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See discussions, stats, and author profiles for this publication at: https://www.researchgate.net/publication/389811832 FITOQUIMICA DE PLANTAS MEDICINAIS PARA A SAÚDE MENTAL DE EQUINOS-REVISÃO DE LITERATURA (JOÃO´S VERSION e From the Vault) Research Proposal · November 2018 CITATIONS 0 READS 61 1 author: João Paulo Novelletto Pisa 56 PUBLICATIONS 8 CITATIONS SEE PROFILE All content following this page was uploaded by João Paulo Novelletto Pisa on 13 March 2025. The user has requested enhancement of the downloaded file. https://www.researchgate.net/publication/389811832_FITOQUIMICA_DE_PLANTAS_MEDICINAIS_PARA_A_SAUDE_MENTAL_DE_EQUINOS-REVISAO_DE_LITERATURA_JOAOS_VERSION_e_From_the_Vault?enrichId=rgreq-717c2df3a03c8946ec0a7faa543f2e58-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4OTgxMTgzMjtBUzoxMTQzMTI4MTMxNTQ5OTM1NkAxNzQxODYzNDM1Nzk1&el=1_x_2&_esc=publicationCoverPdf https://www.researchgate.net/publication/389811832_FITOQUIMICA_DE_PLANTAS_MEDICINAIS_PARA_A_SAUDE_MENTAL_DE_EQUINOS-REVISAO_DE_LITERATURA_JOAOS_VERSION_e_From_the_Vault?enrichId=rgreq-717c2df3a03c8946ec0a7faa543f2e58-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4OTgxMTgzMjtBUzoxMTQzMTI4MTMxNTQ5OTM1NkAxNzQxODYzNDM1Nzk1&el=1_x_3&_esc=publicationCoverPdf https://www.researchgate.net/?enrichId=rgreq-717c2df3a03c8946ec0a7faa543f2e58-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4OTgxMTgzMjtBUzoxMTQzMTI4MTMxNTQ5OTM1NkAxNzQxODYzNDM1Nzk1&el=1_x_1&_esc=publicationCoverPdf https://www.researchgate.net/profile/Joao-Paulo-Pisa?enrichId=rgreq-717c2df3a03c8946ec0a7faa543f2e58-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4OTgxMTgzMjtBUzoxMTQzMTI4MTMxNTQ5OTM1NkAxNzQxODYzNDM1Nzk1&el=1_x_4&_esc=publicationCoverPdf https://www.researchgate.net/profile/Joao-Paulo-Pisa?enrichId=rgreq-717c2df3a03c8946ec0a7faa543f2e58-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4OTgxMTgzMjtBUzoxMTQzMTI4MTMxNTQ5OTM1NkAxNzQxODYzNDM1Nzk1&el=1_x_5&_esc=publicationCoverPdf https://www.researchgate.net/profile/Joao-Paulo-Pisa?enrichId=rgreq-717c2df3a03c8946ec0a7faa543f2e58-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4OTgxMTgzMjtBUzoxMTQzMTI4MTMxNTQ5OTM1NkAxNzQxODYzNDM1Nzk1&el=1_x_7&_esc=publicationCoverPdf https://www.researchgate.net/profile/Joao-Paulo-Pisa?enrichId=rgreq-717c2df3a03c8946ec0a7faa543f2e58-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4OTgxMTgzMjtBUzoxMTQzMTI4MTMxNTQ5OTM1NkAxNzQxODYzNDM1Nzk1&el=1_x_10&_esc=publicationCoverPdf Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Agrárias –Florianópolis,SC Programa de pós-graduação em Agroecossistemas (Mestrado) Disciplina: Plantas Bioativas Docente: Shirley Kuhnen Discente: João Paulo Novelletto Pisa FITOQUIMICA DE PLANTAS MEDICINAIS PARA A SAÚDE MENTAL DE EQUINOS- REVISÃO DE LITERATURA (JOÃO´S VERSION e From the Vault) PISA, JOÃO PAULO NOVELLETTO* *Mestrando em Agroecossistemas- UFSC e Núcleo de Equideocultura e Bem-Estar de Equinos (NebEq-UFSC). E-mail para correspondência: joaopisamdv@gmail.com.br RESUMO A presente revisão de literatura tem como objetivo a caracterização dos constituintes bioquímicos de plantas medicinais que podem ser utilizadas para promover a saúde mental dos equinos, principalmente por ajudarem na ansiedade e estresse, servindo como calmantes, assim promovem o bem-estar animal. As plantas escolhidas foram Erva de São João, Maracujá, Valeriana, Camomila, Melissa e Lavanda (aromaterapia). Os principais fitoquímicos que contribuem para a saúde mental são os flavonoides (fenólicos) que atuam no sistema nervoso central, pois possuem uma atividade protetora neste sistema, porém cada planta tem diversos outros componentes advindos do seu metabolismo secundário, servindo para diversos tratamentos de saúde. Espera-se que este trabalho sirva de incentivo para mais pesquisas de plantas, suas doses e forma de manipulação para ajudar numa maior qualidade de vida dos equinos. Palavras-Chaves: Aromaterapia, Bioquímica Vegetal, Fitoterapia, Problemas comportamentais, Zoopsiquiatria ABSTRAT This literature review aims to characterize the biochemical constituents of medicinal plants that can be used to promote the mental health of horses, mainly because they help in anxiety and stress, serving as Soothing, thus promoting animal welfare. The plants chosen were the herb of St. John, Passion fruit, valerian, chamomile, Melissa and lavender (aromatherapy). The main phytochemicals that contribute to mental health are the flavonoids (phenolic) that act in the central nervous system, because they have a protective activity in this system, but each plant has several other components derived from its metabolism Secondary, serving for various health treatments. It is hoped that this work would serve as an incentive for more plant research, its doses and form of manipulation to help in a higher quality of life of horses. Key words: Aromatherapy, plant biochemistry, phytotherapy, behavioral problems, Zoopsiquiatry https://www.researchgate.net/profile/Shirley_Kuhnen mailto:joaopisamdv@gmail.com.br 1.0 INTRODUÇÃO Saúde, segundo a OMS, não é um estado em que não ocorre doença apenas, todavia, é também um estado de homeostasia e bem-estar, sejam nos âmbitos físicos, mentais e sociais (BRUNING, 1985). Saúde mental seria um conceito que engloba as patologias, seus tratamentos e a prevenção (FILHO et al. 1999). São diversos distúrbios comportamentais que os equinos podem apresentar, como a aerofagia, lambedura excessiva, depressão, relacionados ao movimento, agressividade, aversões e outros (BROOM e FRASER, 2010; STEINER et al. 2013; GRIGOR’YAN E GULYAEVA, 2016, FUREIX et al. 2012, HABRAN e DERLON, 2005, KONIECZNIAK et al. 2014; MILLS e NANKERVIS, 2005) Os fatores que as desencadeiam podem ser neurológicos, problemas da tireoide, falta de interação social e manejo que proporciona um ambiente enriquecido e um espaço adequado, gerando uma frustração e ansiedade (BROOM e FRASER 2010; MOREIRA, 2011; MILLS e NANKERVIS, 2005; REID et al. 2017). Uma boa saúde mental é essencial para o bem-estar animal, pois está ligado com as 5 liberdades e a presença são indicativos de uma má qualidade de vida e manejo (MOLENTO, 2006, NOVO, 2005). Como é um dever ético e moral dos seres humanos proteger a dignidade e a saúde integral dos animais, de acordo com a DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DOS ANIMAIS de 1978 (CFMV), se faz necessário a prevenção, como é feito pelo governo federal com sua política nacional de promoção da saúde (BRASIL, 2010) e o tratamento desses problemas, que podem ser de diversas modalidades como a alopatia (SOUZA, 2004, KING et al. 2000), cirurgia (NICOLETTI et al. 1996; STEINER, 2013), Homeopatia (DIAS, 2000; BENEZ et al. 2004; LOBÃO, 1996), Acupuntura (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006; (PAIVA, 2011; CASTRO, 2011; SIVIEIRO, 2011), florais de BACH (GRAHAM E VLAMIS, 2001; De-SOUZA et al. 2006), enriquecimento ambiental (LEIRA et al. 2017; BROOM e FRASER, 2010) e a terapia comportamental (TRUKSA, 2016; SOARES et al. 2016; LINHARES et al. 2018). Porém, o intuito deste artigo de revisão as plantas medicinais para este fim em medicina veterinária, onde foi encontrado dois trabalhos de revisão de literatura que as utilizam para a medicina veterinária estão as Valeriana, Mentrasto, Fumária, Lúpulo, Maracujá e Ginseng (BATISTA et al. 2017; OZAKI et al. 2006) e em duas pesquisas que avaliaram os efeitos de plantas medicinais para comportamento de codornas, não foi visualizado eficácia com a Valeriana e Camomila (MARQUES et al. 2010, MARQUES et al. 2009). Na clínica de pequenos animais as plantas Passiflora incarnata, Ageratum conyzoides e Valeriana officinalis são as que têm mais importância (BARBOSA, 2011). Foi visto que existem efeitos ansiolíticos em ratos utilizando a Valeriana e a Passiflora (RIZZI et al, 2017). Em seres humanos há muitas plantas utilizadas para estes fins e são conhecidas a algum tempo, sendo muito comum encontrar nas casas das pessoas livros sobre plantas medicinais. Como o de Bruning (1985), que coloca o tratamento para histeria indicando açafrão, arruda,PROPERTIES OF VALERIANA OFFICINALIS- A REVIEW. Pharmacologyonline, S/i, v. /, n. 3, p.641-646, 2011. MURTI, Krishna et al. Pharmacological Properties of Matricaria recutita: A Review. Pharmacologia, [s.l.], v. 3, n. 8, p.348-351, 1 ago. 2012. Insight Knowledge. http://dx.doi.org/10.5567/pharmacologia.2012.348.351. NICOLETTI, J.L.de M., HUSSNI, C.A., THOMASSIAN, A., GANDOLFI, W., LEME, D.P. Estudo retrospectivo de 11 casos de aerofagia em equinos operados pela técnica de miectomia de Forssell modificada. Ciência Rural. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), v. 26, n. 3, p. 431-434, 1996. NONES, J. e NONES, J. Flavonóides no cérebro: Afinal, o que eles fazem por lá? PUBVET, Londrina, V. 4, N. 29, Ed. 134, Art. 908, 2010. NOVO, R.F. Bem-Estar e Psicologia: Conceitos e Propostas de Avaliação. RIDEP · Nº20 · Vol. 2 · 2005. OLIVEIRA, Ana I. et al. 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Alguns dão exemplos de plantas e suas indicações (SELEÇÔES, 2009a) e dicas em que vão além das plantas (SELEÇÔES, 2009b), com uma visão mais holística da promoção da saúde mental e integral. Também estão nos saberes populares, sendo vistas pela ciência através de estudos etnofarmacológicos (RODRIGUES E CARLINI, 2002), como em povos indígenas tendo exemplo o povo Krakô em que Rodrigues e Carlini (2006) viram plantas com efeitos psicoativos que fazem o uso, porém, não publicaram os nomes das plantas, mas elas tem efeitos alucinógenos, ansiolíticos, para insônia, antidepressivos e doenças da cabeça em um outro exemplo, tem-se uma comunidade de agricultores familiares no Rio Grande do Sul que utilizam as seguintes plantas com efeitos nas sua saúde mental: Eucaliptos sp, Cymbopogon citratus, Cunila microcephala Benth, Citrus sinensis (L.) Osbeck., Aristolochia cymbifera, Aloysia Triphylla Royle, Aloysia gratissima (CEOLIN et al. 2009) e os que serão vistos nesta revisão, já na serra catarinense, na cidade de Urupema, foi visto o uso popular de capim-limão, cidrão e as plantas desta revisão para o tratamento de ansiedade (PAGANI e SILVA, 2016). O ministério da saúde contribui para que tenha mais uso no sistema de saúde público, para isto fez os projetos de A FITOTERAPIA NO SUS e o PROGRAMA DE PESQUISAS DE PLANTAS MEDICINAIS DA CENTRAL DE MEDICAMENTOS (2006) e a POLÍTICA NACIONAL DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO SUS (2010). Em medicina veterinária as plantas medicinais e fitoterápicos são utilizados na clínica de pequenos animais, de equinos e de animais de produção, principalmente àqueles que tem como função a sustentabilidade e a criação agroecológica dos animais. Nem todas as plantas que são utilizadas para seres humanos podem ser utilizadas para os animais, como por exemplo a erva de São João (Hypericum Perforatum), que é utilizado para depressão e outros problemas psicológicos mas pode causar fotossensibilização em equinos e ruminantes (PIMENTAL et al. 2007), porém pode ter efeito de cicatrizante em equinos (ARGENTINO et al, 2007; BARROS, 2016). Em uma pesquisa na área de etnoveterinária na região de Trindade e Tobago e na Columbia Britânica, Canadá foi visto que as principais plantas usadas para ansiedade em equinos foram a Magnolia acuminata, Passiflora incarnata e Lavanda spp, para o nervosismo se destacoram a Matricaria recutitam e Matricaria chamonilla e em situações de estresse foi utilizada a Valeriana Oficcinalis, também um composto com esta planta, o lúpulo e Scutellaria lateriflora. Para Estresse tem a Stachys oficcinalis, Humulus lupulus, Althea oficcinalis, Glycyrrihiza glabra, Ulmus vulva, Matricaria recutita, Rubus ursinus e Cichorium intybus. Como tônico para o pós-prova, as plantas citadas foram Salvia oficcinalis, Astragalus membranaceous e Lavandula augustifolia (LANS et al. 2006). Haussler (2011), destaca de forma crítica a necessidade de conhecer mais sobre as terapias integrativas, como as plantas medicinais e fitoterápicos, para o bem- estar destes animais, como o mecanismo de ação, princípios ativos atividade biológica, toxicidade uso de acordo com o caso, em pesquisas com rigor e controle experimental. Assim, não somente usar de forma cega seja pelo uso popular em humanos para os equinos de forma tradicional, como visto anteriormente. O objetivo deste artigo de revisão é conhecer a fitoquimica e a indicações clínicas para a saúde mental dos animais de algumas plantas que são comumente utilizadas para humanos e uma planta utilizada na aromaterapia. As plantas escolhidas são as seguintes: Erva-de-São João, Camomila, Melissa, Valeriana, Maracujá e para a aromaterapia foi escolhida a lavanda. A justificativa deste trabalho está além de conhecer mais sobre o assunto principal, mas a estimulação de mais pesquisas nesta área, principalmente nas plantas e doses que podem ser utilizadas para animais, um conhecimento mais profundo sobre as plantas e seus constituintes bioativos, já que eles são responsáveis pelos efeitos. Assim pode-se contribuir para (promoção) (d)o bem- estar equino e a zoopsiquiatria. 2.0 INDICAÇÔES PARA SAÚDE MENTAL DAS PLANTA ESCOLHIDAS Para esta sessão será apresentado um quadro com as plantas aonde será visto as indicações e partes usadas das plantas escolhidas: Espécie Parte utilizada Utilidade Medicinal CAMOMILA (Matricaria recuita) Flores Efeitos sedativos, calmante, tônico amargo, cólicas, estimulante de apetite e facilitar, eliminação de gases e dar sabor aos alimentos e bebidas. HYPERICUM (Hypericum perforatum) Extremidades florais. Efeito ansiolítico e antidepressivo, adstringente, antisséptica, analgésica, reduz inflamações e promove a cicatrização. MELISSA (Melissa Officinales) Folhas e inflorescências Efeito Sedativo, humor, ansiedade e depressão, aromatizante de alimentos, insônia, cefaleias, dor de cabeça e normaliza funções gastrointestinais. PASSIFLORA (Passiflora incarnata e Passiflora alata) folhas, frutos ou toda a planta. Efeito calmante, ansiolítico, relaxantes, cães que podem ter convulsões, antiespasmódico, tônico dos nervos e dor de cabeça. VALERIANA (Valeriana Officinalis) Raiz Efeito relaxante, sedativo, ansiedade, estresse mental, indução de sono Lavanda (Lavandula officinalis) Óleo essencial. Calmante, ajuda no humor, relaxante muscular, indutor de sono, diminui ansiedade e depressão, o óleo ainda é antisséptico e antibiótico Quadro 1- Indicações medicinais das plantas Camomila, Hypericum, Melissa, Passiflora, Valeriana e Lavanda. Fonte: SELEÇÕES, 2009b; OZAKI et al. 2006; BATISTA et al. 2017; LORENZI, 2000. 3.0 FITOQUIMICA DAS PLANTAS DA REVISÃO 3.1 Geral As plantas selecionadas para a revisão têm efeito em problemas de ansiedade e depressão (Sistema Nervoso Central), principalmente, em seres humanos há o DSM- V (2014, que é um manual utilizado para o diagnóstico dos transtornos psiquiátricos, nele existem diversos transtornos de ansiedade e este sintoma está em outros distúrbios e também os transtornos depressivos, muitas vezes os animais são modelos de estudo para o desenvolvimento farmacológico e para percepção do comportamento nesses estados (FUREIX, 2012), porém muito se há estudado para compreender mais estes problemas e relacionar com o bem-estar animal (BROOM e FRASER, 2010). Em um artigo de revisão Dovichi e Lajolo (2011) mostram que os flavonoides que são pertencentes ao fenólicos (NONES e NONES, 2010) são os principais compostos para os problemas do sistema nervoso central, pois eles tem uma atividade protetora deste sistema, para atuar no SNC, eles precisam passar pela barreira hemato-encefálica (BHE), que peneira as moléculas que vão para o SNC, então, eles agem como substratatos que contribuem para os sistemas transportadores desta barreira, além de outras pesquisas que concluíram que eles são substâncias neuroativos. Um ponto importante da revisão foi mostrar como a nutrição adequada pode ser uma aliada para a saúde mental. Uma dessas autoras fez sua tese com o objetivo de buscar no quiabo compostos flavonoides para trabalhar com ansiedade em camundongos Dovichi (2009), já este grupo é o que mais está relacionado com ervas medicinais para este fim. Pode- se concluir que a administração o flavonoide rutina, presente no quiabo, de forma de suplementação alimentar causou a redução deste problema nos animais. Eles ainda podem apresentar atividades antivirais, antitumoral, anti-inflamatória, antioxidante e hormonal (SANTOS e RODRIGUES, 2017). Os fatores que podemestar relacionados com a presença ou não e quantidade em alimentos estão relacionados com condições climáticas, solo, período da vida da planta, como é preparado, como são estocados e processados (HUBER e RODRIGUEZ-AMAYA, 2008), de forma geral, além delas podem mudar os metabolitos segundários o ciclo circadiano, o desenvolvimento, disponibilidade de água, radiação UV, nutrição da planta, altitude e até a poluição atmosférica e doenças que podem ocorrer nas plantas (GOBBO-NETO e LOPES, 2007). Em medicina veterinária Cavalcanti (1997) também mostra que os flavonoides servem para o tratamento de estresse em animais. Porém, existem outros princípios bioativos que se relacionam com doenças do sistema nervoso, como no estudo realizado por Peña et al (2009) observou que em extratos secos de Passiflora incarnata L., Matricaria recutita L. e Morinda citrifolia L. foram encontrados os sequintes metabolitos secundários: flavonoides, aminas e aminoácidos, açucares e oligossacarídeos em todas essas plantas, terpenos e compostos antraquinónicos em M. citrifolia e em P. incarnata as coumarinas. Em nenhuma foi visualizada a presença alcaloides e glicosídeos terpenoides. Eles são os metabólicos secundários das plantas, para elas, tem como objetivo de defesa, seja de predadores ou microorganismos que causam doenças à ela, como também dos raios ultravioleta, ajudam para atrair polinizadores ou para animais que servem para dispersar as sementes, mas o principal interesse para a pesquisa é para busca de novas moléculas para contribuir na saúde humana e animal (SIMÕES et al. 1999). Essas plantas foram escolhidas conforme a importância e popularidade na medicina popular de humanos, mas que também foram vistas no trabalho de Lans et al. (2006). Em resumo, tem-se a seguir o quadro que mostra as espécies presentes neste trabalho, sua família, nomes populares e os principais metabólitos secundários que dão as propriedades medicinais dessas plantas em fontes oficiais: Espécie Família Nome popular metabólitos secundários Hypericum perforatum L. Hypericaceae Erva-de-são-joão, hipérico Antraquinonas e flavonoides Matricaria chamomilla L. Asteraceae Camomila, matricária, maçanilha Flavonoides (apigenina, luteolina). Cumarina (umbeliferona). Óleo essencial (farneseno, alfa- bisabolol,óxidos de alfa-bisabolol, alfa- camazuleno, espiroéteres). Passiflora incarnata L. Passifloraceae Juss. ex Roussel Maracujá, flor da paixão, maracujá doce fitosteróis, heterosídeos cianogênicos, alcaloides indólicos (menos de 0,03%), flavonoides (di-C- heterosídeos de flavonas até 2,5%, vitexina e apigenina) e cumarinas Melissa officinalis L. Lamiaceae Anafa, cidreira, erva-cidreira, citronela-menor, capim cheiroso, capim-cidreira, jacapé, melissa (Itália), melisa (Argentina), toronjil, lemon balm (Ingl.), mélisse (França) Óleos essenciais (linalol, geraniol, nerol, citral, citronelal, etc), flavonóides (luteolol, apigenina), ácidos (rosmarínico, cafeico, clorogênico, ursólico, rosmarínico e oleânico), taninos, glicosídeos e resinas Valeriana officinalis L. Caprifoliaceae Valeriana Monoterpenos, sesquiterpenos, epóxi-iridóides e valepotriatos Lavandula officinalis; L. spica L; L. vera DC e L. angustifolia Miller Lamiaceae Alfazema e lavanda linalol, geraniol, cineol, limoneno, alfa e beta-pineno, beta-cariofileno, cumarina, taninos, aldeídos, cetonas, ácido ursólico, fitosteróis e flavonóides (luteolina) Quadro 2- Família, nomes populares e principais substâncias bioativas das plantas discutidas nesta revisão. Fonte: Anvisa (2016), ANVISA (2018), Secretária Municipal de Saúde de Londrina-PR. 3.2 Camomila A camomila tem 4 raças químicas (A, B, C e D), a primeira (A)é do tipo europeu em que se concentra mais o oxidobisabolol A, a segunda (B) é do tipo argentino, que tem mais o oxidobisabolol B, a terceira (C) é do tipo espanhol e tem a predominância do bisabolol, já a última é do tipo brasileiro (D), contendo o bisabolol e oxidobisabolóis em quantidades equivalentes (SILVA JR, 2003a). Óleo essencial azul é sua concentração é de 0,3% e pode chegar a 2% em relação ao peso seco, nele há presença de abisabolol que serve para cicatrização da pele, inflamação das gengivas e antivirotico para herpes, camazuleno e camaviolino, polissacarídeos (imunoestimulante), éteres bicíclicos (atividade espamolitica, semelhante a papaverina), flavonoides de ação bacteriotstica e trocomonicidas, apigenina (ansiolítica e sedativa), Lactona sesquiterpenica antecotulídeo e na raça química brasileira contém camazuleno, oxidobisabolol A, oxidobisabolol B e alfa- bisabolol (SIMÕES et al. 1999; LORENZI, 2000; SILVA Jr, 2003a). Marques et al. 2012 utilizam o extrato etanólico da Matricaria recutita extraído pelo equipamento soxhlet e para verificar os metabolitos secundários fizeram uso da cromatografia em camada delgada (CCD), que evidenciou compostos flavonoides e taninos e que estes podem ser úteis para vários tratamentos, cosmética, aromatizante e ornamental. Em um estudo físico-químico do óleo essencial de camomila (Chamomilla recutita) foram vistas as presenças de alfa-bisabolol (e derivados), seus óxidos A e B, camazuleno e hidrocarbonetos terpênicos, sendo que no óleo essencial recuperado não possui o camazuleno, para chegar a este resultado foi utilizado o aparelho do tipo Clevenger no método de hidrodestilação e a determização foi graças a cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa (BORSATO et al., 2008). Murti et al. (2012) esquematizou em uma revisão de literatura da Matricaria recuita e o efeito e o metabolito secundário responsável por ele, como Apigenina e bisabol (no óleo essencial) como antiespasmódicos, bisabol e alfa-bisabol para úlceras, bisabol como anti-inflamatório, alfa-bisabol como antimicrobiano e efeito antifúngico tem camazuleno e flavonoides, ainda, especificaram as propriedades bioativas da camomila alemã e romana, sendo que a primeira contém como terpenos o bisabol, alfa-bisabol, óxido A e B, camazuleno, sesquiterpenos, os flavonoides são as apigenina, luteolina, ácido quercetina, ainda tem cholino, taninos e polissacarídeos, já a segunda possui o camazuleno e bisabol, apigenina, luteolina, quercetina, como coumarínico tem o Scopoletino-7-glucosídeo e ainda ácidos esteres, graxos e fenólicos, cholino e ácido antémico. No óleo essencial de camomila (Matricaria recutita) se notou a presença de α- Pineno, camazuleno, óxido de bisabolona, alfa-bisabobol, óxido bisabolol A e B, cariofileno e Artemísia cetona, um dos fatores para mudança de concentração foi a idade da planta na colheita. O óleo foi obtido através de hidrodestilação com o aparelho tipo Clevenger e os componentes foram identificados com um cromatógrafo gasoso Varian, modelo CP- 3800, com detector FID (CG/FID), sendo a idade de colheita em dias das plantas foram 85, 92, 99, 106 e 113 dias de idade (AMARAL et al., 2014). Segundo a pesquisa de Borsato et al. (2005) o método de extração do óleo de camomila do modelo destilador é de uma qualidade menor que pela hidrodestilação, neste estudo foram encontrados os seguintes componentes bioativos: Camazuleno, Óxido de Bisabolol A, Óxido de Bisaboleno, Alfa-Bisabolol, Óxido de Bisabolol B, Alfa- Farneseno, Óxido de Cariofileno, Cariofileno, Alfa-Pineno, Artemísia cetona, 3-Careno, Azuleno e outros, que foram identificados com cromatografia gasosa. Na questão dos flavonoides, se destacam a apigenina, apigenina-7-(6``-o- acetilato) glicosídeo, apiína, apigetrina, crisoplenol, eupaletina, isso-ramnetina, jaceidina, campferol, luteolina, 6-metoxi-campferol, tetrametil, quercetina, rutina, quercetrina e espinacetina, também há outros compostos, como aminoácidos, ácido ascórbico, n-butanol, éster camomila I, éster camomila II, ácido clorogênico, colina, ácido vanílico, epicatecol, isopentil, ácido málico, tanino, niacina,7-glicosídeo escopoletina, oxicumarina, arabinose, ácido D-galacturônico, ácido salicílico entre outros (SILVA Jr, 2003a). 3.3 Hypericum No início dos anos 2000, eram conhecidos os componentes Hipericina, uma naftodiantrona, flavonoides hiperosídio, rutina amentoflavona, um bioflavonoide, hiperforina, acído clorogênico e procianidina. Oléo essencial contem mono e sesquitepernos, cetona e álcoois alifáticos e ação para a saúde do indivíduo, como o efeito antidepressivo pode estar relacionado com a hipericina, que tem a função de inibir a MAO, como também acilfloroglucinol hiperforina e podem ser potencializadas pela ação da procianidinas em preparações aquosas por causa da solubilidade aumentada. A hiperforina mostrou-se inibidora da de serotonina, noradrenalina, dopamina e GABA, então ela tem efeito nos neurotransmissores. Este fitoquímico está presente em concentrações de 2% em Flores e 5% em frutos (SIMÕES et al. 1999; LOREZENI, 2000). Hipercina é uma diantrona de cor vermelha, causa uma fotosensibilização em animais albinos e que herbívoros, ainda pode levar a morte (hiperismo). As matérias corantes isoladas dos penicílios (peniciliopsina) tem relação com ela, pois, através da ação oxidativa da emodina-antrona, a peniciliopsina se transforma em proto-hipericina que sofre radiação e dá origem a hipericina (COSTA, 1994). Um estudo do efeito do tóxico extrato bioativo para células hepáticas (por causa do 1A2 ´´CYP1A2`` e 2D6 ´´CYP2D6`` mostrou que que hipericina induz a CYP1A2 nas células tipo HepG2 e consegue inibir ela nas células do tipo HepaRG, enquanto isso, a hiperforina tem como função de induzir a CYP2D6 em nas células HepG2 e impedem nas células hepaRG e WRL-68 (SILVA et al. 2016). A erva de São João tem componentes bioativos que servem como neuroprotetores, pois tem como função ser antioxidantes e antipoptose no sistema nervoso central, entre eles estão Quercetina, hiperosídeo, quercetrina, rutina, hipericina, kaempferol, biapeginina e hiperforina, com isto percebe-se a importância dos flavonoides na saúde mental (OLIVEIRA et al. 2016) Na essência da planta, foi encontrado n-nonano, metil-2-octano, n-undecano, metl-2-decano, mirceno, limoneno, alfa e beta pinenos, cineol, octanal, decanal, cadineno, humuleno, beta-cariofileno, gurjuneno, aromadendreno e ésteres do ácido isovalérico. Já glicerídeos dos ácidos esteárico, palmítico, mirístico, láurico, um fitosterol, álcool cerílico e hidrocarbonetos parafínicos foram o óleo da planta. Também tem na sua constituição os glúcidos (frutose, glucose e pectina) e as resinas, tanino, pirocatéquico, cinzas, vitamina C, saponina, colina, ácidos cafeico, clorogénico, nicotínico, beta-sitosterol, octasano, triacontano e outros hidrocarbonetos parafínicos e álcoois saturados. Carotenos, flavonoides e a hipericina como corantes da planta. Os flavonolósidos conhecidos são hiperósido, rutósido, quercitrósido e o quercetol. (COSTA, 1994). Sakamoto (2015) investigou o efeito do hiperosídeo em camundongos como modelo de paciente doente e depressivo, conclui-se que pode ser dado como preventivo do comportamento de doente, principalmente quando oferecido juntamente com o LPS, ainda foi confirmado seu efeito antidepressivo através do teste de suspenção da causa. Coleta (2008) concluiu que ela possui efeito sedativo em doses altas (> 25 mg/kg) e ansiolítico em doses baixas (5 mg/kg), estes efeitos não são causados pela hiperforina, mas pelos outros de seus constituintes fitoquímicos, que ele identificou em sua pesquisa a presença de ácido clorogénico, rutina, hiperósido, quercitrina, isoquercitrina, quercetina, I3, II8-biapigenina, amentoflavona, hipericina, pseudohipericina e hiperforina. Em uma pesquisa para averiguar os componentes fenólicos desta planta, foram encontradas 23 compostos, entre eles estão os seguintes: Ácido 3-O-(E)- CAFFEOYLQUINIC, Ácido 3,4-Dihidroxybenzoico, Ácido 3-O-(Z)-p-Coumaroylquinico, Ácido 3-O-(E)-p-Coumaroylquinico, 2beta-Glucosil-1.3.6.7-Tratahidroxynanthone, 6beta-Glucosilluteolin, hiperosideo, Quercetin-3-O-beta-d-Glucrusideo, quercetin-3-0- beta-d-glucuronideo, 2R,3R-Dihidroquercetin-3-O-alfa-L-Rhamnoideo, quercetin-3-0- alfa-L-arabinopyronosideo, quercetin-3-O-alfa-L-Rhamnosídeo, quercetin-3-0-(2´´- acetil)-beta-d-galactosídeo , Quercetino, Biapigenin, Amentoflavone, éter Pinocembrin- 7-metil, Pseudohipericina, hiperforina e hipericina (JURGENLIEMK; NAHRSTEDT, 2002). Em um estudo relacionando Hypericum perforatum e Hypericum maculatum na Estônia foi encontrado basicamente a mesma fitoquímica nas duas espécies, porem em proporções diferentes. H. maculatum (parte área) teve menos concentrações de fenólicos e traços de rutina e hiperforina, porém, a quantidade de hipericina foram semelhantes nas duas espécies. Em geral, os componentes estudos foram um derivado ácido quínico, glucosídeo de ácido cafeíco, glucosideo o ácido vanílico, ácido neochlorogenico, ácido clorogênico, catequina, epicatequina, glucosideo de miricetina, hiperosideo, isoquercitrina, rutina, pentosideo uqercetina, quercitrina, kaempferol, glucosídeo kaempferol, rutinosideo, quercetina, hiperforina, adhiperforina, protopeseidohipericina, pseudohipericina e hipericina (RUSALEPP et al. 2017). Bridi et al (2018) revisou os principais artigos envolvendo espécies de Hypericum sobre o composto phloroglucinol e seus derivados, com isto, foi visto que há estudos que isolaram prenylateda phloroglucinols, chromanos and chromenos, dimerica acylphloroglucinols, polycyclica polyprenylateda acylphloroglucinols, simples benzophenonos e phloroglucinol-terpenos adductos. Suas principais funções farmacológicas são de antimicrobianos, antidepressivos, antinocicepetivo e efeito citotóxico. Mas os teores dos metabólitos secundários podem mudar. Um dos motivos seria à secagem, ao congelamento e a estocagem a baixas temperaturas, Diniz et al (2007) mostrou que o processo de secagem já reduziu a quantidade de rutina e quercetrina livres, assim como os flavonoides do extrato hidrolisado, tendo o seu ápice de redução aos 25oC. Não teve diferença no congelamento nos flavonoides, mas sim na concentração de hipericina. Na estocagem em baixa temperatura tanto os teores de flavonoides (livres e glicosilados), como de hipericina tiveram diminuição em relação aos teores da planta fresca. A problemática disso é a preparação de medicamentos fitoterápicos, em que se preconiza a padronização dos componentes. A plantação também pode afetar, como visto num estudo de Amarante, Souza, Ernani (2007) viram que com a calagem e adição de suplementação de fósforo, houve o aumento de Ca, Mg, K, N e P encontrados na parte área da planta, porém, não mediram os teores dos metabólitos secundários. Também há na forma de óleo essencial, que contém alfa-pineno, miraceno, gurjuneno, cariofilileno, alfa-terpineol, aromandreno, geraniol, limoneno, beta-pineno, metil-2-octano, ésteres do ácido isovaleriânico, cadineno e 1,8-cineol. Na cidade de Itajaí,SC se fazem o uso do método de hidrodestilação de Claevenger (3horas de destilação), neste caso os teores são de 0,06% (folhas frescas), 0,09%(inverno) e 0,16% (primavera e verão), no geral se tem o conhecimento de uma variação de 0,1% até 0,35% nos teores do óleo desta planta (SILVA Jr, 2003). https://www.sciencedirect.com/topics/agricultural-and-biological-sciences/prenylation https://www.sciencedirect.com/topics/chemistry/chromenes https://www.sciencedirect.com/topics/chemistry/benzophenones 3.4 Melissa Estão presentes na planta compostos voláteis, triterpenoides, ácidos fenólicos e flavonoides, alguns exemplos de fitoquímicos da Melissa Officinalis são os Taninos, Oléo essencial contem citral, citronelal, citronelol, limoneno, linalol e geraniol, taninos, ácidos triterpenoides, flavonoides, mucilagens, resinas e substâncias amargas, glicoisidios dos álcoois. Semelhante quimiotipos de Lippia alba (LORENZI, 2000; SHAKERI; SAHEBKAR; JAVADI, 2016).Na sub-família Nepetoideae (Lamiaceae) que a Melissa se encontra, tem os derivados do ácido tartárico (ácido 2,3-O-dicafeoil- tartárico, que é o ácido chicórico) e do ácido láctico, o ácido 2-O-cafeoil-3-(3,4-di-hidróxi- fenil)-D-láctico, este chamado de ácido rosmarínico 16 (SIMÕES et al, 1999). Em uma pesquisa para determinar a atividade antioxidante e do teor dos flavonoides totais em quercertina em extrato aquoso foi verificado que a Melissa teve 228μg/mg, mostrando que o seu consumo em forma de chá pode realmente ter atividades antioxidantes (SILVA et al, 2017). Luz et al (2014) verificou o óleo essencial desta planta em diferentes épocas do ano, manejo e tipo de adubação, os resultados foram que no verão, a campo, em clima quente e úmido e de forma protegida há maior produção de biomassa de Melissa e os componentes do óleo essencial (extraído por hidrodestilação) foram os seguintes: Linalol, Nonenal, Citronelal, Oxido de cariofileno, Acetona de geranila, Cariofileno, Cis- isocitral, Trans-isocitral, Geranato de metila, Geranial, Citronelol, Neral, Geraniol e Citronelato de metila, as concentrações de cada um destes compostos bioativos dependeu das variáveis estudas, como por exemplo, o citral que foi visto em maior quantidade em clima quente e úmido e o citronelal que foi mais abundante no inferno. Sadraei et al., 2003, relata em sua pesquisa os 1-Octeno-3-ol, 6-Metil-5-hepteno-2-ona, Trans-β-ocimeno, Linalol, Para-menta-3-en-8-ol, Citronelal, Citronelol, Neral, Geraniol, Geranial, α-Cubebeno, Eugenol, Acetato de geranilo, β-Cariofileno, Germacreno, Acetato de eugenol e Óxido de cariofileno, já a partir da infusão das folhas, os óleos essenciais foram trans-β-ocimeno, 6-metilo-5-hepteno-2-ona, cis-linalol óxido, citronelal, linalol, β-cariofileno, neral, geranial, acetato de geranilo, citronelol, geraniol e Óxido de cariofileno (CARNAT et al., 1998 apud COLETO, 2008). Em uma avalição do efeito antifúngico do óleo essencial e extrato etanólico foi visualizado a presença de citronelal, neral e geranial e fenóis, flavonóides, taninos entre outros, respectivamente, porém não teve a eficácia esperada no tratamento de nenhum destes meios (ROCHA, 2006). Para atividade antimicrobiana, foi analisado com as cepas de E. coli e S. aureus, em dois meios, os extratos metanólico e hexânico, em que também não foi visualizado efeito, porém, os constituintes bioativos foram os taninos(só no extrato metanólico), flavonas, flavonóis, chantonas, chalconas, auronas, flavanonois, catequinas flavanas, antocianidinas e leucoantocianidinas, para isto, foi feito testes a partir da mudança de cor e pH quando usados reagentes específicos (SOUSA et al., 2016). Coleta (2008) não identificou nenhum efeito neurológico com a utilização da Melissa Officinalis. Reis et al. (2009) pesquisaram 3 tipos de meios para a plantação de Melissa com o intuito para ver as diferenças nos teores dos metabolitos secundários presentes no óleo essencial, extraído com o aparelho de Clevenger e a analise fitoquímica realizada com a cromatografia gasosas. Os meios dependeram da concentração de sais; o MS (completa), MS/2 (metade da concentração) e MS/4 (com 25% de concentração), concluíram assim que o melhor meio que influenciaram melhores teores no oléo essencial foi o MS e evidenciaram o Citronelal, Angelato de prenila, Neral, Geranial, Acetato de nerila, Trans-6-hidroxi-α-terpineol, Óxido de cariofileno e alguns desconhecidos como os componentes bioativos presentes, sendo que, no MS foi mais visualizado os neral e o geranial, no MS/4 foram estes também e no MS/2 foi acetato de nerila. Utilizando do método de cromatografia líquida de alta eficiência acoplada com fotodiodo detecção de matriz Dastmalchi et al. 2007 observaram que o extrato de Melissa continha flavonoides e ácido hidroxicinâmico, além de ácido cafeico, ácido m- coumaric, eriodictyol-7-O-glucoside, naringin, Hesperidin, ácido rosmarínico, naringenin e hesperetina. O objetivo do estudo foi verificar o efeito antioxidante do extrato, que teve este potencial, mas os resultados obtidos não foram acima dos controles positivos. 3.5 Passiflora Na planta estão presentes o Alcaloide harmano (passiflorina), glicosídios cianogenicos: cianocardina, tetrafilina e ginocandina. Flavonoide crisina em p. caerulela l. ligabte dos receptores benzodiazepínicos. Incarnata cotem 2,5% de flavonoides, C- Glicosil-flavonas derivadas da isso-vitexina, schafotosina, isso-orientina, vicentina e lucenina. Ação neuro pelo conjunto dos componentes (LORENIZ, 2000). A passiflorina (harmana) é a um alcaloide indólico (COSTA, 1994), além de. Ácidos fenólicos, cumarinas, fitosteróis e hterosídeos cianogênicos, maltol (2-metil-3-hidróxi-pirona, alcalódes indolicos (harmana, harmol, harmina e seus derivados di-hidrogenados), flavonoides di-C-heterosídeos de flavonas (SIMÕES et al. 1999). Em uma pesquisa realizada no munícipio de Campos do Goytazes-RJ para ver a composição química do maracujá amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa) foi visto que em folhas mais jovens foi percebido maior concentração de rutina, vixetina, flavoinóides totais, N, P, K e Zn, já nas folhas mais velhas os maiores teores foram de Ca, Mg, B, Cl e Mn, os elementos S e Fe não fazem diferença conforme a idade da folha (FREITAS et al, 2007). Em Passiflora coccinea foram encontrados 3 tipos de flavonoides, a vitexina, isovitexina e 2-0-beta-D-glucopiranosil-vitexina, presentes em extratos metanólicos e glicólicos da planta (SILVA, 2012). Em um estudo com a Passiflora alata para a detecção de alcaloides e flavonoides em extrato com os métodos CLAE e UV foi encontrado isovitexina (MULLER, 2006), o efeito deles é no sistema nervoso central (PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO, 2010). Passiflora edulis Sims possui um efeito ansiolítico, a sua fração de flavonoides totais extraído de infusão pode ser relaxante muscular também (COLETA, 2008). Com o suco do Maracujá-amarelo (Passiflora edulis forma flavicarpa Degener), foi visto os principais constituintes fenólicos totais, beta-caronteno e ácido ascórbico (efeito antioxidante), suas concentrações não tiveram influência da temperatura, mas para os fenólicos totais e beta-caroteno foi influente o tempo de armazenamento para as suas quantidades, assim como a atividade antioxidante (ROTILI et al. 2013). Em Passiflora trintae (Maracujá cobra) foram descritos o ácido ascórbico, taninos, flavonoides, catequinas, epicatequina e epigalocatequina, que são compostos fenólicos, detectados através da oxidação, aonde eles sofrem esta reação e se convertem em fenolatos em meio alcalino por meio do de Folin Ciocateau e a leitura foi feita com espectrofotômetro com comprimento de onda de 760 nm (MIRANDA, 2015). Passiflora cincinnata é popularmente conhecida como Maracujá-do-mato, Siebra et al. (2014) realizaram um estudo para conhecer sua fitoquímica e atividade antimicrobiana, a partir de seu extrato hidroalcoólico feitos com as folhas, cascas, hastes, polpas e sementes e para identificar os metabolitos secundários foi utilizada a técnica de mudança de cor e formação de precipitados a partir de reagentes específicos, com isto, foi vista e existência de Taninos condensados, Alcaloides, Catequinas, Leucoantocianidinas, Flavanonas, Auronas, Chalconas, Flobacênicos, Flavonas, https://www.researchgate.net/profile/Keyvan_Dastmalchi?_sg=F8yUerzlmHUzs5gv58g_q_YK2tm6JUym7qbMM3CVmVYALWyUByyNP5vrsjqUUsoSU6tHOoo.jf6oZb6cJJ46CSLp4fxZvkYG66bGuGN-y3JoxTaHyoYzYj5Xs-vbY1-SqfbQv9FVPx_pOQSoRFhrYTFjNR8lQA Flavonois, Flavononois e Xantonas, porém, nem todos foram vistos em todos os extratos, alcaloides só estiveram presentes na semente, catequinas não estavam nas hastes, assim como as Leucoantocianidinas e em nenhum foi evidenciado a presença de Fenóis, Taninos hidrolisáveis, Antocianinas e Antocianidinas. Foi identificado atividade antimicrobiana. Chabariberi et al. (2009) encontraram pelo método de cromatografialíquida de alta eficiência (CLAE) e a cromatografia de camada delgada de alta eficiência (CCDAE) para detectar os teores de flavonoides totais de duas espécies de passiflora, a P. edulis e a P. alata, na primeira encontrou uma média de 11,05mg/g e a segunda com 11,25 mg/g, estes, expressos em rutina como substância padrão. Já Wohlmuth et al. (2010) utilizando a técnica Espectro UV viu os flavonoides derivados de apigenina e luteolina, pelo método HPLC foi visto o C-glicosil flavona da espécie P. incarnata. Assim como Chababiberi et al. (2009), Viera (2013) utilizou a técnica CLAE para verificar os compostos fenólicos e de plantas passiflora spp. em que os flavonoides detectados foram homoorientina, orientina, isovitexina e 4-vitexina, também foi visto protoantociadinas e os alcaloides harmana foi o mais visto. Em uma revisão de literatura feita por Patel, Verma e Gauthaman (2009) foram descritos como os principais constituintes da Passiflora Incarnata L os flavonoides (apigenina e luteolina, isovitexina, vitexina, isoorientina, orientina e saponarina schaftosido, isoschaftosido, isovitexina-2"-O-β-glicosídeo e isoorientina-2"-O-β- glicosídeo, vicenina-2 e lucenin-2, isovitexina e isoorientina), alcaloides (harmana, harmol, harmino, harmalol and harmalino) e outros (γ-benzo-pyrono, derivado do maltol, raffinoso, sucroso, D-glicose e D-fructose), já o óleo essencial contém hexanol, benzyl álcool, linalool, 2-phenylethyl álcool, 2-hydroxy benzoico ácido methyl ester, carvono, trans-anethol, eugenol, isoeugenol, βionono, α-bergamotol e phytol, limoneno, cumeno, α-pineno, prezizaeno, zizaeno e zizaneno, mais 21 aminoácidos e cianogenico glicosídeo ginocardina. 3.6 Valeriana A fitoquimica da Valeriana é constituída por flavonoides e lignanas, em suas raízes e rizomas há os grupos dos óleos voláteis sesquiterpenos e valepotriatos, além dos flavonoides, lignanas e alcaloides (Nandhini et al., 2018). Murti et al (2011) descreve os componentes são encontrados alcaloides, óleos essenciais voláteis que são responsáveis pelos efeitos sedativos, iridoíde valepotriato e lignanas, as partes da planta usadas para fins terapêuticos são as raízes e os rizomasA valerina é um alcaloide de núcleo tropano (COSTA, 1994). A valerianina é um isopreno da classe dos monoterpênicos (SIMÕES et al. 1999). Existem aproximadamente mais de 150 óleos essências encontrados na planta, o que a concentração varia de acordo com o clima, crescimento, fertilidade do solo e altitude, sabe-se que em altas altitudes, solos férteis e arenosos se têm em mais quantidade. Alguns exemplos estão careno, canfora, limoneno, borneol, sabineno, sabinol, nerolidol, elemeno, ledol, guaiol, valerone, acetato bornil, 𝛼-Thujene, 6- Isopropyl-1-methylbicycles [3,1,0] hexano, p-Cymeno, L-Myrtanol, 𝛼-Terpineol, 𝛽- Caryophylleno, 𝛽-Gurjuneno, nerolidol, valeranal, ácido valeranico, ácido Valerenólico, ácido acetoxyvalerinico e alguns ainda não foram definidos (CHEN et al. 2015). Em uma pesquisa feita no Irã, os óleos encontrados foram dos componentes monoterpenicos, hidrocarbonetos, borneol, acetato bornil e valerenal (MORTEZA; JOORABLOO, 2012). Gränicher, Kapetanidis e ChristenIlias (1995) acharam no óleo essencial a acetato bornil, valerenal, álcool kessil, acetato kessil nas raízes de Valeriana officinalis var. sambucifolia. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/003194229500492P#! https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/003194229500492P#! https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/003194229500492P#! https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/003194229500492P#! São conhecidos 130 iridoídes no gênero Valeriana spp. como a valepotriato (V.wallichii), dihydrovalepotriato, acetyl-valepotriato (V. jatamansi Jones,V.officinalis L.,andV.officinalis L.var.latifolia Miq), isovalepotriato, acetoxyvalepotriato, e isovalemxyhydroxy-dihydrovatrato, este grupo ainda pode ser divido em diethenoides (Valtrato, Isovaltrato, 7-Epi-deacetylisovaltrato, Homovaltrato 1 e Homovaltrato 2, Diavaltrato, Homoacevaltrato, Hydroxyvaltrato, Isohomovaltrato, Valeriandoide F, Valeriandoides A, Valeriandoides B e outros), monoethenoides (Didrovaltrato, Isovaleroxyhydroxydihydrovaltrato, AHD-valtrato, Homodidrovaltrato, Valeriotriato B, Didrovaltrateacetoxyhydrina) e outros a partir de sua estrutura (CHEN et al. 2015). Outros exemplos de iridóides são monovalerianester A e outro diester, (1R,2S,6S,9S)- 5-Acetiloximetil-9-metil-3-oxabiciclo [4.3.0] non-4-em-2-il-isovalerato (NANDHINI et al., 2017). Em Valeriana jatamansi foram encontrados 5 iridoídes que foram dominados chlorovaltrate P-T e mais 6 substancias consideradas análogas, que são as seguintes: 8-methoxy-3-methoxy-10-methyleno-2,9-dioxatricyclo[4.3.1.03,7]decan-4-ol, chlorovaltrato A, (1R,3R,5R,7S,8R,9S)-3,8-epoxy-1-O-ethyl-5-hydroxyvalechlorino, 8- methoxy-4-acetoxy-3-chlormethyl-10-methylena-2,9-dioxa-tricyclo[4.3.1.03,7]decana, (1S,3R,5R,7S,8R,9S)-3,8-epoxy-1-O-ethyl-5-hydroxyvalechlorino, (1R,3R,5R,7S,8R,9S)-3,8-epoxy-1-O-methyl-5-hydroxyvalechlorino, que demonstram efeitos neuroprotetivos moderados (WANG et al., 2017) Outros componentes são os alcaloides (chatinino, nordelporphino, norphoebine, thaliperphino, nantenino, phenanthreno, phoebino, dehydroaphino, valerino, Valeriano e oxoaporphino), flanonoides (acacetina, apigenina, diosmetina, luteolina, quercetina, kaempferof, linarina e luteolina), os lignanoides (7,9-monoepoxylignina, pinoresinol-4-O- D-glucosideo, 8-hydro-xypinoresinol, 7,9-monoepoxylignanas, 8-hydroxy-pinoresinol-4- O-D-glucoside, fraxireslnol-4-O-D-glucopyranosideo e prinse-piol-4-O-D-glucopy- ranoside) e aminoácidos (𝛾-amino ácido butirica, tyrosino, glutamina, ácido cafeíco e sitosterol) (CHEN et al., 2015). O ácido 2-propilpentanóico é um componente do extrato de valeriana e pode servir para o tratamento do câncer, ele é transformado no fígado por 3 vias principais: glucuronidação por UDP-glucuronil transferase (UPGT), hidroxilação por citocromo P450 (CYP450) e β-oxidação em mitocôndrias por acetil-CoA deshidrogenase (HAMAIDIA et al. 2016). Outra espécie deste gênero é a Valeriana turkestanica, foi comparada com a Valeriana Officinales na Polônia e Cazaquistão, nela foi visto que há compostos semelhantes da espécie mais utilizada: Valerena-4,7(11)-diene, UI 222[M]+, 110(100), 147( 62), (Z)-α-Bisabolene, (E)-α-Bisabolene, Pacifigorgiol, Elemol, Guaia-6,9-dien-4β- ol, Ledol, α-Eudesmol, Valeranone, Valerenal, Valerenol, (E)-Valerenyl acetate, (Z)- Valerenyl acetate, Valerenic acid, Palmitic acid, Valeric acid, 2,6-dimethylnon-1-en-3- yn5-yl ester, (E)-Valerenyl isovalerate e Acetoxyvalerenic acid, para chegar a isto utilizou-se a técnica de GC-MS, Cromatografia gasosa espectrometria de massas. Isto significa que pode ocorrer a substituição, pois, os princípios bioativos que tem ação no sistema nervoso central (ácido valerónico e derivados) estão presentes nesta espécie também (SERMUKHAMEDOVA et al., 2017). Já numa variedade de Valeriana officinalis, a latifolia, foi encontrado fenólicos (olivil, pinoresinol, 8-hidroxipinoresinol, pinorespiol, 8-hidroxi-7epipinoresinol, ácido trans-p-hidroxifenil-propenoico, ácido cis-p- hidroxifenil-propenoico, ácido isoferúlico e isovanilina) e uma neolignana benzofurânica, isovalerato de 9-di-hidrodesidrodiconiferila (WANG et al., 2013). Foi descoberto nesta década um novo fitoquímico presente nesta planta, o Volvalerenono A, que é um mononorsesquiterpenóide, sendo obtida por cristalografia de raios X espectroscópicos e de cristal único. Sua função é de inibição fraca na esterase da acetilcolina (WANG et al., 2010). Um estudo tentou descobrir as vias do Drimenol (álcool sesquiterpeno), sendo sugerido o VoTPS3, pois sem ele os FARNESOL e difosfato de drimenyl não conseguiram ser transformar neste composto, para síntese, a probabilidade é feita através mecanismo de pronotação e ionização (Kwon et al.,2014). Wills e Shohet (2009) pesquisaram sobre a influência da temperatura na concentração de ácido valerênico extraído da raiz da planta em forma de pó e armazenado em temperaturas de 5, 14 e 30oC, viram que o teor deste composto diminuiu com o tempo e a temperatura de 30oC e baixa umidade, assim como ácido acetoxivalerênico, porém o ácido hidroxivalerênico não teve diminuição pelos mesmos motivos. Mostraram ainda, que o melhor armazenamento seria em menos de 14oC, para ter maior concentração de ácidos valerênicos. Há diferenças nos teores em uma mostra comercial e outra cultivada em modo hidropônica. O ácido valerênico tem 59,76% na comercial e 6,20% na hidropônica, porém, ela tem 91,31% de ácido acetoxi-valerênico, contra 35,72% na comercial e em ácido hidroxi-valerênico, a primeira amostra tem 4,52% e a segunda 2,49% (SILVA Jr, 2003b) 3.7 Aromaterapia com Lavanda Aromaterapia é um tratamento em que se utiliza óleos essenciais extraídos das plantas para que o equilíbrio do paciente seja estabelecido, foi iniciado pelo químico francês René Maurice de Gatefossé e começou a ser difundida em 1964 e sua forma de ação é através da estimulação de células olfativas por partículas desprendidas dos óleos, essa estimulação desencadeia outras reações, como por exemplo o sistema límbico (ANDREI e COMMUNI, 2005). Num artigo o médico veterinário Guilherme Santos (2016) apresenta este tratamento para os transtornos comportamentais em cães, em que podem ser usados juntamente com a terapia comportamental, cita a óleo essencial de lavanda, que tem o seu mecanismo de ação no Serotonérgico. Em equinos, há estudo em que se utiliza esta terapia em animais estressados em que a lavanda foi responsável por diminuir as frequências cardíacas após esforços agudos (FERGUSON; KLEINMAN; BROWNING, 2013), utilizando o cortisol como parâmetro, Heitman et al. (2018) observaram diferença estatística entre o tratamento controle e a aromaterapia de lavanda para estresse em equinos transportados, já ara equinos estabulados pode ser usado os óleos de Rosa e Camomila Roman (GLOVER, GOODWIN, 2006). No livro Fundamentos de farmacobotânica, Oliveira e Akissue (1989) coloca a Alfazema como uma das principais flores com importância para tratamentos de saúde. Foi colocado que no óleo tem uma predominância de linalol (80%) e conta ainda com beta-ocineno, pineno, coriofileno, cadineno, heraniol, nerol, lavandulol, borneol, ácido acético, ácido propiônico, ácido butírico, ácido valérico, ácido tíglico e ácido capróico. Hatem e Najah (2016) fizeram uma avaliação dos principais metabolitos secundários que foram isolados no óleo essencial de lavanda, que são a Pentacyclica triterpeno alcool uvaol, 7-methoxycumarina, 3-epiursolica ácido e glicosídeo luteolina- 3ˊ-Oglicosídeo, graças a coluna de cromatografia e diferentes métodos de espectrometria, já Ihsan (2007) utilizando da cromatografia gasosa encontrou no óleo essencial o alfa – thujeno, alfa – pineno, campheno, sabinenso, beta - pineno, alfa – bisabolol, T- cadinol, óxido caryophylleno, (E) -beta – farneseno, (Z) -beta – farneseno, beta – caryophylleno, myrceno, alfa – phellandreno, p- cymeno, 1,8 – cineolo, (Z) -beta -ocimeno, (E) -beta- ocimeno, acetato lavandulyla, acetato linalyla, alfa - terpineol, terpineno -4-o l, gama- terpineno, terpinoleno, linalool, cânfora e borneol. Nestas duas pesquisas as plantas foram coletadas na Jordânia. Em um trabalho foi avaliado a presença dos componentes bioativos da planta Lavanda (compostos voláteis) em diferentes períodos do dia (manhã, tarde e noite) e em flores, folhas e hastes, sendo encontrados mais de 50 princípios bioativos, os principais são os fenólicos e os solventes utilizados foram a água e o metanol. Como por exemplo o Lavandulol que só foi visto a tarde e quando foi extraído das hastes, a cumarina que foi vista só nas hastes, mas em todos os períodos pesquisados, o Limoneno que só foi verificado nas folhas de manhã e a noite, a cânfora é um exemplo de que foi visualizada em todos os períodos e nas flores, folhas e hastes. De maneira geral, os seguintes metabolitos encontrados foram: Limoneno, ácido acético, Myrceno, β-caryophylleno, p-cymeno, Epoxylinalol 2H-pyrana-3-ol, α-santaleno, Geranyl propionato, 2-furanono, α-santaleno, 1,8-cineolo, Tricycloheptano, Hexyl butyrato, ácido Butanoica, β-pineno, Linalyla butyrato, óxido cis-linalool , Linalool, Cãnfora, óxido trans- linalool, 4-carvomenthenol, δ-3-careno, trans-pinocarveol, Eucarvono, D-verboneno, Cuminaldehydo, Cumarina, Carvacrol, 4-propyl-benzaldehydo, 2,4- dimethylbenzaldehydo, Carvono, Valenceno, α-pinene-10-ol, Thymol, acetato Neryl, Nerol, Isoborneol, 2-cyclohexen-1,4-(1-methylethyl), Lavandulol, p-cymena-8-ol, p- benzoquinono, óxido Caryophylleno, Norpinano, Campheno, Dimethyl-3,6- dihydrobenzothiopheno, Geraniol, Farnesol, Nerolidol, β-farneseno, terpinen-4-ol, α- cadinol, Caryophylleno-5-ol, Ocimeno, álcool Fenchyla, α-fenchyla acetato e Geranyl acetato. Para descobrir os componentes foi utilizado método Folin-Ciocalteu colourimétrica (YALCIN et al., 2017). Mirahmadi e Norouzi (2016) viram as concentrações dos metabólitos secundários da lavanda em diferentes velocidades do ar para a secagem com os tempos de 0,5, 1,0 e 1,5 m/s , porém, primeiramente fizeram o isolamento a partir da hidrodestilação em aparelho de clevenger e elucidados por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa (GC-MS), com isto, os monoterpenos foi o grupo mais visualizado e os componentes bioativos vistos foram 1,8-cineol que variou de 26,82 a 52,64%, borneol ficou entre 11,62 a 23,41%, já a cânfora teve seu mínimo em de 6,67 a o máximo em 12,65% e por fim, óxido de cariofileno obteve uma variação de 1,15 a 3,87%. 4.0 CONCLUSÃO A saúde mental está relacionada com o bem-estar animal, sabe-se que alguns equinos vivem estabulados, isso afeta a sua qualidade de vida e expõe eles a patologias comportamentais e emocionais, por isso sempre há a necessidade de haver a prevenção para que elas não ocorram, fazendo um manejo e modo de treinamento que proporcionem conforto, menos estresse e emoções negativas (MAPA, 2017; REZENDE et al. 2006; MILLS e NANKERVIS, 2005). Porém, nem sempre isto é possível e deve- se buscar tratamentos para ajudar a melhorar a qualidade de vida, um dos modos de fazer isto é com a utilização de plantas medicinais, fitoterápicos e aromaterapia, sendo que as plantas escolhidas para esta revisão tem efeito de sedação, ansiolítico, depressão, estresse e relaxamento, tudo isso graças aos princípios ativos que contém nas plantas, que fazem parte de seus metabolismo secundário, por isso a importância de conhece-los bem e nem sempre há esta oportunidade durante a graduação de medicina veterinária, como por exemplo em um estudo de currículos de cursos de medicina veterinária no estado de Santa Catarina com o objetivo de verificar como é inserido o tema de agroecologia, foi visto que de 23 instituições de ensino, apenas 5 tinham em seu componente disciplinas (todas optativas) que abrangem o tema de homeopatia, fitoterapia e acupuntura (PISA , LEME e JANSEN, 2018). Muitas vezes a utilização das plantas medicinais é utilizado de forma empírica, provindo do conhecimento popular, como visto anteriormente, porém nem sempre há possibilidade de utilizar a mesma planta para os animais, como no caso da Erva de São João, que é antidepressivo em seres humanos, mas em equinos pode causar a fotossenbilização, porém pode ser usado como cicatrizante (SELEÇÕES, 2009b; COSTA, 1994; PIMENTAL et al. 2007; ARGENTINO et al, 2007; BARROS, 2016). Além do conhecimento popular há o comércio, como para o tratamento de aromaterapia, que há diversas marcas no mercado e que são usados por pessoas e tem sua indicação por aromaterapeutas, mas de uma forma geral também não este aprendizado na formação do médico veterinário, assim como a medicina veterinária complementar como um todo.Com o intuito de estimular a pesquisa e a utilização das plantas medicinais para melhorar a saúde mental dos equinos esta revisão foi idealizada para comtemplar o conhecimento sobre o uso das plantas, seus metabolitos secundários responsáveis pelos efeitos medicinais, algo de métodos de extração e identificação das substâncias e possíveis outros usos medicinais além do objetivo proposto. Espere-se ainda, que também seja mais divulgado e estimulado a busca por mais saberes em zoopsiquiatria e o bem-estar equino, para buscar sempre uma criação de forma ética para estes animais. 5.0 REFERÊNCIAS AMARANTE, Cassandro Vt do; ERNANI, Paulo Roberto; SOUZA, Alexandra G de. Influência da calagem e da adubação fosfatada no acúmulo de nutrientes e crescimento da erva-de-São-João. Horticultura Brasileira, [s.l.], v. 25, n. 4, p.533-537, dez. 2007. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0102-05362007000400008. AMARAL, W.; DESCHAMPS, C.; MACHADO, M.P.; KOELER, H.S.; SCHEER, A.P.2; CÔCCO, L.C. Desenvolvimento da camomila, rendimento e qualidade do óleo essencial em diferentes idades de colheita. Rev. Bras. Pl. Med., Campinas, v.16, n.2, p.237-242, 2014. ANDREI, P.; COMUNE, A.P.D. Aromaterapia e suas aplicações. CADERNOS • Centro Universitário S. Camilo, São Paulo, v. 11, n. 4, p. 57-68, out./dez. 2005. ANVISA. 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