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Prévia do material em texto

Professora Esp. Renata Alécio
SAÚDE DO IDOSO (GERIATRIASAÚDE DO IDOSO (GERIATRIA
 E REUMATOLOGIA) E REUMATOLOGIA)
 REITOR Prof. Ms. Gilmar de Oliveira
 DIRETOR DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Ms. Daniel de Lima
 DIRETORA DE ENSINO EAD Prof. Dra. Geani Andrea Linde Colauto 
 DIRETOR FINANCEIRO EAD Prof. Eduardo Luiz Campano Santini
 DIRETOR ADMINISTRATIVO Guilherme Esquivel 
 SECRETÁRIO ACADÊMICO Tiago Pereira da Silva
 COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Prof. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Prof. Ms. Luciana Moraes
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Ms. Jeferson de Souza Sá
 COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE GESTÃO E CIÊNCIAS SOCIAIS Prof. Dra. Ariane Maria Machado de Oliveira
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE T.I E ENGENHARIAS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE SAÚDE E LICENCIATURAS Prof. Dra. Katiúscia Kelli Montanari Coelho 
 COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS Luiz Fernando Freitas
 REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
 Caroline da Silva Marques
 Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante 
 Marcelino Fernando Rodrigues Santos
 Eduardo Alves de Oliveira 
 Jéssica Eugênio Azevedo
 Kauê Berto
 PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO André Dudatt
 Carlos Firmino de Oliveira
 Vitor Amaral Poltronieri
 ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO Carlos Eduardo da Silva
 DE VÍDEO Carlos Henrique Moraes dos Anjos 
 André Oliveira
 Pedro Vinícius de Lima Machado 
 
 FICHA CATALOGRÁFICA
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
A366s Alécio, Renata
 Saúde do idoso: geriatria e reumatologia / Renata Alécio.
 Paranavaí: EduFatecie, 2023.
 97 p.: il. Color.
 1.Enfermagem geriátrica. 2. Envelhecimento. 3. Idosos –
 Cuidado e tratamento. 4. Idosos – Doenças. I. Centro 
 Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a
 Distância. III. Título. 
 
 CDD: 23 ed. 610.7365
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas dos bancos de imagens 
Shutterstock .
2023W by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
https://www.shutterstock.com/pt/
Professora Esp. Renata Alécio
●	 Mestranda	no	Programa	de	Pós-graduação	em	Gestão,	Tecnologia	e	Inova-
ção	em	Urgência	e	Emergência	(PROFURG	-	UEM).
●	 Bacharel	em	Enfermagem	(Unespar).
●	 Pós-graduada	em	Urgência	e	Emergência	(Uniasselvi).
●	 Pós-graduada	em		Qualidade	de	vida	e	Saúde	(Uniasselvi).
●	 Pós-graduada	em	Gestão	Hospitalar	(Uniasselvi).
●	 Habilitada	em:	PICC,	PICC	guiado	por	Ultrassom,	Porth-a-Cath,	Cateterismo	
Umbilical	e	Punção	Intraóssea.	
Ampla	experiência	como	enfermeira	atuante	no	programa	de	gerenciamento	de	ca-
sos:	Saúde	do	idoso,	casos	clínicos	e	complexos	e	Doenças	Crônicas	Não	Transmissíveis.		
CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/8677736620105468
AUTORA
http://lattes.cnpq.br/8677736620105468 
4
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Seja muito bem-vindo (a)!
Prezado	 (a)	 aluno	 (a),	 se	 você	 se	 interessou	 pelo	 assunto	 desta	 disciplina,	 se	
prepare	pela	grande	jornada	que	será	trilhada	no	assunto	envelhecimento.	Proponho,	junto	
a	você,	a	compreensão	do	processo	do	envelhecimento,	seus	conceitos,	definições	e	as	
formas	de	abordagem	da	equipe	multidisciplinar.	Além	desse	processo	vamos	aprimorar	os	
conhecimentos	sobre	a	reumatologia	e	suas	classificações.	
Na	unidade	I	vamos	conhecer	sobre	o	envelhecimento,	implicação	de	uma	população	
envelhecida	para	reabilitação,	bem	como	os	valores	e	processo	de	qualidade	de	vida	e	saúde,	
além	de	relembrar	sobre	o	estatuto	do	idoso.	Esses	conceitos	são	essenciais	no	início	da	jorna-
da	para	que	possamos		aprofundar	o	conhecimento	na	segunda	unidade	do	livro.
Na	Unidade	II	e	III,	será	apresentado	de	maneira	detalhada	sobre	a	função	cognitiva	
do	idoso,	avaliações	que	podem	ser	aplicadas	ao	paciente,	e	visualizar	os	potenciais	riscos	
para	agravamento	de	doenças	em	idosos.
Já	 na	Unidade	 IV,	 vamos	 introduzir	 o	 conceito	 de	 reumatologia,	 bem	 como	 suas	
classificações,	em	que	será	possível	correlacionar	essas	complicações	em	pacientes	idosos.
Por	fim,	aproveito	para	fortalecer	o	convite	a	você,	 junto	conosco	percorrer	esse	
caminho	do	conhecimento	e	aprimorar	sobre	os	assuntos	abordados	em	nosso	material.	
Esperamos	contribuir	para	seu	crescimento	pessoal	e	profissional.
Muito obrigado e bom estudo!
SUMÁRIO
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Plano de Estudos
 ● Epidemiologia do Envelhecimento;
 ● Implicações de uma população envelhecida para a reabilitação; 
 ● A comunicação, os valores e a qualidade de vida;
 ● O Estatuto do Idoso.
Objetivos da Aprendizagem
 ● Conceituar e contextualizar sobre o envelhecimento e sobre a população 
envelhecida e os valores aplicados;
 ● Compreender o estatuto do idoso e qual a sua importância na sociedade. 
1UNIDADEUNIDADE
EPIDEMIOLOGIA DO EPIDEMIOLOGIA DO 
Professora Esp. Renata Alécio
ENVELHECIMENTOENVELHECIMENTO
7UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
INTRODUÇÃO 
Olá, aluno (a)!
Seja	muito	bem-vindo	(a)	a	Unidade	I	sobre	Saúde	do	Idoso.	Começaremos	mais	
uma	jornada	na	sua	busca	pelo	acúmulo	de	conhecimentos	e	capacitação	na	área.
Atualmente	ocorre	uma	exigência	constante	na	atualização	e	aperfeiçoamento	dos	
conhecimentos	em	diferentes	áreas,	e	com	a	nossa	área	da	saúde	não	poderia	ser	diferente.
Com	isso	em	mente	é	que	essa	Unidade	I	foi	desenvolvida.	Está	subdividida	em	quatro	
tópicos	para	facilitar	seu	conhecimento.	Na	primeira	etapa,	vamos	conhecer	qual	a	importância	
do	envelhecimento	e	compreender	as	principais	mudanças	que	ocorrem	no	organismo.
Já	na	segunda	etapa,	conheceremos	sobre	quais	os	obstáculos	e	implicações	que	
podem	ocorrer	no	idoso.	As	duas	primeiras	etapas,	complementam	então	a	terceira,	no	qual	
falaremos	sobre	quais	as	medidas	que	ajudam	na	qualidade	de	vida.	E	por	fim,	na	quarta	
etapa	aborda	sobre	as	leis	que	amparam	os	idosos.
	
Boa sorte em sua jornada e bons estudos!
. . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . .levar	em	consideração	a	reação	do	paciente	ao	tratamen-
to,	pois	cada	pessoa	será	afetada	de	forma	diferente	pelas	técnicas	terapêu-
ticas,	por	conta	das	diferenças	dos	aspectos	químicos	e	fisiológicos;
5.Sequenciamento	específico:	a	sequência	do	protocolo	de	tratamento	é	de-
finida	pela	resposta	do	corpo;
6:Intensidade:	tem	que	desafiar	o	paciente	e	a	área	em	tratamento,	mas	deve	
evitar	agravar	a	lesão;	
7:Paciente	como	um	todo:	apesar	de	ser	importante	tratar	a	área	lesionada,	
o foco	do	tratamento	deve	ser	o	corpo	inteiro,	para	uma	melhor	sintonização
(SANTOS,	2017,	pág	20-21).
60UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
Foi	possível	identificar,	ainda	nesse	estudo,	(SANTOS,	2017)	quais	são	os	pontos	
de	indicação	e	contraindicação	da	aplicação	da	cinesiologia:	
Indicação:
Quando	é	preciso	o	desenvolvimento	da	força	muscular,	a	reeducação	mus-
cular,	melhora	da	função	e	aumentar	a	resistência	à	fadiga;	
Quando	é	necessário	a	normalização	ou	melhora	da	amplitude	de	movimen-
to,	aumentando	a	mobilidade	do	paciente;
	Quando	é	preciso	a	promoção	do	relaxamento	dos	tecidos,	assim	como	a	
prevenção	do	encurtamento	do	músculo	e	de	contraturas	na	articulação,	au-
mentando	sua	extensibilidade;
	Nos	casos	que	apresentam	a	necessidade	de	reeducar	a	postura;	
No	momento	em	que	é	preciso	reduzir	as	dores	e	as	inflamações,	e	isso	ocor-
re	por	meio	da	estimulação	das	endorfinas	e	encefalinas,	que	são	hormônios	
que	funcionam	como	analgésicos	naturais	para	o	corpo;	
Na	necessidade	de	reduzir	edemas	e	melhorar	a	circulação;	
Quando	é	preciso	o	desenvolvimento	e	restauração	das	habilidades	neuro-
motoras
Contraindicação:
Quando	o	paciente	tem	doença	cardiovascular	precisa	de	uma	atenção	espe-
cial,	pois	pode	ocorrer	complicações	na	execução	dos	exercícios;	
Nas	condições	neurológicas,	quando	há	agravamento	de	sintomas,	lesão	de	
medula	espinhal	ou	da	cauda	equina,	não	podem	ser	realizados	exercícios	
que	utilizem	a	mobilização	de	tecidos	neurais;	
Quando	 o	 paciente	 estiver	 passando	 por	 algum	 processo	 de	 cicatrização,	
deve-se	evitar	a	mobilização	ou	alongamento	passivo,	pois	podem	prejudicar	
tal	processo	de	cicatrização;	
Exercícios	de	amplitude	de	movimento	ativo	não	devem	ser	 realizados	 se	
os	movimentos	e	contrações	poderem	prejudicar	a	cicatrização	ou	afetar	a	
saúde	do	paciente	de	forma	negativa;
	Pacientes	com	osteoporose	ou	fraturas	mais	recentes	devem	ser	 tratados	
com	cautela;	Para	as	pessoas	que	precisam	de	segurança	ao	realizar	posi-
ções	que	desafiam	o	equilíbrio,	o	treinamento	de	equilíbrio	é	contraindicado;	
Nos	casos	em	que	o	paciente	tem	patologias	malignas,	complicações	neu-
rológicas,	fraturas	ou	deformidades	congênitas	no	osso,	doença	vascular	na	
artéria	 vertebral,	 artrite	 inflamatória,	 o	 uso	de	 técnicas	de	manipulação	ou	
mobilização	devem	ser	realizadas	com	cuidado;	
Nos	 casos	 de	 hemorragias,	 osteoporose,	 articulação	 hipermóveis,	 fraturas	
ocorridas	recentemente	e	suturas,	são	restritas	as	aplicações	das	 técnicas	
miofasciais;	
Quando	o	paciente	apresenta	neoplasias,	osteomielite,	fraturas	mais	recen-
tes,	rupturas	de	ligamentos,	hérnias	de	disco	comprimindo	o	nervo	e	articu-
lação	hiper	móvel,	é	impróprio	a	mobilização	da	articulação	(FONTES	et	al,	
2021	pág	8-9).
61UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
Alguns	exemplos	de	exercícios	que	podem	ser	realizados:
FIGURA 17- – EXERCÍCIOS CINESIOTERAPIA
Fonte:	Fontes	et al.	(2021).
FIGURA 18- – EXERCÍCIOS CINESIOTERAPIA 2
Fonte:	Fontes	et al.	(2021).
FIGURA 19 – EXERCÍCIOS CINESIOTERAPIA 3
Fonte:	Fontes	et al.	(2021).
62UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
Por	fim,	o	profissional	fisioterapeuta	pode	explorar	na	utilização	desses	exercícios	
bem	como	utilizar	equipamentos	que	auxiliem	a	execução	de	treinamentos.
TÓPICO 1:	Acesso	o	site	oficial	do	IVCF:	https://ivcf20.org/.	O	Índice	de	avaliação	
ao	idoso	é	essencial	para	elaboração	do	plano	terapêutico	do	paciente.
TÓPICO 3:	Leia:	GUSMÃO,	M.	F.	S.;	REIS,	L.	A.	R.	Efeitos	do	treinamento	sen-
sório-motor	no	equilíbrio	de	idosos:	revisão	sistemática.	Rev.	Saúde	Col.	UEFS,	Feira	de	
Santana,	 7(1):	 64-70	 (Junho,	2017).	DOI:	 10.13102/rscdauefs.v7i1.1056.	Disponível	 em:	
http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/1056/1284.	 Acesso	 em:	 20	
out.	2022.
TÓPICO 4:	Leia:	SANTANA,	A.	A.;	BATISTA,	M.	S.	B.;	RAMOS,	T.	M.	CINESIO-
TERAPIA	 PARA	 PESSOAS	 IDOSAS	 Paripiranga-BA:	 UniAGES,	 2021.	 33	 p.	 :	 il.	 DOI:	
10.29327/537662.
TÓPICO 2:	“O	envelhecimento	não	é	“juventude	perdida”,	mas	uma	nova	etapa	de	
oportunidade	e	força.”	Betty	Friedan.
http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/1056/1284
63UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nessa	 Unidade,	 foi	 possível	 aprofundar	 o	 seu	 conhecimento	 sobre	 algumas	
ferramentas	que	auxiliam	na	elaboração	de	um	plano	terapêutico,	bem	como	compreender	
como	realizar	essas	avaliações.
Conseguimos	também	compreender	e	como	avaliar	o	paciente	em	suas	atividades	
de	vida	diárias.	
Foi	possível	visualizar	alguns	exercícios	que	aplicam-se	na	terceira	idade,	e	como	
podem	ser	indicados,	para	auxiliar	o	paciente	na	realização	de	um	exercício	adequado.	
Aguardo	você	na	próxima	Unidade.	
64UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
MATERIAL COMPLEMENTAR 
LIVRO
Título: Fisiologia do Exercício na Terceira Idade – 1ª Edição.
Autor: Albert W. Taylor, Michel J. Johnson.
Editora: Manole.
Sinopse: Trata-se de um guia fundamental para estudantes e 
profissionais de educação física, fisioterapia, geriatria e medici-
na de reabilitação. Com um enfoque interdisciplinar, este livro 
explora os fatores que devem ser considerados na elaboração 
de programas personalizados e seguros para a terceira idade, 
abrangendo todos os grupos de idosos (saudáveis, fragilizados 
e atletas). São abordadas ainda as necessidades específicas 
de mulheres e de indivíduos com doenças crônicas, além de 
ferramentas úteis de triagem e avaliação.
FILME/VÍDEO 
Título: E SE VIVÊSSEMOS TODOS JUNTOS?
Ano: 2012
Sinopse: Annie (Geraldine Chaplin), Jean (Guy Bedos), Claude 
(Claude Rich), Albert (Pierre Richard) e Jeanne (Jane Fonda) são 
melhores amigos há mais de quatro décadas. Enquanto os 
dois primeiros e os dois últimos são casados, o do meio é um 
tremendo solteirão convicto, que não se cansa de aproveitar a 
vida. Quando a saúde deles começa a piorar e o asilo se apresenta 
como solução para um deles, surge a ideia de todos morarem 
juntos. Mas a novidade acaba trazendo a reboque algumas 
antigas experiências, que irão provocar novas consequências 
na vida de cada um.
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Plano de Estudos
 ● Introdução à Reumatologia;
 ● Imunologia, inflamação e respostas de fase aguda;
 ● A Dor em Reumatologia e Classificação das Doenças Reumáticas.
Objetivos da Aprendizagem
 ●Conceituar sobre a reumatologia e como afeta os idosos;
 ●Compreender os tipos de complicações que acarretam o sistema
musculoesquelético;
 ●Estabelecer a importância da equipe multidisciplinar no cuidado ao paciente
idoso. 
4UNIDADEUNIDADE
REUMATOLOGIAREUMATOLOGIA
Professora Esp. Renata Alécio
66UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
INTRODUÇÃO
Caro (a), aluno (a)! Bem-vindo (a) a UnidadeIV.
Nessa	unidade	vamos	compreender	a	reumatologia	e	como	afetam	os	organismos	
dos	pacientes	idosos.	Assim	como	nas	outras	Unidades,	vamos	verificar	as	patologias	que	
acometem	os	pacientes	da	 terceira	 idade,	e	além,	verificar	o	papel	da	equipe	dentro	do	
processo.
Está	subdividida	em	4	tópicos	para	facilitar	seu	conhecimento.	Na	primeira	etapa,	
vamos	conceituar	a	reumatologia	e	como	afetam	os	idosos.
Já	na	segunda	e	terceira	etapa,	introduziremos	de	maneira	detalhada	doenças	que	
acometem	na	reumatologia	e	suas	definições.	E	para	finalizar	entenderemos	a	importância	
da	utilização	da	proteção	de	articulações	e	o	papel	da	equipe	multidisciplinar	nos	cuidados	
ao	paciente	idoso.	
Bons estudos!
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67UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
1
TÓPICO
INTRODUÇÃO À 
REUMATOLOGIA 
A	 área	 da	 Medicina	 que	 estuda	 e	 diagnostica	 doenças	 do	 sistema	musculoes-
quelético,	 tecido	conjuntivo,	e	outras	patologias	encontradas	em	órgãos	e	 tecidos	como	
articulações	e	tendões,	é	a	Reumatologia.
Alterações	 no	 sistema	musculoesquelético	 como	 visto	 na	 unidade	 II,	 acometem	
pacientes	 idosos,	 tendo	 isso	em	mente,	conseguimos	compreender	os	diversos	 tipos	de	
doenças	que	podem	acometer	esse	sistema.
As	principais	alterações	que	podem	ocorrer	dentro	da	reumatologia	são:	inflamações	
do	sistema	musculoesquelético	(ex:	artrite	reumatoide),	de	origem	metabólica	e	sistêmica	
(Ex:	Osteoporose	e	Lúpus	Eritematoso,	respectivamente).
De	acordo	com	MED	Reumato	(2022)	é	possível	estabelecer	as	principais	doenças	
que	acometem:
FIGURA 1 - PRINCIPAIS DOENÇAS REUMÁTICAS
Fonte:	MED	Reumato.	2022,	Disponível	em:	http://medreumatologia.com.br/images/oquereumatologia.png.	
Acesso	em:	23	dez.	2022.
68UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
É	necessário	que	as	doenças	sejam	classificadas	de	maneira	precoce,	para	evitar	
prejuízos	ao	paciente,	dessa	forma,	se	faz	necessários	exames	para	o	diagnóstico	e	medi-
das	de	tratamento.
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69UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
2 IMUNOLOGIA, INFLAMAÇÃO E 
RESPOSTAS DE FASE AGUDA
TÓPICO
A	 principal	 característica	 das	 doenças	 reumatológicas	 que	 acometem	 são	 as	
respostas	 inflamatórias.	 Os	 exames	 laboratoriais	 favorecem	 no	 diagnóstico	 dessas	
patologias,	isso	ocorre	devido	a	resposta	que	ocorre	da	lesão	tecidual,	que	acarreta	séries	
de	modificações.
	As	modificações	que	ocorrem,	depende	do	processo	de	alterações	da	concentração	
sérica	de	proteínas.	Ocorrem	exames	capazes	de	diagnosticar	e	monitorar	essas	reações	
inflamatórias,	chamados	então	de	prova	inflamatória.
O	Exame	que	compõem	as	provas	de	atividades	inflamatória,	é:
● Proteína	C	Reativa
A	Proteína	C	Reativa,	é	uma	resposta	imune	inata,	de	acordo	com	Neto	e	Carvalho	
(2009):	
A	PCR	e	a	via	clássica	do	complemento	atuam	em	sintonia,	promovendo	a	
limpeza	de	células	apoptóticas	sem	ocasionar	lise	celular,	minimizando	a	libe-
ração	de	mediadores	que	aumentariam	a	reação	inflamatória.
A	determinação	da	PCR	é	mais	sensível,	avaliando	uma	resposta	rápida	por	
uma	medida	direta.	Reflete,	também,	a	extensão	do	processo	inflamatório	ou	
da	atividade	clínica,	principalmente	em	infecções	bacterianas	(e	não	virais),	
reações	de	hipersensibilidade,	isquemia	e	necrose	tecidual	(NETO	e	CARVA-
LHO,	2009,	p.	416).
70UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
FIGURA 2 - CAUSAS DE ELEVAÇÃO DA PCR
 Fonte: Fuller	e	Shijo	(2010).
A	Fase	aguda,	de	acordo	com	Rosa	Neto	e	Carvalho	(2009,	p.	413-414):	
A	 resposta	 de	 fase	 aguda	 caracteriza-se	 pela	 alteração	 na	 concentração	
sérica	de	certas	proteínas	após	a	injúria	tecidual,	algumas	respondendo	com	
elevação	(biomarcadores	positivos)	e	outras	com	diminuição	(biomarcadores	
negativos)	 de	 suas	 concentrações.	 Essas	 proteínas	 terão	 funções	 pró	 e	
anti-inflamatórias	e	podem	estimular	ou	inibir	a	produção	umas	das	outras.	
Apesar	 da	 importância	 desse	 trabalho	 em	 conjunto,	 na	 prática	 clínica	
somente	algumas	dessas	proteínas	são	utilizadas	como	marcadores,	quer	
pela	disponibilidade	do	método,	quer	pelo	custo	de	sua	determinação.
Mudanças	comportamentais	e	alterações	fisiológicas,	bioquímicas	e	nutricio-
nais	 somam-se	para	 completar	a	 resposta	de	 fase	aguda	 (ROSA	NETO	e	
CARVALHO,	2009,	p.	413-414).
Por	fim,	esses	exames	e	características	são	fundamentais,	tais	como	sinais	clínicos	
e	queixas	para	auxiliar	no	diagnóstico	de	doenças	reumatológicas.	
. . . . . . . . . . . . . . . . 
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. . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . 
. . . . . 
. 
3 A DOR EM REUMATOLOGIA E 
CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS 
REUMÁTICAS
TÓPICO
UNIDADE 4 REUMATOLOGIA 71
Após	 compreendermos	 sobre	 a	 reumatologia,	 vamos	 compreender	 então	 como	
cada	patologia	pode	afetar	o	indivíduo.	
3.1 Inflamatórias	(Autoimune)	
3.1.1 Febre Reumática 
É	caracterizada	pela	complicação	inflamatória	aguda,	é	uma	reação	inflamatória	de	
infecção	faríngea	por	estreptococos	do	grupo.	Jales	(2021),	estabeleceu	um	mapa	mental	
sobre	a	definição	e	sintomas	da	febre	reumática:
72UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
FIGURA 3 – MAPA MENTAL
Fonte:	Jales	(2021).
3.1.2 Artrite	Reumatóide	Juvenil	(Doença	de	Still)
A	Artrite	Reumatóide	Juvenil	ou	Artrite	Idiopática	Juvenil,	é	uma	inflamação	crônica,	
Artropatia	 crônica	 que	 acomete	 na	 infância	 e	 na	 adolescência.	 Seus	 sintomas	 incluem:	
Dores,	inchaço,	rigidez,	vermelhidão,	nódulos,	febre,	dificuldade	de	movimentação,	entre	
outros	sintomas.
FIGURA 3 – ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL
Fonte: Disponível	em:	https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2020/01/images-6.jpeg.	Acesso	
em:	23	dez.	2022.
73UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
3.1.3 Espondilite	Anquilosante
A	 Espondilite	Anquilosante	 é	 caracterizada	 pela	 inflamação	 da	 coluna	 vertebral	
e	nas	articulações	sacroilíacas.	É	um	 tipo	de	 reumatismo	que	as	principais	queixas	são	
dores	progressivas	na	coluna	vertebral,	que	melhoram	ao	movimento	e	piora	ao	repouso,	
inicia-se	na	coluna,	porém	um	agravamento	da	doença	pode	atingir	de	forma	sistêmica.	A	
progressão	da	doença	causa	o	desenvolvimento	de	“postura	de	esquiador”,	o	tratamento	
deve	ser	acompanhado	pelo	médico	assistente,	para	o	uso	de	medicamentos,	porém	se	faz	
necessário	a	continuidade	de	atividade	física	ou	sessões	de	fisioterapia.
FIGURA 4 – ESPONDILITE ANQUILOSANTE
Fonte:	Disponível	em:	https://i0.wp.com/reumatologiapr.com.br/wp-content/uploads/2016/05/espondilite-an-
quilosante-compara%C3%A7%C3%A3o-de-colunas-spr.jpg.	Acesso	em:	23	dez.	2022.
3.1.4 Artrite Infecciosa
O	Autor	Schmitt	 (2020),	 classifica	a	Artrite	 infecciosa	em	2	 tipos,	como	aguda	e	
crônica:
74UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
“Artrite	infecciosa	aguda
A	artrite	infecciosa	aguda,	que	é	causada	por	bactérias,	inicia-se	rapidamen-
te.	A	maioria	dos	casos	de	artrite	infecciosa	é	aguda.	A	artrite	infecciosa	agu-
da	pode	afetar	pessoas	saudáveis	bem	como	pessoas	com	fatores	de	risco.	
A	cartilagem	dentro	da	articulação,	que	é	essencial	para	seu	funcionamento	
normal,	pode	ser	destruída	ou	danificada	em	poucas	horas	ou	dias.
Às	vezes,	a	artrite	se	desenvolve	em	pessoas	que	 têm	 infecções	que	não	
envolvem	os	ossos	ou	articulações,	como	infecções	dos	órgãos	genitais	ou	
órgãos	digestivos.	Esse	tipo	de	artrite	é	uma	reação	a	tais	infecções	e,	por	
isso,	é	chamada	artrite	reativa.	Na	artrite	reativa,	a	articulação	fica	inflamada,	
mas	não	realmente	infectada.
Artrite	infecciosa	crônica
A	artrite	infecciosa	crônica	começa	gradualmente	ao	longo	de	várias	sema-
nas.	São	muito	poucos	os	casos	de	artrite	infecciosa	crônica.	Com	frequên-
cia,	a	artrite	infecciosa	crônica	afeta	pessoas	com	fatores	de	risco.
As	 articulações	 mais	 comumente	 infectadas	 sãoos	 joelhos,	 ombros,	 pul-
sos,	quadril,	cotovelos	e	as	articulações	dos	dedos.	A	maioria	das	infecções	
bacterianas,	fúngicas	e	micobacterianas	afetam	apenas	uma	articulação	ou,	
menos	 frequentemente,	várias	articulações.	Por	exemplo,	as	bactérias	que	
causam	a	doença	de	Lyme	infectam	mais	frequentemente	as	articulações	do	
joelho.	A	bactéria	gonocócica	(gonococos),	que	causa	gonorreia,	vírus	(como	
a	hepatite)	e,	ocasionalmente,	algumas	outras	bactérias	podem	infectar	algu-
mas	ou	muitas	articulações	ao	mesmo	tempo	(SCHMITT,	2020,	online).
Alguns	sinais	e	sintomas	que	podem	ocorrer	em	cada	tipo	de	Artrite:
● Aguda:	Vermelhidão,	edema,	febre,	calafrios,	dores	ao	toque;
● Crônica:	bolhas,	caroços,	edema,	calor	local,	sensação	de	dores	mais	leves,
sensação	de	mal-estar.
3.2 Degenerativas
3.2.1 Osteoartrose
A	Osteoartrose	é	uma	doença	degenerativa	em	que	ocorre	o	desgaste	de	cartilagens	
articulares.	As	cartilagens,	por	sua	vez,	têm	a	função	do	deslizamento,	ou	seja,	não	ocorre	
o atrito	entre	extremidades	ósseas.
O	Tratamento	 é	 preconizado	 como	alívio	 de	 sintomas	e	 tentativa	 de	 retardação	
da	progressão,	essa	inflamação	do	local	afetado,	tem	como	sintomas	dor,	rigidez,	atrofia	
muscular,	dificuldade	de	execução	de	movimentos,	tendo	isso	em	mente	que	é	realizado	
atividades	para	devolver	a	capacidade	do	movimento.
75UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
3.2.2 Disco	Intervertebral
Discos	 Intervertebrais,	 é	 a	 fibrocartilagem	 entre	 duas	 vértebras,	 quando	 ocorre	
inflamação	desse	espaço,	chama-se	Discite.	De	acordo	com	Menezes,	(2013):
Discite,	ou	infecção	do	espaço	do	disco,	é	uma	doença	inflamatória	que	afeta	
o espaço	do	disco	 intervertebral,	 localizado	entre	duas	vértebras.	A	discite
pode	ser	causada	por	uma	infecção	bacteriana	ou	viral,	ou	outros	processos
inflamatórios,	 tais	 como	 aqueles	 associados	 	 a	 uma	 doença	 autoimune.	A
condição	mais	comumente	afeta	os	discos	na	 lombar	e	 torácicos	em	suas
porções	média	e	alta.
A	discite	pode	ser	muito	dolorosa,	dor	esta	que	tende	a	ser	agravada	pelo	
movimento	da	coluna	vertebral	e	que	irradia	muitas	vezes	para	outras	partes	
do	corpo,	tais	como	o	abdome,	quadris,	pernas	ou	virilha.
Além	de	dor	 nas	 costas,	 os	 sintomas	das	espondilodiscites	podem	 incluir:	
Febre,	Calafrios,	Sudorese,	Rigidez,	Fadiga,	Perda	de	apetite	 (MENEZES,	
2013,	online).
3.3 Metabólicas
3.3.1 Osteoporose
A	Portaria	Nº	451,	de	9	de	Junho	de	2014,	estabelece	o	Protocolo	Clínico	e	Diretri-
zes	Terapêuticas	da	Osteoporose,	a	qual	coloca	como	definição:
A	osteoporose	é	uma	doença	osteometabólica	caracterizada	por	diminuição	
da	massa	óssea	e	deterioração	da	microarquitetura	do	tecido	ósseo	com	con-
sequente	aumento	da	fragilidade	óssea	e	da	susceptibilidade	a	fraturas.	As	
complicações	clínicas	da	osteoporose	incluem	não	só	fraturas,	mas	também	
dor	crônica,	depressão,	deformidade,	perda	da	independência	e	aumento	da	
mortalidade.	(BRASIL,	2014,	online).
3.3.2 Artrite Microcristalinas (Gotas)
A	Artrite	Microcristalina	é	caracterizada	pela	decomposição	dos	cristais	minerais	do	
tecido	musculoesquelético,	causada	normalmente	pela	disfunção	renal.	Essa	decomposição	
de	 cristais	 de	monourato	 de	 sódio,	 podem	ocasionar	 a	 supersaturação	 em	 ácido	 úrico,	
gerando	então	os	ataques	episódicos	de	artrite,	que	são	extremamente	dolorosos	e	devem	
ser	tratadas	o	mais	precocemente.
76UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
FIGURA 5 – ARTRITE MICROCRISTALINAS
Fonte:	Disponível	em:	https://d3043uog1ad1l6.cloudfront.net/uploads/2020/08/Gota-Acumulo-de-cristais-de-
-acido-urico-no-p%C3%A9-Sanar.jpg.	Acesso	em:	25	jul.	2022.
3.3.3 Doença	de	Paget
A	Doença	de	Paget,	de	acordo	com	a	Portaria	Conjunta	SCTIE/SAES/MS	Nº	02	de	
17	de	Janeiro	de	2020:		
A	Doença	de	Paget	 (DPO)	é	 frequentemente	descoberta	por	achados	 inci-
dentais,	como	aumento	da	fosfatase	alcalina	(FA)	em	pacientes	sem	doença	
hepatobiliar	ou	outras	doenças	ósseas,	ou	por	alterações	sugestivas	de	DPO	
em	exame	radiológico	feito	por	outro	motivo	(BRASIL,	2020,	online).
FIGURA 6 – AVALIAÇÃO DOENÇA DE PAGET
 Fonte:	Brasil	(2020,	p.	01).
77UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
3.4 Síndromes	Dolorosas	Sistêmicas	
3.4.1 Fibromialgia
A	Fibromialgia	é	definida	como	síndrome	álgica	dolorosa	crônica,	ou	síndrome	álgica	
musculoesquelética	crônica.	Sua	característica,	diferente	de	outras	patologias	reumáticas,	
é	que	a	fibromialgia	não	é	autoimune	e	não	é	inflamatória.		De	acordo	com	Provenza	(2004):
O	quadro	clínico	desta	síndrome	costuma	ser	polimorfo,	exigindo	anamnese	
cuidadosa	e	exame	físico	detalhado.	O	sintoma	presente	em	todos	os	pacien-
tes	é	a	dor	difusa	e	crônica,	envolvendo	o	esqueleto	axial	e	periférico.	Em	
geral,	os	pacientes	têm	dificuldade	para	localizar	a	dor,	muitas	vezes	apon-
tando	sítios	peri-articulares,	sem	especificar	se	a	origem	é	muscular,	óssea	
ou	articular.	O	caráter	da	dor	é	bastante	variável,	podendo	ser	queimação,	
pontada,	peso,	"tipo	cansaço"	ou	como	uma	contusão.	É	comum	a	referência	
de	agravamento	pelo	frio,	umidade,	mudança	climática,	tensão	emocional	ou	
por	esforço	físico	(PROVENZA,	2004,	p.	444).
FIGURA 7 – FIBROMIALGIA
Fonte:	Disponível	em:	https://reumatominas.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Blog-5-das-pessoas-no-
-mundo-t%C3%AAm-fibromialgia.png.	Acesso	em:	25	jul.	2022.
78UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
3.5 Transtornos do Tecido Conjuntivo
3.5.1 Lúpus	Eritematoso	Sistêmico
A	Portaria	Nº	100/SAS/MS,	de	7	de	fevereiro	de	2013,	estabelece	o	Protocolo	Clí-
nico	e	Diretrizes	Terapêuticas	do	Lúpus	Eritematoso	Sistêmico,	define:
Lúpus	eritematoso	sistêmico	(LES)	é	uma	doença	autoimune	sistêmica	ca-
racterizada	pela	produção	de	autoanticorpos,	formação	e	deposição	de	imu-
nocomplexos,	inflamação	em	diversos	órgãos	e	dano	tecidual.	Sua	etiologia	
permanece	ainda	pouco	conhecida,	porém	sabe-se	da	importante	participa-
ção	de	fatores	hormonais,	ambientais,	genéticos	e	imunológicos	para	o	sur-
gimento	da	doença.	As	características	clínicas	são	polimórficas,	e	a	evolução	
costuma	ser	crônica,	com	períodos	de	exacerbação	e	 remissão.	A	doença	
pode	cursar	com	sintomas	constitucionais,	artrite,	serosite,	nefrite,	vasculite,	
miosite,	manifestações	mucocutâneas,	hemocitopenias	imunológicas,	diver-
sos	quadros	neuropsiquiátricos,	hiperatividade	reticuloendotelial	e	pneumoni-
te	(BRASIL,	2013,	online).
FIGURA 8 – LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO - SINTOMAS
Fonte: Disponível	em:	https://s3-sa-east-1.amazonaws.com/salutem-webapp-files/upload/posts/138/o-que-
-e-lupus-eritematoso-1-640-427.jpg.	Acesso	em:	25	jul.	2022.
3.5.2 Síndrome	de	Reiter
A	Síndrome	de	Reiter	é	rara	que	acomete	a	maior	taxa	indivíduos	de	sexo	masculino.	
É	caracterizada	pelo	acometimento	mucocutâneo,	ungueal	e	ocular,	pode	ocorrer	após	um	
processo	infeccioso	por	Shigella	e	Chlamydia,	ou	seja,	patógenos	que	não	conseguem	isolar	
nas	articulações	que	acometem,	consiste	em	uma	artrite	reativa	asséptica,	originalmente	
desenvolvida	por	uma	infecção	extra-articular,	normalmente	em	região	uretral	ou	conjuntival.	
79UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
3.5.3 Dermatomiosite	e	Polimiosite
A	Definição	de	acordo	com	a	PORTARIA	SAS	Nº	206,	de	23	de	Abril	de	2010:
As	miopatias	 inflamatórias	 são	um	grupo	heterogêneo	de	doenças	que	se	
caracterizam	por	fraqueza	muscular	proximal	e	elevação	sérica	de	enzimas	
originadas	 da	 musculatura	 esquelética.	 Embora	 não	 existam	 sistemas	
de	 classificação	 de	 doença	 prospectivamente	 validados,	 a	 classificação	
originalmente	 proposta	 por	 Bohan	 e	 Peter	 é	 amplamente	 utilizada.	 São	
reconhecidos	cinco	subtipos	de	doença:	polimiosite	primária	idiopática	(PM),	
dermatomiosite	primária	idiopática	(DM),	PM	ou	DM	associada	à	neoplasia,	
PM	ou	DM	juvenil	e	PM	ou	DM	associada	a	outras	doenças	do	colágeno.
Na	PM/DM,	a	principal	manifestação	é	a	 fraqueza	proximal	e	simétrica	de	
cinturas	escapular	e	pélvica	e	de	musculatura	cervical.	Dependendo	do	grau	
da	perda	de	força,	o	paciente	pode	manifestar	desde	fadiga	e	intolerância	ao	
exercício	até	marcha	cambaleante	e	dificuldadespara	subir	escadas.	A	evolução	
tende	a	ser	gradual	e	progressiva.	Alguns	poucos	pacientes	podem	apresentar	
mialgia	associada.	Disfagia,	distúrbios	cardíacos,	acometimento	respiratório,	
vasculite	e	calcificações	subcutâneas	(calcinoses)	são	manifestações	extra-
musculares	possíveis.	A	DM	se	diferencia	da	PM	pelo	acometimento	cutâneo.	
As	pápulas	de	Gottron	são	consideradas	patognomônicas	de	DM.	Consistem	
de	pápulas	róseas	ou	violáceas	localizadas	nas	superfícies	extensoras	das	
articulações	 interfalangeanas	 e	 metacarpofalangenas,	 cotovelos,	 joelhos	
e	maléolo	medial.	O	sinal	de	Gottron	é	um	eritema	macular	com	a	mesma	
distribuição	das	pápulas	de	Gottron.	O	heliotropo,	caracterizado	por	 lesões	
eritematosas	ou	violáceas	nas	pálpebras	superiores,	é	outro	sinal	típico.	Além	
destes,	 são	 observadas	manchas	 ou	 placas	 eritematosas	 desencadeadas	
por	fotoexposição	com	distribuição	característica	no	tórax	superior,	ombros	e	
dorso	(sinal	do	xale),	e/ou	pescoço	e	tórax	anterior	em	"V"	(sinal	do	decote).	
Fissuras	e	descamação	podem	ocorrer	nas	polpas	digitais	dos	quirodáctilos,	
e	são	referidas	como	"mãos	de	mecânico''	(BRASIL,	2010,	online).
FIGURA 9 – DERMATOMIOSITE E POLIMIOSITE
Fonte:	 Disponível	 em:	 https://image.slidesharecdn.com/dermatomiosite-polimiosi-
te-160505030514/85/dermatomiosite-polimiosite-13-320.jpg?cb=1462417611.	Acesso	em:	23	jul.	2022.
. . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . 
. . . . . 
. 
4 ROTEÇÃO DAS ARTICULAÇÕES 
E USO DE TALAS E ÓRTESES/ 
AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO 
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR E 
EDUCAÇÃO DO PACIENTE
TÓPICO
UNIDADE 4 REUMATOLOGIA 80
A	Proteção	Articular	(PA)	e	utilização	de	talas/órteses	é	uma	abordagem	terapêutica,	
utilizada	desde	1965.	Pontuamos	então	os	objetivos	e	importância	da	sua	utilização:
● Objetivos:	 Aplicação	 de	 técnicas	 de	 princípios	 ergonômicos	 e	 biomecânica
com	a	intenção	de	proteção	articular.	Gerenciar	e	controlar	dores,	 instabilidades,
fraquezas,	 que	 podem	 ocorrer	 nas	 articulações.	 Evitar	 o	 “Estresse	 articular”
durante	a	realização	de	atividades	diárias	do	paciente.	Minimizar	os	agravamentos
e	complicações	da	condição.
● Importância:	 Diminuir	 o	 estresse	 articular	 que	 envolve	 o	 processo	 de	 doença.
Segurança	ao	paciente	na	execução	de	atividades	de	vida	diária.	Auxílio	no	processo	de
cicatrização,	assim	como	prevenção	de	traumas	musculoesqueléticos	ao	movimento,
entre	outros.
Pedretti	e	Early	(2005)	orientam	a	utilização	das	proteções	das	articulações	para	
descanso	bem	como	na	realização	das	atividades	diárias.	A	Utilização	de	 tem	 intuito	de	
conservar,	evitar	agravamentos	do	quadro	ou	deformidades,	auxiliam	no	controle	de	dor,	
bem	como	trazem	uma	segurança	ao	paciente	na	sua	realização	das	atividades,	além	de	
auxiliar	na	redução	de	rigidez	articular,	manutenção	de	força,	minimizando	assim	fadiga	e	
permanência	estática	durante	a	utilização	do	equipamento.	
81UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
FIGURA 10 – PROTEÇÃO DAS ARTICULAÇÕES
Fonte: Disponível	em:	https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTaQNNIfV1Lj0zrOigQiwlC-
DtGEUKhKYo_skOQw_w-NVCZa_Q-lx6EZGpZzsAo4gblHU3U&usqp=CAU.	Acesso	em:	25	jul.	2022.
A	Equipe	multidisciplinar	possui	o	papel	fundamental	no	processo	de	reabilitação	
ao	paciente,	pois	estabelece	medidas	de	prevenção,	promoção	e	manutenção	à	saúde	de	
forma	individualizada	e	com	intuito	de	melhorar	a	qualidade	de	vida	do	paciente.
A	Equipe	multidisciplinar	é	composta	por	diversos	profissionais	de	áreas	diferentes,	
o qual	buscam	o	mesmo	objetivo	de	aprofundar	o	diagnóstico	clínico	do	paciente,	e	como
estabelecer	de	forma	conjunta	o	plano	terapêutico	do	mesmo.
A	Educação	aplicada	ao	paciente	se	faz	fundamental,	pois	o	mesmo	é	incentivado	
a	buscar	o	autoconhecimento	e	o	auto	cuidado	da	sua	condição	clínica.	Pensando	nisso,	
o paciente	deve	estar	ciente	sobre	sua	proposta	 terapêutica,	com	o	 intuito	de	aumentar
o comprometimento	e	aceitação	de	seu	tratamento.	Estudos	 já	evidenciaram	em	1999	a
importância	dessa	educação:
A	educação	objetiva	o	aumento	do	conhecimento	acerca	da	doença,	o	ensino	
de	técnicas	de	proteção	articular	(PA)	e	de	conservação	de	energia	e	sobre	
como	alterar	a	rotina	a	fim	de	minimizar	os	decréscimos	ou	perdas	funcionais	
que	acompanham	a	AR	(KLOMPENHOUWER,	1999,	p.	431).
82UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
Por	fim,	se	faz	essencial	a	equipe	multidisciplinar	no	cuidado	ao	paciente,	bem	como	
no	estabelecimento	de	sua	proposta	terapêutica	e	execução	de	atividades	que	minimizem	
agravos	das	doenças.
TÓPICO 1: BRASIL.	PORTARIA	Nº	451,	DE	9	DE	JUNHO	DE	2014.	MINISTÉRIO	
DA	SAÚDE	.	SECRETARIA	DE	ATENÇÃO	À	SAÚDE.	Aprova	o	Protocolo	Clínico	e	Dire-
trizes	Terapêuticas	da	Osteoporose.	2014.	Disponível	em:	https://bvsms.saude.gov.br/bvs/
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TÓPICO 2:	“O	envelhecimento	não	é	“juventude	perdida”,	mas	uma	nova	etapa	de	
oportunidade	e	força.”	Betty	Friedan.
TÓPICO 3: O	que	é	a	Reumatologia?.	Sociedade	Paranaense	de	Reumatologia,	
2015.	Disponível	em:	https://reumatologiapr.com.br/o-que-e-reumatologia/.	Acesso	em:	23	
jul.	2022.
TÓPICO 4:	"Ninguém	envelhece	apenas	por	viver	vários	anos.	Nós	envelhecemos	
abandonando	nossos	ideais.	Os	anos	podem	enrugar	a	pele,	mas	desistir	do	entusiasmo	
enruga	a	alma.”	Samuel	Ullman
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2014/prt0451_09_06_2014.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2014/prt0451_09_06_2014.html
https://reumatologiapr.com.br/o-que-e-reumatologia/
83UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nessa	Unidade,	foi	possível	aprofundar	o	seu	conhecimento	sobre	a	reumatologia,	
e	as	doenças	que	são	acometidos	os	pacientes.
Foi	possível	detalhar	e	diferenciar	as	doenças	dentro	de	cada	classificação	reumática.	
Conseguimos	 também	 compreender	 a	 importância	 da	 atuação	 da	 equipe	
multidisciplinar,	bem	como	estimular	o	paciente	na	realização	do	autocuidado.		
Além	de	apresentar	a	importância	da	inclusão	do	paciente	durante	a	realização	do	
seu	plano	terapêutico	para	que	compreenda	os	processos	de	saúde-doença	e	saiba	como	
enfrentar	as	limitações	que	podem	ocasionar,	bem	como	métodos	terapêuticos.
Espero	ter	contribuído	ao	seu	conhecimento	durante	essas	4	Unidades,	continue	
na	busca	do	aperfeiçoamento	e	agora	com	um	novo	olhar	quando	realizado	os	cuidados	do	
paciente	idoso.
Obrigada. 
84UNIDADE 4 REUMATOLOGIA
MATERIAL COMPLEMENTAR 
LIVRO 
Título: Terapia Ocupacional
Subtítulo: capacidades práticas para disfunções físicas
Ano do Material: 2005
Editora: Roca. 
Autor Principal: PEDRETTI, Lorraine Williams (Ed.)
Autores Secundários: EARLY, Mary Beth (Ed.)
Sinopse: A mais nova edição da obra Terapia Ocupacional: 
Capacidades Práticas para as Disfunções Físicas (5a edição) 
apresenta uma revisão abrangente e profunda da terapia 
ocupacional, incorporando história e teoria, processo de terapia 
ocupacional, avaliação das áreas de atuação ocupacional, 
componentes do desempenho, intervenções e aplicações 
do tratamento. Essa publicação agradável, prática e de fácil 
entendimento segue o processo de terapia ocupacional com 
ênfase na prática baseada na ocupação. Veja o que você vai 
encontrar na 5a edição dessa obra! Doze capítulos novos, 
incluindo Controle da Dor, Oncologia, Necessidades Especiais 
do Idoso e Infecção por HIV e AIDS, atualizam todas as áreas da 
terapia ocupacional. Dezesseis capítulos sobre incapacidades 
físicas distintas dão informações sobre a aplicação da terapia 
ocupacional a disfunções físicas específicas. INOVAÇÃO! 
Palavras-chave e objetivos de aprendizagem estabelecem o 
que deve ser assimilado em cada capítulo. Esquemas atraentes 
esclarecem conceitos importantes em quadros, tabelas e 
desenhos. Exemplos de estudos de caso mostram a análise 
de casos reais. INOVAÇÃO! O apêndice traz estudos de casos 
e o planejamento de tratamento para a prática diáriae outras 
tarefas. As perguntas para revisão e exercícios no final de cada 
capítulo complementam o conteúdo e desenvolvem o raciocínio 
clínico. Aproveite ao máximo e aprenda com essa fonte de 
conhecimento para a teoria e prática ocupacional, agora 
composta pela experiência de dois autores consagrados na 
terapia ocupacional, auxiliados por 53 colaboradores, incluindo 
educadores, clínicos e líderes na sua profissão.
FILME/VÍDEO 
Título: O Curioso Caso de Benjamin Button
Ano: 2008.
Sinopse: Benjamin Button é um homem que nasce idoso e 
rejuvenesce à medida que o tempo passa. Doze anos depois 
de seu nascimento, ele conhece Daisy, uma criança que entra 
e sai de sua vida enquanto cresce para ser dançarina. Embora 
tenha todos os tipos de aventuras incomuns, sua relação com 
Daisy o faz acreditar que os dois se encontrarão no momento 
certo da vida.
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97
CONCLUSÃO GERAL
Prezado	 (a)	aluno	 (a),	 chegamos	no	final	da	disciplina,	onde	construímos	sobre	
a	 compreensão	 do	 processo	 do	 envelhecimento.	 Durante	 as	 4	 apostilas,	 conseguimos	
aprender	sobre	o	papel	da	equipe	na	vida	das	pessoas	idosas,	e	também	a	funcionalidade	
do	organismo.
Na	unidade	I,	aprendemos	sobre	a	classificação	do	paciente	idoso,	sobre	a	diferença	
entre	 os	 envelhecimentos,	 a	 Senescência	 e	 a	 Sensibilidade.	As	 alterações	 fisiológicas	
impactam	no	estilo	de	vida	e	nas	atividades	diárias	do	idoso,	sendo	necessário	entender	
quais	 são	 os	 pontos	 que	 afetam	 o	 organismo.	Além	 disso,	 precisamos	 compreender	 o	
Estatuto	do	Idoso,	onde	o	mesmo	respalda	todo	o	cuidado	necessário.
Na	Unidade	II,	estudamos	sobre	a	função	da	musculatura	esquelética,	efeitos	do	
envelhecimento,	e	quais	os	aspectos	patológicos	que	ocorrem	durante	esses	processos,	
estudamos	 ainda	 sobre	 como	 essas	 alterações	 influenciam	 no	 risco	 de	 quedas,	 como	
avaliar	os	ambientes	e	como	realizar	uma	avaliação	física	e	ambiental	para	prevenir	risco	
de	quedas.	Já	na	Unidade	III,	apresentamos	sobre	as	escalas	e	ferramentas	que	auxiliam	
os	profissionais	na	avaliação	do	idoso,	e	como	a	cinesioterapia	através	das	necessidades	
básicas,	estabelecer	um	plano	terapêutico.
Na	Unidade	IV,	introduzimos	o	conceito	de	reumatologia,	e	sobre	as	classificações	
das	Doenças	Reumáticas,	aprofundamos	sobre	cada	uma	delas.	E	a	atuação	da	equipe	
multidisciplinar	no	cuidado.
Por	 fim,	 aproveito	 para	 incentivar	 a	 continuidade	 da	 busca	 do	 conhecimento	
sobre	a	saúde	dos	idosos,	manter-se	sempre	atualizado.	Espero	ter	contribuído	para	seu	
crescimento	pessoal	e	profissional.
	
Muito obrigado e sucesso na sua trajetória!
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8UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
EPIDEMIOLOGIA DO 
ENVELHECIMENTO 1
TÓPICO
O	envelhecimento	no	Brasil	vem	ocorrendo	de	maneira	acentuada,	de	acordo	com	o	
IBGE	15,17%	de	habitantes	acima	de	60	anos.	O	processo	do	envelhecimento	é	devido	às	altera-
ções	fisiológicas	que	ocorrem	no	organismo,	é	natural	e	acarreta	várias	mudanças	por	toda	vida.
FIGURA 1- PIRÂMIDE DE FAIXA ETÁRIA 2010-2060
	
Fonte:	IBGE	(2010).
9UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
Viver	por	bastante	tempo	é	o	maior	desejo	da	população	brasileira,	geneticamente	
explicando	esse	processo,	na	sequência	do	DNA	ocorre	uma	perda	progressiva	de	sua	
capacidade	de	renovação,	em	que	acabam	prejudicando	o	funcionamento	do	organismo	
como	um	todo.
A	faixa	etária	foi	determinada	pela	Organização	Mundial	de	Saúde	(OMS),	baseada	
no	envelhecimento	fisiológico	do	indivíduo,	o	qual	não	impede	que	haja	uma	vida	social	e	
intelectual	ativa,	sem	alterações.	
É	determinado	o	processo	do	envelhecimento	baseado	no	estilo	de	vida	e	ambiente	
em	que	a	pessoa	convive,	como	por	exemplo,	pacientes	com	histórico	de	sedentarismo	é	o	
fator	de	risco	para	o	desenvolvimento	de	doenças	crônicas.
É	possível	classificar	os	pacientes	idosos	em:	Idoso	funcional/robusto;	Idoso	pré-
-frágil;	Idoso	frágil;	Idoso	em	Cuidados	Paliativos	e	Idoso	Terminal,	para	essa	classificação	
se	faz	necessárias	ferramentas	que	auxiliam	na	definição	de	cada	cliente.	
A	capacidade	funcional	do	idoso	avaliada	está	correlacionada	a	alguns	aspectos,	
tais	como:	físicos,	cognitivos	e	emocionais.	Além	disso,	deve-se	levar	em	consideração	o	
declínio	da	realização	de	suas	atividades	diárias,	podendo	gerar	ou	não	uma	dependência	
desse	indivíduo.
Vamos	então	entender	cada	classificação	o	qual	o	indivíduo	pode-se	classificar:
●	 Idoso Funcional/Robusto: é	 conhecido	 como	 o	 “envelhecimento-bem-su-
cedido”.	É	o	idoso	capaz	de	realizar	suas	atividades	diárias,	bem	como	gerir	sua	própria	
vida,	 realizar	 suas	 próprias	 escolhas.	 Esse	 cliente	 consegue	 realizar	 decisões	 de	 seus	
tratamentos	de	maneira	consciente,	bem	como	realiza	e	promove	o	autocuidado,	indepen-
dentemente	da	presença	ou	ausência	de	comorbidades.
As	atividades	de	vida	diárias	estão	divididas	em:	alimentar-se,	banhar-se,	vestir-se,	
mobilizar-se,	deambular,	ir	ao	banheiro	e	manter	controle	sobre	suas	necessidades	fisiológicas.
De	maneira	resumida	a	classificação	do	Idoso	Funcional/Robusto	é	a	interação	dos	
vetores:	saúde	física,	saúde	mental,	independência	diária	e	econômica,	integração	social,	
suporte	familiar.
●	 Idoso	pré-frágil/	frágil:	“A	fragilidade	pode	ser	utilizada	como	um	potencial	
organizador	de	gerenciamento	de	saúde	do	idoso”	(LOURENÇO	et al.,	2018,	p.	02).
De	acordo	com	estudos	sobre	a	fragilidade	do	idoso	apontam:
10UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
Fragilidade	representa	um	estado	de	vulnerabilidade	fisiológica	relacionada	
à	idade,	produzida	pela	reserva	homeostática	diminuída	e	pela	capacidade	
reduzida	do	organismo	de	enfrentar	um	número	variado	de	desfechos	negati-
vos	de	saúde,	como	internações	hospitalares,	quedas	e	perda	funcional,	com	
aumento	 da	 probabilidade	 de	morte;	 Fragilidade	 não	 deve	 ser	 confundida	
com	incapacidade,	vulnerabilidade	não	fisiológica	e	multimorbidades	(LOU-
RENÇO	et	al.,	2018,	s/d).
● Idoso em cuidados paliativos: é	 o	 atendimento	 ativo	 de	 uma	 equipe
multidisciplinar,	onde	consiste	da	não	resposta	de	uma	doença	a	um	determinado	tratamento,	ou	
seja,	é	voltado	aos	cuidados	de	medidas	de	conforto	tais	como	dores	físicas	e	outros	sintomas.	
Um	idoso	é	classificado	em	cuidados	paliativos	através	do	seu	declínio	funcional,	bem	
como	falência	orgânica	ou	até	mesmo	com	síndrome	de	fragilidade.	Nesses	casos	podem	
ser	classificados	idosos	com	dependência	total	ou	parcial	dos	cuidados	de	atividades	diárias.	
Nos	cuidados	paliativos	o	idoso	deve	receber	todo	suporte	necessário	ao	enfrentamento	
do	 seu	 quadro	 clínico,	 a	 equipe	multidisciplinar	 desenvolve	 um	papel	 fundamental	 para	
minimizar	esses	sintomas	e	auxiliar	o	idoso	e	os	familiares	com	essas	medidas	de	conforto,	
bem	como	elucidar	todas	as	dúvidas	durante	esse	processo	de	declínio	cognitivo.
● Idoso	Terminal:	De	acordo	com	o	estudo	de	Coobs	(2019,	online):
Os	pacientes	tendem	a	seguir	1	de	3	trajetórias	gerais	de	declínio	funcional:
● Um	período	limitado	de	declínio	funcional	constante	e	progressivo	(p.
ex.,	típico	do	câncer	progressivo)
● Um	período	indeterminado	prolongado	de	disfunção	grave	que	pode
não	ser	progressivo	de	 forma	constante	 (p.	ex.,	 típico	da	demência	grave,
do	acidente	vascular	encefálico	 incapacitante	e	da	síndrome	de	 fragilidade
grave)
● Função	que	diminui	de	forma	 irregular,	causada	por	exacerbações
periódicas	e,	algumas	vezes,	imprevisíveis	da	doença	subjacente	(p.	ex.,	típi-
cos	de	insuficiência	cardíaca	ou	doença	pulmonar	obstrutiva	crônica).
O	processo	do	envelhecimento	está	correlacionado	diretamente	ao	processo	de	
fragilização,	 é	 através	da	 identificação	das	etapas	que	é	possível	 traçar	 um	método	de	
tratamento	clínico	ou	manutenção	da	saúde	e	qualidade	de	vida.	Além	de	transformar	em	
um	atendimento	humanizado	e	individual.
Por	fim	então	é	possível	compreensão	de	SENESCÊNCIA	envelhecimento	normal.	
SENILIDADE:	envelhecimento	patológico.
. . . . . . . . . . . . . . . . 
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. 
11UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
2 IMPLICAÇÕES DE UM POPULAÇÃO 
ENVELHECIDA PARA A 
REABILITAÇÃO
TÓPICO
Após	entender	o	processo	de	envelhecimento	vamos	compreender	quais	implica-
ções	afetam	essa	população.
Relembrando	sobre	a	 fragilidade	e	sobre	as	alterações	fisiológicas	do	 indivíduo,	
conseguimos	destacar	algumas	das	alterações	fisiológicas	e	suas	definições,	tais	como:
● Redução	da	massa	muscular	e	da	água	corporal
A	Sarcopenia	ou	como	conhecida	“perda	da	carne”	é	uma	condição	que	se	caracteriza
na	diminuição	de	massa	muscular,	pode	ocorrer	devido	ao	avanço	da	idade.	Essa	síndrome	é	
uma	perda	progressiva	relacionada	à	idade,	que	gera	o	aumento	da	massa	de	gordura	corporal,	
acúmulo	de	depósitos	de	gordura	na	cavidade	abdominal	e	pela	perda	da	massa	magra.	O	
desenvolvimento	da	sarcopenia	inclui	um	processo	multifatorial,	onde	inclui-se:	sedentarismo,	
unidade	motora	remodelada,	níveis	hormonais	e	diminuição	da	síntese	de	proteínas.
Além	dessa	perda	de	massa	muscular,	ao	 longo	dos	anos	e	do	envelhecimento	
a	percepção	de	sede	vai	diminuindo,	o	que	gera	a	rápida	desidratação,	ou	seja,	o	 idoso	
muitas	vezes	não	sentirá	vontade	de	 realizar	a	 ingestão,	por	 isso,	deve	ser	ofertado	ao	
paciente	idoso.	Trata-se	como	estratégia	a	oferta	de	medidas	em	garrafinhas,	ou	isolar	uma	
única	garrafa	ao	idoso	para	controlar-se	a	ingesta.
12UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
● Doenças	crônicas	não-transmissíveis	(DCNT)
As	DCNT	são	desenvolvidas	ao	longo	da	vida,	muitas	vezes	de	forma	silenciosa	e
lenta	e	em	alguns	casos	sem	aparecimento	de	sintomas.
São	 classificados	 como	 principais	 doenças	 crônicas:	 doenças	 cardiovasculares,	
doenças	respiratórias	crônicas,	hipertensão,	câncer,	diabetes	e	doenças	metabólicas.
Algumas	dessas	patologias	geram	o	declínio	funcional-cognitivo,	ou	seja,	durante	
o processo	 de	 reabilitação	 do	 paciente,	 o	 mesmo	 deve	 estar	 em	 acompanhamento
regularmente,	com	seu	médico	assistente,	bem	como	utilização	correta	de	medicamentos.
As	Doenças	Crônicas	Não	Transmissíveis,	quando	não	controladas,	dificultam	o	
trabalho	da	equipe	multidisciplinar	no	processo	de	reabilitação,	muitos	avanços	às	vezes	
não	são	efetivos	devido	a	descompensação	do	quadro	clínico.	Por	isso,	se	faz	necessário	
uma	avaliação	clínica	do	indivíduo,	bem	como	coleta	da	história	clínica,	uso	de	fármacos	e	
a	compreensãoqual	a	progressão/	prognóstico	do	indivíduo	mediante	a	sua	doença.	
Nessa	etapa	precisa-se	 realizar	um	 levantamento	dos	potenciais	 fatores	de	 risco,	
ou	fatores	de	exposição	para	tentar	auxiliar	no	processo	saúde-doenças,	com	medidas	de	
orientações	ao	indivíduo,	tentando	sempre	a	promoção	do	autoconhecimento	e	autocuidado.	
FIGURA 2 – DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS
Fonte: Óbitos	–	Sistema	de	Informações	sobre	Mortalidade	(SIM/SVS/MS),	População	residente	–	Estimati-
vas	preliminares	elaboradas	pelo	Ministério	da	Saúde/SVS/DASNT/Cgiae.	Gastos	e	Internações	–	Sistema	
de	Informações	Hospitalares	do	SUS	(SIH-SUS).	*Em	2019.
13UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
● Alteração	dos	mecanismos	homeostáticos	humano
A	Homeostase	Humana	nada	mais	é	que	os	processos	fisiológicos	que	trabalham
de	forma	ordenada	no	nosso	organismo.	Os	principais	mecanismos	são	responsáveis	pelo	
controle	de	temperatura	corporal,	pressão	arterial,	PH,	batimentos	cardíacos,	concentração	
de	elementos	sanguíneos	e	volume	dos	líquidos	corporais.
Em	 relação	 a	 função	 cognitiva	 e	 fisiológica,	 caso	 ocorra	 um	 desequilíbrio	 do	
funcionamento	 desses	 mecanismos,	 podem	 acarretar	 reações	 químicas	 essenciais	 que	
realizam	a	manutenção	do	corpo	humano,	ou	seja,	um	agravamento	que	afeta	diretamente	
essas	funções.
A	utilização	de	medicamentos	contínuos	também	pode	afetar	a	homeostase,	tendo	
em	vista	que	afetam	diretamente	essas	funções.	O	uso	indevido	de	fármacos	ou	a	ausência	
dele,	podem	afetar	também	significantemente	o	processo	fisiológico.
É	indicado	o	acompanhamento	médico,	bem	se	necessário	acompanhamento	com	
farmacêutico	para	controle	de	fármacos	para	que	não	ocorra	a	polifarmácia.	
● Comportamento	Cognitivo	Leve	(CCL)
De	acordo	com	o	Instituto	de	Neurologia	Funcionalitá	(2021,	online):
O	declínio	cognitivo	pode	ser	entendido	como	uma	condição	de	transição	entre	
a	cognição	normal	e	a	demência.	Nesses	casos,	a	avaliação	neuropsicológica	
é	 fundamental	 para	 diferenciar	 o	 envelhecimento	 normal	 do	 patológico	 e	
também	para	o	correto	diagnóstico	entre	CCL	e	demência.
O	 Comportamento	 Cognitivo	 Leve,	 ainda	 é	 possível	 de	 classificação,	 se	 faz	
necessária	para	compreender	o	processo	no	qual	o	indivíduo	se	enquadra,	para	compreender	
se	trata-se	de	uma	perda	cognitiva	em	relação	a	idade,	ou	de	forma	patológica.
De	 acordo	 com	 sua	 classificação	 o	 paciente	 apresenta	 diferentes	 evoluções	 do	
quadro	 clínico,	 os	 mapas	 mentais	 abaixo,	 conseguimos	 visualizar	 quais	 as	 possíveis	
classificações	da	CCL,	e	suas	possíveis	evoluções	de	quadro	clínicos.
14UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
FIGURA 3 - MAPA MENTAL DO COMPROMETIMENTO COGNITIVO LEVE
Fonte: Câmara	(2018).
FIGURA 4 - MAPA MENTAL TRAJETÓRIA EVOLUTIVA DO COMPROMETIMENTO COGNITIVO LEVE
Fonte: Câmara	(2018).
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3 A COMUNICAÇÃO, OS VALORES E 
A QUALIDADE DE VIDA
TÓPICO
UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO 15
Para	a	compreensão	de	uma	qualidade	de	vida	da	terceira	idade,	se	faz	necessário	
a	compreensão	do	processo	de	envelhecimento.	Como	visto	nesta	Unidade,	o	idoso	bem-
sucedido	é	aquele	capaz	de	realizar	seu	autocuidado	bem	como	as	atividades	de	vida	diária.	
Um	bom	envelhecimento	para	Baracco	(1990,	p.	32):
1.Prevenção	primária:	descobrir	os	sintomas	negativos	regulando	bem	a	vida,
trabalho,	tempo	livre	e	atividade	física.
2. Prevenção	secundária:	tratar	os	males	físicos	e	psíquicos	logo	que	apare-
çam.
3. Prevenção	terciária:	reabilitação	e	recuperação	da	saúde	física,	psíquica
e	social	do	idoso.
As	Atividades	diárias	do	idoso	podem	ser	classificadas	da	seguinte	maneira:
16UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
FIGURA 5 - CLASSIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA DO IDOSO
Fonte: Moraes,	Marino	e	Santos	(2010).
A	comunicação	é	um	modo	de	partilhar	 informações,	 ideias,	desejos,	e	histórias	
de	vida,	para	o	idoso	o	mesmo	traz	consigo	muitos	valores	de	suas	épocas	vividas,	bem	
como	experiências	a	serem	passadas	a	próxima	geração.	Além	disso,	é	através	dessas	
experiências	de	vidas	e	manutenção	do	quadro	de	saúde,	que	é	possível	traçar	estratégias	
para	melhorar	a	qualidade	de	vida.
Na	terceira	idade	se	faz	fundamental,	pois	ao	longo	do	envelhecimento	acaba-se	
diminuindo	a	vida	social,	a	fim	de	evitar	isso	possui-se	estratégias	e	medidas	que	podem	
ser	adotadas,	tais	como:
● Prática	de	Atividade	Física
A	prática	de	atividade	física,	é	um	dos	meios	do	idoso	manter	seu	organismo	ativo,
e	criar	um	equilíbrio	entre	funcionamento	biológico,	relações	afetivas	e	sociais.	Os	idosos	
devem	procurar	centros	de	atividade	física	para	tal	prática,	é	recomendado	que	haja	um	
profissional	capacitado	para	tal	supervisão,	a	fim	de	evitar	lesões	e	acidentes	que	podem	
ocasionar.
Os	 idosos	 que	 praticam	 atividades	 físicas,	 segundo	 estudos,	 auxiliam	 nos	
relacionamentos	sociais,	bem	como	familiares,	pois	o	idoso	sente	o	bem-estar.	Além	disso,	
é	necessário	que	o	idoso	entenda	o	motivo	pelo	qual	necessita	da	prática	de	exercícios.		
17UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
Ao	ponto	de	vista	fisiológico	são	considerados	benefícios	dessa	prática:	redução	
de	níveis	de	triglicérides	no	sangue;	controle	de	peso	e	funcionalidade,	prevenindo	perdas	
funcionais;	redução	do	risco	de	mortes	por	doenças	cardiovasculares,	ampliação	do	contato	
social,	melhora	de	postura	e	equilíbrio,	preservação/manutenção	dos	ossos	e	articulações,	
melhora	da	qualidade	do	sono,	entre	muitos	outros	benefícios.	
● Alimentação	saudável
Manter	a	alimentação	saudável	é	um	dos	melhores	manejos	na	manutenção	do
quadro	de	saúde.	A	dieta	dos	idosos,	devem	ser	acompanhadas	por	um	profissional,	além	
de	ser	pensada	também	na	comorbidades	existentes.
Deve	 ser	 levado	 em	 consideração	 as	 patologias	 pré-existentes	 dos	 indivíduos,	
durante	a	elaboração	de	sua	dieta	balanceada,	além	disso	é	necessário	conhecer	a	evolução	
do	seu	quadro	clínico	pensando	nos	possíveis	agravamentos	de	sua	patologia	já	existente.
● Integração	e	convívio	social
O	convívio	social,	pode	ser	mantido	na	terceira	 idade	de	diversas	maneiras,	 tais
como:	grupos	de	atividade	física,	oficinas	da	memória,	dança,	grupos	de	jogos,	culinária,	
artesanato,	entre	outros.
Esses	 encontros	 sociais	 levam	 alegrias	 aos	 grupos	 de	 idosos,	 estimulam	 o	
autocuidado	e	até	mesmo	em	processo	de	reabilitação	de	coordenação.
● Exames	de	rotina
As	consultas	médicas	na	terceira	idade,	podem	e	necessitam	ser	realizadas	anual-
mente,	 ou	 conforme	 necessidade	 clínica	 do	 paciente.	Em	 casos	 de	 patologias	 crônicas	
o idoso	deve	manter	a	realização	de	consulta	e	exames	de	rotina	conforme	sua	linha	de
cuidado,	essa	linha	encontra-se	no	Guia	Saúde	do	Idoso	desenvolvido	pela	Secretaria	de
Estado	da	Saúde	do	Paraná.
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18UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
O ESTATUTO DO IDOSO
TÓPICO
4
O	Estatuto	do	Idoso	foi	constituído	em	1º	de	Outubro	de	2003,	pela	Lei	10.741,	em	
que	no	Brasil	estimava-se	a	população	de	15	milhões	de	idosos.	O	estatuto	consta	com	118	
artigos	que	contêm	direitos	e	deveres	do	idoso,	bem	como	medidas	de	proteção,	formas	de	
acesso	à	justiça	e	quais	as	definições	de	crimes	acometidos	em	idosos.
Os	 artigos	 são	 separados	 por	 tais	 capítulos:	 Direito	 à	 vida;	 Direito	 à	 liberdade,	
respeito	e	dignidade;	Direito	a	receber	alimentos	se	não	tiver	condições	financeiras	para	se	
sustentar;	Direito	a	cuidados	de	saúde;	Direito	à	educação,	cultura,	esporte	e	lazer;	Direito	
à	profissionalização	e	ao	trabalho;	Direito	à	Previdência	Social;	Direito	à	assistência	social;	
Direito	à	habitação;	Direito	a	transporte.
No	Artigo	230da	Constituição	Federal,	afirma	que:
Art.	230.	A	família,	a	sociedade	e	o	Estado	têm	o	dever	de	amparar	as	pes-
soas	idosas,	assegurando	sua	participação	na	comunidade,	defendendo	sua	
dignidade	e	bem-estar	e	garantindo-lhes	o	direito	à	vida.
§ 1º	Os	programas	de	amparo	aos	idosos	serão	executados	preferencialmen-
te	em	seus	lares.
§ 2º	Aos	maiores	 de	 sessenta	 e	 cinco	 anos	 é	 garantida	 a	 gratuidade	 dos
transportes	coletivos	urbanos	(BRASIL,	1988,	p.	134).
Para	compreensão	da	importância	do	estatuto	do	idoso	é	necessário	a	leitura	dos	
4	primeiros	artigos:
Art.	1º	É	instituído	o	Estatuto	da	Pessoa	Idosa,	destinado	a	regular	os	direitos	
assegurados	às	pessoas	com	idade	igual	ou	superior	a	60	(sessenta)	anos.”	
(NR)
19UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
“Art.	2º	A	pessoa	idosa	goza	de	todos	os	direitos	fundamentais	inerentes	à	
pessoa	 humana,	 sem	 prejuízo	 da	 proteção	 integral	 de	 que	 trata	 esta	 Lei,	
assegurando-se-lhe,	por	 lei	ou	por	outros	meios,	 todas	as	oportunidades	e	
facilidades,	 para	 preservação	de	 sua	 saúde	 física	 e	mental	 e	 seu	aperfei-
çoamento	moral,	intelectual,	espiritual	e	social,	em	condições	de	liberdade	e	
dignidade.”	(NR)
“Art.	 3º	É	 obrigação	 da	 família,	 da	 comunidade,	 da	 sociedade	 e	 do	 poder	
público	assegurar	à	pessoa	idosa,	com	absoluta	prioridade,	a	efetivação	do	
direito	à	vida,	à	saúde,	à	alimentação,	à	educação,	à	cultura,	ao	esporte,	ao	
lazer,	ao	trabalho,	à	cidadania,	à	liberdade,	à	dignidade,	ao	respeito	e	à	con-
vivência	familiar	e	comunitária	(BRASIL,	2022,	online).
Já	no	Art	4º	dispõe:	Nenhum	 idoso	será	objeto	de	qualquer	 tipo	de	negligência,	
discriminação,	 violência,	 crueldade	ou	 opressão,	 e	 todo	 atentado	aos	 seus	 direitos,	 por	
ação	ou	omissão,	será	punido	na	forma	da	lei.	
Estatuto	do	Idoso	art.	9°	diz:	é	obrigação	do	estado	garantir	à	pessoa	idosa	a	pro-
teção	à	vida	e	à	saúde,	mediante	efetivação	de	Políticas	Sociais	Públicas	que	permitam	um	
envelhecimento	saudável	e	em	condições	de	dignidade.
Além	dos	artigos	citados,	o	estatuto	do	idoso	ainda	conta	com	os	seguintes	itens:
● Saúde
De	acordo	com	o	Art.	15:
É	assegurada	a	atenção	integral	à	saúde	do	idoso,	por	intermédio	do	Siste-
ma	Único	de	Saúde	–	SUS,	garantindo-lhe	o	acesso	universal	e	igualitário,	
em	conjunto	articulado	e	contínuo	das	ações	e	serviços,	para	a	prevenção,	
promoção,	proteção	e	recuperação	da	saúde,	 incluindo	a	atenção	especial	
às	doenças	que	afetam	preferencialmente	os	idosos	(BRASIL,	2003,	online).
Ressalta-se	que	o	idoso	que	realizam	o	autocuidado	e	são	considerados	lúcidos,	
tem	o	direito	de	escolha	de	seu	tratamento	clínico,	entretanto	caso	haja	alguma	patologia	
que	 cause	 o	 acometimento	 de	 sua	 lucides,	 responde	 pelo	 idoso:	 familiares,	 cuidador	 e	
médico	e	equipe	assistente	quando	houver	risco	À	vida.
● Transporte
No	Art.	39.		refere-se:	Aos	maiores	de	65	(sessenta	e	cinco)	anos	fica	assegurada	a
gratuidade	dos	transportes	coletivos	públicos	urbanos	e	semi-urbanos,	exceto	nos	serviços	
seletivos	e	especiais,	quando	prestados	paralelamente	aos	serviços	regulares.
20UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
● Situação	de	Abandono
Art.	37.	O	 idoso	 tem	direito	a	moradia	digna,	no	seio	da	 família	natural	ou	
substituta,	ou	desacompanhado	de	seus	familiares,	quando	assim	o	desejar,	
ou,	ainda,	em	instituição	pública	ou	privada.
§ 1o	A	assistência	integral	na	modalidade	de	entidade	de	longa	permanência
será	 prestada	 quando	 verificada	 inexistência	 de	 grupo	 familiar,	 casa-lar,
abandono	ou	carência	de	recursos	financeiros	próprios	ou	da	família	(BRASIL,
2003,	online).
Em	caso	de	abandono	do	 idoso,	possui	alguns	canais	de	denúncia	que	estão	a	
disposição:	181	disque	denúncia,	e	através	do	WhatsApp	com	a	Inteligência	Artificial	Rápida	
e	Anônima.	
Além	dos	itens	acima	citados	o	artigo	ainda	conta	com:	Gratuidade	de	medicamentos,	
Educação	e	Cultura,	Isenção	de	IPTU,	Trabalho,	Violência,	Violência,	Viagens,	Atendimento	
preferencial	e	Casamento.
21UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
TÓPICO 1:	 Leia	o	Manual	do	 Idoso	disponível	no	Linha	Guia	Saúde	do	 Idoso	 -	
Secretaria	de	Estado	da	Saúde	do	Paraná.
TÓPICO 2:	“Atividade	física	não	é	apenas	uma	das	mais	importantes	chaves	para	
um	corpo	saudável	-	ela	é	a	base	da	atividade	intelectual	criativa	e	dinâmica”	John	Fitzge-
rald	Kennedy.
TÓPICO 3:	“Quando	a	velhice	chegar,	aceita-a,	ama-a.	Ela	é	abundante	em	pra-
zeres	se	souberes	amá-la.	Os	anos	que	vão	gradualmente	declinando	estão	entre	os	mais	
doces	da	vida	de	um	homem.	Mesmo	quando	tenhas	alcançado	o	limite	extremo	dos	aos,	
estes	ainda	reservam	prazeres”	Sêneca.
TÓPICO 4:	Leia	Lei	10.741	-	1º	de	Outubro	de	2003.
22UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste	capítulo	você	conheceu	a	importância	da	Saúde	do	Idosos,	os	processos	do	
envelhecimento,	os	valores	da	vida	na	terceira	idade,	as	implicações	para	o	envelhecimento	
e	os	direitos	e	deveres	do	idoso	através	do	estatuto.	Foi	possível	analisar	ainda	como	todos	
esses	 aspectos	 estão	 relacionados	 diretamente	 ao	 envelhecimento	 bem	 como	 atuam	e	
influenciam	esse	 processo.	Por	 fim	espero	 ter	 contribuído	 em	 seu	 conhecimento.	Até	 a	
próxima	Unidade.	
23UNIDADE 1 EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
MATERIAL COMPLEMENTAR 
LIVRO 
Título: Envelhecimento - uma visão interdisciplinar
Autor: Wilson Jacob Filho, Alexander Augusto de Lima Jorge, 
Alexandre Leopold Busse, Clóvis Eduardo Santos Galvão, Fa-
biano Pinheiro da Silva, Iolanda de Fátima Lopes Calvo Tibério, 
Lúcia da Conceição Andrade, Luciano Ferreira Drager, Marcel 
Cerqueira César Machado, Rodrigo Diaz Olmos, Rosa Maria 
Rodrigues Pereira, Sandra Fátima Menosi Gualandro.
Editora: Atheneu.
Sinopse: Envelhecimento - Uma Visão Interdisciplinar é obra 
que tem sua origem no Departamento de Clínica Médica da 
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O livro 
apresenta caráter inédito e abrangente, objetivando auxiliar 
os profissionais de Saúde das diferentes áreas na qualificação 
do atendimento da população idosa. Sua visão é integrada, 
daí o seu subtítulo "Interdisciplinar". Centra-se nos aspectos 
preventivos, clínicos e terapêuticos dos distúrbios mais comuns 
entre os idosos, que, por sinal, somam a população de 23,5 mi-
lhões. Sua interdisciplinaridade reúne Geriatras, Gerontólogos, 
Clínicos, Reumatologistas, Endocrinologistas, Pneumologistas, 
Gastroenterologistas, Hematologistas, Cardiologistas e outras 
especialidades médicas de interesse. Envelhecimento - Uma 
Visão Interdisciplinar apresenta 12 Editores, 58 Colaboradores, 
2seções, 36 capítulos, num total de 370 páginas. É livro, pois, 
destinado a médico das mais diversas especialidades que tem 
oportunidade de atender idosos.
FILME/VÍDEO 
Título: The Father
Ano: 2020.
Sinopse: Um homem recusa toda a ajuda de sua filha à medida 
que envelhece. Ele começa a duvidar dos entes queridos, de 
sua própria mente e de sua realidade ao tentar compreender 
as mudanças que estão acontecendo em sua vida.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=yJW4szo-
ZX1U
https://www.youtube.com/watch?v=yJW4szoZX1U
https://www.youtube.com/watch?v=yJW4szoZX1U
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Plano de Estudos
 ● Plataformas de modelagem BIM em outras dimensões;
 ● Os D’s da BIM.
Objetivos da Aprendizagem
 ● Conhecer as plataformas BIM além da dimensão 3D;
 ● Compreender o que é cada “D” da metodologia BIM e suas
características na prática.
2UNIDADEUNIDADE
EFEITO DO ENVELHECIMENTOEFEITO DO ENVELHECIMENTO
Professora Esp. Renata Alécio
25UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
INTRODUÇÃO 
Caro (a) aluno (a)!
Seja	 muito	 bem-vindo	 (a)	 a	 Unidade	 II	 sobre	 o	 Efeito	 do	 Envelhecimento.	
Continuaremos	trabalhando	na	jornada	do	acúmulo	de	conhecimentos	e	capacitação	na	área.
Essa	 Unidade	 II	 foi	 desenvolvida,	 pensando	 na	 melhoria	 e	 aprofundamento	 de	
vossos	 conhecimentos.	As	Unidades	 estão	 subdivididas	 em	 4	 tópicos	 para	 facilitar	 seu	
conhecimento.	 	 No	 tópico	 I	 e	 II,	 respectivamente,	 vamos	 conhecer	 quais	 as	 principais	
alterações	músculo	esquelética,	e	as	alterações	que	ocorrem	no	envelhecimento.
Já	no	terceiro	tópico,	vamos	conhecer	os	aspectos	patológicos,	ou	seja,	as	pato-
logias	que	influenciam	diretamente	no	processo	de	envelhecimento.	E	por	fim,	na	quarta	
etapa	abordar	os	riscos	de	quedas	e	como	conseguimos	realizar	sua	prevenção.
 Boa sorte em sua jornada e bons estudos!
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26UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
FUNÇÃO DA MUSCULATURA 
ESQUELÉTICA NAS PESSOAS 
IDOSAS E EFEITOS DO 
ENVELHECIMENTO NOS OSSOS, 
ARTICULAÇÕES E LIGAMENTOS
1
TÓPICO
Para	compreender	o	processo	do	envelhecimento	na	função	muscular	esquelética,	
primeiramente	precisamos	compreender	como	funciona	o	sistema	muscular	esquelético.	
O	 sistema	muscular	 possui	 células	 específicas	 denominadas	 fibras	musculares,	
é	caracterizado	por	estruturas	 individualizadas	 ligadas	com	as	articulações.	Essa	 junção	
quando	 ocorre	 contração	muscular,	 são	 capazes	 de	 transmitir	 os	movimentos.	 Existem	
ainda	três	tipos	de	musculaturas	diferentes,	entre	elas:	o	estriado	esquelético,	o	estriado	
cardíaco	 e	 o	 não	 estriado.	 Os	 músculos	 são	 caracterizados	 pela	 coloração	 vermelha,	
devido	a	grande	quantidade	de	vascularização	nas	fibras	musculares,	representando	assim	
40-50%	do	peso	corporal	total,	além	disso	os	músculos	têm	a	capacidade	de	transformação
de	energia	química	em	energia	mecânica.
Em	relação	aos	três	tipos	de	musculaturas,	são	classificados:
● Músculo	 Estriado	 Esquelético	 (MEE):	 é	 caracterizado	 por	 fibras	 longas,
retas	e	multinucleadas,	são	ativos	metabolicamente,	formados	pelas	células	mesodermais.	
Estão	conectados	ao	esqueleto,	são	classificados	como	movimentos	voluntários,	exemplo:	
andar,	falar,	escrever,	etc.
● Músculo	 Estriado	 Cardíaco	 (MEC):	 são	 músculos	 encontrados
exclusivamente	no	coração	(miocárdio),	tem	como	característica	aparência	estriada,	com	
um	 arranjo	 das	 fibras	 protéicas.	 Essa	 característica	 de	 estrias	 indica	 que	 é	 uma	 célula	
muscular	forte,	apresenta	contrações	involuntárias	e	vigorosas.
● Músculo	Não	Estriado	ou	Músculo	Liso	(ML):	são	músculos	encontrados
nos	órgãos,	ex:	estômago,	intestino	(por	isso	pode	ser	chamado	também	de	Músculo	Liso	
27UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
Visceral).	São	menos	resistentes	com	a	finalidade	de	contração,	para	movimentação	das	
substâncias	através	dos	órgãos,	possuem	ausência	de	estriações,	e	são	controlados	pela	
parte	inconsciente	do	cérebro,	ou	seja,	são	movimentos	lentos	e	involuntários.	
Como	visto	acima,	o	tecido	muscular	esquelético	é	localizado	em	abundância	no	
organismo,	agora	que	entendemos	o	seu	funcionamento,	compreendemos	também	que	o	
corpo	humano	sofre	modificações	ao	longo	do	processo	de	envelhecimento.
Em	escala	macroscópica,	o	 tecido	muscular	possui	uma	estrutura	central,	deno-
minada	 ventre	 muscular.	 O	 Ventre	 muscular	 tem	 como	 característica	 a	 capacidade	 de	
contração	quando	esse	estimulado,	nas	extremidades	é	possível	localizar	os	tendões	e	em	
conjunto	ventre	e	tendão	é	que	ocorre	a	formação	músculo	esquelética.	
FIGURA 1 - SISTEMA MUSCULAR 
Fonte:	Static.	Disponível	em:	https://static.wixstatic.com/media/09e5a0_fc6514d42f964355a34d5db8d97c-
f9c0~mv2.jpg/v1/fill/w_356,h_342,al_c,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,enc_auto/09e5a0_fc6514d42f964355a-
34d5db8d97cf9c0~mv2.jpg.	Acesso	em:	01	jul.	2022.
Com	os	processos	de	envelhecimento,	ocorre	diminuição	lenta	e	progressiva,	do	
ventre	muscular,	com	isso	ocorre	a	sarcopenia.	A	sarcopenia	é	o	termo	“sarcopenia”,	do	
grego	sarco	=	músculo	e	penia	=	perda,	de	acordo	com	Fielding	et	al.	(2011):
As	causas	da	sarcopenia	são	multifatoriais	e	podem	incluir	desuso,	 função	
endócrina	 alterada,	 doenças	 crônicas,	 inflamação,	 resistência	 à	 insulina	 e	
deficiências	nutricionais.
Embora	a	caquexia	possa	ser	um	componente	da	sarcopenia,	as	duas	condi-
ções	não	são	as	mesmas.
28UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
O	diagnóstico	de	sarcopenia	deve	ser	considerado	em	 todos	os	pacientes	
idosos	que	apresentam	declínios	observados	na	função	física,	força	ou	saúde	
geral.	
A	 sarcopenia	 é	 uma	condição	altamente	prevalente	 em	 idosos	que	 leva	à	
incapacidade,	hospitalização	e	morte	(FIELDING	et al.,	2011,	p.	01).
De	acordo	com	estudos,	a	massa	muscular	pode	haver	declínio	de	10%	na	faixa	
etária	de	24	a	50	anos	de	idade,	entretanto	entre	50	a	80	anos,	pode	ocorrer	uma	perda	
adicional	de	30%	(MERLIN;	KURA	e	BERTOLIN,	2013).
Outras	estruturas	como	sistema	ósseo	e	sistema	articular,	também	ocorrem	perdas	
ao	longo	do	processo	de	envelhecimento.	De	acordo	com	Merlin	Kura	e	Bertolin	(2013):	
Os	ossos	são	estruturas	rígidas,	de	forma	e	tamanho	variável,	que	sustentam	
o peso	do	corpo,	ancoram	os	músculos	e	trabalham	com	estes	para	produzir
movimentos	 controlados	 e	 precisos.	 Além	 destas	 funções	 armazenam
minerais	e	gordura,	protegem	os	órgãos	e	tecidos	e	no	seu	interior,	a	medula
óssea	vermelha	é	responsável	pela	produção	de	células	sanguíneas.
As	articulações	são	estruturas	anatômicas	que	apresentam	a	capacidade	de	
unir	os	segmentos	ósseos.	Neste	contexto	as	articulações	são	classificadas	
estruturalmente	em:	articulações	cartilaginosas,	fibrosas	e	sinoviais.	A	classi-
ficação	estrutural	leva	em	consideração	o	tecido	que	faz	a	conexão	entre	os	
ossos	e	a	presença	ou	não	do	líquido	sinovial	(MERLIN;	KURA	e	BERTOLIN,	
2013,	online).
O	processo	de	envelhecimento	ocasiona	em	condições,	vamos	compreender	abaixo	
como	ocorre	a	osteoporose	e	osteoartrite.
● Osteoporose:	 é	 uma	 doença	 sistêmica	 progressiva,	 no	 qual	 ocorre	 a
diminuição	da	massa	óssea,	caracterizada	então	pelo	comprometimento	da	resistência	e	
da	qualidade	óssea,	ocorrendo	predisposição	a	possíveis	fraturas.	Pode	ser	diagnosticada	
através	da	densitometria	óssea,	pode	ocorrer	 também	por	 forma	secundária,	através	de	
condições	clínicas	como:	anormalidades	endócrinas	e	neoplásicas.
29UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
FIGURA 2 - OSTEOPOROSE
Fonte:	Abreu	Cardiologia.	Disponível	em:	https://abreucardiologia.com.br/wp-content/uploads/2020/02/
osteoporose-1519148898679_v2_1920x1080.jpg.	Acesso	em:	23	jul.	2022.
● Osteoartrite:	 é	 uma	 doença	 articular	 crônica,	 conhecida	 como	 artrose,
afetando	principalmente:	joelho,	pés	e	mãos,	e	quadril.	Explica-se	como	o	efeito	acumulativo,	
da	carga	mecânica,	ao	longo	dos	anos,	onde	ocorre	o	desgaste	da	cartilagem.
FIGURA 3 - OSTEOARTRITE
Fonte:	Artrite	Reumatoide.	Disponível	em:	https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2019/02/
Atrose.jpg.	Acesso	em:	01	jul.	2022.
Por	 fim,	 é	 notável	 que	 as	 condições	 acima	 afetam	 diretamente	 a	 qualidade	 de	
vida	e	continuidade	do	processo	do	autocuidado	na	terceira	idade,	por	isso	é	necessário	a	
realização	de	ações	preventivas.
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30UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
2 O ENVELHECIMENTO E 
O SISTEMA NERVOSO 
CENTRAL E CONSIDERAÇÃO 
CARDIOVASCULARES E 
RESPIRATÓRIAS EM IDOSOS
TÓPICO
O	 responsável	 de	 todas	 as	 funcionalidades	 do	 organismo,	 chama-se:	 Sistema	
Nervoso.	É	responsável	pelo	controle	das	funções	ocorre	através	de	uma	transmissão	de	
impulsos	que	percorrem	os	circuitos	e	ocorre	também	a	liberação	de	mediadores	químicos	
nas	terminações	nervosas.	É	formado	por	neurônios,	e	as	células	glia	ou	neuróglia.		
● Neurônios:	são	células	que	realizam	a	recepção	e	transmissão	de	estímulos,
em	 que	 possibilita	 a	 manutenção	 da	 homeostase,	 essa	 função	 necessita	 de	 duas	
propriedades,	a	excitabilidade	e	a	condutibilidade.	
A	propagação	dos	impulsos	é	semelhante	a	uma	corrente	elétrica,	ou	como	cha-
mado	de	impulso	nervoso,	isso	ocorre	devido	os	seus	principais	elementos:	corpo,	axônio	
e	dendritos.
FIGURA 4 – ESTRUTURA DO NEURÔNIO E SENTIDO DO IMPULSO NERVOSO
31UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
Fonte:	Static.	Disponível	em:		https://static.planejativo.com/uploads/novas/542a820a71d6d6544e76b973a-
3c46b26.png.	Acesso	em:	01	jul.	2022.
● Células	 da	 glia:	 tem	 como	 principal	 finalidade	manter	 unido,	 a	 função	 de
envolver	e	nutrir	os	neurônios.	As	células	dessa	natureza	são:	células	de	Schawann,	astró-
citos,	oligodendrócitos,	micróglias,	conforme	imagem	abaixo:
FIGURA 5 – CÉLULAS DE GLIA OU NEURÓGLIAS 
Fonte:	Unifal.	Disponível	em:	https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/
sites/38/2019/09/c%C3%A9lulas-da-glia.jpg.	Acesso	em:	01	jul.	2022.
Dentro	do	Sistema	Nervoso,	encontramos	2	divisões:	o	Sistema	Nervoso	Central	e	
o Sistema	Nervoso	Periférico.
O	Sistema	Nervoso	Central,	 é	 formado	por:	 encéfalo	 e	 a	medula	 espinhal.	Tem	
como	principal	função	ser	o	centro	integrador	que	realiza	o	processamento	dos	impulsos	
nervosos	recebidos,	além	disso	realiza	a	propagação	das	informações	através	da	medula	
espinhal,	 é	 responsável	 também	pela	 tomada	de	decisões,	 e	as	 transmissões	enviadas	
para	o	funcionamento	do	organismo.
32UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
FIGURA 6 – SISTEMA NERVOSO CENTRAL E SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO
Fonte:	Ipinimg.	Disponível	em:		https://i.pinimg.com/originals/ab/46/8e/ab468e962022c75ca3fc04aa87e-
dc195.png.	Acesso	em:	01	jul.	2022.
Conforme	 visto	 acima,	 o	 sistema	 nervoso	 é	 responsável	 pelas	 sensações,	
mobilidade,	funções	psíquicas,	funções	biológicas,	ou	seja,	todas	as	funções	do	organismo.
Tendo	em	relação	ao	processo	do	envelhecimento,	como	visto	nas	unidades,	ocorre	
a	redução	das	funções	ou	seja:	diminuição	dos	números	de	neurônios,	como	consequência,	
diminuição	e	 lentificação	da	propagação	dos	 impulsos	nervosos,	seguido	da	redução	de	
intensidade	de	 reflexos	 e	 respostas	motoras	 e	 redução	da	 capacidade	de	 coordenação	
motora,	e	podendo	gerar	patologias	em	decorrência	a	esses	declínios.
Essa	perca	pode	ser	ocasionada	também	pelos	fatores	intrínsecos	(genética,	sexo,	
etc.)	e	extrínsecos	(sedentarismo,	tabagismo,	etc.),	é	classificada	como	não	capaz	de	rege-
neração,	ou	seja,	uma	vez	que	possua	a	perda,	não	é	possível	de	reversão.	
Por	fim,	conforme	ocorre	o	processo	de	envelhecimento,	a	atividade	bioquímica	
dos	neurotransmissores,	também	são	afetadas.	As	mesmas	perdas	também	ocorrem	em	
todos	os	sistemas	como	o	cardiovascular	e	respiratório.	
No	sistema	cardíaco,	o	envelhecimento	ocasiona	na	diminuição	da	capacidade	do	
coração	e	a	força	de	batimentos.	Isso	ocorre	também	devido	a	diminuição	da	função	me-
tabólica,	ou	seja,	aumento	do	nível	de	colesterol,	que	podem	ocorrer	o	acúmulo	de	placas	
33UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
de	gorduras	(arteriosclerose),	dificultando	assim	a	circulação	sanguínea,	sendo	uma	das	
causas	possível	do	desenvolvimento	da	Hipertensão	Arterial.
No	miocárdio,	acontece	a	atrofia	muscular,	degeneração	ou	hipertrofia	das	fibras	
musculares	cardíacas,	como	visto	acima.	Essas	degenerações,	assim	como	as	outras,	po-
dem	ocorrer	nas	fases	de	prevenção	e	manutenção,	ou	seja,	se	faz	necessário	os	hábitos	
de	vida	saudáveis.	
No	sistema	respiratório,	de	acordo	com	Fechine	e	Trompieri		(2012):
As	 alterações	 fisiológicas	 na	 senescência	 no	 pulmão	 do	 idoso	 podem	 ser	
ocasionadas	pela	combinações	entre	alterações	anatômicas	e	a	 reorienta-
ções	 das	 fibras	 elásticas.	 Essas	 alterações	 fisiológicas	 são	 definidas	 pela	
diminuição	da	elasticidade	pulmonar,	redução	da	capacidade	da	difusão	do	
oxigênio,	redução	dos	fluxos	expiratórios,	elevação	da	complacência	pulmo-
nar,	fecho	das	pequenas	vias	aéreas	e	fecho	prematuro	de	vias	aéreas	(FE-
CHINE	e	TROMPIERI,	2012,	p.	11).
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3 ASPECTOS PATOLÓGICOS 
RELACIONADOS AO 
ENVELHECIMENTO E BARREIRAS 
ARQUITETÔNICAS
TÓPICO
UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO 34
De	acordo	com	estudos,	as	patologias	crônicas	acometem	a	população	idosa,	conforme	
quadro	abaixo,	é	possível	visualizar	as	possíveis	complicações	mais	acometidas	nessa	faixa	etária.	
FIGURA 7 – ENVELHECIMENTO DOS PRINCIPAIS SISTEMAS FISIOLÓGICOS
Fonte:	Moraes	(2008,	p.	14).
35UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
FIGURA 8 – DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS
Fonte:	Unasus.	Disponível	em:
https://moodle.unasus.gov.br/vitrine29/pluginfile.php/5766/mod_resource/content/1/ebook/media/imagens/
pag17_img6.png.	Acesso	em:	01	jul.	2022.
De	acordo	com	Neves	e	Sobrinho	Bifano	(2015):	
Existência	 de	 barreiras	 arquitetônicas	 pode	 impedir	 a	 acessibilidade	 do	
idoso	na	moradia.	Como	exemplos	dessas	barreiras	podem	mencionar,	os	
desníveis	de	escadas,	 irregularidades	no	piso,	portas	estreitas,	 corredores	
muito	longos,	prateleiras	de	difícil	alcance,	entre	outros	(NEVES	e	SOBRINHO	
BIFANO,	2015,	p.	06).
Em	um	estudo	realizado	por	Ferreira	(2000)	afirma-se	que:
Existência	de	barreiras	arquitetônicas,	que	compreendem	todos	os	elementos	
estruturais	da	residência	que	podem	colocar	em	risco	a	saúde	ou	a	integridade	
física	do	entrevistado	ou	limitar	a	sua	capacidade,	por	constituir	empecilho,	
dificuldade	 ou	 obstáculo	 às	 atividades	 diárias	 (ex.:	 existência	 de	 escadas,	
pisos	 escorregadios,	 desníveis,	 altura	 de	 bancadas	 e	 vasos	 sanitários	
inadequados,	 além	 de	 outras	 barreiras,	 de	 acordo	 com	 a	 percepção	 do	
idoso).”	(FERREIRA,	2000,	p.	48).
Com	base	nisso,	é	possível	afirmar	então	que	além	dos	aspectos	patológicos	que	
também	 influenciam	 no	 processo	 do	 envelhecimento,	 algumas	 barreiras	 arquitetônicas,	
podem	contribuir	na	piora	do	quadro	clínico.	Por	isso,	se	faz	necessário	o	conhecimento	do	
quadro	clínico	do	paciente,	se	o	mesmo	é	portador	de	alguma	patologia	crônica	e	quais	as	
condições	e	barreiras	arquitetônicas	em	que	o	mesmo	convive	para	estabelecer	medidas	
de	intervenções.
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4 RISCO DE QUEDAS
TÓPICO
UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO 36
As	 quedas	 acometem	 inúmeros	 pacientes	 na	 terceira	 idade,	 são	 eventos	
considerados	de	baixa	relevância	ao	paciente	ou	à	família,	exceto	os	casos	que	provocam	
lesões	importantes.	
Os	fatores	de	risco	para	quedas	de	acordo	com	Maciel	(2010):
A	maioria	das	quedas	resulta	da	interação	de	fatores	relacionados	ao	indivíduo	
(intrínsecos)	e	fatores	ambientais	(extrínsecos).	Os	fatores	intrínsecos	incluem:	
idade,	quedas	anteriores,	redução	da	acuidade	visual,	tontura,	distúrbios	do	
equilíbrio	 e	 da	marcha,	 lesões	 do	 sistema	 nervoso,	 doenças	 do	 aparelho	
locomotor,	comprometimento	dos	mecanismos	reguladores	da	pressão	arterial	
(barorreceptores),	os	quais	predispõem	à	hipotensão	ortostática,	ao	distúrbio	
cognitivo,à	 depressão	 e	 aos	 transtornos	 do	 sono.	Os	 fatores	 extrínsecos	
relacionam-se	às	condições	de	pisos,	iluminação,	escadas,	cadeiras,	mesas,	
leitos,	banheiros,	calçados,	de	órteses	mal-adaptadas,	das	barreiras	físicas	
e	uso	de	mais	de	quatro	tipos	de	medicamentos.	Parece	haver	forte	relação	
entre	quedas	e	o	uso	de	benzodiazepínicos,	antidepressivos,	antipsicóticos,	
anticonvulsivantes	e	antiarrítmicos	da	classe	IA.	O	risco	de	quedas	também	
é	 mais	 alto	 em	 indivíduos	 após	 internação	 hospitalar,	 principalmente	 no	
primeiro	mês	após	a	alta	(MACIEL,	2010,	p.	02).
A	 queda	 vem	 ocorrendo	 com	 maior	 frequência	 na	 terceira	 idade,	 caso	 ocorra	 o	
episódio,	pode	acarretar	piora	no	quadro	clínico	do	paciente,	especificamente	na	capacidade	
funcional,	na	sua	capacidade	de	 realização	das	atividades	diárias	e	de	sua	 realização	de	
autocuidado.	Então,	quando	ocorre	o	episódio	da	queda,	além	dos	componentes	fisiológicos,	
também	afetam	a	questão	psíquica	e	social	do	paciente,	o	mesmo	pode	sentir-se	constrangido	
ou	até	mesmo	desenvolver	um	medo	de	ocorrer	novamente	o	episódio	da	queda.
37
Alguns	dos	fatores	relacionados	aos	episódios	de	queda	em	idosos	são:
● Diminuição	da	acuidade	visual	e	auditiva;
● Diminuição	de	força	muscular;
● Doenças	Crônicas	não	Transmissíveis,	 tais	como:	pressão	arterial,	arritmia
cardíaca,	entre	outras);
● Anormalidade	para	caminhar,	como	deformidades	em	pés,	artrose;
● Alterações	psíquica,	como	depressão,	uso	de	medicamentos	controlados;
● Alterações	neurológicas;
● Disfunção	urinária;
● Maior	que	80	anos;
● Osteoporose.
	A	consequência	ocasionada	pelas	quedas,	normalmente	são:	 fraturas,	 restrição	
de	atividades	diárias,	hospitalização	prolongada,	imobilidade,	declínio	do	quadro	clínico	de	
saúde,	alterações	psicológicas,	como	desenvolvimento	do	medo	da	queda,	até	mesmo	o	
risco	de	morte	e	institucionalização.	
Alguns	estudos	apontam	que	as	consequências	das	quedas	vão	ocorrendo	de	forma	
gradativa,	em	alguns	casos	essas	consequências,	podem	ocasionar	o	óbito	do	paciente.	
Por	isso,	é	necessário	a	inspeção	do	ambiente	o	qual	o	idoso	convive	para	tentar	amenizar	
os	riscos.
Alguns	dos	fatores	que	contribuem	para	quedas	relacionados	ao	ambiente:
● Iluminação	dos	ambientes;
● Mobília	e	objetos	espalhados	pelo	domicílio;
● Arquitetura	com	mal	planejamento,	tais	como	escadas,	degraus,	ou	cômodos
pequenos;
● Cores	e	espaço	físico	do	ambiente:	piso	escorregadio,	ambientes	com	pintura
escuras.
O	Ministério	da	Saúde,	desenvolveu	em	2018	um	manual	de	cuidados	ao	paciente	
idoso,	no	material,	possui	uma	tabela	para	auxiliar	na	organização	do	ambiente	para	o	risco	
de	quedas:
UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
38
FIGURA 9 – SEGURANÇA NO DOMICÍLIO
Fonte:	BRASIL.	Ministério	da	Saúde.	Secretaria	de	Atenção	Especializada	à	Saúde.	Departamento	de	
Atenção	Especializada	e	Temática.	Guia	de	Reabilitação	da	Pessoa	Idosa.	Brasília-DF:	Ministério	da	Saúde,	
2021.	Disponível	em:	https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atencao_reabilitacao_pessoa_idosa.
pdf.	Acesso	em:	01	jul.	2022.
O	 Instituto	 Nacional	 de	 Traumatologia	 e	 Ortopedia	 desenvolveu	 um	manual	 de	
prevenção	de	risco	de	quedas:
FIGURA 10 – MANUAL QUEDAS
Autor:	BRASIL.	Instituto	Nacional	de	Traumatologia	e	Ortopedia.	Quedas:	Todo	cuidado	é	pouco!	Rio	de	Ja-
neiro:	Ministério	da	Saúde,	s/d.	Disponível	em:	https://www.into.saude.gov.br/images/pdf/folhetos/Folder_Que-
das_Cuidados-para-pacientes-e-acompanhantes-em-casa-e-na-rua-web.pdf.	Acesso	em:	01	jul.	2022.
UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
39
Por	fim,	além	das	orientações	que	devem	ser	prestadas	ao	paciente	e	a	família,	
é	necessário	também	a	utilização	de	uma	avaliação	de	risco	de	quedas,	que	argumente	
e	apresente	ao	paciente	os	locais	de	possíveis	riscos	para	que	ocorra	à	queda,	para	que	
se	necessário	realize	adequações	ou	até	mesmo	o	auxílio	da	equipe	multidisciplinar	para	
manutenção	do	quadro	clínico.
Vale	lembrar	que	os	exames	de	rotina	do	paciente,	bem	como	consulta	regular	aos	
médicos	assistentes,	principalmente	se	o	paciente	possui	alguma	doença	crônica,	se	faz	
necessário	para	manutenção	do	quadro	clínico,	bem	como	o	uso	correto	dos	medicamentos.
UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
40
Tópico 1 e Tópico 2:	O	Departamento	de	morfologia,	realizou	o	desenvolvimento	
de	um	atlas	para	auxiliar	na	compreensão	do	funcionamento	do	corpo	humano,	acesse	em:	
https://ulbra-to.br/morfologia/
Tópico 3: Para	compreensão	das	patologias	que	acometem	os	 idosos	 leia:	Pla-
no	 de	 ações	 estratégicas	 para	 o	 enfrentamento	 das	 Doenças	 Crônicas	 e	 agravos	 Não	
Transmissíveis	no	Brasil	-	2021-2030	–	Ministério	da	Saúde.	Acesse	em:	https://www.gov.
br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/doencas-cronicas-nao-
-transmissiveis-dcnt/09-plano-de-dant-2022_2030.pdf/@@download/file/relatorio_monito-
ramento_11_2021%20-%20plano%20de%20dant.pdf
Tópico 4:	A	precaução	de	risco	de	quedas,	assim	como	medidas	de	prevenção	a	
saúde	do	idoso	se	faz	necessário,	pensando	nisso,	leia	o	Guia	de	Atenção	à	Reabilitação	
da	Pessoa	Idosa,	Ministério	da	Saúde,	2018.	Acesse	em:	https://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/guia_atencao_reabilitacao_pessoa_idosa.pdf
UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
https://ulbra-to.br/morfologia/ 
https://ulbra-to.br/morfologia/ 
https://ulbra-to.br/morfologia/ 
https://ulbra-to.br/morfologia/ 
https://ulbra-to.br/morfologia/ 
https://ulbra-to.br/morfologia/ 
mailto:https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-dcnt/09-plano-de-dant-2022_2030.pdf/@@download/file/relatorio_monitoramento_11_2021%20-%20plano%20de%20dant.pdf 
mailto:https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-dcnt/09-plano-de-dant-2022_2030.pdf/@@download/file/relatorio_monitoramento_11_2021%20-%20plano%20de%20dant.pdf 
mailto:https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-dcnt/09-plano-de-dant-2022_2030.pdf/@@download/file/relatorio_monitoramento_11_2021%20-%20plano%20de%20dant.pdf 
mailto:https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-dcnt/09-plano-de-dant-2022_2030.pdf/@@download/file/relatorio_monitoramento_11_2021%20-%20plano%20de%20dant.pdf 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atencao_reabilitacao_pessoa_idosa.pdf 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atencao_reabilitacao_pessoa_idosa.pdf 
41
Tópico 1:	 “Ah,	envelhecer	é	uma	etapa	normal	aí,	natural	da	vida,	né?	Nascer,	
crescer	e	morrer	 [risos]	não	é?	então	não	há	como	querer	mudar	 isso.	É	 isso,	 já	que	o	
mundo	é	o	mundo	e	o	ser	humano	existe	e	todos	os	animais,	até	a	árvore,	um	vegetal	[...]	
tudo	[...]	tem,	é	uma	fase	normal	da	vida	(Primrose,	M,	74	anos).”	
Artigo:	ESTRÊLA,	A.	T.	Da	C.;	MACHIN,	R.	O	corpo	na	velhice	e	suas	relações	
com	as	quedas	a	partir	da	narrativa	de	idosos.	Ciência	&	Saúde	Coletiva,	v.	26,	n.	11,	p.	
5681–5690,	nov.	2021.	
Tópico 2: “Veja,	eu	acho	que	eu	comecei	a	perceber	a	mudança	realmente	depois	
[...]	eu	tinha	quase	60	anos	eu	nem	estava	preocupado	[...]	ia	trabalhar,	voltar	e	tudo	mais.	
Eu	não	estava	pensando	em	nada	disso,	 realmente.	Depois	que	eu	comecei	a	ficar	 [...]	
a	gente	fica	mais	 tempo	em	casa...	porque	a	gente	parou	de	 trabalhar	e	aí	a	gente	fica	
colocando	ideias	na	cabeça	[...]	como	diz	o	ditado	[risos]	(AZALEA,	F,	75	anos).”	
Artigo: ESTRÊLA,	A.	T.	Da	C.;	MACHIN,	R.	O	corpo	na	velhice	e	suas	relações	
com	as	quedas	a	partir	da	narrativa	de	idosos.	Ciência	&	Saúde	Coletiva,	v.	26,	n.	11,	p.	
5681–5690,	nov.	2021.	
Tópico 3:	“O	estilo	de	vida	dos	idosos	é	uma	situação	marcante	no	processo	saúde-
doença	desse	grupo	populacional.	Diante	desta	realidade,	a	existência	de	comportamentos	
que	possam	oferecer	risco	à	saúde	da	pessoa	idosa	se	torna	uma	condição	preocupantepara	um	envelhecimento	saudável.”	
Artigo: MACHADO,	W.	D.	et	al.	Idosos	com	doenças	crônicas	não	transmissíveis:	
um	estudo	em	grupos	de	convivência.	ReonFacema.	2017	Abr-Jun;	3(2):444-451.
Tópico 4:	“Quanto	ao	local	de	ocorrência	das	quedas,	os	dados	da	presente	pes-
quisa	evidenciaram	que	aquelas	que	ocorrem	no	domicílio	tiveram	maior	impacto	na	QVRS	
UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
42
do	que	as	que	aconteceram	na	rua	ou	em	outros	locais,	em	análises	ajustadas	por	idade,	
sexo	e	número	de	doenças	crônicas.”	
Artigo:	PAIVA,	M.	M.	De;	LIMA,	M.	G.;	BARROS,	M.	B.	De	A.	Quedas	e	qualidade	
de	vida	relacionada	à	saúde	em	idosos:	influência	do	tipo,	frequência	e	local	de	ocorrência	
das	quedas.	Ciência	&	Saúde	Coletiva,	v.	26,	n.	suppl	3,	p.	5099–5108,	out.	2021.	
UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
43UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nessa	Unidade,	 foi	 possível	 aprofundar	 o	 seu	 conhecimento	 sobre	 os	 impactos	
do	 envelhecimento	 no	 corpo	 humano.	 Verificar	 em	 cada	 sistema:	Músculo	 Esquelético,	
Sistema	 Nervoso,	 Cardiovascular	 e	 respiratório	 as	 alterações	 que	 ocorrem	 devido	 ao	
processo	natural	e	patológico	do	envelhecimento.
Ainda	foi	possível	verificar	quais	patologias	influenciam	na	manutenção	do	quadro	
clínico	do	idoso,	e	quais	os	possíveis	agravamentos	que	podem	ocasionar.	E	compreender	
a	importância	da	prevenção	do	risco	de	quedas	na	terceira	idade	e	como	afeta	diretamente	
na	qualidade	de	vida	e	saúde	do	paciente.
Aguardo	você	na	próxima	Unidade.	
44UNIDADE 2 EFEITO DO ENVELHECIMENTO
MATERIAL COMPLEMENTAR 
LIVRO 
Título: Corpo e Envelhecimento: os Sinais Estéticos e Funcionais 
na Meia-Idade
Autor: Jéssica Xavier Lobão de Assunção e Iraquitan de Oliveira 
Caminha.
Editora: Editora Appris; 1ª edição (15 fevereiro 2021)
Sinopse: O livro Corpo e envelhecimento: os sinais estéticos e 
funcionais na meia-idade descreve novos olhares sobre a per-
cepção de alterações funcionais e também os primeiros sinais 
estéticos advindos do processo de envelhecer. A obra propõe-se 
a investigar como pessoas de meia-idade lidam com essa fase 
de transição e como isso repercute em seus afazeres diários. 
Por seu conteúdo atemporal e inovador, lançando novas ideias 
em algo debatido há séculos, esta leitura torna-se uma excelen-
te fonte de erudição não só para a comunidade acadêmica, mas 
também ao público em geral.
FILME/VÍDEO 
Título: Envelhescência
Ano: 2015
Sinopse: Seis pessoas, todas com mais de 60 anos e idade, vi-
vem de maneira plena a sua velhice. Ainda que com limitações 
físicas e adaptações à sua rotina, os idosos comprovam que os 
prazeres da vida não se esgotam, mas sim, se renovam.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=i4cLyL-
dK5EA
 https://www.youtube.com/watch?v=i4cLyLdK5EA
 https://www.youtube.com/watch?v=i4cLyLdK5EA
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Plano de Estudos
 ● Avaliação Funcional do Idoso;
 ● Exercícios Terapêuticos e Treinamento Funcional;
 ● Treinamento Motor e cognitivo para o Idoso;
 ● Cinesiologia aplicada à geriatria.
Objetivos da Aprendizagem
● Conceituar e contextualizar as ferramentas de análise funcional do idoso;
 ● Compreender os tipos de treinamentos e exercícios aplicados;
 ● Estabelecer a importância da cinesiologia.
3UNIDADEUNIDADE
AVALIAÇÃOAVALIAÇÃO
Professora Esp. Renata Alécio
46UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
INTRODUÇÃO
Caro (a), aluno (a)!
Bem-vindo	(a)	a	Unidade	III	sobre	o	conteúdo,	Saúde	do	Idoso.	Continuaremos	na	
jornada	na	sua	busca	pelo	acúmulo	de	conhecimentos.
Com	o	intuito	de	aprofundar	a	percepção	da	avaliação	e	tomadas	de	decisões,	a	
Unidade	III	foi	desenvolvida	e	subdivida	em	4	tópicos	para	facilitar	seu	conhecimento.	Na	
primeira	etapa,	vamos	conhecer	qual	a	importância	e	como	utilizar	o	método	avaliação	das	
condições	de	funcionalidade	do	idoso.	
Já	 na	 segunda	 e	 terceira	 etapa,	 será	 possível	 compreender	 os	 exercícios	 que	
podem	ser	aplicados	de	forma	terapêutica	e	funcional.	E	para	finalizar	compreenderemos	
como	a	cinesiologia	auxilia	na	manutenção	da	qualidade	de	vida	do	idoso.	
Bons estudos!
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AVALIAÇÃO FUNCIONAL DO 
IDOSO1
TÓPICO
UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
O	Índice	de	Vulnerabilidade	Clínico	Funcional-20	(IVCF-20),	foi	desenvolvido	com	
instituto	de	realização	de	triagem	rápida	ao	paciente	idoso,	bem	como	é	uma	ferramenta	
que	pode	ser	utilizado	por	qualquer	profissional	da	área	da	saúde,	sem	a	necessidade	de	
especialização	na	área	de	Geriatria.	
O	Instrumento	é	capaz	de	avaliar	o	declínio	funcional	e/óbito	em	idosos,	de	acordo	
com	o	site	Oficial	do	IVCF-20:
O	IVCF-20	é	um	questionário	que	contempla	aspectos	multidimensionais	da	
condição	de	saúde	do	idoso,	sendo	constituído	por	20	questões	distribuídas	
em	oito	seções:	idade	(1	questão),	auto-percepção	da	saúde	(1	questão),	in-
capacidades	funcionais	(4	questões),	cognição	(3	questões),	humor	(2	ques-
tões),	mobilidade	 (6	questões),	comunicação	 (2	questões)	e	comorbidades	
múltiplas	(1	questão).	Cada	seção	tem	pontuação	específica	que	perfazem	
um	valor	máximo	de	40	pontos.	Quanto	mais	alto	o	valor	obtido,	maior	é	o	
risco	de	vulnerabilidade	clínico-funcional	do	idoso	(IVCF-20,	2021,	online).
Para	 melhor	 compreensão,	 vamos	 inicialmente	 compreender	 os	 escores	 do	
instrumento:
48UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
FIGURA 1 - CLASSIFICAÇÃO CLÍNICO-FUNCIONAL DOS IDOSOS – ESCORES
Fonte: Disponível	em:	https://helpmy.com.br/wp-content/uploads/2021/06/escala-IVCF20.png.	Acesso	em:	
23	dez.	2022.
FIGURA 2 - CLASSIFICAÇÃO DO IVCF
Fonte: MORAES,	E.	N.	de;	CARMO,	J.	A.	do;	MORAES,	F.	L.	de.	AZEVEDO,	R.	S.,	MACHADO,	C.	J.;	
MONTILLA,	D.	E.	R.		(2016,	p.	03).
49UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
O	Instrumento	dentro	dessa	Unidade,	será	dividido	por	etapas	de	avaliação	para	
facilitar	durante	o	preenchimento	do	mesmo.
Primeiramente,	o	 instrumento	solicita	que	o	mesmo	seja	preenchido	 junto	com	a	
presença	de	familiares	ou	acompanhantes	devido	a	alguns	idosos	apresentarem	dificulda-
de	recordatória.
FIGURA 3 - IDADE
 Fonte: Disponível	em:	https://drive.google.com/file/d/1BcqTjCz9ce0MHFfhrRe6jYz3ps8vwe5d/view.	Acesso	
em:	23	dez.	2022.
A	primeira	etapa	é	a	avaliação	da	idade	do	paciente,	nota-se	que	cada	quadro	ao	
lado	das	respostas	conta	com	um	número	que	auxiliará	na	contagem	final	da	avaliação.		
FIGURA 4 - AUTO-PERCEPÇÃO DA SAÚDE
Fonte:	Disponível	em:	https://drive.google.com/file/d/1BcqTjCz9ce0MHFfhrRe6jYz3ps8vwe5d/view.	Acesso	
em:	23	dez.	2022.
Nessa	 etapa,	 deve-se	 perguntar	 ao	 paciente	 ou	 familiar/acompanhante	 como	 o	
mesmo	sente-se	mediante	as	outras	pessoas	de	sua	idade.
50UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
FIGURA 5 - ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
Fonte: Disponível	em:	https://drive.google.com/file/d/1BcqTjCz9ce0MHFfhrRe6jYz3ps8vwe5d/view.	Acesso	
em:	23	dez.	2022.
Nessa	etapa,	os	itens	3,	4	e	5,	caso	selecionado	SIM	para	todas	as	respostas,	os	
mesmos	somam	a	pontuação	máxima	de	4.	Já	o	item	6	é	avaliadode	forma	individual.	
FIGURA 6 - COGNIÇÃO
Fonte: Disponível	em:	https://drive.google.com/file/d/1BcqTjCz9ce0MHFfhrRe6jYz3ps8vwe5d/view.ç	Acesso	
em:	23	dez.	2022.
51UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
FIGURA 7 - HUMOR, MOBILIDADE E COMUNICAÇÃO
Fonte:	Disponível	em:	https://drive.google.com/file/d/1BcqTjCz9ce0MHFfhrRe6jYz3ps8vwe5d/view.	Acesso	
em:	23	dez.	2022.
No	 requisito	14,	é	necessário	 realizar	alguns	 testes	 como	o	paciente,	 como	por	
exemplo	 calcular	 a	 velocidade	de	marcha	do	mesmo,	então	antes	do	preenchimento,	 é	
necessário	realizar	os	testes.	
FIGURA 8 - VELOCIDADE DE MARCHA
Fonte:	NETO,H	(2021,	online)
52UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
FIGURA 9 - COMORBIDADES MÚLTIPLAS 
Fonte:	Disponível	em:	https://drive.google.com/file/d/1BcqTjCz9ce0MHFfhrRe6jYz3ps8vwe5d/
view.ç	Acesso	em:	23	dez.	2022.
O	instrumento	pode	ser	realizado	também	de	forma	online	no	site	oficial	do	IVCF-
20. De	acordo	também	com	o	site,	é	possível	analisar	a	vulnerabilidade	de	outra	forma.
Além	do	 uso	 do	 IVCF-20,	 se	 faz	 fundamental	 a	 utilização	 do	Vulnerable Elders 
Survey	(VES-	13).
O	VES-13	é	um	instrumento	capaz	de	identificar	os	idosos	vulneráveis	residentes	na	
comunidade,	são	de	utilização	da	Atenção	Primária	em	Saúde	(APS),	como	forma	de	rastreio.	
Assim	como	o	IVCF-20,	o	mesmo	pode	ser	preenchido	pelos	profissionais	de	saúde.
A	estratificação	obtida	com	o	VES-13,	deve	ser	seguida	pela	aplicação	de	outro	
instrumento,	denominado	 Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional – 20	 (IVCF-20),	ou	
seja,	ambos	instrumentos	se	complementam.
53UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
FIGURA 10 - RASTREIO VES- 13
Fonte: NETO	(2021,	APSUS,pág.15)
Por	fim,	essas	ferramentas	se	tornam	fundamentais	para	os	profissionais	de	saúde,	
pois	é	possível	avaliar	o	idoso	de	maneira	eficaz,	para	auxiliar	o	profissional	na	tomada	de	
conduta,	ou	definição	de	plano	terapêutico,	que	enquadra-se	melhor	com	o	quadro	clínico	
e	declínio	funcional	do	paciente.
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54UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
2 EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS E 
TREINAMENTO FUNCIONAL
TÓPICO
De	 acordo	 com	 um	 estudo	 realizado	 por	 Lima	 Júnior	 et	 al.	 (2019)	 foi	 realizado	
uma	revisão	bibliográfica	em	que	foi	possível	compreender	a	importância	da	aplicação	do	
alongamento	na	terceira	idade:
Com	o	passar	do	tempo,	temos	uma	tendência	a	diminuirmos	o	número	de	
atividades	realizadas	no	dia	a	dia,	gerando	restrições	musculares	e	articulares,	
consequentemente,	diminuindo	a	amplitude	de	movimento.	Por	esse	motivo,	
os	alongamentos	são	bem	vindos,	pois	favorecem	ao	aumento	das	amplitudes	
músculo	articulares,	gerando	um	relaxamento	muscular,	trazendo	benefícios	
durante	 a	marcha	 e	 promovendo	 a	 diminuição	 do	 número	 de	 quedas	 em	
idosos	 BRANDALIZE	 et al.,	 2011).	 Segundo	 Brandalize	 et al.,(2011)	 os	
idosos,	 ao	 iniciarem	 um	 programa	 de	 exercícios	 de	 alongamento	 visando	
a	 melhorar	 da	 marcha,	 obterão	 efeitos	 benéficos	 tanto	 com	 uma	 sessão	
única	de	exercícios,	como	com	um	programa	mais	duradouro,	repercutindo	
diretamente	na	prevenção	de	quedas.	No	entanto,	ressalta-se	que	os	ganhos	
são	perdidos	 logo	após	a	descontinuidade	da	prática	regular	de	exercícios	
físicos,	que	incluem	o	alongamento	(LIMA	JÚNIOR	et al.,	2019,	p.	06-07).
Vale	 lembrar	 que	 todo	 exercício	 a	 ser	 aplicado	 ao	 paciente,	 deve-se	 pensar	 no	
quadro	clínico	do	mesmo,	bem	como	a	limitação	física	para	realizar	o	movimento,	deve	ser	
realizado	de	forma	lenta	e	suave.	Abaixo,	segue	alguns	tipos	de	alongamentos	que	podem	
ser	utilizados,	todos	esses	respeitando	o	tempo	de	30	segundos	para	sua	realização.	Pode	
ser	realizado	diariamente,	e	lembre-se	de	alongar	ambos	os	lados	do	corpo:
55UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
FIGURA 11 - ALONGAMENTO DOS MÚSCULOS DA REGIÃO POSTERIOR
Fonte:	DANTAS	(2020,	online)
FIGURA 12 -ALONGAMENTO DOS MÚSCULOS ADUTORES DA COXA.
Fonte: RODRIGUES	(2019,	Pág	14)
FIGURA 13- ALONGAMENTO DOS MÚSCULOS DORSAIS.
Fonte:	SANTANA	(2020,	online)
56UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
FIGURA 14- ALONGAMENTO DOS MÚSCULOS DAS PANTURRILHAS
Fonte:	SILVEIRA	(2018,	online)
FIGURA 15- ALONGAMENTO DOS MÚSCULOS DOS OMBROS
Fonte: NUNES,L.VITÓRIA,	M.	(2021,	pág.9.)
Alguns	exercícios	também	podem	ser	aplicados	em	pacientes	acamados,	lembran-
do	sempre	de	respeitar	sua	limitação	física	e	cognitiva	para	realização.
FIGURA 16- PACIENTE ACAMADO
Fonte:	BRASIL,Guia	prático	do	cuidador	(2008,	Pág.37)
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3 TREINAMENTO MOTOR E 
COGNITIVO PARA O IDOSO
TÓPICO
UNIDADE 3 AVALIAÇÃO 57
De	acordo	com	estudo	realizado	do	treinamento	sensório-motor,	pode	ser	definido	por:
Por	causa	disto	o	 treinamento	sensório-motor	é	essencial	para	o	equilíbrio	
funcional	dos	idosos.	A	expressão	sensório-motor	foi	criada	para	descrever	
as	integrações	sensoriais	e	motoras,	bem	como	as	estruturas	envolvidas	na	
manutenção	da	integridade	das	articulações	durante	os	movimentos	corporais	
e	a	manutenção	da	postura	(NEVES,R.V.,	SUASSUNA,L.C.A.,	2016,	online		).
Outro	 instrumento	 que	 pode	 ser	 utilizado	 para	 a	 avaliação	 do	 idoso,	 chama-se	
Escala	de	Equilíbrio	de	Berg,	em	que	possui	14	tarefas	relacionadas	ao	cotidiano	do	idoso.	
Com	ela,	é	possível	avaliar	o	equilíbrio	estatístico	e	dinâmico	do	 idoso,	que	possibilita	o	
planejamento	do	treino	motor	e	cognitivo.
A	Escala	de	Barthel	é	outra	ferramenta	que	auxilia	na	mensuração	da	capacidade	
que	o	indivíduo	consegue	realizar	no	cotidiano,	assim	como	a	escala	de	BERG,	ambas	são	
auxiliadoras	no	processo	de	definição	de	plano	terapêutico	e	elaboração	de	exercícios	a	
serem	realizados	ao	paciente.
De	acordo	JUNIOR,	2006	a	escala	de	barthel	possui	algumas	orientações:
1.	A	pontuação	na	Escala	Barthel	refere-se	ao	que	os	sujeitos	fazem	e	não	ao
que	eles	recordam	ter	feito	um	dia.	2.	Seu	principal	objetivo	é	saber	sobre	o
grau	de	independência	em	relação	a	qualquer	tipo	de	ajuda	(física	ou	verbal).
3. Se	o	sujeito	não	consegue	ler	o	questionário,	alguém	pode	ler	o	mesmo
para	ele.	É	permito	que	algum	amigo	ou	parente	responda	pelo	sujeito	(caso
este	esteja	impossibilitado	de	responder).	4.	Preferencialmente	procure	obter
respostas	relativas	às	últimas	48	horas,	dependendo	do	caso,	pode	ser	por
períodos	maiores.	(JUNIOR,	2016,	PÁG.3).
58UNIDADE 3 AVALIAÇÃO
A	pontuação	se	classifica	da	seguinte	maneira:
●

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