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Introdução à eletricidade
Apresentação
A disponibilidade de energia elétrica é parte fundamental da habitabilidade de qualquer construção 
atual. Portanto, um projeto elétrico corretamente elaborado também é fundamental. 
Energia elétrica é uma das principais fontes de energia em nossa sociedade, necessária para os mais 
diversos usos. Apesar de ela ser totalmente comum para nós, seu uso ainda é relativamente novo 
se comparada a outras fontes de energia. Apenas em 1879 Thomas Edison inventou a lâmpada 
elétrica; já os estudos e teorias sobre eletricidade que nos servem de base datam do século XVII.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar essa base por meio do conceito de "matéria" e 
de "carga elétrica", entendendo a corrente elétrica na forma contínua e alternada, bem como o 
conceito de "diferença de potencial" e de "potência elétrica".
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir "matéria" e "carga".•
Reconhecer as propriedades básicas das correntes elétricas contínua e alternada.•
Descrever diferença de potencial e potência.•
Desafio
Um dos papéis do engenheiro, ao trabalhar com projetos prediais, é atender às necessidades e aos 
anseios do usuário final, os moradores da residência que será construída e às normas técnicas 
vigentes.
Entender os fenômenos físicos e as leis que os regem é o meio para o engenheiro atingir seus 
objetivos.
Sendo assim, apresente um relatório com duas informações solicitadas pelo cliente. A saber:
a) O antigo aquecedor de água de passagem a gás utilizado no banheiro da suíte será substituído 
por um chuveiro elétrico. A instalação elétrica já existia para esse chuveiro e tinha um disjuntor de 
25A nesse circuito.
O chuveiro tem fator de potência unitário, sendo um sistema de aquecimento alimentado em 
220Vca, um valor eficaz. Informe no relatório a máxima potência recomendada para esse chuveiro 
elétrico. Justifique sua resposta.
b) O atual sistema de aquecimento de ambiente usa calefatores com água quente, aquecidos por 
uma caldeira, com alto custo de operação. O cliente deseja substituí-lo por um sistema de piso 
aquecido por calefatores elétricos instalados entre o contrapiso e o piso.
Assim, para esse sistema já existe uma reserva de circuito elétrico, com um disjuntor de 40A (sabe-
se que esse sistema necessita de 85W/m2, e a área total a ser considerada é de 120 m2; como no 
item anterior, esse sistema tem fator de potência unitário e é alimentado em 220Vca, valor eficaz).
Informe no relatório a possibilidade de atender ao aquecimento de toda a área solicitada. Justifique 
sua resposta.
Infográfico
Entender e utilizar corretamente as unidades de medida associadas a cada grandeza física é de 
grande relevância nas mais diversas atividades profissionais de um engenheiro. Muitas grandezas 
são de conhecimento popular, como velocidade ou distância, mas isso não ocorre com as grandezas 
elétricas.
Neste Infográfico, veja as unidades básicas de medidas utilizadas em eletricidade.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/00949ab6-a89f-48cc-a874-c2e759d752d6/32a2b1fb-d23e-4dff-b858-b787344ab90d.jpg
Conteúdo do livro
Fenômenos elétricos não são visuais e são considerados estáticos do ponto de vista macro, o que 
muitas vezes prejudica seu pleno entendimento. Ao nos familiarizarmos com os fenômenos básicos 
da eletricidade, percebemos que há muita analogia ao que já se conhece.
No capítulo Introdução à eletricidade, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, conheça os 
conceitos básicos de eletricidade — partindo da carga elétrica e da sua relação com a matéria —, de 
corrente elétrica contínua e alternada e de tensão e potência elétrica.
Boa leitura.
INSTALAÇÕES 
ELÉTRICAS E DE 
COMUNICAÇÃO 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Definir matéria e carga.
 > Reconhecer as propriedades básicas das correntes elétricas contínua e 
alternada.
 > Identificar as diferenças entre potencial e potência.
Introdução
A eletricidade é umas principais fontes de energia utilizadas atualmente, sendo a 
segunda fonte com maior participação na matriz energética nacional, perdendo 
apenas para o petróleo e seus derivados. Neste cenário é considerado todo o uso 
de energia, inclusive a locomoção, por isso ela figura em segundo lugar; se fosse 
considerada apenas a utilização residencial de energia, a eletricidade reinaria 
soberana (EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA [EPE], 2020). Conforme o Plano 
Nacional de Energia – 2050, a tendência é que a eletricidade ganhe ainda mais 
protagonismo no futuro, principalmente pelo apelo ecológico ao uso de fontes 
renováveis de energia (EPE, 2018). 
Um bom projeto elétrico é parte importante em qualquer estrutura predial 
atual. Entender os conceitos básicos de eletricidade é passo fundamental para 
elaborar ou analisar um projeto elétrico.
Neste capítulo, você vai aprender sobre os conceitos básicos de eletricidade 
por meio do estudo da matéria e da carga, sobre a corrente elétrica contínua e a 
alternada e diferenciar os conceitos de potencial e de potência elétrica.
Introdução à 
eletricidade
Miguel Francisco da Silveira
Conceitos básicos de eletricidade 
A eletricidade começou a ser conhecida há muito tempo, de forma estática 
ainda, pelos antigos gregos. Eles observaram que se um pedaço de âmbar 
(seiva de dada árvore) fosse friccionado e aproximado de um pedaço de palha, 
este seria atraído pelo âmbar (HALLIDAY; RESNICK; WALKER, 2016). Durante 
muito tempo, essa observação foi apenas recreativa; no século XVII, começa 
a haver avanço no estudo da eletricidade (HAYT JR.; BUCK, 2013). 
Benjamin Franklin atribuiu o conceito de carga positiva e de carga negativa, 
conforme Knight (2009, p. 793),
[...] um bastão de vidro friccionado com seda torna-se carregado positivamente. 
É isso. Qualquer outro objeto que repila um bastão de vidro carregado também 
estará carregado positivamente. E qualquer objeto que atraia um bastão de vidro 
carregado estará carregado negativamente. 
A carga elétrica (Q) é dada em Coulomb (C), em homenagem a Charles 
Augustus de Coulomb, que estabeleceu de forma experimental a relação entre 
a força exercida entre dois objetos carregados eletricamente. Ele desenvolveu 
e utilizou uma balança de torção para este fim, conforme ilustrado na Figura 
1 (HAYT JR.; BUCK, 2013). 
Figura 1. Balança de torção de Coulomb.
Fonte: Fouad A. Saad/Shutterstock.com
Introdução à eletricidade2
O estudo da eletricidade havia sido desenvolvido sem o conhecimento 
correto do átomo, de forma empírica. O conhecimento que se tinha ainda era 
da ideia herdada dos gregos, do átomo como indivisível. A palavra átomo vem 
do grego — a significa não, e tomo significa divisão, ou seja, não divisível. O 
estudo da matéria e do átomo evoluiu muito, e no século XX foi adotado o 
modelo do átomo de Rutherford-Bohr, sendo o átomo a menor unidade da 
matéria, composto por um núcleo com nêutrons e prótons e por elétrons 
(KNIGHT, 2009). A Figura 2 apresenta o modelo nuclear do átomo: os prótons, 
com carga positiva, e os nêutrons estão no núcleo, enquanto os elétrons 
orbitam ao redor, com carga negativa.
Figura 2. Modelo nuclear do átomo.
Fonte: Adaptada de nisa arki/Shutterstock.com
Elétron
Nêutron
Próton
Núcleo
Os nêutrons não possuem carga elétrica. Aos prótons foi convencionada 
carga elétrica positiva, e aos elétrons carga elétrica negativa. O valor, em 
módulo, da carga de ambos é igual. Desta forma, um átomo em equilíbrio 
possui a mesma quantidade de prótons e de elétrons (CREDER, 2007).
A carga elétrica elementar — a carga de um elétron — é:
Introdução à eletricidade 3
Cargas elétricas iguais se repelem e cargas elétricas opostas se 
atraem.
Corrente elétrica
Os conceitos anteriores foram estabelecidos de forma estática; ao se imaginar 
o movimento das cargas elétricas em um dado condutor, tem-se então acorrente elétrica (I). Sendo assim, a corrente elétrica é o fluxo de cargas, em 
dado intervalo de tempo, através da seção de um condutor. Conceitualmente 
é dado pela Equação 1:
 (1)
Ou seja, a corrente elétrica é dada pela derivada da carga em relação ao 
tempo, ou, ainda, pela taxa de variação de carga em um dado intervalo de 
tempo. 
A corrente é dada em Ampère (A), onde 1 A representa o fluxo de 1 Coulomb 
por segundo (1 A = 1 C/s), conforme expresso na Equação 2 (CREDER, 2007).
 (2)
Para que haja corrente elétrica é necessário um caminho fechado, 
um circuito para circulação da corrente. 
O fluxo de cargas elétricas se dá pelos elétrons, cargas negativas em 
busca do equilíbrio de cargas do sistema; dessa forma, o sentido real da 
corrente se dá do polo negativo para o positivo. Entretanto, adotou-se, na 
prática, o sentido da corrente como sendo do positivo para o negativo, tam-
bém chamado de sentido convencional da corrente, que considera o fluxo 
de cargas positiva fluindo do polo positivo para o polo negativo (SADIKU; 
MUSA; ALEXANDER, 2014).
O sentido convencional é amplamente utilizado e não prejudica nenhuma 
análise de circuito elétrico. A Figura 3 representa o sentido da corrente, 
representando o sentido real através dos elétrons fluindo da direita para a 
Introdução à eletricidade4
esquerda, e o sentido convencional, representado por uma seta () da esquerda 
para a direita, do positivo para o negativo.
Figura 3. Sentido da corrente.
Fonte: Sadiku, Musa e Alexander (2014, p. 9).
A corrente elétrica é ainda classificada conforme o seu comportamento 
no tempo, podendo ser corrente contínua (CC) ou corrente alternada (CA). A 
corrente contínua não varia com o tempo, mantendo um valor fixo, como, por 
exemplo, a corrente fornecida por uma bateria (SADIKU; MUSA; ALEXANDER, 
2014). 
O gráfico da Figura 4 representa a CC no tempo.
Figura 4. Corrente contínua (CC) no tempo.
Fonte: Sadiku, Musa e Alexander (2014, p. 9).
A CA, por outro lado, é variável no tempo e pode ser representada por 
funções matemáticas. A Figura 5 representa a corrente alternada senoidal.
Introdução à eletricidade 5
Figura 5. Corrente alternada (CA).
Fonte: Sadiku, Musa e Alexander (2014, p. 9).
A CA senoidal é extremamente útil, uma vez que a distribuição de energia 
elétrica é CA, com frequência de 60 Hz em todo o território nacional (AGÊNCIA 
NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA [ANEEL], 2017). Ou seja, a energia elétrica 
recebida por cada consumidor é na forma alternada senoidal. 
A CC é muito utilizada nos equipamentos eletrônicos e iluminações LED 
(light emitting diode, diodo emissor de luz), amplamente utilizados em todas 
as residências e comércios atualmente. Apesar de esses equipamentos tra-
balharem em CC, eles são alimentados em CA e necessitam de um conversor 
de corrente, usualmente chamado de fonte. Essa fonte converterá a corrente 
alternada disponível nas tomadas em CC a ser utilizada pelos equipamentos.
Os primeiros sistemas de distribuição eram CC, devido ao precursor 
Thomas Edison. George Westinghouse e Nikola Tesla ganharam de 
Thomas Edison uma disputa que ficou conhecida como Guerra das Correntes, 
e então o sistema CA cresceu como padrão de distribuição em todo o mundo.
Tensão e potência
Para que haja corrente é fundamental que exista uma diferença de potencial 
(ddp) e um circuito fechado. “A diferença de potencial entre dois pontos de 
um campo eletrostático é de 1 Volt, quando o trabalho realizado entre as 
forças elétricas ao se deslocar uma carga entre esses dois pontos é de 1 
Joule por Coulomb” (CREDER, 2007, p. 18). A Equação 3 apresenta a grandeza 
de forma conceitual:
 (3)
Introdução à eletricidade6
A ddp — ou tensão, ou, ainda força eletromotriz (fem) — é dada em Volt 
(V), representando o trabalho (W, dado em Joule) para mover uma carga (Q, 
dada em Coulomb) do ponto A ao ponto B (SADIKU; MUSA; ALEXANDER, 2014). 
Essa diferença de potencial elétrico é análoga à diferença de potencial gra-
vitacional, no qual é necessário trabalho (W) para mover uma massa a um 
ponto mais alto, e essa massa conserva a energia potencial gravitacional que 
poderá novamente ser convertida em trabalho (KNIGHT, 2009).
A tensão, ou diferença de potencial, sempre é medida entre dois 
pontos, geralmente entre o ponto de interesse e um ponto de re-
ferência comum. 
A tensão, tal qual a corrente, também é classificada como contínua ou 
alternada, sendo então tensão de corrente contínua (CC) ou tensão de corrente 
alternada (CA) (SADIKU; MUSA; ALEXANDER, 2014).
Os valores de tensão (CA) disponibilizados pela concessionária de energia 
em baixa tensão são padronizadas em 127 V ou 220 V e 60 Hz (ANEEL, 2017). Esses 
valores de tensão são valores eficazes, também chamados de tensão eficaz 
ou tensão rms (Vrms) — rms significa root mean square, ou valor quadrático 
médio. É uma função matemática que traz o valor alternado para um equiva-
lente em corrente contínua que produziria a mesma potência final. Para o caso 
da senoide, este valor representa 70,7% do valor de pico (SEIXAS et al., 2018).
A Figura 6 representa uma onda senoidal com os seus valores de pico, de 
pico a pico, valor médio e valor rms.
Figura 6. Valores de pico e valor rms de uma onda senoidal.
Fonte: Seixas et al. (2018, p. 127).
Introdução à eletricidade 7
No circuito, ainda constam elementos que se opõem à circulação da cor-
rente elétrica; essa resistência é chamada de resistência elétrica (R) e é 
medida em Ohm (Ω). Materiais condutores possuem baixa resistência elétrica 
e materiais isolantes possuem alta resistência elétrica (CREDER, 2007).
Terminologias populares como voltagem e amperagem não são tec-
nicamente corretas; em vez disto devem ser utilizados os termos 
tensão e corrente. 
Potência elétrica
A potência elétrica (P) expressa a capacidade de trabalho em razão do tempo 
e representa a energia aplicada por segundo para produzir calor, luz, mo-
vimento, etc. A potência é dada em Watt (W) e é o produto da tensão pela 
corrente (CREDER, 2007), conforme a Equação 4:
 (4)
Ao aplicarmos as unidades da Equação 2 e Equação 3 na Equação 4, temos 
o conceito de unidade de potência, conforme a Equação 5:
 (5)
Watt-hora (Wh) é unidade de energia, não de potência.
A corrente elétrica, ao circular por um elemento resistivo, dissipará po-
tência na forma de calor, o que é conhecido como efeito Joule (SADIKU; MUSA; 
ALEXANDER, 2014). 
O efeito Joule é o princípio físico que baseia o funcionamento dos 
equipamentos de aquecimento, como o chuveiro elétrico ou o ferro de 
passar roupas, por exemplo. Esses equipamentos utilizam resistências elétricas 
como elemento de aquecimento.
Introdução à eletricidade8
O cálculo de potência como produto da tensão pela corrente é válido para 
análises de corrente contínua ou para elementos puramente resistivos. O 
cálculo de potência em corrente alternada é ligeiramente diferente pelo efeito 
de elementos indutivos ou capacitivos na corrente elétrica. Esses elementos 
podem atrasar, ou adiantar, a corrente elétrica em relação à tensão. A esta 
diferença de fase é dado o nome de fator de potência, ou cos θ (SADIKU; 
MUSA; ALEXANDER, 2014).
Conforme Creder (2007), dado o fator de potência, em corrente alternada 
tem-se a potência aparente (S); a potência ativa (P) responsável pela produ-
ção de trabalho; e a potência reativa (Q) referente aos elementos indutivos 
e capacitivos.
A potência aparente é dada em Volt-Ampère (VA), e é expressa pela Equa-
ção 6:
 (6)
Ou seja, o produto de tensão e corrente resulta em potência aparente em 
corrente alternada. A potência aparente será igual à potência ativa quando 
θ for zero, ou seja, o fator de potência será unitário.
A potência ativa, em Watt (W), é dada pela Equação 7:
 (7)
O fator de potência (cos θ), cosseno do ângulo entre P e S, irá variar entre 
0 e 1.
A potência reativa é dada em Volt-Ampère reativo (VAr), expressa pela 
Equação 8:
 (8)
A Figura 7 representa o triângulo de potências em correntealternada.
Figura 7. Triângulo de potência em corrente alternada.
Fonte: Sadiku, Musa e Alexander (2014, p. 376).
Introdução à eletricidade 9
A potência ativa (P) é a potência que se converterá em trabalho efetivo, 
sendo convertida em iluminação, calor, movimento, etc.
A potência reativa (Q) é resultado dos componentes indutivos e capacitivos 
utilizados, sendo os motores elétricos os principais exemplos de equipamentos 
indutivos utilizados em uma aplicação, respondendo por grande parte da 
potência reativa de uma instalação predial. 
A potência reativa não gera trabalho efetivo, mas é primordial para o 
funcionamento desses equipamentos. A Figura 8 apresenta um paralelo bem 
didático ao traçar uma referência entre o triângulo de potências da Figura 7 
com um copo de chope. 
Figura 8. Paralelo do copo de cerveja com o triângulo de potências. 
Fonte: Adaptada de Maryambibi1994/Shutterstock.com
Potência reativa (Q) VAr
Potência ativa (P) W
Po
tê
nc
ia
 a
pa
re
nt
e 
(S
) -
 V
A
O exemplo da Figura 8 é um paralelo popular, comparando a espuma à 
potência reativa, o líquido à potência ativa e o conteúdo total à potência 
aparente.
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA (ANEEL). Procedimentos de distribuição de 
energia elétrica no sistema elétrico nacional – PRODIST. Módulo 3 – Acesso ao sistema 
de distribuição. Brasília, DF, 2017. Disponível em: https://www.aneel.gov.br/modulo-3. 
Acesso em: 21 jan. 2021.
CREDER, H. Instalações elétricas. 15. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007.
EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). Balanço Energético Nacional 2020 – Relatório 
síntese/ano base 2019. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em https://www.epe.gov.br/pt/
Introdução à eletricidade10
publicacoes-dados-abertos/publicacoes/balanco-energetico-nacional-2020. Acesso 
em: 21 jan. 2021.
EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). Cenários de demanda para o PNE 2050. Rio de 
Janeiro, 2018. Disponível em https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-aber-
tos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-227/topico-202/Cen%C3%A1rios%20
de%20Demanda.pdf. Acesso em: 21 jan. 2021.
HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de física: eletromagnetismo. 10. 
ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. v. 3.
HAYT JR., W.; BUCK, J. A. Eletromagnetismo. 8. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.
KNIGHT, R. Física 3: uma abordagem estratégica. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009.
SADIKU, M.; MUSA, S.; ALEXANDER, C. Análise de circuitos elétricos com aplicações. 
Porto Alegre: AMGH, 2014.
SEIXAS, J. L. et al. Circuitos elétricos. Porto Alegre: SAGAH, 2018.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas 
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declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou 
integralidade das informações referidas em tais links.
Introdução à eletricidade 11
Dica do professor
O cálculo de potência varia a depender do tipo de corrente utilizada. A potência em corrente 
contínua tem um cálculo mais simples, já a potência em corrente alternada tem mais parâmetros a 
considerar.
Nesta Dica do Professor, entenda a potência em corrente alternada e o cálculo de potência 
trifásica.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/bf33172f6c9868f8d0f2b7506291743b
Exercícios
1) A carga elétrica, dada em coulomb, é o conceito-base da eletricidade. A carga do elétron é 
conhecida como "carga elementar" e tem o mesmo valor em módulo da carga do próton.
Com base nisso, uma carga de −1,5360×10−15C é composta de prótons ou elétrons? Essa 
carga é representada por quantos prótons ou elétrons?
A) Essa carga é composta por prótons. São 9600 prótons.
B) Essa carga é composta por prótons. São 9,6 prótons.
C) Essa carga é composta por elétrons. São 9600 elétrons.
D) Essa carga é composta por prótons e elétrons. São 9600, ambos.
E) Essa carga é formada por prótons e elétrons. São 960, ambos.
2) A diferença de potencial (ddp), dada em volts, análoga à diferença de potencial gravitacional, 
relaciona energia (ou trabalho) necessária para mover uma carga elétrica entre dois pontos.
Para mover uma carga de 20mC com um elemento, são necessários 50J. Qual será a 
diferença de potencial nos terminais desse elemento?
A) V = Q/W = 20×10−3C/50 = 0,0004V.
B) V = Q/W = 20×103C/50 = 400V.
C) V = W/Q = 50/20×103C = 0,0025V.
D) V = W/Q = 50/20×10−3C = 2500V.
E) V = W/Q = 50/20×10−2C = 250V.
Corrente elétrica e potência têm diferentes classificações que precisam ser observadas e 
corretamente tratadas.
Analise as seguintes asserções:
I. A potência ativa é calculada pela equação P = V×I×cosθ. Se a potência for de 4600W, com 
uma tensão de 220V e zero graus, a corrente será de aproximadamente 21A.
3) 
II. A potência aparente é dada em volt-ampère e pode ser igual à potência ativa, desde que o 
ângulo θ seja zero.
III. A potência reativa é dada em watt, e a potência aparente é dada em volt-ampère reativo.
IV. Ao se referir à tensão e corrente, as terminologias "voltagem" e "amperagem" são 
tecnicamente corretas.
V. A corrente elétrica é classificada conforme seu comportamento no tempo, podendo ser 
corrente contínua (CC) ou corrente alternada (CA).
Quais afirmativas estão corretas?
A) I, II, III, IV e V.
B) I, II, III e IV, apenas.
C) I, IV e V, apenas.
D) I, II e V, apenas.
E) I, II e IV, apenas.
4) Corrente elétrica é classificada conforme seu comportamento no tempo. 
Complete a afirmação a seguir de forma correta, considerando essa classificação.
Corrente é a variação de carga no tempo, podendo ser ___________ ou _______________. A 
corrente alternada é encontrada em ______________. Já a corrente contínua pode ser 
encontrada em __________________. A corrente_______________ se mantém invariável.
A) alternada/contínua/bateria/rede elétrica/alternada.
B) contínua/alternada/bateria/rede elétrica/contínua.
C) alternada/contínua/bateria/rede elétrica/contínua.
D) alternada/contínua/rede elétrica/bateria/contínua.
E) alternada/contínua/rede elétrica/bateria/alternada.
Considerando o conceito de corrente elétrica e de tensão, relacione corretamente as 
colunas:
I. Corrente com sentido do polo positivo para o negativo
5) 
II. Corrente senoidal
III. Corrente contínua
IV. Corrente com sentido do polo negativo para o positivo
V. Diferença de potencial entre dois pontos
VI. Fluxo de cargas por meio de um material
 
( ) Corrente elétrica
( ) Corrente alternada
( ) Tensão
( ) Sentido real
( ) Sentido convencional
( ) Corrente numa bateria
Assinale a alternativa que aponta a ordem correta.
A) VI – II – V – IV – I – III.
B) V – IV – VI – II – I – III.
C) VI – II – V – I – IV – III.
D) V – III – VI – IV – I – II.
E) VI – II – IV – V – I – III.
Na prática
Calcular medidas de grandezas elétricas e trabalhar com sua interpretação é de grande utilidade nas 
atividades diárias de um engenheiro. Esses dados podem ser úteis se faltarem informações teóricas, 
ou ainda na análise de algum problema. 
Acompanhe, Na Prática, a verificação prática de valores de tensão e de corrente num circuito de 
iluminação.
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Saiba +
Para ampliar seu conhecimento no assunto, veja a seguir as sugestões do professor:
A evolução do modelo atômico
Confira uma linha do tempo que contempla a evolução do entendimento do átomo e da matéria.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
História da eletricidade e do magnetismo: da Antiguidade à 
Idade Média
Confira o artigo a seguir,que levanta fatos históricos da eletricidade.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Rotas da eletricidade
Confira um pequeno artigo sobre a memória do início da eletrificação no Brasil.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
A carga elétrica e o spin | experimentos: eletrostática
https://apps.univesp.br/evolucao-do-modelo-atomico/
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-11172018000400702&lng=pt&tlng=pt
https://revistapesquisa.fapesp.br/rotas-da-eletricidade/
Confira uma videoaula com experiências práticas que demonstram as observações elementares de 
cargas elétricas em eletrostática.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Um novo capítulo da Guerra das Correntes
Confira um breve contexto histórico sobre a Guerra das Correntes e uma suposição de novo 
capítulo sobre ela.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/v2KDRXQuX28
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/213871/001116976.pdf?sequence=1

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