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UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO 
CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DA NATUREZA 
 
 
 
 
JÚLIA CAMILE PEREIRA DA SILVA 
ADRIELLY SANTOS DE ARAÚJO 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório de Aulas Práticas de Biologia Célular 
EXPERIMENTO N°3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SENHOR DO BONFIM-BA 
2025 
 
 
JÚLIA CAMILE PEREIRA DA SILVA 
ADRIELLY SANTOS DE ARAÚJO 
 
 
 
 
 
 
 
 
Osmose 
 
 
 
Relatório de prática em laboratório, 
apresentado à disciplina de Biologia Celular, 
do curso de Licenciatura em Ciências da 
Natureza, da Universidade Federal do Vale do 
São Francisco - UNIVASF. 
Professora: Ariana Santos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SENHOR DO BONFIM – BA 
2025
 
 
 
1. Introdução 
 
A osmose é um fenômeno de transporte passivo que ocorre quando moléculas 
de água atravessam uma membrana semipermeável, movendo-se de uma região 
menos concentrada para uma região mais concentrada em solutos, sem gasto de 
energia metabólica (BRASIL ESCOLA, 2024). Esse processo é essencial para o 
equilíbrio hídrico das células, influenciando diretamente o seu volume e a sua 
funcionalidade. Em células vegetais, a entrada ou saída de água pode ocasionar 
modificações estruturais importantes. Quando essas células são expostas a soluções 
hipertônicas, ocorre a perda de água para o meio externo, provocando a retração do 
protoplasma e o afastamento da membrana plasmática da parede celular, processo 
conhecido como plasmólise (ESCOLA EDUCAÇÃO, 2024). Esse fenômeno é visível 
em experiências laboratoriais e demonstra a importância da osmose para a 
manutenção da integridade celular. 
Por outro lado, quando a célula plasmolisada é transferida para uma solução 
hipotônica, a água retorna ao seu interior por osmose, restaurando o volume celular 
original e promovendo o reposicionamento da membrana junto à parede celular, 
processo denominado deplasmólise (MUNDO EDUCAÇÃO, 2024). A deplasmólise 
evidencia a capacidade de reversão da plasmólise em determinadas condições, sendo 
um exemplo didático da dinâmica do transporte de água nas células. O estudo da 
osmose, plasmólise e deplasmólise é fundamental para compreender os mecanismos 
de transporte de substâncias, a fisiologia celular e as respostas adaptativas dos 
organismos frente a diferentes condições ambientais. 
 
 
 
2 Objetivo 
 
O objetivo do experimento é preparar uma lâmina histológica com cebola e 
observar suas células ao microscópio óptico, verificando o processo osmótico. 
 
 
 
3 Materiais e Métodos 
 
3.1 Materiais Utilizados: 
 
•Lâmina de vidro 
•Lamínula (lâmina de vidro fina) 
•Pinça metálica de ponta fina 
•Cebola 
•Papel absorvente (papel higiênico) 
•Pipeta 
•Frasco com água destilada 
•Solução de cloreto de sódio a 5% (10 g de sal de cozinha dissolvido em 200 mL de 
água) 
 
 
3.2. Procedimentos Realizados: 
 
3.2.1. Inicialmente, foram colocadas duas gotas de água destilada sobre a lâmina de 
vidro. 
3.2.2. Em seguida, retirou-se a película da cebola com o auxílio de uma pinça e 
colocou-se sobre as gotas de água na lâmina. 
3.2.3. A lâmina foi coberta com a lamínula (folha de vidro). 
3.2.4. O espécime foi observado no microscópio, inicialmente com aumentos de 100x 
a 400x, sendo registradas imagens do processo. 
3.2.5. A ponta da pipeta, contendo a solução de cloreto de sódio a 5%, foi encostada 
na borda da lâmina. A solução salina foi então gota a gota aplicada, penetrando 
lentamente entre a lâmina e a lamínula. Excesso de solução foi removido com papel 
higiênico. 
3.2.6. Após a adição da solução salina, foi observado foi registrado pelos alunos, e em 
seguida, a ponta da pipeta com água destilada foi novamente colocada na borda da 
lâmina. 
3.2.7. Lentamente, a água foi aplicada, fazendo com que penetrasse entre a lâmina e 
a lamínula e removesse o excesso de solução salina. 
 
 
3.2.8. O excesso líquido foi absorvido com o papel higiênico, e observou-se o que 
ocorreu com materiais sob o microscópio. 
 
 
4 Resultados e Discussão 
 
-Inicialmente, foi realizada a montagem da lâmina contendo a epiderme da cebola, 
onde foi adicionada duas gota de água destilada. A amostra foi observada ao 
microscópio óptico, com aumento progressivo de 100x a 400x. Durante a observação 
da amostra em água destilada, foi possível identificar células vegetais organizadas, 
com a parede celular e citoplasma preenchendo o interior celular. Esse 
comportamento pode ser explicado pelo processo de osmose, em que a água tende 
a entrar na célula, uma vez que o meio interno é mais concentrado em solutos do que 
o meio externo (BATISTA, 2024). Segundo Batista (2024), “a osmose é o movimento 
de água que ocorre dentro das células através de uma membrana semipermeável”, 
onde a água se desloca do meio menos concentrado para o mais concentrado, 
equilibrando os dois lados da membrana. 
 
 
 
 
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Figura 1: Células normais de epiderme de cebola roxa imersas em água destilada. Células íntegras, com membrana plasmática aderida à parede celular (100x).
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Figura 2: Células normais de epiderme de cebola roxa imersas em água destilada, com aumento maior para visualização de detalhes celulares (400x).
 
 
-Posteriormente, foi adicionada uma solução salina (cloreto de sódio a 5%) na 
borda da lamínula, sem a retirada da lâmina do microscópio. Essa solução apresenta 
uma concentração de soluto superior ao meio intracelular, caracterizando um meio 
hipertônico. De acordo com Batista (2024), “em um meio hipertônico, as células 
tendem a encolher, já que perdem água”, processo que ocorre pela osmose, quando 
“as moléculas de água partem de um meio menos concentrado para um meio mais 
concentrado” (BATISTA, 2024). 
Assim, a adição da solução hipertônica promoveu a saída de água do interior 
celular para o meio externo, visando o equilíbrio osmótico. Como consequência, foi 
possível observar a retração do citoplasma e o afastamento da membrana plasmática 
da parede celular, caracterizando um fenômeno conhecido como plasmólise. Esse 
comportamento reforça o conceito de que, em condições hipertônicas, a célula vegetal 
perde água para o meio, diminuindo seu volume interno, como destacado por Batista 
(2024) ao explicar que “em um meio hipertônico, as células tendem a encolher, já que 
perdem água”. 
 
 
 
 
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Figura 3: Células de epiderme de cebola roxa após adição de solução salina a 5% (10g de NaCl em 200mL de água). Observa-se a plasmólise, com retração do citoplasma devido à saída de água da célula.
 
 
-Finalmente, foi adicionada novamente água destilada sobre a lâmina. Após 
alguns minutos, observou-se que várias células readquiriram seu aspecto normal. De 
acordo com Batista (2024), na célula vegetal, quando inserida novamente em um meio 
hipotônico, “a água tende a entrar na célula”, provocando o aumento do volume sem 
causar rompimento devido à presença da parede celular. 
Assim, o experimento permitiu confirmar a ação da osmose em células 
vegetais: a entrada de água em meio hipotônico, a saída de água em meio hipertônico 
e a recuperação do turgor celular após retorno ao meio hipotônico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 4: Células de epiderme de cebola roxa após lavagem com água destilada. Nota-se a reversão parcial da plasmólise, com as células voltando ao seu volume original (100x).
 
 
5 Conclusão 
 
Durante a aula prática realizada, ficou evidente a importância do fenômeno da 
osmose nas células da cebola roxa. A experiência permitiu observar de forma clara 
como a água se movimenta através das membranas celulares em resposta a 
diferentes concentrações de solutos, demonstrando as dinâmicas entre soluções 
hipotônicas e hipertônicas. Em meio hipotônico (água pura), a água entra nas células 
por osmose, aumentando a pressão interna e tornando-as firmes e túrgidas, o que é 
crucial para a sustentação das células vegetais (BRASIL ESCOLA,2025). Ao 
adicionar água pura, observou-se o aumento do turgor celular, enquanto a introdução 
da solução salina resultou em plasmólise, com retração do citoplasma devido à perda 
de água, ilustrando a influência do ambiente externo sobre o equilíbrio hídrico celular. 
Por fim, ao reintroduzir água após a plasmólise, foi possível perceber que 
algumas células recuperaram parcialmente seu estado original. Dessa forma, a prática 
experimental reforçou o entendimento teórico sobre osmose, destacando sua 
relevância para a manutenção da estrutura e funcionamento celular, além de 
demonstrar como o ambiente pode impactar diretamente a integridade das células 
vegetais (BRASIL ESCOLA, 2025). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 Referências 
 
BATISTA, Carolina. Osmose. Toda Matéria, 2025. Disponível em: 
https://www.todamateria.com.br/osmose/. Acesso em: 27 abr. 2025. 
 
BRASIL ESCOLA. Observação de osmose em cebola. Brasil Escola, 2025. Disponível 
em: https://brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino-aprendizagem/observacao-
osmose-cebola.htm. Acesso em: 27 abr. 2025. 
 
ESCOLA EDUCAÇÃO. Plasmólise: conceito e exemplos. Disponível em: 
https://escolaeducacao.com.br/plasmolise/. Acesso em: 27 abr. 2025. 
 
MUNDO EDUCAÇÃO. Deplasmólise. Disponível em: 
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/deplasmolise.htm. Acesso em: 27 abr. 
2025. 
 
https://www.todamateria.com.br/osmose/
https://brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino-aprendizagem/observacao-osmose-cebola.htm
https://brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino-aprendizagem/observacao-osmose-cebola.htm
https://escolaeducacao.com.br/plasmolise/
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/deplasmolise.htm

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