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Microbiologia Geral e Biossegurança RODRIGO BARBOSA DO NASCIMENTO MEIO DE CULTURA OBJETIVO Conhecer as técnicas básicas utilizadas na rotina da microbiologia. Produzir o meio de cultura sólida utilizado para favorecer o crescimento bacteriano. METODOLOGIA Procedimento 1: Preparo do meio de cultura 1.Inicie o preparo separando os materiais. 2.Posteriormente, macere o tablete de caldo de carne, desmanchando os grumos. Misture com a gelatina em pó. Adicione uma xícara de água, leve ao fogo até ferver levemente e dissolver a gelatina e o caldo de carne. 3. Reserve e deixe esfriar brevemente. Figura 1 – Materiais utilizados MEIO DE CULTURA Figura 2 – Caldo de carne macerado Figura 3 – Caldo de carne e gelatina em pó Figura 4 – Caldo de carne e gelatina dissolvidos em água MEIO DE CULTURA Procedimento 2: Acondicionamento do meio de cultura em placa de Petri Você encontrará as placas de Petri estéreis disponíveis para venda em lojas online. Somente abra as placas no momento da transferência do meio para evitar a contaminação das mesmas. Para evitar a contaminação durante a manipulação das placas e transferência do meio de cultura. Acenda o fogo de uma das bocas do fogão e manuseie a transferência no perímetro ao entorno no fogo. Transfira uma pequena quantidade do meio para as placas de Petri e aguarde sua solidificação em temperatura ambiente ou em geladeira para acelerar o processo caso seja necessário. Mas lembre-se, caso tenha levado as placas para solidificação em geladeira antes de realizar o semeio (prática 2) a mesma deverá estar em temperatura ambiente. Figura 5 – Placa de Petri MEIO DE CULTURA RESULTADOS E DISCUSSÃO Primeiramente, macerei o tablete de caldo de carne em um copo com auxílio de uma colher. Acrescentei um pacote de gelatina em pó incolor e misturei. A mistura foi levada até um fervedor com uma xícara de água fervendo em fogo brando. Houve a dissolução da gelatina e do caldo de carne, criando uma mistura líquida. Desliguei o fogo e esperei esfriar até ficar em temperatura ambiente. Peguei as placas de Petri individualmente e acrescentei o meio de cultura preparado em cada uma. As placas foram abertas cuidadosamente próximas a boca do fogão ligado para evitar uma possível contaminação das mesmas. Aguardei a solidificação dos preparos em temperatura ambiente. Dessa forma, conclui-se a primeira etapa do experimento preparando os meios de cultura. Figura 6 – Meio de cultura transferidos para as placas de Petri MEIO DE CULTURA CONCLUSÕES A atividade prática realizada possibilitou aprender de forma caseira, como é possível criar um meio de cultura microbiológico. O propósito da prática foi alcançado sem nenhuma intercorrência durante todo o processo da preparação. As limitações do experimento teve-se apenas no cuidado ao manusear as placas de Petri que eram de plástico descartável, a fim de não contaminá-las. E também necessitou de muito cuidado ao aproximá-las do fogo aceso para a transferência do meio de cultura. CONTROLE DO CRESCIMENTO MICROBIANO – ANTISSEPSIA DAS MÃOS OBJETIVO 1. Executar corretamente a higienização das mãos, simples e a compreendendo a diferença entre o método antissepsia. 3. Aplicar os conhecimentos obtidos na aula prática demonstrativa através da realização do semeio de amostras em meio de cultura. METODOLOGIA Procedimento 1: Identificação das Placas de Petri Escolha um local confortável com superfície previamente higienizada para iniciar o experimento. Na aula prática 1 você preparou 3 meios de cultura sólidos em placas de Petri e após a solidificação dos meios poderá iniciar o experimento. Com o auxílio de uma caneta marcadora identifique as placas de Petri como: 1) mão sem lavar, 2) álcool 70° e 3) Antissepsia com álcool iodado. Figura 1 – Materiais utilizados CONTROLE DO CRESCIMENTO MICROBIANO – ANTISSEPSIA DAS MÃOS Procedimento 2: Obtenção da amostra semeadura nos meios de cultura e Figura 2 – Amostra de mãos sujas OBSERVAÇÃO: Para as 3 etapas do experimento a amostra deverá ser obtida sempre da mesma mão, podendo escolher realizar a coleta da mão direita ou esquerda. A) Com o auxílio de um swab ou cotonete limpo (de preferência obtidos de embalagem lacrada sem estar no uso cotidiano). O mesmo foi umedecido no soro fisiológico e friccionado sobre a pele da palma da mão sem estar higienizada. Em seguida, a amostra foi semeada na placa de Petri contendo a identificação “mãos sem lavar (1)”; A semeadura consiste em depositar a amostra na placa de Petri em forma de estrias como mostrado na imagem abaixo. Figura 3 – Amostra sendo semeada CONTROLE DO CRESCIMENTO MICROBIANO – ANTISSEPSIA DAS MÃOS Procedimento 2: Obtenção da amostra semeadura nos meios de cultura B) Posteriormente, foi realizado a higienize das mãos com álcool em gel 70° (2). Um novo swab ou cotonete foi umedecido no soro fisiológico e esfregue na pele das mãos e realizado a semeadura na placa que estava identificada como álcool 70°. e Figura 4 – Amostra de mãos higienizadas com álcool 70º Figura 5 – Amostra sendo semeada CONTROLE DO CRESCIMENTO MICROBIANO – ANTISSEPSIA DAS MÃOS Procedimento 2: Obtenção da amostra semeadura nos meios de cultura C) Para finalizar a última parte do experimento, foi realizada a higienização das mãos com sabão de acordo com a técnica de lavagem das mãos. Posteriormente, foi realizada a antissepsia das mãos pré-lavadas, com álcool iodado deixando agir por 1 minuto, esperando secar ao ar. A seguir foi utilizado outro swab ou cotonete umedecido no soro fisiológico e o mesmo foi friccionado na palma da mão lavada e feito antissepsia corretamente. Após isto, foi realizado a semeadura na meio de cultura identificado como antissepsia com álcool iodado (III). e Figura 6 – Amostra de mãos lavadas e com uso de álcool iodado Figura 7 – Amostra sendo semeada CONTROLE DO CRESCIMENTO MICROBIANO – ANTISSEPSIA DAS MÃOS Procedimento 3: Crescimento microbiano Acomode as placas dentro de uma caixa, coloque em local seguro e em temperatura ambiente. Acompanhe o crescimento nos períodos de 24, 48 e 72 horas. Fotografe a evolução do crescimento bacteriano durante este período, pode ser que o crescimento bacteriano leve até uma semana para acontecer, isto em casos de temperatura ambiente abaixo de 37°C que seria a temperatura ideal de crescimento em laboratório. OBSERVAÇÃO: Caso queira acelerar o processo de crescimento bacteriano e a temperatura se sua cidade estiver fria o ideal que seja criado um ambiente aquecido imitando uma estufa. E para isso basta acoplar uma lâmpada através de um foro na caixa de papelão e mantê- la ligada na tomada. Figura 8 – Meios de cultura semeados CONTROLE DO CRESCIMENTO MICROBIANO – ANTISSEPSIA DAS MÃOS RESULTADOS E DISCUSSÃO A atividade prática foi feita conforme os passos anteriores. Após os meios de cultura prontos, eles foram alocados em uma caixa fechada e colocados em um local fresco. Depois de 24h foi feita a primeira fotografia e observado uma ligeira colônia da amostra das mãos sem lavar. Enquanto as duas outras não houve uma mudança tão visível. Após 48h o mesmo processo foi feito, e não notei nenhuma diferença expressiva. E ao final de 72h após todo o início do processo, pode-se observar que a amostra de mãos sujas estava com a maior quantidade de colônias bacterianas. Figura 9 – Após 24h Mãos sujas Álcool 70º Assepsia e álcool iodado CONTROLE DO CRESCIMENTO MICROBIANO – ANTISSEPSIA DAS MÃOS Figura 10 – Após 48h Figura 11 – Após 72h Mãos sujas Álcool 70º Assepsia e álcool iodado Mãos sujas Álcool 70º Assepsia e álcool iodado CONTROLE DO CRESCIMENTO MICROBIANO – ANTISSEPSIA DAS MÃOS RESULTADOS E DISCUSSÃO Para a lavagem das mãos da terceira amostra, utilizei as instruções informadas no vídeo explicativo da aula prática. Com sabonete líquido e água, ensaboei e esfreguei a palma das mãos, punhos, unhas, lavei entre os dedos, e enxaguei. Usei o punho para fazer o fechamento da torneira e depois sequei compapel toalha. Depois, fiz a assepsia das mãos com o álcool iodado, esperando agir e secar. Figura 12 – Lavagem e assepsia das mãos CONTROLE DO CRESCIMENTO MICROBIANO – ANTISSEPSIA DAS MÃOS RESULTADOS E DISCUSSÃO Com a finalização do experimento, após o período determinado, pude analisar que a amostra que foi coletada com as mãos sem lavar, foi a que apresentou o maior número de colônias bacterianas. De forma muito visível, deu para observar a presença das mesmas. Já a amostra coletada das mãos que foram higienizadas com álcool 70º, apresentou uma discreta formação de colônia, que através da foto nem é possível perceber. Enquanto a terceira amostra, onde foi feita a assepsia das mãos e o uso do álcool iodado, não notei nenhuma diferença visível a olho nu, desde as primeiras 24h que iniciei a prática até o seu final. Aparentemente não observei nenhuma grande colônia. Figura 12 – Amostra feita com as mãos sujas foi a que apresentou maior quantidade de colônias. CONCLUSÕES A atividade prática possibilitou o aprendizado de como pode ser feito e observado o crescimento de cultura microbiana de maneira caseira. Foi possível entender a importância da higienização e assepsia correta das mãos para não haver contaminação microbiológica. Principalmente tratando-se de um ambiente laboratorial, na manipulação de alimentos e até transmissão de doenças. Os objetivos foram atingidos, conforme a proposta do experimento. Houve uma certa limitação quanto a armazenagem das amostras, pois em um primeiro momento por conta da temperatura, as amostras derreteram devido o uso da gelatina. Sendo assim, foi refeito e acondicionado em um local mais fresco, chegando a conclusão da finalidade da prática. image2.png image3.png image4.png image5.jpg image6.jpg image7.jpg image8.jpg image9.jpg image10.jpg image11.jpg image12.jpg image13.jpg image14.jpg image15.jpg image16.jpg image17.jpg image18.jpg image19.jpg image20.jpg image21.jpg image22.jpg image23.jpg image24.jpg image25.jpg image1.png