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UFRN 
Centro de Ciências Exatas da Terra 
Departamento de Geologia 
GEOLOGIA AMBIENTAL I 
 
 
 
 
 
Discentes: Carla Elzi, Cézar Neto, Kaio Freitas, Matheus Kann e 
Marceonila Cunha. 
Docente: Helenice Vital 
Deslizamentos 
Definição: 
• Deslizamentos é o movimento de massas sendo elas na forma de 
solo, rochas ou ambos. Ocorrendo a partir de uma ruptura com a 
superfície, por fatores variados como: natureza dos materiais, 
declividade da encosta, quantidade de água, estabilidade da 
encosta, tectonismo e fraturamento ou falhas em taludes. Ou 
ainda, por ação antrópica ocupando zonas de risco, e poluindo o 
ambiente. 
 
Fatores que venham a causar 
Deslizamentos 
 
• Natureza dos materiais. 
 
• Quantidade de água no 
ambiente. 
 
• Inclinação . 
 
 
 
 
 
 
Tipos de deslizamentos: 
• Quedas 
- Queda Rochosa 
 - Tombamento 
 
• Escorregamentos 
 - Escorregamento rotacional 
 - Escorregamento Translacional 
 
• Espalhamento Lateral 
 
• Escoamento 
 - Fluxo de detritos e Fluxo de Terra 
 - Lahars (Fluxo de detritos vulcânicos) 
 - Avalanche de detritos 
 - Fluxos Lentos de terra (rastejos-creep) 
 - Escoamentos em Subsolos Permanentemente Gelados 
 
- Queda rochosa 
Desprendimento de blocos rochosos 
e/ou solo, de penhascos e taludes de 
alto ângulo. Ocorrendo geralmente 
ao longo de rios, riachos e estradas. 
O material desse com uma 
velocidade variando de acordo com a 
inclinação de onde ele se 
desprendeu. 
província de Sichuan, sudoeste da China. Queda de bloco causada por terremoto. 
- Tombamento 
• O desprendimento ocorre pela 
ação gravitacional, água ou 
gelo de forma a causa uma 
rotação no bloco. Ocorrendo 
ao longo de cursos de rios, 
rodovias e rochas fraturadas. A 
velocidade de deslocamento é 
muito relativa assim como o 
tipo anterior, podendo 
aumentar durante o 
deslocamento. 
 - Escorregamento rotacional 
 
• Nesse tipo, o plano de 
deslizamento é curvo 
proporcionando uma 
rotação do material 
desprendido. Taludes com 
inclinação entre 20° a 40° 
sobre forte/continua 
incidência de chuvas e/ou 
aumento do volume de 
águas subterrâneas, são 
geralmente as causas 
desse caso. 
Escorregamento rotacional. Profa Denise M S Gerscovich Estabilidade de Talude 
29.01.09. 
- Escorregamento translacional 
• Nesse tipo, o plano de 
deslizamento é plano. 
Ocorrendo ao longo de 
descontinuidades 
geológicas(Falha, 
contatos entre rocha e 
sedimentos). Causado 
principalmente por 
chuvas, e aumento de 
umidade do solo 
deslocado. 
Escorregamento translacional. Imagem registrada em2001 no Vale do Rio Beatton, 
British Columbia, Canada. (Fotografia por Réjean Couture, Canada Geological 
Survey). 
- Espalhamento Lateral 
• Ocorrendo em terrenos 
de baixa inclinação. 
Onde a disposição das 
camadas segue a ordem 
da figura. Ligados a 
terremotos e liquefação 
de camadas inferiores. 
- Fluxo de detritos e Fluxo de Terra 
• Movimento de massa 
(composta de rochas e 
solo, podendo conter 
matéria orgânica), que 
atinge alta velocidade 
durante o seu 
deslocamento ao longo 
do talude. Ocasionados 
por influência de grande 
quantidade de água 
inserida no solo, e 
proveniente de outros 
deslizamentos. 
- Lahars (Fluxo de detritos vulcânicos) 
 
• Movimento de massas 
associado a vulcanismos. Ao 
entrar em erupção, os 
vulcões expelem material 
piroclástico, e descem em 
uma velocidade muito 
grande caracterizando um 
fluxo de detritos. Quando a 
chaminé se encontra 
coberta de gelo, o 
derretimento desse 
ocasiona um aumento da 
velocidade e 
consequentemente dos 
impactos causados. 
 Imagem de um “lahar” causado pela erupção de 1982 no Monte St. Helens em 
Washington, EUA. (Imagem por Tom Casadevall do U. S. Geological Survey). 
Escoamentos em Subsolos 
Permanentemente Gelados 
• Ocorre devido o degelo sazonal 
do solo existente, enfraquecendo 
a força de cisalhamento. 
• São comuns em áreas 
permanentemente congeladas 
• A velocidade do deslocamento é 
muito lenta (solifluxão) 
• A principal causa são variações 
de temperaturas. 
 
• Imagem de um escoamento causado pelo degelo facilitado por uma queimada em 
uma área do noroeste do Canadá. 
Fluxos Lentos de Terra 
(Rastejos - Creep) 
• É um movimento vagaroso, 
imperceptível e contínuo gerado por 
uma tensão interna suficiente para 
causar o fluxo, mas não para causar 
ruptura. 
 - Sazonal: alterações sazonais afetam o 
material; 
- Contínuo: tensão excede a resistencia 
do material; 
-Progressivo: os taludes atingem o 
ponto de ruptura gerando outros tipos 
de deslizamentos. 
• Chuva, degelo, vazamentos de 
tubulações, condições climáticas, 
construções desestabilizadoras. 
• Efeitos do rastejo em uma área próxima a East Sussex, Reino Unido. 
Coqueiros inclinados em decorrência ao rastejamento da encosta, Tibau do sul-RN. 
(fonte: Mega da Costa, 2014) 
 Avalanche de Detritos 
• São grandes e 
extremamente rápidas, 
bastante comuns em 
terrenos íngremes onde 
possa haver drenagens. 
-“Fria”: decorrente da 
instabilidade de um talude 
devido o tempo ou 
desintegração do material 
- “Quente”: resultado de 
uma atividade vulcânica 
 
 
• Avalanche de detritos nas Filipinas 
O Que Causa Deslizamentos? 
Os deslizamentos podem ser causados por causas 
naturais ou causados por atividade antrópica. 
As vezes, deslizamentos de terra são causados, ou 
agravados, por uma combinação dos dois fatores. 
Ocorrência Natural 
Deslizamentos e Água 
Saturação de água em declives é a principal causa dos deslizamentos de terra. A 
saturação pode ocorrer sob a forma de: 
• chuvas intensas; 
• degelo; 
• mudanças nos níveis de água no solo; 
• mudanças do nível de água na superfície ao longo da orla costeira, 
• barragens de terra e nas margens dos lagos, reservatórios, canais e rios. 
 
Inundações podem provocar deslizamentos por erosão regressiva das margens de 
córregos e rios e pela saturação das encostas por águas superficiais (escoamento 
superficial). Além disso, detritos sólidos podem amontoar-se, ou adicionar volume e 
densidade a vazões normais em outras situações ou, ainda, causar bloqueios de canais e 
desvios, criando condições de inundação ou erosão localizada. 
 
Encostas íngremes que sofreram queimadas muitas vezes são propensas a 
deslizamentos, devido a uma combinação resultante da queima e perda da vegetação nos 
taludes, mudança na química do solo devido à queima, e posterior saturação dos taludes 
pela água de várias fontes, tais como de precipitações. Fluxos de detritos são o tipo mais 
comum de deslizamento em encostas queimadas . Queimadas podem, naturalmente, ser 
o resultado de causas naturais ou humanas. 
Porto Rico, 1985. O fenômeno catastrófico provocado por uma tempestade tropical que produziu chuvas extremamente pesadas. 
Os fatores contribuintes também podem ter incluído saturação por esgoto em área densamente povoada, e canalização de água 
com vazamento bem no cume do deslizamento. (Foto de Randall Jibson, U.S. Geological Survey). 
Ocorrência Natural 
Deslizamentos e Água 
Muitas áreas montanhosas que são vulneráveis a 
deslizamentos também experimentaram, pelo menos, taxas 
moderadas de atividade sísmica em tempos registrados. Terremotos 
em áreas íngremes, propensas ao deslizamento de terra, aumentam 
consideravelmente a probabilidade de ocorrência desse fenômeno, 
devido ao tremor isolado do solo, liquefação dos sedimentos 
suscetíveis, ou dilatação de materiais do solo causada pela agitação, o 
que permite infiltração rápida deágua. 
Ocorrência Natural 
Deslizamentos e Atividade Sísmica 
Deslizamento de terra ocasionado pela criação de instabilidade pós terremotos 
ocorridos na região do Nepal em abril de 2015. A grande quantidade de 
sedimentos e rochas que rolaram das montanhas bloqueou o curso natural do rio 
Kali Gandaki. Crédito das imagens: Reprodução/News 24 Nepal – 
Reprodução/Google Maps 
Ocorrência Natural 
Deslizamentos e Atividade Sísmica 
Deslizamentos devido à atividade vulcânica representam alguns dos tipos 
mais devastadores de rupturas do solo. A lava vulcânica pode degelar a neve 
rapidamente, o que pode dar forma a um dilúvio de rochas, solo, cinzas e água 
que se acelera rapidamente nas encostas íngremes dos vulcões, destruindo 
tudo em seu caminho. Esses fluxos de detritos vulcânicos podem atingir 
grandes distâncias, depois que saem os flancos do vulcão e podem danificar 
estruturas em áreas planas em torno dos vulcões. Formações vulcânicas são 
estruturas jovens, geologicamente fracas, que podem ruir e causar 
deslizamentos de rochas e deslizamentos e avalanches de detritos. 
Ocorrência Natural 
Deslizamentos e Atividade Vulcânicas 
Lateral do Vulcão Casita, na Nicarágua, América Central, que entrou em colapso em 30 de outubro de 1998, o dia de 
precipitação mais alta, conforme o furacão Mitch atravessava a América Central. Este “Iahar” matou mais de 2.000 pessoas e 
varreu as cidades de El Porvenir e Rolando Rodriguez. (Fotografia por K.M. Smith, U. S. Geological Survey). 
Ocorrência Natural 
Deslizamentos e Atividade Vulcânicas 
Populações em expansão para novas terras e criação de bairros, vilas e 
cidades são o principal meio pelo qual os seres humanos contribuem para a 
ocorrência de deslizamentos. Perturbação ou alteração dos padrões de 
drenagem, desestabilização das encostas e remoção da vegetação são fatores 
comuns, induzidos pelo homem, que podem dar início a deslizamentos de 
terra. Outros exemplos incluem inclinação excessiva de encostas, por meio de 
regressão das bases, e aumento de carga no cume de uma encosta, 
excedendo a capacidade do solo ou de outro componente material. No 
entanto, deslizamentos também podem ocorrer em áreas outrora estáveis, 
devido a atividades humanas como irrigação, irrigação de gramado, drenagem 
de reservatórios (ou criação desses), vazamento de tubulações, escavação ou 
ocupação imprópria de encostas. 
Ocorrência Antrópica 
Deslizamento túnel Rebouças, Rio de Janeiro (2007) 
Ocorrência Antrópica 
Análise, Previsão e Prevenção 
 
 Onde ocorrem os deslizamentos? 
 
 
Análise, Previsão e Prevenção 
• Chuvas em excesso, 
• terremotos, 
• vulcões, 
• incêndios florestais, 
• atividades humanas irregulares, 
• regiões rochosas ou de terra, 
• áreas de cultivo, 
• taludes improdutivos, 
• florestas naturais e 
• até em taludes suaves e rasos com 1 a 2 graus também 
podem se romper. 
Análise, Previsão e Prevenção 
 
Deslizamentos podem ocorrer praticamente em 
todos os lugares! 
 
Análise, Previsão e Prevenção 
• No entanto, é possível reconhecer certos 
padrões em suas ocorrências, prever riscos e 
tomar medidas de prevenção. 
 
 
Análise dos Riscos 
Dois tipos de avaliação de risco de deslizamento: 
 
• Por observação direta e 
• Pelo uso de ferramentas tecnológicas. 
Análise dos Riscos : Observação Direta 
• Rachaduras nas paredes e pisos das casas; 
• Trincas no solo, principalmente na parte superior; dos 
taludes/barrancos; 
• Blocos ou lascas de rocha soltos e instáveis; 
• Água minando na base do talude/barranco; 
• Árvores ou postes inclinados; 
• Muros de arrimo com “barrigas” ou trincados; 
• Afundamentos e deformações no leito da rua; 
• Desprendimento e queda de solo/rocha em; taludes; 
• Danos em tubulações de água ou em outras estruturas 
subterrâneas. 
 
 
Análise dos Riscos : Observação Direta 
Análise dos Riscos 
• Uniformitarismo (falhas em encostas podem ocorrer no futuro, 
como resultado das mesmas situações geológicas, geomorfológicas 
e hidrológicas que causaram acidentes no passado e no presente), 
 
• É possível estimar os tipos deslizamentos, a frequência de 
ocorrência, a extensão e as consequências das falhas que podem 
ocorrer no futuro, 
 
• Onde há ausência de eventos no passado, em uma área específica, 
não exclui a possibilidade de existência de acidentes no futuro. 
Condições induzidas pelo homem, tais como alterações na 
topografia natural ou condições hidrológicas, podem criar ou 
aumentar a susceptibilidade de uma zona a deslizamentos. 
Análise dos Riscos : Uso de 
Ferramentas Tecnológicas 
• Análise de Mapa, 
• Reconhecimento Aéreo, 
• Reconhecimento de Campo, 
• Perfuração, 
• Instrumentação, 
• Estudos geofísicos, 
• Imagem e Perfis Acústicos, 
• Análise Computadorizada de Deslizamento de 
Terrenos. 
Análise, Previsão e Prevenção dos 
Riscos: Poder Público 
• É importante que os órgãos diretores 
forneçam um meio de manutenção de 
registros sobre as ocorrências de 
deslizamentos, 
• A CPRM mantém o Sistema de Cadastro de 
Deslizamentos e Inundações – SCDI como 
instrumento de registro e ferramenta de 
previsão de novos desastres. 
Análise, Previsão e Prevenção dos 
Riscos: Poder Público 
• Através da parceria com universidades e 
institutos a CPRM gerou “CARTAS DE 
SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS GRAVITACIONAIS DE 
MASSA E INUNDAÇÕES” em escalas de 1:50.000 (AC, 
AM, AP, PA, RO e RR) e 1:25.000 (demais 
estados). 
• Há inúmeras pesquisas prevendo deslizamentos e 
cabe ao municípios utilizá-los como instrumento 
de planejamento e gestão em seus programas de 
prevenção de riscos. 
Análise, Previsão e Prevenção dos 
Riscos: Poder Público 
• A população precisa ter conhecimento das 
áreas de risco e medidas de mitigação. 
Análise, Previsão e Prevenção 
• A vulnerabilidade aos perigos de deslizamento é uma 
função da localização (topografia, geologia, drenagem), 
do tipo de atividade presente e da frequência de 
deslizamentos no passado de determinado local. 
• Os efeitos dos deslizamentos de terra nas pessoas e 
nas estruturas podem ser reduzidos com a evasão total 
das áreas de risco ou com a restrição, proibição ou 
imposição de condições sobre nas atividades nas zonas 
de perigo. 
• Os governos locais podem fazer isso através de 
políticas e regulamentos para o uso da terra. 
Medidas Mitigadoras 
• Estabilização do solo de encostas, 
• Redução de Riscos de Quedas de Rochas, 
• Redução de Riscos de Fluxo de Detritos, 
• Redução de Risco de Represamento por 
Deslizamento 
Impactos 
Os efeitos de deslizamentos de terra ocorrem em 
dois ambientes básicos: o ambiente construído e o 
ambiente natural. Podendo haver uma interação 
entre os dois. 
 
• Sociais 
• Econômicos 
• Ambientais 
 
Impactos Sociais 
 
• Mortes 
• Destruição de residencias/bairros 
• Desalojamento 
• Interrupção da rotina de uma cidade 
• Proliferação de doenças 
• Turismo e visual 
 
Impactos Econômicos 
 
• Paralização do comércio local 
• Interrupção das jornadas de trabalho 
• Isolamento de comunicades 
• Bloqueio de estradas 
• Mobilização econômica para a reconstrução 
das áreas afetadas 
 
Impactos Ambientais 
 
• Flora e fauna 
• Geomorfologia local/barragens 
• Contaminação 
• Perturbação do ecossistema local 
• Proliferação de doenças 
 
 
 
Como reduzir os impactos causados 
por deslizamentos? 
• Estudos 
• Prevenção 
• Instrução 
• Reservas monetárias 
• Agilidade 
• Monitoramento de outras perigos naturais: 
inundações, terremotos, erupções vulcânicasTAIWAN 26 de abril de 2010. 
 
Deslizamento em Angra dos Reis (RJ), 2009 
Deslizamento por escorregamento translacional. 
Deslizamento ocorrido em Ouro Preto (MG), 
2012 
Deslizamento em Mãe Luíza 
• Fotografia área do deslizamento em Mãe Luíza. 
• Rompimento do sistema 
de drenagem, ocupação 
desordenada e acúmulo 
de água da chuva. 
• Fluxo de detritos. 
• Reurbarnização da área. 
Registro Sedimentar 
• Diamictito: rocha conglomerática com fragmentos 
imersos em uma matriz pelítica. 
Referências 
 Highland, L.M., and Bobrowsky, Peter, 2008, The landslide handbook – A guide to 
understanding landslides: Reston, Virginia, U.S. Geological Survey Circular 1325, 129p. 
 
João Alveirinho Dias. Movimentos de massa: Tipos de movimento de massa. Disponível 
em: http://w3.ualg.pt/~jdias/GEOLAMB/GA4_MovMassa/GA43_tipos/Tipos.html. 
Acesso em: 24 de ago. 2015. 
 
Desconhecido. Diamictitos. Disponível em: http://sigep.cprm.gov.br.html. Acesso em: 
26 de ago. 2015. 
 
Desconhecido. As causas do acidente em Mãe Luiza foram: Sistema de drenagem, 
ocupação desordenada da área e acúmulo de água da chuva. Disponível em: 
http://blogdobg.com.br/causas-acidente-em-mae-luiza-foram-sistema-de-drenagem-
ocupacao-desordenada-da-area-e-acumulo-de-agua-da-chuva/. Acesso em: 26 de ago. 
2015.

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