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REVOLTA
DA VACINA 
Miriã Araujo-Náthally Victhória S.
Mendes - Melyssa Morais da Silva-
Kauane da Silva- Manuella Aparecida
Martins Rosa
SUMÁRIO 
 • Introdução 
• Condição sanitárias e urbanas 
• Reação da População e às reformas
Urbanas 
e a vacinação obrigatória 
• Quem foi Oswaldo Cruz 
• Governo Rodrigues Alves (1902–1906)
• Conclusão 
INTRODUÇÃO 
A Revolta da Vacina foi um importante episódio ocorrido no Rio de Janeiro,
em 1904, durante um período de grandes transformações urbanas e
sanitárias. A cidade enfrentava sérias epidemias e, para combatê-las, o
governo impôs medidas como a vacinação obrigatória contra a varíola. No
entanto, a falta de diálogo e a forma autoritária de aplicação geraram grande
revolta popular. Neste seminário, vamos entender as causas, o desenrolar e as
consequências desse movimento histórico.
CONDIÇÕES SANITÁRIAS E URBANAS
No início do século XX, o Rio de Janeiro
enfrentava sérios problemas sanitários e
urbanos, apesar dos esforços de
modernização. A cidade era marcada pela
falta de saneamento básico e pela alta
concentração populacional em cortiços, o
que favorecia a disseminação de doenças
como febre amarela, varíola, tuberculose e
peste bubônica, causando frequentes
epidemias e elevando a mortalidade.
Devido o cenário insalubre, o presidente Rodrigo Alves
decidiu que o Rio de Janeiro necessitava passar por uma
significativa reforma urbana, que inspirada em modelos
europeus como Paris. Ele destinou Francisco Pereira
Passou (atual prefeito da cidade) para reformar urbanas e
Oswaldo Cruz para as reformas higiênico-sanitárias. Essa
transformação, impulsionada pela administração
municipal da época, envolveu demolições ("bota-abaixo")
e a abertura de grandes avenidas, como a Avenida Central
(atual Rio Branco), buscando modernizar a cidade e criar
uma imagem de progresso, simbolizada pelo slogan "O
Rio civiliza-se".
No entanto, essas intervenções urbanas, que também
incluíram a modernização da zona portuária, a criação de
novas avenidas como a Beira-Mar e Maracanã, e a
adaptação para a chegada dos automóveis e da energia
elétrica, não foram suficientes para resolver os graves
problemas de saúde pública existentes. As precárias
condições sanitárias continuavam sendo um obstáculo
para o estabelecimento de um ambiente verdadeiramente
moderno e saudável na cidade.
Por isso Oswaldo decidiu que seria a partir de então
obrigatória a vacinação contra a varíola e os cortiços e
casas de baixa estruturas deveriam ser demolidas
As reformas urbanas provocaram o despejo de milhares de
famílias pobres dos cortiços. Sem alternativas de moradia
digna, muitas pessoas passaram a ocupar morros e periferias, o
que deu início à formação das primeiras favelas, A campanha
de vacinação contra a varíola, liderada por Oswaldo Cruz, foi
imposta sem uma boa comunicação com a população. Muitos
não entendiam o que era a vacina, nem porque era necessária,
aumentando a desconfiança. A falta de informações claras fez
com que surgissem boatos de que a vacina seria prejudicial à
saúde ou um meio de controle da população pobre. Esse medo
gerou forte resistência contra as campanhas de vacinação
obrigatória, a vacinação era muitas vezes feita à força, o que
gerou revolta. Em 1904, essa insatisfação explodiu na Revolta
da Vacina, com protestos violentos, confrontos com a polícia e
forte repressão do governo
 REAÇÃO DA POPULAÇÃO E ÀS REFORMAS URBANAS 
E A VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA 
QUEM FOI OSWALDO CRUZ 
Oswaldo Cruz foi um importante médico, cientista e
sanitarista brasileiro, nascido em 5 de agosto de 1872, em
São Luís do Paraitinga (SP). Ele é reconhecido como um
dos principais responsáveis pelo combate a grandes
epidemias no Brasil no começo do século XX, como a
febre amarela, a peste bubônica e a varíola.
Formado em medicina no Rio de Janeiro, Oswaldo Cruz
se especializou em Bacteriologia no renomado Instituto
Pasteur, em Paris. Ao retornar ao Brasil, trouxe
conhecimentos avançados sobre vacinação, higiene e saúde
pública, que aplicou de forma pioneira
.
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• Em 1903, foi nomeado diretor de Saúde Pública e liderou
campanhas sanitárias que mudaram a realidade da cidade do
Rio de Janeiro, na época cheia de doenças tropicais. Suas ações,
como a vacinação obrigatória, enfrentaram muita resistência
popular, mas foram essenciais para erradicar a febre amarela no
país.
• Além disso, ele fundou o Instituto Soroterápico Federal, que
depois se tornou o famoso Instituto Oswaldo Cruz (atualmente a
Fiocruz), um dos maiores centros de pesquisa biomédica da
América Latina.
Oswaldo Cruz morreu em 1917, aos 44 anos, mas deixou um
legado enorme na ciência e na saúde pública do Brasil, sendo até
hoje um símbolo de combate às doenças e de inovação científica.
GOVERNO RODRIGUES ALVES
(1902–1906)
Eleição e desafios: Rodrigues Alves,
deputado veterano e ex-ministro da
Fazenda, venceu as eleições de 1902
prometendo “ordem e progresso” para
um Brasil ainda marcado por crises
sanitárias e políticas oligárquicas.
Parceria com o município: embora fosse
presidente da República, firmou estreita
cooperação com a prefeitura do Rio de
Janeiro (sob Pereira Passos) para grandes
intervenções urbanas
GOVERNO RODRIGUES ALVES
(1902–1906)
Impacto Político: Autoritarismo e Desconfiança
A Revolta da Vacina expôs as fragilidades do governo de Rodrigues Alves,
especialmente na forma como lidava com políticas públicas sem
considerar a participação popular. A imposição autoritária da vacinação
obrigatória, sem diálogo ou esclarecimento adequado, gerou
descontentamento e resistência. Além disso, setores militares insatisfeitos
tentaram aproveitar o caos para promover um golpe de Estado, que
acabou sendo frustrado .
Consequências Sociais: Desigualdade e Marginalização
As reformas urbanas lideradas por Pereira Passos, que incluíam a
demolição de cortiços e a expulsão de populações pobres do centro da
cidade, intensificaram a segregação social. Muitos dos afetados foram
forçados a se estabelecer em áreas periféricas e morros, contribuindo para
o surgimento das favelas . A Revolta da Vacina evidenciou a
marginalização das camadas populares e a falta de políticas inclusiva
s.
GOVERNO RODRIGUES ALVES
(1902–1906)
Mudanças nas Políticas Públicas: Do Autoritarismo à
Conscientização
Após a revolta, o governo reconheceu a necessidade de alterar sua abordagem.
Houve um esforço maior em campanhas de conscientização e educação
sanitária, visando informar a população sobre a importância da vacinação e das
medidas de saúde pública . Além disso, foram realizados investimentos em
infraestrutura de saneamento básico, como abastecimento de água e esgoto, para
melhorar as condições sanitárias da cidade.
Relação entre Estado e População: Lições de Diálogo e
Respeito
A revolta destacou a desconexão entre o Estado e a população, especialmente as
classes mais pobres. A falta de diálogo e a imposição de medidas sem considerar
as realidades sociais geraram desconfiança e resistência. Esse episódio serviu
como lição sobre a importância de políticas públicas participativas e sensíveis às
necessidades da população .
CONCLUSÃO 
A Revolta da Vacina mostrou como a falta de comunicação entre
governo e população pode transformar uma política de saúde em um
grande conflito social. Apesar da repressão, a revolta deixou lições
importantes sobre a necessidade de respeito aos direitos civis e a
importância da educação sanitária. Compreender esse episódio é
fundamental para refletirmos sobre os desafios da saúde pública e da
cidadania no Brasil até hoje
BIBLIOGRAFIA 
https://www.todamateria.com.br/revolta-da-vacina/
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/revolta-vacina.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolta-vacina.htm
https://escolaeducacao.com.br/revolta-da-vacina/.
https://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolta-vacina.htm.
https://bndigital.bn.gov.br/dossies/rede-da-memoria-virtual-brasileira/politica/a-
revolta-da-vacina/
https://querepublicaeessa.an.gov.br/index.php/que-republica-e-
essa/assuntos/temas/200-revolta-da-vacinahttps://www.terra.com.br/noticias/educacao/revolta-da-vacina-o-que-foi-e-como-
aconteceu,89244d41c4db846d9e762cbc465ac6f47qbmvu29.html

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