B 7 - D 8 - A 9 
- B 10 - B 
11 - Nas obrigações alternativas, quando a escolha couber 
ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por 
culpa do devedor, o 
a) contrato será rescindido, sem perdas e danos, voltando 
as partes ao estado anterior. 
b) credor poderá reclamar o valor de qualquer das duas, 
sem perdas e danos. 
c) credor só terá o direito de exigir a prestação subsistente, 
sem perdas e danos. 
d) credor só poderá exigir o valor da prestação que se 
tornou impossível por culpa do devedor. 
e) credor terá o direito de exigir a prestação subsistente ou 
o valor da outra, com perdas e danos. 
12 - Nas obrigações 
a) divisíveis, se um dos credores remitir a dívida, a 
obrigação ficará extinta para com os outros. 
b) de fazer, se o fato puder ser realizado por terceiro, será 
livre ao credor mandá-lo executar à custa do devedor, 
havendo recusa ou mora deste, o que o isentará da 
responsabilidade por perdas e danos. 
c) alternativas, se o título deferir a opção a terceiro, e este 
não quiser, ou não puder exercê-la, a escolha caberá ao 
credor. 
d) de dar coisa certa, se a obrigação for de restituir coisa 
certa e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da 
tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se 
resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda. 
e) solidárias, havendo solidariedade ativa, convertendo-se 
a prestação em perdas e danos, extingue-se, para todos os 
efeitos, a solidariedade. 
13 - Numa obrigação há três credores solidários e apenas 
um devedor. Nesse caso, 
a) o julgamento contrário a um dos credores solidários não 
atinge os demais. 
b) convertendo-se a prestação em perdas e danos, 
desaparece, para todos os efeitos, a solidariedade. 
c) cada um dos credores solidários poderá exigir do 
devedor o cumprimento de até um terço da obrigação. 
d) se apenas um dos credores solidários demandar o 
devedor, este poderá pagar a qualquer um dos três, em 
razão da solidariedade. 
e) o credor que houver remitido a dívida não responderá 
aos outros pela parte que lhes caiba. 
14 - Nas obrigações de dar coisa 
a) incerta, nas coisas determinadas pelo gênero e pela 
quantidade, a escolha pertence ao credor, se o contrário 
não resultar do título da obrigação. 
b) incerta, antes da escolha, não poderá o devedor alegar 
perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior 
ou caso fortuito. 
c) certa, até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os 
seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais não poderá 
exigir aumento no preço. 
d) certa, os acessórios dela não mencionados não estão 
abrangidos pela obrigação, salvo se o contrário resultar do 
título ou das circunstâncias do caso. 
e) certa, deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, 
o credor deverá aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor 
que perdeu, não podendo resolver a obrigação. 
15 - A novação 
a) feita com o devedor principal sem o consentimento do 
fiador não importa na sua exoneração. 
b) não extingue os acessórios e garantias da dívida, sempre 
que não houver estipulação em contrário. 
c) operada entre o credor e um dos devedores solidários, 
não afetará as preferências e garantias do crédito novado 
relativas aos bens de todos os devedores. 
d) que substitui devedor é transparente e, sendo assim, em 
regra, se o novo devedor for insolvente, tem o credor, que o 
aceitou, ação regressiva contra o primeiro. 
e) por substituição do devedor pode ser efetuada 
independentemente de consentimento deste. 
16 - Segundo o Código Civil brasileiro, só terá eficácia o 
paga- mento que importar transmissão da propriedade, 
quando feito por quem possa alienar o objeto em que ele 
consistiu. Se for dado em pagamento coisa fungível, 
a) não se poderá mais reclamar do credor que, de boa-fé, a 
recebeu e consumiu, ainda que o solvente não tivesse o 
direito de aliená-la. 
b) não se poderá mais reclamar do credor que, de boa-fé, a 
recebeu e consumiu, exceto se o solvente não tivesse o 
direito de aliená-la. 
c) poderá requerer indenização por perdas e danos, 
quantificada em ação própria a ser ajuizada no prazo 
decadencial de seis meses contados da data do pagamento. 
d) poderá requerer indenização por perdas e danos, 
quantificada em ação própria a ser ajuizada no prazo 
decadencial de doze meses contados da data do pagamento. 
e) poderá requerer a devolução de coisa da mesma espécie, 
qualidade e quantidade, sob pena de responder por perdas 
e danos. 
17 - Sendo a obrigação indivisível e conjunta ou existindo 
soli- dariedade passiva em obrigação divisível, o credor 
a) pode cobrar a dívida toda apenas de cada um dos 
devedores da obrigação indivisível, embora seja ela 
conjunta, mas não pode cobrar a dívida toda apenas de um 
dos devedores solidários, se a obrigação deles é divisível. 
b) pode cobrar a dívida toda de apenas um dos devedores 
solidários, mas não pode cobrar integralmente a dívida de 
apenas um dos devedores se a obrigação é conjunta ainda 
que indivisível. 
c) pode, em ambos os casos, cobrar a dívida toda de 
qualquer dos devedores. 
d) não pode o credor em nenhum desses dois casos cobrar 
a dívida toda de apenas um dos devedores. 
 
 
 
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e) terá de demandar, em ambos os casos, todos os 
devedores, mas terá direito de receber apenas de um deles. 
18 - O pagamento efetuar-se-á 
a) no domicílio do credor, salvo convenção em contrário. 
b)no local convencionado, mas o pagamento feito 
reiteradamente em outro local faz presumir renúncia do 
credor relativamente ao previsto no contrato. 
c) sempre no domicílio do devedor, salvo, apenas, 
disposição legal em sentido contrário. 
d) onde melhor atender o interesse do credor, salvo 
convenção em sentido contrário. 
e) onde for menos oneroso para o devedor, salvo 
convenção em sentido contrário. 
19 - Segundo o Código Civil brasileiro, só terá eficácia o 
pagamento que importar transmissão da propriedade, 
quando feito por quem possa alienar o objeto em que ele 
consistiu. Se for dado em pagamento coisa fungível, 
a) não se poderá mais reclamar do credor que, de boa- fé, a 
recebeu e consumiu, ainda que o solvente não tivesse o 
direito de aliená-la. 
b) não se poderá mais reclamar do credor que, de boa- fé, a 
recebeu e consumiu, exceto se o solvente não tivesse o 
direito de aliená-la. 
c) poderá requerer indenização por perdas e danos, 
quantificada em ação própria a ser ajuizada no prazo 
decadencial de seis meses contados da data do pagamento. 
d) poderá requerer indenização por perdas e danos, 
quantificada em ação própria a ser ajuizada no prazo 
decadencial de doze meses contados da data do pagamento. 
e) poderá requerer a devolução de coisa da mesma espécie, 
qualidade e quantidade, sob pena de responder por perdas 
e danos. 
20 - Direito Obrigacional. 
a) Segundo o entendimento sumulado do Superior Tribunal 
de Justiça, os juros remuneratórios, não cumuláveis com a 
comissão de permanência, são devidos no período de 
inadimplência, à taxa média de mercado estipulada pelo 
Banco Central do Brasil, limitada ao percentual contratado. 
b) No mútuo feneratício civil os juros remuneratórios são 
presumidos, não sendo admitida a sua capitalização anual. 
c) Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la 
com a utilização dos meios conducentes à exoneração do 
devedor, sendo que igual direito cabe ao terceiro não 
interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, 
independentemente da oposição deste. 
d) O credor não é obrigado a receber prestação diversa da 
que lhe é devida, ainda que mais valiosa, mas quando a 
obrigação tenha por objeto prestação divisível, o credor 
poderá ser compelido a receber por partes, ainda que a 
prestação tenha sido ajustada de forma diversa. 
e) Havendo pluralidade de devedores na obrigação 
indivisível, cada um deles se obriga por toda a dívida, não 
havendo sub-rogação nos direitos do credor, em relação 
aos demais coobrigados, para o devedor que paga a 
totalidade do débito. 
GABARITOS: 
11 - E 12 - D 13 - A 14 - B 15 - E 16 - A 17 - C 
18 - B 19 - A 20 - A 
 
 
Bons Estudos! 
Prof. Cristiano de Souzadar coisa certa abrange os acessórios dela 
embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das 
circunstâncias do caso. 
Porém, podem as partes convencionar no sentido de excluir os acessórios da obrigação 
principal conforme art. 448 do CC/02. 
Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, 
diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção. 
 
 
 
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Assim, as benfeitorias incorporam à coisa principal. Mas, as pertenças não seguem a 
mesma regra, consoante art. 93 do CC/02. 
Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes 
integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao 
aformoseamento de outro. 
Na obrigação de entregar coisa certa existe o risco da impossibilidade absoluta ou 
parcial de entregar o bem. Nesse caso, a Teoria do Risco vem disciplinada nos art. 234 a 241 do 
CC//02. Novamente, o marco balizador é a tradição, pois a regra é que a coisa perece para o dono, ou 
seja, res perito domino. 
Ainda, ninguém pode assumir a responsabilidade pelo fortuito. Então, não ocorrendo 
culpa do devedor ou caso fortuito antes da tradição nos casos de perda, deteriorização ou 
restituição do bem, a obrigação se resolverá para ambas as partes. Situação diferente ocorre quando 
existir culpa antes da tradição, a qual irá garantir ao credor o direito ao equivalente cumulado com 
perdas e danos. 
Regra: Cabe apenas uma resalva quando a coisa for deteriorada, a resolução da obrigação 
não se opera ex legis, mas, sim, pela manifestação do credor em não aceitar a coisa com o abatimento 
de seu preço do valor que se perdeu. 
Exceção: No entanto, há um caso especial na obrigação de dar coisa certa em que o 
devedor responderá mesmo que a perda ou destruição resulte de caso fortuito ou força maior 
ocorrendo à perpetuação da obrigação com fundamento no art. 399 do CC/02, salvo se provar que o 
dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse cumprida. 
Art. 399. O devedor em mora responde pela impossibilidade da 
prestação, embora essa impossibilidade resulte de caso fortuito ou de força 
maior, se estes ocorrerem durante o atraso; salvo se provar isenção de culpa, 
ou que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse oportunamente 
desempenhada. 
Como característica das minhas apostilas, irei demonstrar a Teoria do Risco, na 
obrigação de dar coisa certa, em quadro mnemônico. 
Regra – Perda da coisa certa. 
Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem 
culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica 
resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do 
devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos. 
 
 
 
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Regra – Deteriorada a coisa certa. 
Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá 
o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor 
que perdeu. 
Art. 236. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o 
equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a 
reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos. 
 
 
4.2.2. Obrigação de dar coisa incerta 
É uma obrigação em que o objeto é indeterminado no momento inicial, ou seja, na 
constituição da obrigação, mas deverá ser determinado no momento de sua execução. Assim, trata-
se de objeto determinável preenchendo os requisitos de validade do art. 104, II, do CC/02. 
No entanto, a coisa deve ser indicada, ao menos, pelo gênero e quantidade da maneira 
cumulativa. Fato muito importante na obrigação de dar coisa incerta é o momento da concretização, 
 
 
 
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pois sendo a coisa determinada quanto ao gênero e a quantidade falta-lhe a determinação quanto à 
qualidade. 
Conforme dispõe o art. 244 do CC/02 pertence ao devedor à concretização da quantidade 
do bem quanto à qualidade, caso o devedor não a realizar caberá ao credor concretizar e/ou 
individualizar a qualidade no prazo do art. 894 do CPC. 
Art. 244. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a 
escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da 
obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a 
melhor. 
Art. 894. Se o objeto da prestação for coisa indeterminada e a 
escolha couber ao credor, será este citado para exercer o direito dentro de 5 
(cinco) dias, se outro prazo não constar de lei ou do contrato, ou para aceitar 
que o devedor o faça, devendo o juiz, ao despachar a petição inicial, fixar 
lugar, dia e hora em que se fará a entrega, sob pena de depósito. 
Desta forma, ocorrendo à escolha/concretização deverá o credor ser cientificado (art. 245, 
CC/02). Neste momento a obrigação de dar coisa incerta transforma-se em obrigação de dar 
coisa certa. 
Art. 245. Cientificado da escolha o credor, vigorará o disposto na 
Seção antecedente. 
Mas, a cientificação da escolha não importa em mora do credor, pois o prazo para a 
entrega do bem poderá ser posterior a data da concretização, culminando com o efetivo cumprimento 
da obrigação. 
Contudo, caso a escolha seja válida a obrigação passará a ser entrega de coisa certa 
importando, consequentemente, as regras de mora e inadimplemento absoluto das obrigações de dar 
coisa certa. 
Porém, antes da escolha/concretização é irrelevante a análise da culpa do devedor ou 
de caso fortuito no caso de perda da coisa incerta tendo em vista que o gênero não perece ante a 
indeterminação. 
OBS: Assim, no caso fortuito ou força maior, ocorrido antes da individualização da coisa, 
impede que ocorra o inadimplemento da obrigação ou a resolução do contrato, pois o gênero não 
perece. 
 
4.3. Características especiais das obrigações de dar coisa (certa ou 
incerta) 
Percebe-se que a garantia do credor e adquirente de obrigação de dar está ligada a 
proteção contra o risco de perder o bem no momento anterior à tradição 
Por outro lado, quanto à garantia contra a evicção e vícios redibitórios serão 
analisados no momento posterior a tradição. 
Contudo, essa visão dada pelo CC/02 às obrigações de dar é um pouco diferente no 
microssistema do CDC. De acordo com o art. 18, §1º, I, II, III, c/c art. 6º, IV, ambos da Lei nº 8.078/90 a 
responsabilidade do fornecedor abrange vícios de qualidade, quantidade e de informação de forma 
objetiva. 
Assim, o consumidor tem o direito potestativo de sanar os vícios e de postular pela 
substituição do bem de forma subsidiária ou optar pela rescisão cumulada com perdas e danos. 
 
 
 
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Diferentemente das disposições do CC/02 que prevê a resolução legal ou a pretensão ressarcitória no 
caso de culpa. 
 
4.4. Adimplemento e extinção da obrigação dar 
A principal característica do direito obrigacional é a sua transitoriedade, pois as 
obrigações nascem para serem cumpridas (adimplidas). Sendo assim, o adimplemento encerra o ciclo 
obrigacional que vinculou credor/devedor por determinado tempo. Para tanto, os princípios da 
eticidade, sociabilidade e operabilidade têm especial função nesse momento. 
Tecnicamente, adimplemento significa cumprimento voluntário da obrigação pelo 
devedor, ou seja, o pagamento. 
Sendo assim, os requisitos do adimplemento são: i) ato voluntário sem a coerção do 
credor; ii) perfeito no sentido de satisfazer a obrigação nos termos ajustados e; iii) lícito. 
No entanto, quando isso não ocorre, teremos a extinção das obrigações pormeios 
indiretos os quais estão nos arts. 334 a 388 do CC/02. (Pagamento em consignação, sub-rogação, 
imputação ao pagamento, dação em pagamento, novação, compensação, confusão e remissão). 
Assim, o adimplemento da obrigação de dar exige uma conduta do devedor vinculado a um 
bem. Por isso, iremos analisar esses dois pontos dividindo-os em requisitos subjetivos e objeitos do 
pagamento. 
Requisitos subjetivos do adimplemento 
a) Quem deve pagar (devedor) 
Via de regra, o principal obrigado no adimplemento é o devedor, podendo, ainda, ser 
representado por seu mandatário. Porém, há outros legitimados que poderão adimplir. É o caso dos 
herdeiros do de cujus, terceiro interessado na dívida e terceiros não interessados. 
No caso dos herdeiros só poderá ser adimplida caso a obrigação não seja de caráter 
personalíssimo que demandasse conduta pessoal do devedor. 
No que tange ao terceiro interessado, tem especial interesse econômico em pagar a 
dívida para evitar agravamento da própria situação, sendo assim, integra a relação obrigacional, 
consequentemente, após o pagamento sub-roga-se no crédito na posição do credor primário havendo 
apenas a substituição do polo ativo, pois o devedor ainda continua inadimplente. 
De maneira diferente ocorre com o terceiro não interessado, pois é um estranho à 
relação obrigacional e sem interesse jurídico ou econômico em saldar o débito. A sua atuação poderá 
ser de duas formas: 
i) pagar por conta e em nome do devedor (art. 304, p.u., CC/02) – o pagamento extingue 
a obrigação e não há direito de regresso (sub-rogação) e tão pouco de reembolso, pois equivale à doação 
incondicional; 
Art. 304. Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, 
usando, se o credor se opuser, dos meios conducentes à exoneração do 
devedor. 
Parágrafo único. Igual direito cabe ao terceiro não interessado, se 
o fizer em nome e à conta do devedor, salvo oposição deste. 
ii) pagar em seu próprio nome – o pagamento extingue a obrigação não gerando direito 
de regresso (sub-rogação), porém com direito de reembolso com fundamento no art. 884 do CC/02 em 
ação própria de enriquecimento sem causa. 
 
 
 
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Art. 305. O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu 
próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar; mas não se sub-roga 
nos direitos do credor. 
Parágrafo único. Se pagar antes de vencida a dívida, só terá direito 
ao reembolso no vencimento. 
Art. 884. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de 
outrem, será obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a 
atualização dos valores monetários. 
b) A quem se deve pagar (credor) 
O pagamento da obrigação deve ser paga a credor ou a quem o represente legal, judicial ou 
convencional, conforme art. 308 do CC/02. Ocorre que ao tempo do pagamento da obrigação o credor 
originário poderá ser substituído por credores derivados que assumiram essa posição após realização 
de negócio jurídico ou autorização para o recebimento do pagamento por parte do devedor a exemplo 
dos cessionários e sub-rogados. 
Art. 308. O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de 
direito o represente, sob pena de só valer depois de por ele ratificado, ou tanto 
quanto reverter em seu proveito. 
No entanto, é de especial importância observar que a penhora requerida pelos credores do 
credor originário, mudará a legitimidade a quem se deve pagar, depois de efetuada a cientificação do 
devedor. 
Assim, se o devedor pagar ao credor originário, apesar de intimado da penhora feita sobre 
o crédito, o pagamento não terá eficácia em relação aos credores (terceiros) do credor originário que 
poderão constranger o devedor a pagar novamente, surgindo o direito de regresso do devedor. 
Requisitos objetivos do adimplemento 
a) Objeto do pagamento 
O art. 313 do CC/02 elenca a regra geral quanto ao objeto do pagamento. Nesse sentido, o 
credor não será obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa. Mas, 
caso aceite o pagamento em prestação diversa ocorrerá à dação em pagamento e, consequentemente, 
a extinção da obrigação. 
Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da 
que lhe é devida, ainda que mais valiosa. 
Porém, nem sempre a recusa do credor é legitima frente à situação do adimplemento 
substancial conhecido por inadimplemento mínimo que, após cumprir quase que integral a obrigação 
diferida no tempo, terá o credor de aceitar a prestação excluindo o direito de resolução e permitindo, 
apenas, o pedido de indenização, pois, caso contrário, sua conduta poderá configurar abuso de 
direito conforme art. 187 do CC/02. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao 
exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico 
ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Ocorre que, em alguns casos, a prestação será paga em dinheiro, ou seja, valor nominal 
expresso em moeda. Neste caso, até o dia do vencimento da prestação não haverá correção 
monetária, ficando o risco da desvalorização da moeda a cargo do credor. 
No entanto, após o vencimento, a dívida de valor não paga sofrerá atualização monetária 
a fim de evitar o enriquecimento sem causa previsto no art. 884 do CC/02. 
 
 
 
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Ainda, poderá ocorrer excessiva onerosidade da prestação ao tempo de sua execução nas 
obrigações de eficácia diferida ou sucessiva no tempo por motivos imprevisíveis possibilitando ao 
juiz a correção, a pedido da parte, para preservar o valor real da prestação, salvo se comprovada má fé 
da parte. 
Com isso, o direito de revisão do conteúdo da obrigação está tutelado no art. 317 do 
CC/02. Fato diferente do ocorre no art. 478 do CC/02, que tutela o direito de resolução contratual por 
onerosidade excessiva. 
Art. 317. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier 
desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de 
sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da parte, de modo que 
assegure, quanto possível, o valor real da prestação. 
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a 
prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema 
vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordinários e 
imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os efeitos da 
sentença que a decretar retroagirão à data da citação. 
Portanto, a resolução contratual com base no art. 478 do CC/02 é restrita ao tópico dos 
contratos. Por outro lado, o direito de revisão do art. 317 do CC/02 estende sua eficácia a qualquer 
relação obrigacional, seja ela obrigação de dar, fazer, não fazer. 
 
b) Prova do pagamento 
O meio mais comum de provar o adimplemento da obrigação é através do termo de 
quitação que deverá ser emitido pelo credor no momento da satisfação do seu crédito. Caso o credor 
se recusar a emitir o recibo de quitação surge o direito subjetivo do devedor em reter o pagamento e 
consignar o valor em juízo. A recusa injustificada à quitação induz o credor em mora diante do 
disposto do art. 394 do CC/02. 
Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o 
pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a 
lei ou a convenção estabelecer. 
No entanto, diante da redação do art. 320 do CC/02 percebemos que a quitação poderá ser 
dada por instrumento particular, mesmo que o contrato seja solene ex lege, bastando apenas que 
estejam presentes todos os elementos identificadores como: valor, identificador do devedor, tempo do 
pagamento, assinatura do credor. Ainda, a quitação poderá ser provada por outros meios elencados no 
art. 212 do CC/02. 
Art. 320. A quitação, que sempre poderá ser dadapor instrumento 
particular, designará o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, 
ou quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do 
credor, ou do seu representante. 
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato 
jurídico pode ser provado mediante: 
I - confissão; 
II - documento; 
III - testemunha; 
IV - presunção; 
V - perícia. 
 
 
 
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Tratando-se de pagamento de prestações sucessivas, a quitação da última presume o 
pagamento das anteriores, mas essa presunção é relativa, invertendo-se o ônus da prova que, 
agora, recairá ao credor provar do inadimplemento (descumprimento) parcial. 
Ademais, se a quitação se deu sem reservas de juros presumem-se pagos, pois a natureza 
jurídica dos juros é de frutos civis e, portanto, devem acompanhar o principal como acessório. 
Assim, imputa-se primeiro o pagamento dos juros vencidos para, somente, depois adimplir o restante 
da obrigação. 
Ainda, poderá ocorrer a devolução do título ao devedor, presumindo-se o pagamento da 
obrigação podendo, também, configurar remissão de dívida conforme art. 324 c/c art. 386, ambos do 
CC/02. 
Art. 324. A entrega do título ao devedor firma a presunção do 
pagamento. 
Art. 386. A devolução voluntária do título da obrigação, quando 
por escrito particular, prova desoneração do devedor e seus co-obrigados, se o 
credor for capaz de alienar, e o devedor capaz de adquirir. 
Ao contrário da presunção relativa encontrada nos arts. 322, 323 e 324, todos do CC/02, a 
quitação concedida por instrumento público terá aptidão de fazer prova plena consoante art. 215 do 
CC/02, salvo se provado a falsidade material ou ideológica posteriormente. 
Art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é 
documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. 
c) Local do pagamento 
A regra esculpida no art. 327 do CC/02 é da chamada dívida quesível (quer? Então vem 
buscar!), ou seja, cabe ao credor procurar o devedor para obter o adimplemento. A distinção entre as 
dividas quesíveis ou portáveis tem relevante importância no campo da mora, pois o fundamento da 
definição do local de pagamento está na fixação do ônus de buscar ou não o pagamento. 
Art. 327. Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor, salvo 
se as partes convencionarem diversamente, ou se o contrário resultar da lei, 
da natureza da obrigação ou das circunstâncias. 
Assim, o devedor somente sofrerá as consequências da mora quando o credor perseguir a 
prestação e aquele a recusar, portanto, a mora do devedor na dívida quesível não é automática. 
Contudo, no caso do credor desidioso em cobrar o seu crédito poderá ser constituído em 
mora pelo devedor através da ação de consignação em pagamento previsto no art. 335 do CC/02. 
Art. 335. A consignação tem lugar: 
I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o 
pagamento, ou dar quitação na devida forma; 
II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, 
tempo e condição devidos; 
III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado 
ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil; 
IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o 
objeto do pagamento; 
V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento. 
 
 
 
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Por outro lado, tratando-se de obrigações portáveis, a mora opera-se automaticamente, 
nos contratos escritos, nos casos de omissão do devedor em levar o pagamento até o credor na data e 
local estipulado nos termos da obrigação. 
Tratamento diferenciado foi conferido pelo Código de Defesa do Consumidor ao estipular 
como abusiva a eleição de foro da sede do fornecedor nos contrato de adesão no caso em que o foro 
eleito resultar em frustração do devedor ao buscar acesso ao poder judiciário. 
No entanto, três casos foram excepcionados pelo art. 327 do CC/02, em que restará 
indisponível a escolha de domicílio contratual quais sejam: i) resultar da vontade da lei; ii) da 
natureza da obrigação; c) conforme as circunstâncias. 
d) Tempo do pagamento 
Analisando os art. 134 c/c 331, ambos do CC/02, percebemos que as obrigações sem 
prazo são imediatamente exequíveis, salvo se providas de termo ou condição ainda não satisfeitas. Já 
as obrigações com prazo definido para o seu adimplemento a dívida será exequível quando do seu 
vencimento. No entanto, em alguns casos, a lei tratou de fixar prazos para o adimplemento das 
obrigações operando-se como termo legal a exemplo do contrato de mútuo em dinheiro, comodato e 
cobrança de aluguel. 
Art. 134. Os negócios jurídicos entre vivos, sem prazo, são 
exeqüíveis desde logo, salvo se a execução tiver de ser feita em lugar diverso 
ou depender de tempo. 
Art. 331. Salvo disposição legal em contrário, não tendo sido 
ajustada época para o pagamento, pode o credor exigi-lo imediatamente. 
 
Assim, quando existir previsão contratual de termo, a pretensão ao crédito ficará 
suspensa até a sua implementação, ou seja, até a data do vencimento. Mas, caso o devedor seja 
compelido a pagar antes da data do vencimento sujeitará o credor as sanções do art. 939 do CC/02 
por configurar ato ilícito na modalidade abuso do direito previsto no art. 187 do CC/02. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao 
exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico 
ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Art. 939. O credor que demandar o devedor antes de vencida a 
dívida, fora dos casos em que a lei o permita, ficará obrigado a esperar o 
tempo que faltava para o vencimento, a descontar os juros correspondentes, 
embora estipulados, e a pagar as custas em dobro. 
Mas, há situações previstas no art. 333, I, II, III, do CC/02 em que ocorrerá o vencimento 
antecipado da dívida, pois se presume a exigibilidade dos créditos ao tempo da execução será 
frustrada por falta de solvabilidade. 
Porém, a insolvência de um devedor nas obrigações em que houver solidariedade no polo 
passivo (devedor), não importará o vencimento antecipado da dívida em relação aos demais 
devedores solvente. 
Art. 333. Ao credor assistirá o direito de cobrar a dívida antes de 
vencido o prazo estipulado no contrato ou marcado neste Código: 
I - no caso de falência do devedor, ou de concurso de credores; 
II - se os bens, hipotecados ou empenhados, forem penhorados em 
execução por outro credor; 
 
 
 
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III - se cessarem, ou se se tornarem insuficientes, as garantias do 
débito, fidejussórias, ou reais, e o devedor, intimado, se negar a reforçá-las. 
 
Parágrafo único. Nos casos deste artigo, se houver, no débito, 
solidariedade passiva, não se reputará vencido quanto aos outros devedores 
solventes. 
 
4.5. Inadimplemento da obrigação de dar 
As obrigações nascem para serem cumpridas e, naturalmente, a extinção das obrigações é 
fato esperado e previsto. Mas, ocorre que a obrigação de dar, fazer ou não fazer nem sempre são 
cumprida nos exatos termos entabulado e, consequentemente, gerando o inadimplemento absoluto 
ou a mora. 
Portanto, o inadimplemento no direito das obrigações configura um ato ilícito contratual, 
pois a conduta violou um negócio jurídico pactuado. No entanto, não podemos confundir com a 
definição do ato ilícito previsto nos art. 186 e 187 do CC/02, pois estes estão atrelados ao ilícito 
extracontratual gerando responsabilidades pelo art. 927 do CC/02. Contudo, iremos dividir o estudo 
do inadimplemento das obrigações em pontos específicos. 
 
a) Inadimplemento absoluto: éo caso em que a obrigação não foi cumprida e, também, 
não poderá ser. Assim, é a completa impossibilidade de cumprimento da obrigação. Portanto, sendo o 
inadimplemento um ato ilícito genérico, o art. 389 do CC/02 cumulou o inadimplemento absoluto 
com perdas e danos do art. 402 do CC/02, salvo se o devedor justificar que a impossibilidade se deu 
por caso fortuito ou modificação objetiva do negócio jurídico, então, trata-se de culpa latu sensu. Tal 
perquirição da culpa é importante na quantificação da responsabilidade nos casos de contratos 
onerosos ou benéfico consoante art. 392 do CC/02. Por fim, o inadimplemento absoluto poderá ser 
realtivo ao objeto da relação ou ligado aos interesses do credor. 
Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por 
perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais 
regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. 
a.1) inadimplemento absoluto pelo objeto da prestação: nesse caso, o 
inadimplemento poderá ser perda total ou parcial da prestação. 
Será total quando houver perecimento da coisa, assim, ao credor caberá indenização 
substitutiva da coisa perecida. Por outro lado, será parcial quando houver deteriorização da coisa 
possibilitando duas alternativas ao credor, a primeira, poderá pedir indenização, pois não está 
obrigado a receber coisa diversa, consoante art. 313 do CC/02. A segunda, poderá receber a coisa 
deteriorizada acrescida de indenização complementar do art. 236 do CC/02. 
 
Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da 
que lhe é devida, ainda que mais valiosa. 
Art. 236. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o 
equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a 
reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos. 
Mas, é preciso ter atenção para verificar se a impossibilidade da prestação ocorreu 
posteriormente ao negócio jurídico, pois caso a impossibilidade já era existente ao tempo do negócio 
jurídico será caso de invalidade de todo o negócio com fundamento no art. 166, II do CC/02. 
 
 
 
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Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando: 
II - for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto; 
Ainda, não se pode sustentar inadimplência pela perda da coisa antes da 
concentração/individualização no caso das obrigações de dar coisa incerta, por o gênero não perece 
consoante art. 246 do CC/02. 
Art. 246. Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou 
deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito. 
 
a.2) inadimplemento absoluto por interesse do credor: o inadimplemento, nesse caso, 
deriva da ausência de interesse do credor em receber a prestação configurando a transformação da 
mora em inadimplemento absoluto. 
Ainda, a ausência de interesse é fundamentada na completa perda da necessidade e 
utilidade da coisa em fase do descumprimento. Assim, nas obrigações de não fazer, conhecida com 
obrigações negativas, prevista no art. 390 do CC/02, o inadimplemento absoluto se opera ex lege, 
pois não há possibilidade de incidir em mora. 
Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido por 
inadimplente desde o dia em que executou o ato de que se devia abster. 
Portanto, o descumprimento culposo na obrigação de não fazer garantirá o credor o 
direito apenas em perdas e danos. 
Especial atenção para as obrigações pecuniárias puras como espécie de obrigação de dar 
coisa, pois, via de regra, não há perecimento ou deteriorização da obrigação. 
 
a.3) inadimplemento absoluto x caso fortuito e a força maior: o art. 393 do CC/02 
disciplina a desoneração do devedor no caso de caso fortuito ou força maior, possibilitando a 
resolução da obrigação, sem direito a perda e danos, consoante art. 234 do CC/02, desde que a 
inexecução tenha sido involuntária, pois se de alguma forma o devedor contribuiu de forma 
negligente auxiliando a posterior verificação do fortuito este não será isentado da responsabilidade. 
Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de 
caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles 
responsabilizado. 
Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem 
culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica 
resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do 
devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos. 
 
Porém, há caso em que é possível a responsabilização mesmo sobrevindo fato excepcional 
por: i) convenção entre as partes; ii) ocorrência do fortuito durante o período em mora; iii) 
responsabilidade civil por fortuito interno. 
Art. 399. O devedor em mora responde pela impossibilidade da 
prestação, embora essa impossibilidade resulte de caso fortuito ou de força 
maior, se estes ocorrerem durante o atraso; salvo se provar isenção de culpa, 
ou que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse oportunamente 
desempenhada. 
 
 
 
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b) Mora: é uma espécie de inadimplemento das obrigações, no entanto, não produzem o 
efeito da resolução da relação obrigacional, pois ainda é possível o seu cumprimento. Portanto, a mora é 
qualquer situação em que a prestação não é cumprida de forma exata, mas ainda interessa que seja 
cumprida. 
Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o 
pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a 
lei ou a convenção estabelecer. 
b.1) Mora do devedor: o descumprimento da obrigação pelo devedor requer a cumulação 
de dois requisitos: i) a imperfeição do cumprimento da obrigação; ii) culpa do devedor. 
Cabe relembrar que o instituto da mora nas obrigações de não fazer é automática 
gerando inadimplemento absoluto (art. 390, CC/02). 
Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido por 
inadimplente desde o dia em que executou o ato de que se devia abster. 
Contudo, a mora aqui estudada é das obrigações de dar ou de fazer, pois são obrigações 
positivas. Portanto, a mora do devedor acarretará a responsabilização pelo atraso no cumprimento da 
prestação cumulada com o dever de indenizar previsto no art. 395 do CC/02, mesmo que ela resulte do 
caso fortuito ou força maior por disposição do art. 399 do CC/02, fato conhecido como perpetuação 
da obrigação pelo perecimento do objeto. Por fim, pelos ditames do art. 234 do CC/02, a perda da 
coisa importará em resolução da obrigação. 
Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der 
causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais 
regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. 
Art. 399. O devedor em mora responde pela impossibilidade da 
prestação, embora essa impossibilidade resulte de caso fortuito ou de força 
maior, se estes ocorrerem durante o atraso; salvo se provar isenção de culpa, 
ou que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse oportunamente 
desempenhada. 
Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem 
culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica 
resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do 
devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos. 
 
b.2) Mora do credor: o art. 400 do CC/02 disciplina que é a recusa imotivada do credor 
em receber a prestação ofertada pelo devedor, no tempo, lugar e modo convencionado o constitui em 
mora. 
Art. 400. A mora do credor subtrai o devedor isento de dolo à 
responsabilidade pela conservação da coisa, obriga o credor a ressarcir as 
despesas empregadas em conservá-la, e sujeita-o a recebê-la pela estimação 
mais favorável ao devedor, se o seu valor oscilar entre o dia estabelecidopara 
o pagamento e o da sua efetivação. 
Para isso, é preciso que a oferta do devedor seja correspondente ao devido. Nesse caso, 
basta à atitude injustificada do credor em receber a prestação. Portanto, as consequências da mora do 
credor acarretará a isenção da responsabilidade do devedor pela conservação da coisa, a obrigação de 
ressarcir as despesas efetuadas pelo devedor com a conservação da coisa e a obrigação do credor em 
receber a prestação pela estimação mais favorável ao devedor, em caso de oscilação de valores. 
 
 
 
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Por fim, a demonstração da oferta libera o devedor dos efeitos da mora, mas não da 
prestação em si podendo realizar consignação em pagamento pelo art. 335 do CC/02. 
 
b.3) Da constituição da Mora: a constituição da mora poderá ocorrer em duas situações. 
Na primeira, já está fixada termo final na própria obrigação, sendo assim o 
descumprimento após o termo fixado induzirá a mora automática, não necessitando de provocação 
do credor, operando de pleno direito na forma ex re. 
Nesse sentido, o termo interpela em lugar do credor, salvo nos casos de dívida quesível 
em que o local do pagamento é o domicílio do devedor, nesse caso enquanto o credor não se dirigir 
para buscar o pagamento não poderá a mora ex re ser constituída. 
Em segundo, não havendo prazo estipulado na relação obrigacional a mora será ex 
persona, pois somente se aperfeiçoa por provocação do credor mediante interpelação judicial ou 
extrajudicial, conforme dispõe o art. 397, parágrafo único do CC/02. 
Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu 
termo, constitui de pleno direito em mora o devedor. 
Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante 
interpelação judicial ou extrajudicial. 
Contudo, o CC/02 não estipulou prazo para a interpelação do devedor ficando ao crivo da 
razoabilidade e proporcionalidade, salvo previsão em legislação especial de micro sistemas jurídicos. 
Como reflexo da mora ex persona, o marco inicial dos juros resultará da interpelação judicial ou 
extrajudicial, tendo à citação a função apenas de constituir litigiosa a coisa. 
Por outro lado, tratando-se de mora ex re (termo interpela o homem) os juros moratórios 
começam a fluir a contar do termo do pagamento e não da interpelação judicial ou extrajudicial. 
Ainda, nas obrigações originadas de atos ilícitos de responsabilidade extracontratual é 
dispensada a notificação do causador do dano, trata-se de mora presumida por disposição do art. 398 
do CC/02 sendo, portanto, o marco de fruição dos juros moratórios o próprio evento danoso. 
Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o 
devedor em mora, desde que o praticou. 
Então, diante da regra geral prevista no art. 405 do CC/02 em que os juros moratórios 
devem ser contados desde a citação inicial deve ser excepcionada nas seguintes hipóteses: 
i) do art. 397 diante da mora ex re e da mora ex persona com interpelação anterior ao 
processo e, 
ii) também, do art. 398 diante da mora presumida por ato ilícito extracontratual. 
Art. 405. Contam-se os juros de mora desde a citação inicial. 
 
b.4) Da purgação da Mora: o instituto da mora configura-se pela inadimplência da 
obrigação quando a prestação ainda pode ser cumprida pelo devedor e hígido o interesse do credor. 
Assim, nos casos de inadimplemento absoluto não há que se falar em purgação da 
mora, apenas em perdas e danos. 
Purgação da mora (inadimplemento absoluto) significa fazer desaparecer o estado de 
atraso no cumprimento da obrigação, mas não se identifica com o cumprimento da própria obrigação. 
Contudo, o CC/02 no art. 401 disciplinou os requisitos para a purgação da mora. 
 
 
 
 
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Art. 401. Purga-se a mora: 
I - por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a 
importância dos prejuízos decorrentes do dia da oferta; 
II - por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento 
e sujeitando-se aos efeitos da mora até a mesma data. 
 
b.4.1) Purgação da Mora pelo devedor: o devedor deverá oferecer a prestação 
originária juntamente com o valor da eventual perdas e danos verificado até a data da oferta da 
purgação ou o valor da perdas e danos fixado pela pena convencional moratória do art. 411 do CC/02. 
Art. 411. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de mora, 
ou em segurança especial de outra cláusula determinada, terá o credor o 
arbítrio de exigir a satisfação da pena cominada, juntamente com o 
desempenho da obrigação principal. 
Ainda, a essa oferta deve ser acrescida os juros moratórios legais ou contratuais, 
consoante art. 404 do CC/02. 
Art. 404. As perdas e danos, nas obrigações de pagamento em 
dinheiro, serão pagas com atualização monetária segundo índices oficiais 
regularmente estabelecidos, abrangendo juros, custas e honorários de 
advogado, sem prejuízo da pena convencional. 
Caso o credor entender por critérios objetivos que a prestação perdeu a sua finalidade 
originária e não houver mais interesse no seu adimplemento inibir-se-á a purgação da mora, pois a 
obrigação revestiu-se de inadimplemento absoluto. O devedor poderá purgar a mora, inclusive 
durante a fase processual, desde que permaneça hígida a utilidade da prestação primária em proveito 
do credor. 
Portanto, a resolução do contrato não ocorre automaticamente, salvo se houver 
clausula resolutiva expressa conforme art. 474 do CC/02. 
Art. 474. A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito; a 
tácita depende de interpelação judicial. 
 
b.4.2) Purgação da Mora pelo credor: naturalmente, a purgação da mora pelo credor 
ocorrerá quando este receber o pagamento ofertado pelo devedor, além de reembolsar as despesas 
pela conservação da coisa. Porém, o devedor poderá utilizar-se da consignação em pagamento para 
alcançar a liberação da obrigação e, neste caso, se o credor aceitar o valor depositado deverá, ainda, 
ressarcir o devedor com eventuais despesas e encargos suportados pelo devedor. 
 
5. Meios indiretos de adimplemento (cumprimento) 
A extinção da obrigação pelo pagamento ordinário é a consequência lógica no direito 
obrigacional, porém há situações em que a extinção da obrigação não se dará pelo pagamento 
ordinário, mas pelas vias indiretas gerando o mesmo resultado que o pagamento de extinção das 
obrigações. Assim, estudaremos agora os institutos de cumprimento indireto da obrigação previstos 
nos artigos 334 a 388 do CC/02. 
 
 
 
 
 
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5.1. Pagamento em consignação 
A consignação em pagamento é uma forma indireta de substituição do pagamento, mas 
não é sinônimo de pagamento, sendo que a discussão principal da consignação está justamente em sua 
eficácia liberatória para o devedor quando realiza o depósito. 
Conforme o § 3º do art. 890 do CPC, depois de cientificado o devedor da recusa do credor 
em receber o depósito bancário, terá o prazo de 30 dias para ajuizar a ação de consignação em 
pagamento, expirado esse prazo o deposito perde eficácia, mas não impede que o devedor realize novo 
depósito. 
A sentença de procedência na ação de consignação em pagamento é de natureza 
declaratória e a eficácia liberatória do depósito terá efeitos retroativos a sua data, não se confundindo, 
portanto, com a data de requerimento de consignação. 
Além do mais, o efeito principal do depósito é a transferência dos riscos (deteriorização ou 
perecimento do objeto) do devedor para o credor com força no art. 400 do CC/02, desde que a 
obrigação seja viável para o credor e que não tenha a mora sido transformadaem inadimplemento 
absoluto. 
 Naturalmente, na consignação em pagamento teremos os legitimados ativos e passivos. 
No primeiro caso, são o devedor ou o seu representante legal, judicial ou convencional os 
legitimados ativos, lembrando que pela regra do art. 304, parágrafo único do CC/02, o terceiro 
interessado ou o terceiro não interessado somente terão legitimidade quando pagarem em nome do 
devedor. 
Já no segundo caso, o legitimado passivo será o credor ou o seu representante, 
consoante art. 308 do CC/02. Importante salientar que havendo solidariedade passiva a consignação 
poderá ser direcionada a qualquer dos credores, por outro lado, se a obrigação for indivisível, com 
pluralidade de credores, o depósito deverá ser direcionado contra todos os credores, pois a 
indivisibilidade é do objeto e a solidariedade é dos sujeitos. 
Superado o ponto da legitimidade, resta-nos observar a consignação em relação ao objeto 
da obrigação, pois o depósito será da coisa devida em sua integralidade não sendo possível o 
pagamento parcial da obrigação, salvo se o credor aceitar. 
Como consectário lógico, não caberá consignação em pagamento nas obrigações de fazer 
ou não fazer, pois a regra do art. 334 do CC/02 não abrange as obrigações negativas. 
Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a obrigação, o 
depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, nos casos e 
forma legais. 
Com o julgamento procedente da consignação, diante do deposito realizado no local 
adequado, extinguir-se-á a obrigação exonerando o devedor a contar do depósito. Por outro lado, o 
efeito do julgamento improcedente será a não extinção e tão pouco a liberação do devedor da 
obrigação. 
 
5.2. Pagamento com sub-rogação 
Genericamente sub-rogação significa substituição ou modificação. Na concepção do 
CC/02, iremos estudar a sub-rogação dividida em duas modalidades: i) pessoal; ii) real. 
A sub-rogação pessoal leva em consideração a qualidade de credor que pagou a 
obrigação de outrem ocupando o lugar do credor originário o qual sairá da relação primitiva por ter o 
seu crédito satisfeito. Nesse caso, a extinção da obrigação ocorre somente em relação ao credor 
originário, pois o devedor permanece ligado agora ao novo credor. 
 
 
 
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Já a segunda modalidade – sub-rogação real -, a substituição ocorrerá no objeto quando 
titular de direito real transferir vínculo de propriedade ligado a um imóvel para outro imóvel. Sob o 
enfoque processual, o procedimento de sub-rogação real será de jurisdição voluntária por força do inc. 
II do art. 1.112 do CPC. 
 Art. 1.112. Processar-se-á na forma estabelecida neste Capítulo o 
pedido de: 
 II - sub-rogação; 
 
Na esteira do art. 346 CC/02, temos a sub-rogação legal caracterizada pela dispensa da 
manifestação de vontade das partes e estão taxativamente previstas nos seus incisos I, II e III. 
Art. 346. A sub-rogação opera-se, de pleno direito, em favor: 
I - do credor que paga a dívida do devedor comum; 
II - do adquirente do imóvel hipotecado, que paga a credor 
hipotecário, bem como do terceiro que efetiva o pagamento para não ser 
privado de direito sobre imóvel; 
III - do terceiro interessado, que paga a dívida pela qual era ou 
podia ser obrigado, no todo ou em parte. 
Já nos incisos I e II do art. 347 do CC/02, temos a sub-rogação convencional que resulta 
do pagamento do débito por um terceiro desinteressado que não tinha relação de direito material 
ligado ao credor ou devedor. Via de regra o terceiro desinteressado quando ingressa numa relação 
jurídica teria direito somente ao reembolso do que pagou por força do art. 305 do CC/02. 
No entanto, essa regra encontra duas exceções que estão disciplinadas pelos inciso I e II do 
art. 347 do CC/02, em que o terceiro desinteressado terá direito de sub-rogar-se na qualidade de 
credor. Neste caso, o instituto do reembolso converte-se em sub-rogação. 
 
Art. 347. A sub-rogação é convencional: 
I - quando o credor recebe o pagamento de terceiro e 
expressamente lhe transfere todos os seus direitos; 
II - quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa 
para solver a dívida, sob a condição expressa de ficar o mutuante sub-rogado 
nos direitos do credor satisfeito. 
 
Especial atenção para não confundir sub-rogação com cessão de crédito, pois este último é 
uma forma de transmissão da obrigação como forma de circulação de créditos, já no caso da sub-
rogação o interesse maior é o adimplemento da obrigação satisfazendo o credor primário e a 
recuperação do que foi despendido pelo terceiro. Ainda, o credor sub-rogado corre o risco do devedor 
se tornar insolvente não assistindo qualquer direito de garantia junto ao antigo credor, pois o 
pagamento é pro soluto. 
Assim, a garantia é pela existência do crédito e não pela solvência do crédito, salvo se o 
credito não existia ao tempo da transferência, cabendo opor ação de repetição de indébito com 
fundamento no enriquecimento ilícito. 
Por fim, percebe-se como principais efeitos da sub-rogação o (i) liberatório diante da 
exoneração do credor originário e o (ii) translativo pela mudança de credor que ingressa na relação. 
Cabendo salientar a grande diferencia entra sub-rogação e novação, pois na primeira subsistem os 
 
 
 
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creditos e os seus acessórios como garantias acessórias pessoais, cláusula penal e garantias reais, 
enquanto na segunda o crédito é extinto surgindo uma nova relação obrigacional. 
É importante manter a clareza desses conceitos tendo em vista que processualmente os 
efeitos serão diferentes, pois não há fungibilidade entre a denunciação e o chamamento ao processo. 
Na denunciação o denunciado não tem nenhuma relação jurídica material com o 
denunciante, ingressando, portanto, no feito como assistente e não como litisconsorte a exemplo das 
seguradoras de veículos. 
Já no chamamento ao processo os chamados possuem vínculos jurídicos a exemplo dos 
devedores solidários e fiadores. 
 
5.3. Pagamento imputação do pagamento 
Os requisitos para a imputação do pagamento são a pluralidade de débitos, identidade de 
credores e devedores, débitos da mesma natureza desde que líquidos e vencidos, suficiência de 
credito para o pagamento total e extinção de qualquer débito. 
Preenchidos todos os requisitos quanto a imputação do pagamento e havendo resistência 
do credor em aceitar poderá o devedor consignar em pagamento constituindo em mora o credor por 
força do art. 335, inciso I do CC/02, com aplicação cumulativa do art. 400 do mesmo diploma legal. 
Consequentemente, não será admitido pagamento parcial de apenas um dos débitos, 
pois o credor não está obrigado a receber partes da obrigação por força do art. 314 do CC/02, assim, o 
valor deve ser suficiente para pagar pelo menos a integralidade de uma das prestações. 
Quanto a pluralidade de débitos salientamos que se trata de obrigação de dar coisa certa, 
pois o credor não está obrigado a receber coisa diversa do que fora ajustado, salvo se aceitar a coisa 
diversa, consoante art. 313 do CC/02, e caso aceite coisa diversa como substituição do pagamento, 
então, não poderemos mais falar em imputação do pagamento, mas sim, em dação em pagamento 
com fulcro no art. 356 do CC/02. 
A regra é que a imputação seja feita pelo devedor, mas diante da omissão do devedor 
poderá o credor exercer o direito potestativo. No entanto, haverá imputação legal determinada pelo 
art. 355 do CC/02 quando não houver imputação convencional nem ao devedor nem ao credor. 
Art. 355. Se o devedor não fizer a indicação do art. 352, e a 
quitação for omissa quanto à imputação, esta se fará nas dívidas líquidas e 
vencidas em primeiro lugar. Se as dívidasforem todas líquidas e vencidas ao 
mesmo tempo, a imputação far-se-á na mais onerosa. 
 
5.4. Dação em pagamento 
A dação em pagamento é uma modalidade de adimplemento indireto extintiva da 
obrigação quando o credor receber objeto diverso ao da prestação originariamente pactuada com 
força no art. 356 do CC/02. 
Art. 356. O credor pode consentir em receber prestação diversa da 
que lhe é devida. 
No entanto, caso o objeto seja substituído por dinheiro não será mais dação em 
pagamento, pois estará configurada indenização pela perda da coisa servindo o pagamento como 
ressarcimento por disposição do art. 947 do CC/02. 
 
 
 
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Art. 947. Se o devedor não puder cumprir a prestação na espécie 
ajustada, substituir-se-á pelo seu valor, em moeda corrente. 
Assim, a coisa nova dada em substituição pode ser bem móvel, imóvel ou direito sobre o 
bem como usufruto de imóvel. Nesse diapasão, não importa que a coisa valha mais ou menos do que a 
quantia devida, sendo vedado ao credor exigir a diferença se a coisa substituta valer menos, restando-
lhe apenas dar quitação parcial. Por outro lado, caso a coisa substituta tenha valor superior o 
devedor não terá direito a exigir a restituição do excedente. 
Por disposição do art. 357 do CC/02 a dação de pagamento terá disposição de contrato 
real sendo, então, necessário a tradição ou o registro para a sua perfeição. Ressalta-se que se a 
obrigação originária tinha como garantia a caução acessória como a fiança, esta não se restabelece no 
caso de evicção da coisa dada pelo devedor por força do inc. III do art. 838 c/c art. 359 ambos do 
CC/02, portanto, quando a obrigação resurge, resurge sem o fiador. De forma semelhante, o devedor 
também será responsável pelos vícios redibitórios tratando-se de contrato comutativo por força do 
art. 441 do CC/02. 
Art. 838. O fiador, ainda que solidário, ficará desobrigado: 
III - se o credor, em pagamento da dívida, aceitar amigavelmente 
do devedor objeto diverso do que este era obrigado a lhe dar, ainda que depois 
venha a perdê-lo por evicção. 
Art. 359. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, 
restabelecer-se-á a obrigação primitiva, ficando sem efeito a quitação dada, 
ressalvados os direitos de terceiros. 
 
Especial importância em lembrar que a dação em pagamento é vedada em algumas 
situações por expressa disposição de lei a exemplo da cláusula comissória originária nos contratos de 
hipoteca, penhor, anticrese e propriedade fiduciária. Nesses casos é vedada ao credor a possibilidade 
de ficar com o bem dado em garantia no caso de inadimplência do devedor, mas nada impede que após 
o inadimplemento o objeto seja dado voluntariamente pelo devedor como forma de dação em 
pagamento. 
 
5.5. Novação 
Novação é a criação de uma nova relação obrigacional com objetivo de extinguir a relação 
anterior. Possui natureza jurídica negocial e jamais será imposta por lei não havendo novação legal, 
mas o CC/02 admite a novação tácita desde que a manifestação das partes sejam inequívocas 
excluindo, nesse caso, o silêncio das partes. Portanto, é modo extintivo não satisfatório vez que não 
conduz a imediata satisfação do crédito. 
A perfeição da novação ocorre quando houver obrigação anterior válida cumulada com 
acordo entre as parte com animus novandi. Assim, se não houver débito primitivo a novação será 
inexistente. 
Por outro lado a alteração de prazos ou condições acessórias de pagamento não importa 
em novação, assim como, também, a mudança do local do cumprimento, aumento ou diminuição das 
garantias. 
Do ponto de vista objetivo as partes originárias contraem nova dívida objetivando a 
extinção e a substituição da dívida anterior mantendo as mesmas partes com alteração apenas no 
objeto da prestação. Agora, do ponto de vista subjetivo haverá a criação de uma nova relação 
obrigacional com a substituição dos sujeitos ativos (subjetiva ativa) ou passivos (subjetiva passiva) da 
relação primitiva. 
 
 
 
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No primeiro caso – novação subjetiva ativa – será possível alteração do credor mediante 
acordo das partes ficando o devedor quite com o credor originário, assim, ocorrerá a extinção da 
relação primitiva e a criação de um novo vínculo com o novo credor sem as garantias e os acessórios 
da obrigação primária, diferenciando-se substancialmente da cessão de crédito ou da sub-rogação 
que além de ocorrer na mesma relação ocorrerá também a mantença dos acessórios, motivo pelo qual 
não é vantajoso novação subjetiva ativa. Por isso, havendo fiança e a nova obrigação seja realizada sem 
o consentimento do fiador, este ficará exonerado por força do art. 366 do CC/02. 
Art. 366. Importa exoneração do fiador a novação feita sem seu 
consenso com o devedor principal. 
No segundo caso – novação subjetiva passiva – haverá a substituição do devedor 
primitivo por um novo devedor pelos modos da expromissão ou delegação. Sendo a expromissão a 
modalidade em que é desprezada a anuência do antigo devedor operada mediante acordo entre o novo 
devedor e o expropriante credor por força do art. 362 do CC/02. 
Art. 362. A novação por substituição do devedor pode ser efetuada 
independentemente de consentimento deste. 
Já na delegação o devedor participa do ato de novação indicando uma terceira pessoa para 
assumir o débito, com o devido consentimento do credor diferindo do pagamento feito por terceiros, 
pois, neste, a dívida é extinta pelo pagamento, enquanto na novação uma nova obrigação é constituída 
com sujeitos diversos. 
 
5.6. Compensação 
Quando duas pessoas foram reciprocamente credor e devedor uma da outra poderão 
adimplir seus débitos por compensação até onde alcançarem desde que ambas as prestações sejam 
homogêneas relacionadas a coisas fungíveis da mesma qualidade, ou seja, café por café. Ainda, as 
prestações precisam ser líquidas e exigíveis. No entanto, esses requisitos podem ser mitigados 
conforme o tipo de compensação. 
A compensação poderá ser convencional quando fundadas nos artigos 369 e 370 do 
CC/02, permitindo autonomia as partes para livre dispor de seu créditos, nesse caso, nada impede que 
as partes compensem débitos ilíquidos, inexigíveis ou mesmo infungíveis desde que não ofendam a 
ordem pública. 
É possível que a compensação seja realizada em juízo, quando o réu alega em contestação 
dívida e/ou crédito a compensar com o autor da demanda. Por último, a compensação legal ocorrerá 
independentemente de qualquer oposição dos interessados extinguindo de pleno direito as dívidas 
recíprocas. Mas, para que ocorra compensação legal de maneira automática é preciso observar os 
requisitos de liquidez e exigibilidade do crédito do débito. 
Ainda, como requisito necessário para a compensação legal é preciso que haja a 
fungibilidade das prestações e reciprocidade das obrigações. 
No entanto, mesmo que presentes os requisitos objetivos e subjetivos para a 
compensação, esta não ocorrerá quando por mútuo acordo prévio entre as partes houver renúncia ao 
direito de compensar diante da possibilidade do art. 375 do CC/02. 
Art. 375. Não haverá compensação quando as partes, por mútuo 
acordo, a excluírem, ou no caso de renúncia prévia de uma delas. 
Ainda, o artigo 373 do CC/02 veda a possibilidade de compensação em três casos: dívidas 
provenientes de esbulho, furto e roubo; obrigações derivadas de comodato, depósito e alimentos; e 
sobre dívidas sobre bens insuscetíveis de penhora. 
 
 
 
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Art. 373. A diferença de causa nas dívidas não impede a 
compensação, exceto: 
I - se provier de esbulho,

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