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Introdução à eletricidade Apresentação A disponibilidade de energia elétrica é parte fundamental da habitabilidade de qualquer construção atual. Portanto, um projeto elétrico corretamente elaborado também é fundamental. Energia elétrica é uma das principais fontes de energia em nossa sociedade, necessária para os mais diversos usos. Apesar de ela ser totalmente comum para nós, seu uso ainda é relativamente novo se comparada a outras fontes de energia. Apenas em 1879 Thomas Edison inventou a lâmpada elétrica; já os estudos e teorias sobre eletricidade que nos servem de base datam do século XVII. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar essa base por meio do conceito de "matéria" e de "carga elétrica", entendendo a corrente elétrica na forma contínua e alternada, bem como o conceito de "diferença de potencial" e de "potência elétrica". Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Definir "matéria" e "carga".• Reconhecer as propriedades básicas das correntes elétricas contínua e alternada.• Descrever diferença de potencial e potência.• Desafio Um dos papéis do engenheiro, ao trabalhar com projetos prediais, é atender às necessidades e aos anseios do usuário final, os moradores da residência que será construída e às normas técnicas vigentes. Entender os fenômenos físicos e as leis que os regem é o meio para o engenheiro atingir seus objetivos. Sendo assim, apresente um relatório com duas informações solicitadas pelo cliente. A saber: a) O antigo aquecedor de água de passagem a gás utilizado no banheiro da suíte será substituído por um chuveiro elétrico. A instalação elétrica já existia para esse chuveiro e tinha um disjuntor de 25A nesse circuito. O chuveiro tem fator de potência unitário, sendo um sistema de aquecimento alimentado em 220Vca, um valor eficaz. Informe no relatório a máxima potência recomendada para esse chuveiro elétrico. Justifique sua resposta. b) O atual sistema de aquecimento de ambiente usa calefatores com água quente, aquecidos por uma caldeira, com alto custo de operação. O cliente deseja substituí-lo por um sistema de piso aquecido por calefatores elétricos instalados entre o contrapiso e o piso. Assim, para esse sistema já existe uma reserva de circuito elétrico, com um disjuntor de 40A (sabe- se que esse sistema necessita de 85W/m2, e a área total a ser considerada é de 120 m2; como no item anterior, esse sistema tem fator de potência unitário e é alimentado em 220Vca, valor eficaz). Informe no relatório a possibilidade de atender ao aquecimento de toda a área solicitada. Justifique sua resposta. Infográfico Entender e utilizar corretamente as unidades de medida associadas a cada grandeza física é de grande relevância nas mais diversas atividades profissionais de um engenheiro. Muitas grandezas são de conhecimento popular, como velocidade ou distância, mas isso não ocorre com as grandezas elétricas. Neste Infográfico, veja as unidades básicas de medidas utilizadas em eletricidade. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/00949ab6-a89f-48cc-a874-c2e759d752d6/32a2b1fb-d23e-4dff-b858-b787344ab90d.jpg Conteúdo do livro Fenômenos elétricos não são visuais e são considerados estáticos do ponto de vista macro, o que muitas vezes prejudica seu pleno entendimento. Ao nos familiarizarmos com os fenômenos básicos da eletricidade, percebemos que há muita analogia ao que já se conhece. No capítulo Introdução à eletricidade, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, conheça os conceitos básicos de eletricidade — partindo da carga elétrica e da sua relação com a matéria —, de corrente elétrica contínua e alternada e de tensão e potência elétrica. Boa leitura. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E DE COMUNICAÇÃO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM > Definir matéria e carga. > Reconhecer as propriedades básicas das correntes elétricas contínua e alternada. > Identificar as diferenças entre potencial e potência. Introdução A eletricidade é umas principais fontes de energia utilizadas atualmente, sendo a segunda fonte com maior participação na matriz energética nacional, perdendo apenas para o petróleo e seus derivados. Neste cenário é considerado todo o uso de energia, inclusive a locomoção, por isso ela figura em segundo lugar; se fosse considerada apenas a utilização residencial de energia, a eletricidade reinaria soberana (EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA [EPE], 2020). Conforme o Plano Nacional de Energia – 2050, a tendência é que a eletricidade ganhe ainda mais protagonismo no futuro, principalmente pelo apelo ecológico ao uso de fontes renováveis de energia (EPE, 2018). Um bom projeto elétrico é parte importante em qualquer estrutura predial atual. Entender os conceitos básicos de eletricidade é passo fundamental para elaborar ou analisar um projeto elétrico. Neste capítulo, você vai aprender sobre os conceitos básicos de eletricidade por meio do estudo da matéria e da carga, sobre a corrente elétrica contínua e a alternada e diferenciar os conceitos de potencial e de potência elétrica. Introdução à eletricidade Miguel Francisco da Silveira Conceitos básicos de eletricidade A eletricidade começou a ser conhecida há muito tempo, de forma estática ainda, pelos antigos gregos. Eles observaram que se um pedaço de âmbar (seiva de dada árvore) fosse friccionado e aproximado de um pedaço de palha, este seria atraído pelo âmbar (HALLIDAY; RESNICK; WALKER, 2016). Durante muito tempo, essa observação foi apenas recreativa; no século XVII, começa a haver avanço no estudo da eletricidade (HAYT JR.; BUCK, 2013). Benjamin Franklin atribuiu o conceito de carga positiva e de carga negativa, conforme Knight (2009, p. 793), [...] um bastão de vidro friccionado com seda torna-se carregado positivamente. É isso. Qualquer outro objeto que repila um bastão de vidro carregado também estará carregado positivamente. E qualquer objeto que atraia um bastão de vidro carregado estará carregado negativamente. A carga elétrica (Q) é dada em Coulomb (C), em homenagem a Charles Augustus de Coulomb, que estabeleceu de forma experimental a relação entre a força exercida entre dois objetos carregados eletricamente. Ele desenvolveu e utilizou uma balança de torção para este fim, conforme ilustrado na Figura 1 (HAYT JR.; BUCK, 2013). Figura 1. Balança de torção de Coulomb. Fonte: Fouad A. Saad/Shutterstock.com Introdução à eletricidade2 O estudo da eletricidade havia sido desenvolvido sem o conhecimento correto do átomo, de forma empírica. O conhecimento que se tinha ainda era da ideia herdada dos gregos, do átomo como indivisível. A palavra átomo vem do grego — a significa não, e tomo significa divisão, ou seja, não divisível. O estudo da matéria e do átomo evoluiu muito, e no século XX foi adotado o modelo do átomo de Rutherford-Bohr, sendo o átomo a menor unidade da matéria, composto por um núcleo com nêutrons e prótons e por elétrons (KNIGHT, 2009). A Figura 2 apresenta o modelo nuclear do átomo: os prótons, com carga positiva, e os nêutrons estão no núcleo, enquanto os elétrons orbitam ao redor, com carga negativa. Figura 2. Modelo nuclear do átomo. Fonte: Adaptada de nisa arki/Shutterstock.com Elétron Nêutron Próton Núcleo Os nêutrons não possuem carga elétrica. Aos prótons foi convencionada carga elétrica positiva, e aos elétrons carga elétrica negativa. O valor, em módulo, da carga de ambos é igual. Desta forma, um átomo em equilíbrio possui a mesma quantidade de prótons e de elétrons (CREDER, 2007). A carga elétrica elementar — a carga de um elétron — é: Introdução à eletricidade 3 Cargas elétricas iguais se repelem e cargas elétricas opostas se atraem. Corrente elétrica Os conceitos anteriores foram estabelecidos de forma estática; ao se imaginar o movimento das cargas elétricas em um dado condutor, tem-se então acorrente elétrica (I). Sendo assim, a corrente elétrica é o fluxo de cargas, em dado intervalo de tempo, através da seção de um condutor. Conceitualmente é dado pela Equação 1: (1) Ou seja, a corrente elétrica é dada pela derivada da carga em relação ao tempo, ou, ainda, pela taxa de variação de carga em um dado intervalo de tempo. A corrente é dada em Ampère (A), onde 1 A representa o fluxo de 1 Coulomb por segundo (1 A = 1 C/s), conforme expresso na Equação 2 (CREDER, 2007). (2) Para que haja corrente elétrica é necessário um caminho fechado, um circuito para circulação da corrente. O fluxo de cargas elétricas se dá pelos elétrons, cargas negativas em busca do equilíbrio de cargas do sistema; dessa forma, o sentido real da corrente se dá do polo negativo para o positivo. Entretanto, adotou-se, na prática, o sentido da corrente como sendo do positivo para o negativo, tam- bém chamado de sentido convencional da corrente, que considera o fluxo de cargas positiva fluindo do polo positivo para o polo negativo (SADIKU; MUSA; ALEXANDER, 2014). O sentido convencional é amplamente utilizado e não prejudica nenhuma análise de circuito elétrico. A Figura 3 representa o sentido da corrente, representando o sentido real através dos elétrons fluindo da direita para a Introdução à eletricidade4 esquerda, e o sentido convencional, representado por uma seta () da esquerda para a direita, do positivo para o negativo. Figura 3. Sentido da corrente. Fonte: Sadiku, Musa e Alexander (2014, p. 9). A corrente elétrica é ainda classificada conforme o seu comportamento no tempo, podendo ser corrente contínua (CC) ou corrente alternada (CA). A corrente contínua não varia com o tempo, mantendo um valor fixo, como, por exemplo, a corrente fornecida por uma bateria (SADIKU; MUSA; ALEXANDER, 2014). O gráfico da Figura 4 representa a CC no tempo. Figura 4. Corrente contínua (CC) no tempo. Fonte: Sadiku, Musa e Alexander (2014, p. 9). A CA, por outro lado, é variável no tempo e pode ser representada por funções matemáticas. A Figura 5 representa a corrente alternada senoidal. Introdução à eletricidade 5 Figura 5. Corrente alternada (CA). Fonte: Sadiku, Musa e Alexander (2014, p. 9). A CA senoidal é extremamente útil, uma vez que a distribuição de energia elétrica é CA, com frequência de 60 Hz em todo o território nacional (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA [ANEEL], 2017). Ou seja, a energia elétrica recebida por cada consumidor é na forma alternada senoidal. A CC é muito utilizada nos equipamentos eletrônicos e iluminações LED (light emitting diode, diodo emissor de luz), amplamente utilizados em todas as residências e comércios atualmente. Apesar de esses equipamentos tra- balharem em CC, eles são alimentados em CA e necessitam de um conversor de corrente, usualmente chamado de fonte. Essa fonte converterá a corrente alternada disponível nas tomadas em CC a ser utilizada pelos equipamentos. Os primeiros sistemas de distribuição eram CC, devido ao precursor Thomas Edison. George Westinghouse e Nikola Tesla ganharam de Thomas Edison uma disputa que ficou conhecida como Guerra das Correntes, e então o sistema CA cresceu como padrão de distribuição em todo o mundo. Tensão e potência Para que haja corrente é fundamental que exista uma diferença de potencial (ddp) e um circuito fechado. “A diferença de potencial entre dois pontos de um campo eletrostático é de 1 Volt, quando o trabalho realizado entre as forças elétricas ao se deslocar uma carga entre esses dois pontos é de 1 Joule por Coulomb” (CREDER, 2007, p. 18). A Equação 3 apresenta a grandeza de forma conceitual: (3) Introdução à eletricidade6 A ddp — ou tensão, ou, ainda força eletromotriz (fem) — é dada em Volt (V), representando o trabalho (W, dado em Joule) para mover uma carga (Q, dada em Coulomb) do ponto A ao ponto B (SADIKU; MUSA; ALEXANDER, 2014). Essa diferença de potencial elétrico é análoga à diferença de potencial gra- vitacional, no qual é necessário trabalho (W) para mover uma massa a um ponto mais alto, e essa massa conserva a energia potencial gravitacional que poderá novamente ser convertida em trabalho (KNIGHT, 2009). A tensão, ou diferença de potencial, sempre é medida entre dois pontos, geralmente entre o ponto de interesse e um ponto de re- ferência comum. A tensão, tal qual a corrente, também é classificada como contínua ou alternada, sendo então tensão de corrente contínua (CC) ou tensão de corrente alternada (CA) (SADIKU; MUSA; ALEXANDER, 2014). Os valores de tensão (CA) disponibilizados pela concessionária de energia em baixa tensão são padronizadas em 127 V ou 220 V e 60 Hz (ANEEL, 2017). Esses valores de tensão são valores eficazes, também chamados de tensão eficaz ou tensão rms (Vrms) — rms significa root mean square, ou valor quadrático médio. É uma função matemática que traz o valor alternado para um equiva- lente em corrente contínua que produziria a mesma potência final. Para o caso da senoide, este valor representa 70,7% do valor de pico (SEIXAS et al., 2018). A Figura 6 representa uma onda senoidal com os seus valores de pico, de pico a pico, valor médio e valor rms. Figura 6. Valores de pico e valor rms de uma onda senoidal. Fonte: Seixas et al. (2018, p. 127). Introdução à eletricidade 7 No circuito, ainda constam elementos que se opõem à circulação da cor- rente elétrica; essa resistência é chamada de resistência elétrica (R) e é medida em Ohm (Ω). Materiais condutores possuem baixa resistência elétrica e materiais isolantes possuem alta resistência elétrica (CREDER, 2007). Terminologias populares como voltagem e amperagem não são tec- nicamente corretas; em vez disto devem ser utilizados os termos tensão e corrente. Potência elétrica A potência elétrica (P) expressa a capacidade de trabalho em razão do tempo e representa a energia aplicada por segundo para produzir calor, luz, mo- vimento, etc. A potência é dada em Watt (W) e é o produto da tensão pela corrente (CREDER, 2007), conforme a Equação 4: (4) Ao aplicarmos as unidades da Equação 2 e Equação 3 na Equação 4, temos o conceito de unidade de potência, conforme a Equação 5: (5) Watt-hora (Wh) é unidade de energia, não de potência. A corrente elétrica, ao circular por um elemento resistivo, dissipará po- tência na forma de calor, o que é conhecido como efeito Joule (SADIKU; MUSA; ALEXANDER, 2014). O efeito Joule é o princípio físico que baseia o funcionamento dos equipamentos de aquecimento, como o chuveiro elétrico ou o ferro de passar roupas, por exemplo. Esses equipamentos utilizam resistências elétricas como elemento de aquecimento. Introdução à eletricidade8 O cálculo de potência como produto da tensão pela corrente é válido para análises de corrente contínua ou para elementos puramente resistivos. O cálculo de potência em corrente alternada é ligeiramente diferente pelo efeito de elementos indutivos ou capacitivos na corrente elétrica. Esses elementos podem atrasar, ou adiantar, a corrente elétrica em relação à tensão. A esta diferença de fase é dado o nome de fator de potência, ou cos θ (SADIKU; MUSA; ALEXANDER, 2014). Conforme Creder (2007), dado o fator de potência, em corrente alternada tem-se a potência aparente (S); a potência ativa (P) responsável pela produ- ção de trabalho; e a potência reativa (Q) referente aos elementos indutivos e capacitivos. A potência aparente é dada em Volt-Ampère (VA), e é expressa pela Equa- ção 6: (6) Ou seja, o produto de tensão e corrente resulta em potência aparente em corrente alternada. A potência aparente será igual à potência ativa quando θ for zero, ou seja, o fator de potência será unitário. A potência ativa, em Watt (W), é dada pela Equação 7: (7) O fator de potência (cos θ), cosseno do ângulo entre P e S, irá variar entre 0 e 1. A potência reativa é dada em Volt-Ampère reativo (VAr), expressa pela Equação 8: (8) A Figura 7 representa o triângulo de potências em correntealternada. Figura 7. Triângulo de potência em corrente alternada. Fonte: Sadiku, Musa e Alexander (2014, p. 376). Introdução à eletricidade 9 A potência ativa (P) é a potência que se converterá em trabalho efetivo, sendo convertida em iluminação, calor, movimento, etc. A potência reativa (Q) é resultado dos componentes indutivos e capacitivos utilizados, sendo os motores elétricos os principais exemplos de equipamentos indutivos utilizados em uma aplicação, respondendo por grande parte da potência reativa de uma instalação predial. A potência reativa não gera trabalho efetivo, mas é primordial para o funcionamento desses equipamentos. A Figura 8 apresenta um paralelo bem didático ao traçar uma referência entre o triângulo de potências da Figura 7 com um copo de chope. Figura 8. Paralelo do copo de cerveja com o triângulo de potências. Fonte: Adaptada de Maryambibi1994/Shutterstock.com Potência reativa (Q) VAr Potência ativa (P) W Po tê nc ia a pa re nt e (S ) - V A O exemplo da Figura 8 é um paralelo popular, comparando a espuma à potência reativa, o líquido à potência ativa e o conteúdo total à potência aparente. Referências AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA (ANEEL). Procedimentos de distribuição de energia elétrica no sistema elétrico nacional – PRODIST. Módulo 3 – Acesso ao sistema de distribuição. Brasília, DF, 2017. Disponível em: https://www.aneel.gov.br/modulo-3. Acesso em: 21 jan. 2021. CREDER, H. Instalações elétricas. 15. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007. EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). Balanço Energético Nacional 2020 – Relatório síntese/ano base 2019. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em https://www.epe.gov.br/pt/ Introdução à eletricidade10 publicacoes-dados-abertos/publicacoes/balanco-energetico-nacional-2020. Acesso em: 21 jan. 2021. EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). Cenários de demanda para o PNE 2050. Rio de Janeiro, 2018. Disponível em https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-aber- tos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-227/topico-202/Cen%C3%A1rios%20 de%20Demanda.pdf. Acesso em: 21 jan. 2021. HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de física: eletromagnetismo. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. v. 3. HAYT JR., W.; BUCK, J. A. Eletromagnetismo. 8. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. KNIGHT, R. Física 3: uma abordagem estratégica. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. SADIKU, M.; MUSA, S.; ALEXANDER, C. Análise de circuitos elétricos com aplicações. Porto Alegre: AMGH, 2014. SEIXAS, J. L. et al. Circuitos elétricos. Porto Alegre: SAGAH, 2018. Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. Introdução à eletricidade 11 Dica do professor O cálculo de potência varia a depender do tipo de corrente utilizada. A potência em corrente contínua tem um cálculo mais simples, já a potência em corrente alternada tem mais parâmetros a considerar. Nesta Dica do Professor, entenda a potência em corrente alternada e o cálculo de potência trifásica. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/bf33172f6c9868f8d0f2b7506291743b Exercícios 1) A carga elétrica, dada em coulomb, é o conceito-base da eletricidade. A carga do elétron é conhecida como "carga elementar" e tem o mesmo valor em módulo da carga do próton. Com base nisso, uma carga de −1,5360×10−15C é composta de prótons ou elétrons? Essa carga é representada por quantos prótons ou elétrons? A) Essa carga é composta por prótons. São 9600 prótons. B) Essa carga é composta por prótons. São 9,6 prótons. C) Essa carga é composta por elétrons. São 9600 elétrons. D) Essa carga é composta por prótons e elétrons. São 9600, ambos. E) Essa carga é formada por prótons e elétrons. São 960, ambos. 2) A diferença de potencial (ddp), dada em volts, análoga à diferença de potencial gravitacional, relaciona energia (ou trabalho) necessária para mover uma carga elétrica entre dois pontos. Para mover uma carga de 20mC com um elemento, são necessários 50J. Qual será a diferença de potencial nos terminais desse elemento? A) V = Q/W = 20×10−3C/50 = 0,0004V. B) V = Q/W = 20×103C/50 = 400V. C) V = W/Q = 50/20×103C = 0,0025V. D) V = W/Q = 50/20×10−3C = 2500V. E) V = W/Q = 50/20×10−2C = 250V. Corrente elétrica e potência têm diferentes classificações que precisam ser observadas e corretamente tratadas. Analise as seguintes asserções: I. A potência ativa é calculada pela equação P = V×I×cosθ. Se a potência for de 4600W, com uma tensão de 220V e zero graus, a corrente será de aproximadamente 21A. 3) II. A potência aparente é dada em volt-ampère e pode ser igual à potência ativa, desde que o ângulo θ seja zero. III. A potência reativa é dada em watt, e a potência aparente é dada em volt-ampère reativo. IV. Ao se referir à tensão e corrente, as terminologias "voltagem" e "amperagem" são tecnicamente corretas. V. A corrente elétrica é classificada conforme seu comportamento no tempo, podendo ser corrente contínua (CC) ou corrente alternada (CA). Quais afirmativas estão corretas? A) I, II, III, IV e V. B) I, II, III e IV, apenas. C) I, IV e V, apenas. D) I, II e V, apenas. E) I, II e IV, apenas. 4) Corrente elétrica é classificada conforme seu comportamento no tempo. Complete a afirmação a seguir de forma correta, considerando essa classificação. Corrente é a variação de carga no tempo, podendo ser ___________ ou _______________. A corrente alternada é encontrada em ______________. Já a corrente contínua pode ser encontrada em __________________. A corrente_______________ se mantém invariável. A) alternada/contínua/bateria/rede elétrica/alternada. B) contínua/alternada/bateria/rede elétrica/contínua. C) alternada/contínua/bateria/rede elétrica/contínua. D) alternada/contínua/rede elétrica/bateria/contínua. E) alternada/contínua/rede elétrica/bateria/alternada. Considerando o conceito de corrente elétrica e de tensão, relacione corretamente as colunas: I. Corrente com sentido do polo positivo para o negativo 5) II. Corrente senoidal III. Corrente contínua IV. Corrente com sentido do polo negativo para o positivo V. Diferença de potencial entre dois pontos VI. Fluxo de cargas por meio de um material ( ) Corrente elétrica ( ) Corrente alternada ( ) Tensão ( ) Sentido real ( ) Sentido convencional ( ) Corrente numa bateria Assinale a alternativa que aponta a ordem correta. A) VI – II – V – IV – I – III. B) V – IV – VI – II – I – III. C) VI – II – V – I – IV – III. D) V – III – VI – IV – I – II. E) VI – II – IV – V – I – III. Na prática Calcular medidas de grandezas elétricas e trabalhar com sua interpretação é de grande utilidade nas atividades diárias de um engenheiro. Esses dados podem ser úteis se faltarem informações teóricas, ou ainda na análise de algum problema. Acompanhe, Na Prática, a verificação prática de valores de tensão e de corrente num circuito de iluminação. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/f103749b-71b5-4c08-bac5-f48cdae7131d/09f87334-a5b5-4734-a5b8-4e503bac7500.jpg Saiba + Para ampliar seu conhecimento no assunto, veja a seguir as sugestões do professor: A evolução do modelo atômico Confira uma linha do tempo que contempla a evolução do entendimento do átomo e da matéria. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. História da eletricidade e do magnetismo: da Antiguidade à Idade Média Confira o artigo a seguir,que levanta fatos históricos da eletricidade. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Rotas da eletricidade Confira um pequeno artigo sobre a memória do início da eletrificação no Brasil. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. A carga elétrica e o spin | experimentos: eletrostática https://apps.univesp.br/evolucao-do-modelo-atomico/ https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-11172018000400702&lng=pt&tlng=pt https://revistapesquisa.fapesp.br/rotas-da-eletricidade/ Confira uma videoaula com experiências práticas que demonstram as observações elementares de cargas elétricas em eletrostática. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. 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