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Direito Educacional Isis Vieira 
DIREITO EDUCACIONAL
1. Sistema Constitucional Brasileiro Da Educação (Arts. 205 Ao 214 Da CF/88)
Desde a década de 70 esse sistema é tema de apreciação em congresso. O professor Dideu tentou construir essa densidade de um direito educacional, antes mesmo da constituição de 88. Edvaldo Boa Ventura veio defender na Bahia esse direito. O direito a educação é transversal, tendo vários direitos fundamentais, mesmo sendo um direito mais social que exige um fazer, um não fazer e um tolerar. Direito que pode ser enquadrado como autônomo, porque tem princípios e regras constitucionais próprios. Nenhum estado tem uma constituição tão analítica quanto a brasileiros. 
Houve um movimento de reconhecimento do direito educacional no século XX, ainda ocorrendo discussões educacionais que buscam novos anseios. No direito constitucional contemporâneo, não se versa sobre educação sem abordar a qualidade. O direito educacional, desde a década de 70, tem um conjunto de princípios defendidos para protegê-lo. 
Sendo assim, pensando o texto constitucional como um macro sistema, formado por micro sistemas que dentre esses apresenta normas principiológicas específicas sobre direito educacional (art. 205- 214) que visam proteger esse direito fundamental. Esses princípios, delineados na Constituição Federal dão consistência e autonomia ao direito educacional. Os princípios que norteiam o direito educacional devem observar aos princípios gerais que regem a administração, irradiando efeitos para todos os ramos. 
O direito a educação possui um conjuto de princípios e regras que se coadunam em instrumentos jurídicos sistematizados e objetivam disciplinar o comportamento humano relacionado à educação, conferindo-lhe autonomia dogmática
Nenhum direito foi consignado como direito publico subjetivo, somente o direito ao ensino. No artigo 6º da constituição já foi acrescido alimentação e moradia, mas a educação continua sendo o primeiro direito social, devido a sua instrumentabilidade para os direitos fundamentais. 
O direito à educação é um direito transversal, individual, social e político. Mas é principalmente social, pois exige ação e omissão do Estado. Garantir o acesso à educação de qualidade é dever jurídico indiscutível do Estado, que se consubstancia a partir de três vetores: inclusão social, democratização do acesso e permanência na escola, que vem se demonstrando como um compromisso histórico frustrado. 
Nenhum direito humano é tão reforçado internacionalmente quanto à educação. 
2. Características
· Autônomo
· Transversal
· Social
· Individual
· Político
· Gratuito
· Publico Subjetivo
· Obrigatório
· Aplicação Imediata
· Exige ação e omissão do Estado
3. Evolução Histórica Do Direito Educacional No Brasil
3.1. Antes Da Independência
Pode-se afirmar que antes das constituições, a proteção da educação no Brasil seria dividida em 3 etapas, sendo a educação utilizada em todas as etapas como instrumento de poder (estratificação social) e não de emancipação intelectual. 
· Período Jesuítico (1549-1761)
Etapa da historia em que as escolas jesuíticas vieram elevar a educação, para civilizar os índios em ler, escrever e contar, visando a catequese. O ensino ficava a cargo dos membros da Companhia de Jesus (instituição religiosa) instituíram as escolas de ler, escrever e contar (ensino fundamental) que acabava por impor um processo de aculturamento e enfraquecimento da cultura nacional, visando catequizar, impor regras quanto à alimentação, vestuário da metrópole. Sendo assim, a prestação educacional servia para preparar minimamente o cidadão para atividades de desejo da metrópole, preparando o cidadão para seus interesses e não para seu autônomo, recrutando fieis e servidores. 
Esse ensino tipo de ensino também era destinado aos filhos da classe dominantes, ou seja, aos filhos dos donos de terra. 
Excluídos da educação estavam os escravos e as mulheres. 
Esse período se dividiu entre: Período Heróico, marcado pelo plano de instrução que iniciava com o aprendizado do português para os indígenas e prosseguia com a doutrina crista, a escola de ler, escrever e contar, conto orfeônico e musica instrumental. Culminando com o aprendizado agrícola e com a gramática latina para os ricos que ia estudar o ensino superior em Coimbra. E o Período do Ratio Studiorum, marcado pela organização e consolidação da educação pela Companhia de Jesus, que predominou ate a expulsão dos jesuítas, pelo Marques de Pombal. O caráter contido nesse período era universal (adotado por todos os jesuítas) e elitista (destinado aos filhos dos senhores de terras) 
· Período Pombalino (1761 – 1808) 
A transição de fases decorre da expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal (déspota esclarecido) que impôs nova orientação educacional, adotando o método tutorial de Lancaster (tutor que ensina a vários alunos), que visava a massificação do ensino, ou seja, a busca pela difusão do conhecimento para o maior número de alunos possível (uniformização da prestação educacional). Seria uma fase de transição do ensino domestico para o ensino massificado. 
A metrópole não se interessou muito com a educação, pois só queria ensinar coisas voltadas para a economia. O descaso com o docente vem desde essa época. Nesse período teve um concurso e o professor demorou 14 anos para ser nomeado. 
A orientação educacional é imprescindível para a instituição de um Estado Nacional, visto que é preciso aproximar as diversas classes sociais, a partir da mesma língua e costumes (elementos essenciais para a formação do estado moderno). O elemento educacional é fundamental na consolidação da forma do Estado no século XVIII. Sendo assim, o Marquês de Pombal visava assegurar o conhecimento de trabalhadores e proletariado que objetivam o atendimento dos interesses da metrópole e não a criação de instituições de excelência, sendo oferecido o necessário. 
O Estado lusitano instituiu um sistema de ensino laico através de Aulas Régias, embora a religião católica continuasse obrigatoriamente presente, assumindo pela primeira vez a responsabilidade direta pela educação. 
As reformas de instrução publica se contrapõe às idéias religiosas na versão dos jesuítas, visando inserir-se no contexto iluminista, entendendo que o objeto da educação seria o de preparar os súditos capazes de identificar e reconhecer como legítimos as leis e os costumes do Estado. Para assim, conformar a ordem política, adequando cada um ao lugar que lhe fora reservado por sua origem de classe, não se confundido a educação publica como instrumento de democratização de oportunidades sociais. 
Sucede que as reformas bombalinas acabaram por não se efetivar, impossibilitando a garantia do padrão de qualidade mínima, tais como: a escassez de mestres; a insuficiência de recursos; isolamento cultural da Colônia 
Observação: Os cursos de direito surgem após a independência como fruto da necessidade de um DNA próprio. 
· Período Joanino (1808 – 1822) 
Período em que ocorreu a vinda da família real, que trouxe D. João como líder estrategista. Houve a implementação das primeiras faculdades (ensino superior), entretanto sua fundação não decorreu do movimento acadêmico e econômico do Brasil, mas da vinda da família real que necessitava de profissionais capacitados para atender às suas necessidades e interesses da família real.
A primeira foi a faculdade de medicina, pois se precisava de profissionais para atender as enfermidades adquiridas na viagem até o Brasil. No Rio de Janeiro teve as faculdade de engenharia e arquitetura, pois se tinha a necessidade de edificações. 
Os cursos de direitos surgem em 1827, motivado pela importância da educaçao e de um corpo burocrático para desenvolver uma identidade nacional e um corpo que viabilizasse o funcionamento da maquina estatal.Obs.: A convergência das três etapas é que a educação foi implantada a fim de manipular os indivíduos.
1.1. O Direito À Educação Nas Constituições Brasileiras: 
Em 1822, o Brasil se torna independente. Todas as constituições trataram sobre a proteção do direito à educação, desde a Constituição Federal imperial o legislador impôs sobre esse direito fundamental. Entretanto, a proteção desse direito se relaciona à conjectura político-econômico-social. 
· Constituição Federal De 1824: 
Nessa Constituição, o direito ao ensino primário era oferecido a todos os cidadãos brasileiros de forma gratuita, isso de forma tímida na constituição (estava no ultimo artigo). Entretanto, existiam milhões de analfabetos, visto que os estrangeiros e negros não eram considerados cidadãos e havia restrições ao acesso da mulher à educação. Sendo assim, os analfabetos votavam e se candidatavam, sustentando o poder dominante (voto do cabresto). 
O método lancasteriano foi difundido e decretado com oficial. 
Na pratica os problemas continuaram os mesmo: falta de condições mínimas para o funcionamento das escolas; falta de formação e remuneração adequada aos professores, etc.
· Constituição Federal De 1891: 
Em 1891, os analfabetos não podiam mais votar, visto que vários escravos foram emancipados, consequentemente estavam fadados a serventia. . Sendo assim, apesar da abolição, não houve garantia do acesso à educação. Conforme Joaquim Nabuco, de nada adiantaria a Lei Áurea sem a educação dos cidadãos, este ainda enuncia que ainda se viveria um século de escravidão, visto que os cidadãos por não ter acesso à educação serão subalternos dos imigrantes. Afinal, os imigrantes passaram a ter mais oportunidade de educação que os colonos.
Houve falta de investimentos e mais uma vez a educação ficou para segundo plano.
Essa constituição utilizou, indistintamente, as palavras ensino e educação, sem garantir efetivamente a proteção ao direito de acesso ao ensino em diferentes níveis. Também trouxe a repartição de competências da União (diretrizes) e Estados membros (aplicação do ensino primário), mas não trouxe texto expresso para isso, pois deu mais importância a mudanças políticas e administrativas. Foi retirada a gratuidade do ensino, bem como sua obrigatoriedade. Não havendo em âmbito nacional a discussão da generalização do ensino fundamental e muito menos de qualidade de prestação de serviço educacional. 
· Constituição Federal De 1934: 
A Constituição de 1934 trouxe capítulo próprio sobre o direito educacional trazendo o ensino obrigatório, integral e gratuito, com objetivo de ratificar o analfabetismo. Versava, ainda, sobre o constitucionalismo do bem-estar social (Welfare State), pós queda da bolsa de valores. É pioneira quanto a uma verdadeira proteção dos direitos sociais, trazendo avanços na educação. Preocupava-se com a receita específica para a educação (custo dos direitos). 
Invocava o intervencionalismo estatal, culminando na intervenção estatal na área social e econômica. Sendo assim, o Estado passa de Estado mínimo para garantidor (intervencionismo estatal), sem objetivar desrespeitar as liberdades da constituição. Essa Constituição Federal foi motivada pelas constituições sociais desse período (1916 – Constituição de Weimar, 1917 – Constituição Mexicana, 1933 – Constituição de Salazar).
Exigiu que toda empresa industrial ou agrícola, fora dos centros escolares, e onde trabalhassem mais de cinquenta pessoas, perfazendo esta e os seus filhos, pelo menos dez analfabetos, seria obrigada a lhes proporcionar ensino primário gratuito. 
Trouxe a importância da afetação de recursos para a educação em geral, mas principalmente dos adolescentes e crianças moradoras da área rural. Também trouxe a liberdade de ensino, desde que realizado no idioma pátrio, salvo ensino estrangeiro. E reconheceu os estabelecimentos particulares de ensino. 
Observação: Pela primeira vez houve uma preocupação com a situação das crianças e adolescentes junto às empresas que não apresentavam creches, obrigando-as a oferecer creche aos filhos dos empregados. 
Observação: Direitos Fundamentais De Segunda Geração: Os direitos de segunda geração, também denominados de direitos sociais e econômicos não buscavam uma abstenção do Estado, mas obrigavam-no a prestações positivas, fundando-se no princípio da justiça social e propiciando ao ente estatal um “direito de participar do bem-estar social”. Logo, não se cuida mais da liberdade perante o Estado, mas por intermédio deste. Esses direitos que reconhecem a liberdade social buscavam efetivar a liberdade e igualdade de condições, não apenas formal, mas material.
· Constituição Federal De 1937: 
A Constituição Federal de 1937 impõe o retrocesso dos direitos fundamentais em face dos avanços trazidos pela carta de 1934. O direito à educação depende das liberdades sociais e essa carta demonstra como a educação era utilizada para fins de um estado autoritário (matérias voltadas para as obrigações morais e cíveis). Sendo assim usada fomento dos ideais facistas 
Sendo assim, retroage quanto ao exercício da liberdade de aprendizagem, de escolha, quanto à orientação da formação do indivíduo, cerceou a opção por parte dos pais, restringiu a liberdade de manifestação dos professores em sala de aula. O conhecimento era utilizado, portanto, para fins de manipulação, manutenção e estratificação social (referencia ao livro “Minha luta de Hitler)
A carta de 1937 demonstrou que o acesso à educação não é o único aspecto a ser protegido pelo Estado, mas o acesso observando a liberdade de aprendizagem, de expressão na construção do eixo de formação. A proteção à educação, portanto, não envolve apenas o lado prestacional, os direitos negativos se apresentam como relevantes (apontando a transversalidade desse direito). 
O direito a educação estava no texto constitucional com obrigações morais, cíveis e educação física como matérias obrigatórias. Com a intenção de criar cidadãos para consolidação de um estado nacionalista futuro. 
A manifestação de Getúlio Vargas no preâmbulo dessa Constituição demonstrou como a orientação educacional seria imprescindível ao fortalecimento do estado nacionalista. Todos os estados nacionalistas invocaram o plano educacional como imprescindível à constituição de uma cidadania voltada ao fortalecimento do estado. 
Observação: Transcontitucionalismo: intercambio de alguns institutos constitucionais dos sistemas do exterior. 
· Constituição Federal De 1946: 
A carta de 1946 afasta a gerência por parte do Estado quanto ao conteúdo programático ao eixo de formação, permitindo o retorno dos avanços de 1934. Sendo ela fruto de um transconstitucionalismo. 
Retira do texto constitucional os excessos. Foi a primeira a organizar um capitulo sobre os partidos políticos e o direito de greve. 
Imunidade Tributária Para As Instituições Educacionais: 
 Essa carta trouxe como novidade um sistema tributário nacional avançado que imprimiu normas regulando a imunidade tributária (dispensa constitucional da cobrança de um tributo) para as instituições educacionais (filantrópicas- sem fins lucrativos). O legislador apresentava como intenção o favorecimento, ou seja, uma ação afirmativa fiscal das instituições educacionais que preenchiam os requisitos objetivos, evitando a banalização do instituto. 
Dispõe sobre imunidades acerca das instituições educacionais filantrópicas, estando estas imunes a cobrança de impostos e imunidades tributarias, como um escudo protetor contra o poder de tributar. 
Essa imunidade permanece até 88
Exercício Do Direito À Greve:
Outra novidade apresentada por essa carta é o direito de greve que deve ser balizado e protegido, observando as contenções necessárias, deve ser uma liberdade exercida com responsabilidade, visto que o trabalhador tem o direito de lutar por melhores condições de trabalho. 
Observação: Em 61 houve a primeira lei de diretrizes e bases para a educação. 
· Constituição Federal De 1967 E Constituição Federal De 1969: 
As Constituições do período da ditadura militar acabarampor repetir os avanços da carta de 1946, não exigindo um estudo aprofundado sobre a proteção educacional. 
Em 66, houve uma reforma da lei de 61, por meio da Lei de Diretrizes Bases
· Constituição Federal De 1988: 
A Constituição Federal de 1988, além de trazer didaticamente as modalidades dos direitos fundamentais, engloba vários microssistemas jurídicos protetivos desses direitos. Sendo assim, os direitos fundamentais estão previstos do art. 5º ao 17, tratando sobre direitos individuais e coletivos, direitos sociais, direitos políticos (direitos “no catálogo”), mas também fora desse intervalo (direitos “fora do catálogo”). 
O Bloco de Constitucionalidade oriundo do conselho constitucional francês enuncia que são direitos fundamentais aqueles que estão previstos na Constituição Federal e aqueles que não estão, mas são tratados como se constitucionais fossem (art. 5º, parágrafo 3º da CF). 
Art. 5º §3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. Conforme Carlos Ratis, há uma eficácia vertical dos tratados que protegem os direitos humanos, irradiando efeitos no processo de construção das constituições. Sendo assim, é imprescindível destacar que há um reflexo de fora para dentro e de dentro para fora, visto que as Constituições podem imprimir efeitos para tratados e acordos internacionais e vice-versa. No que se refere ao direito à educação, a Constituição Federal brasileira é mais avançada que os tratados internacionais, havendo troca de experiências, visto que um sistema pode influenciar o outro. 
A Magna Carta se caracteriza por ser uma reunião de constituições e dentre estas se encontra a constituição da educação, resultado de uma evolução protetiva desse direito das outras constituições brasileiras. Sendo assim, a Constituição Federal de 1988 tece uma proteção constitucional ostensiva ao Direito Educacional, regulando-o do art. 205 ao 214, porém não se esgotando. Segundo Carlos Ratis, nenhum direito fundamental é tão protegido quanto o direito à educação, nem mesmo a vida. 
O ensino considerado obrigatório, sendo direito público subjetivo. No Brasil, o ensino obrigatório é 4 a 17 anos. Em 1988 o ensino obrigatório era o ensino fundamental, a partir de 2009 passou a contemplar o Ensino Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Cada vez mais, o período de ensino obrigatório tem sido ampliado, abarcando mais fases, visto que o exercício da cidadania exige um cidadão mais preparado. 
No plano da proteção da educação de qualidade houve um grande avanço para instrumentalizar os órgãos responsáveis a dar completude. No campo da qualidade, cada vez mais uma legislação protetiva vem sendo criada, mas não é possível amordaçar as instituições quanto o que vem a ser qualidade, visto que essa passa por exercício de autonomia e características próprias de cada instituição, envolvidos por ambiente próprios, aspectos históricos e culturais distintos. 
Sendo assim, o estado apenas apresenta diretrizes. A busca incessante do que vem a ser qualidade deve ser levada com cuidado, para que não passe a ser uma ditadura, perdendo a sua força normativa, não podendo ser uma extensão delimitada e tão somente responsabilidade do estado. A busca do que vem a ser qualidade ultrapassa requisitos intrínsecos, individualidade, subjetivismo os quais não podem ser controlados pelo judiciário (reserva de competência do magistrado). É a sociedade aberta de interpretes que devem atribuir o sentido de qualidade. 
2. Deveres Fundamentais Na Constituição Federal: 
Os deveres fundamentais corresponderiam a sujeições impostas pelo exercício do próprio poder constituinte. No contrato social firmado entre o individuo e o estado não existem apenas clausulas que versam sobre direitos, mas também deveres. A fundamentalização das obrigações também corresponderiam à obrigações políticas. 
Os deveres fundamentais, em regra, exigem uma atuação do legislador, ou seja, observam reserva legal, visto que acabam por restringir os direitos fundamentais, visando o seu próprio fortalecimento, ou seja, o respeito sistemático dos direitos fundamentais. 
Os deveres fundamentais surgem nas constituições do século XVIII, sendo assim as mesmas constituições que positivaram os direitos reconheceram deveres não mais naturais, mas fundamentais. Assim como os direitos são divididos em gerações, os deveres fundamentais também o foram, podendo ser estudados em períodos. 
 Existem deveres fundamentais que vão estar presentes na Constituição através de normas constitucionais de aplicação imediata, apesar de, em regra, correspondem a regras de aplicação mediatas, logo o Estado ao impor as sujeições deve criar legislação específica para que esses direitos sejam exigidos. 
3. Direito À Educação Como Um Dever Fundamental: 
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. [tendo a educação três finalidade: desenvolvimento de personalidade; exercício da cidadania; liberdade de oficio. As quais terão como fornecedores a família, a sociedade e o Estado]
A educação não é apenas um direito, mas um dever fundamental de aplicação imediata, imposição constitucional para que o cidadão se desenvolva plenamente, tenha preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. Sendo assim, o legislador constituinte deixou claro que a prestação educacional não é apenas um dever fundamental do Estado, mas também um dever da família e da sociedade, constituindo um tripé constante.
Entretanto, o legislador acaba por não dar o mesmo tratamento aos deveres do que foi a sua preocupação em relação aos direitos, em virtude de uma motivação histórica, não só a Constituição Federal 1988 se afastou dos deveres, mas todas as Constituições dos Estados que ultrapassaram ditaduras, os legisladores constituintes tinham como intenção se afastar de estados totalitários (Itália, Portugal, Espanha). Sendo assim, o afastamento dos deveres foi intencional, visto que havia um entendimento das constituições cidadãs de que a valorização dos deveres seria de um estado totalitário. 
Faz-se mister destacar, porém que os direitos fundamentais serão respeitados quando os deveres forem atendidos, estes precisam ser valorizados, portanto, conforme Norberto Bobbio. Destarte, o não cumprimento dos deveres fundamentais implica a restrição dos direitos fundamentais. Até mesmo para que o cidadão reconheça a importância dos deveres, estes devem ter acesso à educação – formação indispensável para compreender, discernir, dialogar em relação aos deveres. 
É imprescindível, portanto, a manutenção, transmissão de características, costumes e processos da Educação. Faz-se mister destacar que o principal educador dos indivíduos são os responsáveis (família), dessa forma, os pais na liberdade de ensino devem escolher, acompanhar a fruição deste direito
Observação: A própria família pode prestar o serviço educacional no espaço do próprio lar, depois demonstrando para o estado uma absorção e preenchimento de conhecimento mínimo.
Existem metas que só serão cumpridas se o cidadão tiver acesso à educação, considerada um direito instrumental, visto que é ponte para o exercício de outros direitos fundamentais. Sendo assim, os direitos sociais só serão objeto de fruição se o indivíduo tiver acesso à educação (direito fundamental transdimensional e transversal que apresenta nuances de todas as dimensões). 
O direito à educação não é apenas um direito, mas um dever. A expressão deveres aparece na Constituição e o legislador acaba por não dar o mesmo tratamento aos deveres do que foi a sua preocupação em relação aos direitos, em virtude de uma motivação histórica, não só a CF 1988 se afastou dos deveres, mas todas as Constituiçõesdos Estados que ultrapassaram ditaduras, os legisladores constituintes tinham como intenção se afastar de estados totalitários (Itália, Portugal, Espanha). 
 A Constituição cidadã tinha os deveres como um fantasma a ser esquecido. O afastamento dos deveres foi intencional, visto que havia um entendimento de que a valorização dos deveres seria de um estado totalitário. 
Os direitos fundamentais serão respeitados quando os deveres forem atendidos, estes precisam ser valorizados, portanto, conforme Norberto Bobbio. A perspectiva dos deveres não deve ser apenas para com o Estado, mas para com a Sociedade e a Família. Para o cidadão reconhecer a importância dos deveres e estes serem atendidos, este deve ter educação – formação indispensável para compreender, discernir, dialogar em relação aos deveres. 
Os deveres fundamentais corresponderiam a sujeições impostas pelo exercício do próprio poder constituinte. No contrato social firmado entre o individuo e o estado não existem apenas clausulas que versam sobre direitos, mas também deveres. A fundamentalização das obrigações também corresponderiam a obrigações políticas. Os deveres fundamentais surgem nas constituições do século XVIII. 
As mesmas constituições que positivaram os direitos reconheceram deveres não mais naturais, mas fundamentais. Os deveres fundamentais também podem ser estudados em períodos. Assim como os direitos são divididos em gerações, os deveres fundamentais também o foram. 
Os deveres fundamentais de primeira dimensão são: o dever de proteger a pátria/ estado. São encontradas na primeira dimensão dos deveres, o dever de recolher tributos. Os deveres fundamentais, em regra, exigem uma atuação do legislador, ou seja, observam reserva legal, visto que acabam por restringir os direitos fundamentais, visando o seu próprio fortalecimento, ou seja, o respeito sistemático dos direitos fundamentais. 
Entretanto, existem deveres fundamentais que vão estar presentes na Constituição através de normas constitucionais de aplicação imediata, apesar de, em regra, correspondem a regras de aplicação mediatas, logo o Estado ao impor as sujeições deve criar legislação específica para que esses direitos sejam exigidos. Existe dever fundamental implícito. Entre dos deveres fundamentais de aplicação imediata está o direito e o dever da educação. 
O não cumprimento dos deveres fundamentais implica a restrição dos direitos fundamentais. 
3.1. Ensino Como Dever Fundamental
Idade Antiga: já havia autores que viam o ensino como essencial para a formação de uma sociedade politicamente organizada. A obra de marco Tulio Cicero De Officis é um exemplo desses autores, que mostrou que a ensino é um dever fundamental para a criação de uma sociedade. 
Idade Medieval: A obra de São Thomas de Aquino, Na Teleologica. Nessa época ainda não existia o conceito de descer fundamental. 
Idade Moderna:1513 - Maquiavel, falava que o déspota deve ter uma formação consolidada para exercer suas funções perante os súditos. 
		 1747- Montesquieu na obra o Espírito das Leis, para ele ensino é a vontade de cumprir com as leis através de um cidadão disposto à fazê-lo, sendo a cidadania o discernimento referente a possibilidade de obter. O espírito das leis é o espírito de cumprir com as leis. 
		 1762- Rousseau, demonstra relevância do cidadão em se preparar para cumprir o contrato social, essa seria a importância do ensino. 
		1789- Rev. Francesa, com muitos autores que revelam a importância da preparação do cidadão para o exercício da cidadania. Um exemplo é o Abade Sieyms também discutindo a importância do ensino como um dever. 
		1795 - Condorset, destaca a relação do ensino dos direitos políticos com a possibilidade de exercício da cidadania ativa. 
		1831 – Toqueville escreve o livro da democracia da America. Ficou impressionado com a constituição dos EUA e vê que o aspecto mais importante da identidade é valorização da cultura através da valorização da língua, sendo essa uma das razoes do desenvolvimento da sociedade. 
		2001 - Bobbio, fala que se ainda tivesse tempo em vida escreveria era dos deveres. Afirma que é com o dever da educação que o cidadão devera exercer os demais deveres. 
Deveres Fundamentais: São recursos jurídicos subjetivos que traduzem-se em limitações constitucionais determinadas pelo poder constituinte. Em regra, são deveres chamados autônomos, ou deveres propriamente ditos. Diferente dos direitos fundamentais, os deveres exigem uma atuação do poder legislativo para apresentar eficácia, devendo possuir uma reserva legal. As normas e os deveres fundamentais possuem eficácia limitada, porem, alem dos deveres autônomos, há o direito-dever ou poder-dever. São normas constitucionais de aplicabilidade imediata, como é o caso do ensino. É uma obrigação dos pais ou responsáveis, sendo um dever inserido em alimentos, ou seja, se os pais não podem fazê-los os avos o devem. O ensino não é apenas um direito, mas um direito- dever que dispensa legislação infraconstitucional posterior, porem seguindo-a se ela existir. O direito- dever vem se manifestar de diversas maneiras na constituição de 88, assumindo, ao lado da saúde e da soberania, a competência de norma constitucional de aplicabilidade imediata
4. Princípios Do Direito À Educação: 
Esses princípios não são taxativos, se aplicando ao ensino básico, o ensino superior e o ensino técnico, além disso, seguem os princípios da administração pública e relações privadas. Está ocorrendo um alargamento do período considerado como obrigatório. Esses princípios têm efeito para todas as fases do ensino, mas tem alguns específicos. 
 Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
 É uma densificação do princípio da isonomia. O Estado deveria adotar ações afirmativas para todas as fases do ensino básico. A parte final do incisivo tenta evitar a evasão escolar, assegurando que o discente venha a concluir todas as etapas do ensino básico especial. Igualdade material tanto no acesso quanto na permanência. 
A igualdade se aplica a qualquer microssistema jurídico. 
O acesso e a permanência consistem na igualdade na partida e na chegada. E para isso faz-se necessário que outros direitos integrados sejam assegurados, como alimentação, transporte, saúde e etc. 
Densificar e dar conteúdo a essa igualdade constitucional (art. 13 e 14 do pacto – Katarina)
Obs.: Katarina Tomavesir criou o sistema do “four A’s” que destacava que para se alcançar a igualdade era necessário: disponibilidade, acessibilidade, aceitabilidade e a adabitalidade. Mas destacava que a igualdade deve levar em circunstancia a realidade dos estudantes.
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; 
 Não há projeto educacional no estado constitucional se liberdade de aprendizagem e de ensino não forem respeitadas. As liberdades devem ser exercidas com responsabilidade, visto que liberdade não se confunde com libertinagem. No ambiente educacional, a flexibilidade se torna objeto de muita discussão. A liberdade de pesquisas e ideias não podem se confundir com a instigação de práticas odiosas. 
A base constitucional comum curricular precisa respeitar a autonomia das unidades federativas e das próprias instituições.
A liberdade de aprender é exercida pelo discente, já a de ensinar é exercida pelo tutores/professores/pais/responsáveis. 
A liberdade de aprender não significa o alcance de resultados.
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; 
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; 
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; 
VII - garantia de padrão de qualidade. 
VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionaisda educação escolar pública, nos termos de lei federal. Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
5. O Processo Constitucional E O Direito A Educação De Qualidade
A nossa carta cidadã é muito usada como fonte de pesquisa no transcontitucionalismo qual seja os remédios constitucionais, pois em nenhuma outra do mundo há tantos. 
Dentro do rol extenso, que não são numero clausus, vamos também identificar remédios e garantias na legislação constitucional e no âmbito infraconstitucional 
5.1. Novos Paradigmas Do Direito Processual Constitucional
Mandato De Segurança - Para compreender o contexto ao qual estamos inseridos, temo um dir4eito processual mais reforçado e que busca blindar e proteger ao Maximo os direitos fundamentais. Ao invés de um sistema com linhas genéricas e subsidiarias, temos um processo constitucional reforçado com objeto sinalizado, visando à máxima proteção. 
Não por menos a constituição já sinaliza o mandato de segurança, que veio duelar com o habeas corpus. No curso das constituições do sec. XX vamos presenciar a criação de novas garantias. E com a constituição de 88 temos um rol extenso que a vai buscar a proteção mais reforçada de diretos fundamentais, como é o caso do habeas data. A constituição de 88 trouxe uma farmácia constitucional
5.2. Ações Constitucionais E Proteção De Direito A Educação
Visam proteger a educação de qualidade
5.3. Controle Concreto
Mandato De Segurança - Histórico/ Legislação pertinente- vem com a constituição de 34 e depois com a lei 12016/09. E esta previsto na constituição no artigo 5, LXIX e LXX. É a garantia mais usada para proteção dos direitos fundamentais. Em relação a educação ela também é bastante invocada, sendo a ação de maior destaque, principalmente em face a sua força difusa herga omnes. Não sendo coletivo, seu campo de ação é limitado. Visa proteger um direito liquido e certo que nem todo direito fundamental tem, pois diz respeito a proteção indiscutível na legislação. Ação sumaríssima. Não permite a junta de documentos no decurso do processo. Proteger o direito albergado pela legislação, mas que terá que apresentar a prova pré-constituida (tudo que for apresentado no decorrer da peça). O direito liquido e certo é aquele protegido inequivocamente pela constituição e a parte vai demonstrar prova constituída, não podendo juntada posterior de documentos. Seu prazo para impetração é de 120 dias da ciência do fato por parte do impetrante do ato. 
Legitimidade Ativa/ Passiva - Art. 5, LXIX – Coletivos contra quem viola o direito liquido e certo. No caso de instituição de ensino seria contra o reitor e a união. Não se tratando de instituições de ensino superior estaduais (justiça estadual), a competência é da justiça federal. Partido político com representação constitucional, entidade de classe, sindicatos e
Cabimento - Todas as fases de ensino, pois estamos diante de particulares que decorrem de uma autorização do estado. Pode ser preventivo ou repressivo, e a diferença diz respeito ao ato co-autor. O preventivo visa evitar e impedir os efeitos de ato co-autor que esta na iminência de acontecer. O repressivo visa deter. 
Possibilidade De Concessão De Medida Liminar - 99% do caso ela é requerida pela parte impetrante, sem ouvida da outra parte. Para ser concedida deve ter: Fumus Boni Iures e o periculum in mora. 
Competência Para Processo E Julgar Ação - Vai depender da autoridade co-autora. O órgão do judiciário que é competente para impetrar mandato de segurança vai depender da autoridade co-autora. Competência dos órgãos do poder judiciário. 
Mandato De Injunção – Pode ser invocada no plano de direito a educação. Art. 5, LXX1 51). Diferente do mandato de segurança, que protege o direito liquido e certo, aqui vamos estar diante de um vazio, pois é um garantia constitucional que pode ser provocada diante da falta de norma regulamentadora, por omissão legislativa ou administrativa, houve por parte esse não fazer e consequentemente o poder judiciário vai preencher e viabilizar o exercício do direito educacional. Surge na constituição de 88, e a lei que o rege é a lei 13300/2016. Em verdade a legislação pertinente ao mandato de segurança era usada no mandato de injunção. O judiciário vai dar um prazo para a autoridade co-autora regulamentar a norma, esse prazo não atendido é que o judiciário irá preencher essa falta, sendo uma função atípica do judiciário. Não cabe no MI medida liminar, em respeito ao princípio da separação dos poderes. Na pratica 
Ação Popular- mecanismo que foi um avanço significativo que o Brasil consolidou em plena ditadura civil militar, entretanto só em 88 que começaram a ser realizadas. Surge primeiro no âmbito infraconstitucional pela lei 4717/65. Criada sob a égide da constituição de 46. Ganha previsão no art. 5, LXXIII. Garantia que surge no contexto da 3ª geração dos DF, que estava sentindo falta de um instrumento que se adequar - se a sua realidade. Tem como características ser uma manifestação e instrumento da democracia participativa responsável, que exige que o cidadão não venha somente representar, deliberar, mas de tomar as providencias quando necessário. A lei trouxe que essa ação do pode ser proposta pelo cidadão em sentido stricto (cidadão eleitor), e consequentemente pessoas jurídicas ou ministérios publico não pode entrar com ação popular. O que essa lei trouxe como excepcional é que na hipótese do cidadão requerer desistência, o ministério publico ou qualquer outro cidadão pode dar continuidade na ação, porque a ação popular interessa a uma coletividade. A ação popular visa proteger direitos que transcendem o autor, e na seara educacional é a mesma coisa. É possível medida liminar, desde que preenchido os determinados requisitos. Tem finalidade desconstitutiva
Ação Civil Publica- Nitidação de 3ª dimensão de DF, mas seu gênese deve-se à o empenho do ministério publico ser assegurador e protetor dos direitos. A lei que a rege é a 7347/85 e que foi recepcionado pela constituição de 88. Ate hoje já foi bastante alterada. Uma ação coletiva é aquela que envolve um conjunto de pessoas ou até mesmo toda a sociedade. Isto porque, a decisão tomada em uma ação coletiva afeta não só os indivíduos que entraram com aquela ação como também todos aqueles que se encontram na situação julgada e pretendem entrar com uma ação na Justiça. Não era só o ministério publico que era o autor, mas por ter sido quem encabeçou o movimento, ganhou fator principal. Art. 129 §3, nas competências do ministério publico. Já se encontra núcleos especializados do MP na proteção educacional, acompanhando o funcionamento das instituições. Não pode ser ajuizada pela pessoa física. Tem finalidade condenatória, visando à condenação do real
Habeas Educationem - Não esta no texto constitucional, está na LBB (lei 9394/96) e por isso não vem sendo proposta. Demonstração de sistematicidade das garantias em prol da educação. Art. 5 §3. Da LBB na lei 9394/96. A LBB apontou essa ação, mas ate o presente momento essa ação não tem regulamentação própria, e a defesa quanto a sua eficácia é que por se tratar de uma norma de aplicabilidade imediata, porque não pode permitir a aplicabilidade das outras ações?. O art. 5 §3 diz que o autor da ação popular e da ação civil publica pode entrar com essa ação. O que se defende é que use as outras enquanto ela n tem regulamentação. É uma norma Nat morta, que fica trancado no armário. Qualquer pessoa física ou jurídica pode entrar para proteger os direitos a educação. A vara competente seria o juizado da criança e do adolescente. Tendência processual contemporânea de maior reforço e blindagem dos direitos fundamentais. 
5.4. Controle Abstrato
ADI
ADC
ADPF

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