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Mutação, lesão e reparo UNIVERSIDADE POTIGUAR PROCESSOS BIOLÓGICOS PROF. DRª. LUANA QUEIROZ Meta de Compreensão Compreender a estrutura do núcleo celular, a constituição do genoma, bem como o fluxo da informação genética até a síntese proteica. Nosso DNA carrega todas as informações para o funcionamento das células, como se fosse um livro de receitas. Mas, às vezes, erros acontecem, seja por falha natural na replicação do DNA ou por danos externos, como radiação ou substâncias químicas. O que é mutação? O que causa lesão no DNA? Como o DNA é reparado? Todas as mutações são ruins? Mutação 1 25% Mudança natural ou induzida no material genético Mutações gênicas ou pontuais - alterações ao nível de pares de bases Mutações cromossômicas – alterações de maior magnitude MUTAÇÃO Cromossômicas Pontuais 25% Copiem na folha: ATG-CGA-TAC-GGC Construção da Sequência de DNA 📍 TIPOS DE MUTAÇÕES: Substituição (Troca de uma base) → ATG → AAG Inserção (Adição de uma base extra) → TAC → TACC Deleção (Remoção de uma base) → GGA → GA 🎯 Se fosse uma receita de bolo, um erro pequeno alteraria o resultado final? Simulação de Mutações 25% Nem toda mutação é corrigida! Algumas passam despercebidas e podem acumular-se ao longo do tempo. 🔬 Como isso se relaciona com a saúde? Construção da Sequência de DNA Substituição de bases Mutações gênicas ou mutações pontuais Gênicas Transição Substituição de uma base por outra da mesma categoria química: uma purina é substituída por outra purina ou uma pirimidina é substituída por outra pirimidina. Transversão Substituição de uma base de uma categoria química por uma base de outra categoria: uma pirimidina é substituída por uma purina ou uma purina é substituída por uma pirimidina. Em regiões codificadoras •Mutações sinônimas: A mutação muda um códon de um aminoácido por outro códon desse mesmo aminoácido. •Mutações de sentido trocado: O códon para um aminoácido é trocado por outro códon para outro aminoácido. •Mutações sem sentido: O códon para um aminoácido é mudado para um códon de término de tradução (fim). •Erro na matriz de leitura: Alteração dos códons leva a erro na tradução e prejuízo funcional da proteína. Quais são as consequências das mutações pontuais? Pontuais INSERÇÃO E DELEÇÃO (Mutações indel) Em regiões codificadoras Mutações não conservativas podem gerar proteínas incompletas ou mal enoveladas, com prejuízo importante na sua função. Ex.: Anemia falciforme. Quais são as consequências das mutações pontuais? Em regiões não codificadoras Partes de um gene que não codificam diretamente para uma proteína, mas podem conter muitos sítios cruciais de ligação no DNA para proteínas, como a RNA polimerase Exemplo: mudanças no sítio de corte de íntrons e éxons Quais são as consequências das mutações pontuais? Mutações espontâneas x mutações induzidas •Mutações espontâneas: De ocorrência natural, e surgem em todas as células de forma aleatória As mutações espontâneas podem ser provenientes de várias fontes. Uma delas são os erros na replicação do DNA, desencadeando os eventos de transição, transversão, inserção/deleção de bases e mudanças na matriz de leitura •Além dos erros de replicação, as lesões espontâneas - os danos de ocorrência natural no DNA - podem gerar mutações. As mais frequentes são depurinação, desaminação e mudanças tautoméricas Mutações Mutações espontâneas x mutações induzidas •Mutações induzidas - surgem pela ação de alguns agentes chamados de mutágenos, que aumentam a taxa de ocorrência das mutações •Mutágenos são agentes químicos ou físicos que podem causar mutações pela alteração da estrutura ou do pareamento de bases do DNA. •Os mutágenos induzem mutações por três mecanismos principais: - Substituição de base (incorporação de análogos de base) - Alteração química de base, levando a um pareamento errado - Degeneração de base, impedindo o pareamento com qualquer outra base Mutações Mutações cromossômicas - Modificações que afetam a forma ou o número de cromossomos - Pode ocorrer a perda de partes do cromossomo, bem como aumento ou diminuição do número total de cromossomos da célula. - Pode haver, também, duplicação ou inversão de segmentos de um cromossomo. Mutações NUMÉRICAS Aneuploidia: Envolve desvios envolvendo a perda ou ganho de um, ou poucos cromossomos. Ex. Trissomias, Monossomias Mutações cromossômicas - tipos Euploidia: Duplicação de todo o conjunto de cromossomos. Incompatível com a vida Poliploidia: Quando tem 04 ou mais genomas. Incompatível com a vida ESTRUTURAIS — Envolve mudanças na forma do cromossomo 1. Mudanças por deficiência ou deleção Mutações cromossômicas - tipos 2. Mudanças por duplicação ESTRUTURAIS — Envolve mudanças na forma do cromossomo 3. Mudanças por inversão Mutações cromossômicas - tipos 4. Mudanças por translocação Translocação recíprocaTranslocação simples ESTRUTURAIS — Exemplo: Síndrome Cri-du-chat (“miado do gato”) Os afetados se caracterizam por apresentar assimetria facial, com microcefalia (cabeça pequena) e má formação da laringe (daí o choro lamentoso parecido com miado de gato) Mutações cromossômicas - tipos Reparo O DNA é a única molécula que os organismos reparam, em vez de substituir. O mecanismo de reparo baseia-se na informação complementar existente entre as duas cadeias da dupla-hélice. Para cada tipo de alteração do DNA existe um mecanismo de reparação especial, dirigido por um conjunto de enzimas específicas O QUE ACONTECE QUANDO SEU DNA É DANIFICADO? HTTPS://WWW.YOUTUBE.COM/WATCH? V=CLV7XIPHC2E Reparo – DNA polimerase Principal mecanismo de reparo do material genético. A DNA polimerase, diante de um nucleotídeo inserido incorretamente, retrocede e o elimina. Para isso, utiliza a atividade exonucleolítica 3' → 5' de uma de suas subunidades. Uma vez eliminado o nucleotídeo incorreto, a síntese do DNA continua normalmente Reparo – Sistemas de reparo dependentes de homologia Reparo por excisão de base – remoção de bases incorretas/danificadas 1. DNA glicosilases cortam ligações base-açúcar, liberando as bases alteradas e gerando sítios apurínicos ou apirimidínicos (AP). 2. Endonuclease AP corta o filamento danificado antes do sítio AP. 3. Desoxirribofosfodiesterase "limpa“ o arcabouço, removendo um trecho do açúcar-fosfato vizinho ao sítio da lesão. 4. DNA polimerase preenche o espaço com nucleotídeos complementares ao outro filamento. 5. DNA ligase une o novo nucleotídeo ao arcabouço. *Após a revisão do DNA pela DNA polimerase, o reparo por excisão de base é o mecanismo mais importante usado para remover bases incorretas ou danificadas. O principal alvo do reparo por excisão de base é o dano não volumoso a bases. Reparo – Sistemas de reparo dependentes de homologia Reparo por excisão de nucleotídeos Principal sistema envolvido na remoção de lesões volumosas no DNA formadas pela exposição à radiação ou químicos. Há dois tipos de reparo por excisão de nucleotídeos, que diferem de acordo com o reconhecimento do dano: -Reparo por excisão de nucleotídeo acoplado à transcrição (TC-NER) – ativado por complexos de transcrição paralisados - Reparo genômico global (GGR) – ativado por forquilhas de replicação paralisadas Reparo de quebras bifilamentares Junção de extremidades não homólogas (NHEJ). NHEJ é uma via propensa a erro que repara quebras bifilamentares, religando as pontas livres após a quebra da dupla fita Pode haver perca de nucleotídeos Etapas do reparo - Recombinação homóloga 1. Reconhecimento da quebra e pareamento do cromossomo homólogo intacto com o cromossomo que apresenta a quebra dupla 2. Degradação das extremidades danificadas 3. Deslocamento da cromátide-irmã intacta para o sítio a ser reparado 4. A cromátide-irmã serve como molde para síntese de DNA → restaura a sequência original 5. Ligação das extremidades 🧐 Nem toda mutação é ruim, mas quando ocorrem em genes críticos, podem levar a doençasgraves! Referências ROBERTIS, E. M. F., Biologia Celular e Molecular / Edward M. de Robertis, José Hib; tradução Iara Gonzalez Gil, Maria de Fátima Azevedo. 16ª e – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014 GRIFFITHS, A. J. F. et al.; Introdução à genética [tradução ldiliaVanzellotti] - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Mutação, lesão e reparo UNIVERSIDADE POTIGUAR PROCESSOS BIOLÓGICOS PROF. DRª. LUANA QUEIROZ