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7.4. DOROTHEA - Teoria do autocuidado Dorothea Elizabeth Orem nasceu em Baltimore, Maryland, em 1914. Em 1930, período em que a ênfase na profissão era no desenvolvimento das técnicas assistenciais, conclui o Curso de Enfermagem e, em 1939, recebe Bacharelado em Ciência da Educação para a Enfermagem. Em 1945, obtém o Grau de Mestre em Enfermagem na Universidade Católica da América, também na área da docência. Nesta época, tornou-se Diretora da Escola de Enfermagem do Hospital da Providência e Diretora do Serviço de Enfermagem do Hospital de Detroit. Orem ocupou inúmeros cargos públicos, participando em projetos de trei- namento em enfermagem e desenvolvimento de currícuio de enfermagem. De 1949 a 1957 foi assessora de Serviços Institucionais do Conselho de Saúde do Estado de Indiana. Em 1958, começou a trabalhar a questão do autocuidado como conceito para a enfermagem, quando publicou sua proposta. Em 1965, uniu-se a várias enfermeiras influentes para formar o Comitê Modelo de e, em 1968, participa da Conferência do Grupo para o Desenvolvimento da Enfer- 241e Método em Assistência de Enfermagem magem (Nursing Development Conference Group NDCG), com o objetivo de produzir uma estrutura conceitual para a Enfermagem e estabelecer a disciplina de Enfermagem. A partir de 1970, dedicou-se à sua firma de Consultoria Orem e Shilds, em Chevy Chase, Maryland. Em 1971, Orem publicou suas idéias sobre o pro- cesso de enfermagem, em que ela propõe três teorias articuladas, as quais foram mais bem explicitadas em 1985. A terceira edição de sua proposta teórica, em 1980, passa a incluir unidades multipessoais e, em 1985, a concebe como forma- da por três construtos teóricos: autocuidado, déficits de autocuidado e sistemas de en-fermagem. Ela não parou de aperfeiçoar sua proposta, sendo que a edição de seu livro de 1991, traz uma preocupação com a definição das características concretas da prática de enfermagem. O Modelo do Auto-Cuidado de Orem, conforme Figura 10, preconiza que os déficits de autocuidado da pessoa são o resultado de situações ambientais. Há três sistemas dentro deste modelo profissional da prática de Enfermagem, ou seja: Sistema de Enfermagem Compensatório, que fornece o cuidado total, Siste- ma de Enfermagem Parcialmente compensatório, em que o paciente tem parte da do auto-cuidado e Sistema do Cli- ente, com a responsabilidade efetiva do cliente sobre seu auto-cuidado, no qual a enfermeira age como um consultor. A Teoria dos déficits de auto-cuidado delineia a necessidade da inter- venção necessária quando o ser humano não tem competência para executar seu auto-cuidado. A teoria do déficit de Auto-cuidado sustenta que as pessoas procu- ram os cuidados de profissionais porque têm limitações em exercer autocuidado na saúde. As limitações podem resultar de doença, ferimento, ou dos efeitos de testes ou de tratamentos médicos. Duas variáveis afetam estes déficits: compe- tência do cuidado de si mesmo (habilidade) e demandas terapêuticas do autocuidado (as medidas do cuidado requeridas para satisfazer os requisitos exis- tentes). Orem postula a necessidade de planejamento dos sistemas de cuidados, quando as enfermeiras prescrevem, projetam e fornecem os cuidados que relacio- nam as potencialidades do autocuidado do indivíduo e as exigências terapêuticas de auto-cuidado, ou seja, se a intervenção precisa ser de forma totalmente com- pensatória, parcialmente compensatória ou de educação desenvolvimento do ente. A Teoria de auto-cuidado refere-se à prática de cuidados executados 242Maria Tereza Leopardi pelo indivíduo portador de uma necessidade, para manter-se com saúde bem-estar. próprio auto-cuidado e o cuidado dos dependentes são postulados e como comportamentos aprendidos que os indivíduos iniciam e executam em próprio interesse para manter a vida, a saúde e o bem estar. A habilidade do indi- seu víduo de executar o autocuidado é chamada competência para o Os adultos cuidam de si mesmos, assim como dos idosos, das crianças, dos doen- tes e dos que têm incapacidades e, por isto, requerem auxílio profissional, se- gundo Kozier et A Teoria dos sistemas de enfermagem baseia-se nas necessidades e capacidades dos enfermos para a execução de auto-cuidado, o que determinará ou não a necessidade de intervenção de profissionais de enfermagem. 7.4.1. Foco É sobre as necessidades de auto-cuidado do indivíduo e a sua provisão e gerência em uma base contínua de modo a sustentar a vida e a saúde, recuperar da doença ou injúria, e enfrentar seus efeitos. objetivo do autocuidado é forta- lecer o poder de nossos clientes e famílias, segundo interpretação de 7.4.2. Sujeito da ação A relação enfermeiro e cliente foi definida como contratual, formal ou informal, em torno da assistência a ser prestada. A ação do enfermeiro deve ser, pois, deliberada e sistemática, com o objetivo de promover o auto-cuidado, quando o indivíduo é incapaz de realizá-lo por si mesmo. ensino do auto-cuidado é um processo importante para Orem, pois é o que ajuda o indivíduo no ganho de conhecimento sobre seu processo específico de doença é a autopercepção de sinais e sintomas de mudanças indesejáveis em seu corpo. Ensinando o paciente sobre seu corpo, o enfermeiro de que, quando as mudanças ocorrerem, devem procurar ajuda caso não se sintam competentes para se cuidarem. 7.4.3. Demarcação científica Segundo não há limites definidos entre os conceitos, o que cria múltiplas interpretações para muito deles. Orem usa conceitos da teoria dos sis- temas e da teoria do desenvolvimento, de forma inter-relacionada, e vê a pessoa com déficit de autocuidado como dependente socialmente. Ela usa, com mais 243Teoria e Método em Assistência de Enfermagem pro-priedade, os conceitos de necessidades de Henderson, ou da teoria funcional de Abdellah, Beland e outros. A teoria é descritiva (das ações do enfermeiro) a partir da lógica dedutiva. 7.4.4. Alcance e Limites A teoria de Orem vem sendo operacionalizada na pesquisa, prática e ad- ministração, porém, com mais ênfase na prática. Na pesquisa, a teoria tem sido utilizada como base para o desenvolvimento de instrumentos de assistência. Há limitações para seu uso, tanto na prática quanto na pesquisa, pois focaliza na doença e no que já está Não expõe claramente as relações da doença com o ambiente físico ou social. Para ela, as áreas especialmente concernentes à aplicação da suas proposta são: Enfermagem de cuidados diretos (a enfermeira tem o contato direto com cliente ou família) e fornece cuidado ou ensina nas seguintes áreas: Nutrição, Higiene, Mobilidade, Medicação, Comportamentos de Saúde, para manter e/ou realçar a saúde. Gerência do estresse em relação a aspectos que interferem na manutenção e recuperação da saúde, como por exemplo, mudança alimentar, necessi- dade de exercício e da aptidão física, do controle do peso, do controle ambiental social de sistemas de sustentação. 7.4.5. Pressuposições Básicas A enfermagem é um serviço de ajuda deliberado, desempenhado pelos enfermeiros para outras pessoas, por um período de tempo. As pessoas são capazes e desejam desempenhar auto-cuidado para si e para os membros dependentes da família. Auto-cuidado é a parte da vida necessária à saúde, ao desenvolvimento humano e ao bem estar. Educação e cultura influenciam os indivíduos. Auto-cuidado é aprendido através da interação humana e comunicação. Auto-cuidado inclui ações deliberadas e sistemáticas desempenhadas para tornar conhecidas necessidades de cuidado, As pessoas podem ser auto-confiantes e responsáveis por seu próprio auto-cuidado tanto quanto do cuidado a outros na sua família que não 244Maria Tereza Leopardi estão capazes de se cuidarem a si mesmos. As pessoas são indivíduos com identidades, que são distintas dos outros e do seu meio ambiental. 7.4.6. Conceitos Inter-relacionados As três teorias descritas acima focalizam o auto-cuidado, definido como prática de atividades que os indivíduos iniciam e desempenham por seus própri- os meios para a manutenção da vida, saúde e bem estar. Inclui o cuidado dispen- sado a familiares que não possam desempenhar tais cuidados, até que a pessoa que recebe o cuidado torne-se capaz de fazê-lo para si mesmo. O autocuidado promove o desenvolvimento dos seres humanos. Há três categorias conceituais para auto-cuidado, ou seja, a demanda de auto-cuidado, as capacidades para auto-cuidado e o déficit de auto-cuidado. A demanda de autocuidado é a totalidade de ações de auto-cuidado a serem desempenhadas por algum tempo de modo a satisfazer os requisitos de auto- cuidado pelo uso de métodos válidos e séries relacionadas de operações ou ações, de acordo com As capacidades para o auto-cuidado são as possibilida- des de desempenho do indivíduo na satisfação dos requisitos de autocuidado, é o que ele é capaz de fazer. déficit de autocuidado é o conjunto dos requisitos que o indivíduo não pode desempenhar, é o que falta para cobrir suas necessidades de auto-cuidado. Neste caso, outra pessoa deve fazer por ele. A teoria do auto-cuidado postula o cuidado de si e dos dependentes como comportamentos aprendidos que os indivíduos iniciam e executam em seu pró- prio interesse, para manter a vida, a saúde e o bem estar. A habilidade de o indivíduo executar o autocuidado é chamada agência do auto-cuidado ou compe- tência para o autocuidado. As ações necessárias para a manutenção da vida e da saúde são denomi- nadas requisitos de auto-cuidado os quais são de três tipos, com seus su-compo- nentes, como apresentado na Figura 10. Nos requisitos de Desenvolvimento es- tão incluídos os ciclos da vida, tais como gestação, envelhecimento, infância, nudança de status no trabalho, mudança geográfica, e assim por diante. Requisitos de Auto-Cuidado Universal são aqueles comuns a todos as pessoas. Incluem: manutenção de suficiente aporte de ar; 245Teoria e Método em Assistência de Enfermagem manutenção de suficiente aporte de água; manutenção de suficiente aporte de alimentos; provisão de cuidados associados aos processos de eliminação e excreção; manutenção do balanço entre o estar só e a interação social; prevenção de riscos à vida, ao funcionamento e bem-estar do ser humano; promoção do funcionamento e desenvolvimento humano com grupos so- ciais de acordo com grupos sociais de acordo com os potenciais, as limi- tações e desejo humano de ser normal. Figura 10 Modelo geral de Orem Auto-Cuidado Necessidade Capacidade Terapêutica para AC de AC Ações de Auto-cuidado Requisitos de Auto-cuidado Desvios da Saúde Desenvolvimentais Ar Busca de Realização Adaptações às AC de AC situações do Extreção Alimento ciclo vital Modificação do Sono e Autoconceito Busca de Social Desejo de dos efeitos modos Normal da enfermidade de AC 246Maria Tereza Leopardi A saúde é considerada um padrão que é essencialmente do ser humano implicado com seus fazeres e descobertas. Requisitos de Auto-Cuidado de Desenvolvimento são aqueles associa- dos com as circunstâncias que promovem processos de desenvolvimento durante todo o ciclo de vida. São as adaptações necessárias que ocorrem em relação às situações normais ou crises durante o ciclo vital, tais como: infância, adolescência, adultícia e envelhecimento; gravidez e parto; situações de casamento, divórcio ou afastamento, perda de familiares; situações de mudança no curso da vida, mudança no trabalho ou de cida- de, e outros. Requisitos de autocuidado nos desvios de relacionam-se aos de- feitos e desvios da estrutura e da integridade normais que danificam a habilidade de um indivíduo de executar o auto-cuidado. Constituem em necessidades de: a) buscar e assegurar cuidados apropriados, no caso de exposição a agentes físicos ou biológicos específicos, ou às condições ambientais associadas com estados e condições ambientais associadas com es- tados e eventos patológicos humanos, ou quando há evidências de condições genéticas, ou psicológicas que possam produzir ou estar associados com patologia humana; b) ser consciente e observar os efeitos e resultados dos estados e con- dições patológicas; c) efetivamente executar a terapêutica, e as medidas de reabilitação e as medidas de sustentação, para prevenção ou tratamento de tipos específicos de patologias, para a resolução de funções humanas in- tegradas, para a correção de deformidades e sub-normalidades, ou para compensar incapacidades; d) ser consciente e observar ou regular incômodos ou efeitos nocivos das medidas de cuidado desempenhadas ou prescritas pelo médi- e) modificar o auto-conceito (a auto-imagem) para a aceitação de si mesmo como estando em um estado particular de saúde e necessi- tando de formas específicas de cuidados à saúde; f) aprender a viver com os efeitos de estados e condições patológicas e os efeitos do diagnóstico e medidas de tratamento, no estilo de vida que promove desenvolvimento pessoal contínuo. 247Teoria e Método em Assistência de Figura 11 - Quando o indivíduo possui capacidade de auto-cuidado Necessidade de A-C em desvio de saúde Capacidades de Necessidade de A-C A-C universal Figura 12 - Déficit de auto-cuidado, quando indivíduo não possui capacidade suficiente para o auto-cuidado A-C em desvios da saúde Necessidades de Capacidades de A-C A-C Universal 161 Para , aquele que providencia auto-cuidado necessário, para si mesmo ou para outra pessoa, é agente de autocuidado, o qual sempre sofre influ- ências ontogenéticas, culturais e de base experimental. Desta maneira, o enfer- 248Maria Tereza Leopardi meiro pode ser um agente de autocuidado terapêutico, quando um cliente não pode suprir por si mesmo, os cuidados que necessita. Na Figura 11, vemos que o indivíduo pode ter competência para autocuidar-se, mesmo nos desvios de saú- de, total ou parcialmente. Quando o indivíduo tem suas capacidades em déficit, em relação às ne- cessidades, como demonstrado na Figura 12, há necessidade de profissionais para prestarem os cuidados necessários, até que possa cuidar de si mesmo. Na Figura 13 é identificada a intervenção do enfermeiro para equilibrar o sistema, ou seja, suprir os déficits. Os déficits de auto-cuidado da pessoa são o resultado de situações ambientais, de situações específicas de vida, assim como de infor- mação ou desinformação que ela tenha. Ao apoiar a pessoa, Orem preconiza que o enfermeiro deve sempre se orientar para o ensino do auto-cuidado. Figura 13 - Intervenção do enfermeiro Sistemas de A-C em Enfermagem desvios de saúde Capacidades Necessidades de de A-C A-C universal A teoria do déficit do auto-cuidado ensina que as pessoas beneficiam- se dos cuidados porque têm limitações relacionadas com a saúde e não podem suprir o autocuidado. As limitações podem resultar da doença, ferimento, ou dos efeitos de testes ou de tratamentos médicos. Duas variáveis afetam estes déficits, como já analisado anteriormente: competência de auto-cuidado (habilidade) e demandas terapêuticas do auto-cuidado (as medidas do cuidado requeridas). As ações de enfermagem que fazem parte da teoria dos sistemas de enfer- 249Teoria e Método em Assistência de Enfermagem magem podem ser, então, totalmente compensatórias ou parcialmente compen- satórias, ou ainda de educação. Totalmente compensatórias: quando o enfermeiro supre todos os cuida- dos terapêuticos, ou quando compensa inabilidades do paciente para se engajar no auto-cuidado ou quando o paciente precisa de um guia perma- nente para auto-cuidado, quando os indivíduos são incapazes de contro- lar e monitorar sua informação sobre o ambiente e sobre o processo. Parcialmente compensatórias: quando ambos, enfermeiro e paciente engajam-se em as necessidades de auto-cuidado; os cuidados são projetados para os indivíduos que são incapazes de executar algumas atividades de autocuidado, mas podem desenvolver outras. Sistema educativo e de suporte: o sistema que requer assistência na tomada de decisão, no controle de comportamento e na aquisição de co- Neste sistema, os pacientes podem desempenhar auto-cuida- do com assistência. A teoria do sistema dos cuidados postula que os enfermeiros prescre- vem, projetam, e fornecem os cuidados que relacionam as potencialidades do auto-cuidado 162 do indivíduo e as exigências terapêuticas do autocuidado. Para Orem , Enfermagem é um serviço, uma arte e uma tecnologia. Como serviço, aju- da os seres humanos no desempenho de ações deliberadas e desempenha- das pelo enfermeiro, mantendo ou alterando sua própria competência ou ambiente. Como arte, é a habilidade de assistir pessoas na gerência do autocuidado e, como tecnologia, refere-se ao conjunto de informações sis- tematizadas para a obtenção de resultados. Para ela, os enfermeiros devem reconhecer sempre os direitos dos clien- tes de todas as idades, os quais devem ser informados e serem participantes ativos no cuidado. Antes de discutir o Auto-Cuidado, é importante compreender que papel do enfermeiro profissional é promover e manter sistemas saudáveis, sejam quais forem os requisitos de auto-cuidado, universais, de desenvolvimento ou de desvio da saúde. Auto-cuidado é uma exigência universal para sustentar e promover a vida e a saúde. A competência do indivíduo para o auto-cuidado determina a qualidade de vida e tem um impacto na longevidade. Os enfermeiros ajudam os clientes alcançarem esta competência, por meio da orientação de saúde, com conheci- a mento e motivação, para que as pessoas adotem estilos de vida 250Maria Tereza Leopardi A intervenção é feita através de cinco modos: (a) agir ou fazer para o outro; (b) guiar o outro; (c) apoiar o outro; (d) ensinar o outro; (e) propor- cionar ambiente. Figura 14 - Ações desenvolvidas nos Sistemas de Enfermagem (Fonte: Leahy e Kizilay163 Totalmente Parcialmente Teoria dos Sistemas de Enfermagem e Educação 7.4.7. Metodologia de Assistência de Enfermagem Coleta de dados segundo OREM Queixa principal: Nome: Data de nascimento: Etnia: Estado civil: Data da entrevista: Familiar ou informante: Número de filhos: Tipo de parto: Requisitos Universais Requisitos desenvolvimentais Requisitos de desvios de (necessidades específicas ao saúde (necessidades de AC comuns a todas as pessoas) estágio de vida atual) (necessidades relativas a situação) Ar: Situação de Busca de AC: Água: Incompetência para AC: Excreção: Requerimentos especiais: Alteração do Auto conceito Alimento: requerida: Sono e repouso: Novas habilidades Convívio social: requeridas: Desejo de ser normal: Outras informações específicas 251Teoria e em Assistência de Enfermagem Orem, sendo da escola das necessidades, procura defini-las num contex- to de integração com outros sistemas, numa inter-relação funcional. holismo de Orem não deriva de uma visão de simultaneidade, mas de causalidade. Pode ser definida como uma teoria funcionalista, dentro do modelo médico. Para Orem, o processo de cuidar é um sistema para determinar: a) porque a pessoa precisa de cuidados; b) plano de cuidados; c) implementação dos cuidados. Avaliação: determinação dos requisitos de auto-cuidado: universais, desenvolvimentais e de desvios da saúde e da competência para o auto- cuidado, como proposto no Formulário de Coleta de dados acima. Exame Físico deve identificar, além dos dados anátomo-patológicos, as condições físicas para o auto-cuidado. Diagnóstico é a determinação da demanda terapêutica e dos déficits de auto-cuidado. A classificação diagnóstica também pode seguir os mode- los disponíveis, como o apresentado a seguir. Planejamento consta de definição das ações próprias dos Sistemas de cuidados necessárias ao suprimento da demandas terapêuticas, seja em termos totalmente compensatórios, parcialmente compensatórios ou de suporte e educação; Execução é a mobilização das competências do enfermeiro na execu- ção do cuidado ou ensino do auto-cuidado; Reavaliação: avaliação dos ajustes nas demandas terapêuticas após os cuidados prestados. Para os componentes das demandas terapêuticas e desenvolvi- mento do auto-cuidado dos indivíduos e a operacionalidade de sua capacidade de auto-cuidado são condicionados pelos fatores específicos das pessoas (1) como indivíduos e (2) como membros de unidades societais localizadas no tempo e espaço.

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