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TECIDO ÓSSEO
Função:
◼ constituinte principal do esqueleto, serve de suporte 
para as partes moles e protege órgãos vitais, como os 
contidos nas caixas craniana e torácica e no canal 
raquidiano. 
◼ Aloja e protege a medula óssea, proporciona apoio aos 
músculos esqueléticos, transformando suas contrações 
em movimentos úteis, e constitui um sistema de 
alavancas que amplia as forças geradas na contração 
muscular.
◼ funcionam como depósito de cálcio, fosfato e outros 
íons, armazenando-os ou liberando-os de maneira 
controlada, para manter constante a concentração 
desses importantes ions nos líquidos corporais.
◼ tecido conjuntivo formado por células e 
material extracelular calcificado, a matriz 
óssea.
◼ A presença da matriz mineralizada torna o 
tecido ósseo difícil de ser cortado no 
micrótomo. Uma técnica muito utilizada 
baseia-se na descalcificação do tecido ósseo, 
◼ A remoção da parte mineral da matriz é 
realizada em solução ácida diluída (por 
exemplo, ácido nítrico a 5%) ou em solução 
contendo uma substância quelante (por 
exemplo, o sal sódico do ácido etileno-
diamino-tetracético ou EDTA).
OSTEOBLASTO
◼ Dispõem-se, lado a lado, em intensa 
atividade sintética, são cubóides, com 
citoplasma muito basófilo. Pouco ativo, 
tornam-se achatados e a basofilia 
citoplasmática diminui.
◼ Os osteoblastos em fase de síntese mostram 
as características ultra-estruturais das células 
produtoras de proteínas.
◼ Os osteoblastos produzem colágeno 
tipo 1, proteoglicanas e glicoproteínas 
multiadesivas. 
◼ Os osteoblastos são as células que 
sintetizam a parte orgânica (colágeno 
tipo 1, proteoglicanas e glicoproteínas 
multiadesivas) da matriz óssea.
◼ São capazes de concentrar fosfato de 
cálcio, participando da mineralização 
da matriz. 
Colágeno do Tipo I
A matriz óssea, recém-formada, adjacente aos 
osteoblastos ativos, e que não está ainda 
calcificada, recebe o nome de osteóide.
◼ Os osteócitos são células achatadas, com 
forma de amêndoa, que exibem pequena 
quantidade de retículo endoplasmático 
rugoso, aparelho de Golgi pequeno e 
núcleo com cromatina condensada. 
◼ Os osteócitos ocupam cavidades na 
matriz óssea, as lacunas, e se comunicam 
por seus prolongamentos localizados nos 
canalículos.
◼ Cada lacuna contém apenas um 
osteócito. Dentro dos canalículos os 
prolongamentos dos osteócitos 
estabelecem contatos através de 
junções comunicantes, por onde podem 
passar pequenas moléculas e íons, de 
um osteócito para o outro. 
◼ Os osteócitos são essenciais para a 
manutenção da matriz óssea. Sua 
morte é seguida por reabsorção da 
matriz.
OSTEOCLASTO
◼ Os osteoclastos são células 
multinucleadas, cuja função é destruir o 
tecido ósseo. 
◼ são células móveis, gigantes, seis a 50 
ou mais núcleos. 
◼ Nas áreas de reabsorção de tecido 
ósseo encontram-se porções dilatadas 
em depressões da matriz escavadas 
pela ação enzimática- lacunas de 
Howship.
◼ Os osteoclastos secretam ácido, colagenase e 
outras enzimas que atacam a matriz e 
liberam Ca2+.
◼ Estas células se originam de precursores 
mononucleados provenientes da medula 
óssea que, ao contato com o tecido ósseo, se 
unem para formar os osteoclastos 
multinucleados.
◼ tecido ósseo é muito plástico, sendo capaz de 
remodelar sua estrutura interna em resposta a 
modificações nas forças a que está submetido.
◼ Por exemplo, a posição dos dentes na arcada 
dentária pode ser modificada por pressões 
laterais exercidas por aparelhos ortodônticos. 
Ocorrem reabsorção óssea no lado em que a 
pressão atua e deposição no lado oposto, que 
está sujeito a uma tração. Desse modo, o 
dente é deslocado no maxilar, à medida que o 
osso alveolar é remodelado. 
◼ Paratormônio produzido na paratireóide 
causa um aumento no número de 
osteoclastos e reabsorção da matriz 
óssea, com liberação de fosfato de 
cálcio e aumento da calcemia, e acelera 
a excreção renal de íons fosfato.
◼ Calcitonina, produzida pelas células 
parafoliculares da tireóide, inibe a 
reabsorção da matriz e, portanto, a 
mobilização do cálcio.
MATRIZ ÓSSEA
◼ A parte orgânica da matriz é formada por 
fibras colágenas (95%) constituídas de 
colágeno do tipo 1 e por pequenas 
quantidades de proteoglicanas e 
glicoproteinas multiadesivas.
◼ Após a remoção do cálcio, os ossos mantêm 
sua forma intacta, porém tornam-se tão 
flexíveis quanto os tendões.
MATRIZ ÓSSEA
◼ A mineralização com íons inorgânicos, o fosfato e o cálcio, além 
do bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e citrato em pequenas 
quantidades.
◼ O cálcio e o fósforo formam cristais que mostraram ter a 
estrutura da hidroxiapatita.
◼ Os íons da superfície do cristal de hidroxiapatita são hidratados, 
existindo, portanto, uma camada de água e íons em volta do 
cristal. Essa camada é denominada capa de hidratação. A capa 
hidratação facilita a troca de íons entre o cristal e o líquido 
intersticial. 
◼ A associação de hidroxiapatita com fibras colágenas é 
responsável pela dureza e resistência do tecido ósseo.
Periósteo e Endósteo
◼ As superfícies internas e externas dos ossos 
são recobertas por células osteogênicas e 
tecido conjuntivo, que constituem o endósteo 
e o periósteo, respectivamente.
◼ As células osteoprogenitoras se multiplicam 
por mitose e se diferenciam em osteoblastos, 
papel importante no crescimento dos ossos e 
na reparação das fraturas.
Histologicamente existem 
dois tipos de tecido ósseo:
1) o imaturo ou primário: as fibras 
colágenas se dispõem irregularmente, 
sem orientação definida, é menos 
mineralizado
2) o maduro, secundário ou lamelar: fibras 
se organizam em lamelas, que adquirem 
uma disposição muito peculiar.
Tecido ósseo Secundário 
ou Tecido Ósseo Lamelar
◼ O tecido ósseo secundário 
apresenta lamelas que podem 
formar sistemas de Havers. 
◼ Possui fibras em camadas 
concêntricas em torno de canais 
com vasos, formando os sistemas 
de Havers.
◼ O tecido ósseo secundário, que contém sistemas 
de Havers, é chamado de tecido ósseo haversiano, 
sendo característico da diáfise dos ossos longos, 
esporadicamente, no osso compacto de outros 
locais.
◼ Cada sistema de Havers ou ósteon é constituído 
por um cilindro longo, às vezes bifurcado, paralelo 
à diáfise e formado por quatro a 20 lamelas ósseas 
concêntricas. 
◼ Os canais de Havers no centro do sistema de 
Havers comunicam-se entre si, com a cavidade 
medular e com a superfície externa do osso, 
◼ Os canais de Havers no centro do sistema de 
Havers comunicam-se entre si, com a 
cavidade medular e com a superfície externa 
do osso. 
◼ canais transversais ou oblíquos, os canais de 
Volkmann. 
◼ Estes se distinguem dos de Havers por não 
apresentarem lamelas ósseas concêntricas.
Osso Lamelar Mineralizado 
(Preparação por desgaste e 
coloração especial )
CV
CH
L
A ossificação endocondral 
consiste essencialmente em 
dois processos:
◼ Primeiro, a cartilagem hialina sofre 
modificações, havendo hipertrofia 
(aumento do tamanho) dos 
condrócitos (células do tecido 
cartilaginoso) redução da matriz 
cartilaginosa, sua mineralização e a 
morte dos condrócitos. 
◼ Segundo, as cavidades previamente 
ocupadas pelos condrócitos
◼ são invadidas por capilares 
sanguíneos e células osteogênicas 
vindas do conjuntivo adjacente e que 
se diferenciam em osteoblastos.
◼ Zona de repouso: cartilagem hialina sem alteração
◼ Zona de cartilagem seriada ou de multiplicação: os 
condrócitos dividem-se e formam fileiras ou colunas paralelas 
de células achatadas e empilhadas
◼ Zona de cartilagem hipertrófica: esta zona apresenta 
condrócitos muito volumosos. A matriz fica reduzida a tabiques 
delgados.
◼ Zona de cartilagem calcificada: nesta zona ocorre a 
mineralização dos delgados tabiques e morte dos condrócitos.
◼ Zona de ossificação: Esta é a zona em que aparece tecido 
ósseo. Capilares sanguíneos e células osteoprogenitoras 
originadas do periósteo invadem as cavidades deixadas pelos 
condrócitos mortos.
◼ O centro deossificação que aparece na parte 
média da diáfise, é chamado de centro primário. 
◼ Esse alastramento do centro primário é 
acompanhado pelo crescimento do cilindro 
ósseo que se formou a partir do pericôndrio e 
que cresce também na direção das epífises.
◼ A medida que se forma o canal medular, células 
sanguíneas, originadas de células hematógenas 
multipotentes, são trazidas pelo sangue.
◼ Muito mais tarde, formam-se os centros de ossificação 
secundária, um em cada epífise, porém não simultaneamente. 
◼ Esses centros são semelhantes ao centro primário da diáfise, 
mas seu crescimento é radial em vez de longitudinal.
◼ Além disso, nas superfícies articulares não existe pericôndrio, 
de modo que não se forma anel ósseo nessa região.
◼ o tecido cartilaginoso fica reduzido a dois locais:
-cartilagem articular, que persistirá por toda a vida do individuo 
-cartilagem epifisária ou de conjugação.
Tecido Ósseo Primário formado 
por Ossificação intramembranosa 
( a partir de uma membrana 
conjuntiva c/células mesenquimais 
originando osteoblastos)
◼ A ossificação intramembranosa é assim chamada 
por surgir no interior de membranas de tecido 
conjuntivo. 
◼ E o processo formador dos ossos frontal, parietal e 
de partes do occipital, do temporal e dos maxilares 
superior e inferior. Contribui também para o 
crescimento dos ossos curtos e para o crescimento 
em espessura dos ossos longos.
◼ O local da membrana conjuntiva, onde a 
ossificação começa, chama-se centro de 
ossificação primária. 
Na fratura os ossos se reconstituem 
graças às células osteoprogenitoras 
do periósteo e do endósteo.
◼ Ocorre hemorragia local, destruição de matriz e 
morte de células ósseas.
◼ restos celulares e matriz removidos pelos 
macrófagos.
◼ O periósteo e o endósteo respondem com uma 
intensa proliferação, formando um tecido rico em 
células osteoprogenitoras que constitui um colar.
◼ Surge tecido ósseo imaturo por ossificação 
endocondral e intramembranosa. 
Articulações
◼ Os ossos unem-se uns aos outros por estruturas 
formadas por tecidos de natureza conjuntiva, as 
articulações.
◼ Estas podem ser classificadas em diartroses, que 
permitem grandes movimentos dos ossos.
◼ Sinartroses, nas quais não ocorrem movimentos 
ou ocorrem apenas movimentos muito limitados. 
Diartroses
◼ Existe uma cápsula que liga as extremidades 
ósseas, delimitando uma cavidade fechada, a 
cavidade articular.
◼ líquido incolor, transparente e viscoso, o 
líquido sinovial, o qual é rico em ácido 
hialurônico.
◼ As cápsulas têm uma camada externa, a 
camada fibrosa, e uma interna, a camada ou 
membrana sinovial.
DIARTROSE
◼ membrana sinovial está separado da cápsula 
fibrosa pelo tecido conjuntivo frouxo, 
◼ O tipo adiposo está associado aos depósitos 
de tecido adiposo,
◼ A superfície interna da membrana sinovial é 
revestida por uma camada de células planas 
ou cubóides apoiadas em tecido conjuntivo.
◼ O microscópio eletrônico evidencia dois tipos 
celulares no revestimento da membrana 
sinovial – macrófago e fibroblasto. 
SINARTROSES
◼ SINOSTOSES : É a fusão de osso com osso, garante a 
estabilidade e a imobilidade. Encontram-se unindo os 
ossos chatos do crânio.
◼ SINCONDROSES:existem 
movimentos limitados, sendo as 
peças ósseas unidas por 
cartilagem hialina, costelas com o 
esterno e no disco epifisário. 
◼ SINDESMOSES: dotadas de algum 
movimento, une os ossos é o 
conjuntivo denso. 
◼ Exemplo: articulação tibiofibular 
inferior, bordas dos ossos que 
marcam o limite das fontanelas.
◼ SÍNFISE: O tecido predominante é 
a fibrocartilagem,
◼ podendo estar presente o tecido 
conjuntivo denso e a cartilagem 
hialina, 
◼ as extremidades dos ossos 
participantes são revestidas por 
cartilagem hialina. 
◼ A sínfise púbica e as articulações 
intervertebrais.

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